Ficamos um bom tempo ali na cama sorrindo como duas crianças que tinham acabado de aprontar, contudo quando ele fez menção de se levantar eu fiquei preocupada e puxei seu braço.

-Não, você tem de descansar. -ele me sorriu de lado.

-Eu não usei nem um quarto do meu chackra Lya, não precisa se preocupar eu estou bem. -ele disse me ajudando a levantar também. -Vem vamos tomar um banho, eu ainda quero fazer o jantar.

-Podemos mudar os planos, eu gostaria de ir na casa de meus pais.

-Lya você não precisa se forçar a nada, não precisa ter pressa. -ele tocou meu rosto de forma gentil.

-Eu sei que não, mas eu quero. -toquei sua mão sobre meu rosto. -Quero fazer as coisas certas dessa vez. -ele assentiu me beijando.

-Se é assim, por mim tudo bem, vou mandar um bilhete para seu pai avisando que estamos indo para lá.

Tomamos um banho e a todo momento ele me observava, e só depois de um tempo eu notei que ele olhava fixamente para meu pescoço, e levei a mão ali sentindo a marca que seus dentes.

-Nem vem, eu já te deixei com marcas piores. -ele maneou a cabeça e desviou o olhar.

-Não faz assim Tachii. -ele suspirou. -Se você ficar se sentindo culpado eu também vou me sentir.

-Eu machuquei você...

-E eu te feri mais, feri completamente seus sentimentos. Não estou dizendo que isso é equivalente, nunca seria, mas eu estou tentando lidar com isso da melhor forma possível Tachii.

-Eu sei, me desculpe. -ele se virou me abraçando. E ficamos assim um bom tempo, até nos sentirmos melhor.

Procurei um vestido branco para a ocasião, e prendi meus longos cabelos num rabo de cavalo, passei um leve batom rosa para tirar um pouco o tom de menina fantasma que meu cabelo e o vestido me davam e sorri com com isso.

-Do que está rindo? -ele veio até mim com um par de sandálias preta.

-Eu estou parecendo um fantasma. -ele maneou a cabeça negando. -Por isso sempre evito roupas brancas. -me sentei na cama para que ele colocasse as sandálias em meus pés, mas quando ele levantou o rosto para mim eu me vi corar como nunca.

-Você está linda pequena. -ele me sorriu fazendo meu coração disparar.

-Kami do céu, estou quase desistindo de ir ver meus pais.

-Aconteceu algo? -ele ficou preocupado.

-Você está lindo. -ele sorriu aumentando a palpitação de meu coração.

Uchiha Itachi com toda certeza estava a personificação da beleza com aquele terno preto e aquele rabo de cavalo alto, com uma mecha de cada lado do rosto. Quando ele levantou e veio me dar um beijo eu fiquei sem folego, estava maravilhada com tanta beleza, Deuses aquilo deveria ser pecado.

-Obrigado, mas você também está adorável amor. -ele me sorriu terno e eu me vi ficando envergonhada como uma adolescente apaixonada o fazendo rir leve.

Eu quis caminhar, então fomos de mãos dadas observando a brancura do caminho agora coberto de neve, por algum motivo aquilo me fazia bem, me fazia sentir em paz. Eu não estava nervosa, sabia que deveria estar, mas nesse momento tudo que eu sentia era uma enorme tranquilidade, e a mão quente de Itachi entrelaçada fortemente a minha me transmitia toda a segurança que eu sabia que ele sempre me garantiria, assim como seu amor.

TOC TOC TOC

Ele segurou minha mão mais firme e quando a porta foi aberta por meu pai que nos olhou de cima a baixo eu sorri-lhe, um sorriso envergonhado e cheio de saudades, e não me surpreendi quando este foi empurrado da frente da porta e por está passou uma Megumi esbaforida vindo me abraçar.

-Olá mãe. -ela se tremeu. -Me desculpe pelos problemas.

-Não, não, não. -ela negou balançado a cabeça chorosa em meu ombro e após soltar a mão de Itachi eu alisei suas costas de forma carinhosa. -Nós é que te devemos desculpas por mentir para você todos esses anos.

-Me criaram com amor, e eu devia ter percebido que era apenas isso que importava. -ela se afastou quando meu pai tocou seu ombro, e com um sorriso leve e os olhos marejados veio me abraçar também. -Me desculpe pai.

-Não pequena, você tinha todo direito de ficar confusa. -sorri e uma Tsunade com um bebê no colo apareceu na porta.

-Tsu-nechan...

-Não me venha com desculpas, eu deveria bater em você. -meu pai se afasto e eu fui até ela. -Se você não estivesse grávida eu..

