Cap IV

Olhava pela janela, passou o dia longe dele aquela ultima frase ainda retumbando em seus ouvidos.

- Combinamos? – A voz triste de Max em suas costas.

Kai se virou olhando para ele, percebeu que o amigo não estava bem, foi até o bar e serviu as duas doses de uísque.

- Leu os meus pensamentos, mas acho que vou precisar de algo mais forte. – Tomou a dose de um gole só.

- É acho que eu também. – Esvaziou o copo, olhou para o alto do bar e pegou uma garrafa empoeirada.

- Vodka? – Max observou ele pegar dois copos pequenos e colocar em cima do balcão.

- Algo forte. – Abriu a garrafa rompendo o lacre. – Essa aqui eu comprei para dias difíceis, mas nunca abri.

- Vocês brigaram? – Pegou o copo e olhou o líquido transparente.

- Digamos que ele quer algo que eu não posso dar. – Os dois brindaram e esvaziaram.

Max estremeceu sentindo a queimação garganta abaixo tossiu um pouco. Kai respirou com som de riso tornou a encher os copos.

- Acho que o pequeno Max não está tão acostumado a beber.

- O que ele quer?

- Filhos.

- Adotem.

- Ele quer filhos de sangue. – Esvaziou o segundo copo. – E a Mariah pode dar isso para ele.

Max ergueu o copo indicando Kai com a cabeça e bebeu em nome dele.

- Como foi o passeio?

Max deu o copo para ele encher, Kai arqueou uma sobrancelha e serviu mais uma dose para os dois.

- Ele me pediu para ser o padrinho. – Sussurrou e tomou de um gole, começava a se sentir tonto.

- E qual o problema? – Tomou um pequeno gole, não se sentia mais tão confiante para virar, percebeu que Max estava começando a ficar bêbado.

- O problema é que ela não o merece. – Bateu o copo na madeira exigindo mais uma dose.

Kai serviu só meio copo, Max não percebeu e virou.

- E quem o merece? – Perguntou, a muito já tinha percebido os sentimentos do loiro para com o dragão, era impossível que Tyson ainda estivesse tão insensível a isso.

Max olhou dentro dos olhos carmim e sorriu os olhos se encheram de lágrimas.

- Eu queria que as coisas fossem fáceis como para você e o Ray. – Pediu mais uma dose. – Doeu tanto quando ele me pediu e o imbecil aqui aceitou então ele me abraçou e eu fui babaca o suficiente de me derreter naquele abraço.

- Max…

- Eu fico esperando que ele me toque e cada vez que ele faz, eu… - Bebeu de novo. – Me sinto patético.

Cambaleou até a poltrona e se largou ali, olhou para Kai.

- Ele não vai ficar com a Mariah. – Sussurrou em lágrimas um sorriso triste nos lábios. – A sua história não vai ser igual a minha.

Kai olhou o loiro, depois para a garrafa que estava um pouco acima da metade. Ouviu o ressonar e sorriu, bebeu o resto que tinha no copo e guardou a garrafa. Foi até o loiro e o pegou no colo.

- Vamos Max, acorda. – O sacudiu de leve.

Ray apareceu na porta e parou.

- O que aconteceu?

Kai ergueu a cabeça, o moreno tinha um ar de riso em volta dos lábios enquanto se aproximava.

- Estávamos bebendo e conversando. – Indicou o bar. – Acho que ele é meio fraco pra vodka.

- Você acha? – Riu de novo, observou Max se aproximar mais do peito de Kai. – Ok vai coloca-lo na cama. – Acrescentou meio emburrado.

Rolou os olhos e estava saindo quando sentiu o moreno o segurar pela cintura e se juntar ao seu corpo sussurrando em seu ouvido.

- Volta para cá depois. – Arrastou o nariz pelo pescoço e depois o beijou.

Tyson estava saindo do quarto quando deu de frente com Kai que carregava Max.

- Hã? – Sentiu algo estranho no peito, esperou até o ardósia parar na sua frente.

- Ele dormiu na sala e não quer acordar. – Deu de ombros.

- Meu quarto é mais perto. – Abriu a porta deixando Kai entrar.

Entrou e rapidamente colocou o homem na cama, não parecia mais ele era pesado.

- Pronto. – Puxou o travesseiro acomodando melhor a cabeça loira. – Ele está meio bêbado.

- Hn. – Cruzou os braços observando o tanto de cuidado que Kai estava tendo. – Cuidado para o Ray não ver isso.

Kai endireitou o corpo e olhou para o dragão.

- Do que você está falando? – Manteve a expressão neutra.

