N/A's: DESCULPEM-NOS de novo pela imensa demora...
Primeiro capítulo da Ann no diário (um pouquinho grande... mas nada de preguiça crianças!!). Esperamos que gostem.
Cap. 7 - Muito, muito alho!!!
Eu vou ter que admitir... eu não gosto de popularidade!!
Não é porque ter pessoas comentando a seu respeito, e lhe cercando por onde quer que você vá me incomoda. Pelo contrário meninas, vocês até sabem que eu gosto de uma certa "chamada de atenção".
Mas o que verdadeiramente me incomoda neste mundinho fútil, repito FÚTIL, da "fama" podemos assim dizer, é o fato de que existem certas pessoas, que ao invés de serem humildes e aceitarem normalmente esse "divino" dom de ser popular, (tá, eu até admito que humildade não é lá um forte da casa em que sou residente, mas vamos pular a parte preconceituosa, ou contraditória, como queiram), simplesmente se gabam, rolam por cima, e ainda querem mais! Eu realmente não entendo como trabalham os ticos e tecos dos neurônios desses elementos!
Garotas do meu coração, essa semana, eu descobri, que eu ODEIO popularidade, indivíduos populares e etc. Como? Ah, vocês já vão saber...
(P.S.: Quem tiver estomago fraco é melhor não ler) (Isso vale pra você Sardinha!)
Frio. Muito frio. Um vento gélido entrou janela a dentro do dormitório feminino da Sonserina, fazendo com que uma garota de cabelos muito negros e alva, estremecesse por debaixo de suas cobertas.
Ann Diggory dormia tranquilamente, até que algo, ou alguém, a cutucou com força no braço.
Ela permaneceu imóvel. Havia acordado, mas por pura teimosia fingiu continuar dormindo, apenas fungando uma vez. "Isso é a Sardinha... mas que diabos ela veio fazer a essa hora? Bem, vai ter que esperar a Bela Adormecida aqui acordar...", pensou ela.
Até que essa pessoa que a cutucara, repetiu o gesto só que com mais força. Ann suspirou fundo buscando paciência no seu âmago, mas ainda de olhos fechados, e virou-se violentamente pro outro lado da cama, ainda agarrada a seu cobertor.
A garota Diggory podia ser pela maioria das vezes, bastante paciente, porém tinha casos, como: acorda-la antes da hora, tomar algo de seu prato, gritar com ela, interrompê-la na leitura, e lhe dá tapinhas na cabeça, que o quadro se invertia, e ela se tornava uma maquina matadora XLS com capacidade de 22 homicídios por segundo, como seu próprio irmão, Cedric, havia lhe dito uma vez na qual que ele em um Natal qualquer, retirou um pedaço da sua coxa de frango enquanto ela não olhava, e ela o enfeitiçou involuntariamente, fazendo nascer furúnculos com pus por toda sua face. A sorte fora que sua mãe é curandeira chefe do St. Mungus, e pode cura-lo rapidamente, sem muito esforço.
A família Diggory, podia-se dizer, era uma família extremamente calma. Amos, o pai, era um homem que gostava do que tinha, não que ele tivesse apelo às coisas materiais e as coisas que ele conquistara, mas sim porque ele veio de uma família sem muitas condições, e conseguiu alcançar seu objetivo com muito sucesso, tendo um cargo importante no Ministério e tendo esposa e filhos exemplares para sociedade. Além disso, Amos era (como era de se esperar) pacífico, resolvia as brigas em sua casa (que não eram muitas) com facilidade, e transportava paz à todos, mesmo que a situação se encontrasse crítica. Por isso que agora, seus filhos e esposa, sentiam tanto sua falta, e todos ainda não conseguiram se recuperar totalmente do choque de perdê-lo.
Isabelle Diggory, a mãe, era, se podemos dizer, ainda mais calma. Nunca gritava, tinha gostos simples, embora algumas vezes fosse rude e fria com casos de brigas entre os filhos por exemplo. Mas nada que Amos não resolvesse, e voltasse tudo a antiga paz da casa. E apesar de ser ríspida demais com os filhos as vezes, os amava de uma forma extremamente absurda, com cautelas até demais, as vezes até exageradas. Boa esposa, se dedicava inteiramente a seu marido, e agora com sua morte, ficara muito abalada, mas grande parte de sua tristeza fora tirada quando soube que seu filho mais velho voltara. Era perfeccionista além de tudo, casa mais organizada que as dos Diggory, era difícil de achar. Até porque os filhos ajudavam, e muito.
Cedric, o mais velho, era tranqüilo (precisa dizer?), e muito sorridente. Conseguia ver lado bom em coisas em que esse lado não existia. Era bonitão, bom em quadribol, e ótimo filho, muitas vezes sábio aluno, e irmão altamente carinhoso. Isso inflava ainda mais o ego do Sr. Diggory quando ainda era vivo, e gerava um certo ciúmes de sua filha mais nova. Ann.
Ann era, o que podemos dizer de "ovelha negra" da casa. Era a menos calma, quando criança adorava correr e derrubar coisas, mexer em objetos perigosos e explodir alguns experimentos do pai que era meio cientista em casa. Isso gerou muita confusão quando ela nascera pois, a Sra. Diggory, acostumada com muito silencio, e com um filho altamente quieto, não soube bem controlar a filha a deixando ainda mais rebelde e com idéias como "mamãe, quero matar esse coelho", a fazendo enlouquecer e muitas vezes até chorar. Mas, o Sr. Diggory era altamente compreensivo com a filha, tendo conversas de longas horas, a fazendo ter uma admiração enorme pelo pai que tinha, e justificar ainda mais os ciúmes que tinha de seu irmão mais velho. Pois, Ann não tinha um ótimo pai porque era boa em algo e exemplar. Sim, por ser rebelde e diferente de seu irmão. E isso a deixava muito irritada, as vezes até com raiva de seu pai, no qual ficava louco tentando entender porque a filha estava tão brava consigo mas, mesmo sem obter resposta, ele a amava muito.
Amos Diggory fora uma perda extremamente árdua e difícil de suportar. Ann, surpreendendo-se da rapidez na qual ela revivera em sua memória coisas em que ela até havia esquecido, só por causa de alguém que a cutucava no braço, tratou de não deixar as lagrimas que brotaram em seus olhos, caírem. Abriu-os vagarosamente e viu quem estava em seu quarto. Era seu irmão, Cedric. Ann assustou-se e se levantou como se tivesse tomado um susto extremamente grande.
- Ced! - arfou ela. Parecia que havia corrido uma maratona, seu peito subia e descia rapidamente, uma das mãos segurando o cobertor, e a outra tirando os cabelos da franja lisa, que teimava em cair sobre seus olhos- Que susto! Como você conseguiu a senha?!
Seu irmão mais velho, (agora, com idade igual), sorriu alegremente, embora seu semblante não demonstrasse (olheiras ainda dominavam abaixo de seus olhos e ele parecia muito mais magro e pálido que os outros dias), e sentou-se ao lado de sua irmã a olhando carinhosamente.
- Bom dia pra você também princesa... - disse ele sorrindo, balançando a cabeça, de modo com que afastasse também o cabelo liso, de seus olhos, as semelhanças genéticas não enganavam ninguém.
- Bom dia Ced... - falou Ann tentando parecer mais simpática, rindo, e sentando-se definitivamente na cama encarando o irmão. - Mas você não me escapa da pergunta... como conseguiu a senha? E como conseguiu entrar sem que nenhum sonserino o estrangulasse antes de conseguir chegar aqui em cima?
Cedric riu novamente, meio enigmático. Ann não gostou desse ar e cruzou os braços o encarando.