-Sinto muto pelos problemas que causei Nechan. -eu a abracei e ela começou a chorar também, e nesse momento eu não pude mais segurar as lágrimas.

-Seja bem-vinda. -Dan se aproximou.

-Obrigada Dan.

-Bom vamos entrar, aqui está frio. -meu pai se pronunciou. -Obrigada por cuidar tão bem dela Itachi. -meu pai apertou a mão de meu marido que apenas negou, e eles entraram conversando.

-Acho que devemos algumas explicações para você filha. -minha mãe falou, e nos encaminhou para o sofá.

-Eu agradeceria se me explicassem o que realmente aconteceu. -meu pai assentiu e se sentou a minha frente.

Durante os minutos seguintes ele me relatou exatamente o que sabia, e sobre como meu avô agiu sem deixar uma real escolha a Tobirama, ou seja, eu não fui abandonada, tudo que fizeram sempre foi para me proteger, mas quando ele acabou sua longa história eu me vi confusa apenas com um detalhe.

-Então dos Uchiha's apenas Madara sabia que eu era filha de Tobirama, e consequentemente uma Senju. -todos confirmaram. -Então Fugaku fez apenas um comentário no acaso que por sorte me fez encontrar os arquivos de Itachi? -aquilo era coincidência demais para meu gosto e quando meu mai e meu marido trocaram um olhar rápido eu soube que ali tinha muito mais coisa.

-Quando você jogou a pasta em mim e começou a passar mal eu não consegui pensar em mais nada que não fosse cuidar de você, mas quando Sakura nos disse que vocês ficariam bem, eu parei para raciocinar e me perguntei qual as chances de você ter encontrado aquilo sozinha enquanto estava apenas passeando, principalmente quando tínhamos passado a tarde na casa dos meus pais, 1%. Então me perguntei quais as chances de meu pai ter algo haver com isso? E só consegui chegar há 15%, pois não havia a possibilidade dele ter ouvido algo enquanto esteve com Madara. Mas porque meu pai faria algo assim, porque ele iria querer que você descobrisse tudo?

-Ele é um espião? -perguntei poispor mais que eu não gostasse de meu sogro, eu nunca esperei isso dele, mas quando Itachi me olhou sério e me confirmou eu fiquei perdida.

-Eu não queria te deixar sozinha, então expliquei o que vinha pensando a seu pai e meu tio.

-Nós fomos atrás de Fugaku para tentar descobrir o que realmente estava acontecendo, mas quando chegamos na casa não o encontramos, nem mesmo um rastro deste.

-E minha sogra. -um pressentimento ruim me assolou e eles se olharam novamente.

-Está internada, ela foi envenenada por alguma das substâncias de Orochimaru. -Madara entrava na sala com um copo de bebida na mão. -Ela já estava sendo envenenada a um bom tempo, então terá de ficar em observação por alguns dias no hospital. -ele se encostou no sofá. -Mas não se preocupe, ele não escapará de mim. -seu sorriso diabólico me fez estremecer.

Após isso todos fomos jantar e muitos coros de "Feliz Ano Novo" foram ouvidos. Óbito chegou pouco antes do jantar ser servido e assim como eu e Itachi, ficou até pouco depois dos fogos de artificio.

Quando acordei de madrugada com a boca salivando e o cheiro de morango com chocolate me enlouquecendo eu sabia bem o que era aquilo.

-Tachii. -eu não precisei nem tocá-lo, pois esse logo abriu os olhos fitando-me preocupado.

-Lya está sentindo alguma dor? -ele começou a levantar.

-Não... -ele suspirou aliviado. -Acho... acho que estou com um desejo. -ele me fitou preocupado e olhou para fora. -Não consigo parar de pensar em morango com chocolate derretido. Eu até sinto o cheiro e o gosto na boca. -ele se aproximou e beijou minha testa.

-Temos chocolate na despensa, então você os derrete enquanto eu vou procurar morangos na vila. -ele se levantou da cama e foi colocar uma camisa.

-Tachii não estamos na estação de morangos. -eu falei preocupada e ele me sorriu leve.

-Não se preocupe, tem os importados de outras vilas, eu só preciso achar um mercado que os tenha. -ele veio até mim e beijou minha testa. -Eu darei um jeito tudo bem? -fiz que sim sorrindo. -Volto o mais rápido que puder. -selou nossos lábios, e me sorriu antes de sair.

Eu suspirei resignada e sai da cama, coloquei um robe para ir a cozinha atrás do chocolate para derretê-lo. Como ainda estava escuro eu precisei ligar a luz para enxergar dentro de casa.

