Capítulo 4: Desmascarem a Crystal!
Horas mais tarde, a Catelyn, o Joseph e a Crystal estavam todos no hospital. O Leon estava a ser operado. A Catelyn tinha dito ao Joseph que um ladrão tinha entrado lá em casa. O Leon tinha tentado enfrentá-lo, mas tinha sido atacado com uma faca. Depois, o ladrão pegou num pano com um líquido para fazer as pessoas perder os sentidos e tinha feito a Catelyn e a Crystal desmaiarem.
Joseph: Que coisa horrível. Pelo menos, a vocês o ladrão não vos magoou.
Catelyn: Sim. Fiquei cheia de medo. – mentiu ela, fingindo-se de aflita.
A Catelyn e a Crystal estavam preocupadas com duas coisas. Primeiro, porque o Joseph tinha chamado a polícia e segundo, porque quando o Leon recuperasse os sentidos, iria contar toda a verdade.
A operação terminou e o médico disse que tinha sido um sucesso e que só precisavam de esperar até que a anestesia passasse para poderem ver o Leon. Só que, não passou muito tempo até o médico voltar a contactar os familiares. O doutor Augusto Ramiro, parecia preocupado.
Doutor: Tenho más notícias.
Joseph: O que se passou doutor? – perguntou ele, preocupado.
Doutor: Ele já não estava em perigo de vida... mas agora entrou em coma.
Joseph: Oh não! E quando é que ele vai acordar? O que será da minha vida se o meu único filho morrer? Eu suicido-me e deixo todas as minhas dívidas à minha mulher!
Catelyn: Não! Espera! Tu tens dividas? – perguntou ela, alarmada.
Doutor: Acalmem-se! Eu estava a brincar! O seu filho está fora de perigo e podem ir vê-lo agora mesmo. – disse ele, rindo-se.
Joseph: Não se brinca com essas coisas! – disse ele, zangado.
Doutor: Desculpe lá, mas eu gosto de animar as coisas.
Joseph: Ai é? Pois vou processá-lo!
Doutor: O quê?! Não! Ainda no ano passado fui processado!
(Para quem não se lembra, apesar de eu ter referido no início da história, quando o pai do Sky morreu houve um médico que gozou com isso. A família do Sky processou-o e arrancou-lhe montes de dinheiro. Este é o mesmo médico.)
Catelyn: Acho muito bem que você seja processado. E Joseph, tu tens dividas?
Joseph: Não. Só disse isso num momento dramático.
A Crystal estava pensativa. Afinal o Leon não estava em coma. E agora? Quando ele acordasse iria revelar tudo e ela e a sua mãe estariam perdidas.
Segundos depois, uma enfermeira aproximou-se deles. A enfermeira chamava-se Clarabela Alves.
Enfermeira: Desculpem interromper, mas é que o paciente, Leon, acabou de entrar em coma. – anunciou ela.
Joseph: Isto é outra brincadeira? - perguntou ele, zangado.
Doutor: As enfermeiras aqui não são brincalhonas como eu. - disse o médico, com ar sério. - Parece que realmente o seu filho entrou em coma. O que quer dizer que não me pode processar, porque até lhe disse a verdade, só que foi antes dela acontecer...
O médico e a enfermeira afastaram-se. O Joseph deixou-se cair numa cadeira, desanimado. A Crystal quase sorriu. Pelo menos, tinha ganhado algum tempo.
Algum tempo depois, a Karen, o Sky e a Ruth já sabiam do que tinha acontecido ao Leon.
Sky: Coitado... um assalto... e ter sido ferido...
Ruth: E agora está em coma. Coitadinho. Ainda é tão novo. – disse ela, preocupada.
Sky: Faz-me lembrar a altura em que o pai morreu...
Todos ficaram silenciosos.
Karen: Vá lá, animem-se! Tenho a certeza de que ele vai recuperar. - disse ela e depois pensou: E eu mal posso esperar para a acabar com a Crystal!
Entretanto no hospital...
Joseph: Catelyn, tu e a Crystal podem ir embora para descansar. Eu fico aqui à espera de notícias.
Catelyn: Ok. – disse ela, mas depois pensou e viu que não podia dizer simplesmente ok e ir embora. - Tens a certeza querido? Eu não me importo de ficar contigo, além disso estou tão preocupada com o Leon, pobrezinho...
