Ela estava em minha frente, tremia tanto que eu meu perguntava como ainda não tinha desmaiado, ela começou a soltar o laço da camisola branca e os olhos já brilhavam pelas lágrimas contidas.
-Pare. -passei por ela que fechou as mãos em punho tremendo ainda mais, e fui direto para cama.
Ela me olhou confusa e se virou completamente, e por fim começou a caminhar lentamente até mim.
-Me desculpe, não imaginei que gostaria de retirar, sinto muito Madara-sama. -sua voz mesmo naquele momento me pareceu melodiosa, mas o medo ainda me era visível em seu semblante que ainda tremia um pouco, e por causa disso eu me vi sugando o ar pedindo paciência.
-Eu não vou te tocar. -ela me olhou e piscou várias vezes como se tentando entender, ou acreditar no que ouvia.
-Eu fiz algo que o desagradou Madara-sama? -ela me pareceu ainda mais apreensiva.
-Você quer que eu a toque? -não esperei que respondesse. -Você realmente deseja que eu a toque Uchiha Minay? -minha voz saiu mais grossa do que eu pretendia e ela se assustou mais. -Odeio mentiras e espero que você como minha esposa não minta para mim.
-... -ela ficou em silencio e eu me repreendi, o intuito não era assustá-la mais, só que infernos, como lidar com uma mulher que parece que vai quebrar a qualquer movimento meu?
-Sente-se aqui Minay! -tentei suavizar a voz que só ficou mais rouca, e bati a minha frente no colchão e está rapidamente se sentou. -Eu não sou um monstro como imagina. -ela não levantou o olhar, ficou apenas ali de cabeça baixa. -Não pretendo estuprar minha mulher.
-Não é um estupro, eu sou sua mulher então é um direito...
-Não me venha com isso, ambos sabemos que você não me deseja, e se não me deseja é sim um estupro. -ela se encolheu quando comecei a falar e só aí notei que minha voz tinha ficado mais alta. -Isso não está dando certo. -exasperei-me e ela me olhou de rabo de olho. -Olhe o que eu quero dizer, é que eu não vou tocar em você enquanto não deseje tudo bem? -ela fez que sim e eu vi um leve sorriso se formar em seus lábios. -Mas tenho uma ressalva. -ela me olhou meio amedrontada e meio curiosa. -Não permitirei que você pertença a mais ninguém está me ouvindo, você é minha mulher e exijo que se porte como tal! -ela apenas afirmou e ficou brincando com os dedos nervosamente. -O que foi, se tem algo para perguntar pergunte logo! -ela levantou o olhar e me fitou com aquelas íris tão escuras quantos as minhas, mas que brilhavam com uma essência só sua.
-Madara-sama me respeitará também? -algo em minha expressão a fez abaixar a cabeça novamente. -Me desculpe, claro que como homem o senhor...
-Claro que sim, eu não exigirei de você algo que eu mesmo não possa fazer. -ela suspirou. -Você agora é minha mulher Minay, então me trate como seu marido e me respeite como tal, por que é isso que eu farei com você. -ela afirmou. -Olhe para mim! -sibilei aquilo já estava me deixando com raiva. -Eu não vou machucar você, jamais levantei a mão para nenhuma mulher a menos que estivéssemos em um campo de batalha, e não vou começar por minha esposa. Então pare de se tremer como se eu fosse te bater a qualquer momento, e quando estiver falando comigo me olhe nos olhos, eu não sou seu superior para você abaixar a cabeça para tudo que eu digo, sou seu marido, e como tal só espero respeito e não medo de você. -vi as primeiras lágrimas caírem de seus olhos e suspirei me inclinando para limpar seu rosto, mas diferente do que imaginei ela não se retraiu, ficou ali parada, e eu toquei sua pele aveludada, ela realmente era linda.
-Obrigada! -ela me deu um tímido sorriso e eu apenas assenti.
-Agora vamos dormir, hoje foi um dia cansativo.
-Hai Madara-sama... -me olhou de esgueira e se corrigiu. -Madara. -apenas afirmei.
Não, eu não estava cansado, mas imagino o quanto deve ter sido um dia horrível para ela, toda a correria do casamento, da arrumação da cerimonia e todo o medo, uma vida inteira de medo pelo que seria essa noite, deuses o que essa menina não pensa de mim.
Senti quando o outro lado da cama afundou levemente e sorri, ela quase não pesava, e se eu não fosse cuidadoso eu poderia quebrá-la em nossa primeira noite. Quase me bati por causa desse pensamento, claro que eu nunca a teria, ela jamais me permitiria tocá-la, Minay só faltava chorar apenas por falar comigo.
Me virei para dormir, e o cheiro doce de seus cabelos invadiu minhas narinas me deixando tonto, e involuntariamente a puxei para mim e a ouvi arfar e se arrepiar.
