Capítulo 6:

Sakura revirou todo o seu guarda-roupa a procura de algum vestido de festa, em vão. Não sabia o que fazer, geralmente, ligava para Ino, mas elas estavam brigadas, ou seja, teria de se virar sozinha pois até Rin estava ausente do apartamento.

- Ai... o que eu faço? – disse enquanto sentava na beirada da cama - Nessas horas seria tão bom que minha mãe estivesse aqui pra me dar colo...- levantou-se em um pulo. Iria para sua antiga casa. Pegou o telefone e discou para lá, quem atendeu, como sempre, foi Chiyo – Alô. Oi Chiyo-baa! Tudo bem? A senhora está muito ocupada ai? É que eu tava querendo ir aí um pouco...e também organizar umas coisas pra mudança.

- Sakura-hime, a casa é sua.

- Ah, é mesmo. Obrigada. Até logo!

- Até.

Desligou o telefone com um sorriso, que logo se desfez.

- Sakura-hime está vindo. Saia daqui agora. Só permiti que entrasse por ser meu neto e por ela não estar presente.

- Velha, não deveria me tratar assim.

- Sasori, você a machucou demais. Devia saber que eu ficaria com raiva.

- É lógico. Você gosta mais dela do que de seu próprio neto, não?

- Não diga algo assim, dói no coração de uma velha como eu. Amo ambos, como meus filhos. Agora, vá embora.

- Ok, ok. Estou indo.

- Não apareça mais aqui. Se quiser me visitar, ligue para a linha dos empregados antes.

- Até parece que Sakura está morando aqui, sabia? – o ruivo deu um pequeno sorriso e virou-se para sua avó – Ou que ela irá se mudar pra cá. – não viu reação alguma na mulher idosa – Errei? Ou estou certo?

- Saia daqui.

Após a saída do homem, Chiyo foi atrás de uma das empregadas.

- Posso saber por que você deixou que ele entrasse, Tayuya?

- Ahh... é que é o Sasori, Chiyo-san.

- Não faça isso novamente. Se acontecer outra vez, está despedida. – disse enquanto se retirava do aposento.

- Me desculpe, Chiyo-san! – ao perceber que a outra estava longe o suficiente para não escutá-la, Tayuya praguejou – Velha maldita! Agora que não terei chances pra ficar com ele mesmo! Tudo por causa da Sakura. Sakura-hime isso, Sakura-hime aquilo!

- Por que você não quer ir a festa comigo?

- Que pergunta é essa, Hinata? Eu tenho uma namorada! Imagine a imprensa que vai ter lá! Doidos pra arrumar algum barraco.

- Mas, Neji, você vai como meu primo. Eles sabem que sou tímida e...

- Tímida na frentes da mídia, somente. – Hinata não respondeu. Apenas sorriu enquanto abraçava Neji, tentando beijá-lo.

- Pare de olhar pra cima. Não consigo alcançar sua boca desse jeito.

- E é pra não alcançar mesmo.

- O que é isso, Neji? – ela riu sapeca – Até parece que não quer que tenhamos mais nossos encontros.

- É isso mesmo.

- Como?

- Quero parar com isso. A Tenten não merece.

- E eu? Como eu fico? Eu sempre aceitei ser a segunda! Aquela que espera!

- Não fui eu quem pediu por isso.

- Mas também não impediu!

- Eu amo a Tenten. É sério.

- Você diz isso toda vez que arruma alguma garota.

- Então vou dizer algo que não disse até agora: eu sinto algo diferente por ela do que sentia pelas outras. Do que sinto por você.

- Tá bem. – a garota respirou fundo e encarou Neji - Então vamos nos deixar de nos encontrar definitivamente, né? – Pegou a bolsa e o casaco do sofá - Então não tenho nada o que fazer aqui. Tchau.

Neji ficou quieto enquanto via a prima abrir a porta e sair do quarto. Ela reagira melhor do que ele imaginara. Enquanto o rapaz estava perdido em pensamentos como esse, Hinata estava sentada no banco de um taxi, retocando a maquiagem, calmamente.

