Capítulo 2

No momento em que cheguei a conclusão de que eram eles, a primeira coisa que senti foi medo; será que eles me reconheceriam? Quais seriam suas reações? Depois do medo veio a felicidade, eu veria Alice novamente, eu nem conseguia acreditar, eu o veria novamente, se meu coração estivesse batendo com certeza teria dado um pulo; e depois da felicidade veio a dor, a dor profunda e agonizante, as lembranças da última vez que eu vi Edward vieram a minha mente, minhas memórias fracas e nubladas de humana me perseguiram durante quase 50 anos, embora eu tenha tentado com todas as minhas forças apagá – las da minha mente, elas sempre me atormentavam.

Eu me lembrava fracamente dos Cullens. Carlisle, o anjo louro, Esme, e o se belo rosto e forma de coração, Emmett, enorme como um urso, Rosalie, a perfeição em pessoa, Jasper, louro e com jeito reservado, Alice, oh Alice, a pequena fada de cabelo preto, curto e espetado e ele, ele costumava ser meu milagre pessoal, mais e agora, o que ele era?

Eu nunca me recuperei totalmente depois que ele partiu, nem mesmo depois de ter me tornado vampira – isso ainda me deixava pior eu poderia passar o resto da eternidade pensando nele, a maior parte de mim nunca voltou a superfície do mar negro que era a agonia de te – lo perdido.

Mas agora ele estava ali não estava? Ele com certeza achava que estava morta ou muito, muito velha, e no entanto eu estava la, com o meu corpo de 18 anos.

Eu tremi involuntariamente, as lembranças de como eu me tornei vampiras so não eram mais dolorosas do que as lembranças de Edward, as imagens vieram a minha cabeça como sempre acontecia quando eu pensava nisso...

" Ele avançou lentamente pela clareira, procurando não me assustar, eu imagino.

- O que aconteceu moça? Por que você está chorando?

Eu não tinha percebido que não estava sozinha até o sujeito se dirigir a mim, a minha primeira vontade foi negar, mas não adiantaria de nada, pois eu ainda soluçava, eu levantei os olhos para o estranho, que tinhas os olhos escuros, quase pretos, com olheiras profundas e roxas e a pele extremamente branca, a compreensão veio logo, ele era um vampiro, eu sabia que devia sentir medo, mas não consegui, pelo contrário, fiquei feliz, finalmente toda dor estaria acabada.

- Eu estou bem – respondi com um sussurro eu sabia que ele escutaria, so um pouco triste.

O estranho me deu um sorriso, estranhamente a vontade, como se já me conhecesse a muito tempo ele se sentou ao meu lado e segurou minha mão, sua mão gelada causou um leve arrepio na minha.

- Qual seu nome moça bonita?

- Bella.

- Meu nome é Leon.

- Eu sei o que você é! - suspirei baixo

O homem pareceu surpreso com a revelação

- Você sabe o que sou?

- Claro, vampiro.

Ele abriu um sorriso deslumbrante e ameaçador

- Que bom que você sabe, isso facilita um pouco as coisas.

A última coisa que vi foi Leon com os dentes expostos pulando sobre mim -ele não me matou, e eu passei 50 anos me perguntando porquê.

Depois disso, eu não vi e nem ouvi mais nada, era so a escuridão e o fogo que me consumia, era um fogo forte, e eu estava me sentindo como um carvão, eu não gritei, não podia, eu não sei por quanto tempo o fogo me queimou, mas chegou uma hora em que ele foi sumindo, desaparecendo de algumas partes do meu corpo, e então meu coração acelerou, batendo frenético em um ritmo não humano, e ele bateu e vacilou, parando completamente, para nunca mais voltar a bater. Eu abri meus olhos, eu eu podia ver cada particula de poeira que me cercava eu podia ouvir sons muito distantes, e eu senti sede, minha garganta queimava e eu sentia dificuldade em me lembrar do que quer que fosse, porque minha sede não deixava, eu sabia no que eu tinha me transformado e eu sabia o que eu tinha que fazer, eu me concentrei e ouvi ao longe um cervo, eu iria caçar.

Um mês depois da minha transformação eu consegui roubar um jornal na cidade, e em uma das páginas estava escrito:

É com grande pesar que anunciamos a morte de Isabella Marie Swan ela desapareceu no último dia 15 e não foi mais encontrada, sendo assim, um mês depois de seu desaparecimento ela está sendo dada como morta.

Eu havia sido dada como morta, e de certa forma, eu estava.

Forks já não tinha sentido para mim, então eu fui para a França, e depois para a Suiça, eu não matava as pessoas, apenas animais, não queria ser um monstro, assim como eles.

Vinte anos depois Charlie morreu e poucos meses depois de Charlie, minha mãe tambem faleceu.

Depois de cinquenta anos da minha transformação, eu achei que seria seguro voltar a Forks.

Então retornei como Isabella Marie Parvet, filha de dois franceses, Sophie e Leon Parvet.

A francesinha anti – social com documentos falsificados com nomes de pais que eu não tinha. "

Eu despertei das minhas lembranças assim que Gustavo chamou o meu nome, eu olhei para ele e dei um sorriso inocente, e o segui, caminhando em direção ao parque que agora era também um refeitório.

O cheiro estava mais forte agora, eu sabia que eles estavam perto, e com certeza também sentiam o meu cheiro. Eu me sentei com Gustavo em uma das muitas cadeiras ao longo do parque, e ao olhar para trás, la estavam eles,gloriosos como sempre, minhas memorias fracas e humanas em momento algum lhes fizeram justiça, eles não mudaram muito nesses cinquenta anos. E agora estavam todos ali, me olhando, Alice estava com um sorriso nos labios, bem atras de Jasper que parecia estar tentando portege – la de alguma coisa, bem como Emmett, que estava na mesma posição defensiva na frente de Rosalie, que me encarava, Edward pareceu completamente atordoado, me olhando com o rosto interrogativo, os quase cinquenta anos que se passaram desde o dia em que ele me deixou sozinha no bosque, não alteravam em nada o meu sentimento por ele, eu ainda precisaria dele como o ar para respirar, se estivesse viva, mas eu não estou, e foi isso que o deixou em choque, nos ficamos ali, parados no meio do parque olhando uns para os outros.

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Gente... vocês acharam melhor que ele estivesse sozinho, porque era ele que tinha q sofrer e não a Bella...

Espero que tenham gostado

=)

Deixem rewiews

beijo