Passeios, descobertas fantásticas e detenções
O domingo passou num piscar de olhos.
A certa altura da noite, Hermione e Ginny estavam sentadas em frente à lareira, jogando conversa fora, por não ter o que fazer, quando Hermione se agitou.
- Ah, eu acho que vou tomar água, sabe? Na cozinha.
Ginny olhou para ela espantada.
- Sabe Mione, eu vou com você. Os elfos não gostam muito de você, lembra?
- Sim, sim. – a outra respondeu de qualquer jeito. – Então vamos?
- É... Vamos.
Hermione e Ginny se esconderam no primeiro armário de vassouras que encontraram. Não houve tempo para tomar água.
Fizeram o máximo de silêncio possível e esperaram pacientemente, mas quando tentaram sair, não conseguiram.
- Maravilha! A porta tá trancada. Estamos presas aqui!
Ginny disse lumus e a ponta de sua varinha acendeu.
- Hermione, você está suando.
- Ah, jura Weasley, eu não tinha notado. – Granger puxava a gola da camisa, afrouxando o nó da gravata. – eu DETESTO ambientes fechados!
- É, eles são abafados e... Mione, a cor do seu olho mudou para azul-acinzentado, o que tá acontecendo?
- Oh, merda! Eu esqueci! – Mione cobriu o rosto com as mãos. – Dá pra você TIRAR ESSA MALDITA LUZ DA MINHA CARA E APAGÁ-LA?
- Tá, não precisa ser grossa.
- Ah, desculpa Weasley. – A boca era de Hermione, mas a voz que saiu de lá não.
- Ai, Mione, sua voz ficou esquisita, você está falando arrastado!
Diante do silêncio da outra, Ginny acendeu a varinha outra vez.
- PELO AMOR DE DEUS! CADÊ A HERMIONE? O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?
Draco Malfoy revirou os olhos.
- Eu era a Granger, Weasel fêmea. Como consegue ser tão burra? Achei que pobreza era suficiente.
Ginny aproximou a luz do rosto de Draco e obteve a confirmação de que ele era a Granger, porque ainda estava usando o uniforme feminino da Grifinória.
Em outra situação aquilo teria sido muito engraçado, mas Ginny estava com medo.
Malfoy suava loucamente, olhando desesperado para os cantos do armário.
O ar começava a ficar quente, então ele tentou mudar de lado, caindo em cima da Weasley.
Os olhos frios dele encaravam os de Ginny com malícia e os narizes dos dois estavam bem próximos.
- ECA, MALFOY! SAI DE CIMA DE MIM, VOCÊ TÁ SUANDO!
- NÃO FICA PARADA E TENTA ABRIR A PORTA!
- PORQUE NÃO TENTA VOCÊ?
- EU TENHO CLAUSTROFOBIA WEASEL, SEU EU NÃO SAIR DAQUI EU VOU MORRER!
- Ah Malfoy, deixa de drama. E PARA DE GRITAR!
- VOCÊ QUE TÁ GRITANDO!
- CALA A BOCA!
A ruiva lançou um feitiço cabeça-de-bolha, garantindo à ele ar, enquanto tentava abrir a porta sem sucesso.
Quando se deu por vencida sentou-se tão afastado quanto podia do louro.
- De nada, viu?
Malfoy conjurou um pergaminho, pena e tinteiro e rapidamente escreveu com sua caligrafia fina.
"Ainda quer que eu agradeça? Me causa o terrível castigo de ficar peso com você nessa droga de armário e quer que eu AGRADEÇA? Há há há."
- Você é o ser mais mesquinho que eu tive o desprazer de conhecer!
Ela destruiu a cabeça-de-bolha e sorriu, ao ver o desespero estampado no rosto de Draco.
- FAÇA DE VOLTA! E TENTE ABRIR A PORTA! JÁ!
- HÁ HÁ HÁ! EU NÃO SOU SUA ESCRAVA!
- É PIOR QUE UM ELFO DOMÉSTICO, PELO MENOS ELES OBEDECEM!
- E VOCÊ É UMA DONINHA CLAUSTROFÓBICA!
Draco arregalou os olhos, parecendo lembrar que quase sufocava, passando a espancar as paredes do armário, arfando.
- ABRA A PORRA DA PORTA!
Cinco minutos mais tarde o rosto de Draco estava ficando azul.
