N/A: Finalmente um novo capítulo da nossa fic. Para os que liam a fic há alguns meses atrás, nós pedimos mil desculpas pela demora. Alguns problemas pessoais aconteceram nesse meio tempo com a autora desse shipper (R/H) e o capitulo demorou a sair. Mas enfim... capítulo novo. Esperamos que gostem.
Cap. 5 – O Antes, o Agora e o Depois
Hogwarts, 2 de Janeiro.
Preciso começar a escrever, relatando o estranho acontecimento no dia seguinte da reunião da Irmandade. Gina, eu realmente te amo, mas... Por que é que seu irmão tem que ficar com a namorada dele no meio da porcaria do corredor e, o pior de TUDO, sabendo que eu vou passar por lá? Eu fiquei extremamente desconcertada com a situação, se quer saber. Adoro-o, claro, como amigo, mas isso não impede deu querer que ele morresse a cada dia que eu o vejo com aquela Brown. De qualquer forma... Estava eu passando pela droga do corredor, como de rotina...
Hermione andava pelos corredores como se algo fosse a atacar. Com os olhos arregalados e os punhos fechados, andava como se estivesse apostando uma corrida silenciosa com alguém. Este era o pior corredor de todos, pensou ela. A escuridão que jazia ali fazia com que sua boca crispasse a cada minuto de pavor. E fazia também, com que seus cabelos, agora ondulados, ficassem arrepiados. Como um impulso, a cada segundo ela mexia no bolso do casaco. Era realmente intrigante aquele lugarzinho. Seus passos eram mais corridos e sua respiração estava rápida. Ao olhar para a janela, achando que seu "medo" iria passar, enganou-se. Era mais amedrontador ainda. Os vidros batendo devagar com a brisa gélida daquela noite e o luar em seus olhos a faziam estremecer. Logo, um sussurro a fez gelar.
Parou de andar e tentou escutar mais de perto e de onde vinha esse tal barulho que sussurrava. Chegou mais perto e escutou vozes. No final do corredor havia uma vela acesa, a qual ela deu Graças a Merlim por terem acendido. Virando à direita no corredor, ela se deparou com duas pessoas. A menina, um pouco alta com os cabelos castanhos e um pouco ousada demais acariciava o garoto ruivo, que parecia estar gostando das carícias. Hermione recuou, aproveitando a chance de ir embora e não atrapalhar os dois. Mas, logo, ela lembrou. Seu rosto transpareceu de imediato uma indignação.
- Você é o que eu acho que é Lilá... – ela escutava cada palavra que os dois diziam. Realmente rezou pra Lilá não fazer algo "a mais" com ele, naquela hora. E os sussurros deles eram como se estivessem duas pessoas falando normalmente. O corredor era realmente silencioso.
- Ah, Won Won... Você é muito gostosinho... – Hermione respirou fundo para não abrir a boca, pedindo mais respeito aos que estavam presentes. Mas logo lembrou que estava clandestinamente lá. Portanto, ela voltou a ficar quieta em seu canto, esperando a conversa dos dois terminar.
- Lilá, pare de me chamar de Won Won...por favor. – ela pôde escutar perfeitamente o barulho das duas línguas se juntando, o que, devo dizer, ela realmente não apreciou. Sua expressão era como se estivesse comendo jiló. Não que ela tivesse nojo de beijo... Definitivamente não era isso. Mas ela tinha nojo, horror, pavor a Lilá Brown.
- Won Won é fofo demais... Igual a você. – Hermione esticou seu pescoço, a fim de ver o rosto sardento de Ron nessa hora. Ela não sabia o porquê de ter olhado, mas sabia que não ia se arrepender. Logo, um vermelho Ronald Weasley veio à tona. E, ela, com uma vontade excepcional de rir, tapou a boca e respirou fundo. Qualquer movimento brusco agora poderia estragar o momento de glória dela. Ajeitou a calça e o casaco comicamente e virou a direita no corredor.
- Bom... Acho que McGonagall não iria gostar de saber que um dos monitores está com uma menina no corredor em que ele tem que vigiar não é mesmo, Ron? – ela disse, num tom desafiador.
O rosto dele, que estava vermelho, tornou-se roxo.
- Her-Hermione. – ela pôde ver Ron abotoando o primeiro botão da blusa. – Acho que não é da sua conta o que faço ou o que deixo de fazer não é mesmo? – o cinismo prevalecera.
- É mesmo, Hermione. O que você tem a ver com a vida dele, se me permite perguntar? – a morena a olhou como se fosse um verme repugnante, observando-a da cabeça aos pés. Uma atitude um tanto grotesca, ela viria a pensar depois.
- O que eu tenho a ver com a vida dele, Lilá? É que simplesmente se alguém o vê aqui, adivinha quem leva a culpa também por não estar com ele no devido lugar?
- Você? – ela fez um ar de deboche.
- É.
- E aonde vocês deveriam estar?
- Na cama, LÓGICO! – ela parou abruptamente de falar – Não... Na "cama". Juntos. Fazendo... – parara de falar de novo. Um tic tac ficava pressionando ela a cada palavra que falava.
- Entendi... – ela revirou os olhos e se virou para Ron – vamos, amorzinho... Você já deveria estar na cama a essa hora... –Lilá pôs sua mão no rosto de Ron e o puxou para um beijo aceitável. Hermione quase bateu os pés, mas, se controlando, disse:
- Espero que não aconteça de novo.
- Que idiota... – disse Lilá, entrelaçando suas mãos nas do ruivo. Ron olhou para trás, fitando Hermione. Que, a esta altura, não tinha olhado que o ruivo estava a observando e sim dando meia volta e voltando para a Sala Comunal.
- Malditos. –pensou ela, num tom fúnebre.
Sei que não sou santa, portanto... Devo confessar a vocês que minha vontade era de ter a mandado ir pra puta que pariu. Um dia, quem sabe, eu mando. E dou uns socos nela também para ela aprender. E para completar, faço uma azaração naquele corpinho ridículo de libélula esvoaçante dela. Vou transformá-la numa baleia humana. E se você, Gina, disser que é "ciúmes" faço um cardápio com as belezuras do dia!
Ao chegar à Sala Comunal, Hermione deu de cara com Ann.
- Pegando a essa hora da noite, Granger? – ela fez uma careta sexy.
- Ann... Não estou para piadinhas. Por favor. – disse ela, sentando-se no sofá e olhando para a lareira.
- Se fosse o Cohen bem que cairia bem uma "piadinha" né. – e riu da própria fala.
- Está bem animadinha pra essa hora da noite, Diggory. Andou fazendo o que? – Hermione pegou o Profeta e começou a ler.
- Perturbando a mim mesma, com Ced. – ela suspirou. Era a primeira vez que via Ann daquele jeito, extraindo coisas más dela mesma.
- Lynn o beijou de novo esse fim de semana?
- Não sei... Mas, enfim... Não é nada disso. – disse meio ríspida. Ann começou a cortar a cabeça da miniatura de uma fada de pelúcia que pertencia a uma garotinha do primeiro ano, com sua varinha.
- Não vejo o porquê de se preocupar então, Ann. – disse Hermione levantando uma sobrancelha e folheando o Profeta, não achando nada de interessante.
- É por que ele não é seu irmão. – rosnou ela.
- É, ele não é. – cortou ela, não querendo discussão e muito menos se preocupar com nada além de seus próprios problemas. – Que lixo de Profeta Diário. – e o jogou longe.
- Afinal... Onde você estava? – perguntou Ann satisfeita com o que havia feito com a fada da menina.
- Céus, Ann. Que coisa horrível! – disse fazendo uma cara extremamente expressiva. – Eu? Bem... Estava fazendo minhas rondas pelos corredores. – deu de ombros.
- E por que chegou tão irritada, Cérebro? – disse ela, fazendo seu trabalho com a fada atentamente.
- Ann, quer parar com isso? A menina vai achar que você-sabe-quem esteve aqui! – ela cerrou os dentes. Ann soltou uma risada. – Enfim... Eu não cheguei irritada.
- Ora ora ora Granger... – a amiga se pôs ao seu lado. – Viu o Cohen gostosão?
- Não, Diggory. – ela se levantou e foi até a janela - Vi aquela asquerosa da Brown com o Ronald. – ela olhou para o rosto da amiga que estava completamente confuso.
- E o que têm eles dois, Hermione?
Na hora que Hermione abriu a boca para falar, a porta da Sala Comunal se abriu. Risadinhas inconfundíveis adentraram pelo Salão. O corpo de Lilá estava extremamente grudado no de Ron. Eles se beijavam freneticamente e com direito a risadinhas, o que irritava profundamente Hermione. Lilá estava em cima de Ron e este, com as bochechas ruborizadas, nem percebeu que havia alguém na sala comunal.
- Bota pra fuder, Weasley! – zombou Ann, como se estivesse em uma arquibancada torcendo pelo seu time preferido de Quadribol. Hermione censurou Ann com o olhar. Ron deixou Lilá rapidamente no chão e disse, desconcertado:
- Não imaginávamos que vocês duas iriam estar aqui a essa hora.
- Mas estamos. – disse Hermione, surgindo na claridade.
Os olhos de Ron a fitaram. Foi o mesmo olhar que ela não viu ele dar, quando deu as costas para o casal quando estava no corredor indo embora. As mãos do rapaz foram automaticamente para o bolso da calça, e, dando três passos adiante, disse:
- Espero que não fale com Minerva.
A garganta de Hermione ardia a cada vez que tentava falar, mas não saía som algum. A morena virou e voltou para a janela, pegando o Profeta que tinha jogado ali a poucos minutos atrás. Ela se sentia nervosa, mas não sabia o porquê. Sentia-se com o coração apertado, mas não fazia idéia do por que também.
