- Postarei essa fic toda hoje, já que pretendo postar a segunda parte deste fic e de Alerta Vermelho na semana que vem...
| Capítulo 5 |
17.06.2008
5º dia
Devia estar de madrugada quando fomos acordados. Abri os olhos e vi Edward na chuva, de pé na porta da jaula.
- Saia.
- Eu?
- Quem mais?
Me soltei dos braços de Sawyer e levantei.
- Ei, cara-pálida! Não tem vampira nessa joça não? Cansei de sofrer também!
Edward me tirou da jaula e a fechou novamente, sem responder a Sawyer. Andamos pelo corredor escuro, dessa vez eu ia com minhas próprias pernas, sem ser arrastada.
- O que houve?
- Nada.
- Mas... estamos... no meio da noite.
- Eu sei.
Ele andava todo rígido e super silencioso. Apesar de ser um selvagem, ainda assim esbanjava elegância. Estávamos de volta àquele lugar. Quarto, sala, sei lá o que era.
- Pode deitar lá.
Em cima da cama tinha até uma coberta de pele. Fiquei tentando imaginar qual bicho teria morrido para virar aquilo.
- Eu vou... dormir aqui?
- Sim. Pode dormir que não vou te tocar.
Deitei na cama e me cobri com o... urso? Leão? Vai saber...
- Quem era o médico que esteve hoje aqui?
Ele me olhou surpreso.
- Você já o conheceu?
- Bem... estava aqui.
- Certo. Não interessa quem é.
Depois dessa, resolvi fechar os olhos e voltar a dormir. Estava deitada de lado, de costas para ele, que estava sentado na mesa escrevendo alguma coisa. Tentei dormir mas não consegui. Fiquei pensando no acidente, em como tudo aconteceu tão rápido. Lembrei das pessoas na praia, de cada uma delas. Do Mike, que tinha sido tão legal comigo. Até da chatinha loira eu lembrei e fiquei com pena. Espero que não tenham sido torturados nem nada...
- Você tem histórico de diabetes na família?
Ouvi ele falando mas fiquei na minha. Provavelmente não era comigo.
- Eu sei que não está dormindo, então é melhor me responder...
O que? Era mesmo comigo? O que interessava o histórico de doenças da minha família?
- Eu... bem... não sei. Acho que não...
- Não sabe? Saco!
- Qual a importância disso?
- Não interessa. Volte a fingir que está dormindo.
Ele era tão simpático. Deitei a cabeça de novo, mas não voltei a virar de lado. Fiquei de barriga para cima mesmo, olhando o teto da caverna. Então, do nada, Edward passa pela cama totalmente nu.
- Vou tomar banho. Tente dormir.
Mas hein? Ok. Vamos por partes. Ele era um vampiro sádico que provavelmente me mataria em breve. Ele era um vampiro sádico que matou todos os outros sobreviventes. Ele também era ríspido, hostil e selvagem. Mas ele passou pelado na minha frente. Impossível não notar que para um cara morto, ele era bem gostoso. Não que eu fosse passar a gostar do meu algoz. Mas que ele era gostoso, eu precisava admitir. E não ia mesmo conseguir dormir pensando nisso. Peguei o travesseiro e amassei ele na minha cara.
Fiquei de olhos arregalados esperando ele voltar. Credo, Isabella... Ouvi o barulho da porta e sabia que ele estava voltando. Fechei os olhos.
- Talvez um dia você consiga entender que não consegue me enganar...
Indireta na minha cara? Que nada... Abri os olhos já que não adiantava fingir. Percebi então que ele estava de calça. Que pena. Pena nada, deixa de ser sádica, Isabella.
- Vai dormir ou vai ficar me olhando?
Como ele sabia que eu estava olhando? Ele estava de costas para mim!
- Estava dormindo e você me acordou...
- Sei.
Aconcheguei-me no travesseiro e ele vei rápido até a cama.
- Caso não ache o sono, posso encontrar algo para te deixar ocupada.
Gelei.
- Não precisa, estou com sono.
Virei para o lado e bocejei sem vontade. Ele sabia me fazer mudar de idéia.
- A propósito... lembro de ter mandado você ficar longe do outro humano.
- Mas eu senti frio.
- Entendo. Homem esquenta, certo?
- É.
Hein? Nem me toquei da pergunta que ele tinha feito. Homem esquenta? OMG. Não devia ter respondido, porque agora ele estava em cim de mim, levantando minha blusa.
- Ainda com frio?
Tentei fugir, mas foi em vão. Uma mão me segurava.
- Não.
Ele puxou-me pelo quadril e levantou minhas pernas, colocando-as em volta de sua cintura.
