Disclaimer: Naruto não me pertence, mas sim, ao autor Masashi Kishimoto e seus colaboradores. Está fic foi baseada na música Paparazzi, Lady Gaga, e a letra no começo da fic é dela.

Par: Naruto x Sasuke. – NaruSasu

Betagem: Andréia Kennen.

AVISO: YAOI - relação sexual entre individuo do mesmo sexo (Ou seja, dois homens se pegando). Se não gosta, não leia.


P a p a r a z z i

Eu sei que somos jovens
E eu sei que você pode me amar
Mas simplesmente não posso ficar com você desse jeito
Alejandro !

Capítulo Seis - Alejandro


"Sim"

Mesmo depois de Sai ter ido embora às palavras ainda ressoavam em sua mente. Talvez, para o moreno aquela pequena afirmação não fizesse sentido nenhum. Mas para Naruto, fazia todo o sentido; tudo se encaixava perfeitamente. Sua mente vagava e vagava, por um rumo extremamente perigoso. Por um momento, cogitou a ideia de sentir pena do Uchiha, mas dispensou-a rapidamente. Se fosse o contrário, ele não teria piedade de si, já que, pelo pouco que conhecia dele, percebera que não era uma pessoa piedosa.

No entanto, Naruto não conseguia.

Não conseguia ser tão frio como Uchiha Sasuke.

Suspirou e olhou para a bagunça que seu apartamento se tornara. Gostava do lugar, entretanto teria que se mudar. Caso contrário, correria grande risco. Pegou o essencial, e guardando o restante dentro do armário. Abriu a porta do apartamento e saiu; trancando-a em seguida. Teria que arrumar outro lugar pra morar.

Começou a caminhar sem rumo, ponderando sobre tudo o que tinha lhe acontecido até aquele momento. De todas as conclusões a mais aterradora era: que havia de alguma maneira, se sentido bem com o Uchiha. Balançou a cabeça com força, tentando recolocar as ideias no lugar.

Tinha muita coisa em jogo e, embora quisesse, não poderia simplesmente jogar tudo pro alto. Arriscou demais para chegar onde estava e não deixaria a oportunidade escorrer entre seus dedos como se fosse água.

"Eu vou achar uma solução, Dattebayo!"

NaruSasu

Depositou o moreno, e analisou-o por alguns minutos até que sentiu a presença de alguém mais no ressinto. Não se voltou para ver quem era, somente esperou, até que o outro se pronunciasse.

- O que aconteceu com ele? – a voz altiva da pessoa mais velha, sobressaiu no silêncio do quarto. Por mais que o Uchiha soubesse dissimular, aos ouvidos de Sai a voz saiu preocupada e zelosa.

- Ele só exagerou na bebida. – explicou de maneira displicente. – Você sabe como Sasuke é. Mas não se preocupe, ele está bem. Deve acordar em poucas horas.

Itachi balançou a cabeça em afirmação, já havia se cansado de ouvir os passos cambaleantes de Sasuke no meio da noite, ou então os de Sai, que sempre o levava para o quarto quando o mesmo estava bêbado demais para fazê-lo sozinho. Com passos comedidos, o mais velho seguiu para saída do quarto, entretanto, parou no batente da porta, tornando a encarar o homem de pele acinzentada.

- Sai?

- Sim.

- Vamos tomar um chá. – ordenou Itachi, recomeçando a caminhar.

Sai suspirou. Quando não era um, era outro.

NaruSasu

Sem um rumo certo, o loiro andou por vários lugares até chegar automaticamente ao bar conhecido por ele. Só notou onde estava quando pediu para Konohamaru, o atendente do lugar, uma bebida.

- Então, como estão às coisas, Naruto? – o atendente perguntou assim que entregou a bebida.

- Ruins. – respondeu categórico, sorvendo um gole da bebida.

- E quanto ao seu amigo? Ele conseguiu te achar? – inquiriu inocentemente.

- Amigo? Que amigo?

- Um cara moreno... Hnm... Não lembro o nome dele... Veio aqui procurando por você. Disse que você tinha sumido e ele estava preocupado.

- Você lembra como ele era?

- Claro! – Konohamaru afirmou sorrindo. – Não se vê tipos como aquele todos os dias. Todos no bar paparam para admirá-lo quando entrou.

- E como ele era? – Naruto perguntou afoito.

- Tinha os cabelos escuros, bem pretos. Os olhos também. – o atendente passou a mão pelo queixo, tentando se lembrar de mais algum detalhe. - Tinha um porte aristocrático, e parecia ter dinheiro.