- Que com tanto cuidado assim as pessoas podem pensar que você está apaixonado pelo Max. – Deu dois passos para frente, não percebeu mais seu corpo tremia.

- O melhor cego é aquele que não quer ver. – Deu um sorriso sarcástico para Tyson e estava para sair.

- O que quer dizer com isso? – Tyson olhou as costas do amigo.

Kai bateu a porta e não respondeu.

Lembrem-se a salvação da vila está em vocês.

Abriu os olhos, sentiu que era abraçado pela cintura e o corpo nu de Kai junto ao seu. Por que tinha sonhado com aquela lenda? Seria realmente possível?

Virou com cuidado sem nunca tirar o braço dele do seu corpo, dormia tão tranquilo que até lhe causava inveja. Precisava resolver logo seu divórcio Kai tinha razão não conseguiria mais ficar sem ele.

Seus dedos institivamente traçaram os contornos do rosto, fechou os olhos se lembrando das caricias da noite. Sentiu que ficava excitado só de lembrar-se do toque da pele dele contra a sua, o jeito como ele lhe apertava lhe mordia.

Tornou a ficar de costas para ele e o puxou para mais perto, Kai o abraçou com força. Sorriu o sentindo duro como aço.

Uma coisa no fundo de sua cabeça lhe incomodou. Ele evitava gozar, achou que tinha feito errado da primeira vez, mas nos últimos três dias, pode perceber que sempre que ele estava quase lá ele parava ou saia de dentro dele. Não poderia saber se era verdade se ele nunca gozasse dentro do moreno. Tentou lembrar-se do resto da lenda fechando os olhos, sentiu um beijo molhado em seu ombro enquanto a mão dele deslizava para baixo.

- Bom dia. – Kai sussurrou plantando um beijo rápido no pescoço dele. – Acordado há muito tempo?

Sorriu sentindo os carinhos dele em sua coxa. Abriu os olhos quando se lembrou do que precisava e tinha quase certeza que estava perto.

- Amor. – Virou-se ficando de frente para ele, Kai olhava para mais baixo em seu corpo. – Que dia é hoje?

- Hn? – Olhou nos olhos dele, Ray sorriu malicioso.

- A data Kai qual é?

- 10 de outubro. – Respondeu sem entender o porquê que o sorriso do amante aumentou.

Era o dia, precisava que ele ficasse em casa.

- Você tem que ir para a empresa hoje? – Fez biquinho, embaralhou suas pernas as dele e se encolheu no peito forte do amante.

- Tenho uma reunião. – O abraçou pela cintura. – Por quê?

- Não estou me sentindo muito bem. – Fez manha.

- O que você está sentindo? – Apertou os braços em torno dele, beijou sua testa.

Sorriu de leve e se aproximou ao ouvido dele.

- Carência.

Rolou os olhos de novo, não poderia perder a reunião, virou o colocando na cama.

- Desculpa. – O beijou na testa. – Eu tenho que ir.

Enrolou os braços no pescoço e o abraçou pela cintura o puxando para baixo, Kai apertou os lábios juntos impedindo o sorriso.

- Já disse que não. – Tentou levantar ouviu o ronronar enquanto o moreno lhe puxava para baixo. – Ray.

Fez beicinho ampliando os olhos dourados e brilhantes.

- Fica. – Esfregou o nariz no pescoço dele. – Aposto que vai ser bem melhor do que aquela reunião chata.

Beijou de leve, o sentiu engolir a saliva, arrastou as unhas pelas costas dele.

- Não faça isso. – Conseguiu se soltar, o beijou nos lábios e se levantou indo para o banheiro.

Rosnou contrariado, ouviu o chuveiro ser ligado, não seria derrotado tão facilmente.

Suspirou o sentindo acariciar seu abdômen enquanto chupava o inicio de seu pescoço.

- Ray. – Se virou encarando o moreno. – Passamos o final de semana todo transando em cada espaço desse quarto e desse banheiro.

- Eu sei. – Beijou o peito molhado.

- Ele esta machucado. – Fechou os olhos encostando-se na parede, sentiu a língua descer indo para o sul. – Você não está dolorido?

- Só incomodando. – Se ajoelhou na frente dele.

- Ray. – O pegou pelos braços e o fez ficar de pé. – É sério ele está dolorido.

- Então me deixa cuidar dele. – Bicou seus lábios nos dele. – Vamos ficar na cama.

- Deus como você é insaciável. – Sorriu o abraçando. – Vamos fazer assim? Eu vou trabalhar, você me da esse descanso e a noite eu juro que realizo cada uma das suas fantasias.

