Eu sabia que Lya estava tentando se adaptar a vida de casada sem me causar problemas, mas eu não podia deixar de achar graça quando ela me observava freneticamente enquanto eu "dormia", ou quando tentava levantar da cama sem me acordar, mas sempre batia em algo e xingava baixinho como um bêbado de bar. Ela sempre fazia meu café da manhã e minha marmita estava ao bacão da cozinha a minha vista para eu nunca a esquecer de levar.
-Eu chegarei um pouco mais tarde hoje, provavelmente um pouco depois do horário do jantar. -ela me sorriu radiante e balançou a cabeça afirmando feliz.
-Então eu virei para casa e esperarei você. -ela disse animada.
-Não precisa, se sentir fome coma… -ela fez bico e se negou.
-Quero comer com você. -sua voz tinha um tom de bira quase infantil e eu sorri dirigindo-me até ela e me ajoelhando para ficar em sua altura.
-Eu agradeço então. -ela sorriu sapeca puxando-me para um selinho.
-Tenha cuidado Tachi. -seus olhos se encontraram com os meus e eu podia ver a preocupação sincera ali contida.
-Eu sempre tenho. -me posicionei para tirá-la da cadeira de rodas. -Agora vamos ou ambos nos atrasaremos. -seu rosto ficou vermelho na mesma hora, e eu me dirigi a saída de casa.
Estávamos casados a duas semanas e eu, assim como ela tentava me habituar a essa nova realidade. Lyandra (como havia percebido) era surpreendente em muitos aspectos, e isso tornava nossa convivência uma tanto engraçada, mas eu ainda não sabia como lidar com ela e com suas palavras, quem dirá com suas reações. Eu não sabia se ficava agradecido ou ofendido por sua preocupação comigo, não sabia se ria ou se achava "fofo" a forma como ela sempre ficava corada quando eu a pegava no colo, se brigava ou agradecia por ela levar o nosso acordo de divisão de trabalho a sério (eu me preocupava que ela pudesse se machucar na cozinha e sempre ficava por perto para que nada lhe acontecesse). E principalmente, se ficava preocupado ou aliviador por ela desejar ver o sharigan ativado em meus olhos (qualquer pessoa normal ficaria apreensiva ao vê-lo). Então não, eu não sabia como lidar com minha mulher!
-Obrigado por me trazer. -fiz que sim e beijei sua testa após a depositar cuidadosamente na cadeira de sua sala.
-Não vá sozinha para casa. -pedi, era a primeira vez que eu não poderia vir buscá-la no trabalho.
-Como se meu pai fosse deixar. -revirou os olhos e depois sorriu. -Mas tudo bem, se isso deixa você mais tranquilo.
-Sim. Tenha um bom dia.
-Você também Tachii. -sai dali e me dirigi a frente do portão da vila onde Neji já me esperava.
Ele assentiu quando me viu e ambos partimos para nossa missão. Corremos muito e mal vi o tempo passar, toda a minha concentração estava na missão. Nem mesmo a chuva fazia diferença, tudo que tínhamos que fazer era tomar mais cuidado.
-800 metros a sudoeste. -li os lábios do Hyuuga, e assenti, nosso trabalho ali era vigiar e conhecer a rota dos traficantes de pessoas, e claro, descobrir quem e como estavam fazendo aquilo, já que estavam agindo no país do Fogo era nossa responsabilidade cuidar daquilo.
Nos separamos e nos pomos a vigiar. Não era um trabalho difícil, muito menos perigoso, a questão era ter calma e sangue frio para vê aquela barbárie, pois mulheres e crianças eram as principais moedas ali. Só que precisávamos descobrir tudo, ou as coisas só piorariam, e no fim não salvaríamos ninguém, então imagino que por isso eu e o Neji tenhamos sido escolhidos para essa missão, já que o Sharigan e o Byakugan eram perfeitos para esse tipo de trabalho.
Seguimos os contrabandistas até quase o anoitecer e quando enfim eles chegaram ao que parecia ser seu esconderijo resolvemos que era hora de voltar e reportar o que descobrimos ao Hokage.
-Deveríamos parar para comer, já estamos a uma boa distância deles. -concordei, e ambos nos sentamos em meio as árvores.
Abri minha mochila e peguei a marmita já me preparando para a façanha de hoje, e quando a abri fiquei observando o casal "bolinho de arroz", e os ratinhos de salsicha, mas o coelhinho branco foi o cumulo e tive de me segurar para não rir, e o Hyuuga deve ter achado algo estranho pois se aproximou de mim e olhou curioso para minha marmita.