-Não farei nada com você fique calma, só que...
-Eu sei, minha mãe me explicou que todo Uchiha é assim. -fiquei curioso.
-Assim?
-Super protetor com suas esposas, que não consegue dormir na mesma cama sem a puxar para si, é a maneira de ter certeza de que ela está protegida. -sua voz estava mais calma agora e eu me vi sorrindo com aquilo.
-Então você não se incomoda?
-Não, é instinto, e bem... -ela ficou vermelha. -Você está sendo mais compreensivo do que qualquer um, poderia ter feito mais do que abraçar, já que é seu direito como meu marido.
-Eu só não quero ter um casamento infeliz, não quero que minha própria esposa me odeie. -ela afirmou e seus cabelos roçaram em meu peito aumentando ainda mais a fragrância.
-Eu não odeio você. -ela disse rápido.
-Mas me teme. -ela não disse nada. -Sei a ideia que tem de mim, todavia vamos vive juntos pelo resto da vida, então espero que deixe de lado o que acha, e aprenda a conviver comigo.
-Sim. -pela primeira vez havia determinação em sua voz e eu quase sorri com isso.
Acordei com um gritinho fino, mas o cheiro de amêndoas estava me inebriando tanto que me vi na necessidade de respirar mais daquilo.
-Madara! -o medo naquela voz me alertou que algo estava errado, então abri completamente os olhos tentando focar-me em algo.
Minha perna estava entre as suas as prendendo-as, e seu quadril estava bem encaixado em mim, e ela com toda certeza sentia minha ereção, sem falar que minha cabeça estava enfiada em seu pescoço e uma marca roxa era visível ali.
-Sinto muito. -ela estava completamente vermelha, então a soltei e fui em direção ao banheiro.
Que merda eu tinha feito, agora a garota vai me achar um maníaco, se ela já tinha medo de mim agora então. -Arghhh.
Tomei um banho bem gelado tentando me controlar e quando terminei me dei conta que não tinha levado roupa para me trocar. Escovei os dentes me xingando mentalmente pela decima vez aquele dia e me preparei para os gritos. Quando sai do banheiro apenas com a tolha na cintura e o cabelo pingando, há vi sentada na cama com um robe, e quando esta se virou para mim ficou mais vermelha como um pimentão maduro e desviou os olhos rapidamente -pelo menos não gritou.
-Não levei roupa, melhor você ir se arrumar temos um longo dia pela frente.
Ela saiu silenciosa pegou uma roupa e foi para o banheiro. Comecei a me arrumar e sorri ao ouvi-la cantar, ao menos ela estava feliz o suficiente para isso.
-Me desculpe pela demora. -ela se curvou ainda na porta do banheiro, estava linda naquele vestido rodado branco.
-Não demorou. -eu me levantei. -Está pronta?
-Sim!
-Vamos tomar café então.
-Podemos caminhar na praia depois? -seu rosto estava preocupado e eu podia ver que ela tinha reunido toda coragem que possuía para me pedir aquilo.
-Sim, mas gostaria de almoçar com você em um restaurante que Hashirama me indicou. -expliquei e ela sorriu e veio até mim;
-Senju-san?
-Sim, este foi o presente dele e de Megumi para nós. - "Ela ficará animada com a praia e vai acabar esquecendo dessa sua cara de cachorro brabo" o maldito me disse, "Nós mulheres amamos o sol, e será bom para ela ficar longe de todos, da pressão da família" Megumi argumentou, e assim eles me convenceram a aceitar aquele presente de lua de mel.
-Me lembre de agradecê-los por favor. -afirmei quando ela parou do meu lado e eu lhe estendi a mão e está segurou, me fazendo quase sorrir. Sim eu agradeceria a Hashirama e Megumi por isso.
Descemos e tomamos café, e algumas pessoas nos olhavam de esgueira, então notei que eramos os únicos jovens ali, mas diferente de mim Minay não pareceu notar isso, na verdade ela parecia mais entretida com as várias espécies de comida ali. O café da manhã era em estilo self-service e tinham vários tipos de comidas dispostas, muitas das quais eu jamais vi.
-Pegue um de cada para provar.
-Eu não conseguiria comer tudo. -ela falou e me pareceu um gatinho miando.
-Pegue, o que não conseguir comer, eu como para você. -ela novamente sorriu e só faltou dar pulinhos de felicidade. Realmente era muito fácil agradá-la.
-Obrigada.
-Não por isso.
Ela pegou um prato e escolheu o que queria, e eu fiz o mesmo, após isso esperei que terminasse e escolhi uma mesa mais afastada para que nos sentássemos.