- Todas? – Mordeu o queixo.

- Todas. – Respondeu de olhos fechados.

Afastou-se lambendo os lábios cheios, os olhos se encontraram e pode perceber a fome do gatinho.

- Eu te amo. – Voltou a abraça-lo pelo pescoço. – Com quem é a reunião.

- Você vai tentar me matar. – Sussurrou o apertando com mais força.

- Henry?

- Henry.

Fechou o semblante, o soltou devagar, mas Kai o apertou de novo.

- Não fica irritado comigo. – Pediu escondendo o rosto no pescoço dele.

- Não estou, mas saber que você vai ficar trancado em uma sala com ele não me agrada. – O abraçou de novo. – Tala vai estar lá?

Agora sim estava em um mato sem cachorro, Tala não estaria na reunião, seria apenas ele e Henry. O que fazer e se ele mentisse e o gatinho descobrisse?

- Kai.

- Não. – Se afastou mantendo a expressão séria. – Ele não vai estar.

- Pra que é essa reunião? – Arqueou uma sobrancelha, sentiu a raiva começar a nascer.

- Estou organizando um campeonato nacional. – Começou a acariciar a cintura dele. – E ele está organizando toda a divulgação.

- Mais ninguém pode resolver isso?

- Gosto de estar a par de tudo o que esta acontecendo. – Encolheu os ombros. – Não faz assim.

Ray o soltou e tentou sair, mas Kai não deixou o puxando. Suas costas bateram no peito dele enquanto a respiração batia atrás da sua orelha.

- Ainda não entendeu que eu te amo?

- Não é isso.

- Então o que é?

- Não quero você perto dele, por mais que eu tenha certeza que você me ama.

- Ele não vai encostar em mim eu te prometo isso. – Passou o braço pelo ombro abraçando o pescoço.

- Ele vai tentar.

- E eu vou impedir. – Beijou a nuca. – Agora você pode relaxar?

- Achei que você queria descansar. – Sorriu fechando nos olhos.

- E quero, mas isso não significa que eu não queira ficar com você. – Sussurrou no ouvido e logo beijou atrás dele.

- Posso arrumar a sua roupa? – Pediu se virando.

Kai parou pensando por alguns segundos.

- Só lembra que eu tenho que ir trabalhar e dar exemplo.

Ray sorriu, mas Kai não se sentiu tão confiante com isso.

Colocou o terno sobre a cama e se virou para o armário pensando.

- Já terminou? – Kai saiu do banheiro com uma toalha em volta da cintura. – Posso me arrumar?

- Ainda não. – Pegou um colete. – Esse vai ficar bom.

- Colete. – Pegou a boxer que Ray tinha colocado sobre a cama. – O que você está pensando?

- Só falta a blusa e a gravata. – Atirou a língua para o outro. – Espera só mais um pouco.

- Sem problemas. – Pegou a toalha secando os cabelos.

Quando tirou a toalha percebeu que Ray segurava uma camisa rosa e uma gravata preta.

- Rosa?

- Qual o problema? – Colocou sobre a cama. – Você vai ficar sexy.

- Você me quer sexy para o Henry?

- Não. – Andou até ele. – Eu quero você sexy para mim.

- Mas eu estou indo trabalhar.

- E eu quero que ele saiba que fui eu que escolhi e que eu cuido de você. – O beijou nos lábios.

- Certeza que não é saudades da Mariah? – Arqueou uma sobrancelha.

- Por quê?

- Rosa.

- Não começa. – Suspirou se afastando. – Vai ficar lindo.

- Claro, claro. – Escondeu o sorriso e pegou o par de meias.

- Temos que conversar sobre a minha volta à China. – Ouviu o gemido que o outro soltou. – Eu preciso voltar.

- Não, você não precisa como eu já disse há três dias atrás. – Levantou-se pegando a calça e a colocando.

- Kai, preciso resolver minha vida lá. – Se deitou na cama abraçando o travesseiro de Kai.

- E então?

- Nós vemos como fica. – Fechou os olhos.

Kai resmungou abotoando a camisa na frente do espelho amarrou a gravata e pegou o colete.

- Satisfeito? – Abotoou os punhos.

Ray abriu os olhos e sorriu com os dentes pontudos.

- Muito. – Se ajoelhou na cama abotoou os dois botões do colete. – Você não tem noção de como está sexy.

Rolou os olhos suspirando, Ray o segurou pelo maxilar e o beijou nos lábios.

- Só não gosto dessa sua barba.

- Por quê?

- Coisas que você ganhou do Henry. – Resmungou se levantando e indo até a porta. – Vem vamos tomar café.

