Capítulo 8:

Sai não conseguiu dormir. Sua vida, sempre programada, seus atos, sempre calculados, haviam sido despedaçados com aquele soco e, posteriormente, viraram pó com o beijo. Sabia que poderia perder o controle a qualquer momento. Mas nunca imaginava que sairia numa briga, ainda por cima naquele tipo de festa.

Ficou na varanda a noite inteira. Gostava daquele lugar. Havia deixado de morar com os irmãos, decidira que não queria ver os olhos sempre reprovadores e críticos de Mikoto a cada quinze dias. Há anos queria sair de lá, mas nunca tivera coragem suficiente. Ao conhecer Sakura, começou a desejar ser o dono das próprias escolhas.

Passou os dedos no lábios pela enésima vez, sorriu. Mas pouco depois, a preocupação o atingiu. O que ela sentia por ele? E se a mídia descobrisse que ele beijara outra pessoa quando ainda era noivo de Karin? Como Sakura se sentiria se soubesse disso? Ela o odiaria? Ela já o odiava? Suspirou, fechou os olhos e deixou tais pensamentos vagarem com a brisa noturna, acalmando-o.

Sua calma não durou muito. Ao abrir o jornal daquele dia, ou melhor, nem precisou abri-lo. Uma foto enorme dele e de Sasori brigando estampava a primeira página e, para seu terror, havia outra, mostrando o beijo. A matéria que se seguia falava da sua trajetória e de como havia sido um choque para todos sua reação, além de perguntarem se o noivado havia acabado ou não. Sai estava lívido. Tinha de ver Sakura, tinha que conseguir vê-la. Mas como? Não conseguiria passar pela multidão, que com toda a certeza estaria lá, a pé. Enquanto estava perdido nesses pensamentos, Sasuke chegou buzinando e cantando pneus.

- E aí? Vai uma carona? – o homem sorriu.

- Anda logo e vai pra casa da Sakura.

- Eu não sei onde ela mora.

- E esses mapas tirados do Google indicam a casa de quem?- Sai dizia enquanto pegava uma pilha de papéis dentro do porta luvas do carro.

- Que droga... para de mexer nas coisas dos outros!

- O carro é meu, Sasuke... o que está dentro do porta luvas deveria ser coisas minhas, não acha?

Sasuke não respondeu, apenas virou o carro para o local oposto de da casa de Sakura, não podiam chegar pelo caminho mais curto. As pessoas ainda não sabiam que Sai morava a um quarteirão de distância dela. E, se soubessem, estavam em grandes apuros, não sabiam o que a mente 'fértil' da imprensa poderia inventar.

Sakura não conseguiu sair de casa no outro dia. De algum modo, um jornalista havia conseguido segui-los e fotografara o beijo. Fotos dela e de Sai eram capas de todas as revistas.

Chiyo tentava afastar os repórteres, mas nenhum deles queria sair. Tayuya, animada devido aos flashes não se importava em dar entrevistas .

- Mas, diga, Tayuya-san, quando foi que o envolvimento dos dois começou?

- Bem, não sei se devo dizer, afinal sou muito intima dela, mas, já que insiste, foi antes dela voltar a morar aqui, sabe? Mais ou menos há...

- Cale-se, Tayuya! Não daremos entrevista alguma, entre! – Chiyo avançava para o portão, segurava uma vassoura. Estava muito irritada.

O carro estacionou bem na frente da casa, quando Chiyo ia dar a primeira vassourada. Os pneus cantaram novamente. Sai pulou do carro.

- Apesar de ser conversível, tem uma porta, sabia? – o rapaz de cabelos espetados brincou.

- Sasuke, obrigado.

"O que você fez com ele, rosada irritante? Ele nunca tinha me agradecido por nada desse jeito."

Sai entrou o mais rápido possível na casa, Sasuke tentava acobertá-lo, gritando com os repórteres, Chiyo apenas abaixou a vassoura e correu para fechar os portões.

Sakura estava trancada em seu quarto, não havia deixado ninguém entrar. Escutou aluem batendo na porta, escutou a voz de Sai. Não respondeu. Ele continuou batendo e falando, a resposta era apenas o silêncio.

- Eu sei que você está acordada, Sakura. Eu estou parado, na frente desta porta, há mais de meia hora. Minha paciência já foi, por isso eu te dou duas opções: ou abre a porta e me deixa entrar ou eu arrombo a porta e entro. Responda antes de eu chegar no três. Um...- a porta foi aberta, sem demora, o homem entrou.

Sakura não esperou nem mesmo que ele se virasse pra onde ela estava.

- Eu não sabia que você tem uma noiva. Você me beijou, mesmo tendo uma noiva. O qe você acha que eu sou?