-Hummm. -ela ficou toda alegre com a comida como se o sabor tivesse lhe agradado e se remexeu toda, mas quando me viu olhando ficou toda envergonhada. -Desculpe, eu tenho essa mania feia, mas prometo tentar me controlar.
-Eu não me importo. -ela me olhou curiosa.
-Porque está fazendo isso? -foi minha vez de olhá-la com curiosidade e a esperei continuar. -Tentando me agradar.
-Lembra do que lhe disse ontem? Eu odeio mentiras, e não farei com você o que não quero que faça comigo. Então não, eu não estou tentando te agradar, se eu não gostar de algo eu direi, como espero que faça comigo. Então se estou dizendo que não me incomodo é porque realmente não me importo. -ela mordeu o lábio inferior e se encolheu.
-Desculpe.
-Isso me incomoda. -ela levantou o o olhar. -Não quero que se desculpe por tudo, estamos conversando, e eu não sou nenhuma de suas amigas para me magoar com qualquer coisa que diga. -ela arregalou os olhos surpresa.
-Sinto... Certo. -se corrigiu rapidamente, e eu afirmei.
O resto do café da manhã foi silencioso, mais não me pareceu nada incomodo, e quando ela timidamente ficou olhando para o prato que ainda tinha alguma comida eu o troquei com o meu que estava vazio e como dito antes, eu comi o que ela não tinha conseguido e está deu um sorriso tímido por isso.
Passeamos pela praia e ela não pareceu se incomodar que eu a segurasse pela mão, na verdade a única coisa na qual ela mantinha sua atenção era em brincar com a água do mar. E assim passamos a manhã. Há levei para almoçar em um restaurante ali próximo e ela ficou extremamente encantada com tudo, e a tarde a levei para conhecer a cidade.
Eu fiz de tudo para que ela se sentisse ao menos mais tranquila, e quando está se acostumou com minha presença a ponto de não mais se assustar quando eu falava nem se tremer quando eu a tocava eu soube que enfim ela estava mudando seu pensamento sobre mim.
Lembro como se fosse hoje a primeira vez que nos beijamos, estávamos voltando de um festival no centro da vila, e tinha começado a chover, então a levei para debaixo de uma árvore para esperar a chuva passar, mas a abracei para que ela não mais sentisse frio, e ela levantou o rosto para me agradecer, e foi impossível resistir aqueles olhos, e mais ainda aqueles lábios que me pareciam tão doces. Tentei controlar minha fome para não assustá-la, mas quando a senti estremecer me afastei, e já me preparava para me desculpar quando a vi tocar os lábios e sorrir envergonhada, então apenas me limitei a beijar sua cabeça de forma carinhosa e esta se aconchegou mais a mim.
Contudo nada me preparou para aquela frase, e até hoje eu me pergunto se ela sabe o que aquilo me causou.
Já fazia mais de um ano que estávamos casados, e como todas as vezes em que dormíamos juntos eu acordava enlaçado a ela, e com o tempo ela havia se acostumado a isso, e de alguma forma acabava me abraçando também, o que me fazia rir sempre. Tentei me soltar dela sem acordá-la, mas essa miou em protesto e abriu os olhos sonolentos.
-Volte a dormir ainda é cedo. -eu disse com a voz rouca tocando suas bochechas.
-Não dá, eu sinto sua falta. -sorri de leve e ela me abraçou mais. -Madara... -vi quando ela mordeu o lábio como sempre fazia quando estava preocupada.
-Sim. -ela desviou o olhar e eu esperei paciente o que me diria.
Ela se inclinou e ficou me olhando como se esperasse algo, mas eu não entendia exatamente o que ela queria, então me surpreendi quando me beijou. Foi instintivo a puxar para mim, e quando senti o gosto doce dela todo o meu corpo acordou, então tentei afastá-la de mim, mas essa se inclinou ainda mais fazendo nossas intimidades se chorarem arrancando um silvo de mim.
-Minay... -minha voz saiu mais grossa pelo desejo.
-Eu quero... -sua voz saiu num sussurro. -Eu desejo você Madara. -ela disse mais claramente e eu fiquei olhando-a.
Ela se afastou dando-me total visão sobre seu corpo e seu rosto vermelho, mas nada me preparou para quando ela retirou a camisola ficando apenas de calcinha na minha frente, deixando-me ter total visão sobre seus seios volumosos.
-Obrigado por esperar. Eu estou pronta para você! -meu coração bateu como um louco e quando essa se deitou sobre mim foi a minha vez de tremer.
