A segunda e alegre estorinha da vez é com o Renji, encarnando a pobre Cinderella e seu sapatinho de cristal!
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Era uma vez, um reino muito distante chamado Soul Society. Nesse lugar, vivia um rapaz ruivo chamado Abarai Renji. Desde a mais tenra infância, a vida fudeu o pobre coitado; perdeu a mãe quando era bem pequeno, e o pai inventou de casar com uma viúva que tinha duas filhas, que se chamavam Rangiku e Momo. Pouco tempo depois, era o pai do Renji que batia as botas. A mulher achava que tinha tirado a sorte grande e receber uma gorda herança, mas só que ele deixou foi um monte de dívidas e uma boca a mais pra alimentar, que diga-se de passagem, comia muito.
Sem um tostão furado, todos se mudaram pra uma favela chamada Rukongai. Ela acabou por levar Renji junto, porque mesmo sendo um parasita, era ele quem fazia todas as tarefas da casa, enquanto as duas filhas viviam na gaita, achando que eram a Paris Hilton, com a diferença que elas não tinham um pau pra bater num gato.
O tempo passou, Renji cresceu até ficar do tamanho de um boi ( e com o intelecto quase de um boi também), e a exploração pra seu lado também só crescia; Logo de manhã cedo era importunado pelas três, cada uma com mil tarefas a serem feitas:
_Renji! Já lavou minha roupa? Não se esqueça que as calcinhas é pra lavar a mão, hein?
- Já sei Momo...
_ Renji! Já colocou o lixo pra fora?
-Vou colocar agora, senhora...
_Renji! Vem me depilar!
_Ei, porra! Eu sou só um, Matsumoto!
Além de trabalhar feito um burro de carga, a madrasta não dava alívio pra ele nem hora de comer : o arroz que ele comia era racionado, e ai dele se tentasse pegar a mais. Vez ou outra, ele saia escondido pra tentar afanar algumas galinhas da vizinhança, a mando da madastra, mas aproveitava pra pegar uma pra ele. Assim , Renji levava sua vida de merda no Rukongai, mas como todo pobre fudido que se preza, ele não deixava de imaginar uma vida melhor, com seu próprio puxadinho e um computador com internet pra postar as fotos da farofa do domingo no Orkut.
No outro lado da Soul Society, vivia a família real, os Kuchiki, cujo patriarca, o rei avô, estava muito preocupado com seu neto e seu único herdeiro, o príncipe Kuchiki Byakuya. Tudo o que o velho rei queria era que Byakuya assumisse de vez o trono para que ele pudesse curtir sua aposentadoria bem longe daquela corte cheia de puxa saco e gente falsa, nas Bahamas de preferência.
O problema era que ele não queria se casar novamente. Isso, o príncipe já foi casado, que para desgosto de avô, foi com uma pobretona, em retorno de uma viagem a Las Vegas numa capelinha vagabunda com direito a um cover do Elvis. O velho pagou uma nota preta aos tablóides e revistas de fofocas para que esse escândalo nunca chegasse ao conhecimento dos súditos. Pouco tempo depois ela morreu de alguma doença infecciosa que ela devia ter pegado lá de onde veio, afinal, essa gente faz coleção de doenças,muitas delas ainda desconhecidas pela ciência, deixando seu neto decepcionado da vida, sem ânimo pra arrumar outra pessoa.
Assim foi até que a paciência do rei se esgotou:
- Meu caro neto, eu o chamei para lhe dar um ultimato: ou você arruma uma noiva decente agora ou vai estar deserdado do trono.
- Pode fazer isso se quiser, depois da morte da Hisana, não vejo mais nenhum sentido na vida...
- Byakuya, pelo amor de Deus, ainda com essa história? Os rumores sobre você só crescem! Já não me bastam os desgostos que seu pai me deu?
- Eu não tive culpa se ele fugiu com aquele negão...
- Não me lembre disso! Onde está meu remédio pra pressão? - depois de tomar o remédio e se recompor, o velho rei voltou-se para o neto - Muito bem! Sendo assim, além de ser deserdado, vou cortar todos os seus privilégios de príncipe,sua mesada, e também seu curso de caligrafia!
- O curso de caligrafia também? Mas...
- Sem mais! Ou arruma uma mulher ou pode dar adeus a seu curso!