- Bem... a senha consegui com a monitora daqui... esqueci o nome dela... - ele franziu a testa, tentando lembrar o nome da garota.
- Parkinson. Sabia que ela iria se atirar pra cima de você. Tirando o quatro olhos nojento, ela se atira pra qualquer um desse colégio. – falou Ann muito rápido, fazendo cara de quem tomara suco de abóbora estragado.
- Quatro olhos nojento? - perguntou Cedric erguendo uma sobrancelha sem entender nada.
- É, o testa rachada. – respondeu a irmã, olhando para as unhas despreocupada.
- Testa racha...
- Enfim, e como você conseguiu subir? - perguntou ela, voltando seu interesse para o irmão do que para as unhas.
- Não foi tão difícil. - falou ele dando de ombros. Ann ergueu as sobrancelhas, duvidosa. - Já que ainda são cinco horas da manhã...
A garota arregalou os olhos de susto, e olhou para a janela rapidamente. Já que o céu estava limpo com apenas algumas nuvens ralas (o que não impedia o vento gélido da manhã) e o sol brilhava por detrás de uma nuvem num lado mais rosa do céu, ela não reparara que ainda estava amanhecendo.
- O que você faz aqui tão cedo então? Aconteceu algo? Ced, você tá bem? – perguntou a irmã correndo os olhos pelo corpo do garoto, para certificar-se de que ainda estava inteiro. Depois ergueu e começou a tatear ele para ver se não havia nenhuma ferida ou se ele sentia dor em algum local. Logo após aproximou o ouvido na altura do coração do irmão para verificar se o coração ainda batia. Depois voltou para seu lugar esperando a resposta.
Devido o desespero da garota, ela fizera tudo isso bem depressa. Cedric apenas ria gostosamente da situação.
- Eu to bem Ann... – falou ele acalmando a irmã, com o sorriso ainda nos lábios.- Só vim conversar... faz tempo que a gente não conversa.- disse, subindo as pernas para cima da cama, as cruzando infantilmente.
- É... - riu Ann também cruzando as pernas e sorrindo.
- Então irmãzinha... - começou ele iniciando a conversa. - Que de "inha" não tem nada... - e fez uma careta engraçada. Ann riu mais ainda. - Como você cresceu hein? Eu me lembro da última vez que te vi... você tinha feições de rosto mais infantis e você era no mínimo uns 10 centímetros mais baixa. Fora as mudanças óbvias.- acrescentou ele.
- É... Ced... - disse Ann começando uma pergunta, ficando mais ereta- eu ainda não te perguntei... mas, como foi pra você ter voltado? Assim... quando você...- e respirou fundo- morreu, como foi?
Cedric pareceu considerar a pergunta, e parou um segundo, refletindo como deveria responder. Em seguida falou:
- Bem, na hora, eu senti sabe... - e esfregou o peito no lado esquerdo com força - como se... como se tudo tivesse ficado frio demais para suportar sabe?- E fez uma cara de quem estava tremendo de frio- Depois, eu não lembro de mais nada, tudo ficou escuro, e quando eu acordei no St. Mungus, foi como se eu tivesse despertado de um sono bem profundo e calmo. – suas feições aliviaram. - Eu até queria continuar dormindo. – e riu.
- Ah... - falou Ann com o rosto meio preocupado. - Bem... mas isso passou...
- É, passou... - concordou ele, balançando a cabeça, como se tivesse afastando um pensamento negativo. – Er... tem sido difícil ter 17 anos?
- Nem tanto, tem sido até divertido... – sorriu ela. - Apesar de eu não ter gostado nem um pouco da idéia do N.I.E.M's.
Cedric riu.
- Ah, mas eles são divertidos, você vai gostar! - e riu mais ainda.
- Você já tinha feito? – perguntou a irmã curiosa.
- Já. – afirmou ele, tomando fôlego. - Mas acredito que você vai se divertir com ele mais do que eu, não?
- Ow, claro! - concordou Ann, sarcasticamente. - Apesar de eu gostar de estudar, detesto pressão sabe? Estudo por livre e espontânea vontade, não gosto da idéia de que professores tem que ficar lhe avaliando, e isso me deixa mais preocupada ainda...
- Eu te conheço bem Annabelle Diggory. - falou Cedric rapidamente, pois sabia que ela iria iniciar um discurso sobre os absurdos que existiam nas escolas, como abuso de poder dos professores e pressão durante os exames.
- Claro que conhece. - falou Ann, não muito satisfeita com o tom do irmão para encerrar seu futuro discurso. - Mas você não vai ter que fazer ele todo de novo?
- Infelizmente vou... - disse ele pesaroso se aproximando da irmã e deitando sua cabeça no colo dela, relaxando totalmente.
- Hey, é festa? - perguntou ela rindo, com as mãos na cintura.
- É. - respondeu ele simples sorrindo lindamente.
Ann não resistiu, deu um tapinha no ombro do irmão, e começou a alisar seu cabelo carinhosamente.
Depois de um silêncio, que parecera durar uns 5 minutos, em que os dois pareciam pensar na mesma coisa, Cedric suspirou e falou:
- As vezes, eu penso... - e pausou. Fechou os olhos e engoliu em seco.- Eu penso... que... eu não queria ter voltado.
Ann surpreendeu-se com o comentário do irmão e falou:
- Cedric! Não fala uma coisa dessas pelo amor de Merlin! - repreendeu ela tirando a mão de seus cabelos.
- Calma, eu só... eu só penso.
Outro silêncio apoderou-se do dormitório.
- Sabe... eu penso assim... que se eu ainda estivesse... - respirou fundo. Ann acompanhou-o tensa. - morto, papai ainda estivesse aqui para tomar conta de vocês.
- Ahhh não Cedric, a mesma historia das férias outra vez?! - falou Ann com um pouco de raiva. O garoto levantou-se e olhou a irmã.- Se o papai achou que seria melhor assim, então vai ser melhor assim, ponto final! Não fica se lamentando não, nossa, esse teu drama, magoa à mim e à mamãe sabia? E pior! Deixa a gente preocupada!- desabafou ela com algumas lagrimas de volta aos olhos.
- Ann, eu sei...- disse ele desesperado para que a irmã entendesse. - Mas olha, talvez... talvez tivesse sido melhor se ele estivesse aqui não? Talvez tivesse sido melhor, porque ele iria defender você e a mamãe em tempos muito preocupantes! Eu não sei se eu iria conseguir viver Ann, sabendo que meu pai deu a vida por mim, com esperança de que eu cuide melhor de vocês do que ele mesmo, e eu fracassasse de alguma maneira, perdendo uma de vocês!! - ele antes pálido, agora tinha o rosto vermelho num misto de raiva e indignação.
- Mas você tem que se conformar Ced! Se ele quis assim, é porque tem que ser assim, e vai dar certo dessa maneira! E outra, ele não te pôs de volta aqui querendo que você viva nos defendendo! Eu já sou bem grandinha e sei me defender além do mais! Ele te pôs de volta aqui Cedric porque ele queria que você aproveitasse mais a sua vida, porque ele achou injusto você perdê-la tão novo! Será que é tão difícil de você entender e aceitar isso de vez?! - gritou ela, ficando vermelha assim como o garoto.
Cedric respirou fundo e baixou a cabeça, coçando a nuca, agoniado. Ann bufou, fechou os olhos, e encostou a cabeça na cabeceira da cama. Depois do que parecera mais cinco minutos, ele murmurou:
- Desculpa.