Abracei-a com força, e beijei-lhe com vontade a ouvindo gemer com a frisão de nossas intimidades. Troquei de posição com esta e passei a provar todo o seu corpo com leves mordidas, mas seu real sabor eu só pude provar após retirar sua calcinha com cuidado e a todo momento eu a olhava esperando qualquer sinal para parar, mas esse não veio, então levei minha língua havida a seu ponto mais sensível e ao notar o quanto está já estava molhada me senti orgulhoso, desejado, e toda a minha mente trabalhou em um único pensamento, fazê-la minha. A ouvi suspirar, gritar e se contorcer em desejo, e tudo aquilo só me instigava a trabalhar mais habilmente ali, então suguei seu clítoris com vontade e senti o gosto de seu primeiro gozo, e como sempre imaginei fora delicioso.
Retirei minhas roupas que já me incomodavam tanto que doía, e ao ver meu membro ela se assustou um pouco, então calmamente peguei sua mão e a levei até ali, no começo ela ficou nervosa mas logo começou a tocar-lhe curiosa me fazendo sentir sensações jamais imaginadas, me vi suspirando em volúpia quando essa começou uma vai e vem lento, mas quando sua língua tocou ali foi o limite para minha sanidade, deuses aquela menina iria me enlouquecer.
A empurrei com cuidado para a cama e ela me olhou meio perdida.
-Minay... -era a ultima chance que eu lhe daria, depois dali eu não conseguiria mais parar, todo o meu corpo estava fervendo em antecipação.
-Madara. -ela gemeu manhosa me arranhando -deuses.
A beijei com vontade e me pus no meio de suas pernas, e segurei seu quadril para que ela não pudesse tentar se afastar quando eu a invadisse. Ela tremeu quando me sentiu em sua entrada, mas eu não parei o beijo, nem mesmo quando comecei a entrar dentro dela. Ela enfiou as mãos em meus cabelos e gemeu com a dor, eu sabia o quanto aquila primeira invasão doía, então quando senti sua barreira não pensei duas vezes ao ir mais fundo e transpassá-la, adentrando por completo dentro dela. Eu queria invadi-la com vontade, todo meu corpo pedia para que eu a possui-se de uma vez, mas ao ver as lágrimas em seu rosto eu travei, eu não queria que ela tivesse uma experiencia ruim em nossa primeira vez, queria que ela me sentisse prazer e que me deseja-se todos os dias como eu sabia que a desejaria.
Alisei seu rosto e limpei as lágrimas neste, e tentei sair e entrar o mais lento que podia, firmei minhas mãos no colchão apertando-o enquanto tentava ao máximo me controlar, eu já respirava com certa dificuldade, e o maldito desejo só crescia cada vez mais, pois toda vez que eu entrava nessa ela parecia me apertar mais.
-Ma... dara... mais... -quase gritei de felicidade com aquilo, e não esperei que ela terminasse a frase para me inclinar e morde-lhe o pescoço enquanto a invadia com mais força e vontade, mais não pude conter o gemido de prazer quando ela desceu as unhas por minhas costas arranhando-as. Eu estava chegando no meu limite, mas ainda sim só me permiti gozar quando Minay chegou em seu prazer, quando senti as paredes me apertarem me deixando alucinado pelo calor ali, não eu não podia fazer mais nada a não ser me entregar ao êxtase que aquele corpo me proporcionava, e pela primeira vez, me vi caindo satisfeito sobre o corpo de uma mulher, a minha mulher.
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Eu estava tremendamente cansado, e Hashirama tinha razão, depois daquela missão tudo que eu queria era uma boa cama para descansar.
-Tadaima. -disse ao entrar em nossa casa, mais diferente de como sempre acontecia ela não apareceu ali sorrindo para me receber.
Meu peito se apertou, algo estava errado, muito errado. Todo o cansaço sumiu do meu corpo e a adrenalina e o medo se apoderaram de mim. O sharingan foi ativado antes mesmo que eu sequer pensasse e num piscar de olhos eu já estava no pé da escada que levava ao nosso quarto. Seu cheiro estava impregnado por toda a casa, mas era apenas isso, apenas seu cheiro, nada que me indicasse que mais alguém esteve ali.
Ouvi um pequeno barulho dentro do quarto e quase arrombei a porta ao entrar, meu coração parecia que iria sair pela boca, e ao ouvi-la chorar meu mundo ruiu. Segui o som que me indicava que está estava no banheiro.
-Não entre Madara. -ela pediu num fio de voz. E se eu não tivesse certeza de que estava sozinha eu teria arrombado a porta que nos separava.
-Minay o que está havendo? -minha voz estava grossa, o medo ainda estava ali.
-Eu não sei. -ela chorou e aquilo me preocupou mais.
-Me deixe entrar para ajudar.
-Não. -aquilo foi quase um miado.
-Minay. -eu chamei mais grave. -Se não me disser o que está havendo e não me deixar entrar eu entrarei aí de qualquer forma.