Depois dessa ameaça, Byakuya não teve outra escolha a não ser acatar a vontade de seu avô. Como sabia que seu neto era muito enjoado e cheio de frescuras, o rei resolveu que daria um baile convidando as moças do reino que tivessem nomes conhecidos na sociedade, assim ficaria mais fácil de escolher uma noiva que o agradasse. Sendo assim, providenciou para que tudo fosse a contento.
Poucos dias depois, um mensageiro chegou até a casa onde vivia Renji com a madrasta e suas filhas. Como Renji estava varrendo o pátio, foi o primeiro que recebeu a correspondência .
- Opa! Carta. A gente não costuma receber correspondência ; Será que é cobrança?
- Me dá isso aqui!_ apareceu uma de suas "irmãs", a Rangiku, e tomou-lhe o envelope das mãos.
- Caramba! Isso é da família real! Mãe! Momo! Vem ver isso aqui!
Logo as duas vieram até o pátio. A madrasta pegou o envelope, abriu e leu conteúdo:
_" O príncipe Kuchiki convida as filhas da ilustre família Abarai para um baile que será realizado no próximo fim de semana. No referido evento, o príncipe escolherá sua futura esposa. Observação: requeremos exames médicos atestando que não são portadoras de nenhuma doença infectocontagiosa e que sejam virgens."
- Epa! Virgem? Ai, meu Deus , qual é o número daquele cirurgião plástico? - saiu Rangiku apressada pra procurar a lista telefônica.
- Sabem o que isso significa? Que vamos sair da merda!- a madrasta exclamou vibrando de alegria - É claro que ele vai escolher uma de minhas filhinhas lindas! Quem não sem encantaria por elas?
-Ah, mamãe , que alegria! Hummm, Será que ele gosta de touquinhas rendadas para o cabelo?
- É nada! Ele gosta é de muito "conteúdo" - falou Rangiku ajeitando o busto tamanho maxi GG.
- Melhor ainda que vai ter festa, e toda festa tem rango de graça! - falou Renji animado por ver a oportunidade de forrar o estomâgo sem pagar ou roubar.
- E por acaso alguém falou que você ia também? - repreendeu a madastra.
- Mas eu pensei que...
Dessa vez foi Momo e Rangiku que tomaram a frente na reprimenda:
-Será que você ouviu bem? Ele convidou as FILHAS pro baile.
- A não ser que você esteja disposto a mudar de sexo, não é?
- Ah Rangiku chan, se bem que nem adianta muito esse daí mudar de sexo, com essa cara de macaco que ele tem...
- É mesmo Momo chan. O príncipe é o maior gostoso e muito macho, imagina se ele ia querer uma coisa feia feito o Renji, ahaahahah!
- É? Pois vocês podem pegar esse príncipe aí e enfiar!
- Mas é exatamente isso que a gente vai fazer! Ahahaahahahahah !
- Já chega meninas! Vamos tratar de sair pra comprar alguma coisa pra vocês usarem no baile.
As três saíram para a rua, provavelmente indo atrás da costureira do bairro, que cobrava baratinho, além de fazer a promoção do tipo "Leve três e pague dois". Quanto ao Renji, só restava resmungar e praguejar palavras de baixo que não são adequadas a este horário;
- É né? Bando de mal agradecidas, tão é pegando carona no meu nome pra ir filar a bóia do baile!
Os dias passaram bem rápido, e o tão esperado baile chegou. Todas as três saíram bem animadinhas, já fazendo planos quando chegassem a fazer parte da família real:
-Olha só Momo chan, dependendo com quem ele se case, a outra vira amante, daí todo mundo sai no lucro!
- Eu bem que podia tentar agarrar o rei. Ele é viúvo não é?
- Ai Mami, você é tão esperta!
- A gente vai se dar muito bem!
Antes de partir a madrasta virou-se para Renji e falou com menosprezo:
- Ah! Vigie bem a casa, e ai de você se estiver faltando qualquer coisa Renji!
- Hunf! Até parece que aqui tem o que roubar... – resmungou Renji
- O que é que você falou aí?
- Não liga pra esse macacão Mami, anda, a gente vai se atrasar!
Logo as três partiram, deixando o Renji sozinho e morto de vontade de ir ao baile e provar daquelas comidas que só os ricos comem. Mas do jeito que a madrasta e suas filhas eram, não iam trazer nem um croquete sequer pra o coitado.