- Ela não vai falar nada, Weasley. Posso lhe garantir. – disse Ann, dando os toques finais na fada. Ron deu um sorriso para Ann e saiu com Lilá envolvendo seus braços fortes em volta do corpo dela. Ao entrarem um em cada dormitório, Mione virou-se para Ann apavorada.
- DROGA! – ela jogou o Profeta no chão.
- Relaxa Cérebro. É só uma ficada dos dois.
- Que? Eu não estou falando deles ficarem ou não, por Merlim! Estou revoltada pelo fato de, eu, Hermione, não conseguir me pronunciar perto dele!
- É, Cérebro... O ruivo mexe com a sua cabeça. – disse Ann se levantando.
- Ah, Ann. Vai à merda. – e cruzou os braços. – Ronald é tão... Ele não sabe...
- Mas sabe pegar uma mulher de jeito. – disse ela, deixando a fada da menina onde estava e sorrindo maliciosamente. Hermione ficou calada e pensou no olhar que Ron havia dado para ela a um minuto atrás.
Pare de pensar nisso, droga. Foi a única coisa que eu tentei pensar na hora. Eu estava puta, descontrolada. Minha vontade era de ir dar umas tapas na cara dele de tanta raiva. Mas... Por que de tanta raiva? Eu não faço idéia.
Hermione e Ann resolveram ir dormir tarde. Ao passar pelo local que ela havia deixado a fada, Hermione colocou a face da fada direito, sem o rosto desfigurado e assustador de um comensal.
A noite para Hermione fora realmente difícil. Ela se virava de um lado para o outro, mas não conseguia de jeito nenhum vir a adormecer. Então, ela olhou no relógio. Eram duas da manhã e seus olhos pareciam ter sido enfeitiçados. Cansada de tanto fazer feitiços mentalmente, ela virou de modo que sua barriga ficasse de frente e olhou para cima. Ficou contemplando o teto de sua cama e viu que precisava urgente ser reformada. Teias de aranhas bem escondidinhas estavam no canto esquerdo. Uns pedaços comidos e a cor feia lá de cima a fizeram chegar a uma conclusão brilhante. Hogwarts precisava de uma reforma. Não só sua cama. O pensamento grotesco a fez sorrir, jogando os cabelos ondulados pelo travesseiro. A morena olhou para o lado e, como esperava, uma ruivinha dormia ao lado. Gina parecia um anjo dormindo. A luz da lâmpada acesa batia em seus cabelos de modo que eles ficassem mais ruivos ainda. Cores de fogo. "Cores da Gina" pensou ela sorrindo antes de virar para o teto novamente. Ver a amiga dormindo assim, a fez refletir sobre muitas coisas. Havia se afastado um pouco dela desde que chegara. Mas depois tudo ficou melhor quando se juntaram e formaram um grupo. Um grupo de amigas. Logo, umas flores começaram a aparecer na cabeça de Hermione. Sua respiração foi ficando inaudível e seus olhos foram tendo a última visão do teto de sua cama.
Ela estava muito bonita para uma ocasião qualquer. Seus cabelos estavam ondulados e lindos com uma rosa na orelha esquerda. Ela poderia sentir o cheiro da brisa do mar tão perfeitamente... As ondas batendo forte nas pedras, o soar dos pássaros. Um sorriso surgiu em seu rosto. Sentou-se na areia e tocou-a. Fechou os olhos e um misto de prazer a fez sorrir ainda mais. Sentindo-se leve e solta, ela deitou, ficando totalmente à mercê da praia. Sentiu a água gelada tocar seus dedos dos pés, mas não fez nada além de dar um singelo sorriso. A morena se levantou alguns minutos depois e foi andando em direção ao mar, com a finalidade de querer se molhar. A água, um tanto fria, tocou seus pés, e, logo, seu corpo inteiro estava arrepiado. Ela levantou sua cabeça e viu o pôr-do-sol lindo se formar no horizonte do oceano. Então, uma mão a segurou. Uma mão quente e confortadora. Ela sorriu ao ver quem era.
- Estava te esperando. – ela disse, tocando a mão do rapaz.
- Estava? – ele disse meio confuso.
- Sim, claro. Senti sua presença aqui. No entanto, só faltava você. – sorriu.
- Hermione, você está louca??
Como uma história em quadrinhos, um certo "PUF" fez-se diante de sua mente e, como mágica, o homem perfeito havia sumido. E no seu lugar estava Gina, segurando sua mão para poder acordá-la. A morena olhou a amiga com desprezo e uma vontade louca de pular no pescoço dela por ter acordado-a de um sonho tão perfeito.
- Que é Gina? – ela disse rosnando e virando para o outro lado, se aconchegando no travesseiro quentinho e no seu cobertor.
- "Que é Gina?". Hermione, você precisa urgentemente de um banho frio! Está bêbada? – Gina tirou o cobertor dela, deixando a morena somente de calcinha e com o blusão que estava.
- DROGA! – ela estourara. – Me dá essa bodega aqui. – suas bochechas estavam cores de morango silvestre.
- Ui. Ficou irritadinha, Mia? – ela sorria, as custas da irritação da amiga.
- Olha aqui. – ela olhou para Gina seriamente. – Ginn, vá à merda. Aliás, não só a merda como em qualquer outro lugar também. VÁ EMBORA daqui. – ela pegou o cobertor e se cobriu novamente.
Gina foi do outro lado da cama e ficou da altura dela. A ruiva a fitou de uma forma extremamente cômica. Sussurrando para somente ela escutar, Gina fez questão de sorrir triunfante e dizer:
- Eu iria, se Richard Cohen não estivesse parado na porta te esperando.
Como se fosse a palavra-chave para ela se levantar, a primeira coisa que Hermione fez foi botar as mãos nos cabelos ondulados. Depois, levantou com um pulo e olhou para a porta. Ele estava lá a observando com um sorriso minúsculo no rosto. Gina o acompanhara até o dormitório, para esperar por Hermione, já que ela sempre acordava rápida e disposta. E era a única menina que ainda estava dormindo àquela hora. Mas dessa vez, parecia que ela havia se enganado. E o pior, ela estaria encrencada depois, Hermione acabara de concluir.
- Richard. Er... Oi. – ela disse, cruzando os braços.
- Mione... - começou Gina.
- Gina. Saia daqui. Pelo amor de Merlim. Se você não quer ser azarada, saia.
- Mione, pelo amor de Merlim digo eu! Você está de calcinha, sua besta. – ela disse sussurrando também.
A morena ficou com as bochechas vermelhas e pegou sua colcha, morrendo de vergonha e torcendo para que ele não contasse a ninguém o que tinha visto.
Richard estava com um ar nervoso. A surpresa inesperada dele fez com que ela pensasse que estava indo mal nas suas aulas e resolver tira-la de vez do grupo. Chegou a pensar também que Richard estava apenas tentando ser gentil e amigável. Tipo uma saída de amigos. Parece que nisso Hermione acertara.
Ele estava com uma camisa preta com um detalhe no peito e um casaco da mesma cor até os joelhos. Essa vestimenta fez Hermione pensar que ele estava realmente sexy. Os cabelos meio desarrumados e os óculos intelectuais, a faziam pensar onde raios ela estava com a cabeça de pensar que ele era só um professor qualquer. É claro que ele não é um professor qualquer. Ela viria a refletir sobre isso mais tarde, no diário.
Os jardins estavam gelados, com uma expressão típica de inverno. O hálito que saia da boca de Richard, meio ofegante e saindo fumacinha, fazia Hermione olhar para ele toda hora. Então, quando os dois chegaram mais perto do lago, que estava congelado naquele exato momento, Richard tocou sua mão.
- Não vai cair aí dentro hein, mocinha... – e deu um sorriso lindo para ela. Hermione estava a um passo a frente dele observando todo o lago. Ela virou para ele e disse, com os lábios mais vermelhos que morangos:
- Pode deixar. Se eu for, você vai junto mesmo. – e riu depois da própria fala, deixando as suas covinhas aparecerem e continuando com as mãos dele sobre as dela. Richard a olhou com um olhar divertido e, como se fosse uma pequena voz em seus ouvidos, ele resolvera dar um susto nela fingindo empurra-la no lago congelado.
- Meu Merlim. – ela virou para ele, com as mãos no coração. – Céus, não faça isso nunca mais! Eu achei que ia cair.
- Você acha que eu a deixaria cair, Hermione? – seu olhar estava virado para o seu rosto. Ele analisava cada curvinha do rosto dela, cada movimento que ela fazia com a boca.
- Oh. Eu realmente não sei. – e deu um sorriso. Ela chegou mais perto dele e deu um tapinha em seus ombros. – Espero que não Sr. Cohen.
- Não jogaria uma menina tão linda quanto você no lago. Seria um desperdício.
O rosto de Hermione ruborizou de tal forma, que ela não sabia aonde enfiar a cara.
Hogwarts, 3 de janeiro
Eu senti um calor por dentro... Como se alguém tivesse aberto uma torneira de Uísque de Fogo no meu estômago. Ou, é claro, puxado meu intestino de uma forma realmente brusca com uma garra gigantesca. E pode ser realmente ridículo eu falar isso, mas foi o elogio mais sincero que já recebi em toda minha vida. Ele realmente não é um professor qualquer.
- Ah, sai pra lá Richard. – ela brincou, desviando ele e continuando a andar.
- Mas é verdade, oras. – ele a seguiu, sorrindo.
- Você me acha linda, porque estou coberta. Se me visse apenas de blusa, iria mudar rapidamente a idéia. – ela passou a mão no gelo que estava por cima da grama.
- Deixa de ser trasgo, Hermione. Eu não ligo se você tem seios grandes ou não, se é nisso que está pensando. – o olhar dele estava diretamente nas costas dela. Então, ela levantou e virou dando um singelo sorriso de satisfação:
- Muito gratificante escutar isso de você.