-Há então era por isso. -levantei o rosto e o encarei e ele me mostrou sua marmita, que assim como a minha tinha a comida "decorativa", só que com um enorme coelho de arroz. -Hinata-san fez para mim, ela sempre prepara a minha marmita e a da irmã. Hanabi não gosta muito, diz que é infantil, mas eu acho que ela fica contente com isso de alguma forma, pois nunca sai sem a sua marmita para a academia.
-O que você quis dizer com "era por isso"? -perguntei, pois ele poderia ter dita, "Então era isso", o que quer dizer que com sua escolha de palavras possuía algo estava implícito.
Neji se sentou ali e se organizou para começar a comer e eu fiz o mesmo, e mesmo com a chuva que não dava trégua nós não sentíamos nada mais do que alguns pingos em nós já que a floresta era densa.
-Era comum ter a Lyandra-hime em nossa cosa ou a Hinata-san na do Hokage, e meu tio nunca impediu a amizade delas, pois além de Hinata-san nunca ter tido muitos amigos a Lyandra-hime era a filha do Hokage, o que deixava meu tio sem argumentos, pois segundo ele próprio aquela amizade ajudava a estreitar os laços futuros o que o fazia ficar ainda mais contente. -ele começou a comer e eu fiz o mesmo saboreando a deliciosa comida. -Só que quando o noivado de vocês foi anunciado meu tio proibiu minha prima de se encontrar com sua esposa, não que tivesse adiantado muito. -ele sorriu e eu o olhei ainda mais curioso, era tão incomum vê-lo sorrir como eu mesmo deveria ser para os outros. -Minha prima começou a fugir sempre que meu tio não estava em casa, então eu fiquei preocupado e a segui, e ela foi para a casa do Hokage, e passou toda a madrugada com sua esposa na cozinha, e todas as noites que se encontraram além daquela elas ficavam ali. -eu olhei para minha marmita chegando provavelmente ao mesmo raciocínio de meu colega de equipe. -Lyandra-hime nunca teve de cozinhar marmitas, então provavelmente pediu ajuda a minha prima, e esse é o motivo de sua marmita ser tão "diversificada".
-Ela realmente se esforçou. -disse mais para mim do que para ele.
-Nós esforçamos mais por aqueles que amamos, e mesmo quando erramos o fazemos tentando acertar.
-Nós vivemos para lutar, e estamos sempre cercados de coisas ruins, então esquecemos de agradecer pelas coisas mais simples. Obrigado por me contar isso Hyuuga Neji.
-Não por isso Uchiha Itachi, assim como você eu acabei de me dar conta do que essa marmita significa.
Voltamos para vila e nos separamos assim que saímos da sala do Hokage. Estava muito escuro, provavelmente já passava das 20h, e por isso eu corri, não a queria deixar esperando mais do que o necessário, e nem mesmo por um minuto eu duvidaria que ela estava me esperando para dividir a mesa.
-Tadaima. -eu disse ao entrar.
-Okaery Itachi-san. -fechei a porta intrigado, mesmo que sua voz tivesse um timbre alegre eu achei estranho ela me chamar daquela forma formal em casa, então me dirigi para a sala de jantar.
-Okaery Oni-san. -Sasuke estava sentado na mesa de jantar e pitava os olhos um boneco de pano enquanto a Lya amarrava outro que estava sobre a mesa, e claro, haviam muitos mais ali.
-O Sasuke-san veio me deixar em casa e ficou aqui comigo. -ela me sorriu. -Vou esquentar o jantar enquanto você toma banho, e Sasuke-san eu não aceito não como resposta, você jantará conosco. -ela saiu nos deixando ali.
-Teru teru bozu? -meu irmão deu de ombros, mas eu podia ver a linha fina de um sorriso em seus lábios.
-Ela disse que você trabalharia amanhã e que não queria que chovesse, você podia se resfriar. -ele me olhou soturno, e eu senti meu rosto esquentar.
-E você não queria que seu oni-san ficasse doente e por isso à ajudou. -baguncei seu cabelo já tão arrepiado.
-Baka… -ambos nos olhamos e rimos. -Vá logo tomar banho antes que o jantar esfrie.
-Já estou indo, e Sasuke. -ele me olhou de esgueira. -Fico feliz que esteja aqui.
-Tsk. -eu o deixei ali, e fui tomar um banho.
Ter meu irmão em minha casa me deixava feliz, eu não queria que meu casamento nos distância-se de alguma forma, e se antes eu já estava agradecido a Lya, agora com toda a certeza eu me sentia em divida com ela. É claro que eu pretendia convidar meu irmãozinho-tolo para vir em nossa casa, só que não sabia se esse era o momento certo, estávamos casados a tão pouco tempo e por isso minha esposa poderia reclamar, então eu me sentia aliviado por ela ter dado o primeiro passo.