Quando estava perdido nesses pensamentos, eis que Renji escuta uma explosão em frente da casa. Ele saiu correndo pra ver o que era. O ruivo encontrou no quintal de sua casa um sujeitinho de loiros cabelos que não vêem pente há semanas, com um chapéu esquisito e segurando uma bengala,todo chamuscado. Não deu outra: o ruivo pegou de um porrete e já se preparou pra descer o sarrafo no invasor:
- EI! Espere! É assim que você recebe seu padrinho mágico? Com o pau na mão?
- Padrinho mágico? E ladrão mudou de nome agora é? Toma !
Como num passe de mágica, o estranho fez com que o porrete desaparece das mãos de Renji. Dessa vez muito assustado, ele tratou de correr pra dentro de casa, trancando a porta.
- Vá embora, seu macumbeiro! Vem não, que eu tenho o corpo fechado!
- O negócio é o seguinte Renji: estou aqui pra te ajudar a se dar bem na vida. E também ninguém no Sindicato das Fadas quis pegar teu caso,e como eu sou da parte da assistência social, sempre sobra pra mim essas bombas e...
- Como é que é?
_Nada não! Mas, vamos agora providenciar sua condução. Será que você não podia me arrumar uma abóbora ou coisa parecida?
Renji saiu pra procurar pela cozinha, sendo que a única coisa que encontrou foi um abacaxi. Urahara concordou dizendo que ficaria uma combinação perfeita com o cabelo espetado do Renji. Então, os dois foram pro lado de fora, e com proferindo palavras estranhas, tocou a fruta com a bengala e a transformou numa carruagem. Tá certo que parecia mais um carro alegórico, mas pelo menos era motorizada.
-Tem certeza de que você não é macumbeiro?
- Já falei que não! Agora venha cá que vou cuidar de seu visual...
Urahara fez uma expressão sacana e Renji não gostou nada, nada. Pensou em correr, mas o seu padrinho mágico conseguiu alcançá-lo e fazer a transformação, dando-lhe uma bengalada,(Não queira nem saber onde!). Pronto! Renji estava trajando um elegante...
- VESTIDO PORRA?
- Ô anta, esqueceu que só mulher pode entrar? E além do mais você ficou uma gracinha de azul... e também tem sapatinhos de cristal! Vai arrasar no baile, mona!
- Escuta, você não fez nada aqui em baixo não, fez?_ Renji já começou a levantar o vestido preocupado com a possibilidade daquele maluco ter feito algo a seu único patrimônio.
- Não, nem se preocupe, essa área aí quem cuida é o Mayuri... agora, que você já está todo montado, pega tua condução e vai causar no baile! Ah! Tome aqui o seu convite VIP! E também seus exames negativos para doenças e atestado de virgindade!
Sem mais se demorar, Renji pega o convite e entra na carruagem, e Urahara faz suas últimas recomendações:
- Como estamos no plano promocional, a cobertura do serviço é grátis até a meia noite! Caso não queira pagar um extra, é bom voltar correndo, hein?
- Ah, pode deixar... Valeu mesmo , seu macumbeiro!
- JÁ DISSE QUE NÃO SOU MACUMBEIRO, CARALHO! - protestou o loiro antes de sumir numa explosão de fumaça.
Renji partiu então para o palácio dos Kuchiki. Assim que entrou, chamou a atenção de todos no recinto, afinal, uma "mulher "de 1,88 não era uma coisa lá muito comum de se encontrar. Mas o ruivo não estava nem ai, tudo o que ele queria era comer, e partiu diretinho para mesa dos quitutes.
Enquanto isso, do outro lado do enorme salão, o príncipe Byakuya estava com sua costumeira cara de nojo do mundo. Ele até tentou se esforçar em procurar por alguém, mas a primeira coisa que aconteceu foram duas malucas começarem uma baixaria pra ver quem dançava primeiro com ele, nem mesmo a mãe sendo o bastante para conte-las, sendo preciso chamar a segurança.