- Só estou dizendo a verdade. – e encolheu os ombros, com frio.
- Vamos entrar. Está frio aqui fora. E todo mundo já foi.
- É. Vamos. – e, sorrindo, ele deu um tapinha na cabeça dela e saiu correndo. A morena o seguiu, dizendo que ia alcançá-lo e transforma-lo em um sapo enquanto ele dormia. O que Hermione não sabia, era que Richard Cohen poderia transformá-la em algo pior, se quisesse.
No dia seguinte, a morena tinha coisas a mais para se preocupar. As aulas estavam ficando mais complexas a cada dia e os deveres maiores. O tempo estava diminuindo cada vez mais para as amigas, e ela, não acreditando que um dia iria pensar desse jeito, não estava agüentando mais. E até mesmo as aulas extras que ela tinha com Richard Cohen estavam sendo exaustivas. E, por mais que ela odiasse admitir isso, ela precisava tirar um dia de folga se não conseqüências piores iriam vir a acontecer com quem estivesse em seu lado. Ou na frente, que seja. Pensou ela.
Hermione andava pelos jardins de Hogwarts, calmamente. Era o primeiro dia que ela fazia isso. Sem a obsessão de estudar e fazer os deveres. Vários casais se encontravam por ali, namorando e se beijando. Ia falar com eles para irem estudar, mas seria realmente estúpido fazer uma coisa dessas. Então, sentou abaixo de uma árvore que a deixava confortavelmente a fim de dar uma cochilada. A árvore tinha uns três metros de comprimento e dava frutos que Hermione nunca vira na vida. O gramado emanava um cheiro gostoso e tranqüilo. Logo acima, uma brisa passou pelo seu rosto e a fez se arrepiar até o último fio de cabelo. Deu um sorriso amador.
Passando minutos seus olhos foram se fechando e suas mãos se adaptando à grama com cheiro de terra molhada. Logo, Hermione estava em seus mais profundos sonhos. Onde só ela poderia ver e sentir o que acontecia. A morena dormira por meia hora seguida. E, com um susto, fora acordada por um certo ruivo.
- Olá. – disse ele, sentando-se ao lado dela. – Te acordei?
- Não, não... Imagina. – ela deu um sorriso. – Claro que me acordou. – franziu a testa de mau humor e o olhou. – O que faz aqui, Ron? Não deveria estar com a Brown?
- De fato. – ele olhou para as folhas da árvore logo acima. – Resolvi dar uma volta sozinho. Então, vi um rosto amigo e quis vir aqui.
- Hum.
O silêncio, ela viria a colocar no diário mais tarde, era o seu pior inimigo. A falta de comunicação entre duas pessoas a deixava louca. E principalmente se essa pessoa era realmente atraente. Claro, não atraente de uma forma física, pensou ela. Mas sim de uma forma amigável e racional.
Ron olhou as mãos de Hermione e, como um impulso, a pegou. Ela sentiu calafrios na espinha. As mãos dele estavam geladas e secas, diferente das de Richard, que estavam molhadas por causa da chuva fina que caía. E fechou os olhos, rezando para que aquilo não fosse longe demais. Ela os abriu novamente e, como se fossem horas aquele aperto da mão dele sobre a dela, a morena retirou suas mãos. Pigarreou e ajeitou os cabelos. Os de Ron voavam lentamente e charmosamente com o vento que batia neles. Suas sobrancelhas frisadas, como se quisesse enxergar algo longe fazia com que Hermione quisesse olhar mais de perto. Mas, ela achou que fosse apenas uma atração medíocre.
Hogwarts, 4 de Janeiro
Ora, vamos Gina... Seu irmão não é de se jogar fora. E, além do mais, ele é meu amigo. O que tem ele pegar minha mão desse jeito? Foi o que me fez pensar durante dois dias. E só não pensei nisso uma hora depois de ter conversado com ele. Por que...
- Desculpe. – ele disse, disfarçando o olhar. Suas bochechas coraram de tal forma, que fez Hermione cair na gargalhada.
- Do que está rindo, Hermione? – ele deu um sorriso realmente lindo. Ela balançou a cabeça e o olhou, com um sorriso verdadeiro no rosto.
- Nada não, Weasley. Nada não.
Uma hora se passou (pareciam minutos) e o céu já estava dando forma de uma noite nublada e fria. Ron se levantou ao escurecer, dando a explicação de que Lilá estaria esperando por ele no Saguão de Entrada. Então, deixando-a embaixo da árvore sozinha, ele disse:
- Até mais, Hermione. – disse, se referindo a monitoria dos corredores e sorrindo ao vê-la. – Gostei de ter conversado com você. – ele deu um beijo em sua bochecha. Ron nunca fizera isso em toda sua vida em uma menina. Ele pensou, mais tarde, que deveria ter sido novamente o impulso.
- Até, Ron. – ela colocou a mão onde ele a beijou e olhou para o nada, em direção ao lago.
Minutos depois, Hermione se levantou. O lugar que, há uma hora e meia antes estava repleta de casais, agora estava vazio. O jardim era um tanto sombrio à noite. A morena apertou o passo e sentiu uma brisa deliciosa no cabelo. E, logo, uma chuva fina começou a cair. Ela sorriu e olhou para o céu. Aquela noite estava perfeita demais para ir se trancar em um quarto com cheiro de mofo. Os cabelos ondulados, agora já totalmente molhados por causa da chuva que havia aumentado, grudavam em seu rosto. Sua boca vermelha, batendo os dentes de frio, se abriu. Ela bebeu a água da chuva.
Então, uma mão quente segurou a sua. Pensou por um momento ser Ron, mas ele tinha coisas mais importantes a fazer do que ficar ali com ela na chuva. Ela se virou a fim de ver quem era e teve uma surpresa. Seus olhos se arregalaram.
- Richard?! – ela disse, deixando transparecer certa felicidade em seu sorriso.
- Olá, Hermione. Vejo que também gosta de chuva. – seu tom de voz era realmente firme. E a olhou da cabeça aos pés. – Quer meu casaco? Sei que não vai adiantar muito... Mas você está... Bem... – ele não quis continuar.
Por um momento, Hermione teve a vontade de se matar. A sua blusa branca, estava transparente deixando aparecer seus seios meio fartos e redondos cobertos com o sutiã. Sua primeira reação foi colocar o braço na frente, não deixando que ele visse mais nada. Mas, logo... teve uma vontade louca de fazer de tudo com ele. Um instinto selvagem desceu em Hermione naquele momento. Os olhos azuis dele, agora sem os óculos, a torturavam. E os cabelos molhados dele no rosto, o deixavam realmente sexy. A água caindo sobre seu rosto e sua boca, a faziam delirar antes do tempo. E, então, ela largou o braço e o olhou.
- O que faz aqui? – e sorriu.
- Bom... Perguntei a Ann Diggory onde você estava. E ela disse que não sabia onde você tinha se metido. Então, fui até a sua outra amiga, Lestrange, e perguntei a ela.
- Ela soube responder? – disse Hermione, batendo os dentes de frio.
- Não. – e riu.
Céus, como ele é lindo rindo. Principalmente molhado daquele jeito. Meu desejo era, naquela hora, vê-lo somente de cueca. E tinha que estar molhada se não, não teria graça.
- Como me achou então? – ela franziu a testa.
- Bom, vi o irmão da sua amiga ruiva sair dos jardins. E pensei, "Por que não?".
- Astuto. – e balançou a cabeça, como se estivesse impressionada. – Enfim, Richard... Por que queria falar comigo? Algo especial?
Uma pergunta relativamente estúpida (devo concluir agora). Richard deve ter achado o que? "Coma-me".
- Bom, eu... – ele chegou mais perto. O coração de Hermione começou a palpitar tão rápido que ela achou que teria um colapso ali mesmo com ou sem Cohen para ajudá-la.
- Hum.
- A muito venho observando você. – o rosto dele ficava realmente lindo molhado. Hermione não conseguia falar nada, somente concordar no que ele dizia. – E... Pode soar um pouco áspero o que vou dizer Hermione, mas eu quero você. Eu necessito. Todos os dias eu penso em você.
Os olhos de Hermione se arregalaram de tal forma que nem ela soube explicar o porquê de não terem pulado pra fora. As mãos de Richard pegaram nas dela, a puxando mais pra perto. Ele não tirava o olhar da morena, a fitava de uma forma elegante e séria. Um sorriso brotou no rosto dele. Richard colocou as mãos de Hermione em volta de seu pescoço. Logo, as mãos dele escorregaram pela blusa molhada dela, parando em sua cintura. A boca da morena não tremia mais. Agora, o calor que emanava dos dois era simplesmente delicioso. O hálito de Cohen a fazia transbordar de desejo por ele. Hermione o olhou mais uma vez antes dele roçar sua boca na dela, na esperança dela continuar o beijo. Mas Hermione estava petrificada demais com a situação toda e só conseguia pensar em como ela havia parado ali. Não lembrava mais simplesmente. Os lábios quentes dele não deixavam ela raciocinar. Então, Cohen grudou os lábios dele nos dela. Hermione delirou ao receber um beijo tão gostoso. A língua dos dois pareciam ter ensaiado o ato e, a cada segundo, ela queria mais e mais.
Céus. Foi tão... Foi tão escandalosamente bom! Toda a situação, eu digo. Ele me beijou por uns quarenta segundos e, logo,...
- Hermione...? – ele disse, mordendo o canto de seu lábio inferior.
- Richard. Beije-me de novo, por Merlim. – ela o olhou piedosa. Não era de seu feitio implorar para um beijo, mas... Já que estava com alguém que beijava tão bem, tinha que aproveitar.