-Sasuke-san você se importa de comermos na mesa da cozinha? -eu adentrava a sala de jantar mas por algum motivo parei para escutar a conversa curioso.
-Nem um pouco, mas porque lá, eu posso te ajudar a colocar as coisas aqui na mesa…
-Não é que… -ela pareceu nervosa e eu iria começar a andar quando ela voltou a falar. -Eu me sinto mais confortável lá sabe, aqui é muito grande, dá um ar de reunião e uma seriedade mórbida a refeição, eu prefiro a mesa da cozinha, ela é menor, mas é bem aconchegante entende, eu me sinto melhor lá, pois é algo mais família sabe… -eu adentrei e ela parou quando me viu e sorriu envergonhada.
-Eu concordo com você, essa mesa é grande demais para nós três. -ela me sorriu tão feliz que eu me vi perdido com aquilo, e senti meu coração acelerar e pisquei confuso.
-Que tal pendurarmos isso antes de jantar? -Sasuke me tirou dos meus devaneios.
-Vamos então. -ela disse alegre, e todos fomos para a frente de casa, e enquanto nós pendurávamos os bonecos a Lya os amarrava e os estendia para nós, já que todos eles estavam em seu colo.
A ajudei a adentrar com a cedeira de rodas, e eu e o Sasuke colocamos as panelas com comida na mesa, enquanto ela apenas nós observava.
-Vocês são muito sincronizados. -disse apontando para mim e meu irmão, e eu olhei para nós e dei de ombros sorrindo.
-Isso se chama de prática. -ela riu. -Sempre que estávamos em casa ajudávamos a nossa mãe com o jantar.
-Percebo. Eu também ajudava em casa com a Tsunade-nechan, mas quando a nechan casou isso passou a ser meu trabalho.
-Entendo bem. -Sasuke disse baixo e eu me senti meio mal por ele.
-Ser o mais novo não é fácil. -ele concordou novamente com ela.
-Ei, isso é algum tipo de complô dos irmãos mais novos, porque eu estou claramente em desvantagem aqui. -eles se olharam e todos rimos.
O jantar em si transcorreu alegre, e realmente parecíamos uma família ali. Quando por fim terminamos eu me ofereci para lavar a louça e ela sorriu amarelo (ela ainda ficava triste por não poder fazer certas coisas), contudo eu fiquei curioso quando a Lya me chamou com o indicador e assim que eu me curvei, ela me puxou e sussurrou em meu ouvido.
-Eu vou deixar vocês a sós, sei que tem muita coisa para conversar, então não se preocupe comigo ok? -novamente meu coração estava acelerado e quando ela me sorriu eu me vi sorrindo também.
-Obrigado. -ela fez que sim.
-Sasuke-san obrigada por me acompanhar e por ficar comigo até o Itachi voltar para casa. -ambos nos afastamos. -Eu tenho que ler alguns documentos então por favor faça companhia ao meu marido. -Sasuke olhou dela para mim e assentiu. Ambos se despediram e ela se foi para o quarto.
-Ela parece feliz. -ele comentou.
-Ela falou algo para você? -meu irmão deu de ombros. -Como você está? -ele me olhou de esgueira, e assim demos inicio a nossa conversa e Sasuke me atualizou sobre as coisas em casa.
Quase uma hora depois eu adentrava o nosso quarto e a encontrei na cama com um livro nas mãos. Então fui até o guarda-roupas e peguei minha calça de dormir, e me troquei ali mesmo ciente de seu olhar sobre mim.
-Achei que estava lendo?
-Eu… eu.. estava.. estou… estou lendo. -eu estava de costas para ela mas podia imaginar sua face corada. -Você por acaso tem olhos nas costas?
-Sou ninja, é normal saber quando estou sendo vigiado tão intensamente. -me virei e me dirigi a cama.
-Não te observei intensamente! -fez bico e eu a encarei. -Tá, eu estava observando intensamente. -riu e coçou a nuca desviando o olhar do meu. -Mas é culpa sua por se trocar na minha frente. -eu ri.
-Esse era o proposito. -a puxei para um beijo nada casto e percebi o quanto sentia falta de seu gosto.
-Tachii… -eu a olhei desejoso.