Joseph: Não, vai lá descansar. Quando eu souber alguma coisa ligo-te.
Catelyn: Está bem, mas ligas mesmo!
Joseph: Sim, fica descansada. – disse ele, mas parecia abatido.
Passaram-se três dias e o Leon ainda continuava em coma. A Karen, por seu lado, andava a montar um plano com o Josh, para apanharem a Crystal em flagrante. Depois de muito pensarem, decidiram optar por um plano simples.
Nesse dia, a Karen foi até à casa da Crystal.
Crystal: Oh, olá Karen.
Karen: Olá. Vim visitar-te, para ver como estavas.
Crystal: Ah, então entra.
A Karen entrou na casa da Crystal. Dentro do bolso da camisola que ela trazia, tinha um gravador. Carregou no botão e ele começou a gravar.
Karen: Então, como têm sido as coisas nestes dias?
Crystal: Bom... mais ou menos... – respondeu ela, fingido estar abatida.
Karen: Sabes, agora aquele problema da sandes parece mesmo insignificante, não é?
Crystal: Pois é.
Karen: Foi uma sorte teres visto a Melody a pôr a erva na minha sandes, senão, não saberia como a Melody é. – disse ela, com um sorriso falso.
Crystal: Pois, eu vi tudo. Mas não podes dizer à Melody que fui eu que vi.
Karen: Claro, claro. Não te preocupes. - disse a Karen, com um sorriso falso. - A Melody nunca vai saber. A propósito, o que achas da Melody?
Crystal: Bom... já que só estamos aqui nós duas... não digas nada disto à Melody, ok? Eu acho que ela é uma convencida e que se faz de boazinha. Ela não merece o Sky.
Karen: Pois, pois. - disse a Karen, olhando para o seu relógio. - Oh, tenho de me ir embora agora. Olha, força e melhoras para o Leon, ok?
A Karen saiu da casa da Crystal, parou o gravador e entrou na casa do Sky. Depois de ouvir a cassete do gravador, a Karen ficou contente por tudo ter ficado gravado. Pegou no telefone.
Karen: Está, és tu Josh? Olha, o plano correu bem. Já tenho tudo gravado. A Crystal vai arrepender-se do que disse. – disse ela, com uma voz confiante.
Josh: Mas conseguiste gravar tudo, Karen?
Karen: Sim. Agora é só planearmos tudo. Olha, vou falar com o Sky para convidar a Melody, tu e a Crystal para virem cá amanhã lanchar.
Josh: E durante o lanche, vais mostrar a cassete, não é?
Karen: Eles vão ouvir tudo. O Sky vai ver como é a Crystal e a Melody também.
Josh: Parece-me um óptimo plano.
Karen: Bom, vou falar com o Sky e já te ligo. – disse ela.
A Karen foi falar com o Sky e também com a tia dela, a mãe do Sky, Ruth. Depois de alguma conversa, a Karen voltou a ligar ao Josh.
Karen: Está feito. Avisa a Melody que tem de vir cá lanchar amanhã contigo, ok?
Depois de desligar o telefone, a Karen foi até à casa da Crystal e convidou-a para lanchar também. A Crystal, sem suspeitar de nada, aceitou.
A Karen regressou à casa do Sky com um sorriso nos lábios. Amanhã, a Crystal seria desmascarada de uma vez por todas.
No dia seguinte, como combinado, a Crystal, o Josh e a Melody foram lanchar a casa do Sky. O Sky ficou contente em recebê-los e a Karen sorria muito, antevendo o que iria acontecer.
A Karen fez umas sandes para todos e sumo de laranja natural.
Karen: Bom, vejam lá se nenhuma das minhas sandes tem erva lá dentro.
A Melody ficou muito séria.
Melody: Estás a querer arranjar confusão, Karen?
Karen: Não, nem por isso. - disse ela, sorrindo. - Melody, a verdade é que eu gosto muito de ti.
Melody: Oh, claro, foi por isso que puseste erva na tua sandes, para me incriminares. - disse ela, num tom zangado.
Karen: Eu não pus a erva na minha sandes. – defendeu-se ela.
Melody: Pois, mentes e dizes que fui eu.
Karen: Claro que não foste. - disse a Karen e a Melody lançou-lhe um olhar confuso.