- Seu nome era Sasuke?

- É! Eu acho que era esse! – exclamou contente. – Ele conseguiu encontrá-lo?

- Oh sim... – assegurou calmamente. Não valia a pena falar que aquele homem não era precisamente "seu amigo". – Mas pode me fazer um favor? — Naruto perguntou, ganhando agora um olhar sério de Konohamaru sobre si. — Se alguém voltar a te pedir meu endereço, não dê – concluiu.

E, sem esperar uma resposta do empregado do estabelecimento, pegou sua bebida e seguiu em direção ao seu padrinho.

- Olá, garoto. – o homem mais velho o saudou dando tapas em suas costas. – Pensei que não o veria tão cedo.

- Eu também - respondeu. - Mas as coisas nunca são como queremos, não é? – perguntou, sorvendo mais um gole da bebida, fazendo uma careta em seguida.

- Já está bebendo?

- Só assim para aliviar a pressão.

- Desse jeito vai acabar igual à Tsunade.

Naruto revirou os olhos, e voltou sua atenção para o copo quase vazio.

- É só um copo, Ero.

NaruSasu

Recuperou os sentidos aos poucos. Sentiu a maciez do tecido dos lençóis de qualidade e logo abriu os olhos, constatando imediatamente, que estava em casa; na escuridão de seu quarto.

Vagarosamente, se retesou na cama. Olhou para todos os lados e, ao ter certeza que estava sozinho, deixou as cobertas de lado e se levantou. Porém, quando estava quase chegando à porta, estacou, notando que as roupa que estava vestindo não eram suas.

Não, aquilo nunca poderia ser seu.

O algodão formava pequenas bolas – provavelmente de tanta lavagem – a cor deveria ter sido algum dia um tom abóbora que com o desgastar do tempo estava entre os tons rosa e o salmão; e para completar, havia pequenos sapos desenhados por todo o pijama.

Definitivamente aquilo não era seu.

Com uma das mãos, levantou o colarinho do pijama e o cheirou, se arrependendo em seguida. Pois, assim que seu nariz entrou em contato com o tecido, o cheiro inconfundível e embriagante do repórter de "quinta" penetrou em seus sentidos, trazendo-lhe as memórias da noite anterior, a qual havia terminado com um desfecho bem diferente do que imaginara.

Desgostoso, se despiu, e nu, rumou para o banheiro com o intuito de tirar, o quanto antes, o cheiro que parecia impregnar, não só no pijama, mas toda sua pele.

Parcialmente imerso na banheira, Sasuke relembrava a noite passado, nitidamente gravada em sua memória e em seu corpo, que trazia marcas visíveis, que não tinham nada haver com a briga.

Grunhiu irritado e tratou de dissipar o loiro de seus pensamentos. Deveria focar-se em sua falha. Tivera o loiro nas mãos e mesmo assim deixara-o escapar. Isso era uma falha imperdoável, e não voltaria a se repetir.

NaruSasu

O computador de Jiraya não era tão novo – nem tão bom – quanto o seu, mas servia. Logo após entrarem no gabinete, Naruto não pensou duas vezes: acomodou-se à mesa do padrinho, e mesmo sem pedir permissão para usá-lo, ligou-o e já foi acessado as paginas policias.

Atrás de si, Jiraya olhava a tela sem entender realmente o que nela continha. As letras iam e vinham em uma velocidade vertiginosa, e quando finalmente a tela se normalizou, o tamanho da fonte era tão pequeno que só poderia ler se estivesse a centímetros do monitor. Suspirou e caminhou em direção a porta, avisando ao afilhado:

- Se precisar de alguma coisa, já sabe onde me encontrar.

De tão concentrado em seu trabalho, o loiro só notou que seu padrinho não estava mais na sala quando tirou – por alguns segundos – os olhos do monitor. No entanto, não deu muita importância, e continuou sua tarefa. Pesquisou por horas antes de finalmente achar aquilo que estava procurando. Imprimiu todas as páginas rapidamente e tratou de limpar o seu registro para que Jiraya não se desse ao trabalho de bisbilhotar o histórico e achar aquelas informações.

Espreguiçou-se, desligou o computador, e apagando a luz, se levantou e rumou em direção à saída. Apressadamente, acenou para Jiraya e Konohamaru com gestos rápidos, e mantendo o ritmo ligeiro, atravessou a saída do estabelecimento. Não perdeu tempo, pegou o seu telefone – que por sorte continuava inteiro e com carga – e discou o número que estava começando a decorar.