Ann o olhou. Ele tinha um ar cansado e triste. Ela sorriu procurando tranqüilizá-lo e respondeu:
- Tudo bem, mas você vai me prometer que vai tentar melhorar essa sua aparência tá? - falou acariciando o rosto do garoto e rindo. - Ah! E tem que prometer que vai se desestressar o mais rápido possível... aliás vem coisas por ai, que vão nos estressar demais até...
- Fora as coisas que já me estressam. - falou ele, deixando claro para Ann a que, ou melhor, a quem ele se referia.
- Ah Ced, você ainda vai ficar nessa por causa disso?! - perguntou ela indignada. – Sinceramente meu irmão, onde é que tá sua auto-valorização hein?! Obsessão tem limite... faça-me o favor...
- Eu prometo que vou melhorar.- falou ele sorrindo, como quem encerra uma conversa.
-
- AI MEU MERLIM É A TERCEIRA VEZ ESSA SEMANA, E OLHE QUE AINDA ESTAMOS NA TERÇA!!!
Ann levantou-se revoltada. Estava sentada na sua confortável cadeira em frente a mesa de cabeceira que transformara em escrivaninha para poder estudar. Ela estava realmente preocupada com o N.I.E.M.'s e até começou a escrever um artigo que iria ver se conseguia publicar no Profeta Diário, sobre "Pressão na Escola- Ensino ou Abuso de Poder?". Suas amigas riram quando ela falou sobre isso no café da manhã da segunda (em especial uma ruiva que adorava a provocar com risadas extravagantes). Com exceção de Hermione, que concordou em alguns pontos, elas ficaram a instigando durante todo o dia.
Voltando ao momento em que Ann se levantara revoltada. Ela se encontrava estudando "tranquilamente", até que ouviu um barulho de algum ser vomitando algo.
Ann esquecia constantemente as coisas em casa. Isso não podia negar. Mas quantas vezes seria necessário para a Sra. Diggory se convencer que ela não queria aquele "gato maldito"?!
- Pom- pom sai daí agora!!!! - berrou ela apontando para o chão, fuzilando o gato com os olhos.
Ele chegara na manhã anterior, junto com um bilhete de sua mãe:
"Você sabe que eu tenho uma grave alergia a esse gato,
Se você não quisesse era só dizer para a sua avó, agora agüente!
Tenha mais responsabilidade com suas coisas,
Espero que tudo esteja bem!
Bom ano letivo!
Cuide de seu irmão!
Ass.: Sua mãe.
PS: A ração dele mandarei pelo correio-coruja.
"Arghhh! Como eu iria dizer pra vovó que eu odeio gatos se ela sofre de surdez crônica?!" pensou ela jogando o bilhete fora, no dia anterior.
A ração viera realmente pelo correio coruja. Ann tratou de esconder rapidamente para que ninguém percebesse, nem mesmo suas amigas. Odiava o gato. Sempre odiou. Ele era "feio que nem a peste", era o que ela dizia todo dia que o via. Na verdade o gato nascera de um cruzamento de dois gatos mais velhos da sua avó, que achou perfeito dar a neta no seu 15º aniversário. Ele era branco, com pintas pretas por todo o corpo, e cheio de pêlos. Na verdade era um misto de persa com siamês. A única parte que Ann simpatizava mais eram seus olhos, extremamente azuis, iguais aos dela.
O gato se encontrava em cima de sua cama vomitando uma bola de pelos.
- Sai daí, seu retardado mental! Sai Pom- pom!!
"Minha vózinha me desculpe insultar a sua memória, mas que nomezinho ridículo a senhora foi dar a ele viu?!"
E com um impulso maior de garganta, o gato regurgitou. Uma bola molhada cheia de pêlos caiu na cama da garota que deu um berro de raiva. O gato simplesmente a olhou com um certo desprezo, e desceu da cama. Os únicos que enfrentavam os olhares furiosos de Ann eram seu falecido pai, e o seu "amado" gato.
- Ninguém merece, ninguém merece... - resmungou ela.
Acabara de perceber que não estava nem um pouco disposta a estudar. Bufou e fechou os olhos. Precisava de um tempo maior para si. Ultimamente só andava estudando, revisando matérias e lendo desesperadamente. Não só ela. Hermione e mais alguns alunos do 7º ano (a grande maioria), encontravam-se na beira de um colapso mental. Alguns tinham chiliques no meio do corredor, outros corriam no meio das aulas ao banheiro para vomitar, e outros tremiam em demasia na hora de entregar um dever a um professor. Ann achava aquilo um exagero. Mas ela chegava bem perto.
Ultimamente seu numero de escolhas para o prato na hora do almoço, jantar, e café da manhã haviam diminuído consideravelmente. Ela se sentia enjoada em todas as aulas, e suas mãos tremiam levemente na hora de entregar um dever. Mas nada demais.
Desceu para o salão comunal Sonserino. Era uma tarde agradável, com um sol refrescante e ventos nem gélidos, nem sufocantes. Mas os "zumbis" da Sonserina, como Ann adorava os chamar, preferiam a luz refletida verdemente para dentro do salão.
Estava bem barulhento. Garotos do 1º ano, brigavam e discutiam a um canto por cartões de sapo de chocolate gritando palavrões muito alto. Outros brincavam de puxar cabelos de garotas, e saírem correndo. Os mais velhos conversavam e gargalhavam alto, fazendo estardalhaço e falando pornografias e palavrões em alto e bom tom. Ann balançou a cabeça com um olhar de desprezo e nojo do alto da escada que dava ao seu dormitório. Como fora parar naquela casa tão patética?! Os monitores não pareciam muito preocupados em ajeitar toda aquela bagunça. Na verdade, não estavam nem um pouco preocupados. Estavam ocupados demais. Se amassando num canto do salão.
"Nossa...aquela Parkinson não aprendeu a beijar não? Vai engolir o coitado do Quinho!" pensou Ann se apoiando no murinho da frente de seu dormitório que dava para ter uma boa visão de todo o aposento, apoiando o queixo em uma das mãos entediada, e fazendo uma cara de mais nojo ainda. Em seguida riu. Riu primeiramente, imaginando como sua amiga, Hermione, reagiria se isso fosse no salão da Grifinória. Sentiu um repentino orgulho da sua casa. Depois riu do fora que o Malfoy acabara de dar na Parkinson, e depois saiu decidido sem dar muitas explicações, ou melhor, nenhuma. A garota ficou com uma cara horrorosa de indagação, que se desfez rapidamente, e saiu rindo bobamente da sala saltitante com suas "amigas".
Ann bufou e rolou os olhos. Patética.
Até que sentiu algo a agarrando pela cintura. Virou-se rapidamente e como um reflexo, deu uma cotovelada no ser que se encontrava atrás de si. Era o mesmo loiro que antes estava abusando da Parkinson, agora estava curvado, apertando o lado esquerdo de suas costelas e sentindo uma repentina falta de ar.
- Porra Diggory, isso doeu! - arfou Malfoy fechando os olhos de dor.
- Ah, era você Quinho... - riu Ann se apoiando novamente no murinho, como se nada tivesse acontecido.
- É, sou eu.- falou ele sarcástico se apoiando no mesmo local, ainda pressionando os lábios e segurando o lado que doía.
- Enjoou da Parkinson? - perguntou ela, fechando os olhos de tédio.- E resolveu vir para sua próxima vitima? Porque se foi... sinto lhe informar, mas no nosso caso a vítima é você...
- Ciúmes Diggory? - perguntou ele por cima rapidamente, mal ela terminando sua frase. Ele ostentava um sorriso maléfico, embora ainda apertasse suas costelas.
- Uma cotovelada não foi o bastante Malfoy? - disse ela respirando fundo.
- Isso é um jogo de perguntas? Onde estão as respostas?
