Capitulo 12 - Volturi

Com um suspiro, Edward desligou o motor.

"Você não vai me dizer o que esta pensando vai ?"

Eu balancei a cabeça. Ele soltou outro suspiro.

"Eu acho melhor eu entrar agora" - eu disse olhando os contornos no carpete do carro - "está ficando tarde"

Ele acenou lentamente, ainda me encarando.

"Aconteceu alguma coisa?"

"Não, não é nada" -eu sorri um pouco com sua cara de descrença- "É sério, Edward"

Ele assentiu de novo, ainda sem tirar os olhos de mim.

"Bom, tchau."- Eu já estava prestes a sair quando uma onde de compreensão me invadiu, seria a ultima vez que eu o veria, eu me virei, e depositei um beijo em seus lábios e pescoço "Eu te amo, nunca se esqueça disso, você tem o meu coração" E sem lhe dar chance de dizer algo, eu me virei e sai do carro.

Desmoronei assim que tive a certeza de que Edward não poderia me ver ou ouvir. Eu não consegui me controlar, era tão doloroso, aquela certeza de que você perderia tudo o que tinha, que seus sonhos não passavam de sonhos, que a realidade era cruel.

Eu queria gritar para o mundo o que eu ia fazer, e queria que Edward ficasse sabendo, queria que ele fosse me buscar no aeroporto, que me dissesse que isso era idiota,infantil e desnecessário.

Mas eu não gritaria, e Edward só ficaria sabendo o que eu fui fazer quando eu já tivesse feito, quando eu já estiver bem longe, longe o bastante para ele não se atrever a me buscar.

Eu corri ate o armário debaixo da escada, peguei uma mala e rumei para o quarto. Peguei minhas roupas preferidas e coloquei as na mala, o resto ficaria no closet, abandonado, terminada a tarefa de colocar as coisas na mala, me concentrei em colocar varios maços de dinheiro na bolsa, junto com todas minhas joias.

Levei as malas para o pé da escada, e peguei papeis, envelopes e uma caneta. Eu escreveria uma carta, eu devia pelo menos isso a eles não devia ? Eu comecei:jóias, vários

"Edward,

Não venha atrás de mim, por favor, eu tenho que fazer isso. Talvez algum dia nós nos vejamos de novo – eu realmente espero que sim, cada segundo sem você será uma tortura.

Eu te amo tanto, mas eu tenho que fazer isso.

Nada do que você ouvir sobre mim é verdade – não se esqueça disso, Eu te amo, mais do que você pode imaginar. Me perdoe.

Para sempre sua

Bella"

E coloquei a carta no envelope, lacrei e escrevi, Edward, do lado de fora, ele a encontraria.

Eu comecei de novo:

"Alice,

Eu tenho que fazer uma coisa, uma coisa grande.

Eu preciso da sua ajuda, é muito importante. Você promete que vai me ajudar ?

Eu preciso que você não deixe Edward ir atrás de mim, não o deixe fazer nenhuma bobagem, por favor...!

Me perdoe.

Relaxe, respire, faça a coisa certa.

Eu te amo, isso é necessário.

Bella"

Meu celular começou a tocar. Alice, bom, ela já tinha visto o que eu iria fazer. Eu atendi.

" Antes que você diga qualquer coisa, sim, isso é necessário, so conte a Edward daqui a dois dias, e sua carta vai chegar em minha casa daqui a alguns dias, Alice, por favor, ma ajude – eu supliquei- Eu te amo, adeus"

Eu desliguei o telefone e o coloquei no bolso.

Ele vibrou, á claro que ela ligaria de novo.

"Adeus, Alice" - Eu disse para a sala vazia, e joguei o telefone em um copo com água.

Deixei a carta de Edward sobre a mesa, e a de Alice eu colocaria no correio no caminho.

Eu coloquei as malas no carro e comecei a dirigir.

Eu cheguei no aeroporto em tempo recorde, me encaminhei a mesa com uma atendente morena de olhos pequenos.

" Boa noite, meu nome é Anne, em que posso ajuda la ?"

"Boa noite, Anne, eu gostaria de pegar o aproximo voo para a Itália, quando ele sai ?"