- Alô? Sai?

- Estou trabalhando, Naruto.

- Eu sei. Mas é urgente.

- É bom que seja. – elucidou Sai, no seu tom, comumente, neutro. – No lugar de sempre?

- No lugar de sempre. – o loiro concordou, para em seguida ouvir o 'clique' do aparelho desligando.

NaruSasu

Contrariando suas próprias expectativas, ao invés de jogar o horroroso pijama na lixeira, Sasuke simplesmente dobrou-o e o escondeu no fundo de seu armário, camuflado entre dezenas de peças. Pegou uma das mudas de roupa milimetricamente separadas, trocou-se, e logo seguiu para a cozinha. Seu estomago pedia por comida, já que não havia se alimentado bem e havia se entupido de bebida na noite anterior.

"Sorte eu ter um estômago forte", ele pensou, enquanto caminhava silenciosamente. Porém, estacou ao escutar o nome – agora tão conhecido - sendo pronunciado por Sai. Permaneceu em silêncio. Até mesmo sua respiração fora controlada, aguardando calmamente o final da conversa.

"Esse maldito! Esse maldito também está me traindo!", concluiu raivosamente, enquanto fechava os punhos. Estava preocupado com alguém de fora, quando seu verdadeiro inimigo estava sob seu teto. Bem embaixo de seus olhos. "Ele me paga!", mentalizou, com a sua ira voltando com força total.

Retrocedeu alguns passos e com a ajuda da escuridão, escondeu-se. Esperou Sai se afastar e o seguiu, em total discrição. O viu entrar na garagem e sair em um dos carros. Esperou alguns segundos, o tempo suficiente dele ganhar a rua, então, adentrou outro veículo, o qual sabia estar com a chave no contato, e seguiu no encalço dele. No entanto, para o seu descontentamento, o carro escolhido começou a dar sinais de que estava ficando sem combustível. Se Sai não chegasse rapidamente ao local onde planejava ir ele, provavelmente, ficaria no meio da rua.

Bufou irritado, quando o marcador de combustível apitou uma segunda vez, o que indicava que iria parar caso não abastecesse. Blasfemando, parou no posto de gasolina mais próximo e acabou perdendo Sai de vista. Bateu violentamente no volante. Quando o pobre atendente do posto veio atendê-lo, dispensou-lhe um olhar de ira e ordenou que enchesse o tanque de uma vez, enquanto seus dedos tamborilavam nervosamente sobre o volante. Assim que o atendente acabou seu serviço, pagou e deu partida no carro.

NaruSasu

O local era simples. Uma das muitas cafeterias da cidade. Sai andou pelas fileiras de mesas, até que avistou uma loira que lhe acenava e sorria alegremente.

- O que está fazendo fantasiado assim? – perguntou, ao chegar perto o suficiente para constatar que a tal loira, era na verdade o loiro.

Puxou uma das cadeiras vagas e acomodou-se. Era de seu conhecimento que desde criança Naruto se disfarçava de mulher, e que, às vezes, - na maioria quando estava encrencado – ele usava daquele talento para se camuflar com grande êxito.

- Percebi que com a família Uchiha, todo cuidado é pouco – murmurou entre dentes.

- Fala a verdade, você gosta de se disfarçar de mulher, não é? – Sai inquiriu, deixando um sorriso de canto escapar por entre os lábios finos.

- Babaca. – xingou baixinho, ficando vermelho. Ainda que houvesse se passado muitos anos, o jeito "rude" de Sai se expressar continuava o mesmo. – Não sei como somos amigos... – murmurou, mais para si do que para o moreno a sua frente.

- Parfh. Isso, nem mesmo os melhores livros poderão explicar. E então?

- "Então" o que? – Naruto retorquiu, levantando uma das sobrancelhas loiras.

Sai rodou os olhos, o loiro não tinha jeito.

- Pra que me chamou?

- Aaah! Claro! – lembrou-se, sorrindo. – Queria falar com você antes de soltar tudo para a imprensa.

- Então, você vai mesmo delatar o Sasuke?

- Vou. Quer dizer... Não. Escute primeiro. Eu descobri mais coisas do que eu gostaria. E tenho duas matérias excelentes. Ambas, primeira capa, com certeza.

- E o que eu tenho haver com isso?

- Tem que, cabe a você, revelar ou não a identidade do Sasuke.