Ouvi ela chorar e não pensei duas vezes ao quebrar a porta do banheiro e entrar. A cena que vi me assustou. Minay estava sentada no chão do banheiro, debruçada sobre o vaso, e seu fluxo de chackra estava anormal.
-Eu comecei a ficar enjoada, e parece que as coisa só pioram Madara, eu já não sei mais o que fazer. -a peguei no colo com carinho e encostei nossas testas e ela me abraçou chorosa. -Eu estou com medo. -tive de me segurar para não chorar, eu não podia acreditar naquilo.
-Minay você gosta de crianças? -ela me olhou ainda chorosa, mas maneou a cabeça. E eu beijei sua testa. -O que acha de termos filhos? -nunca tínhamos conversado sobre aquilo, na verdade eu nunca me vi com uma família, com uma mulher que me amasse, mas quando vi o sorriso dela, o a alegria de saber que seria mãe, que estava gerando nosso filho, aquilo me fez sorrir também.
-Eu estou grávida? -perguntou num fio de voz e eu a coloquei na cama.
-Sim.
-Nós vamos ter um filho?
-Parece que sim.
-Você não se importa? -ela direcionou aqueles grandes orbes brilhantes em expectativas para mim, e eu toquei-lhe a face.
-O que acha?
-Que você será um grande pai. -meu sorriso se alargou ao ouvir aquilo.
Ela pulou me abraçando, e seu sorriso era contagiante.
-Eu estou tão feliz Madara.
-Eu também. -ela me olhou curiosa e riu.
-Agora seremos uma grande família. -eu afirmei.
Shisui nasceu em uma noite de verão, poucos meses depois de Tsunade, e isso aproximou mais Minay de Megumi que sempre ficavam juntas quando eu e Hashirama saímos em missão, o que me deixava mais tranquilo já que assim uma ajudava a outra.
Tsunade era uma diabinha de saia, subia em tudo e era uma completa destruidora, e os olhos de Hashirama sempre brilhavam orgulhosos quando esta aprontava. Shisui era quieto, sempre parecia analisar tudo ao redor, e Minay dizia que isso era influencia minha, e por mais que eu não admitisse eu me orgulhava de saber que meu filho era tão parecido comigo.
Quase dois anos depois nasceu Obito eu me vi com uma criança que era o meu completo oposto, pois meu caçula tinha puxado completamente a mãe, era extremamente carinhoso e sempre que eu o pegava no colo ele se agarrava a mim enlaçando meu pescoço e descansando a cabeça ali. E se eu o tentasse mudar de posição ele chorava, chorava tanto que eu me via desesperado e o voltava para o mesmo lugar. Minay ria e dizia que ele se sentia protegido ali, e que por isso fazia isso. O problema era que ele só ficava no colo comigo, Minay, Hashirama e Megumi, qualquer outra pessoa meu filho estranhava e chorava como se não houvesse amanhã. Uma vez Fugaku o tentou pegar no colo para um passeio e este chorou tanto que meu cunhado o devolveu antes mesmo de sair pela porta. Meu único consolo era que este só era assim com adulto, já que ele sempre ficava tranquilo no colo do irmão ou no de Itachi. Com Tsunade ele sempre sorria e ela adorava o fazer de boneca e esse sempre ria quando era carregado por ela, o que causava um leve ciume no irmão mais velho, eu só me perguntava de qual parte era esse ciume, e Minay sempre dizia que era da Tsunade, pois os pequenos eram muito apegados.
Eu amava minha mulher, amava a família que havíamos construídos juntos. Minay acordava todos os dias cedo e nunca me deixava sair em missão sem uma marmita de comida, sem beijar as crianças e claro, sem um beijo de boa sorte. Quando eu estava em casa ela sempre me deixava descansar e eu sempre a ouvia brincar com as crianças no jardim, e claro eu não me aguentava e acabava indo para lá.
Tudo pareceu sumir, como uma foto que começa a envelhecer e se apagar ,e tudo que eu pude ouvir foi a voz dele.
-Mais ainda tem um filho para criar. -era a voz de Hashirama que gritava ao longe.
Saber que minha mulher era feliz comigo e que me amava e amava nossos filhos foi a única coisa que me fez parar quando ouvi a voz do meu amigo. Seu corpo frio em meus braços era como farpas que alcançavam meu coração, e dilaceravam minha alma, mas quando Hashirama gritou que eu não poderia encará-la e que ela queria que eu protegesse nossos filhos, eu me fechei para tudo e respirei trancando qualquer emoção dentro de mim. Ela tinha ido, mas morreu para proteger nossa família, morreu fiel a mim, e seu ultimo pedido era que eu cuidasse de nosso filho, e aquela seria a missão de minha vida. Mas antes disso, antes de tudo, eu precisava lavar seu sangue de minhas mãos, e aquilo só aconteceria quando eu matasse todos aqueles miseráveis, todos aqueles que ousaram levantar a mão contra minha família.
