Cap III
Abriu a porta, o homem loiro estava atirado de bruços na cama. Os cacos do espelho estavam espalhados pelo tapete.
- Já acabou? – Perguntou cruzando os braços, a voz forte e fria.
- Suma Hiwatari.
- É a minha casa.
Henry se virou para ele, ficando deitado de barriga para cima, apoiado nos antebraços. O olhou numa mistura de sensualidade e raiva.
- Duvido que ele te satisfaça como eu posso te satisfazer. – A voz transbordando de luxúria.
- Você não vai me fazer ficar. – Fechou os olhos.
Levantou-se indo até ele, levou as mãos à calça de Kai.
- Eu sei o que você gosta. – Sussurrou, se aproximou dos lábios dele.
Kai o empurrou. – Chega Henry, eu não vou ficar com você por causa de sexo.
- Sempre nos entendemos na cama. –Tentou toca-lo.
- Nunca achei que você fosse tão baixo. – O segurou pelos pulsos.
- Como você não pode me amar?
- Te respeito e te admiro, mas não te amo.
- Você o ama?
- Amo.
Henry acenou com a cabeça, se afastou.
- Vou para um hotel. –Murmurou enquanto pegava a mala.
- Vou pedir para o motorista te levar. – Abriu a porta, olhou para Henry. – Se precisar…
- Esquece Kai.
Tala se manteve com a expressão neutra enquanto ouvia toda a história.
- Então, o Kai deu um fora no Henry para ficar com o Ray. - Comentou devagar. – Imaginei que fosse acontecer.
Khan soltou um riso baixo. – Cadê o Bryan?
- Ainda não chegou. – Murmurou um pouco mais agitado. – Queria falar isso com o Kai, ele já deveria ter chegado.
- Aonde ele foi? – Max perguntou.
- Sérvia, testar uma nova liga de metais que o Kai quer usar. – Mordeu o lábio. – Não falo com ele a dois dias.
- Kai deve saber de algo. – Khan levou a xícara aos lábios.
- Espero. – Olhou para a porta da cozinha. – Kon.
- Ivanov. – Murmurou indo até eles, parou no meio do caminho. – Por que estão no balcão?
- Já disse, não como mais naquela mesa. – Khan respondeu com descaso.
- Onde esta o Kai? – Tala se sobre pôs aos risos.
- Lá em cima. – Retrucou mexendo na trança, se sentou ao lado de Khan. – Falando com o Henry.
- Ele ainda não o colocou pra fora? – Khan virou o rosto na direção da voz de Ray. – Meu irmão esta amolecendo.
- Ray não esta fazendo seu trabalho direito. – O ruivo assoprou o chá.
Tyson engasgou, atraindo os olhares.
- Tyson você ainda não sabe o que um casal faz no quarto? – Ironizou.
- Prefiro não imaginar o que eles fazem. – Retrucou, deu um olhar sem jeito para Ray.
- Será que ele demora? – Tala olhou para Ray.
- Henry deve tentar fazer coisinhas antes. – Khan respondeu. – Ray, sobe lá em cima e cata o meu irmão pelas orelhas.
Max se debruçou sobre a bancada para poder rir, Tyson olhou abobado para Khan e Tala correu a mão impaciente pelos cabelos rebeldes. Ray olhou para Khan em silencio.
- Desculpa. – Murmurou.
- Kai. – Tala se levantou.
Arqueou uma sobrancelha ia na direção deles.
- Bryan? – Perguntou enquanto se aproximava.
- Onde ele esta?
- Falei com ele ontem. – Deu de ombros. – Se entreteve com o trabalho, disse que achou algo interessante.
- E não me avisou? – Se irritou, deu um soco no mármore.
- Sem crise de ciúmes. – Khan o advertiu.
- Cadê o Henry?– Max olhou rapidamente para Ray antes de perguntar.
- Fazendo as malas. – Murmurou irritado.
- Como você conseguiu isso? – Khan arqueou uma sobrancelha.
- Hn… - Respondeu dando de ombros. – Tenho meus truques.
- Continuo sem querer saber o que vocês andaram fazendo. – Tyson retrucou mexendo o chá com uma colher.
Kai lhe deu um olhar fulminante, fez um sinal para Tala e os dois saíram da cozinha. Max deu uma cotovelada em Tyson.