Ginny tentava inutilmente abrir a porta, queria se livrar do inferno que era ali dentro. Felizmente ela não precisou esperar muito, já que alguém de fato estava abrindo a porta. Ela não teve tempo de respirar ar puro. No momento em que toda a porta foi aberta, Draco pulou por cima dela, se enroscou nas vestes e caiu com um estouro no chão. Infelizmente o alguém que abrira a porta era Argos Filch, que olhava para os dois deliciado com a possibilidade de ferrá-los.
- Mas vejam só! Duas pessoas trancadas num armário de vassouras a altas horas da noite! Quem são vocês? – O risinho de triunfo não saía de seus lábios.
Os dois trocaram olhares mal-humorados antes de responder.
- Ginevra Weasley, Grifinória.
- Draco Malfoy, Sonserina.
- Hm, suponho que o senhor então seja um menino?
- Sim.
Ginny sufocou uma gargalhada. Malfoy ainda estava vestido com o uniforme feminino da Grifinória, mas parecia não se lembrar.
- Então porque diabos está usando vestes femininas? Que como diz aqui, – ele agarrou a capa que Malfoy estava usando, olhando justamente o brasão da Grifinória - não são de sua casa?
O queixo de Draco caiu, ele não sabia onde enfiar a cara, nem o que dizer.
- Er..
- Não me interessa! Quero só ver o que seus diretores vão fazer, há há há. Se me deixassem ensinar com as correntes, ah, a Sra. Umbridge era tão boa para esta escola. ANDANDO, VOCÊS DOIS!
Filch continuou resmungando, andando a passos rápidos pelos corredores, logo atrás de Draco e Ginny.
Os dois apressaram o passo, e quando estavam longe o bastante de Filch, Ginny cochichou.
- Você me paga por isso Malfoy!
- To morrendo de medo – fez cara assustada.
Ginny bufou. Os dois não se falaram mais durante todo o percurso até as masmorras onde Snape tinha seu escritório.
Ficou acertado, depois de uma explicação embaraçosa do porque Draco estava com a roupa da feminina Grifinória, na qual nem ele acreditou, que ele cumpriria a detenção na segunda, com Filch, polindo troféus. Após saber da detenção, Malfoy foi liberado.
Filch agora levava Ginny ao escritório de McGonnagal, para saber que detenção ela receberia.
Ele parecia realmente desapontado que Malfoy só tivesse pegado uma leve detenção, parecia querer que pelo menos Ginny levasse a pior.
Quando enfim chegaram, Filch bateu à porta. Alguns minutos depois, uma cabeça envolta em uma touca de dormir apareceu.
- Desculpe incomodá-la professora, mas temos uma aluna infratora. Gostaria de saber o que ela receberá por estar fora da cama a uma hora dessas.
- Pois bem - Minerva olhava Ginny com seu olhar severo, o nariz levemente torcido - entrem.
Filch narrou todo o acontecimento, exagerando em alguns pontos. Mencionou Draco e sua detenção já estipulada.
McGonnagal respirou fundo e olhou para a aluna a sua frente.
- Ginevra Weasley, você, como me foi informado, foi pega ao lado de Malfoy, em atitude suspeita, dentro de um armário de vassouras. Como Snape já deu detenção a Malfoy, você fará companhia a ele, polindo troféus na segunda-feira, a partir das sete horas. Você perderá também cinqüenta pontos para a Grifinória por desobedecer no mínimo duas regras. Agora pode ir.
Filch soltou um muxoxo de desagrado pela pena.
Ginny sentiu o rosto queimar com a injustiça. "Malfoy recebeu apenas a detenção! E às OITO horas!", pensou amargamente.
Ainda assim teria que estar na companhia dele segunda. Pelo menos ela poderia descobrir o que ele fizera com Hermione, já que estava se fazendo passar por ela.
No momento em que Filch parou de segui-la, ela se dirigiu ao retrato da Mulher Gorda, disse a senha e sumiu pelo buraco da fechadura.
----
N/A: E aí? Gostaram? Finalmente, o porque dos atos de Hermione. E parabéééééééns a todos que acertaram! Vamos ver a onde essa fic vai! Continuem escrevendo reviews, elas me motivam a continuar! É bom saber que tem alguém lendo!
Não postei antes por que tava sem pc :( mas agora vai :D
Tschus