O rapaz sorrindo dessa vez colocou as mãos por debaixo da blusa dela na região da coluna e deu um toque mais selvagem em seu pescoço. Hermione revirou os olhos. Richard a puxou para um canto do jardim que não tinha como ninguém os ver, exceto os dois. Risonho, Richard tirou seu casaco e jogou-o na grama, envolvendo Hermione nos braços novamente e dando um beijo quente nela.
- E se alguém nos vir? – ela disse ao meio de beijos dele.
- Estaremos fodidos. – ele riu.
- Concordo. – ela deu um beijo nele, passando a mão por debaixo de sua blusa. Seus dedos faziam curvas entre os músculos recém-formados do rapaz. A pele quente que ele ainda apresentava dava um contraste com sua mão gelada e dura de tanto frio.
- Cééus. Que mão gelada! – ele disse se arrepiando todo. Ela sorriu e foi tirando a blusa dele. – Hermione, tá um frio do cacete. – A morena pegou sua varinha e disse, sussurrando no ouvido esquerdo de Richard: "Fogus". Logo, os dois pareciam estar em uma estufa de tão quente. – Esperta...
- Olha quem fala. – ela beijou seu peitoral nu enquanto ele beijava seu pescoço de uma forma extremamente sensual.
- Ora ora ora... Hermione. Quem diria! Eu jurava que você tinha dito para o Ron que não queria mais ver amassos entre eu e ele. Mas, vejo que você faz o mesmo. Agora me diz. Por que você pode e ele não?
Lilá Brown estava parada de braços cruzados observando a cena toda. Seus cabelos não estavam molhados muito menos seu corpo. Ela estava protegida por um feitiço "anti-chuva". Hermione se pôs na frente de Richard rapidamente e disse:
- Lilá saia daqui! – ela disse rosnando.
- Granger, olhe para você. Olha sua posição. Você não acha que eu vá sair não é mesmo? Só saio com você me acompanhando até McGonagall.
Era demais. Hermione já tinha agüentado o suficiente desde o sexto ano.
- Cale a boca, Brown! Vai se agarrar com o Won Won vai. Ele estava indo ao seu encontro. – a varinha estava firme em sua mão.
- Já disse. Só vou se você for junto.
Hermione, com tanta raiva, apontou a varinha para ela e antes que dissesse o feitiço azarador, Richard a trouxe para o corpo dele.
- Você é louca? Não pode fazer isso! Vai arcar grandes conseqüências depois! – ele segurava sua mão com firmeza.
- Richard. Eu preciso azarar essa menina. – ela o olhou com ódio nos olhos. Richard franziu a testa e olhou para Lilá.
- Ow... er.. Lilá, certo?
- Isso.
- Por que você não está com seu namorado? Já que ela disse que ele estava te procurando, ele com certeza queria alguma coisa com você.
- Vim procurar ele pelos jardins.
- Por que não vai ficar com ele agora? Veja nosso estado. Depois Hermione te procura com mais calma. Por favor. Não faça escândalos. Afinal foi a primeira vez que ela fez isso entre trocentas de você e Ronald.
Lilá pareceu pensar por uns terríveis segundos.
- Só vou por que você está pedindo, Cohen. Mas que fique bem claro Hermione. A próxima vez, você está ferrada comigo. – ela apontou ameaçadora pra ela.
- Que medo. – Hermione disse, fingindo temer ela.
- Está avisado. – ela saiu, com a cabeça empinada e pisando forte no chão.
- Como eu ODEIO essa garota. Céus. – Hermione se sentou no gramado, colocando as mãos sobre a cabeça e recebendo um olhar consolador de Richard. Ela seria capaz de matar alguém, se ele não tivesse a levado com tanta preocupação para o dormitório e a feito ver estrelas enquanto a beijava novamente.
- Eu não quero falar a respeito disso agora.
Hermione havia repetido aquilo trezentas vezes desde que chegara de seu encontro desastroso com Richard Cohen no dia anterior. A voz de Lilá ainda palpitava em sua mente como se fossem agulhas afiadas querendo entrar em seu cérebro. Não queria contar para as amigas o desastre que fora seu primeiro beijo com Cohen. Ah, não mesmo. Ela era orgulhosa demais para ter que passar uma humilhação dessas. As amigas estavam comendo alguma coisa no Salão Principal, juntas. Enquanto Gina a cutucava com um garfo, Lynn e Ann faziam perguntas:
- Ora, Granger. Confesse que você deu uns amassos nele! – disse Ann com o olhar divertido e dando um gole em seu suco de abóbora.
- Ele é bom de beijo? – perguntou Lynn dando uma dentada em sua maçã.
- Pela milésima vez, eu não beijei ninguém. – disse Hermione cansada. Quem a visse fora da conversa, poderia jurar que a menina estava meio triste.
- Mia, por que você esconde as coisas? – perguntou Gina pegando uma ponta do cabelo da amiga e juntando na outra, fazendo um penteado.
- Hey, Ginn. – uma voz percorreu pelo ouvido de Hermione. Uma voz grave e que a fez ficar gelada e segurar o copo com tanta força, que seus ossos doeram. A mesma voz a encontrara quinze minutos atrás no corredor e perguntara se ela estava bem. E o que ela não entendia, por Merlim, era o porquê de aquela voz mexer tanto com ela.
- E aí, Ron? – perguntou Gina sorrindo para o irmão.
- Bom... Eu pre – ele olhou para Mione, que estava estática em seu lugar. – Olá, Hermione. – e deu um beijo na bochecha dela. Um arrepio terrível junto com um calor intenso baixou no corpo dela. A menina virou o rosto, pálido, e disse, sem pestanejar:
- Olá, Ron. – embora se sentisse demasiadamente com nojo dele, por ter com certeza beijado aquela boca nojenta da Brown, que também havia falado coisas nojentas para ela, mantera seu sorriso firme e de uma forma não extravagante.
Ann e Lynn se entreolharam, com sorrisos no rosto.
- Então, Gina... Mande uma coruja para a mamãe e diga a ela que eu vou sim fazer aquela porra de roupa para a festa da Tia Shell. – ele falou indicando contragosto e isso fez Hermione sorrir discretamente, deixando o pensamento ruim ser levado para longe dali. A morena estava brincando com a comida em seu prato, enrolando.
- Por que você não faz isso, Ronald? – disse Gina parando de mexer no cabelo da amiga e fitando-o.
- Por que eu vou sair com Lilá hoje e quero sair cedo daqui. – ele piscou para a irmã. – Por favor, vai maninha... – ele sorriu. Gina, por mais que ela odiasse Ron às vezes, nunca recusara de fazer um favor para ele.
O sorriso pequeno que estava no rosto de Hermione desaparecera, ficando novamente com a mesma cara pálida que estava a um minuto atrás. Ele falando daquela miserável e nojenta, com corpo de galinha assada perto dela a fazia ranger os dentes de tanta raiva.
- Tá, tá, tá Ron... – disse Gina, por fim. O que fez Hermione sair de seus pensamentos com Lilá sendo enforcada cruelmente pelo próprio Ron. Não era culpa dela, afinal, aquela asquerosa da Brown tinha estragado sua noite perfeita com Richard Cohen.
- Valeu, Gina. Te devo uma. – ele deu um beijo na irmã e um em Hermione. – A gente se encontra hoje a noite?
- É... É isso aí. – ela sorriu meio fraca pra ele.
Ron saiu de lá, dando outro sorriso para Lynn e Ann, que estavam agora fitando Hermione. As duas pareciam que iam explodir de tanta curiosidade.
- De onde veio tanta intimidade? – perguntou Lynn sorrindo.
- E se encontrar hoje à noite? Não é pelo Cohen gostosão que está afim então, Granger... É pelo Weasley bom-de-mão. – o comentário maldoso fez o sangue de Hermione subir-lhe a cabeça, a deixando com raiva. Ora porra, ela tinha pelo menos a bosta do direito de se sentir assim, não tinha? Ron era amigo dela. Hermione soltou o copo e olhou para Ann.
- Cala a boca, Ann. – os olhos dela estavam frios como gelo, sua boca estava seca e seu humor não era um dos melhores, obviamente. Uma tempestade de frieza a invadiu, e se sentiu necessitada de descontar alguma coisa nas amigas. Ela levantou a mão, impedindo Ann de falar. - Cala a boca, Ann. Pelo amor de Merlim, antes que eu de um murro na sua cara.
Ann levantou com um ímpeto e a encarou.
- Dê então, se é que você tem alguma coragem para isso. Por que nem dizer a suas amigas que gosta de um menino que é irmão de sua melhor amiga você tem. – Ann a encarava como se ela fosse um pitbull indo para o ataque a sua presa.
Hermione era extremamente calma. E paciente. Mas, quando as coisas ficavam do jeito que estavam e fugiam do padrão como estavam fugindo, ela virava bicho. Obedecendo à voz que dizia para ela se retirar dali, antes de fazer uma loucura, ela pegou sua bolsa e saiu, com os olhos fixos em Ann que, agora, estava furiosa consigo mesma, por ter falado algo tão absurdo como aquilo.
Seus passos eram largos e apressados. Ela sentia seus olhos arderem, indicando que algo úmido e quente iria cair pelo seu rosto daqui a alguns milésimos se ela não se apressasse e corresse para o local mais privado possível. A morena entrou correndo pela sala comunal, dando graças aos céus de ter feito aquelas aulas extras de Quadribol - mesmo que não servissem para nada - com Gina. Ela subiu as escadas e não agüentou. Sentou no penúltimo degrau que dava para a escolha entre o dormitório feminino e o masculino, com os olhos extremamente embaçados. Logo, ela sentiu uma grossa lágrima quente cair em seu rosto, e depois mais duas. Ela ouviu um som inconsciente sair da garganta dela, para pegar ar. Seu rosto estava quente e parecia que ela ia se acabar de tanto chorar ali mesmo, sozinha. Cobriu o rosto com as mãos e encostou-se à parede, sentindo-se um pouco tola por estar chorando por...