- Pare...
Edward colou o corpo no meu, me pressionando, e me fazendo sentir sua excitação por baixo da calça. Valha-me Deus. Agora eu estava era suando.
- Me solta...
Ele puxou meus cabelos e invadiu minha boca, me beijando violentamente enquanto abaixava minha calçinha e me tocava com sua mão fria. Senti um calafrio indescritível percorrer meu corpo e gemi sem querer. Isso não era real. Eu não poderia estar sentindo prazer pelo meu vampiro selvagem... eu o odiava.
- Engraçado você estar molhada... achei que tivesse medo de mim.
Hein? Meu coração parou, junto com minha respiração. Ele tocou meu clitóris com um dedo e eu vi estrelas. Ninguém nunca tinha ido lá.
- Boa noite.
Edward me soltou e levantou, saindo da caverna. Como?
Tentei respirar tranquilamente enquanto procurava um jeito de dormir. Acho que uns trinta minutos depois, eu ainda estava acordada pensando no que tinha acontecido. O que acontecia comigo? Pára de pensar no monstro pelado, Bella! Acho que peguei logo no sono, mas fui acordada por um cutucão.
- Virou Bela Adormecida?
Ele agora me olhava, friamente. Levantei um pouco sonolenta, mas com vontade de deitar de novo. Era tão bom não estar numa jaula...
- Que horas são?
- Já passou da hora de você acordar e ir embora.
Como ele conseguia mudar tanto, da água para o vinho? Credo. Não conseguia mais olhá-lo e não lembrar dele nu. Maldição!
- Ok. Desculpa. Ter dormido demais.
Me levantei cabisbaixa, puxando a blusa amarrotada.
- Arrumarei depois algo melhor para você vestir.
- Obrigada.
Estava indo em direção ao corredor escuro quando ele apareceu na minha frente.
- Não vai me dar bom dia?
- Bom dia.
Ele sorriu maliciosamente.
- Não estou me referindo a palavras.
Então ele puxou meu pescoço, me beijando devagar. Fiquei tonta.
- Pode ir.
Sério, ele tinha problemas ou traumas com relacionamentos...
Depois do beijo de bom dia, eu saí de lá. Deveria ser bom dia para ele, né? Voltei para a jaula, encontrando olhos curiosos de Sawyer.
- Você está namorando o cara-pálida, branquela?
- Sério mesmo que isso interessa, Sawyer?
Ele deu de ombros.
- Preciso me distrair. Você fica o tempo todo para lá e para cá... eu fico aqui.
De uma certa forma, ele tinha até razão. Ao menos eu estava fazendo alguma coisa. Mas não demorou muito para que as palavras dele o traíssem. A mulher loira que tentou me furar com o pé chegou e puxou Sawyer de dentro da jaula.
- Nossa, até que enfim! Me leva para sua selva, gata!
- Cale-se!
Ele sorriu e piscou para mim.
- Não sinta minha falta branquela. Agora é minha vez de aproveitar!
Fiquei com medo de vê-lo saindo dali. O que fariam com ele? Mais uma morte?
- Não! Sawyer! Solte-o!
Ela me empurrou com o pé e caí de costas no chão. Eu vi Sawyer ser arrastado pelo mesmo túnel que eu já conhecia bem.
Fiquei descontrolada dentro daquela merda de jaula. Eu não queria passar o resto dos meus dias sozinha. Começei a balançar as grades e chorar. O grandalhão veio furioso na minha direção.
- Dá para ficar quieta?
- Onde está Sawyer?
- Merda! Que saco não poder te matar!
- Onde está Sawyer?
Eu aumentava cada vez mais o tom de voz. Mas acho que ele se irritou. Abriu e entrou dentro da jaula, me pegando pelo pescoço e chocando meu corpo nas grades.
- Não posso te matar, mas posso te machucar!
Eu não conseguia respirar direito, o aperto da mão dele doía e parecia que ia quebrar meus ossos. Ele sorria como se estivesse se divertindo com aquela brincadeira.
- Sawyer... seu amigo, certo? Hum... Rosalie é tão má.
Eu tentei me mover, sem sucesso. Arranhava a mão dele, sem sucesso.
- Emmett!
A voz do meu algoz vibrou no ar. Emmett olhou para trás e me soltou, sorrindo em desgosto.
- Já parei!
Ele passou por Edward e entrou no túnel.
- Sawyer ficará bem. Pode ficar feliz.
Eu o encarei, sem conseguir falar ainda.
- Não faça escândalos, não grite e principalmente, não provoque ninguém, e então seus dias aqui serão mais agradáveis.