- Não é você que vai respondê-las?
- Não, por que?
- Cala a boca Malfoy. - concluiu Ann, cansada de olhar para o salão, se virando e apoiando os cotovelos na pedra fria, ficando assim de costas para o aposento.
Draco observou os movimentos da morena. Era realmente linda. Ótima aluna na grande parte das matérias. Em especial, Poções. O loiro adorou ver a cara de otária da Granger quando viu que a Diggory a colocou no chinelo. E teve mais orgulho ainda pela garota ser da Sonserina. E soube que ela estudou em Eton, ou seja, ela deveria saber muito Artes das Trevas, já que lá eles aprendem a Arte e não a Defesa como em Hogwarts. O que a dava muita vantagem em DCAT também. Mas ele sentia que ela não era pro seu bico. Não sabia explicar direito. Só sentia que não era. "Se bem que ela daria uma ótima comensal...". Mal dito isso, a morena falou:
- Treinando muito pra sua iniciação?
Malfoy ergueu uma sobrancelha, e a olhou de esguelha. Ele continuava virado pra salão, e ela de costas. Ela girava a cabeça, como se estivesse relaxando.
- Que iniciação? - perguntou ele duvidando que ela estivesse falando a mesma coisa que ele pensava a dois exatos segundos.
Ela abafou uma risada irônica.
- Não to afim de iniciar outra brincadeira de perguntas sem respostas. - e voltou seu semblante sério-relaxante de olhos fechados.
O loiro suspirou. Ela era da Sonserina mesmo, e pelo o que já conhecia dela, ela não daria com língua nos dentes. Até porque se ela se atrevesse...
- Ando lendo alguns livros da sessão restrita, e treinando alguns feitiços e poções.
- Nada de maldições? - perguntou ela de prontidão.
- Como Diggory? Se o Ministério identifica maldições a milhões de quilômetros de distância?! - perguntou ele fazendo cara de descrente que ela estivesse lhe perguntando algo tão óbvio.
Ann suspirou cansada. Seus neurônios deviam estar afetados pelo estudo excessivo.
- Ah, é. - concluiu deixando sua cabeça pender para trás.
Draco também suspirou exausto. Ele não andava estudando muito, até porque estava mais tenso e concentrado na sua iniciação, que era muito mais complicada do que parecia. Se tornara um cliente VIP na biblioteca. Estava sempre na sessão restrita, pegando livros que esclareciam coisas sobre magia negra, e quando podia treinando alguns feitiços escondido. Era realmente difícil porque antes de executar algum, ele tinha que ir em um grosso dicionário de feitiços para verificar se não era ilegal. Na maioria das vezes eram proibidos por isso ele não treinava. Fora esclarecido por seu pai que depois do seu fracasso na operação de Dumbledore, ele realmente não iria começar com um cargo importante nos Comensais. "Então não é necessário muito" falou ele no verão, quando ele fora o visitar em Azkaban. "Ah, não é... só é preciso rachar a cabeça nos livros." Pensou ele depois de qualquer dia desses que passara a noite inteira estudando.
Encarou a morena outra vez. Não machucaria só perguntar...
- Você nunca teve curiosidade de ser um de nós não, Ann?
A morena parou de balançar a cabeça pra trás, como estava fazendo. Abriu os olhos, endireitou a cabeça ficando bem de frente ao loiro o encarando.
- Como? - perguntou ela piscando algumas vezes, duvidando do que o loiro estava perguntando.
- Eu também não estou afim de iniciar outra brincadeira de perguntas sem respostas. - respondeu ele imediatamente como se tivesse adivinhando o que ela ia falar, erguendo novamente sua sobrancelha.
Ann rolou os olhos em desaprovação ao gesto do loiro. Em seguida respondeu:
- Curiosidade já tive... - começou ela sem concluir.
- Mas...?? - disse ele franzindo a testa, como se estivesse aguardando uma reposta decente.
A morena não concluiu rápido. Virou-se novamente num gesto impaciente, voltando a encarar o salão pela terceira vez. Alguns garotos do primeiro ano que antes corriam e perturbavam sem parar, agora estavam dormindo com a boca escancarada e totalmente relaxados, e eram acordados grosseiramente pela monitora Parkinson que dava tapas nas cabeças deles e gritava com sua vózinha aguda em seus ouvidos. Ann estreitou os olhos com raiva da garota, há muito tempo estava esperando pela sua chance, agora com o Malfoy praticamente lhe oferecendo o que sempre queria, não ia deixar escapar, e se inspirando falou:
- Mas até hoje não fiz nada decente pra que eu pudesse entrar o mais rápido possível. Escute... - falou ela rapidamente o encarando fixamente nos olhos cinzentos do garoto. - Eu sei que o Lorde está recrutando o maior numero possível de comensais pro lado dele, porque afinal estamos numa guerra declarada...
Malfoy arregalou os olhos. Ela era realmente inteligente. Deduzira o principal plano do Lorde em menos de que? Três segundos? Ou será que já estivera planejando isso há tempos?...
- Então... - continuou ela. Parecia decidida. Estava agora em pé, totalmente erguida, com os maxilares endurecidos e seu olhar era totalmente gélido. O loiro sentiu algo estranho subir pela sua espinha. Preferiu não ir adiante com o pensamento do que essa garota poderia fazer com alguém que ela encarasse desse jeito.- Eu estou disposta a segui-lo. E sei que ele não vai se arrepender. Sei que você tem contatos para que possa me recrutar. Não me enrole. Senão vai se arrepender.
- Er... - o garoto não respondeu de instantâneo. Piscou varias vezes. Suas feições mudavam rapidamente. De preocupado à espantado.- Você... você tem certeza Diggory? Porque digo uma coisa...uma vez do lado do Lorde...
- Espero sua resposta até amanhã. – disse ela prontamente, e saiu novamente em direção ao dormitório.
-
Quem assistiu meu lindo espetáculo na quarta?! Hahahahaha, falem sério, foi a melhor quarta-feira da vida de vocês... não tem como não ser! E não venham com "ai Ann, aquilo foi uma maldade" que não cola, simplesmente NÃO cola... foi legal, foi divertido, e eu AMEI!
Ann corria desabalada com Hermione em seu encalço pelo corredor em direção a sua aula de Poções, que pela 7ª vez consecutiva foi selecionada como a aula que unia os Sonserinos e os Grifinórios. As duas sempre sentavam juntas. As vezes saiam da aula com um pouco de raiva de alguma de ambas, porque uma havia se saído melhor que a outra. Mas a maioria das vezes saíam sendo elogiadas pelo professor ou pelos garotos da sala (já que a as garotas preferiam passar seu tempo com inveja delas).
Mas dessa vez tinham se atrasado graças a Hermione, que acordara tarde demais. Ann havia combinado com ela de que quando houvesse aulas de Poções era iria busca-la de frente a sala comunal da Grifinória em uma semana e na outra a Granger iria no salão dela, e assim iam revezando, semana por semana. Esta semana era a vez da garota Diggory. Não que reclamasse disso, pois Hermione sempre fora responsável com horário e etc., mas como a Granger andava muito estressada e preocupada com o testes que vinham, ela sempre ficava lendo enquanto colocava a saia, ou abotoava a blusa, ou quando escovava os dentes (sim ela conseguiu uma maneira! Arrumou facilmente um feitiço que mantém o livro flutuando bem à altura de seus olhos), o que sempre a atrasava. Ann também fazia isso, e admitia, porém, nunca chegou ao ponto de atrasar.