- Ai.
- Você é um idiota, sabia? – O repreendeu. – Parece que não cresceu.
- Mas o que eu fiz? – Tyson arregalou os olhos.
- Continua insensível igual um legume. – Max continuou as bochechas ficando levemente vermelhas.
- Agora eu entendi. – Khan sorriu.
- O que? – Os dois se viraram para ele.
- Por que vocês nunca ficaram juntos, o Tyson não conseguiu perceber que é louco pelo nosso Maxie aqui.
Ray respirou fundo e saiu da cozinha.
Tala se sentou em uma poltrona e encarou Kai.
- Esta dizendo que ele vai embora só por que você disse que amava o Kon? – Repetiu em voz pausada. – Ok ai tem.
- É eu também acho. – Se sentou pressionando a ponte do nariz.
- E o que você vai fazer?
- Deixa-lo ir embora. – Encolheu os ombros ainda de olhos fechados. – Não quero saber dele aqui.
- Ok, mas eu acho que isso vai te causar problemas.
- Um dia eventualmente. – Abriu os olhos. – Por agora eu só quero aproveitar o fato do Ray estar aqui e estar comigo.
- Meu amigo está apaixonado. – Sorriu lhe deu uma tapa na perna. – E agora, vai casar?
- Quem sabe.
- Eu falei brincando. – Tala arqueou as sobrancelhas.
- Está preocupado com o Bryan? – O olhou com mais atenção.
- Odeio quando ele fica longe. – Suspirou. – Não durmo a noite.
- Quando ele esta aqui você também não dorme. – Brincou lhe cutucando.
- Hoje você esta cheio de graça. – Riu. – Há muito tempo eu não te vejo de tão bom humor.
- Me deixa adivinhar, desde o dia do enterro do Voltaire. – Comentou com descaso.
- Agora sim, é o mórbido que eu conheço. – Se levantou, esticou o corpo. – Vamos, eu quero brincar com o gatinho.
Pegou um pouco daquela água sólida na mão e apertou com força, a neve adquiriu o formato de sua mão a jogou no chão frustrado.
- Jovem senhor. – A voz calmante.
Ray se levantou e encarou os olhos azuis e sábios.
- Posso fazer algo pelo senhor? – Dimitri estava carregando uma braçada de mantas recém-lavadas.
- Não, está tudo perfeito. – Acenou com a cabeça. – Obrigado.
- Então por que parece tão incomodado. – Ele pousou as mantas no chão e sentou ao lado dele.
- Estou bem, prometo. – Forçou um sorriso.
- Posso lhe contar um segredo? – Abaixou a voz.
- Claro.
- Eu cansei de ver o jovem Kai com esse rapaz, mas nunca o senti realmente feliz. – Deixou uma menção de sorriso em seus lábios. – Eu sempre soube que ele tinha deixado algo muito importante quando voltou para a Rússia.
- O que está querendo dizer?
- Você não consegue adivinhar? – Sorriu com um ar esperto. – É bom ter o senhor aqui.
- Dimitri. – Kai e Tala se aproximaram.
- Jovem Mestre. – Se levantou e curvou a cabeça. – Senhor Ivanov, se ficar para o almoço eu peço para a cozinheira fazer sua sobremesa favorita.
- Dimitri, você sabe me mimar. – Comentou em tom solene.
Kai estendeu a mão para Ray, o moreno apegou se levantando.
- Oi. – Lhe beijou os lábios.
Ray deu um sorriso amarelo, olhou para Tala que parecia inocente.
- Eai gatinho desbancou o ser prepotente. – Aplaudiu. – Espero que agora você recolha as garras, preciso do Kai sem marcas se não as clientes reclamam.
- As clientes? – Arqueou as sobrancelhas.
- Kai tem um certo dom para atrair as contas de mulheres. – Deu de ombros. – Acho que a maioria delas apenas o quer com uma maçã na boca.
- Tala. – Kai resmungou um pouco incomodado.
- Vou rouba-lo. – Anunciou pegando Ray pelo braço.
- Tala.
- Ah vai Kai você pode ficar com ele durante a noite. – Atirou a língua sobre o ombro e disparou casa a dentro rebocando Ray.
O ruivo se jogou na cama com um pequeno gemido, Ray se sentou cauteloso na beirada da cama.