Hogwarts, 4 de Janeiro
Eu estava chorando por nada! N-A-D-A! Como pode isso? Uma dor surgiu no meu peito e eu fiquei ali...Chorando... Que nem uma idiota mimada (coisa que eu não sou nem de longe, francamente). Bom, deixa eu continuar...
- O que aconteceu, Hermione? – perguntou Ron, com os olhos arregalados e já a fazendo levantar e encara-lo. O toque dele era suave e a fazia estremecer. Os de Richard pensou ela, a fazia virar os olhos.
- Ah, Ron... Não é nada. – ele deu um sorriso fungando para ele. – Não é nada mesmo, sério... É besteira minha... Imagi – ela voltou a chorar novamente.
- Ah, claro. Se você está chorando por nada, sinceramente... Eu sou o melhor aluno em Poções. – o comentário dele a fez olhar para os olhos do ruivo que, a essa hora, estavam fixos nela com certa preocupação.
- Ron... Você já se sentiu deslocado? Sem saber o que fazer, ou o que sentir? – ela disse, praticamente sussurrando.
Ela estava delirando, Ron iria vir a pensar depois. Nunca vira Hermione tão abalada daquele jeito. A morena sempre estava com um sorriso radiante no rosto e invejável. Rodeada de amigas, ele não entendia o porquê dela se sentir daquela maneira tão cruel e estar sozinha num momento como aquele. Então, ele tirou o cabelo dela do rosto e a encarou.
- Já... E que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu assim. – ela não queria encará-lo, não queria ver o rosto dele. Hermione fungou mais uma vez e soltou um suspiro, o que fez Ron colocar a mão esquerda em seu rosto, consolando-a. – Hermione, o fato de eu ser um garoto não dificulta as coisas, dificulta?
Pra cacete, meu filho. Pra cacete. Deu vontade de falar isso na hora.
- Não Ron... – ela tentou dar um sorriso. – Você não tinha que sair com Lilá? Se ela vir você aqui, ela vai te matar.
- Desde quando se preocupa com meus encontros? – ele franziu a testa.
- Ela provavelmente deve estar esperando. – Hermione se tocara agora. Ela estava a três centímetros da boca de Ron. Era tão reconfortante ela ficar daquele jeito com ele, que nem havia percebido.
Ron pareceu ter levado um tapa na cara. Ele se afastou dela, sem tirar a pose e o sorriso do rosto.
- Deve mesmo. Mas...
Quando ele disse esse "mas". Oh, Céus. Eu tremi muito.
- Mas? – ela enxugou o rosto com as mãos.
- Eu preciso pegar minha carteira que ficou aqui no dormitório. Por isso que vim aqui e encontrei você. Então... Até a monitoria. – ele sorriu e entrou no dormitório.
Ela ficou por um momento olhando a porta do dormitório, imaginando coisas. Coisas que, ela pensara, não valiam nenhum pouco a pena relatar no diário muito menos pensar naquilo mais tarde.
- Hermione, você é uma idiota. – ela disse para si mesma, entrando no dormitório feminino enquanto a velha vontade de despejar tudo nas lágrimas voltava.
Ann estaria, como de costume, atazanando a vida de alguém. Ou insultando ou até mesmo zombando dos outros. Mas Hermione se surpreendera quando a viu quieta em um canto da Sala Comunal, lendo atenciosamente um livro. Sentindo orgulho por ter uma amiga tão interessada, ela abriu um sorriso no rosto.
- Lendo o quê? – sentou-se ao lado da amiga.
- Como desviar de sua amiga mala que atrapalha sua leitura, de Ann Diggory. – ela disse um pouco seca, ajeitando os óculos intelectuais.
- Deve ser um best-seller,hein? Preciso dele depois...
- Estou lendo "Um passeio pelas trevas", daquela bruxa que foi condenada cinco vezes a Azkaban... Berlinda Abdul.
- E... É legal? – franziu o cenho para a amiga. Ann sempre teve essa paixão desenfreada por coisas das trevas e que, bruxos normais, considerariam uma falta gravíssima.
- Fudorengo... Bom mesmo. – ela a olhou, pela primeira vez – Só não aconselho você a ler, cérebro, porque pode pesar muito na sua mente os fatos e relatos que ela faz. Você não agüentaria ler. – e soltou uma risadinha.
- Muito engraçado Diggory... E o que você me aconselharia a ler?
- "Como pedir desculpas à sua amiga Ann". Já leu esse livro? Bem legal... Mesmo.
- Ainda não li... Mas já li um assim: "Como pedir desculpas à sua amiga Cérebro". É fantástico! Juro.
As duas soltaram uma gargalhada. Hermione jogou uma almofada na amiga, se levantou e a abraçou.
- Me desculpe, sua insensívelzinha... É que estourei. – ela deu um beijo na bochecha da amiga e, esta, fez uma careta engraçada e a olhou:
- Tudo bem... Me desculpe também... Às vezes... – ela parou de falar – Ah, Granger... você me entendeu.
- Claro que entendi. – ela sorriu, satisfeita consigo mesma por ter feito as pazes com Ann. E, de uma certa forma, Ann ter aberto sua cabeça oca e pedido desculpas a ela também.
A morena andava rápido pelos corredores. Sua vontade de terminar aquilo era tanta, mas tanta, que chegara ao cúmulo de não passar pela Ala Norte, com preguiça. Ela batia os dentes, com frio e torcendo para que nenhum bicho estranho ou sem cabeça a perseguisse em sua incrível jornada até o seu dormitório. Os olhos abertos e somente iluminados com a luz das velas que estavam presas aos castiçais faziam com que sua imagem ficasse um pouco fúnebre. Mordiscou os lábios, nervosa e a procura de alguém conhecido no final do corredor, mas não havia absolutamente ninguém. Ela seguiu depressa para o final do corredor, quando uma mão a pegou, Hermione de um grito de susto e se virou, pronta para atacar os olhos da pessoa.
- Céus! Shhh. – Ron tapou a boca dela. – Acho que deveríamos começar a monitorar juntos. Você anda tão rápido que parece que está apostando corrida com alguém.
O rosto de Ron, iluminado pelas velas amarelas, a fez sorrir de alívio. Pode perceber que enquanto falava com ela, ele mastigava um chiclete que, com certeza, fora comprado na loja dos irmãos Weasley.
- Eu quero um chiclete. – ela apontou para a boca dele, cortando o assunto. Ele parou e a olhou, confuso. Ron tirou o chiclete da boca e disse:
- Só tenho esse... Quer? – ela fez uma súbita cara de nojo com horror.
- Pensando melhor... Chicletes dão cáries. – ela sorriu, a fim de mostrar seus dentes que, com muito custo, ficaram brancos e rentes. – Deve seguir meu exemplo.
Ron deu de ombros e colocou o chiclete na boca novamente. Lambeu os lábios e Hermione olhou para o lado, rezando para que ele não tivesse a visto olhar descaradamente para o ato que ele acabara de fazer.
- Então... Falta quanto para terminar a ronda? – ele estava com as mãos na calça e a olhando. Ron havia percebido sim que ela tinha olhado para seus lábios. Se fosse pensar com mais calma, diria que fez aquilo de propósito, mas não encontraria uma razão lógica para aquilo.
- Na verdade, eu já terminei. – ela voltou a olhar para ele e sorriu de leve. – E você?
- Idem. – ele fez uma bola com o chiclete e a estourou milésimos depois. – Vamos voltar então.
Hermione iria dar uma desculpa, dizendo que queria voltar sozinha para refletir uma pouco. Mas era uma puta duma mentira. E se, ocasionalmente, Ron perguntasse para Gina o porque de Hermione pensar tanto, a ruiva iria simplesmente dizer que era de Hermione pensar tanto. Logo, ela revirou os olhos com o pensamento idiota e foi andando com ele pelo corredor frio e escuro, somente com velas acesas. Ron fez um som indicando frio e percebera que Hermione estava sem o seu casaco, somente com uma blusinha fina de manga comprida. Ele mordeu a parte inferior do lábio e tirou o casaco, deixando duas blusas aparecerem por debaixo.
- Bote isso... Você deve estar congelando a essa hora. – e estava mesmo. Ela não pensou duas vezes. Seus dedos já estavam duros de tanto frio. E sua boca roxa e os dentes batendo freneticamente um contra o outro. Eles pararam mais uma vez e ela vestiu o casaco. Ficou grande nela, como previra. Mas era realmente reconfortante usar o casaco dele. Era engraçado como sentia alguma coisa colocando o casaco de Ron. Tinha seu cheiro, um aroma de perfume daqueles que ela via na televisão de sua casa, QUANDO via televisão, de uns modelos extremamente dotados de corpo e que diziam no final "for men". Estava quente por ter ficado contra o corpo dele horas antes. Ela esfregou as mãos em um dos braços e disse, sorrindo meio trêmula:
- Muito obrigado. E seu perfume é realmente bom. – ela ficou ruborizada e desconcertada pelo comentário, mas a situação foi desviada por um riso de Ron, o que a fez ficar aliviada.
- Minha tia que me deu de presente... Ela tem mania de andar pelo mundo trouxa. – ele sorriu. – Não sei o nome, mas também gostei. Faz sucesso com – ele parara de falar. Era incrível como mencionar Lilá Brown de uma maneira ou de outra fazia seu corpo e sua mente bater no chão de uma forma estúpida e que doía.
- Deixa pra lá. – ela sorriu, sentindo nojo e temendo que nome viria a seguir se ele não tivesse parado de falar naquela hora. – Brr. Mesmo com seu casaco, ainda estou morrendo de frio. – ela fez um comentário só para não ficar um silêncio que ela odiava.