Pois bem, hoje elas estavam "apenas" vinte minutos atrasadas. Fora o atraso da grifinória de quinze minutos, Ann aproveitou para passar um "pequeno" sermão na garota o que durou mais uns 5 minutos. Quando menos perceberam, já estavam bem fora de hora e começaram a correr pelo castelo que nem loucas, esbarrando em calouros, Hermione parando desesperada para ajudar, e Ann a puxando com força pelo braço.
Quando finalmente chegaram na sala e entraram. Estava completamente silenciosa, exceto pelo barulho de poções borbulhando diante de vários grupinhos que se concentravam, porém quando elas entraram todos rapidamente viraram as cabeças diante do som que a porta (muito antiga por sinal) fez. O Prof. Slughorn, que fora gentilmente convidado pela diretora McGonagall a continuar lecionando Poções, e aceitou sem nenhuma objeção, estava rondando um primeiro grupo de Sonserinos na frente da sala, ergueu os olhos e apertou-os diante da claridade do pouco sol que conseguira entrar na sala e se iluminava bem onde ele se encontrava. Primeiramente ficou um pouco perplexo que logo suas duas melhores alunas estivessem atrasadas, depois se endireitou pois estava inclinado verificando a poção do grupo e pigarreou. Estava mal-humorado.
- Nunca imaginei que estaria vivo no dia em que as srtas. fossem chegar atrasadas em uma aula. Espero que não se repita. A poção está no quadro. Vão para seus lugares e a façam em... - e verificou seu relógio de pulso. - ...dez minutos. - e ergueu as sobrancelhas enquanto se balançava em seus próprios pés com as mãos para trás, esperando que as meninas se movessem.
Os outros alunos que haviam parado de trabalhar, continuavam as encarando, esperando assim como o professor, no qual não parecia se querer se opor a tal atitude dos alunos, como forma de castigo pelo atraso como imaginaram as duas.
- Hummm, ele tá mal-humorado ou é só impressão minha? - gemeu Hermione pelo canto da boca, bem baixinho de modo que só Ann a escutava. A garota Granger estava congelada. Nunca levara fora ou reclamação por atraso na vida. Continuava apertando os livros contra o peito de olhos bem abertos que não queriam se concentrar em uma só coisa, observando todos ao mesmo tempo.
- E não tem cadeira pra gente sentar ou é só impressão minha? - murmurou Ann, também pelo canto da boca, e também congelada olhando para todos os cantos.
- Como assim Ann? Tem lá na frente do lado do segundo grupo! - sussurrou Hermione depressa. - Eu pensava que a gente tava aqui parada só por causa do trauma mesmo! - e gemeu novamente.
Ann encarou com uma cara do nojo a mesa que sua amiga se referia.
- Aquilo não é considerado mesa. Aquilo é o que podemos chamar de um chiqueiro. As galinhas, e Potter, o grande cavalo.- comentou a morena, respirando fundo, seu colo subindo e descendo rapidamente, mordendo o lábio inferior em forma de nervosismo.
Hermione muxoxou. Slughorn pigarreou franzindo loucamente a testa.
- Ann agora não é hora para preconceitos e briguinhas bobas! Vamos! - falou a garota baixo de forma autoritária, porém sem se mover. Apenas encarando a amiga de esguelha.
- Me recuso! - disse Ann agora em um tom alto suficiente para todos ouvirem.
Slughorn pigarreou outra vez.
- Ann!! - disse Hermione outra vez autoritária, só que no mesmo tom que a amiga.
- Me recuso novamente!
Slughorn outra vez.
- Ann Diggory, vamos!! - disse a garota agora apanhando o pulso da amiga e apertando-o de leve.
Lá na frente ouviam-se risadinhas abafadas, ao contrário de uma pessoa que ria abertamente. Era justamente essa pessoa que Ann agora fuzilava com os olhos. O garoto continuou a encará-la com divertimento, rindo e curtindo muito o momento. Logo em seguida ele ergueu uma sobrancelha, indicou o local em que Hermione insistia em sentar com ela, e depois piscou. A morena bufou impacientemente batendo o pé com raiva. Harry riu. Ou melhor, gargalhou. Mas o professor não parecia estar se sentindo incomodado. Pelo contrário... "o ídolozinho dele... o Potter" podia tudo naquela sala. Ele realmente havia se tornado o favorito do professor. Ann não duvidava nada que se alguma pessoa, fora ele, risse abertamente assim da situação, o professor repreenderia.
- Ann por favor eu imploro!! - sussurrou Granger agora implorando.
- Me recuso Granger! - falou ela decidida ainda encarando Harry ameaçadora, e ela se divertia com seu olhar.
Slughorn pigarreou pela terceira vez na manhã.
- ANN VAMOS! – gritou Hermione puxando-a pelo pulso fortemente, se descontrolando.
Ann se deixou levar e foi arrastada pela Granger até a mesa em que ela lutara consigo mesma insistentemente desde o momento que pisou o pé na sala de que não iria sentar. Potter a acompanhou de acordo com o passo relutante dela com o olhar divertido, a vendo colocar os pertences na mesa com tanta raiva que a mesa tremeu sob o peso dos livros pesados que ela jogara com tanta força. Depois ela deu a volta no local em direção ao armário de caldeirões com Hermione ainda em seu encalço pedindo desculpas ao professor pelo barulho que a amiga causara. O professor assentiu e continuou sua ronda pelas mesas. Ann abriu o armário com força.
- Que bosta... - sussurrou ela para si mesma.
Hermione que estava bem atrás de si, esperando ela pegar seu caldeirão, disse:
- Ann, eu simplesmente não acredito que você fez toda essa cena por uma implicância estúpida com o Harry.
Ann virou-se rapidamente falando em voz alta tamanha sua indignação.
- Implicância estúpida Granger?! - quase gritou.
Hermione tomara um susto e arregalou os olhos. A garota Diggory percebera que havia exagerado com a amiga, diminui o tom de voz e acrescentou:
- Não acho que seja uma implicância estúpida. Só porque eu sou a única nesse colégio que tem coragem de admitir que o Potter é um merda e percebo que ele não vale nada isso não significa que seja algo sem fundamentos. - falara isso de uma só vez, voltando outra vez para o armário.
A amiga suspirou, cansada. Agora já se tornara rotina ouvir Ann bufar, rolar os olhos, fingir ânsias de vômito, ou falar mal de Harry quando ele passava com as amigas e com Ron. Embora ela tivesse parado de falar (não totalmente, mas podemos dizer assim, comparando ao que eram antes) com eles, ainda sentia uma pontinha de raiva quando via ela o tratar dessa maneira. Afinal, eles já foram grandes amigos. E por mais que as suas atuais amigas preenchessem muito bem esse vazio, ela ainda sentia muita falta dos dois. E ver Ann os tratando desta forma, ela não conseguia suportar.
- Tá bem Ann, chega. Agora vamos parar com essa besteira porque isso já foi longe demais! - disse Hermione pegando seu caldeirão e ingredientes necessários, fechando a cara e se virando com raiva em direção a mesa. p caldeir
Ann olhou embasbacada para as costas da garota. Em seguida piscou os olhos várias vezes como se tivesse tido uma ilusão de ótica, engoliu em seco e deu de ombros pegando seus ingredientes e voltou relutantemente para sua "mesa".
Quando estava passando por um grupo de Sonserinos sentiu uma mão gelada e forte a puxar pra perto de um lado escuro da masmorra. Ficou apoiada num armário de ingredientes e poções prontas, enquanto via aqueles olhos cinzentos olhando para si fixamente no escuro.
- Dia de azar Diggory? - perguntou ele rindo sarcasticamente.
Ann bufou e rolou os olhos, cruzando os braços em frente ao peito.