Tala entrou sem bater, examinava uma papelada.

- Quando você vai aprender a bater na porta? – Tomou um gole de café.

- Quando você estiver aqui com o Ray. – Levantou o rosto. – Falando nele foi ele que vestiu hoje?

- Foi.

- Imaginei. – Riu se sentando na frente dele. – Khan te deu essa camisa no ultimo natal e você se recusava a usa-la.

- Hn…

- Ele gosta mesmo de rosa hein?

- Chega. – Pousou a caneca com um pouco mais de força.

- Vim te desejar boa sorte.

- Nem me fale disso. – Voltou-se para o computador. – Ele está uma fera por causa dessa reunião.

- Eu imaginei. – Colocou a mão na boca escondendo o bocejo. – Quando ele chega?

- Em 15mins mais ou menos.

Entrou na sala de reunião ele já estava a sua espera. Retirou o paletó o colocando no encosto da cadeira, Henry não tirava os olhos de cima dele.

- Está bonito. – Abriu um sorriso largo.

- Hn… - Se concentrou na parede desabotoando os punhos e arregaçando as mangas da blusa.

- Como foi o final de semana?

- Ótimo. – Se sentou e abriu a pasta preta na sua frente. – Então o que você tinha imaginado para a divulgação?

- Sem café? – Se levantou com um riso. – Nunca te vi em uma reunião sem café.

- Já tomei, por favor, Henry vamos resolver isso de uma vez.

O loiro não respondeu, continuou no celular pedindo o café. Até que voltou para a mesa.

- Pedi daquela cafeteria que você tanto gosta. – Sorriu ajeitando a gola da camisa.

- Henry. – Empurrou a mão que veio subindo por seu pescoço. – Mas que inferno, vamos trabalhar.

- Não podemos mais conversar? – Arqueou uma sobrancelha. – O que você me da um chute por causa daquele cretino e agora não pode nem me dar um pouco de atenção?

- Não o chame assim. – Se levantou irritado. – Que droga Henry, eu queria realmente que tivéssemos um relacionamento amigável.

- E o que eu estou fazendo de errado?

- Elogios, café da cafeteria que eu gosto, arrumar as roupas. – Desdenhou. – Eu não sou burro sabia?

- Ótimo. – Levantou o enfrentando. – Então você sabe o que eu quero.

- Mas você não vai ter.

- Ele não é casado? – Cruzou os braços. – Pelo o que eu levantei sobre o senhor Kon, ele é casado com uma antiga companheira de time, trabalha como representante da BBA na China e é muito bem sucedido.

- Não pesquise sobre ele. – Rosnou baixo.

- Você acha mesmo que ele vai largar a mulher e um emprego muito bem pago pra vir ficar aqui com você?

- Isso não é assunto seu. – Pegou o paletó e o colocou irritado. – Fique longe Henry, e a partir de hoje você vai lidar qualquer assunto referente à publicidade com o Tala.

- Mas Kai…

Saiu batendo a porta, andou firmemente pelo corredor, virou a esquerda andou mais alguns passos e deu uma porrada abrindo a porta. O ruivo estava digitando no computador quando ouviu a porta batendo, levantou a cabeça.

- Me deixa adivinhar, ele deu encima?

- A partir de hoje, você cuida disso. – Se jogou na cadeira, pressionou a ponte do nariz com os dedos. – Inferno, não conte nada disso para o Ray.

- Acha que eu sou louco? – Riu em voz baixa. – Bryan me passou uma mensagem.

- E? – Abriu os olhos.

- Disse que chega no final de semana, mas não me disse nada de mais. – Suspirou encostando as costas na cadeira entrelaçou os dedos na frente do abdômen.

- Tenho certeza que ele tem um ótimo motivo.

Tala o observou por alguns segundos.

- Você sabe de alguma coisa. – Arqueou uma sobrancelha enquanto afirmava.

- Tala eu não quero me meter nessa história.

- O que ele te pediu?

- Tala.

- Kai.

- Esquece, eu não vou falar. – Levantou fechando o paletó. – Agora que estou mais calmo, vou para a minha sala e eu juro que se ele estiver lá eu chamo a segurança.

Ray estava lendo na sala, Max entrou na sala e se sentou ao lado do moreno.

- Achei que você tivesse ido na sede da BBA. – Ray olhou para o loiro. – O que foi que cara é essa?

- Kenny me ligou. – Fechou os olhos tentando se acalmar. – Minha mãe está mal.

- O que a Judith tem? – Fechou o livro o jogando sobre a mesa de centro. – Max respira e se acalma.