Eu não sabia como agradecê-la por tudo que vinha fazendo por mim, não sou habituado a demonstrar gratidão para com as pessoas (nunca tive ninguém que fizesse tanto por mim além da minha mãe), e como Uchiha eu fui criado para ser indiferente a todos, então eu não sabia o que lhe dizer e um simples "obrigado" me parecia algo tão simples, tão insuficiente, que o único jeito que encontrei foi de lhe demonstrar com gestos o quão grato eu estava.
-Eu quero ter você. -a beijei com leveza e a toquei com carinho e ela suspirou apaixonada.
Não tive pressa em tirar suas roupas, porém tive o cuidado de beijar cada porção de seu corpo demorando mais nas partes que a fazia suspirar, e me deleitei como nunca ao ouvi-la delirar meu nome enquanto se derramava em meus lábios me fazendo sentir seu gosto. Contudo nada superou a satisfação de penetrá-la e ver seus olhos revirarem com o prazer que estava sentindo, o prazer que apenas eu lhe proporcionava, e quase enlouqueci quando a senti apertar meu membro, e eu sabia que por mais que tentasse prolongar aquele prazer seria impossível, e lhe beijei a pegando de surpresa pois essa me olhava intensamente e eu sabia que era por causa do meu sharingan que a fascinava.
Quando me deitei ao seu lado ela ainda tentava controlar a respiração e me olhava curiosa, e depois me fitou tão intensamente que eu me vi sorrindo ao perguntar.
-O quê? -ela ficou acanhada e eu resolvi lhe torturar um pouco mais. -Se quiser mais é só pedir! -brinquei e sabia que eu mesmo deveria está com o rosto vermelho agora.
-Quero. -ela me respondeu num fio de voz, e eu a observei se esconder em meu peito. -Eu quero ter você… mais uma vez. -o zunido em meu ouvido foi causado com toda certeza pelas batidas frenéticas de meu coração.
Levantei seu rosto e a fitei antes de beija-lá com ardor.
-Seu pedido é uma ordem Hime. -dessa vez eu fui mais voraz, ela tinha brincado com a minha sanidade me pedindo por mais daquela forma envergonhada e inocente que só ela tinha.
Quando acordei não a encontrei na cama, e percebi que pela primeira vez em anos eu tinha dormido pesado.
-É Kakashi-sensei uma mulher realmente pode cansar um homem, seja ele ninja ou não. -ri para mim mesmo e resolvi ir me arrumar antes que Tsunade chegasse para fazer a fisioterapia dela, mas à ouvi chegar quando me arrumava. Então não me demorei e fui logo para a cozinha.
-Não sei, preciso perguntar ao Ita…
-Não invente Lyandra, vocês vão e pronto. -Tsunade mandou.
-Mais Ne-chan. -ela implorou. -Ele pode preferir descansar no domingo, ele vai trabalhar a semana inteira.
-E você também Lya, então não inventa, o Uchiha vai se você pedir. -Tsunade rebateu raivosa.
-Para onde? -adentrei e elas me olharam, e pude ver o sorriso maldoso se formar nos lábios de minha cunhada.
-Quero fazer um almoço para nossa família no domingo e claro, vocês estão convidados.
-Eu ficarei feliz em comparecer. -disse e Tsunade sorriu vitoriosa, enquanto minha mulher bufou mas essa também sorria.
Quando Tsunade foi embora depois da fisioterapia eu peguei minha mochila e depois fui pegar a Lya para deixa-lá no trabalho.
-Obrigado por aceitar o convite da Tsunade-nesama.
-Não precisa agradecer, sua família sente sua falta. -expliquei e ela sorriu.
-A sua também se sente assim em relação a você. -assenti, sabendo que só parte daquilo era verdade, mas ela não precisava saber disso. -Deveria convidar o Sasuke para jantar conosco mais vezes. -a olhei de esgueira enquanto pulava para à árvore. -Eu me diverti com vocês ontem. E não é justo que só minha irmã visite nossa casa.
-O chamou porque achou injusto? -sorri para ela e parei em frente ao prédio do Hokage, mas logo o adentrei.
-Não só por isso. Mas imaginei que se eu sinto falta da minha família você também deve sentir falta da sua, e como Sasuke-san é o único com quem tenho contato, então bem, me desculpe se fiz algo errado. -ela pediu apreensiva., e eu me lembrei das palavras de Neji, e sorri com isso.
-Na verdade eu fiquei bem feliz. E foi engraçado ver o Sasuke desenhando os Teru teru bozu. -a coloquei em sua cadeira. -Obrigado, graças a vocês hoje está sol. -ela sorriu abertamente e eu a beijei de leve e encostei nossas testas. -Estou ansioso para saber o que fez, em saber o que tem na marmita hoje. -ela ficou vermelha e eu sorri realmente feliz. -Me espere para jantar.