- Pode crer Malfoy... - falou ela entediada. Depois lembrou-se rapidamente de uma coisa que pedira para o seu amigo fazer. - Draco...
- Pode deixar querida, já tá quase tudo pronto. – disse ele sorrindo e colocando as mãos nos bolsos, displicentemente. - Falei com um contato leal e ele disse que o Lord vai avaliar seu pedido, mas como você é sangue puro e é da Sonserina, suas chances são bem grandes.
Ann ergueu uma sobrancelha duvidosa
- E quem me garante que eu vou obter sucesso?
Malfoy repetiu o gesto da garota com um sorriso malicioso, e então tirou do bolso um pergaminho amarelado e colocou a frente da garota. Ann encarou o pergaminho indagadora. Depois ergueu novamente os olhos para o loiro, franzindo a testa.
- O que é isso? - perguntou ela.
Malfoy bufou e sacudiu o pergaminho o abrindo e ergueu na altura da visão da garota:
Malfoy,
Estou avaliando seu pedido de aceitação para com.entários sobre seu trabalho beneficente ao A.silo D. Senhoras viúvas. A carta com a nota final enviarei-lhe por C.oruja.
Ass.: L.incoln V.
- Sempre soube que você é um bom rapaz Quinho... mas... - começou Ann erguendo sua sobrancelha esquerda tão alto que desapareceu por debaixo de sua franja negra.
- Diggory não guarde seu talento só para matérias escolares por favor! - falou ele como se estivesse sem paciência sacudindo o pergaminho novamente e colocando mais perto ainda de seus olhos.
Ann analisou a carta e depois como um clarão em sua mente tudo se iluminou.
- Ahhhh... – sussurrou entendendo.- Isto... isto é... uma carta por código? - perguntou apontando para o pergaminho que ele enrolara novamente e colocava dentro do bolso da capa.
- Ahhhh! - sussurrou o loiro irônico.
Ann leu atentamente outra vez. As coisas começaram a fazer sentido.
Com.entários se referia à comensal, A.silo à Ann, D. à Diggory, e C...
- O que é C? - perguntou a garota invertendo a cabeça, como se esperasse ver algo aos lados do pergaminho.
Draco guardou novamente o pergaminho, suspirou e falou:
- Crabbe. - e engoliu em seco com uma cara de desprezo. - O pai dele conseguiu fugir de Azkaban não sei como, por isso ele está servindo de ponte para os alunos que estão servindo o Lorde e o Lorde.
A garota Diggory fez uma expressão de quem entendera. Mas em uma fração de segundos mudou sua feição rapidamente:
- Como?! Alunos que estão servindo o Lorde como assim?!! - sussurrou ela com força. Seus olhos arregalados davam a aparência a quem chegava naquela parte escura da masmorra, que duas pequenas esferas azuis brilhantes flutuavam.
Malfoy deixou escapar uma risadinha.
- Você acha que só você ficou rebelde nesse colégio? - perguntou ele cruzando os braços.
Ann muxoxou indignada.
- Quem mais que eu conheço que participa?
Draco refletiu um momento e depois falou calmamente, enumerando nos dedos:
- Bem... da Sonserina temos, eu, futuramente você é claro... Crabbe, Goyle, Parkinson...
- O QUÊ??!! - falou ela alto demais estupefata.
- Shhhhhhhh!! Cale e a boca Diggory!! - disse ele se aproximando dela rapidamente e tapando sua boca com força. - Sinceramente eu estou começando a refletir que será melhor você não entrar... demonstra demais seus sentimentos...
Ela empurrou a mão dele com força querendo falar.
- Não costumo ser assim. – disse ela voltando a ser fria. Endireitou a gola da camisa como se recuperasse de uma briga, com uma cara de desprezo para Draco que voltara a cruzar os braços diante da atitude da garota. - Mas é que logo a Parkinson?! Não tinha ninguém pior não?! O Lorde por acaso não pensa?!
- Não fale assim dele.- respondeu o loiro secamente. – Claro que ele pensa Diggory! Você que não está transparecendo pensar agora! Pra que você acha que a Parkinson serviria no grupo?- perguntou ele imponente e acrescentou rapidamente temendo uma resposta errada da morena- Pelo amor de Merlim, pense direitinho antes de responder ok?
Ann então entendeu e fez cara perplexa não pela primeira vez naquele dia.
- Ahhhh, então o negócio lá é mais divertidinho do que eu pensava... - falou ela satirizando e estreitando os olhos para o loiro.
Ele riu e depois se aproximou mais perigosamente da garota e a abraçando pela cintura.
- Bem que você poderia se candidatar a esse cargo também hein Diggory? - sussurrou ele em seu ouvido com sua respiração quente e lenta. Em seguida mordiscou o lóbulo da orelha da garota que deu um sorriso maléfico e depois fez algo que provocou um gemido alto do Malfoy.
Dera um joelhada em suas "partes baixas". O garoto estava totalmente curvado apertando o local prejudicado com as duas mãos. Ele tinha os olhos fechados com força e seus lábios espremidos tamanha a dor.
- Claro que não Quinho... - disse ela sensualmente em seu ouvido, se abaixando para ficar à altura do garoto. - Afinal, a carne boa, é a mais cara. Não se dá de graça, ao contrário da carne de cachorros...sendo mais específica, a buldogue da Parkinson... Enfim... - e se ergueu como se nada tivesse acontecido, e se espreguiçou longamente. – Vou indo, quando tiver a resposta definitiva...- e fez um gesto com a mão como se pedisse pra ele a ligar.
- Ann!! Espere! - grunhiu ele ainda com dor.
Andou curvado até o local onde a garota estava ainda apertando com uma mão o local e com a outra se apoiando nos objetos para não cair.
- Sim? - perguntou ela educadamente sorrindo.
- Se você tiver algum problema com o... - e levantou-se como se tivesse achado forças em algum lugar do seu âmago. Respirou fundo e abriu os olhos lacrimejados. - o... Potter... é só falar... eu...ajudo... com o que... precisar... - e terminou fechando os olhos novamente.
Ann riu acrescentou:
- Pode deixar, SE eu precisar eu chamo... mas acho que não vai ser necessário... - disse ela se afastando para voltar a sua mesa.
Pegou sua varinha rapidamente e abriu o armário que antes estava apoiada e uma poção pequena veio voando até sua mão. Agarrou-a e disse:
- Tome, vai ajudar a passar a dor... é queridinho, conviver com a Diggory aqui, é PAU! - e jogou a poção em direção do garoto que com uma mão alcançou a poção que quase caía.
Mandou um beijo no ar e saiu.
Quando chegou na sua mesa, Hermione já preparava a poção absorta. Tinha os cabelos presos num coque alto e algumas mechas onduladas caiam a seu rosto que se contorcia para se concentrar. Na mesa de Harry Potter, ele preparava a poção com algumas garotas o "ajudando" a prepará-la e ele parava constantemente para pedir para continuar sozinho. Mas ele não resistia e pedia rindo, no qual as garotas ignoravam os pedidos e continuavam a rir e beija-lo na bochecha. Até que chegou um momento que ele encarou o quadro, em seguida olhou as garotas, e suspirou, vencido, porém sorrindo.
Ann respirou fundo e engoliu em seco, fechando os olhos se voltando para a poção, com uma cara de nojo. Não suportava o Potter e seu jeito pomposo. Não conseguia entender o porque direito, só sabia que sentia nojo, repulsa por cada movimento do garoto. Olhou para o quadro:
"Poção para Curar Furúnculos- Cobrada no N.I.E.M's!"
Suspirou e começou a trabalhar.
-
- Arghhhhhh! Mas que merda! - gritou Ann no meio do corredor.