- A mim? – perguntou Sai, pela primeira vez mudando sua expressão impassível para mostrar-se assombrado.

- Sim. Você. – confirmou e, o semblante sempre sorridente, se tornou sério. – Eu sei o que fizeram ao Sasuke e você também sabe. E se você quer ajudá-lo, vai me contar os detalhes.

NaruSasu

Sasuke estava prestes a desistir. Não havia nenhum carro parecido ao de Sai pelas redondezas, e se continuasse daquele jeito só gastaria mais combustível à toa. Então, preferiu parar e pensar. Meditou por longos minutos antes de alguma ideia vir em sua mente.

Era claro! Itachi vigiava-o vinte quatro horas por dia, e por motivos de segurança ele mandara instalar GPS em todos os carros. Incluído os dos seguranças, e Sai não era uma exceção. O sorriso ressurgiu nos lábios do Uchiha, e mais animado, ligou para a empresa que cuidava de toda aquela parte.

Não demorou muito a conseguir o código com a localização de Sai. Pisou fundo no acelerador e foi de encontro aos dois comparsas.

NaruSasu

Após detalhar toda a informação que possuía, Sai pediu um café e Naruto foi ao banheiro e foi nesse momento exato que Uchiha Sasuke cruzou a porta de metal. Andava furiosamente, pouco se importando se estava ou não, chamando atenção. Só se deteve quando chegou a centímetros de Sai e o segurou pela gola da camisa.

- Você! Seu desgraçado... – xingou, esmurrando-o com uma das mãos livres. – Esse tempo todo o meu verdadeiro inimigo era você!

- Sasuke, acalme-se. – Sai pediu em tom neutro. Não estava incomodado pela reação de Sasuke, ou pelo jeito com que as pessoas o olhavam, e sim pelo que poderia acontecer se o seu patrão realmente se descontrolasse.

- Onde ele está? – Sasuke inquiriu raivoso. Olhando para todos os lados a procura do loiro.

- Não sei do que está falando. – mentiu, sem esboçar nenhuma reação. Sai sabia que quanto mais calmo ele se mostrasse, mais nervoso o outro ficaria.

- Diga-me! Eu sei que ele está aqui! – ordenou furioso, sacudindo-o violentamente.

- Senhor... – chamou o atendente do local, temeroso. Sua mão direita tremia, e seu rosto estava pálido. – Mandaram lhe entregar isso. – informou passando um pedaço de papel para o moreno, para em seguida sumir no meio da pequena multidão que se formava.

Com a mão solta, Sasuke encarou o bilhete amassado, depois, voltou a olhar Sai que continuava preso por uma de suas mãos. Em uma ordem silenciosa, mandou que ele não fizesse nenhum movimento, largou-o e logo abriu o papel.

Olá, Teme! Saudades?

Parece que não foi dessa vez...

Tsc, boa sorte na próxima.

P.S: cuide bem do meu pijama.

Furioso, esquadrinhou o lugar e ainda dominado pela raiva, foi atrás do assistente que havia lhe entregado o papel.

- Onde ele está? – exigiu histérico, fazendo com que o atendente, mesmo protegido pelo balcão, se encolhesse.

- Eu... Eu não sei... Foi embora. – titubeou nervosamente. A presença daquele desconhecido era o suficiente para intimidá-lo e muito.

- Maldito! – urrou e voltou até Sai que permanecia no mesmo local onde o havia deixado. – Você vem comigo. – ordenou em tom baixo, mesmo assim ameaçador.

NaruSasu

Naruto entrou num hotel simples, pegou o cartão e se jogou na cama de sua "casa provisória". Deitou-se na cama, e riu. Riu até que seus pulmões doessem e seus olhos se enchessem de lágrimas.

Por pouco não fora pego pelo Uchiha, ainda assim conseguia ver toda a graça da cena: Sasuke possesso tentando encontrá-lo. Sai calmo como se nada tivesse acontecendo, e ele escapando pela porta da frente. Tudo digno de um grande filme de suspense.

"Talvez, um dia eu escreva um livro sobre isso...", pensou maroto.

De súbito, seus pensamentos voltaram para Sai. Imaginava que Sasuke não poderia causar danos sérios ao seu amigo, ainda assim, não podia deixar de ficar preocupado. Pelo temperamento do Uchiha, provavelmente sobraria para o outro. Contudo, não tinha como interceder por ele no momento, a única coisa que lhe restava, era torcer para que Sai conseguisse suportar.