Mas a reação de Ron ao ouvir, não foi o que ela esperava. Ele olhou para ela, no fundo dos olhos e a levou lentamente (Hermione não estava entendendo nada) contra a parede. Ela o olhava como se quisesse uma explicação, ou uma luz, por Merlim! Ron roçou seus lábios nos dela e isso, ela viria pensar, a fez ver estrelas, nuvens, o sistema solar todinho. Céus, ela amava aquilo. E amava muito mais quando Ron fazia! Isso era possível? Logo, ele passou as mãos quentes pelas mãos frias dela e fez um movimento circular para poder aquecê-la. Colocou as mãos sobre o rosto dela e beijou sua bochecha.
- Va-vamos. – ele balbuciou meio nervoso e meio contrariado. Ele foi à frente, deixando Hermione extasiada como se estivesse levado um soco logo atrás. A morena o fitou de costas e percebeu, maldosamente, que Ron tinha um traseiro de arrasar.
E foi isso. Além de ter chorado bastante, ainda quis chorar mais. E não, nada demais aconteceu entre eu e seu irmão, Sardinha. Ele só me ofereceu o casaco, ok?
Ela iria pagar caro por ter mentido assim, tão descaradamente para as amigas.
A chuva parecia não colaborar com a sola dos seus sapatos. Hermione andava depressa e com uma raiva incondicional nos pés, embora ela não soubesse o porquê. Às vezes exibia um sorriso bobo e mongol no rosto, mas logo piscava duas vezes e seguia em frente. Ela pensava toda a hora em como ele podia ser tão... Tão idiota! Isso. Idiota. POR QUE raios ele foi atrás dela? Por que? Isso não estava certo... Oh, não estava. Quase bateu com a cabeça na porta, ao perceber que já havia chegado ao lugar que planejara ir àquela manhã. Entrou e deixou sua capa e sua mochila no cabide e sorriu, ao ver um menino esguio, de cabelos castanhos e uma aparência nenhum pouco agradável.
- Uau, Cedric... Acordou com o pé esquerdo hoje?
- Acordei com pássaros bicando minha cabeça, Hermione.
- Não precisa ser grosso!
- Respondendo sua pergunta. Sim, eu acordei péssimo hoje.
- E posso perguntar o por que?
- Não precisa... Já sei que você quer saber.
- Francamente, Cedric... Eu...
- É a Lestrange, Hermione.
- Lestrange? Oh. – ela colocou as mãos na boca e logo soube quem era – Ela te azarou?
- Não...
- Porque se for isso, Ced... Eu juro que a transformo em um unicórnio! – suas bochechas ficaram ruborizadas.
- Hermione, posso terminar de falar? – a morena deu um sorriso meio nervoso. – Então... Como eu ia dizendo, ela não me azarou dessa forma que você está pensando. Ela me azarou de uma outra forma.
- Prossiga. – ela pegou uma cadeira e sentou na frente dele.
- E estou meio que... sofrendo por isso.
- Ela te machucou internamente não foi?
- É... É isso aí.
- E o que você quer que eu faça? – parecia óbvio, mas ela precisava ver a reação de Cedric e ao mesmo tempo ver o que ele falaria. Isso estava divertindo a morena.
- Co-como assim o que quer que você faça? Você sabe!
- Eu? Não mesmo. Não gosto de me meter em relacionamentos dos outros, Diggory. – vendo a cara de horror de Ced, ela deu uma risadinha e um tapa em seu joelho – Mas há sempre uma exceção. – ela pôde ver o alívio reinar no menino, tendo direito até a um mini suspiro no ar.
- Estou contando com você, Granger... – ele piscou e sorriu. Até que ele ficava bonito desse jeito. Piscando!
- Diggory... Posso te falar uma coisa? – ela ajeitou seus cabelos ondulados pra trás da orelha e o olhou bem nos olhos.
- Pode, claro.
- Você é o cara mais sem noção que eu já conheci em toda a minha vida. – ela deu um beijo na bochecha de Ced e pegou suas coisas no cabide. – Você sabe como a Ly - ela parou de falar abruptamente – como a Lestrange é... Qualquer piso em falso, e ela vai descobrir que estamos tramando algo pra cima dela. – deixando essa frase no ar, Hermione saiu saltitando pelos corredores, quase cantarolando uma música das Esquisitonas.
Hermione resolvera que, naquele dia, o ar estava bem mais puro. Ela conseguia respirar com tanta facilidade... E o pior, não sabia o porque de tudo isso. Conforme ia andando, ela mordiscava os lábios e dava um sorriso besta. E isso já estava começando a irritá-la. Com largos passos, olhando sempre para o chão para que as pessoas não notassem muito sua felicidade, ela quase levou o ombro de Ginn junto com ela.
- Ai, Mia! Que droga... Olha por onde anda. – ela limpou suas vestes.
- Ah, Ginn... Me desculpe. Mesmo.
- O que aconteceu? – ela seguiu a amiga até o retrato da Mulher Gorda.
- Otterus.- disse à Mulher Gorda.
- Graças a Merlin você não é igual ao menino Neville, minha querida Hermione... Ele me estressa. – as duas meninas sorriram e entraram, fazendo com que Ginn perguntasse novamente o que havia acontecido com a morena.
- Oras, Ginn... Eu só estou feliz. Não posso?
- Você está sempre com um certo mau humor, Hermione... Algo aconteceu.
- Está enganada, minha querida amiga... Estou super bem. Pareço um pássaro! Quero voar, sentir o cheiro de tudo hoje.
- Ai meu Merlin... Você está com febre. Está doente! Quer ir ver a Madame Pomfrey?
- Que Madame Pomfrey que nada... Estou melhor que nunca.
- Foi o Richard, né?
De repente, um baque veio à cabeça dela. Como se fosse uma pedra, uma luz negra sob sua cabeça. Tinha esquecido completamente de Richard. Abriu um pouco a boca com os olhos franzidos, mas nada saiu. Colocou as mãos nos cabelos e arregalou os olhos. Hoje era... dia 6! Ai não... E... Sábado, não? Céus. Ela estava perdida. Tinha um encontro com Richard ontem e hoje e esquecera completamente. Digo, completamente mesmo.
- Hermione?
- GINA! Gina do céu... QUE HORAS SÃO?
A ruiva arregalou os olhos e disse, prevendo:
- Onze e... quinze? Vinte? Deve ser por aí.
- Merlin... Gina, amor, depois a gente se fala. – a morena saiu correndo pelo saguão de entrada do dormitório, deixando Gina com uma cara do tipo: "Ok... Ela me deve mil explicações".
Saiu correndo como nunca na sua vida. Os passos largos e a respiração ofegante, a faziam quase tremer de nervoso. Esquecera de Richard completamente naquele final de semana. Tinha algo martelando na cabeça dela, mas ignorava por completo. Sabia que Richard ia ficar decepcionado com a atitude da "Srta Certinha", mas poxa! Ela não tinha culpa. Afinal, era um ser humano. Seres humanos erram, pensou consigo mesma. Andou pelo pátio o mais rápido que pôde e encontrou alguns amigos de Richard no local. Foi ao encontro de um deles, um garoto um tanto franzino com bochechas rosadas e cabelos loiros brilhantes pelo Sol.
- Hum...olá. – ela disse, dando um fino sorriso.
- Oi. O que a traz aqui? – seu tom de voz era um pouco frio e impaciente.
- Queria falar com Richard... E sei que ele é seu amigo, por ter comentado uma vez... Onde ele se encontra? Sabe me dizer?
- Ah... Cohen. – ele pareceu revirar os olhos – Deu um pé na bunda em você?
- Não, não... Não foi isso. Só queria falar com ele mesmo.
- Pelo jeito você não é igual às outras garotas.
- Ei, Jimmy! Você vem ou não cara? – gritou um outro parceiro deles. Pelo que Hermione pode olhar nele, o corpo parecia ser de alguém mais velho do que sua idade. Seus cabelos eram castanhos bem curtos e tinha um cigarro na mão. Hermione ficou tão chocada que colocou as mãos no peito. Não se pode fumar em Hogwarts! É muito proibido. Foi o que ela pensou. Logo, ela olhou Jimmy novamente, se recompôs e disse em tom ameno:
- Como assim "igual às outras garotas"?
- As outras vêm aqui querendo matá-lo. Cansei de apartar brigas dele com elas. Já estou indo, Ethan! – disse para o parceiro.
- Ele tem muitas garotas assim? – sentira medo de perguntar isso. Certamente esperava uma resposta não muito positiva, mas teria que ser forte.
- Cohen? – ele deu um risada curta e divertida – Você ta brincando, não é Granger? Cohen só não ganhou o prêmio de maior pegador de Hogwarts, porque ainda não inventaram tal concurso. Certamente ele ganharia. – ela não soube explicar no diário, logo mais tarde, o que sentira no momento em que Jimmy contara aquilo a ela. Uma fantasia, lembrou a si mesma.
Hogwarts, 6 de Janeiro
Uma estúpida fantasia. Ele mentiu, me subornou e o pior: me fez de idiota! Me fez acreditar que era romântico, isso e aquilo... E blá blá blá. Eu me preocupei com ele! Minha nossa, como sou burra. Cohen vai ter o que merece, ah se vai...
O domingo parecia claro e altamente feliz para quem havia recebido uma notícia daquela em menos de cinco minutos. Não encontrara com Richard e não queria encontrá-lo tão cedo. Mas sabia que, de uma forma ou de outra, queria encontrá-lo. Ah, queria... E ia fazê-lo passar uma vergonha danada. Ia transformar aquela cabeça dele de mamão em uma melancia. Colocar pássaros assassinos atrás dele e baratas voadoras iriam perseguí-lo por toda a escola durante sete dias e sete noites seguidos. Sua raiva ainda estava à flor da pele, pois não conseguira contar nada para Gina, nem Ann e muito menos Lynn. Não via as amigas (o que ela considerou uma falta grave) desde quinta feira. Seu coração apertou e queria muito contar para elas, mas decidiu que seria melhor se na reunião da Irmandade, logo mais à noite. Seus pensamentos deixaram se levar para a noite em que Ron roçara seus lábios nos dela... Podia ainda sentir o quente da boca dele na dela. As sensações estavam lá ainda. Era só fechar os olhos...