Deixei meu filho aos cuidados de Hashirama, ele era o único que eu confiava para isso, e a própria Megumi tinha se arriscado para protegê-los. Eles cuidariam dele como se fosse deles, eu tinha certeza, então me foquei em dar um enterro digno a minha esposa, enterrando-a no lugar que ela mais gostava de caminhar, no jardim próximo a vila.
Eu cacei, durante meses eu matei cada um daqueles que estavam envolvidos na morte de Minay, deixando o maldito do meu irmão por ultimo, mas nada me preparou para o que eu encontrei.
-Alguém cale a boca desse pirralho dos infernos. -eu ouvi meu irmão gritar, e os criados se porão a correr.
Aquele choro, aquela forma desesperada de chorar mesmo estando audivelmente mais fraco, eu reconheceria em qualquer lugar, eu não podia acreditar. Corri o mais rápido que pude e quando alcancei o lugar matei todos os criados que estavam no quarto, antes que esses avisassem sobre minha presença, contudo quando reparei melhor o comodo e vi meu pequeno dentro de um berço se apoiando nas barras de ferro meu coração pareceu voltar a trabalhar.
Obito estava visivelmente mais magro, e seu rosto estava banhado pelas lágrimas, mas nem mesmo isso parecia lhe dar menos determinação ao que fazia, pois ele continuava a chorar estrondosamente.
Me aproximei e ele chorou mais, mas quando o peguei colocando-o no colo, este fez o que sempre fazia, enlaçou meu pescoço deitando ali calmamente.
-Papa... -uma lágrima escorreu de meus olhos, era a primeira palavra dele e aquilo fez todos os sentimentos tão bem guardados dentro de mim transbordarem.
-Eu levarei você para casa filho. -ele suspirou cansado e praticamente desmaiou ali.
Izuna pareceu estranhar o silencio da criança, pois se dirigiu rapidamente para onde eu estava, e eu sorri sabendo que meu filho provavelmente o tinha infernizado com seu choro durante todo esse tempo. Preparei a espada e mal esperei ele entrar no comodo para enfiar-lhe em sua barriga. E ele engasgou com um grito mudo, e levantou o olhar surpreso para mim.
-Você...
-Eu otouto. -girei a espada o fazendo gritar de dor e a puxei sem dó, saindo da frente para que esse caísse sobre o chão sujando-o com seu sangue imundo. -Me diga, você achou mesmo que eu te deixaria viver bastardo?
-Droga, era para você ter morrido, ele me garantiu que você morreria.
-Ele? Quem é ele? -o maldito não me respondeu, então vagarosamente eu enfiei a espada em suas costelas o fazendo gritar, e um sorriso macabro surgiu em meus lábios. -Quem é ele Izuna?
-Eu nunca direi a você. -ele cuspiu sangue e eu retirei a espada de suas costelas com tudo e ele novamente gritou.
-Eu realmente não me importo, temos muito tempo juntos irmãozinho. -Obito não acordou em momento algum e ressonava tranquilo em meu braço enquanto eu torturava Izuna.
Ele não me disse, morreu sem me falar o maldito nome, mas naquele momento eu não me importei, eu estava enfim com as mãos limpas, enfim não via mais o sangue de Minay ali, eu há havia vingado.
Quando cheguei em Konoha com Obito nos braços fui direto a casa de Hashirama, e ao me ver ali, este me sorriu dando-me passagem e Shisui veio correndo até mim.
-Tadaima otousan. -ele não chorou, me olhou de cima a baixo e ficou me encarando.
-Okaery Shisui. Eu trouxe seu irmão de volta.
Ao ver o irmão ali em meu braço ele deu seu primeiro sorriso, o primeiro de muitos, pois a partir daquele dia ele não parou mais de sorrir.
Megumi me abraçou chorosa e por mais que eu olhasse para Hashirama, ele apenas fingia não ver, e está só me largou quando eu disse que estava bem. Ela pegou Obito de mim, e por mais que meu coração tenha se apertado naquele momento com o instinto de proteção, não pude me mover quando esta começou a examiná-lo minunciosamente, e quando meu filho abriu os olhos e sorriu para ela eu sabia que ele estava bem.
Eu voltei para casa com os meninos, mas todos os dias Hashirama e a lá, no começo era só para ver as crianças, mas com o tempo as visitas vinham sempre com um convite para jantar em suas casa, convite esse que não aceitava uma recusa. Eu já estava começando a me irritar quando um dia encontrei a pestinha dele em minha casa.
-Como entrou aqui Tsu...