Ele virou-se de costas e me deixou sozinha. Caí ajoelhada no chão, implorando para tudo ser mesmo um sonho.
Sentia meus olhos inchados de chorar. Tinha me encostado num canto da jaula e fiquei ali meio que em transe. Era certo, eu nunca mais sairia daquela ilha e provavelmente minha morte seria algo bem... terrível. Nós éramos apenas comida e diversão para eles.
- Não chore, branquela... eu também te amo!
Eu juro que nunca fiquei tão feliz em ouvir aquela voz irritante. Meu companheiro de cela tinha voltado. Olhei para trás e pulei em seu pescoço quando o vi.
- Sawyer!
Ele ficou meio imóvel e eu me toquei que contato físico assim não era muito o nosso lema. Desencostei dele.
- Bom te ver també, branquela. Sentiu minha falta?
Ele estava aparentemente, inteiro.
- O que fizeram contigo?
Ele sorriu e jogou a franja pro lado.
- Bem, precisei fazer uns favores sexuais por lá...
- Sério, Sawyer!
- Ah. Foi uma coisa estranha, sabe? Melhor nem te contar.
Sawyer sentou-se no canto onde eu estava e se esticou.
- Como assim, não me contar? Eu preciso saber! Por favor...
Ele me olhou cínico.
- Senta aqui.
Sentei ao seu lado e fiquei olhando-o e esperando.
- Promete não rir?
- Sim.
Rir? E eu lá tinha humor para isso?
- Bem... eles... me mandaram fazer um teste médico.
- Como assim? Teste?
- É.
Ele tossiu tentando falar algo para eu não entender. De propósito.
- Repete que eu não ouvi...
Sawyer coçou a garganta e falou de novo.
- Teste de esperma.
- Hein?
Fiquei meio pasma com aquela última frase dele. Teste de esperma? Por qual motivo? Ele ficou me olhando sem-graça enquanto eu o olhava confusa.
- Desculpe, mas eu não entendi.
Sawyer deu de ombros.
- Você acha que eu etendi?
- Mas por que iam querer isso de você? O que um teste desses significa para eles?
- Para eles eu não sei. Mas o teste é para ver se o homem pode fazer filhos, né? Se meus campeões conseguem ter sucesso...
- O que interessa isso para eles, Sawyer? Eu sei o que é o teste. Eu só não entendi qual importância isso tem para um bando... de vampiros.
- Faço a mínima idéia. Mas hein branquela, eu estive pensando... nós dois podíamos testar também. Nem precisa de testes... é só esperarmos alguns meses e ver se sua barriga cresce!
Ele riu safado e piscou. Eu dei um tapa que fez barulho em seu ombro.
- Nos seus sonhos, talvez.
- Branquela, branquela... eu sei que você me ama. Só está incubado.
Respirei fundo e tentei fechar os olhos. Mas isso não foi possível, pois começamos o ouvir um barulho de tumulto, e então eu vi Shannon sair correndo do túnel escuro. Shannon!
- Shannon?
Ela olhou apavorada em nossa direção, como se tivesse pressa.
- Fuja! Não os deixe tocar em você! Não deixe!
Ela não conseguiu fugir, pois o grandalhão e a baixinha chegaram e Shannon levou um soco no rosto, da morena baixinha.
- Leve-a de volta, Emmett. E por favor, trate de prendê-la direito.
- Ok, isso foi super triste. Logo quando a pobre coitada tenta fugir...
Sawyer estava falando... sozinho.
- Agora falta só o pipoca. Como eu posso ver um filme assim de ação sem a pipoca? Ei branquela, eles te dão comida lá dentro, né? Acho que vou reclamar... tive que gozar e nem alimentado eu fui.
OMG. Eu não estava ouvindo isso, não estava. Virei para olhá-lo, querendo arrancar aquela língua falante fora. Ele sorriu.
- O que foi? Não foi você que ficou meia hora no mano a mano para poder dar esperma para vampiros, foi? Acho que eu merecia algum prêmio de consolação!
- Sawyer, por favor... você pode parar de falar besteira?
Ele torceu a cara e fez bico.
- Ok, deixa para lá.
Fiquei sentada no meu canto tentando decifrar tudo aquilo.
- Achei que Shannon tivesse morta...
- Eu também. Não vejo mais ninguém além de nós dois.
- Nem eu. E Edward me disse que todos tinham morrido.
- Edward?
- O cara-pálida.
Ele riu.
- Que coisa feia, branquela! Apelidar o homem que te alimenta...
- Cala a porra dessa sua boca, Sawyer!
- Adoro mulheres nervosas!
Me controlei para não dar um soco nele.