" Você tenta se distanciar de mim, mas não vai conseguir. Como sempre. Você terminará com a garota e irá correndo atrás de mim... só espero que não demore muito. Porque eu realmente te amo, Neji. Por que você tem de ser meu primo? Por que?" a mulher pensava, trocando a expressão calma por uma triste.

Sakura não demorou a chegar na casa, lá Chiyo a esperava com um sorriso. A garota não resistiu e a abraçou demoradamente, estava carente e a única que sempre estivera ao seu lado era aquela senhora. Ela tinha tios e tias, mas todos eles moravam em outras cidades. Seus parentes que moravam mais próximos cuidavam de sua avó, que odiava sair de casa e estava muito doente, por isso, raramente podiam visitá-la. Era Sakura que tentava vê-los ao menos uma vez ao mês. Ela sabia que era amada pela família, mas o calor de um abraço é algo que todos sentem falta, e nunca foi diferente com ela.

- O que foi, Sakura-hime?

- Estou carente, Chiyo-baa, carente...- a velha riu com a resposta.

- Tem uma visita para a senhorita aqui.

- Como? – Sakura perguntou, saindo dos braços da senhora.

- E não é que feiosas sentem carência? – a rosada nem precisou levantar o rosto para saber quem era – Se estiver precisando tanto de um abraço, eu te dou um, feiosa. – o moreno abriu os braços, sorrindo.

- O que você está fazendo aqui?

- Hum... que grossa... e com uma memória fraca... eu estou te visitando, não ouviu a Chiyo-baa?- a resposta que teve foi uma garota de cabelos róseos passando ao seu lado irritada.

- Sai-kun, por favor, seja gentil com Sakura-hime. – pediu Chiyo-baa assim que a moça entrou na casa.

- Me desculpe. Tento evitar, mas não consigo parar de conversar desse modo com ela.

- Não é isso. Acho que ela se irritou mais com o fato do senhor estar sempre sorrindo do que com o fato de chamá-la de 'feiosa'. – Chiyo disse enquanto seguia por onde Sakura havia passado, deixando um Sai sem sorriso algum.

- Sakura, está tudo bem? – a senhora entrava no quarto cuidadosamente.

- Ah, sim. Está sim. Só estou com um pouco de problemas para arrumar uma roupa para a festa que terá hoje e preciso de ajuda, Chiyo-baa... – disse fazendo bico. Sua resposta foi apenas uma risada da idosa e um discreto mover de lábios do outro lado da porta.

- Então vamos começar a procurar algum vestido que você queira. Que tal os que eram da sua mãe? Vão ficar perfeitos em você.

- Eu queria saber onde está a chave daquela sala em que minha mãe adorava ficar nas horas vagas. Ela costurava vestidos que dizia ser para quando eu estivesse mais velha.

A senhora foi até a mesa-de-cabeceira e abriu a gaveta, retirou alguns papéis e pegou um pacotinho de veludo, entregou-o a Sakura. Esta pegou o pacote e dele retirou a chave, andou até o outro lado do quarto, onde havia duas portas. Andou até a mais afastada da porta de entrada e abriu-a, o local estava imaculadamente limpo. Chiyo realmente sabia como cuidar da casa. Entrou e ficou algum tempo, quando saiu usava um vestido longo negro.

- Chiyo-baa, me ajude a abotoar o vestido, por favor.

- Claro, claro. Hum... mas este vestido está largo, Sakura-hime. Terei de pegar alguns alfinetes para ajustá-lo.

- Certo.

- Volto em um instante, saiu do quarto, deixando a porta um pouco mais aberta do que antes. Aberta o suficiente para Sakura perceber, pelo reflexo no espelho, que Sai estava no corredor.

- O que você está fazendo aí? Saia já do corredor! – gritou para o homem, mas logo se arrependeu. Sai havia entrado no quarto e estava se aproximando perigosamente dela. – O que você tá fazen...- não terminou a frase, Sai havia enlaçado os braços em torno de Sakura, mexendo nos longos cabelos rosa – Sai... o que você...