-Vejamos o que temos aqui, a bastarda me poupou o trabalho de ir buscá-la. -o susto de ver aquele homem ali quase me fez ir ao chão. -Vamos idiota, eu não tenho muito tempo. -ele veio até mim me puxando pelo pulso, e eu gritei tentando me soltar. -Sabe quanto tempo eu esperei por essa chance? Aquele meu filho maldito parece mais um cão de guarda. -ele bufou. -Venha maldita.

-NÃO... -eu gritei novamente e puxei meu braço, e vi os olhos enfurecidos de Fugaku, então me encolhi quando ele fechou a mão para me socar.

Eu estava perdida, Itachi por minha causa tinha saído de casa e Fugaku que estava a espreita iria me levar para Orochimaru. Se aquele soco me atingisse eu provavelmente ficaria desacordada, e tinha até medo do que encontraria ao acordar.

-Não lhe ensinaram que é errado bater em uma mulher Tio. -a voz de Obito me fez abrir os olhos, e vi que este segurava o braço de Fugaku. -Você achou mesmo que Itachi deixaria a mulher dele desprotegida tio? -ele parecia brincar com o desespero de Fugaku. -Tire-a daqui Itachi, eu cuido de seu pai. -vários pássaros negros revoaram ao meu lado, os mesmos pássaros que eu vi no deserto, e tal foi minha surpresa quando a junção deles deu lugar ao meu marido ao meu lado.

Itachi me olhou sério de cima a baixo como se procurasse algo errado, mas por fim me colocou no colo. Eu me vi por fim entendendo como ele sempre aparecia rápido para me salvar. Ele estava sempre comigo.

-Não o matem. -os três me olharam. -Precisamos interrogá-lo.

-Você acha que ele falará algo? -Obito me perguntou. -Ele só irá mentir para nós sem falar que não podemos machucá-lo até que o conselho tome...

-Itachi pode obrigá-lo a falar sem o tocar. Ninguém precisa saber que ele foi capturado ainda. -Obito deu um sorriso diabólico me fazendo lembrar de seu pai.

-Entendo porque escolheu ela como esposa Itachi. -meu marido nada disse.

Obito socou com força o estomago do tio, e o levou desacordado para o prédio do Hokage, dizendo que mandaria chamar o pai e o Hokage para a seção de interrogatório.

-Tachii. -me virei para ele.

-Não... -ele foi enfático e eu fechei a cara. -Eu não vou deixar que assista isso. -cruzei os braços.

-É melhor me deixar assistir do que me deixar as cegas. -suspirei tocando seu braço. -Eu sou curiosa Tachii, eu não vou conseguir ficar tranquila sem saber o que ouve. -ele continuou impassível. -Eu não vou me meter com Orochimaru, mas preciso saber com o que estou lidando, pois sempre fico um passo atrás de você por falta de informação e isso acaba sempre piorando as coisas.

-Promete que se perceber que está fazendo mal...

-Irei sair na mesma hora, não vou colocar minha vida e do Shisui em risco. -ele assentiu. -Eu prometo.

Há porta quebrada da sala foi aberta fazendo um som esquisito e por ela passou um Itachi esbaforido com um saco de morangos na mão. Seu clone me colocou no chão e sumiu em meio a uma nuvem de fumaça.

-Está bem mesmo? -ele tocou meu rosto carinhoso.

-Sim amor. Agora me dê aqui esses morangos que não temos muito tempo. -ele sorriu de lado e foi até a cozinha comigo me ajudar a preparar tudo e ficou feliz quando eu comi os morangos balançando as perninhas na cadeira pelo maravilhoso gosto em minha boca.

Depois que eu comi nós apressamos em nos arrumarmos e fomos direto para o prédio do Hokage onde os outros já nos esperavam.

-O que... -meu pai começou.

-Ela vai assistir. -todos se entreolharam, mas ninguém pronunciou nada e todos nos dirigimos a sala a qual Fugaku estava amarrado.

-Ora ora a putinha também está aqui. -ninguém lhe deu atenção e nos distribuímos pela sala iluminada.

Na sala havia apenas uma mesa e duas cadeiras, uma na qual Fugaku amarrado e a outra a sua frente que Itachi puxou para que eu sentasse.

-Eu vou prendê-lo no genjutsu, enquanto isso vocês farão as perguntas. -meu marido explicou.

-Quanto tempo temos? -meu pai perguntou.