- Ok, Granger... Pode me falando o que há de errado. – mais uma vez, Gina atrapalhara sua breve sessão de nostalgia. Queria matar a amiga.
- Gina, entre com cuidado no quarto em um Domingo de manhã. Pode ser perigosíssimo fazer um escândalo. – a morena se levantou e terminou de fazer sua cama.
- Ah, droga. Seu bom humor é tão... Repentino. Achei que ainda estava bem, arvorezinha.
- Estou bem. E não sei do que está falando.
- Hermione... – Gina se colocou na frente dela e a fez olhá-la. – Até Ann, que é cabeça dura ao extremo, reparou que você está aérea demais esses dias.
- Que cisma comigo hein? Eu estou legal, sério.
- Não vi você com Richard ontem, nem anteontem... – Gina amava fazer isso, pensou a morena. Te cutucava até você dizer, como uma explosão, o que estava acontecendo. E era assim, exatamente assim, com as outras também. Hermione revirou os olhos e colocou as mãos na cintura.
- Você anda me espionando por acaso? Francamente, Gina... Não esperava isso de você.
- Pelo amor de Merlin, Hermione... Não é isso. – Por que raios a ruiva não estava se sentindo bem tendo aquela conversa com Mione? E por que a estava chamando de "Hermione", não de "Mione" ou "Mia"? – É que faz tempo que você não fala nele.
- E só por que eu não falo nele significa que eu deixei de sair com ele ou então deixei de gostar dele ou algo do tipo? – o tom de irritação dela estava nítido. Não entendera o porque de ter se irritado tanto com aquilo, mas sabia que ia se decepcionar (e muito) mais tarde ao repensar na conversa.
- Não estou dizendo isso. Em nenhum momento eu disse que você não estava mais saindo com ele.
- Ah, Gina... Que seja. – ela estava já de saco cheio de tudo e de todos. Cansada pela notícia e realmente querendo pegar um ar livre. – Se não se importar, eu queria ficar sozinha.
- Tudo bem... Eu, Lynn e Ann esperamos te ver hoje.
- Vocês vão me ver mesmo hoje, na reunião.
- Antes da reunião, preferencialmente. – se afastando dela, Gina bateu a porta e isso fez com que Hermione se jogasse na cama e pensasse novamente em Ron. Os pensamentos dela estavam mais que confusos. Não tirava aquela cena da cabeça, não conseguia simplesmente. Pegou a varinha, que estava no seu bolso, e disse em uma voz sussurrante:
- Mostrartus. – uma luz amarela ofuscante saiu de sua varinha e pairou no ar. Se alguém, algum professor descobrisse que ela vira e aprendera esse feitiço em um dos livros da Biblioteca, estaria morta. - Mostre-me o Ronald... Agora.
Uma outra luz, com um tom um pouco mais claro fez com que o teto de sua cama fosse uma espécie de buraco. Ela podia ver Ron nitidamente, como se estivesse por trás de um lago... Ele estava falando com Harry no momento. E os dois estavam sorrindo. Ela sorriu e desfez o feitiço. Colocou seu casaco e prendeu os cabelos, de uma forma simples. Saiu correndo para a porta e a fechou. Tinha que ver Ron.
Desceu as escadas com pressa e parecia correr de um bicho ou uma pessoa. Assustada, era o que muitos diriam ali.
- Ow, ow, ow! Não fala mais com a gente não, Tiny Tree? – disse Ann, em seu tom sarcástico.
- Falo com vocês mais tarde! Agora não posso. – ela continuou a correr e passou pelo retrato da Mulher Gorda. Correu e imaginou que o lugar onde os dois estavam era o lago da lula gigante. Rezou para não ter nenhuma Brown ou nenhuma menina por perto, pois queria conversar com os dois a respeito do que tinha descoberto no dia anterior.
O avistou e parou abruptamente. Deu um sorriso fino e lembrou dele a segurando e a fazendo delirar com aquele toque suave...
Hermione deu um passo à frente e esperou que os dois a vissem parada ali. Demorou segundos, até Harry a olhar e dar um sorriso convidativo.
- A gente não morde, Mione... E quem é vivo sempre aparece.
A morena seguiu na direção dos meninos a passos largos e com as mãos no bolso da calça.
- Oi pra vocês dois. – ela sorriu e olhou para Ron. Ele estava brilhoso naquele dia... Tinha algo diferente. Sua boca parecia mais vermelha e suas sardas, ela pensou, estavam realçando mais hoje. Os olhos verdes estavam mais verdes que nunca. Ok, Hermione... Não viaje e se concentre em falar apenas o que você tem a falar.
- O que a traz aqui, Hermione? – disse Harry.
- Ah... Eu... Eu fiquei sabendo. – por um momento, ela achou que Ron tinha aberto a boca de uma forma escancarada. Logo, o ruivo a olhou e disse, quase sussurrando:
- Quem te contou?
- Jimmy Botchar.
- Quem?! – ele franziu o cenho e levantou do banco onde estava sentado. Como era... Concentre-se Hermione.
- Jimmy Botchar, o amigo dele.
- Dele quem? Do que você está falando, Hermione? – ela sentira uma pontada de grosseria na sua voz. Ele estava irritado com alguma coisa. Seus olhos não estavam mais verdes brilhantes, agora emanavam uma cor de verde escuro, quase musgo.
- Estou falando de Richard Cohen, Ronald. Quem mais poderia ser? – ela o fitou.
- Cohen? Ah... Descobriu que ele é um galinha? Pelo menos você descobriu a tempo d'ele não fazer nada com você.
Harry explodiu numa gargalhada que ele não conseguiu conter.
- Richard Cohen é um babaca.
- Espera aí... – ela olhou para a sua esquerda, fitando o nada como se seus neurônios funcionassem mais que nunca. – Ah, não acredito... Vocês sabiam o tempo todo que ele era desse jeito?
- Claro. Somos homens, esqueceu?
- Vocês vão é virar sapos agora, por não ter me contado ANTES! – seus olhos se arregalaram e Ron deu um passo para trás. Hermione era perigosa com raiva.
- Você ia acreditar em mim? Creio que não... – disse Ron, se defendendo e jogando as mãos pro ar.
- Claro que acreditaria! E você, Harry? Por que não me contou?
- Bom, Mione... Sabe como é né...
- Sei. O Sr. Pottinho não pode contar à amiga que está saindo com um idiota. Entendo perfeitamente Harry Potter. – com os olhos fulminando, deu as costas para os dois, com raiva e não compreendendo o porque dos dois amigos em que ela confiava tanto não terem contado a ela sobre Cohen... Desapontara-se e muito com os dois! Principalmente com Ron.
- Hermione! Espere um instante! – dizia Ron atrás dela. Pelos cálculos da morena, eram sons de uma só pessoa no gramado. Harry havia ficado no banco.
Ela virou para ele, rapidamente, e disse:
- O que você quer, Ronald?
- Pedir desculpas. Serve?
Ela deu um suspiro, o olhou e revirou os olhos.
- Vou pensar no seu caso... – e voltou a andar de novo, entrando nos jardins.
- Então pense direito. Pense agora! Dou a você cinco minutos.
- Cinco minutos é muito pouco. – ela disse, entrando pelo jardim adentro. Logo, os dois estavam sozinhos, juntos, com as plantas e os barulhos que alguns pássaros faziam.
- Então dou seis minutos. É o bastante?
- Não! – ela sorriu e o olhou. Havia definitivamente algo diferente nele hoje. Os raios do Sol que atravessavam as árvores do jardim ofuscavam em seus cabelos ruivos, o deixando muito... Sexy.
- Então... – ele foi atrás dela. Segurou sua mão e virou seu corpo para o dele. Ela podia sentir o cheiro que ele emanava, a quentura do corpo e o toque dele –tão suave - que a fazia fechar os olhos. -... Vou dar apenas o tempo do...
Seu coração batia mais rápido do que os batimentos normais. A respiração era ofegante e os olhos dela não desviavam dos dele. Logo, ela viu e sentiu os lábios de Ron chegarem perto dos dela, selando a vontade dos dois. A morena sentiu-se flutuar. Seus pés estavam no ar e parecia que o mundo girava cada vez mais rápido ao seu redor. Então, ela o segurou pela nuca, aprofundando o beijo. Ele conseguia levá-la para as mais profundas florestas e nas maiores montanhas, sem ter o trabalho de sair do lugar. Ron virou para o lado direito e terminou o beijo, dando uma mordida no lóbulo de seu ouvido.
Como se fosse um terremoto ou algo tremendamente horroroso, Hermione o empurrou. Droga! Ele ainda estava saindo com Lilá Brown. Ele a fizera de idiota e traiu a besta da Lilá. O mundo estava girando novamente, mas dessa vez... Era lento demais.
- Idiota! – foi só o que conseguiu falar ao vê-lo novamente.
- O que? – seus olhos se arregalaram e ele teve que colocar as mãos no bolso da calça.
- Você é um idiota, Ron! Fala de Richard, mas é igualzinho. Você ainda está com a Brown... Francamente, como –
- Com quem?!
- Vai fingir que não a conhece e também vai dizer que estou ficando maluca... Vocês homens são todos iguais.
- Conhecer eu a conheço, obviamente... – ele deu uma risadinha nervosa –... Mas não estou com ela.
- Minha avó está, Ron. – rosnou.
- Que mau gosto tem sua avó.
Ela revirou os olhos e o olhou.