- Então o que é? – Virou o rosto para olha-lo.
- Não sei do que você está falando.
- Assim que coloquei os olhos em você notei que o assunto Henry está te incomodando. – Fechou os olhos apoiando a cabeça com o braço.
- Aquele imbecil. – Se levantou frustrado, socou a parede. – Idiota quem ele acha que é falando daquele jeito comigo, agarrando o Kai na minha frente.
Tala suspirou ouvindo a represa arrebentar.
- Esse animal falando que ele não gosta de mim. – Mantinha os olhos fechados bem apertados, rosnou.
- Melhorou?
- Não, só vou melhorar quando souber o que o Kai fez para ele ir embora. – Deu outro soco na parede.
- Disse que te amava.
Abriu os olhos e se virou devagar para Tala. – Ele o que?
- Disse que te ama, qual a surpresa?
- Ele nunca disse isso.
- Sério? – Abriu os olhos e se sentou. – Ele nunca disse?
- Não, eu presumi que ele amasse pelo jeito como ele fica comigo, mas ele nunca disse.
- Me espera aqui. – Tala se levantou.
Kai estava jogando xadrez com Khan. Max e Tyson estavam mais afastados conversando.
- Aposto 100 rublos que eles vão ficar juntos. – Khan sussurrou para o irmão.
- Pare de apostar com a vida dos outros. – Retrucou.
- Por quê? – Soltou uma risada. – Ganhei 200 do Bryan, apostei que quando o Ray chega-se vocês iam se acertar.
- Bryan apostou contra? – Arqueou uma sobrancelha.
- Não, ele apostou que vocês só ficariam juntos depois da primeira semana eu apostei que seria no dia seguinte. – Deu de ombros. – Xeque-mate.
- Kai. – Tala parou na porta. – Vem aqui.
Kai olhou para o tabuleiro e bufou se levantou indo até o ruivo.
Max e Tyson estavam de frente para a janela.
- Eu realmente não entendo a Hillary. – O dragão ia falando. – Me ligou dizendo que aceitou um trabalho de modelo em Roma.
- Modelo? – Não entendeu, olhou bem para o amigo. – Desde quando Hillary é modelo?
- Ela tirava umas fotos para algumas propagandas, agora acha que é modelo. – Encolheu os ombros. – Por que quando eu te ligo você nunca atende?
Max coçou a nuca um pouco sem graça, deu um sorriso amarelo.
- Sabia. – Tyson sorriu. – Quem é? Ela? Ele?
- Não tem ninguém Ty. – Apresou-se em responder, lançou um olhar preocupado para trás. – Eu só ando muito ocupado, desculpa.
- Kenny também, mas ele geralmente atende. – Franziu a testa. – Certeza que não esta me escondendo nada?
- Tenho amigo. – Forçou um sorriso que deixou Tyson satisfeito.
- Fome. – Massageou o estômago. – Acho que vou na cozinha fazer um lanche, quer algo?
- Não obrigado.
Max virou a tempo de ver Kai subir as escadas apressado, andou até o lado de Khan e se sentou.
- Bem, eu já vou. – Tala se aproximou, curvou-se e deu um beijo na testa de Khan. – Tenta não atormenta-lo muito.
- Não prometo nada. – Sorriu.
Tala acenou para Max e saiu, assim que ouviu os passos do ruivo se afastando.
- Agora me diga por que você mentiu para o Tyson. – Virou a cabeça na direção da respiração de Max que engasgou.
- Não sei do que você está falando. – Tentou disfarçar.
- Ah qual é Maxie. – Khan balançou a cabeça. – Você é completamente apaixonado pelo Tyson.
- Fala baixo. – Olhou para a porta.
- Acredite com os passos leves do Tyson eu teria o ouvido chegar. – Soltou uma risada baixa. – Agora me diz, está ou não apaixonado?
Mastigou a língua por um momento antes de finalmente gemer um sim.
- Ótimo, já demos o primeiro passo agora você tem que planejar em como consegui-lo. – Apoiou o queixo em uma das mãos e franziu levemente o cenho.
- Khan, nem pense nisso. – Tratou de impedir a formulação de planos. – Ele vai se casar.
- Mas ainda não casou. – Arqueou as duas sobrancelhas. – Vamos Maxie, lute por ele.