Melody: Então admites que foste tu que puseste a erva na sandes?
Karen: Não, não fui eu.
A Crystal ficou pálida. O Josh esboçou um pequeno sorriso. O Sky parecia perdido.
Sky: Explica-te Karen!
Karen: Ora bem, sabes quem me disse que te tinha visto a pôr erva na minha sandes?
Melody: Quem?
Karen: A Crystal! - gritou ela, apontando um dedo à Crystal. - E a ti disse-te que tinha sido eu a pôr a erva na sandes!
Melody: Isso é verdade, Crystal?
Crystal: Claro que não! Ela está a inventar! - mentiu a Crystal.
Karen: Ai sim? Pois eu tenho como provar o que eu disse!
Crystal: Estás a mentir Karen!
Karen: Não, não estou. - disse ela, com um sorriso aberto.
A Karen tirou o gravador do bolso.
Karen: Ora, oiçam isto.
A Karen accionou o gravador e começou a ouvir-se a Crystal e a Karen a falar. A mãe do Sky, Ruth, que estava a passar no corredor ficou a ouvir. A Crystal ficou muito pálida. A Karen sorriu quando a cassete chegou ao fim.
Karen: Ora, aqui têm a verdadeira Crystal!
Sky: Crystal, porque é que fizeste isso?
Melody: Eu pensava que éramos amigas! – acusou ela.
Karen: Ela queria era pôr-nos uma contra a outra. A confusão ia acabar por te separar do Sky e ela ia tentar conquistá-lo!
Melody: Mas a Crystal disse-me que estava apaixonada por outro rapaz. - disse ela e depois virou-se para a Crystal. - O que me disseste era verdade, não era Crystal?
Crystal: Claro que era! - mentiu a Crystal.
Karen: É uma mentirosa de primeira!
Josh: Pois. Eu perguntei-lhe sobre a sandes e ela mentiu-me. – disse ele.
Crystal: Argh! Vocês estão todos contra mim. Eu estou inocente!
E sem dizer mais nada, saiu da sala a correr, quase chocando com a Ruth e deixou a casa do Sky, acabando por ir para a sua. O Sky, a Melody, a Karen e o Josh entreolharam-se.
Melody: Sky, acho mesmo que ela estava interessada em ti.
Karen: Vês Melody? Estávamos enganadas uma sobre a outra.
Melody: É verdade... peço desculpa, Karen. – disse ela, abatida.
Karen: Eu também peço desculpa. A culpa foi da estúpida da Crystal! Mas agora já vimos como ela é.
Josh: Mas sabem uma coisa? Estava a lembrar-me de algo e... acho uma coisa suspeita.
Sky: Que coisa?
Josh: Lembram-se quando a Crystal se estava a afogar, mas no fim foi a Melody que quase morreu? Bom, talvez a Crystal tenha feito de propósito para matar a Melody! – disse ele, pensativo.
Sky: Não. Não acredito que a Crystal quisesse matar a Melody. Uma coisa é pôr erva numa sandes ou é tentar matar alguém.
Melody: Sim, isso é verdade.
Josh: Pois, não temos provas, mas ficamos com as suspeitas. – disse ele.
A Ruth ouviu tudo e ficou preocupada. Mais tarde, a Melody e o Josh voltaram para casa. A Melody telefonou à Ruby, pois ela ainda não sabia nada do que tinha sucedido. Ficaram imenso tempo ao telefone e a Melody contou-lhe tudo.
Ruby: Quando a vi pela primeira vez, vi logo que essa Crystal tinha algo esquisito. – disse ela.
Melody: Uma grande malvada, é o que ela é.
Ruby: Mas pronto, ao menos esclareceu-se tudo.
Melody: Sim. Graças à Karen e também graças ao Josh.
Ruby: Como vês, não havia motivo para tu te teres zangado com a Karen. – disse ela, calmamente.
Melody: Tens razão. A estúpida da Crystal é que nos enganou bem.
Ruby: Agora não acredites no que ela disser. Quase de certeza que vai inventar alguma coisa para te tentar convencer de que está inocente.
Melody: Achas que sim?
Ruby: Quase de certeza. Vê se és esperta Melody. Ela vai tentar ficar com o Sky. Primeiro vai fingir ser tua amiga, aliás, já fez isso, mas é capaz de tentar outra vez. Depois, quando vir que não consegue enganar-te, vai passar ao ataque directo.