- Calminha Ann...já vai sair... - dizia Hermione esfregando tranquilamente a veste da amiga com um paninho.
Gina e Lynn vinham do outro lado do corredor e pararam atrás das duas amigas que se encontravam curvadas concentradas em algo na mão da garota Diggory. Cochicharam entre si e seguiram para as outras duas. Depois que pararam falaram alto no ouvido de cada uma:
- HÁ! - gritaram elas rindo escandalosamente em seguida.
Hermione colocou a mão sobre o lado esquerdo do peito, deixando cair o paninho e dando um pequeno grito. Em seguida, se abaixou xingando, e pegou-o, arfando.
Ann fechara os olhos e pedia para qualquer ser celeste que lhe abençoasse nesse momento para que não fizesse besteira. Já estava mal humorada por demais com um pouco da poção que caíra em suas vestes e agora insistia em não querer sair, deixando uma marca amarelada horrível sobre sua manga, e agora com esse susto (uma das coisas que mais a deixava com raiva), estava implorando à Merlin para que não se virasse e lançasse uma maldição imperdoável nas duas amigas. Permaneceu com os olhos fechados, respirando lenta e nervosamente.
Depois do que parecera uns cinco minutos de risadas, em que a própria Hermione já rira também, as amigas se viraram para ela e seus semblantes começaram a mudar de divertidas, para preocupadas, e de preocupadas para medrosas.
- A-A-Ann...você-ê t-t-tá bem? - gaguejou Gina com uma voz trêmula. Ela recuou dois passos.
Ann não respondeu. Apenas negou com a cabeça.
Hermione engoliu em seco:
- Ann... foi só uma brincadeira... brincadeirinha boba...
Neste momento a morena moveu os pés incomodada, porém ainda de olhos fechados, molhando os lábios, que pareceram secar de repente. Mexeu a cabeça fazendo movimentos circulares para relaxar e depois tremeu. Ainda não abrira os olhos.
As amigas recuaram mais três passos receosas, exceto Lynn que recuara apenas um.
- Ann, pelo amor de Merlin, foi só uma brincadeira... olha o drama né querida?! - falou a loira impaciente verificando o relógio. – Vamos não temos mais tempo para palhaçadas...
A garota segurou o braço de Ann e a puxou começando a andar decidida. Hermione e Gina não se moveram. A garota Diggory, porém, emperrou, forçando a loira a parar e em seguida puxou com força seu braço num movimento brusco. Falou, com a voz seca e baixa:
- Eu sei andar sozinha Lestrange. - afirmou a garota que ajeitou a mochila sobre seu ombro direito, empinou-se e saiu calmamente decidida como se nada tivesse acontecido.
Quando elas já andavam num ritmo mais acelerado, e as amigas tinham perdido o medo e conversavam animadamente atrás das duas primeiras, Ann empacou fazendo que Gina batesse o nariz em seu ombro e xingasse baixinho, Lynn que andara mais dois passos rápida e percebera só depois que a amiga parou, quase escorregasse no chão, e Hermione batesse com o livro que lia enquanto caminhava nas costelas da loira que ao contrario da ruiva xingou muito alto.
- Que é dessa vez, ó Dramática Diggory?!! - falou Lynn raivosa massageando as costelas enquanto Hermione murmurava um: "desculpe" baixinho.
Ann rolou os olhos, olhou para trás e encarando Gina e Lynn ao mesmo tempo, falou com uma voz firme:
- Ok, vamos por as cartas na mesa, anotem isso nas suas cabecinhas, pois é muito importante para que vocês possam conviver comigo em harmonia! - disse tão rápida que Hermione enrugou a testa, Gina arregalou os olhos e Lynn cruzasse os braços. - NUNCA, repito, NUNCA na vida de vocês, me assustem novamente... dessa vez fui caridosa e não fiz nada a vocês... mas da próxima não vou garantir minha sanidade, ok?!
Gina rolou os olhos e concordou com a cabeça. Hermione apenas deu de ombros com uma expressão : "eu- não- fiz- nada- mesmo" e voltou a ler absorta. Lynn que olhava para as unhas despreocupada, olhou para a morena como se tivesse acordado de um transe, e falou:
- Terminou? Ótimo, porque eu nem prestei atenção mesmo... - falou ela voltando a puxara amiga mais pra frente.
Gina andava calmamente ao lado de Hermione atrás, e a morena ainda lia absorta andando mais lenta que uma lesma. Ann que olhava para trás encarando as duas bufou e voltou-se para Lynn.
- Você tem que parar de me desmoralizar na frente das duas! O que elas vão pensar de mim? Que eu não cumpro o que eu falo? - falou ela raivosa para loira que riu abertamente depois da colocação da amiga.
- EU não tenho medo de você Diggory, mas a Weasley e a Granger ainda tremem na base quando você dá um dos seus escândalozinhos...
- Como assim, você não tem medo de mim?! - perguntou a morena indignada.
- Não tendo oras... ou você esqueceu que eu sou filha e cresci com Bellatriz Lestrange? - perguntou ela com um certo toque amargo na voz.
- Não esqueci da Titia Bella de jeito nenhum... - falou Ann sorrindo se divertindo com a cara amarga que amiga fazia. - Mas deveria ter... eu sou perigosíssima!
- Ohohohoh, pois sim Srta. Erva Altamente Venenosa, pode me dizer algo de altamente ruim que você já fez? - falou ela erguendo uma sobrancelha debochadamente, duvidosa.
Ann a encarou raivosa e depois fez cara de interesse.
- Você se parece muuuuuito com o Quinho, quando faz isso sabia? - comentou ela divertida.
Lynn ergueu ainda mais a sobrancelha fazendo um bico, ainda mais duvidosa. Ann riu gostosamente.
- Ai ai, sei não viu... esse povo do mal ai... - e parou estaticamente.
As outras que vinham atrás bateram de novo do mesmo jeito que antes, só que dessa vez que xingou alto foi Gina:
- Puta que pariu Ann, tá foda hoje hein, uma mula pra ficar empacando é retardada?! - gritou ela em plenos pulmões. Mas quando ia continuar sua boca foi tapada ligeiramente pela mão de Hermione que a puxou com força para um canto do corredor.
As quatro se encontravam numa curva de um corredor deserto. Ficaram encolhidas atrás de uma pilastra enorme com a escultura de um Javali maior ainda. Gina que se debatia para tirar a mão da amiga de cima de si, empurrou com toda força o braço da garota e sussurrou, ainda alheia a situação:
- Que é que tá acontecendo?!
- Shhhhh! - fizeram as outras três juntas olhando para um canto do corredor paralelo.
Harry Potter se encontrava "engolindo" uma garota loira albina, e de vez em quando falando coisas ao ouvido desta, que ria baixinho descontroladamente. Gina, na mesma hora se virou para Ann, assim como as outras duas. A morena fitava os dois com os olhos estreitos. Lynn deixou escapar uma risadinha abafada que foi censurada por Hermione logo em seguida. Até que se ouviram passos vindo do corredor de onde elas estavam.
As quatro se encolheram ainda mais, se era possível, (e estátua era realmente enorme e larga), e viram Ernesto MacMillan, monitor da Lufa-Lufa, vir em passos decididos, porém com um semblante constrangido e indeciso. Ele parecia travar uma luta interna para ter certeza do que iria fazer. Quando passara pelas garotas, elas ouviram-no dizer, para si mesmo, aos sussurros:
- É apenas seu dever... fale simpaticamente... ele não vai ligar..., você está cumprindo com seu dever...