- Por que está fazendo isso?
- Não posso apenas querer ajudar os amigos? – A voz inocente e levemente magoada.
- Era pra rir?
- Agora eu estou falando sério. – Se acomodou melhor na cadeira. – Você precisa fazer algo.
- Khan. – Suspirou e mexeu nos cabelos. – Dói saber que ele está com ela, não quero machucar os dois só por que eu estou infeliz.
- A questão não é essa Max a questão é que o Tyson deve saber que tem outra opção.
- E se ele não quiser essa opção.
- Ai meu amigo eu te escuto se você quiser. – Deu um pequeno sorriso.
- Uau. – Max riu. – Você realmente mudou hein? Ficou mais maduro.
- Só não espalha.
Max se curvou e o abraçou com um pouco de força.
- Obrigado. – Sussurrou.
Tyson estava para entrar na sala segurando um prato com sanduíche quando viu o abraço, deu meia volta e voltou para a cozinha.
Kai abriu a porta e a fechou sem fazer barulho, Ray estava sentado de costas para a porta. Andou com cuidado e se acomodou atrás do moreno o deixando entre suas pernas, o abraçou com força e deu um beijo atrás da orelha.
- O que foi?
- Estou cansando de todos me perguntarem isso. – Deixou o corpo cair sobre ele.
- Henry?
- Não quero falar dele. – Rosnou de repente. – Mas fique ciente que não gostei dessa história das clientes darem em cima de você.
- Ciumento.
- Não, apenas demorou tanto para que isso acontecesse. – Apertou o braço que estava em volta de seu corpo. – Não quero que nada estrague.
- E não vai. – Deu outro beijo no pescoço dele.
- Promete. – Fechou os olhos.
- Eu te amo. – Sussurrou no ouvido dele. – Eu te amo.
Sorriu apreciando o som daquelas palavras na voz que mais amava.
- Eu prometo que nada vai se colocar entre nós dois. – Continuou sussurrando para ele. – Prometo que sempre vou te amar e eu quero ter tudo com você, apenas com você.
- Naquele dia quando você disse que não me queria mais. – O rosto triste, sentiu Kai lhe apertar. – Doeu.
- Eu sei que doeu. – Apoiou o queixo no ombro dele. – Doeu em ter que falar aquilo.
- Posso te pedir uma coisa?
- Sempre.
Levantou-se e o puxou junto, ficaram de frente um para o outro.
- Eu sou seu, então nunca mais me peça para te esquecer. – Encostou sua testa na dele. – Quase enlouqueci com isso.
Kai se curvou e selou os lábios.
- Eu preciso tanto de você. – O puxou com mais firmeza.
- Eu estou aqui.
- Então me pega nos seus braços e me faz seu.
Kai sorriu, o pegou no colo.
- Você que mandou então não reclama. – O moreno lhe atirou a língua, Kai o deitou na cama com cuidado.
Cobriu o corpo dele com o seu, trocaram um beijo leve.
- Muito tempo sem você. – O abraçou enquanto ele mordiscava seu pescoço.
- Eu sei. – Murmurou. – Senti sua falta, seu cheiro, seu toque.
Kai se ajoelhou entre as pernas dele, tirou a camisa a jogando no chão. Ray se sentou olhando para o corpo na sua frente, queria memorizar cada traço dos músculos, levou a ponta dos dedos até ele sentindo o local quente. Levantou o rosto encontrando os olhos escuros e quentes cheios de carinho.
Tornou a olhar o abdômen, as cicatrizes que tanto maltrataram a pele, algumas em relevo outras apenas mais claras que a pele, seus dedos seguiram a maior delas. Ela começava perto da caixa torácica e descia se perdendo dentro da calça, deu beijos delicados por toda a extensão daquela maldita lembrança que Voltaire havia deixado no seu homem.
- Você não precisa fazer isso.
- Eu quero te amar. – Puxou Kai o deitando na cama, subiu por cima dele.
Beijou cada cicatriz que ele possuía no tronco, acariciou com os dedos, com a língua. Puxou o zíper da calça e começou a tira-la, perdido na visão do volume que tantas vezes visitou seus sonhos. Seria quente? Como ele lembrava.
Puxou aquele pano malvado que escondia o objeto que tanto queria amar, era ainda melhor do que ele lembrava. Olhou para o rosto dele e percebeu que o Hiwatari não tirava os olhos do seu rosto.