Melody: Como é que sabes tantas coisas?
Ruby: Li num livro.
Melody: ¬¬X
Passaram-se dois dias. Era Domingo. No dia seguinte, a Karen iria regressar a Londres. A Sarah estava a conversar com o Sky, quando a Melody chegou.
Sarah: Bom dia. Com que então a Crystal era uma falsa e vocês não me contavam nada.
A Melody lançou um olhar reprovador ao Sky.
Sky: Ela consegue ser persuasiva e arranca-me sempre tudo o que sei. – disse ele, encolhendo os ombros.
Sarah: Olhem, não é por nada, mas ontem a Crystal andava a rondar a tua casa, Sky.
Sky: A sério?
Sarah: Sim. Ah, e o pobre do Leon continua em coma. Espero que ele recupere.
Melody: Também eu. – disse ela, preocupada.
Sarah: Bom, agora vou andando, porque tenho de me ir arranjar para sair com o Tom. Xau.
A Sarah afastou-se e entrou na sua casa.
Sky: Anda lá Melody, vamos entrar.
Mais tarde, a campainha da casa tocou e o Sky foi abrir. Era a Crystal.
Crystal: Olá. Vi que tu e a Melody estavam cá os dois e por isso vim. Preciso de falar com vocês.
Sky: Hum... está bem. Entra.
A Crystal e o Sky entraram na sala. A Melody e a Karen lançaram-lhe um olhar zangado.
Melody: O que é que estás aqui a fazer?
Crystal: Vim falar contigo e com o Sky, Melody. - disse a Crystal e depois virou-se para a Karen. - É particular, Karen.
Karen: Particular uma ova! - disse ela, zangada e depois virou-se para a Melody. - Melody, ela vai tentar dar-te a volta e vai tentar fazer de mim a má da fita.
Melody: Eu sei, Karen. Não te preocupes. Crystal, desaparece daqui, já!
Crystal: Mas...
Melody: Mas, nada. A mim já não me enganas!
Crystal: Isto é uma injustiça! Eu estou inocente! - gritou a Crystal e a sua interpretação parecia quase genuína.
Sky: Crystal, se calhar, é melhor ires embora. – pediu ele, calmamente.
Crystal: Todos estão contra mim! Não é justo!
A Crystal saiu da sala a correr e depois abriu a porta da rua. Ao sair da casa do Sky, quase chocou com a Sarah e o Tom.
Sarah: Credo. Vê por onde andas! – gritou ela, enquanto a Crystal se afastava.
Tom: Ela parece perturbada.
Sarah: Pois é... e saiu da casa do Sky... hum... vamos lá ver!
Tom: Mas nós não íamos passear?
Sarah: O que é que isso interessa? Vamos mas é coscuvilhar tudo!
E a Sarah arrastou o Tom para a casa do Sky.
Já em casa do Sky, a Sarah fez logo imensas perguntas e ficou a saber de tudo.
Sarah: Ah, eu vi logo que ela não era boa pessoa.
Karen: Porquê?
Sarah: Porque... Crystal não é nome de uma pessoa boa! – disse ela.
Os outros: ¬¬X
Enquanto isso, a Crystal estava deitada em cima da sua cama, a pensar.
Crystal (pensando): Raios! Pois bem, o meu plano não deu resultado, mas eu vou ficar com o Sky para mim! Só tenho de tirar a Melody do meu caminho. Ah, e a Karen também! Mas a Karen vai-se embora em breve, por isso o alvo principal é a Melody…
No hospital, o pai do Leon, Joseph, tinha ido visitar o filho. Mas o Leon continuava em coma.
Joseph: Filho, quem me dera que acordasses de uma vez por todas. A polícia já anda à procura de quem te fez isto, mas é muito complicado de conseguirem encontrar a pessoa. Mas não te preocupes, eu irei descobrir quem foi e vou acabar com essa pessoa, nem que seja a última coisa que eu faça!
Mais tarde, a Karen foi bater à porta da casa da Crystal e foi ela que abriu.
Crystal: O que queres aqui? – perguntou ela, raivosa.
Karen: Vim só dizer que me vou embora amanhã, mas que vou estar em contacto com os outros e nunca vou deixar que tu fiques com o Sky! – disse ela.