- Hum... acho que se você por uma faixa em volta do vestido, ficará muito melhor que ajustá-lo a base de linha e agulha. – Sakura queria agradecer pelo conselho, mas ele estava próximo demais. O perfume de Sai simplesmente fazia com que ela se esquecesse de algumas palavras e o calor que ele emanava a deixava incapacitava de dizer as poucas palavras lembradas – E não é que até uma feiosa como você fica bem com um vestido longo? – ele havia conseguido trazer a rosada de volta ao planeta Terra.

- Me solta! – num movimento brusco, livrou-se do rapaz, mas Chiyo-baa ainda demorou a voltar. Quando esta retornou, Sai já não se encontrava em nenhum cômodo da casa.

Ino olhava para o relógio, aflita. Sasori ainda não estava no local combinado.

- Como ele me deixa aqui, esperando?- reclamou, olhando para os lados e novamene para o relógio.

- Desculpe a minha demora. – a loira sentiu o hálito do ruivo perto de seu ouvido - A cidade mudou muito, estava esperando você em outro lugar há mais de meia hora. Como não chegava, decidi perguntar para um rapaz se estava no endereço certo.

- Ahh... que isso! Não tem importância! – riu nervosa pelo rapaz estar tão próximo.

- Vamos, então? – disse abrindo a porta do carro conversível.

- Claro, claro! – estava deslumbrada com o automóvel.

Ao chegar na festa, Sai e Sakura tornaram-se o centro das atenções. Afinal, todas as revistas queriam saber quem era aquela garota, se estavam juntos, o que havia acontecido com o noivado dele e como estava Karin. Mas a imprensa não conseguiu retirar nenhuma informação deles. A única coisa que ambos esbanjavam era sorrisos.

Sakura ficou surpresa ao se deparar com Ino gritando o seu nome.

- Sakura! Você tem que ver o meu acompanhante! Ele é lindo! Um gato! Um deus grego!

- Sei, sei...- nem parecia que as duas estavam sem se conversar há dias. Ao menos por parte da loira.

- E... ahn... desculpe pelo que eu disse... eu não medi as minhas palavras direito... é sério... o Chouji me fez abrir os olhos... – dizia olhando para o chão.

- Conversamos sobre isso depois, ok? Vamos aproveitar a festa! Cadê o cara que você disse ser um deus grego? – Sakura percebeu que Ino estava arrependida, mas ela na perdoava alguém tão fácil, precisariam conversar muito. Mas era melhor deixar aquilo para outra ocasião, era o melhor a se fazer.

- Sabe, feiosa, me avise quando for sair do meu lado, ok? – Sai disse rente ao ouvido da rosada, que estremeceu.

- D-desculpa...

- Pra onde vocês estão indo?

- Conhecer um cara que a Ino acha um deus grego...

- E você não perderia isso por nada, mesmo estando com a minha companhia, né?

- Para com isso, Sai! Ela... voltou a conversar comigo normalmente... estou feliz, sabe...eu...

- Ahhh... que saco... vamos ver logo esse cara, ok? – Sai a interrompeu. Ele não queria ver o rosto de Sakura triste.

Seguiram Ino, que saltitava alegremente pelo salão. Até que ela parou ao lado de um homem ruivo, alto.

- Não me diga que é o Gaara...- Sai disse olhando dele para Sakura.

Mas não era, quando o homem virou para cumprimentá-los, Sai percebeu que os olhos dele eram cor de mel. Sorriu para cumprimentá-lo, mas o outro já havia se adiantado e abraçava Sakura, que estava paralisada.

- Sakura... te encontrei... Sakura! – o ruivo dizia enquanto afagava os cabelos róseos.

Minna-san! Gomen!

Eu sei... demorei demais pra atualizar... eu tinha escrito quase o cap inteiro, mas ai achei que não tava bom e refiz... e isso demorou mais do que eu imaginei^^'

E eu estou tendo que estudar bastante... minha vida tá um rolo... por isso, desculpem-me, tá? *-*

unknow-chan: Hum… realmente teve um pouco de ChoujiXIno, né? Nunca li uma fic desse casal e achei que valia a pena tentar.

Se o pessoal não gostar, avisem, ok?

Eu posso tentar mudar XD

O que acharam do cap?

Ganho uma review?