-Precisarei não só prendê-lo, mas também mantê-lo semi consciente para que responda, então isso consumirá meu chackra mais rapidamente. -todos olhamos para ele, enquanto Fugaku gritava alguns palavrões contra nós. -Mas lhes garanto pelo menos 1 horas. -todos sorrimos, aquilo era mais que o suficiente. -Vamos começar. -Madara segurou o rosto de Fugaku e quando esse fez menção de fechar os olhos Obito e Madara os mantiveram abertos.

Itachi fez os selo com as mãos e quando Fugaku parou de se debater todos sabíamos que era a hora de começar.

-Porque Orochimaru se aliou a você Fugaku? -meu pai foi o primeiro a perguntar.

-Ele sabia que eu conhecia os segredos do clã Uchiha, e que faria de tudo para possuir Megumi. -ele se limitou a responder, e meu pai se tremeu de raiva. -Mas na verdade somos aliados desde o começo.

-A família dele possui as escrituras do clã, então não me surpreende que aja segredos que eu mesmo desconheça. -Madara explicou se afastando com Obito deste.

-Que segredos são esses Fugaku? -meu pai novamente perguntou.

-O de como obter o Mangenkyo, e de como evoluir nosso poder. -todos sabíamos como obtê-lo, então algo em minha cabeça começou a fazer sentido.

-Você tentou obter o Mangenkyo Fugaku? -eu perguntei e todos me olharam.

-Quando eu tinha 10 anos eu matei meu irmão que era um bebê asfixiado tentando obter o Mangenkyo. -ele sorriu maligno. -Mas quando nada aconteceu eu me convenci que o fato de eu já odiá-lo não me ajudara a obter o que eu queria. -todos se olharam assombrados, aquele homem era terrível.

-Até o que ouve comigo nenhum Uchiha sabia exatamente como possuir o Mangenkyo. -Madara explicou. -e foi aí que outra vez a suspeita se alastrou por meu ser, Fugaku era o único que sabia como conseguir o Mangenkyo naquela época, então ele também sabia suas consequências, mas eu não podia acreditar que este tenha ido tão longe.

-Você teve algo haver com o despertar do Mangenkyo de Madara ou o de Itachi? -seu sorriso pareceu que iria rasgar sua boca, e meu pai me olhou de lado.

-Quando percebi que não poderia ter Megumi já que Hashirama estava no caminho e não poderia me livrar de Mikoto por causa de Madara, eu me vi quase desistindo dos meus planos, mas Orochimaru teve uma ideia brilhante para nos livrarmos dos dois, pois Hashirama também atrapalhava os sonhos de Orochimaru dentro da vila, sempre barrando seus projetos. -ele parou para respirar e eu podia ver que Madara já estava livido. -Convenci Izuna de que minha irmã era infeliz com Madara e que este a prendera em um genjutsu para que ela apenas o obedecesse como queria. O idiota acreditou e fez de tudo para tê-la, mas como já esperávamos essa apenas se esquivou dele. Então quando ele estava quase enlouquecendo o convencemos que a morte era o melhor caminho para ela, que ela preferia a morte a continuar naquela vida daquela forma. -ele deu uma risada louca e Obito segurou o pai. -A ideia era perfeita. Izuna matava Minay e Madara enlouquecia matando Hashirama que com toda certeza tentaria salvar o amigo, me deixando Megumi para eu me divertir. -ele riu mais. -Orochimaru queria um dos filhos de Madara para utilizar em seus experimentos, eu mesmo tinha oferecido Itachi, mas ele não queria matar o meu. -ele parou de sorrir e grunhiu. -Mas nada saiu como planejamos. Madara tinha sumido, e Obito tinha sido dado como morto, sem falar que o maldito Hashirama não só não tinha morrido como também não me entregava o pirralho de Madara. -por causa disso tivemos que esperar na surdina. Eu estava tão puto que não me controlei e descontei em Mikoto. -ele riu. -A maldita estava grávida de uma pirralha, e isso fez com que Itachi despertasse o sharingan deixando tanto a mim quanto a Orochimaru felizes. -ele pareceu realmente orgulhoso por isso. -Eu entreguei o feto a Orochimaru para que ele pudesse iniciar seus estudos, mas a menina não tinha se desenvolvido muito e não foi de grande ajuda, então o plano seguinte era pegar Itachi. Por anos tentamos matar essa praga, mas ele sempre dava um jeito de escapar, e eu não podia matá-lo em minha casa para não levantar suspeitas maiores sobre mim, não depois que Orochimaru tinha sido expulso da vila. -eu já me sentia enjoada com tudo que aquele homem tinha sido capaz de fazer. -Então Orochimaru veio com um plano brilhante novamente, um que não tinha falhas. Convencemos vários lideres de clãns de países diferentes a se juntarem e acabarem com a vida dos pirralhos Uchiha's, convencendo-os que esses seriam uma ameça maior no futuro, e assim que plantamos a semente da dúvida e a preocupação todos quiseram se juntar a nós. -coloquei a mão na boca chocada, ele não só tinha participado de um mais dos dois assassinatos, o maldito era culpado de tudo. -Eu não imaginava que Hashirama fosse mandar os dois e a própria filha na missão, e nunca fiquei tão feliz com a sorte que isso era. Só precisávamos de um dos dois, mas ali estava os dois idiotas partindo e a pirralha que traria com sua morte a mulher que sempre amei para meus braços. -agora era meu pai que também parecia se segurar para não avançar em Fugaku. -Nunca fiquei tão revoltado na vida, como aqueles malditos tinham conseguido escapar? Sem falar que Itachi tinha voltado com o Mangenkyo. Mas pelo menos um tinha morrido, claro que foi um contra tempo eles terem trazido o corpo do pirralho, mas não era nada que eu não pudesse resolver. -ele suspirou. -Ou era isso que eu pensava, já que Madara não saiu do lado do corpo do filho então tive de esperar até o enterro. -ele se tremeu do que me parecia ser raiva. -Escavei o túmulo do pirralho aquela noite e enviei seu cachão para Orochimaru. -Madara riu louco, e eu me arrepiei olhando-o. -Orochimaru ficou livido de ódio e veio até mim tirar satisfações do porque de eu tê-lo enviado um cachão vazio. -agora não só eu, mais Obito e meu pai também olharam para Madara.