- Vira. – Pediu.
Kai não perguntou para que, apenas se virou, sentiu que Ray acariciava as cicatrizes das costas.
- Não precisa. – Resmungou de novo.
- Por quê?
- Eu sei que elas são nojentas. – Fechou os olhos, não conseguiu esconder a tensão.
Ray se deitou sobre ele, aninhando seu rosto no meio das costas a beijando. As marcas dos chicotes tomavam as costas de Kai quase completamente.
- Elas não são nojentas. – Sussurrou beijando o ombro dele. – Elas fazem parte de você e eu as amo também.
Kai deu sinais que queria virar se afastou para que ele pudesse fazer isso.
Colocou a palma da mão em concha no rosto dele, acariciou a pele morena, Ray juntou seus lábios aos dele.
- Acho que não consigo mais ficar sem te beijar. – Sussurrou com um sorriso.
- Quero você. – Mantinha os olhos fechados.
- Então me pega.
Abriu os olhos e balançou a cabeça negando.
- Quero você. – Tornou a dizer, se deitou puxando Ray.
O acomodou entre suas pernas, puxando a camisa que ele ainda usava e a jogando no chão.
- Quero você. – Mais uma vez, abriu as pernas.
Entendeu como um estalo, seus olhos se encontraram em uma compreensão mutua.
- Não precisa. – Dessa vez foi Ray quem disse.
- Mas eu quero. – Plantou um beijo no maxilar. – Quero fazer isso com você, quero fazer melhor.
- É isso. – Riu, acariciou o peito dele. – Quer fazer melhor.
- Eu quero tudo com você, lembra? – O sussurro rouco em sua orelha.
Ray estremeceu e acenou com a cabeça, se era isso que ele realmente queria. Ajoelhou e começou a tirar a calça, Kai apenas o observava. A emoção em seu peito era indescritível apenas sabia que precisava ser dele, para sempre.
Ajeitou-se enquanto Kai abria bem as pernas, os olhos sem se soltarem nem por um instante.
Max andava por um dos corredores, pensando na conversa que tivera com Khan. Olhou para frente vendo Tyson sentado em uma escada lateral.
- Hey. – Se aproximou olhando o que ele segurava. – Dragoon.
- É. – Suspirou. – Não consigo ir muito longe sem ele.
- Somos dois. – Pegou Draciel no bolso. – Ainda gira?
- Não, Hillary acha que é coisa de criança. – Encolheu os ombros. – Fica irritada só de me ver com ele.
- Bem, ela nunca entendeu exatamente o que as beyblades significavam para nós.
Tyson ficou quieto olhando para o pião.
- Algo te incomoda? – Max estendeu a mão pegando Dragoon das mãos de seu dono.
- Não sei o que fazer. – Encolheu os ombros.
- Bem, eu sei. – Levantou e estendeu a mão para ele. – Kai comentou algo sobre ter uma cuia na academia que ele tem lá em cima, topa?
- Agora.
Caiu ofegante sobre ele, o membro duro pressionando os estômagos dos dois.
- Isso… foi…
- Ótimo. – Kai completou os lábios ainda estavam entreabertos e o rosto com os traços de prazer.
Ray beijou o peito suado, apoiou o queixo ali e o olhou.
- Bobo.
(N/A: Apartir daqui teremos um semi-lemon quem não gosta é só pular, quando terminar eu aviso.)
Abriu os olhos e o encarou sem entender, Ray soltou uma risada e se sentou sobre as coxas dele alisando o peito com as mãos. Seus olhos se concentraram mais embaixo, os dedos se fecharam em torno dele a boca se encheu de saliva.
Kai fechou os olhos sentindo a própria respiração acelerar, Ray lhe masturbava lentamente. O segurou pelo pescoço o fazendo se inclinar para ele, deixou um beijo casto na cabeça rosada, brilhante com aquela água transparente que saia. Respirava pesado, lambeu querendo sentir o gosto, Kai suspirou.
- Nunca fez né? – Acariciou os cabelos dele, Ray negou com a cabeça. – Abre mais a boca.
Obedeceu deixando-o invadir a sua boca, Kai metia fundo encostando na garganta. Brincava com ele em sua boca, o acarinhando com a língua, chupava a cabeça e deslizava a língua pelo mastro.