- A Karin só é minha noiva de fachada. A família Uchiha que decidiu isso. Não fui eu. – dizia enquanto se aproximava dela.

- Por favor! Poupe-me dessas explicações! Não estamos mais no século XVIII! Você poderia ter muito bem negado o noivado se isso fosse verdade!

- Eu não podia.

- Mentiroso!

- Não estou mentindo!

- ESTÁ SIM!

- NÃO ESTOU!

- Seu idiota! – ela murmurou, fechando os punhos e acertando o tórax de Sai. – Isso é uma mentira... – continuava a dar repetidos soquinhos no rapaz.

- Desculpe.

- Por ontem? Não se preocupe, já aconteceu mesm...

- Não, por agora. – Sakura apenas entendeu o que aquilo significava quando sentiu os lábios de Sai contra o seu. Tentou resistir, fingir que não queria aquilo, que não havia desejado ser abraçada por ele quando viu os repórteres, que não havia ficado feliz ao ouvir sua voz atrás da porta, mas não conseguiu. Ao sentir os lábios e os braços quentes envolvendo-a, deixou-se levar. Sabia que era errado, mas não conseguia rejeitá-lo.

Sai tentava se controlar o máximo possível, caso deixasse ser levado por desejos e sentimentos, já teria jogado Sakura na cama e possuído-a. O problema é que quanto mais a beijava, mais queria tocá-la. Segurar os cabelos e acariciar o rosto não adiantavam mais para conter a vontade do homem. No breve instante em que os lábios se separaram para que pudessem respirar, Sakura murmurou:

- Sai...

A menção do seu nome fez com que ele perdesse o sentido por alguns segundos, segundos esses que foram o tempo dele parar de beijar a boca da rosada e passar a beijar o pescoço. Quando sua razão retornou, não quis ouvi-la.

Sakura lutava contra si mesma. Sentia um prazer enorme ao sentir a respiração e os beijos daquele homem no seu pescoço. Sabia que ele tinha uma noiva. Sabia que Karin era muito conhecida na mídia. Sabia que ela era vista como a amante. Sabia que devia pará-lo. Mas simplesmente não conseguia, por que queria continuar a sentir aquele corpo quente contra o seu.

As mãos de Sai já estavam embaixo da blusa de Sakura, acariciava as costas da mulher, continha-se para não desabotoar o sutiã, missão que parecia impossível. O rapaz na conseguiu mais conter sua vontade, começou a caminhar para a cama, conduzia Sakura sem nenhuma resistência. Deitou-a na cama, ficando sobre a mulher.

- Sai... não devemos fazer isso... os outros estão lá fora...

- Danem-se os outros. – desabotoava a camisa.

- A sua noiva...

- Eu não me importo com ela. – retirava a blusa de Sakura.

- Mas... mas... ahh... – perdeu a linha de raciocínio, começou a gemer enquanto sentia os lábios do moreno passando por sua barriga. Sai fez com que ela ficasse de costas pra ele. beijou as costas, desabotoou o sutiã. Fez com que ela se sentasse entre suas pernas. Deslizou uma das alças da peça íntima para o braço, vagarosamente aproximou dos seios e tocou-os. A resposta de Sakura foram gemidos, que o incitavam a continuar. Retirou a peça do corpo da mulher, apalpava e brincava com os peitos. Deitou-a novamente na cama, mordiscou um dos mamilos, escutando um gemido de dor e prazer, chupou-os. Brincou com eles por um tempo, até sentir a necessidade de tocá-la mais profundamente atingiu seu auge. Desabotoou a calça que ela usava, retirou o cinto da própria roupa.

- Sakura-hime! Sai-dono! Vocês estão bem? Já conversaram? Vim avisar que o almoço será servido daqui a pouco. – Chiyo dizia do outro lado da porta. Como não escutou reposta, decidiu entrar.

Yooo minna!

Não me matem nem me apedrejem, onegai!

Tenho boas [eu acho] razões para não tem atualizado antes:

- Tinha que estudar nas férias;

- As aulas na faculdade começaram;

- Estava/estou sem internet;

- Faltava inspiração pra escrever um capítulo descente.

O que acharam do capítulo?

Sai e Sakura não estão conseguindo conter seus desejos, mas foram interrompidos ^^ hehe

AVISO: a probabilidade de haver hentai é aaaaaaaltaaaaaa, por isso, quando for uma dessas cenas, vai ter o seguinte sinal: *. [ tanto no começo quanto no final, ok?]

Bem, sobre a última cena, eu não julguei que isso seria classificável como hentai, tá?

Para unknow-chan:

Na verdade era pra ser "seus beijos", mas se o Sai tivesse escutado, provavelmente ele estaria na cadeia agora.^^

E pelo visto, o Sasori conseguiu aproximá-los. XD

Ganho review? *-*