11. Fuga
Onde idéias começam a surgire uma decisão precipitada é tomada
Por toda a tarde, Draco esperou. Tinha períodos livres e a única prova em vista era a de Poções, na semana seguinte – não se deu ao trabalho de passar o tempo estudando.
Sentado em frente à lareira do frio Salão Comunal da Sonserina, lembrou-se do que teria de encarar quando cruzasse com os amigos de Potter nos corredores e se perguntou se a notícia dos dois juntos já teria chegado aos ouvidos dos outros colegas.
Possivelmente, não. Era muito provável que não, pois seu nome sequer fora mencionado nessa história toda, ao menos até onde sabia. Bastou que Potter mencionasse um garoto para que Granger e Weasley protestassem em indignação – sequer quiseram ouvir quem era o tal garoto. Melhor assim, na verdade.
A vida era deles, e ninguém precisava saber de nada. Até certo ponto, agradecia silenciosamente pela aversão daqueles grifinórios, pois impediram que Potter citasse, de fato, que ele era o garoto em questão. Não o reprovava por ter decidido contar um pouco aos amigos sobre esse lado de sua vida. Como poderia, quando era Harry, principalmente, quem teria de lidar com a reação de todo o mundo bruxo quando o assunto chegasse ao Profeta Diário?
Tendo o nome ligado ao Menino-Que-Sobreviveu, Draco teria de lidar apenas com os alunos da Sonserina... e com a própria família... e com o Lord das Trevas. O que, afinal de contas, estava destinado a acontecer. Nunca quisera se tornar um Comensal da Morte, receber a Marca Negra, não realmente. Já sentira na pele boa parte das torturas que os seguidores de Voldemort infligiam aos trouxas e mestiços e não julgava ter coragem o suficiente para perpetrar tais atos.
Talvez por isso fora para a Sonserina: por ser um covarde. Era um covarde a ponto de apoiar o segredo em que se baseava sua relação com Harry, e a ponto de julgar que não era do interesse de mais ninguém a vida que tinha com o grifinório. Eles eram dois garotos que sentiam a necessidade um do outro, não duas crianças que ficavam confundindo a amizade. Até porque, nunca foram amigos.
Draco sabia que eram duas pessoas cujas vidas deveriam ser vividas longe dali, porque só assim teriam alguma liberdade, só assim não teriam de passar por uma guerra que os colocava em lados opostos o tempo todo... Assim, surgiu a impetuosa idéia de fugirem.
A/N: E então, o que estão achando? Pois bem, esse botão aí embaixo, de "review", serve para comentar a estória. S'il vous plaît.