- Eu tenho que ir pra Roma. – Passou as mãos pelas pernas das calças tentando secar o suor. – Tenho que ver a minha mãe.

- Judith esta na Itália? – Franziu a testa.

- Ela foi morar lá depois que se aposentou. – Explicou brevemente. – Droga Ray eu deveria estar lá.

- Você não poderia prever isso, agora se acalma. – Pegou o celular. – Vou ligar pro Kai e ver o que ele pode fazer.

- Tyson já colocou ao meu dispor o jatinho da BBA. – Resmungou. – Mas não quero ir sozinho.

- Eu posso ir com você. – Sussurrou acariciando os cabelos loiros. – Eu vou com você.

- Não, não quero atrapalhar você e o Kai. – Pousou a mão no joelho do moreno dando um sorriso triste. – Vou ligar para o Kenny e pedir pra Emily me encontrar lá.

- Sua mãe a adora né?

- Como filha.

Tyson entrou e parou atrás do sofá, tocou o ombro do loiro e a mão de Ray.

- Como você esta? – Perguntou dando a volta no sofá se agachou na frente deles. – Já resolveu se vai mesmo?

- Eu tenho que ir. – Encolheu os ombros se virou para Ray. – Me empresta seu celular?

- Claro. – Estendeu. – Cadê o seu?

- Esqueci a porcaria do carregador em casa. – Resmungou digitando os números. – Licença rapazes.

Tyson o olhou se afastar, sentou ao lado de Ray.

- Ele não esta nada bem. – Sussurrou para o outro.

- Ele é doido pela mãe você realmente acha que ele esta bem? – Ray o repreendeu. – Ele esta com medo de ir sozinho.

- Acho que eu posso ir com ele. – Tyson murmurou pegando o próprio celular. – Preciso falar com o Hiro.

- Certeza que pode ir com ele? – Arqueou uma sobrancelha. – Achei que você estivesse todo enrolado com o torneio mundial.

- Isso pode esperar. – Franziu a testa. – Mas que merda Hiro desligou a porcaria do celular, vou deixar recado.

Esperou por alguns segundos até o moreno desligar.

- Certeza que pode esperar?

- Nada é mais importante do que isso. – Esfregou o rosto. – Não acredito nisso.

- No que?

- Judith mal, Hillary de palhaçada querendo adiar o casamento e o Kai te enrolando. – Olhou para ele bastante sério. – É uma palhaçada, como se alguém estivesse rindo muito de tudo isso.

- Judith nós podemos cuidar, eu já te disse o que você deve fazer com ela e o Kai não está me enrolando.

- Eu sei dar um tempo com ela. – Se curvou apoiando os braços nas pernas. – Me explica por que ainda não recebi o seu pedido de demissão?

- Não vou pedir demissão, pelo menos não agora.

- Por?

- Quero deixar tudo pronto antes de fazer o pedido e eu também necessito formalizar o meu divórcio.

- Por mim você já pode fazer a carta. – Deu de ombros. – Mando alguém para lá e assume tudo.

- Incrível vocês dois são idênticos. – Bufou, Max se aproximou dos dois.

- Quem? – Perguntou sentando do outro lado de Ray.

- Kai e Tyson eles são idênticos. – Olhou para o loiro. – Tem uma solução pra tudo querem resolver tudo.

- Eu vou com você. – Tyson se curvou sobre o tigre. – Se você quiser é claro.

- Brigado Ty. – Sorriu mais confiante. – Emily disse que vai comprar a passagem e vai me encontrar lá.

- Vou mandar preparar o jato. – Tyson levantou saindo.

- Hillary não está na Itália. – Ray se virou para Max.

- Acho que sim. – Sentiu o animo se afundar. – Acha que ele só vai por causa disso?

- Não. – Pegou o celular. – Mas quero confirmar umas coisas.

- Que coisas?

- Tyson está suspeitando que Hillary esta tendo um caso. – Olhou por cima do sofá. – Tenho um amigo que pode ajudar com isso.

- Amigo?

- Mariah que mandou um detetive atrás de mim uma vez, mas eu acabei ficando amigo do cara. – Deu de ombros procurando o número. – Estou disposto a pagar para descobrir.

- Deixa isso comigo.

- Certeza? – Olhou para o loiro. – Max acha que vai ser bom você se envolver com isso?

- Se ela estiver mesmo tendo um caso eu vou querer saber. – Os olhos azuis faiscaram.

- Max não sei, pode não te fazer muito bem.

- Ray, eu preciso saber disso.

- Ok então.