-Tio Madala, eu quelo água. -pisquei várias vezes, ela estava me chamando de tio?
-Venha. -fui com ela até a cozinha e peguei o copo para por água. -Como entrou aqui?
-Pela polta secleta. -leventei a sobrancelha curioso.
-Que porta secreta Tsunade?
-A que mama cotruiu papa. -Shisui entrava na cozinha e eu fiquei sem entender nada.
-Sua mãe construiu uma porta secreta? Mas para quê?
-Pala nos blinca. Temos um qualto só nosso. -quase não entendi o que ela dizia.
-Me leve lá Shisui. -ele fez que sim e saiu da cozinha e eu o segui com a pestinha em meu cós.
Ele desceu para o porão da casa e acendeu a luz, e embaixo da escada deste tinha uma pequena portinha, que dava para um comodo e do outro lado deste um corredor.
-Mama disse que se algo desse elado eu tlouxese Obito e Nade pala cá, e espelace oce chegar papa. -olhei para as crianças e me espremi para entrar ali.
Era um pequeno quarto e nas paredes tinham algumas fotografias nossas, havia também algumas garrafas de água e umas barras de cereal.
-O que tem na outra porta?
-Ora tio Madala como acha que entlo aqui? -a loira perguntou petulante.
-E onde isso vai dar?
-Na flolesta aqui do lado. Tia Minay nos fez plomete que não mostlaliamos a niguem, ela nosso segulledo ninja. -eu quase rir com aquilo.
Dei uma ultima olhada no lugar e meu olhos recaíram sobre um livro rosa.
-O que é isso? -peguei o livro.
-Mama disse que ela seu e que não era pla mexer. -fiquei curioso, aquilo nunca tinha sido meu.
Novamente tive de me espremer para sair dali, e os garotos seguiram comigo. Subi as escadas e fui na cozinha, preparei um lanche para entretê-los e só aí fui para o quarto.
Diário de Uchiha Minay!
Era o que tinha escrito na primeira página, e me peguei rindo de como minha mulher tinha feito tudo aquilo. Quando virei a primeira página encontrei um envelope branco com meu nome e meu coração disparou, eu podia jurar sentir seu cheiro ali. Minhas mãos tremeram, e eu me vi rindo sozinho, o que minha adorada mulher tinha aprontado. Abri-o com cuidado, e sentia meu coração quase sair pela boba.
"Querido Madara, eu entendo as circunstâncias que o obrigaram a ler isso, pois eu tomei todo o cuidado para que isso não chegasse em suas mãos a não ser que algo me acontecesse.
Há tanta coisa que eu gostaria de lhe dizer amor, de lhe agradecer. Você me fez feliz durante cada dia de minha vida na qual estivemos juntos, me mostrou o real significado de família, e me deu uma para amar e ser amada.
Vivi com você algo que jamais me permiti sonhar, mas cada dia ao seu lado foi como um sonho, e eu posso lhe dizer que não há um misero arrependimento em meu coração.
Obrigada amor pelos lindo e maravilhosos filhos que me deu, e sei como será difícil para você agora cuidar deles, mas saiba que eu sempre estarei ao seu lado, e onde quer que esteja estarei olhando por vocês e te esperando de braços abertos para quando você vier até mim. Me desculpe por está sendo egoísta e ir primeiro, mas ambos sabemos que nossos pequenos precisam mais de você do que de mim, só te peço amor, que os ame assim como me amou, e que crie-os ensinando-os a serem homens honestos e maravilhosos como você, ensine-os também, o valor de uma verdadeira amizade, para que assim como você eles tenham alguém para os apoiar quando você não mais estiver ao lado destes.
Eu te amo Madara, e me sinto a pessoa mais sortuda do mundo por poder ter tido a chance de te ter como meu marido, de ter vivido ao seu lado. Você me deu liberdade, carinho e amor, me deu o mundo de presente, e me ensinou que um verdadeiro homem não ter medo ou vergonha de mostrar seus sentimentos, e muito menos de respeitar seus semelhantes. Por isso serei eternamente grata a Kami por ter me dado você.
Deixo à você meu diário, para que minhas lembranças sejas as suas, para que entenda meus reais sentimentos, como eles evoluíram ao seu lado me transformando numa pessoa melhor, e para que acima de tudo saiba como e porque eu já imaginava que algo iria me acontecer. Sei que ficará com raiva de mim, mas entenda que as decisões que tomei foram para protegê-los, eu só queria fazer algo por você, pelo homem que tanto me amou.
Não sei se eu disse o suficiente enquanto estive ao seu lado, mas quero que saiba que por mim eu diria lhe essas palavras todos os dias: Eu te amo Uchiha Madara!"