"Em pouco mais de trinta minutos"

"Primeira classe por favor" - eu lhe passei uma grande soma em dinheiro e ela ficou boquiaberta por um minuto.

"Seus documentos por favor" - ela pegou os documentos "Obrigada"

Eu lhe dei um sorriso.

"Parece que você tem sorte, temos uma vaga na primeira classe"

"Obrigada"

"Espero que você tenha um bom voo" -Ela desejou

"Certamente"- eu disse pegando meus documentos.

Eu corri um pouco para conseguir embarcar, grande parte dos passageiros já estavam no avião.

Eu me sentei em uma poltrona que seria muito confortável para qualquer pessoa, e comecei a ler algumas revistas,m tempo passou, lentamente, como se os ponteiros do relógio estivessem tentando me irritar, eles estavam conseguindo.

O avião começou a descer, preguiçosamente.

Estava chovendo, isso era bom, eu estaria camuflada pela chuva, eu sai correndo do aeroporto, parecendo uma humana correndo da chuva. Entrei no primeiro TAXI que vi pela frente e disse:

"Volterra"

"O que?!" - O motorista perguntou - "Isso fica muito longe"

Eu suspirei impaciente.

"Não tem problema, eu pago bem"

Ele assentiu, ainda como se duvidasse.

A chuva dificultou um pouco a viagem, mas depois de pouco mais de uma hora o motorista me chamou. Eu joguei uma quantia absurda sobre o banco dele, descarreguei minhas malas e sai do TAXI.

Eu me aproximei da estrada, como se fosse seguir andando, mas assim que o TAXI sumiu de vista, eu me aproximei das árvores, para o fim de tudo.

Eu poderia até morrer, mas eles não morreriam comigo.

Edward não morreria, porque mesmo se eu morresse, uma parte de mim continuaria viva com ele.

Eu dei mais um passo, para ficar frente a frente com o inimigo.

Eu corri, mais rápido do que já tinha corrido, era irracional, quando você vê o seu fim, você corre para ele ?

Mas eu queria que isso terminasse, eu não deixaria mais ninguém morrer comigo.

Eu já podia ver o Palácio de Volterra. O palaciopalácioraco que parecia um ralo no chão, e andei por um corredor de pedras que parecia um esgoto, por um breve tempo, antes de ir para uma recepção bem iluminada.

A mulher que me atendeu pareceu um pouco amedrontada ao me ver. Claramente eu não era esperada.

"Boa tarde"

"Boa tarde" - ela respondeu.

Eu gostaria de falar com Aro.

"Você tem hora marcada?"

"Não é necessário, ele vai ficar feliz em me ver"

Ela assentiu, e tirou um telefone do gancho com que falou.

"Senhor? Tem uma mulher aqui querendo lhe falar"

Uma pausa

"Ela é como vocês."- pausa novamente- " Seu nome, por favor ?"

"Bella" - eu respondi com doçura

" Oh, claro, senhor, eu a levarei."

"Então ?" Eu perguntei

"Ele vai recebe la"

"Como eu chego a sala dele ?"

"Siga por aquele corredor, é a quinta porta a direita"

"Obrigada"

Eu bati na porta, uma voz melodiosa respondeu um "entre".

O homem que recebeu, não me surpreendeu, eu já conhecia bem demais suas afeiçoes estranhas, perfeitas, mas não tão atraentes como a de qualquer outro vampiro.

"Aro" - eu fiz uma pequena reverencia

"Nós so reverenciamos aqueles que são mais poderosos que nós" - ele deu um sorriso - " A que devo a honra de sua visita depois de tanto tempo ?"

"Tem... um grupo, clã, como você quiser chamar, que quer me matar, e matar os Cullens"

" E o que você quer que eu faça doce Bella ?"

"Destrua -os"

"HAHAHAHAHAHAHAHA"Ele gargalhou " Por que eu faria isso ?"

" Eles vão nos expor."

"Será que vão mesmo?"

"Aro, por favor, eu ... te dou minha vida... existência, seja la como você quiser chamar, eu deixo você me destruir, não é isso que você quer ?"

"Que utilidade você teria para mim estando morta ?"

"Oque você quer dizer?"

"Viva,Bella, junte – se a nós, e eu protegerei seus preciosos Cullens e destruirei esse temido clã."