Kai entrou em casa e foi direto para a sala, o fogo estava acesso. Duas taças e uma garrafa de vinho em um balde com gelo estavam sobre a mesa.

- Droga. – Murmurou, tinha chegado tarde e tinha prometido chegar cedo.

Colocou a maleta sobre uma das poltronas, começou a retirar o casaco pesado.

- Oi. – Ray entrou sorrindo. – Quer alguma coisa?

- Uísque de preferencia. – Estalou o pescoço desabotoando o paletó. – Meu dia foi cheio.

- Tivemos uns probleminhas aqui. – Serviu uma dose sem gelo.

- Quais? – Se virou para ele recebendo o copo.

- Judith não está muito bem. – Colocou as mãos por dentro do paletó fazendo o paletó escorregar pelos ombros.

Kai mudou o copo de mãos permitindo o paletó sair.

- Max?

- Foi para a Itália e o Tyson foi com ele. – Pegou o paletó e o casaco.

- O cego do nosso amigo já começou a enxergar as coisas com mais clareza. – Tomou um gole e quase gemeu de prazer.

- Acho que estamos tendo uns progressos. – Sorriu vendo as costas tensas relaxarem. – Como foi a reunião?

- Normal. – Não se virou para ele, tomou outro gole. – O que a Judith tem?

- Ela se sentiu mal. – Respondeu com uma leve desconfiança. – Henry não fez nada?

Kai esvaziou o copo e foi até o bar se servir de outra dose, Ray se adiantou e impediu.

- Separei um vinho. – Beijou o ombro. – Se importa?

Kai suspirou, pousou o copo na madeira e tampou a garrafa de uísque a guardando.

- Não.

- Bom, agora me diga o que ele fez. – O puxou até o sofá.

Ocupou-se em servir as duas taças, Kai se fez confortável no sofá olhando a pele morena sobre a luz da lareira.

- Como eu te prometi. – Respondeu. – Ele não encostou em mim e a partir de hoje o novo responsável por isso é o Tala.

- Ele tentou? – Deu a taça para ele e tomou um pouco da própria.

- Sim, ele tentou. – Apoiou o braço no encosto do sofá, Ray se encolheu no sofá se aproximando mais dele. – E eu o coloquei em seu devido lugar.

- Bom saber. – O beijou no canto dos lábios. – Então, agora você é todo meu?

- Hn… - Tomou um gole de café, me perdoa, mas eu tenho que ler uns relatórios, quero tomar um banho.

- Kai você prometeu. – Sentiu a inquietação tinha que ser naquele dia, seu baixo ventre passou o dia todo queimando e o seu controle estava quase no final.

- Eu sei, mas eu tenho que fazer isso. – Tirou o braço e pousou a taça na mesa. – Vou tomar um banho, leio os relatórios aqui assim podemos ficar um pouco juntos, ok?

- Não foi esse o combinado.

- Só me deixa ler os relatórios e assinar ai eu prometo que ficamos juntos o resto da noite. – Se levantou abrindo o colete. – Você pode me deixar à noite toda acordado se você quiser.

Bufou irritado, colocou a taça de vinho sobre a mesa. Levantou e cruzou os braços olhando para Kai.

- Não faz assim. – O segurou pelo queixo e o beijou devagar.

Ray passou os braços pelo pescoço o trazendo para mais perto, mas Kai o segurou pela cintura e o puxou para longe.

- Vou tomar banho.

Tyson tomou um gole do copo de Bourbon que tinha pedido para a comissária de bordo. Max estava encolhido na poltrona ao seu lado, olhou para o loiro que tinha finalmente conseguido dormir. Estalou o pescoço e colocou o copo sobre a mesa na sua frente.

- Por favor. – Chamou a aeromoça. – Você pode me conseguir um coberto e um travesseiro?

A mulher olhou sorrindo para Max e saiu para pegar o que Tyson havia pedido. Com cuidado tentou coloca-lo em uma posição sentada, Max o abraçou pelo pescoço assim que o moveu. Tyson sentiu o rosto esquentar enquanto o homem se aproximou ainda mais do ex-campeão do mundo. Tyson o acomodou como conseguiu na cadeira e tentou se soltar sem acorda-lo, a algum custo conseguiu soltar os braços de seu pescoço.

- Senhor Granger. – A mulher lhe chamou, Tyson se virou recebendo o que tinha pedido.

Ajeitou a cabeça dele sobre o travesseiro, deitou a poltrona e o cobriu, Max resmungou por alguns segundos antes de virar na direção dele, uma de suas mãos repousou na perna do dragão.