Crystal: Ah, vais-te embora amanhã? Que peninha. – disse ela, com um sorriso falso. – Ainda bem que te vais embora. Podias ter um azar… de te acontecer o mesmo que aconteceu ao Leon…
Karen: Ora, isso foi um assalto.
Crystal: Pois, mas nunca se sabe…
A Karen arregalou os olhos, percebendo finalmente o que a Crystal queria dizer.
Crystal: Bom, adeus. Faz boa viagem… e não voltes! – disse ela e fechou a porta na cara da Karen.
A Karen regressou a casa do Sky, pálida.
Karen (pensando): Foi ela! Ela é que fez aquilo ao Leon, tenho a certeza!
Ela pegou no telefone e telefonou à sua mãe.
Karen: Mãe, eu sei que é para eu regressar amanhã, mas não pode ser. Eu tenho de ficar mais uns dias. – disse ela.
Tia Amanda (mãe da Karen e tia do Sky e da Ruby): Não pode ser filha. Amanhã já há aulas. Tens de vir e não há discussão sobre isso.
A Karen desligou o telefone. Estava muito pálida e aborrecida. A mãe do Sky aproximou-se dela.
Ruth: Conta-me o que se passa, Karen.
Karen: Ah… não se passa nada.
Ruth: Ora, não me tentes enganar. – disse ela. – Eu era a mulher de um agente secreto. A mim, não me enganas.
Karen: Tudo bem. Eu tenho uma grande suspeita.
A Karen contou-lhe tudo sobre a Crystal, apesar da Ruth já saber algumas coisas.
Ruth: Ora bem, essa é suspeita grave. Tudo bem, eu vou ajudar-te.
A Ruth pegou no telefone e telefonou à sua irmã Amanda. Pouco depois, ela pousou o telefone.
Karen: Então?
Ruth: A tua mãe deixa-te ficar mais uma semana. – respondeu ela.
Karen: A sério? Obrigada tia Ruth!
Ruth: Tive de lhe contar umas mentiras, para tu poderes ficar e ela não ficar preocupada.
Passaram-se dois dias. O Sky, a Karen e a Ruth decidiram ir visitar o Leon ao hospital. Ao chegarem lá, o Joseph cumprimentou-os, mas avisou-os de que o Leon estava na mesma. Mesmo assim, a Karen e o Sky entraram para ver o Leon.
O Joseph e a Ruth ficaram sentados na sala de espera.
Ruth: Deve estar a ser muito difícil para si, ter o seu filho nesta situação.
Joseph: Sim, está a ser muito difícil. - disse ele, tristemente. - A minha primeira mulher morreu e foi uma perda muito dolorosa para mim e para o Leon. Não o quero perder a ele também.
Ruth: Sim, eu compreendo. O meu marido morreu o ano passado, mas o que vale é que eu tenho os meus filhos. Anime-se, tenho a certeza que o Leon vai ficar bem. – disse ela.
Joseph: Obrigado.
De repente, apareceu a mãe da Crystal, a Catelyn e ficou a olhar para os dois, aborrecida.
Catelyn: Passa-se aqui alguma coisa?
Joseph: Uns amigos do Leon vieram visitá-lo e esta é a Ruth, nossa vizinha.
Catelyn: Hunf, conheço-a de vista. - disse ela, ainda aborrecida e depois pensou. - Parece que eles se estão a dar bem, mas eu é que estou casada com o estúpido do Joseph e ele não se vai livrar de mim!
Dentro do quarto, o Sky e a Karen olhavam para o Leon, que parecia em paz, mas nem se mexia.
Sky: Não gosto de o ver assim. Vou sair. – disse ele, abandonando o quarto.
A Karen aproximou-se mais do Leon e agarrou-lhe a mão.
Karen: Leon, se me consegues ouvir, por favor, acorda. – pediu ela. – Preciso de ti aqui. Só tu podes contar o que aconteceu na noite em que te esfaquearam. Se foi a Crystal, podemos desmascará-la… mas sem ti… não posso provar nada.
Lentamente, o Leon abriu os olhos.
E aqui está o quarto capítulo. O Leon saiu do coma. Será que ele vai revelar o que a Crystal fez? O que acontecerá à Crystal e à sua mãe? Todas as perguntas serão esclarecidas no próximo capítulo da fic, que é também o último. Até lá!