Ainda em cima da cama, rolou para o lado e alcançou a cômoda, apanhou o telefone que estava sobre ela, discou rapidamente, e esperou que a pessoa do outro lado da linha o atendesse.

- Alô? Tsunade? Encontrei a matéria da capa.

NaruSasu

- Você vai me dizer tudo o que sabe! – Sasuke exigiu, enquanto fitava Sai preso a cadeira.

O outro moreno estava com um par de arranhões; pequenos cortes e marcas de socos. Mas nada que pudesse matá-lo realmente.

– Ande! Diga!

- Eu já disse, Sasuke. Eu não sei de nada.

- É claro que sabe! Você estava com ele! Está traindo a nossa família! – replicou, dando mais um soco potente em Sai. – Diga! – ordenou cada vez mais irritado.

- Sasuke? – chamou uma voz em um timbre frio a suas costas; interrompendo-o.

- Itachi, ele está nos traindo! – exclamou, olhando para o rapaz de tez extremamente pálida.

- Isso não lhe dá o direito de fazer isso, Sasuke. – o mais velho falou em tom claro de reprovação, dando a volta na cadeira onde o empregado estava preso e desatando as amarras, ordenando em seguida: – Vamos, levante-se, Sai. – comandou, e aguardou até que o empregado se prostrasse ao seu lado. Então, voltou-se para o irmão: – E você Sasuke, resolva seus problemas sem descontar em terceiros. Quer aquele repórter? Encontre-o utilizando-se dos seus próprios meios.

- Mas...

- Sem 'mas'. - Itachi o cortou. - Permiti que você fizesse tudo o queria. Fingi não ver muitas das coisas erradas que você faz. No entanto, não vou permitir que machuque o Sai mais do que já machucou.

- Ele! Sempre ele! Porque, Itachi? – inquiriu num tom carregado de magoa.

- PORQUE EU DEI A MINHA PALAVRA! – Itachi urrou e pela primeira vez, elevava a voz para o irmão mais novo. – Droga! Ele te ajudou quando você mais precisou! Eu prometi protegê-lo! E nem mesmo você fará com que eu quebre a minha palavra!

- Ótimo! Fique com ele então! Eu não preciso de você. Vivi anos sem você, e não fará nenhuma diferença se eu ficar o resto da minha vida sem te ver! – vociferou, passando por Sai e Itachi, batendo a porta com força excessiva.

Odiava o seu irmão.

Odiava Sai.

E principalmente...

Odiava aquele repórter por trazer tudo aquilo a tona.

NaruSasu

EXTRA!

Médico preso após ser denunciado por abuso!

Após muitos anos de especulação e nenhuma prova, médico de ricos e famosos é preso graças a denuncia de um repórter. Os nomes das vítimas estão sendo mantidas em segredo, porém, seus relatos podem ser encontrados em diversas livrarias.

Conhecido como Nekomata, o autor, relata toda a sua vida em um hospício onde passou dos doze aos dezesseis anos. E até hoje, o que se acreditava ser uma incrível história de ficção, virou vida real. Transcritas em forma de folhas de um velho diário, ele conta todo o seu desespero, a desolação e a sua única esperança: seu irmão. (fotos exclusivas de Orochimaru à direita)

Leu e releu a reportagem que levava três paginas enormes de jornal, orgulhoso de si mesmo. Em pouco tempo conseguira tudo que precisava para um processo e mais do que isso: a primeira pagina tão desejada. Além do que, conseguira manter a identidade de seu gato negro em sigilo.

Dobrou o jornal e sorriu. Daria tudo para ver a cara do Uchiha ao se deparar com o jornal pela manhã. No entanto, teria que deixar para outra oportunidade o reencontro.

Pois, tinha certeza: haveria um reencontro.

E ele mal podia esperar.

Fim... (?)


Notas: Ahrm... Demorou mais saiu! O último capítulo é sempre muito complicado para mim, mesmo assim espero que tenha ficado bom. O final foi bem aberto, por isso cada uma pode dar o final lhe apetecer. Obrigado por tudo, seus comentários foram o meu combustível para eu terminar essa fic. E é claro, obrigado Andreia por betar a fic tão gentilmente. Beijos e até a próxima!

AGRADECIMENTOS:

madStrawberry, MissOrange1991, MinieChan, Deza-L, Unknow-chan, Gabhyhinhachan, Blanxe, Double Side

FELIZ ANO NOVO!