Eu sei que o título é ridículo, e que provavelmente não tem nada a ver com história, mas eu não tive uma ideia melhor e resolvi colocar uma frase famosa do Velho Oeste.

Eu não possuo nada aqui, aproveitem!

Mãos ao Alto!

Quando Buttercup chegou à cidade vizinha já estava de noite, foi aí que ela chamou a atenção pra valer. Todos olharam pra ela curiosos e ela corou.

-Com licença. – Buttercup falou o mais educadamente que conseguiu para uma mulher que passava. – onde fica a cadeia?

-É naquele prédio ali. – ela apontou e deu as costas para Buttercup.

O prédio era pequeno e estava caindo aos pedaços, ela mal chegou na porta quando ouviu: "Eu EXIJO ser solto! Vocês não sabem quem eu sou?" não precisava ser um gênio para adivinhar que era Butch. Quando ela entrou se deparou com o xerife dormindo em cima da mesa, Butch estava se esgoelando para a parede e tentando quebrar as barras, ela estranhou ele não ter conseguido.

-Buttercup! – Butch sorriu aliviado.

-Butch, o que DIABOS você está fazendo aí? – ela perguntou já zangada com ele.

-Não foi minha culpa, eles armaram pra mim!

-E por que você não sai?

-EU NÃO CONSIGO!

Eles ficaram em silêncio e Butch se afastou um pouco.

-Não consegue? – Buttercup falou triste. – quer disser...

-Que eu perdi os meus poderes. – ele completou. – e para piorar vou ser executado por uma coisa que nem fiz!

Buttercup se virou para o xerife que ainda roncava em cima da mesa. Ela o futucou de leve, mas ele não acordou. Ela o empurrou da cadeira e ele se levantou num pulo, escorregando em seguida. Butch começou a rir descontroladamente e Buttercup suspirou oferecendo a mão para ajudar o xerife a se levantar.

-Obrigado mocinha. – o xerife falou se levantando. – o meu nome é Xerife Reginald Ward, como posso ajudá-la?

-Você pode soltar o meu amigo. – ela apontou para Butch, que ainda estava rindo.

-Não posso fazer isso, me desculpe.

-O que ele fez afinal de tão sério?

-Roubou o banco da cidade...

-Não fui eu! – Butch gritou injustiçado. – quantas vezes tenho que dizer que foi aquele cachorro do Tobias Morris!

O xerife olhou para Buttercup com aquele olhar que dizia: "Dá pra acreditar nisso?"

-Não tem jeito dele sair? – ela perguntou.

-Só se você pagar a fiança...

Ele parou de falar quanto Buttercup jogou para ele um saco de dinheiro (o mesmo que ela tinha pego antes), o xerife contou o dinheiro e por pouco não deu para tirar Butch da cadeia. Ele riu vitorioso quando o xerife abriu a porta da cela de má vontade.

Butch prendeu Buttercup em um abraço assim que ele se viu livre de novo.

-Obrigado BC! – ele falou.

-De nada, agora pode me soltar? Eu não estou respirando. – ela falou mais vermelha que um tomate.

Ele demorou para soltar, mas quando o fez Buttercup ergueu a mão com a palma virada para cima.

-Butch, me dá o pedaço do relógio.

-Não está comigo!

-COMO ASSIM?

-Está com o Tobias.

Buttercup xingou e chutou o ar. Butch tentou acalmá-la (o que foi bem difícil já que viagens no tempo a deixavam estressada) e disse que sabia onde Tobias estava, quase na mesma hora eles foram.

No caminho Buttercup perguntou:

-Butch, de onde você conhece o Tobias?

-Quando eu cheguei ele foi a primeira pessoa que falou comigo, eu pensei que era meu amigo. – ele baixou a cabeça triste. – mas só me apunhalou pelas costas.

-Não se preocupe, quando conseguirmos o relógio, vamos voltar pra casa.

-E você vai sair comigo. – não foi uma pergunta.

-Veremos. – ela falou sorrindo misteriosamente.

Eles pararam em um butiquim (dava para ouvir a música do piano, as risadas e as conversas altas já do lado de fora) e a primeira coisa que viram quando entraram foi um grupo de pessoas jogando pôquer. Butch encarou um dos jogadores e fechou os punhos com raiva.

-Tobias! – ele gritou furioso.

O música e as conversas pararam, todos encararam Butch, mas ele continuou olhando para Tobias, que agora sorria.

-Butch! O que você está fazendo aqui? – ele perguntou andando na direção dele.

-Uma coisa que eu devia ter feito a muito tempo. – dito isso Butch lhe deu um soco na cara.

Isso desencadeou uma briga em massa no bar, Buttercup nocauteou uns seis caras antes de notar que todos estavam já caídos no chão. Ela nunca ia entender o Velho Oeste e por que todo mundo adorava quebrar a cara um do outro sem nenhum motivo.

Ela olhou para Butch e viu ele em cima de Tobias, segurando o colarinho dele e se preparando para dar mais um soco.

-Cadê aquela pedra? – ele perguntou espumando de raiva.

-Que pedra?

BANG, mais um soco.

-Cadê aquela pedra?

-Eu não sei...

BANG, mais um soco.

-Cadê aquela pedra?

-Eu escondi no deserto!

-Onde?

-Dois metros para o sul, o ponto de referência é a velha árvore e dê mais cinco passos para a direita.

-Se você estiver mentindo... – ele ergueu o braço para mais um soco.

-Eu juro!

Butch o socou tão forte que ele desmaiou, ele podia estar sem os poderes, mas ainda era inquestionavelmente forte.

-Como se eu fosse confiar em você de novo! - ele cuspiu as palavras e saiu, com Buttercup logo atrás.

Ele e Buttercup seguiram as instruções e chegaram no lugar que o pedaço de relógio estaria enterrado.

-Pode começar. – Buttercup falou jogando uma pá para Butch.

-Você não vai ajudar?

-Eu sou uma dama, onde está o seu cavalheirismo?

Ele bufou e começou a cavar.

-Sabe... – Butch começou a falar enquanto cavava. – eu fiquei me perguntando por que quando a gente era criança, você não quis nada comigo.

-Por que naquela época você era do mal, eu tinha uma reputação. – ela respondeu.

-E agora? – Buttercup não percebeu, mas ele estava nervoso e suando frio.

-Agora eu não sei. – ela falou olhando pra cima, ela também estava nervosa. – mas vou descobrir quando nós sairmos.

Butch parou de cavar por um momento e olhou pra ela, ela ainda estava olhando pra cima. Tinha muitas coisas que ela não tinha gostado no Velho Oeste, mas o céu ela tinha que admitir, era maravilhoso. Cheio de estrelas. Ela olhou para Butch, ele ainda estava parado.

-Continua a cavar! – ela falou dobrando os braços. – senão nunca vamos voltar pra casa!

Ele sorriu e continuou, até a pá bater em alguma coisa.

-Achei! – ele gritou erguendo o pedaço do relógio.

Buttercup o ajudou a sair do buraco e apertou o botão do relógio. Eles fecharam os olhos quando uma luz forte apareceu e quando abriram se viram no laboratório, com o Professor, Bubbles e Boomer.

-Buttercup! – o Professor e Bubbles gritaram, prendendo ela em um abraço.

Butch brincou com o irmão, mas foi interrompido pelo Professor, que tinha voltado aos seus experimentos.