Gemeu baixo, os olhos quase fechados. Ray parecia que não queria mais soltar o novo brinquedo, aproveitava de olhos fechados querendo sentir toda aquela sensação. Sentiu o puxão e soltou, olhou para Kai sem entender, o Hiwatari estava sentado tentando se acalmar.
(N/A: Terminou o semi-lemon agora podem continuar lendo normalmente.)
- O que? – Passou o punho pelos lábios limpando a saliva.
Negou com a cabeça passando a língua pelos lábios tentando se acalmar. O beijou no pescoço, acariciou as costas dele.
- Vou no banheiro. – Sussurrou, empurrou os lençóis para longe.
Ray o pegou pela mão o puxou para ele se sentar.
- O que foi? – O puxou até ele se deitar de novo.
Negou de novo, Ray rosnou irritado se sentou sobre as coxas dele.
- Eu te machuquei?
- Não. – Apoiou os antebraços no colchão. – Só quero tomar um banho.
- Não gostou, fiz errado?
- Foi ótimo. – O tranquilizou deu um beijo nos lábios. – Eu só preciso tomar um banho.
Ray se sentou na cama enquanto Kai ia para o banheiro, não conseguiu reprimir a sensação de que tinha feito algo errado.
Draciel se mantinha parada no centro da cuia Dragoon rodeava a cuia.
- Vamos Dragoon. – Tyson incentivou.
Max sorriu, Draciel fez um movimento, ela fez uma meia lua e partiu para cima de Dragoon a empurrando até a borda da cuia.
- Parece que alguém ainda roda. – Tyson soltou uma risada. – Mas isso não vai ser suficiente, Maxie.
Dragoon aumentou a velocidade e voltou batendo em Draciel até joga-la pra fora.
- Como? – Max sorriu pegando o pião.
Ray e Kai entraram na sala, Max olhou para os dois.
- Como sabiam que estávamos aqui?
- Dranzer e Driger ficaram agitadas. – Ray saiu na frente deixado Kai para trás.
- Eai senhor insuportável, topa? – Tyson apontou para a cuia.
- Só diz as três palavrinhas. – Já acoplava Dranzer no lançador.
Max resolveu servir de juiz para eles, olhou de um para outro.
- 3, 2, 1 let it rip.
Kai passou o braço pela cintura de Ray enquanto desciam as escadas.
- Não acredito que perdi pro Kai. – Tyson ainda reclamava.
- Fazia tempo que você não jogava. – Max colocava panos quentes. – Aposto que se jogarmos por um dia todo, você ganha dele.
- Eu não seria tão otimista. – Kai falou logo atrás deles.
Ray apertou o braço dele antes de sair, o Hiwatari o olhou sem entender.
- Celular. – Murmurou, ficou para traz para atender.
Kai resmungou algo em russo e passou pelos outros dois descendo mais rápido.
- Oi. – Suspirou antes de atender a esposa.
- Ray-ray quando você volta amor? – A voz melosa.
- Não sei. – Fechou os olhos se controlando. – Os papéis do divórcio já saíram?
- Amor desiste disso já disse, podemos tentar eu sei que podemos ter filhos. – Podia ouvir o choro sentido dela.
- Mariah eu não vou tentar de novo. – A voz cansada e quase segurando a irritação. – Eu não vou colocar um filho no mundo com você para a criança sofrer, eu não te amo quando você vai entender isso.
- Eu sei que você me ama.
Desligou o telefone e o colocou no silencioso, um pensamento em sua cabeça: Nunca se case.
Entrou na sala, Kai estava falando no telefone.
- Cadê o Tyson e o Max? – Se sentou no sofá.
Kai apontou para fora e falou por mais alguns segundos antes de desligar.
- Max arrastou o cabeção para andarem pela cidade. – Deitou apoiando a cabeça na perna de Ray. – Posso saber quem era?
- Posso fazer a merda pergunta? – Começou a mexer nos cabelos dele.
- Bryan.
- Ele já falou com o Tala?
- Não, mas me pediu dinheiro emprestado. – Franziu a testa. – Disse que não vai demorar a voltar.
- Era a Mariah. – Observou ele abrir os olhos lhe inquirindo. – Queria saber quando eu voltava.