-Eu enterrei meu filho ao lado da mãe. -ele parecia orgulhoso de si mesmo, e mesmo no meio daquela loucura eu sorri aliviada, o corpo de Shisui não havia sido violado e descansava calmamente ao lado da mãe.

-O que você e Orochimaru pretendem? -Obito questionou.

-Queremos a vida eterna, e sermos os únicos soberanos, queremos governar tudo e todos, mas acima de tudo eu quero Megumi para mim. -ele lambeu os lábios e aquilo me trouxe uma onda de náuseas forte, aquele homem era asqueroso.

-Mas porque precisam de um Uchiha? Porque precisam de Lyandra? -meu pai perguntou.

-Orochimaru vem estudando a anos sobre genética e descobriu que se juntasse as linhagens mais primitivas poderia preencher as lacunas do DNA tornando-o perfeito, e nesse momento só falta a de um Senju e a de um Uchiha. Por isso o filho de meu filho é perfeito, com o DNA mais puro. -aquilo me arrepiou, aqueles homens eram loucos. -Itachi começou a ofegar, e meu pai tocou seu ombro pedindo que este parasse, já tínhamos tudo que queríamos.

Eu levantei da cadeira e pedi para que meu marido sentasse nesta, ele me olhou feio.

-Eu posso...

-Apenas descanse um pouco por favor. -toquei seu rosto. -Eu me sentirei melhor se tiver certeza que está bem. -ele assim o fez e eu logo o abracei, estava feliz por ele está bem, estava feliz por ele estar vivo.

-O que faremos com ele? -perguntou Obito apontando para Fugaku que estava com a cabeça deitada sobre a mesa desacordado.

-Leve-o para prisão e mantenha dois guardas em sua porta, pedirei uma audiência ao conselho para conseguir um interrogatório com ele. -meu pai e Madara se olharam e sorriram, Fugaku com toda certeza não morreria tão rápido, eles o fariam pagar, o fariam pagar com sangue. -Lyandra e Itachi, vocês ficam conosco até Itachi ficar totalmente recuperado. -meu pai disse e apenas afirmamos. -Minha casa é mais segura nesse momento.

-Obrigada pai. -ele veio até mim e beijou minha testa.

-Eu que agradeço pela ajuda que nós deu hoje. -ele sorriu. -Se não fosse minha filha e Itachi não fosse contra, eu com toda a certeza a nomearia investigadora. -eu sorri e Itachi alisou minha barriga.

-Eu jamais permitiria isso meu sogro. -eu ri sabendo que ele não me impediria de fazer nada que eu realmente quisesse.

-Eu os acompanho até a casa de Hashirama. -Madara se prontificou e eu o agradeci.

Madara nos acompanhou até a casa de meu pai e assim que soube que estávamos ali Gaara apareceu para nos visitar. Meu coração foi a mil quando o vi se aproximar de mim e Itachi se colocar ao meu lado.