Eu não sabia o que o clã de Leon ? E ainda permanecer ... viva ?

"Tudo bem" -eu suspirei

"Otimo!" Aro se levantou e rumou para a porta.

"Caius, Marcus!" Ele falou em um tom de voz que uma pessoa usava em uma conversa.

Mas imediatamente, dois homens apareceram a porta, com mantos negros e longos.

"Olhem so quem se juntou a nós" - disse Aro- "Pessoalmente, eu não acho que ela deveria ficar na guarda, o que vocês acham, irmãos?"

"Sua lealdade é para conosco?"

Eu levantei os olhos para Caius.

"Sim"

"Eu também acho que seu talento é grande e poderoso demais para permanecer na guarda" - Caius concordou

"Isso é uma coisa que não se vê todo dia" - Disse Marcus, que tinha as feições incrivelmente entediadas, como se isso fosse sim uma coisa que se vê todos os dias.

"Aro?" - ele me olhou com curiosidade - "O que vocês querem dizer com ela é boa demais para ficar na guarda? Onde vocês pretendem me colocar ?"

"Por que você não fica sendo algo mais?" - Ele olhou para meu rosto interrogativo e explicou "Algo mais que a guarda, mais ainda assim não nossa irmã, não por enquanto, mas, conforme você for provando sua lealdade, quem sabe não poderá ocupar uma cadeira ao nosso lado?"

"O que exatamente você tem em mente?"

"Você verá doce Bella, você verá..." Aro tinha um ar de riso no rosto, como se estivesse se divertindo muito com uma piada secreta.

"Hum, tudo bem então. Desde que você cumpre com o seu trato, eu lhe serei fiel"

"Eu cumprirei, aquele clã será destruído, muito, muito em breve."

Eu assenti.

"Mas enquanto eu tomo as devidas providências..." - Aro disse, se encaminhando até um armário e retirando de lá um manto muito escuro, quase tão escuro quanto o dele próprio- "Você não se troca? Cristinna deverá ter algum vestido que lhe caiba perfeitamente, e você deverá usar isso também"- Ele me passou o manto.

"Cristinna?"

"A secretária."

Eu caminhei em passos lentos e delicados até a recepção.

"Cristinna?"

"Sim?" A funcionária respondeu

"Aro pediu para você encontrar um vestido para mim"

"Por aqui"

Ela me guiou até uma sala que parecia um closet muito grande, cercado de roupas de diversas cores e modelos, aparentemente para os aliados dos Volturi.

Eu escolhi um vestido simples, mas que dava uma leve impressão de superioridade. Eu prometera me esforçar em ser uma Volturi, eu iria me esforçar.

O vestido era de cetim, preto, curto, com detalhes em cor vinho. Me caiu como uma luva, por cima do vestido, eu coloquei o manto, quase negro, e sai da sala. Estava rumando novamente para a sala de Aro quando uma pequena aglomeração de pessoas me chamou a atenção, elas cochichavam, algumas tiravam fotos, e na frente delas, havia uma garota, a garota devia ter aproximadamente dezesseis anos, isso para mais nova, ela tinha a pele muito branca, e olhos negros, os cabelos escuros lhe desciam lisos até o meio das costas, ele usava uma blusa vermelha, sem decote e muito justa, um colar prateado, com um grande V na ponta pendia de seu pescoço, e ela usava usava uma saia muito curta, com um sapato muito alto, andava com uma graça impressionante, a parte de baixo de seus cabelos negros, era pintada com um tom de vermelho, que era visivel apenas nos breves momentos que ela balançava a cabeça.

"Pâmella" - eu saudei

"Bella?" Ela perguntou com um evidente desdem na voz.

"Quem mais poderia ser ?"

"O que você faz aqui ?"

"Eu me tornei uma de vocês agora"

Eu vi varias emoções perpassarem seu rosto; ela não esperava por isso, por fim, ela recompôs sua expressão

"Isso é ótimo" Ela disse que com um cara que fazia entender que ótimo não era bem a palavra que ela usaria, terrível, péssimo, talvez, ótimo? Não.

"Fico feliz que você esteja ... satisfeita"

"Como poderia não estar?"

