18. Obscuridade
Onde não só uma portaé aberta
Trêmulo, Harry abriu os olhos para escuridão do quarto. No silêncio, nada conseguia ver. Apenas ouvia um ruído, que poderia ser de uma porta batendo incessantemente.
Mesmo sem recordar o que acontecera, sua mente estranhou a ausência da dor. Movendo-se, levantou-se e atravessou o quarto a passos inseguros – as mãos sempre à frente, tateando até encontrarem a parede. Seguindo-a, sentiu a fresta que deveria ser do batente da porta. Procurou a maçaneta e abriu-a.
A repentina luminosidade fez seus olhos arderem. Permitiu-se um suspiro e, confuso, ouviu leves passos. Uma pequena criatura empurrou-o de volta à semi-escuridão do quarto e determinou com voz estridente:
– Harry Potter não deve levantar! Harry Potter está muito machucado, não pode andar pela casa!
– Dobby! – protestou ele. – Dobby, calma. Eu estou bem... mas, onde estamos?
– No Largo Grimmauld, meu senhor. Mestre Dumbledore mandou Dobby ajudar Harry Potter e controlar Monstro. Mas Harry Potter deve ficar deitado, se precisa de alguma coisa, Dobby pode ajudar.
– Largo Grimmauld? Sirius está aqui, então?
– Sim, está – o elfo balançou a cabeça veementemente. – Ele ainda não sabe que Harry Potter acordou. Estão na cozinha, em reunião.
– E o que aconteceu, Dobby?
– Dobby não sabe, meu senhor. Dobby ouviu algo sobre os Malfoy. Mestre Black anda com muita raiva de Draco Malfoy ultimamente.
Draco Malfoy. O nome – e algumas lembranças – assaltaram-no repentinamente. O chocolate, a fuga, a tortura.