A carta ficou manchada pelas lágrimas que teimosamente caiam sem minha permissão, minha morena sabia que algo estava acontecendo, sabia que algo lhe aconteceria. Porque ela não tinha me dito nada, porque não tinha confiado em mim? Tratei de abrir seu diário com uma fome por respostas, e a cada coisa que lia, a cada trecho que sua caprichosa caligrafia me apresentava eu me via mais e mais entretido em suas lembranças. Como ela havia pontuado tantas e tantas vezes na carta que tinha me deixado, ela fora feliz, e eu me senti realmente bem ao saber que ela se sentia amada e feliz ao meu lado, pois fora isso que eu sempre desejei para ela. Era claro o amor que sentia por nossos filhos, e o desejo insano de nos proteger. Contudo, quando ela me apresentou os primeiros contos em que meu irmão aparecia eu me vi tremendo de raiva, ele a tentou cercar de várias formas quando eu não estava, e ela foi clara em dizer que o meio que encontrou de fugir dele foi na segurança que a casa de Megumi lhe dava. Com o tempo as ameaças ficaram mais frequentes e inusitadas, de tal forma que ela achou necessário criar aquela passagem para as crianças.
"Eu queria contar a Madara, queria muito poder dividir isso com ele, mas Izuna mesmo jogou em minha cara que meu marido não acreditaria em mim, que ele provavelmente acharia que eu ainda queria seu irmão. Eu chorei tanto, tanto, mas era melhor sofrer calada do que perdê-lo. Eu o amo, e não saberia o que fazer se esse um dia me olhasse com desprezo." -Aquele era um dos últimos trechos do diário.
Depois de tudo o que li me dei um tempo para me afogar naqueles sentimentos, e quando por fim me senti pronto novamente sai de meu quarto, e não estranhei por não encontrar meus filhos ali, meus pés fizeram o caminho tão conhecido, e antes mesmo de chegar em sua porta já os ouvia rir. Hashirama foi quem abriu a porta para mim e depois de me olhar por alguns minutos este me sorriu.
-Seja bem vindo meu amigo!
-Hashi...
-Vamos entre logo, ou a Megumi irá nos bater por atrasarmos o jantar, as crianças estão com fome. -ele me sorriu e me deu espaço para passar, e só aí eu percebi, ele não precisava que eu o agradecesse, ele sabia o que eu queria dizer e não precisava ouvir. -Estou feliz que esteja de volta.
Maneei a cabeça afirmando e adentrei sua casa, encontrando meus filhos sorrindo enquanto brincavam felizes, e nesse momento eu me prometi, que eu faria de tudo para que eles continuassem assim, eu daria minha vida para manter o sorriso nos lábios daquelas crianças.
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-Não devia se preocupar tanto com eles pai. -o cheiro de chocolate quente com canela me chamou atenção antes mesmo que esse se pronunciasse, e ele me estendeu uma xícara que fumegava, a qual eu peguei agradecendo.
-Não é só com eles que estou preocupado. -me virei olhando meu filho mais novo que agora já era um homem feito, e esse apenas deu de ombro de forma displicente.
-Você me manteve longe dela com medo do que pudesse acontecer se nos apaixonássemos. -ele riu enquanto eu resmungava. -E no fim, foi a Itachi que ela conquistou. -eu suspirei. -Pare de se preocupar pai, eu não morrerei antes de você. -ele deu um sorrisinho sínico -Eu não morrerei antes de acabar com todos que machucaram minha família. -foi minha vez de sorrir, pois diferente do que eu imaginava aquela criança cresceu exatamente como minha cópia.
Uchiha Obito jamais demonstrava sua força, jamais se deixava ser percebido, mas era um ninja implacável. Ele tinha crescido cercado pelos cuidados excessivos do irmão e pelo amor de Megumi, e tinha aprendido comigo o valor de um homem, talvez isso o tenha dado tanta determinação, e o tenha feito crescer tão parecido a mim.
-Onde vai?
-Visitar tia Megumi, ela é capaz de arrancar minhas orelhas se eu não aparecer por lá. -ele se arrepiou todo e eu quase ri ao vê-lo se afastar.
Era impossível negar que ele estava ansioso para ir até ela, e eu não me preocupava, não mais, ela o tinha criado como um filho e ela era a figura de uma mãe para ele, e apesar de no começo eu me preocupar, tanto Megumi quanto Shisui sempre se preocuparam em fazê-lo entender que sua verdadeira mãe era Minay e que essa o amou muito. Obito cresceu sabendo que a mãe tinha morrido para protegê-lo, e ele sempre se orgulhava ao falar dela.
-Sinto sua falta Minay, mas espero que entenda que terá de me esperar mais um pouco morena! -senti o vento passar por ali, e sorri entendendo que ela me esperaria, não importava quanto tempo, ela esperaria.