"Bom, você sempre foi a preferida de Aro..."
"Isso não importa"

Eu lhe cedi um pequeno sorriso.

Ela não sorriu, virou as costas e foi andando, para o escritorio de Aro, suponho.

Lamento muito, Pâmella, mas vou para o mesmo lugar que você.-Pensei.

Eu caminhei lentamente, passando por quatro portas ornamentadas, parando na quinta, que estava aberta.

Eu entrei. Várias pessoas estavam reunidas ao redor de uma mesa, pessoas não é bem a palavra certa, vampiros, muitos vampiros, ao redor de uma mesa, era realmente incomum. Aro de tirou de meus pensamentos

"E a nossa estrela chegou!" Ele afirmou em tom alegre

"Estrela?"

Ele sorriu.

"Pessoal! Silencio, por favor!" Todos se calaram imediatamente " Eu convoquei vocês para lhes apresentar o nosso mais novo membro, Bella Swan, ela não fará parte da guarda."

Todos olharam de Aro para mim com olhar interrogativo.

"Ela será a partir de hoje uma Volturi" - ele disse, tirando o manto de meus ombros e substituindo-o por um manto negro como o seu. " Os Volturi hoje, passaram a ser quatro"

Aro me indicou uma cadeira, semelhante a um trono, eu me lembrava dessas cadeiras, foi a vinte e cinco anos atrás, a primeira vez que eu vi essas cadeiras, em minha primeira visita a Volterra.

"O que elas são?" Eu perguntei a Aro

"São o nosso símbolo, o símbolo de nossa realeza"

"Elas são lindas"

"Se você for nos for muito leal, um dia poderá ter a sua, e se sentará do meu lado"

"Eu quero" Naquele momento, eu não conseguia pensar em nada melhor do que fazer parte dos Volturi, os Cullens haviam me abandonado, meus pais estavam mortos, então eu aceitei, aceitei fazer parte da guarda, esperando um dia me sentar ao lado da cadeira ornamentada de Aro. Esperando que isso aliviasse minha dor. E aliviou, até o dia que Aro me mandou para uma missão no único lugar que eu não queria ir, ele me mandou para a encharcada península de Olympic, na pequena cidade de Forks, missão? Superar meu passado, eu fiquei com muito ódio de Aro, lhe disse que não precisava superar nada, que o passado não me afetaria, e que tudo aquilo tinha acabado, nós discutimos, a discussão mais feia de nossas existências, eu eu fui para Forks, prometendo nunca mais voltar.

Alguem bufou, me tirando de minhas lembranças, eu me encaminhei até o trono, e me sentei, todos os vampiros aplaudiram,menos uma, Pâmella; eu sabia que seria difícil com ela.

Pâmella sempre teve um gênio difícil, eu sabia que alguma coisa estava por vir, e não seria uma coisa boa.

Inconscientemente, eu me perguntei se Edward já teria lido minha carta.

Gente! Desculpem pela demora!

De verdade, eu estava abandonando esta fic, =/

Aí eu criei coragem e voltei a escreve-la =))

Me perdoem mesmo, de verdade, eu espero que o próximo capitulo não demore tanto assim,

Pammy, obrigada por ter me deixado usar seu nome para uma das vilãs da fic(eu acho qe eu esqueci de te contar que o seu nome ia para uma vilã ne?)

O próximo capitulo, vai estar cheio de vampirinhos novos(novos para a gente).

Eu espero que vocês tenham aproveitado minhas quasesetefolhas desse capítulo.

Perdoem meus erros ortográficos, (fazer o que se o meu computador não ta mais corrigindo eles ?), e me desculpem se não gostaram do capitulo.

Obs: Sim, é isso que você está pensando, a Bella era uma Volturi, foi para Forks(contra sua vontade) por causa de uma missão de Aro e jurou nunca mais voltar, mas como Leon ta com uma vampirinha (que eu ainda não posso contar quem é, mais que a Bella reconheceu) para destruir os Cullens, ela voltou para os Volturi, em troca da destruição desses vampiros que parecem que nunca vão deixar a Bella em paz.

{a Bella viveu em Paris antes de encontrar os Volturi}

Beijos gente, e desculpem a confusão