Encostou a própria cabeça no encosto da poltrona, a mão repousava próxima a virilha. Sabia que era errado aquilo o amigo estava dormindo, mas não sabia o que estava acontecendo seu corpo estava quente desde que Max tinha lhe abraçado. Com mais dificuldade do que tinha imaginado empurrou a mão de Max para fora de sua perna e virou o copo de Bourbon.

(A/N: Quem quiser apartir de agora é o lemon, se não quiserem ler podem parar por aqui mesmo pois não acontece nada depois, bjs e agradeço a quem leu até aqui.)

Kai estava lendo, sentado com Ray apoiando a cabeça em sua coxa. Olhou para o teto se sentia entediado e Kai estava tão entretido com os papéis da empresa que não parecia muito inclinado em cumprir a promessa, então resolveu que iria cobra-la. Virou-se ficando de bruços, Kai apenas virou mais uma página do relatório. Sentiu-se contrariado, fitou o fogo que crepitava alegremente na lareira. Moveu a cabeça dando um beijo sobre a coxa. Kai não o olhou, continuou entretido com o relatório. Moveu o rosto para mais perto da virilha a beijando, Kai o olhou surpreso, sorriu sabendo que conquistara a atenção dele. Beijou o membro por cima da jeans, esfregou o rosto levemente.

- Ray. – Kai o chamou fechando os olhos. – Agora não.

- Por? – Começou a desabotoar a calça.

- Estamos na sala. – Kai o olhou, Ray o beijava por cima da boxer agora.

- Já viu que horas são? – Retrucou se afastando, tentou tirar o membro da sua prisão. – Estão todos dormindo.

- Então vamos subir? – Pediu sentindo o membro pulsar.

- Prefiro aqui. – Murmurou puxando a calça para baixo.

Kai arqueou o corpo facilitando o trabalho. Beijou a ponta já um pouco molhada e desceu para base a lambendo enquanto ia lhe masturbando. Kai fechou os olhos respirando um pouco mais acelerado. Ray permaneceu onde estava não tinha a menor intenção de ser rápido.

Kai o segurou pelos cabelos, fazendo o abocanhar. Ray gemeu e soltou um suspiro de prazer, mamou igual a um bezerro desmamado. Kai empurrou os quadris contra os lábios grossos, querendo sentir mais daquele calor.

- Huh… gatinho.

Sentiu os jatos quentes enchendo a garganta, bebeu avidamente.

- Senti falta. – Murmurou, tornou a beijar a cabeçorra rosada.

- Hn?

- Não sei o que você tem, mas evitava fazer isso. – Lambeu o pescoço dele. – E você quer mais, ainda está bem duro.

Fez pressão na base, Kai fechou os olhos gemendo. Levantou-se para se livrar da própria roupa. Sentou-se sobre as coxas dele, puxando a camisa de Kai para fora do corpo a jogando atrás do sofá. Curvou-se dando um beijo sobre o ombro dele.

- Faz uma coisa pra mim? – Pediu baixo.

Livrou o pescoço suado dos fios de cabelo e provou a pele salgada.

- Kai? – Gemeu.

- Fala.

- Para com essa mania.

- Mania? – Se afastou confuso.

Agarrou-se aos cabelos dele, mordendo o próprio lábio. O rosto vermelho e a respiração agitada.

- Gatinho. – Afagou o rosto dele.

- Você não… - Parou respirando, o rosto atingindo uma coloração mais vermelha.

- Eu não? – Sorriu, estava gostando daquilo ainda mais pela vergonha do parceiro.

Sentiu-o passar a língua pelo trapézio subindo até a orelha.

- Reclamando por que eu não gozo dentro de você? – Perguntou rouco.

Escondeu o rosto no pescoço dele.

- Me diz o que você quer?

- Você dentro. – Gemeu aproximando os quadris.

- Quando?

- Droga Kai. – Gemeu. – Para de brincar.

- Só quero te agradar, amor.

- Agora. – Suspirou.

- Adoro te dar prazer.

Com as mãos nos quadris o levantou, ajeitando o corpo. Penetrou devagar fazendo Ray jogar a cabeça para traz e gritar.

- Gatinho barulhento. – Sussurrou com um sorriso.

Começou a bater devagar e com força acelerando gradualmente. Ray gritava cada vez que seu ponto doce era atingido e junto pinçava a musculatura.

- Amor. – Chupou a orelha pontuda. – Mudar a posição, esta incomodando.

Gemeu sentindo ele lhe abandonar, Kai levantou e colocou Ray na posição. Ajoelhado no sofá, agarrado ao encosto do mesmo.