Foi então andando até a mesa onde se encontrava também Renji. O ruivo nem percebeu quando o belo príncipe se aproximou. Byakuya ficou uns instantes a observá-lo, sem saber que ela era na verdade ele . Era tão... exótica! Tão diferente de tudo o que ele já tinha visto em sua vida sem graça de principezinho. Pra falar a verdade, Byakuya no fundo tinha um fraco por gente pobre e favelada, com seus primitivos modos de vida. Renji fez um sanduíche daqueles de salsichão e salame e enfiou a metade na boca, fazendo Byakuya ficar vermelho da cor de um tomate (ele é príncipe, mas não é santo, tá?). Ao perceber que estava sendo observado e dar de cara com o príncipe, julgou que ele fosse um dos garçons da festa, já que perspicácia nunca foi o forte de Renji. Foi então que falou de boca cheia:
- Ei, garçom, será que tem como você arrumar uma marmita pra eu levar esses "cocrete" pra casa?
- O correto é croquetes, e eu não sou garçom.
- É! Foi isso que eu disse e... não é garçom não? Então você é segurança? Eu tenho convite VIP, meu filho, nem adianta querer me expulsar daqui! Ei, o que aquilo ali? Opa!"Xalxixão"!
O ruivo saiu correndo para a bandeja dos salgados com recheio de salsicha, pegou e meteu na boca sem cerimônia, outra vez. Byakuya só ficou olhando. Uma ruiva voraz, pensou.
- Deixe pra lá... Escute, não gostaria de me dar a honra dessa dança, senhorita?
- Senhorita? Ah, sim! Senhorita... er... ta bom, já que pediu com tanta educação, então vamos!
Foi então que os dois começaram a dançar uma valsa. Renji, no entanto, nunca havia dançado valsa na vida. Isso o príncipe descobriu pela pior maneira possível, depois de levar um monte de pisões dos "delicados" pés de sua acompanhante. Agradecendo mentalmente aos céus quando a música terminou, se recompôs do ataque massivo e numa reverência cavalheiresca estendeu o braço para Renji:
- Pode me acompanhar até os jardins do palácio? Aqui está muito agitado e gostaria de estar alguns momentos a sós.
Renji riu cheio de malicia. Ele já conhecia muito bem esse discurso; Ele próprio já tinah usado muito dessa conversinha fiada. Como havia ido muito com a cara de Byakuya, aceitou a proposta, e saiu de braço dado com ele, pra espanto geral do restante dos convidados. Ao chegarem no imenso jardim, o príncipe puxou conversa:
- Você ainda não me disse seu nome...
- Ah! É Renji!
- Renji?
- Er... Renji...Renjirella! Você não me deixou terminar... - consertou Renji, afinal seu disfarce não podia ser descoberto.
- Ah, Renjirella... bonito nome. Mas, gostaria de saber mais sobre você. O que mais gosta de fazer, Renjirella?
Renji parou um instante, olhou pro príncipe bem no olho e deu aquele sorriso sacana:
_Eu te mostro agora!_ Renji agarrou então o príncipe, que ficou completamente atarantado com a reação da suposta donzela. Quando notou, já estava rolando no chão de mármore com o enorme ruivo.
Começaram então aquela agarração louca, e quando já estavam chegando na parte do "mão naquilo e aquilo na mão" , do alto de umas torres do palácio, o relógio começou a tocar as doze badaladas. Lembrando -se da recomendação do seu padrinho mágico Urahara, Renji se levantou e saiu correndo , sem dar explicação nenhuma ao príncipe, que surpreso indagou para onde estava indo, no melhor da festa:
_ Foi mal mesmo, mas eu tenho que ir embora! Qualquer dia a gente se topa por aí!
Correu para as escadarias e na pressa deixou pra trás um de seus sapatos de cristal. O príncipe, ao ver que a dama misteriosa havia sumido,suspirou de descepção, mas encontrou o sapato que poderia levá-lo a ela, e logo seu coração se encheu de esperança.
Apesar de toda a pressa, o encanto se dissipou no meio do caminho, e Renji teve que voltar a pé mesmo pra casa, antes que sua madrasta chegasse. E sem nenhuma marmita da festa, o que era pior.
Na manhã seguinte, o príncipe reuniu seu avô juntamente com alguns súditos, para dar um importante comunicado:
- Reuni todos aqui para que saibam que já escolhi minha futura esposa...
Todos ficaram muito felizes, especialmente o Rei que via sua sonhada aposentadoria cada vez mais perto. Só estranharam o fato de que a pretendente calçava número 44...
Foi então que começou uma busca alucinada pela dona do encantador "sapatinho". Muitas donzelas vieram ao palácio no intuito de provarem o calçado, naquela de que "se colar, colou" sem no entanto conseguir a façanha do sapato servir. Já quase esvaído de esperança, o príncipe pensou numa última cartada: mandar revisarem novamente a lista das convidadas. Depois disso, descobriram que ainda faltava apenas uma família: a do nosso querido e lascado Renji.