- Nunca.
Soltou uma risada e continuou acariciando os cabelos dele.
- Eu preciso voltar Kai. – O homem se sentou e os dois se encararam. – Minha mãe está lá, meu trabalho e eu tenho que resolver essa situação com a Mariah.
- Traz a sua mãe, ela mora aqui conosco a casa tem espaço. – Brincou com uma mexa de cabelo negro. – Se você realmente quer trabalhar, pode vir trabalhar comigo e quanto a Mariah você pode assinar os papéis e mandar por fax.
- Você sempre tenta resolver tudo. – Não sorria mais, estava sério.
- Não posso ficar sem você agora.
- Pensamos nisso depois. – Levantou-se e saiu. – E não, você não pode me seguir.
- Por que está tão chateado?
- Liga pro Tala.
- Bryan não quer.
Os dois se olharam por um tempo, Ray voltou e se sentou no colo dele.
- O que está te incomodando?
- Mariah. – Mentiu de certa maneira. – Ela disse que poderíamos ter filhos.
- Eu sei a ideia de ter filhos com ela é nojenta. – Sorriu.
- Não é isso, é que eu realmente quero ser pai, mas nós dois não podemos.
- Adotamos se você realmente quiser. – Passou a mão pelo rosto dele.
- Quero um filho de sangue Kai. – Se levantou. – E isso você não pode resolver.
- Filhos. – Tyson sorriu enquanto andavam bem próximos devido ao frio. – Eu adoraria ter uns três.
- Você e a Hillary vão ter. – Sorriu sentindo uma fisgada no peito.
- Não, ela não quer. – Encolheu os ombros. – Não quer estragar o corpo.
Max reprimiu a carranca que estava quase aparecendo em seu rosto, pararam próximos a um parque onde puderam ouvir o som de beyblades lutando. Aproximaram-se do grupo de crianças que lutavam entusiasmados.
- Cara eu sinto falta disso. – O dragão apoiou na grade os olhos saudosos. – Pra ser sincero eu sinto falta de tudo todos os dias.
- Como assim?
- Sinto falta das soluções loucas do Kane, das interrupções da Dizzy. – Sorriu fechando os olhos. – Da calma do Ray, da firmeza do Kai.
Os dois se olharam e Max sentiu a inquietação no peito, será que ele não tinha sentido a sua falta?
Seu coração estava acelerado, sentia-se incomodado desde que o vira com Khan. O que estava acontecendo? O fato da confiança que Max tinha antes e que agora parece não ter mais ou o fato de que o loiro se recusava a falar com ele antes sempre mandando outras pessoas resolverem os problemas.
- O que você está me escondendo? – Perguntou de repente.
Max engoliu em seco, desviou o olhar para as crianças.
- Não estou escondendo nada Tyson. – Sorriu e tentou fazer graça com a própria dor. – Pelo visto não sentiu minha falta.
- Mais do que tudo. - A voz saiu em um fio.
Max virou o rosto para ele mal ousando acreditar.
- Você sempre foi o meu melhor amigo. – Sorriu e passou o braço pelo ombro do loiro. – Eu estou atrás de você por que quero te fazer um pedido.
Amigo? Melhor amigo? Aquilo doía.
- O que? – Sorriu, mas evitou olhar nos olhos do dragão.
- Vai ser o meu padrinho de casamento?
Decididamente isso doía mais do que ser considerado apenas amigo. Escondeu sua dor com um sorriso enorme e seus olhos brilhantes ele diria que era pela emoção.
- Claro Ty, eu vou me sentir honrado em ser o seu padrinho. – A voz era alegre e entusiasmada.
Tyson o abraçou com um sorriso enorme, assim que ele não podia mais ver o seu rosto deixou a expressão triste. Tentou roubar o momento para sua memória o momento em que recebera um abraço, aquela seria a ultima memória de Tyson que poderia guardar em que poderia dizer que sentiu aquele corpo próximo ao seu.
XxXxXx
Demorei muito? Tentei postar antes, mas devido a problemas técnicos não pude. Gostaram? Diz que sim vai.
O semi-lemon não era para ter foco a parte erótica, mas sim a dedicação de um com o outro. O que mais? Sim, não sei se vou postar rápido de novo.
Fora isso acabo. Bjs e abraços!