-Sempre. -a beijei novamente e pela primeira vez senti um aperto ao deixá-la.
Daquele dia em diante eu me dei conta de que prestava mais atenção na Lya, e nas reações que eu tinha sobre ela, mas só no sábado uma semana depois, quando ela acordou meio febril que me dei conta do que realmente sentia. Ela não me disse nada, e passou todo o dia trabalhando em cima daqueles pergaminhos, mesmo estando de folga (seu pai disse que deveríamos aproveitar os fins de semana no primeiro mês de casamento e nos dava folga), parava apenas para cozinhar.
-O que tanto faz aí? -ela me olhou e me deu um sorriso culpado.
-Estou fazendo uma analise das ultimas missões, para ajudar no balancete.
-Mas isso não é obrigação do contador? -ela desviou o olhar.
-É que… -ela apertou a folha em suas mãos. -Eu… eu… eu meio que… -ela respirou fundo. -Eu perdi uma aposta.
-O quê? -a olhei incrédulo. -Como assim perdeu uma aposta? -eu queria muito rir daquilo, mas ver seu desespero estava sendo cômico demais para deixar passar.
-Nós apostamos… apostamos que… Bom eu apostei que a Yamanaka-san não ficaria com o Sai por muito tempo. -ela bufou. -Só que ele a pediu em casamento e ela aceitou.
-Você…
-Desculpe Itachi… -ela se desesperou, e eu não tive como segurar mais a risada.
-Eu também teria perdido a aposta. -disse, e ela se recostou na cadeira de rodas emburrada. -Vem me deixe te ajudar.
-Não precisa. -ela tocou a testa e alisou ali e me dei conta de que ela estava mais corada que o normal.
Eu mal me dei pensei quando me aproximei dela e toquei sua testa, constatando que sua pele estava muito quente.
-Tachii… -a peguei no colo.
-Porque não me disse Lyandra? -ela se assustou e só aí me dei conta que tinha soado muito frio.
-Me desculpe, eu não deveria fazer esse tipo de coisa, prometo que…
-Estou falando da febre Lya. -ela me olhou sem entender. -Não percebeu que estava com febre?
-Não, me desculpe. -eu suspirei.
-Não se desculpe, se não percebeu não tem problema, só não esconda de mim quando se sentir mal.
-Não vou. -ela me sorriu. -Obrigado por cuidar tão bem de mim Tachii. -ela me sorriu.
A ajudei a tomar um banho e a se vestir, e depois a coloquei na cama, e lhe dei o remédio que sua irmã havia deixado para esses casos.
-Descanse eu cuido do resto.
-Não, é minha obrigação…
-Se não me deixar terminar eu realmente ficarei bravo por ter me escondido sobre a aposta. -ela rapidamente se deitou e se cobriu me fazendo rir de sua infantilidade.
Depois de terminar com os cálculos (não faltava muita coisa), eu fiz uma sopa de legumes e me dirigi para o quarto, mas para minha surpresa ela estava dormindo então eu me aproximei para acordá-la, mas me perdi em observar seu rosto tranquilo, e quando ela sorriu ao meu toque em seu rosto eu me vi sorrindo também.
-Eu amo você! -me senti enfim mais leve ao verbalizar meus sentimentos, e beijei sua testa com carinho. -Obrigado por me mostrar o verdadeiro amor Lya. Eu vou cuidar de você, assim como sempre cuida de mim pequena.
Abri meu olhos e me obriguei a me segurar na realidade, eu não podia perder para Nagato, mesmo sabendo que Tobirama cuidaria dela (ele tinha me procurado e tinha me dito que só aparecia se ela estivesse em perigo). Eu tinha uma promessa a cumprir, eu voltaria para ela, eu jamais a deixaria sozinha. Cuspi o sangue que se acumulava em minha boca no chão e me consentrei em tentar fechar um pouco a ferida em meu torço com meu já escaço chakra.
Minha luta com Nagato não estava sendo fácil, e meu chakra como já disse estava sendo consumido rapidamente, contudo quando senti os chakras de Orochimaru e Tobirama se extinguir notei que Nagato tinha enfim aberto uma brecha em sua defesa, então rapidamente comandei o Susanoo fazendo com que a espada desse atravessa-se seu corpo.
-Por favor esteja bem amor, por favor esteja bem. -encostei em uma árvore respirando com dificuldade, minha visão estava um pouco turva, mas nada com o que eu não pudesse lidar, então segui em frente, eu precisava à encontrar.