Com a esperança renovada, Byakuya então saiu acompanhado de seu séquito real, até chegarem a favelinha do Rugonkai . A primeira coisa que pensaram foi em proteger suas carteiras. Depois de rodarem meio perdidos por aquelas ruelas, finalmente chegaram ao endereço.
Qual não foi a surpresa da madrasta e de suas filhas ao verem a comitiva real em frente a sua casa! Tentaram parecer o mais aristocráticas possível, não conseguindo claro. Ao saberem o porquê da vinda do príncipe, tiveram que se segurar pra não cair na histeria. Rapidamente, elas se prontificaram em receber o príncipe e sua comitiva e as garotas se preparam rapidinho pra calçar o sapato de cristal, felizes da vida;
- Deixa eu ir primeiro! – Matsumoto se ajeita e senta-se na cadeira, estendendo o pé para provar o sapato, mas como não era de surpreender o sapato era muito grande para seu pezinho.
-Muito antes você tivesse o pé grande no lugar desse peitão! Não serviu de nada!
- Ah, Mami... - saiu Matsumoto choramingando.
Momo também teve logo a iniciativa de se sentar e mostrar o pezinho pequenino, mas foi completamente ignorada pelo príncipe, e saiu num chororô pra os fundos da casa. Num suspiro de enfado e chateação por ter perdido seu precioso tempo, Byakuya se dirigiu a dona da casa e perguntou-lhe:
- Minha senhora, não tem mais ninguém nessa casa que possa experimentar esse sapato?
- Infelizmente não Vossa Alteza ...
- Bem, tem o Renji, ele tá até lá em cima, consertando o telhado, mas esse daí nem conta... Ai!
- Cala a boca, Matsumoto! Quer que a gente passe vergonha com o Renji, é? – a Madrasta dá uma cotovelada na sua filha, que gemeu, protestando com a dor.
Sem querer mais perder tempo com aquele bando de malucas, o Príncipe já estava indo embora junto com sua comitiva, quando ouviram um estrondo e parte do teto cair; Era justamente o Renji que desabou do alto do telhado, vindo parar em cima de um pobre funcionário real, que segurava o sapato de cristal. Vendo tamanha cena surreal, Byakuya reconheceu aquele cabelo cor de fogo debaixo de toda poeira e fuligem que cobria Renji.
Com um gesto galante, o príncipe se abaixa, pega o sapato que estava nas mãos de seu servo, e coloca no pé do ruivo. E para a surpresa de todos naquela casa, o sapato coube perfeitamente no pé do Renji. Logo depois, uma nuvem de fumaça cobriu o enorme ruivo e o deixou exatamente como na noite do baile, para irritação de Renji, porque afinal aquela roupa apertava e dava uma coceira desgraçada!
- Finalmente, minha busca terminou! – falou com Byakuya com grande satisfação.
- Olha, o segurança da festa veio me ver...
- Eu não sou segurança!
- ...É da equipe da limpeza?
- Eu sou o Príncipe! - falou o moreno entre dentes , depois pigarreou e continuou- Renjirella, procurei por você por todos os recantos do reino, e agora que nos reencontramos, eu lhe faço essa proposta: aceita se casar comigo?
- Pra morar naquele castelo cercado das "mordomia"? OPA! Aceito na hora! - apressadamente , Renji carrega Byakuya nos braços e sai da casa, sem se importar com as lamúrias de sua madrasta e irmãs.
Resumindo o final de nossa historia, os dois se casaram com toda a pompa e circunstância, Byakuya assumiu as rédeas do governo e seu avô finalmente foi descansar em alguma praia paradisíaca. O único probleminha , aliás problemão, aconteceu na lua de mel, já que a "noiva" tinha um "elemento surpresa", que Byakuya até aquele momento ignorou :
- V-você é homem?
- E você já viu alguma mulher calçar número tamanho 44? Agora venha cá, meu príncipe, vamos continuar de onde a gente parou...
Mas, mesmo com esse (enorme) empecilho, ambos viveram felizes para sempre, tirando a parte dos inúmeros pedidos de pensão vindo das aderentes do Renji. Mas isso daí é outra história.
FIM