- Kai. – Pediu agitando os quadris. – Vem…

Lambeu os lábios, com dois dedos começou a massagear a entrada já um pouco larga. Ray investiu com os quadris, gemendo um pouco irritado.

- Para de brincar. – O olhou sobre o ombro.

Kai o segurou pelos quadris.

- Me mostra o que você quer.

Suspirou, sabia que ele estava se divertindo. Começou a esfregar os quadris, sentindo o membro duro e o tesão ir aumentando. Os dois fecharam os olhos aproveitando a sensação. Kai não se segurou e invadiu o corpo do amado.

- Era isso, né? – Perguntou um pouco mais alto que o gemido que o moreno soltou.

- Mais…

Cravou os dedos nos quadris enquanto se impunha em plena ereção. Os dois corpos se moviam como loucos enquanto os gemidos e gritos vinham da garganta do moreno. Agarrou a própria ereção e começou a golpeá-lo com tanta força quando a que Kai aplicava em seu buraco apertado.

- Eu vou… - Gemeu sentindo os músculos lhe apertarem.

Saiu às pressas, despejando tudo sobre as costas suadas de Ray que se libertou na própria mão.

- Kai. – Resmungou antes de fechar os olhos.

Lutou para se manter em pé, puxando o ar pela boca os olhos semicerrados. Abaixou a cabeça olhando para as costas morenas sujas com sua gosma leitosa. – Ah ele vai reclamar. – Pensou soltando um suspiro.

Abaixou-se limpando as costas com a língua.

- Idiota.

- Como é? – Beijou o ombro.

- Custava você ter feito o que eu pedi? – Se mexeu tentando se sentar e gemendo como efeito.

Kai se sentou ao lado dele e puxou a mão suja, sugando os dedos.

- Você tinha que ser tão grosso? – Gemeu o fato de estar sentado fazia a dor aumentar.

Terminou a limpeza e o olhou levemente incrédulo. Segurando a mão já limpa a levou até o meio de suas pernas, enquanto se inclinava para beijar o pescoço.

- Achei que você gostasse do meu tamanho e da minha grossura. – Sussurrou.

- Eu amo. – Começou a masturba-lo. – Mas você foi muito bruto.

- Você gostou que eu sei. – O puxou pelos cabelos. – E esta doidinho para mais.

- Você vai…?

- Você quer mesmo que eu goze nesse rabo quente? – Suspirou.

- Pervertido.

- Quem esta me tocando que nem doido é você. – Gemeu baixo.

Olhou para a mão. – Tão grande e grosso. – Suspirou.

- Vem gatinho. – O puxou pela cintura. – Vai ser gostoso.

- Quem esta implorando agora?

- Vou fazer gostoso.

- Eu sei que vai. – Mordeu o lábio de Kai. – Como você quer?

Kai ficou em pé e o puxou junto, causando um gemido de dor. O puxou até atrás do sofá, fazendo ele se inclina sobre o encosto. Ray abriu as pernas e esperou, sentiu Kai empurrando, forçando a passagem pelo musculo apertado. A dor e o prazer o fizeram gritar mais uma vez, Kai o preenchia com força e à força. Cada vez que ele entrava a sensação de que iria se romper era a mesma. E quando a próstata o seu delicioso ponto doce era empurrado, um choque vinha pela coluna e as pernas tremiam. Até que ele parou, completamente dentro e pressionando a próstata, gritou e gemeu, mas Kai não se mexeu.

- Não, não, não, não… continua. – Pediu balançando os quadris.

- Quem esta implorando agora? – O prazer pingava em cada letra.

- Kai. – Empinou e empurrou contra o corpo dele.

- Calma gatinho é só você pedir. – Fechou os olhos e mordeu o lábio.

Respirou com dificuldade, aquela rocha estava lhe matando, ele tinha que se mexer.

- Idiota. – Falou entre dentes. – Continua… gostoso. – Engasgou.

- Obrigado pelo elogio. – Tornou a bater com vontade, segurou o membro enrijecido de Ray apertando a glande.

Não ia demorar, para nenhum dos dois e não iria lhe negar nada. E não negou, derramou até a ultima gota. Saiu do corpo exausto, o membro flácido pingou uma mistura de esperma e sangue, suspirou e se abaixou podendo sugar o membro ainda rígido de Ray. O sugou até sentir o gosto entre amargo e salgado, sorriu enquanto o limpava.

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Aos corajosos que leram tudo, minhas desculpas não tenho ideia do que eu tinha na cabeça. Próximo cap demora, volto as aulas hoje e to aqui por que to fazendo birra pra não dormir.
Bjs e obrigada a todos espero a paciência.