- Pretende fazer o que, agora? Contar para a escola inteira que deu uns beijos na "Srta. Sabe-tudo"? Se você fizer isso... Você morre! – seus olhos eram ameaçadores, pensou Ron. Mas ela ficava linda de mau humor, ele tinha que admitir isso. Apareceu um sorriso confortador em seu rosto e ele tornou a dizer:
- Não estou com ela, Hermione.
Hogwarts, 7 de Janeiro
Não sei se estou fazendo o correto. Mas creio que, até agora, tudo está indo perfeitamente bem. Digo isso meninas, porque eu acabei tudo com o Cohen. Ele não era uma pessoa digna, se é que vocês me entendem. Há coisas na vida que eu não entendo... E preciso falar pra vocês que eu me surpreendi comigo mesma, por estar gostando de outra pessoa tão... rapidamente. Quero dizer, não tão rapidamente... Porque eu acho que esse sentimento flui desde meus tempos primórdios em Hogwarts, mas nunca quis aceitar isso. Até porque eu o achava um idiota por completo. Mas quatro dias pra cá, essa pessoa tem me surpreendido... E hoje, nos jardins, aconteceu o que eu estava esperando a muito tempo. Quando aconteceu, eu fiquei atônita, sem saber o que fazer, já que ele estava com outra pessoa. Mas depois ele me pegou pelas mãos e olhou nos meus olhos, dizendo: "Vou repetir... Não estou mais com a Lilá, Hermione".
Ron a olhou mais uma vez e achou que deveria repetir o que havia falado. Os olhos da morena o fitavam com um certo receio. Com uma desconfiança, ela abaixou o olhar. Ele pegou suas mãos e, como havia feito na noite em que tudo começara, esfregou seus polegares nas costas da mão dela, fazendo-a olhar pra ele novamente.
- Vou repetir... – ele chegou bem perto dela – Não estou mais com Lilá, Hermione.
- Escrevi o máximo que eu pude, meninas... Juro. Não sou muito boa em escrever sentimentos e coisas do gênero, vocês sabem. – ela deu um sorriso e se sentou na quarta almofada.
- Tudo bem, Mia... – disse Lynn. – Também sou horrível nisso. – Lynn deu um sorriso meio de lado.
- E... – ela suspirou. – Não fiquem chocadas com a última página.
- Por que? – as três amigas arregalaram os olhos, chegando mais perto dela. Hermione pegou o diário, olhou-o mais uma vez e deu um sorriso.
- Vocês vão se surpreender com tanta felicidade. – A morena entregou o diário nas mãos de Ann, que seria a próxima a escrever. Assim, as três amigas começaram a ler os depoimentos da morena, fazendo caretas e sorrindo.
N/A's: Então minha gente. Desculpas pela demora para postar o novo capítulo, mas problemas técnicos nos atrasaram. E TAMBÉM... pelas poucas reviews que vieram, apesar de que as poucas nos deixaram muito felizes e satisfeitas. As paradas da reviews são legais, não só pela popularidade da fic, mas também pra saber como a gente anda indo, e receber opiniões é o mais legal.
Agora as respostas...
Lola D.: Brigada Lola! Nossa, eu tinha bastante esperança que o meu shipper (C/L) agradasse, e estou vendo que está. Obrigada pelos elogios e tomara que tenha gostado desse novo capítulo. Beijos.
Mary Campbol: Hahahaha... a Ann lhe deu arrepios? Nossa... espero que isso não tenha feito você não gostar dela. Ela é meio tresloucada, mas é uma personagem bem interessante. Bem, espero que tudo tenha se aclamado por aí, e eu tive tempo de começar a ler uma das suas fics, mas pelo jeito vou ter que reler! xP Brigada pelos complementos e tomara que você tenha vindo ler este capítulo. Beijos.
Carla Mag: Que bom que gostou Carla! Bom, posso lhe dizer que pra mim (Pitzie.) é uma satisfação ouvir que a Lynn está sendo um par decente pro Ced. Eu também concordo que é bem difícil um par ser legal pra ele. Bem, agradecemos pelas criticas. Tomara que tenha gostado do capítulo. Beijo.
Nanny D.: Aqui está o seu capítulo dona Nanny delicada! Aishdishdaihd :
Nina Pattinson: Um pouquinho de calma e tudo acontece! Espero que tenha gostado do capítulo meu bem. Beijo.
Lennon: HSDIHSAIHDASH Muito obrigada Lennon pelos elogios. Nós tentamos mesmo retratar algo que pelo menos pareça bem real, apesar do ambiente mágico e tudo mais. Capítulo novo aí, e espero que tenha sido tão bom quanto os outros para você. Brigada pela review ok? Beijos e volte sempre. xP
Maggy94: Maggy! HAHAHAHH... bem, a gente se baseou bastante no filme, mas ao que disseram, não é muito diferente do livro. Mas bem... COM TODA A CERTEZA o Cedric é melhor que o Potter (que a Nanny não leia isso cruza os dedos), mas o Draco é o melhor. (não sei. Eu adoro o Draco, mas eu sou apaixonada pelo Ced :). A Lynn e o Cedric íntimos? Que é isso... magiiina... aisudhuiashd Desculpinha pela demora, mas aqui está o novo capítulo! Espero que tenha gostado. Beijão.
Fini Felton: Bom Fini, agradecemos pela review. Como eu disse mais acima pro Lennon, estamos tentando transportar a adolescência em sua essência apesar do mundo bruxo, porque antes de tudo é o que eles são, adolescentes. Então... o Cedric está bem safadinho mesmo. Mas quer coisa melhor do que isso? Lindo, doce, e não é um bestão. shdiua Tomara que tenha gostado do novo capítulo! Beijos.
Bellatrix Black: Brigadíssima pela review querida. Esperamos que tenha gostado do novo capítulo. :
NaNdA: Bom Nanda, adoramos a sua review! Que bom que gostou assim da nossa fic, estamos nos esforçando bastante pra que ela saia a melhor. Beijos e obrigada de novo.
Pitzie.: Apressadinha :B
Nanny D.: D/G chega logo junto com muitas outras coisas. Capítulo novo aqui, e sua delicadeza nos encanta. Beijos amor.
Ron Weasley: Querido! Muito obrigada pela review. Sim, sim, o Cedric está se revelando, asuihdiashd, e a Lynn também (ou será que não:P). Bem, nesse capítulo o Ron teve uma presença maior e esperamos assim que você tenha ficado satisfeito. Brigada pelas críticas e adoramos saber que você anda gostando. Beijo.
Mah Granger: 3 dias? Nossa... é, nós sabemos que andamos nos empolgando bastante, mas acontece né? Suidhaidhs Enfim... brigada pela review garota. Tomara que tenha gostado do novo capítulo. :
Mione Weasley: Hahahahahah... será que fomos um pouquinho más mesmo e deixamos de postar por um tempo? xP Não, não... foram problemas técnicos e novamente, desculpas pela demora. Brigada pelos elogios e tomara que tenha gostado han:
Ginny Potter: Aiiin Ginny... espero que você tenha gostado do útlimo capítulo. H/G, eu não posso dizer que é impossível, pode até rolar algo, mas não podemos lhe dar esperanças. Bem, a Lynn maltrata ele, mas você vai ver que pode não ser assim como parece. Espero que tenha gostado do novo capitulo. Queremos saber ok? Beijão.
Carolina.: Brigada pela review Carol. Nós também estamos adorando escrever essas quatro 'excêntricas'. :
mih diggory: HAHAHA Nossa Mih! Ainda bem que você gostou. Sem comentários pra Lynn não é? xP sidhsahdash Capítulo novo aí e esperamos que você tenha gostado. Beijo!
k3nsh1n1589: Sei que faz muito tempo que leu a fic, e deixamos uma mensagem para que retornasse a leitura. Tomara que tenha vindo e lido. Beijos!
Musa-Sama: Oi!! Também mandamos mensagem para que retornasse a leitura da fic. Bem, D/G é o próximo capitulo, então, esperamos que tenha voltado a ler. Beijos.
Kel Gryffin: Kel! Tomara que tenha voltado a leitura da fic. Ficamos bastante agradecidas se tiver... Beijão.
Carolete: Carol! A gente tem noção do quanto tempo faz desde que você nos deixou uma última review. Pedimos milhões de desculpas a vocês, e que tomara que você tenha voltado a ler nossa 'humilde' história. Próximo capítulo, D/G, e prometemos não demorar muito. Beijões.
Bellatrix Amarante: Séculos depois da sua review, olha a Mione saindo da seca! SAIUHDIUAHDIH Tomara que tenha voltado a ler de acordo com nosso pedido.. e próximo capítulo, D/G. :
xininha: Espero que tenha atendido nosso pedido queridaaa... e tomara que tenha gostado desse capítulo também! D/G, muito breve:
riton: Depois de muito tempo da sua review postamos um capitulo novo. Imensamente envergonhadas, mil desculpas e tomara que tenha voltado a ler e gostado desse último capítulo. D/G é o próximo! Beijão!
ThaiUndomiel: HSADISHADHA Pan! Não me prenda no banheiro do muquifo com o pôster do Antonio Banderas, por favor! Eu juro que a partir de agora eu vou ser uma boa menina e postar direitinho e bem rapidinho x) saidhisahdash O próximo é D/G ó. Gininha bem feinha com o Draco bem gostosão. Ui ui. Isahdsahd : meu bem
Marie Lou: Onde está a sua review nesse capítulo mocinha?? Ruunn... quero ver se nesse vamos receber uma:
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Então é isso aí minha gente. Com já dissemos mais em cima, precisamos de reviews para perceber nossa evolução e na medida do possível consertar coisas que não estejam agradando, contanto que não afete a nossa história. Opiniões e criticas são sempre bem vindas, até porque nós precisamos. Próximo capítulo tão esperado: D/G! Até lá!