Ele continuou repetindo, até chegar próximo do casal que não percebera sua aproximação. Parou e respirou fundo. Hermione se movera ligeiramente ao lado das garotas esperando a decisão do monitor. Por um segundo ele titubeou, porém, seguiu em frente e gaguejou baixo, que as quatro tiveram que se espichar pelo dorso do javali.
- Er... Ha-Harry... - e engoliu em seco.
O moreno, ainda agarrado com a garota, arregalou os olhos, porém quando viu Ernesto, riu e seu semblante aliviou-se. Piscou para a menina e falou:
- Fala Ernesto! - disse isso cordialmente, oferecendo uma mão para o garoto que aceitou-a tímido.
- Er... Harry... vo-vo-você po-po-de-de-ria vir a-a-aqui comigo um se-se-gundo? - gaguejou ele descontroladamente de olhos fechados.
Harry riu escandalosamente e divertido acompanhado de uma risada aguda e fina da garota que ainda estava agarrada a sua cintura.
- Tá, peraí Tracy... - falou ele tirando carinhosamente os braços da garota em volta de si, e foi mais para longe dela e das meninas que desesperadamente tentaram ouvir, porém não conseguiam.
Primeiramente Harry ouviu o que Ernesto falava nervosamente, muito tranqüilo com uma mão no bolso da capa e outro girando a varinha entre os dedos. Depois que o Lufa-Lufa falou, ele se aproximou ainda mais do garoto passando a mão por cima do seu ombro e falando algo muito mais baixo que antes, ou seja, se tornara impossível para as cinco garotas ouvirem.
A loira que esperava Potter, agora bufava de dois em dois segundos, Gina estava com olhos cor de chocolate arregalados como se ouvisse a conversa, Lynn lixava as unhas encostada na parede, Hermione torcia os lábios e se espichava como se estivesse tentado ver algo acima de uma multidão, e Ann apenas esperava indiferente.
A única coisa que conseguiram ver antes de Harry se virar com o garoto, foi um sorriso abobado do Lufa-Lufa e uma piscadela cordial e dois tapinhas que Potter dera nas costas dele. Em seguida Harry voltou para a loira sorridente, e MacMillan virou pelo mesmo corredor que vira, sorrindo ainda abobado e sumindo logo.
Hermione deixou o queixo cair enquanto observava Ernesto ir embora e Harry continuar a beijar a garota.
- Será que ele lançou um feitiço no MacMillan? - sussurrou Gina pesarosa observando o moreno começar a fazer cócegas na garota.
- Não... - respondeu Lynn ainda olhando o efeito das unhas. - Ele tinha um sorriso estúpido, porém os olhos estava em foco... se tivesse realmente enfeitiçado seus olhos estariam dando voltas e não fixos. - e guardou a lixa de volta na mochila. - E aí, vamos embora? Não to afim de ficar vendo o Potter se esfregando com uma lesma... - e fingiu uma ânsia de vômito.
Porém as atenções das três se viraram à Ann que agora tinha os olhos tão apertados que pareciam fechados.
- Hermione, você vai fazer algo? - perguntou Diggory rouca.
- Eu... eu... - começou a morena ainda em choque, boquiaberta.
- Beleza, deixa comigo... - sussurrou Ann se erguendo e indo em direção aos dois com passos decididos.
- Não, Ann!!! - pediu Hermione porém já era tarde. Resolveram seguir a amiga por trás lentamente.
Ann fingiu estar andando como se não tivesse visto o casal. Andava tão depressa que pareça que a qualquer momento ia correr. Quando parecia que ia colidir com os dois, Hermione e Gina fecharam os olhos e Lynn riu divertida. E colidiu. Com a loira.
Ann que estava carregando algo deixou cair a substância toda em cima da roupa da garota que deu um grito agudo de nojo. Era a poção para curar Furúnculos preparada mais cedo na aula de Poções. Ela tinha um aspecto nojento e amarelo e cheirava a pus. As vestes da garota estavam totalmente meladas com a poção.
Lynn riu escandalosamente no meio do corredor. Hermione suspirou de susto e Gina deixou o queixo cair.
- Ahhh, desculpa, não era minha intenção... desculpa... - fingiu Ann falsamente. Ela tinha uma expressão de culpa fingida horrorosa.
Tracy, a loira, olhou para Ann com os olhos fervilhando de fúria.
- Olhe por onde anda Diggory!! Foi culpa sua isso!! Você fez de propósito!!! - gritou ela quase cuspindo as palavras.
Harry observava a cena atônito. Estava com os olhos arregalados e a boca enviesada.
- Minha culpa?!! - falou Ann fingindo indignação colocando a mão no peito,teatralmente.
- É SUA! HARRY, VOCÊ VIU O QUE A DIGGORY NOJENTA FEZ, FAÇA ALGUMA COISA!! - berrou Tracy, agora roxa de raiva.
Lynn estava gargalhando tanto que teve que se apoiar no focinho do javali para não cair, e limpava as lágrimas agora. Ann olhou de esguelha para as amigas lançando-lhes uma piscadela, e depois voltando ao semblante culpado-falso para a loira e Harry.
- Er... Diggory, você realmente não deveria ter feito isso... - falou ele se colocando no meio das duas ainda abobado e engolindo em seco.
- Ah, é Potter? E quem me diz o que eu devo ou não devo fazer? Por acaso é você? - perguntou ela agora mudando seu tom de voz e suas feições para maldosa, cruzando os braços.
- Er... na verdade eu não quis dizer isso... quero dizer... - e então ele tornou sua expressão um pouco mais dura como se percebesse que estava se submetendo à algo e acrescentou- seja mais educada Diggory, senão conto para seu irmão o que você anda fazendo por ai com alguns garotos... ele pode até... morrer de susto, não é mesmo?
Silêncio. Lynn parara de gargalhar rapidamente e agora fuzilava Potter com o olhar. Ann endureceu os maxilares engolindo em seco ficando mais ereta.
- Cuidado nas palavras Potter...ou pode acabar num cemitério de novo, só que dessa vez... sem passagem de volta... - rosnou ela raivosa com os olhos antes azuis vivos e vidrados, agora frios e parcialmente escuros.
- Eu não tenho medo de cara feia Diggory e nem de palavras medíocres que nem as suas... - falou ele erguendo as sobrancelhas.
Ann respirou fundo e se moveu inquieta, em seguida falou:
- Potter...tome cuidado com o que você bebe...
E sem dar mais explicações saiu.
-
- Cadê a Ann?
- É mesmo não a vi desde da hora do almoço...
- Deve estar estudando no quarto...
- Será que ela vem jantar?
- Acho que sim, ela disse que hoje falou com um elfo que conhece, e ele disse que ia macarrão à alho e óleo.
- Será que ela passou mal ou algo parecido?
- Ah, para Gina, não aconteceu nada com ela, relaxa, ela só tá estudando...
As três amigas conversavam rapidamente na mesa de jantar que decidiram dessa vez tomar na mesa da Corvinal com Lynn. Sentaram-se. Gina ao lado de Hermione que lia um livro de Transfiguração que estava apoiado numa jarra de suco de abóbora, e Lynn do outro lado da mesa deixando um lugar vago, pra caso Ann aparecesse sentasse ao seu lado. A cada pessoa que se aproximava para sentar, ela lançava um olhar frio de profundo desprezo, e um à um seguia mal humorado para o outro lado da mesa.
- Será que ela vai demorar muito? - perguntou Gina servindo seu prato de macarrão, assim que as travessas se encheram.
- Por que? Já tá com saudades Sardinha? - disse uma voz atrás de si.
Ann sorria radiante, com uma saia que parecera que diminuíra uns cinco centímetros (o que já era muito, pois sua saia era curtíssima), os cabelos metade presos, metade soltos, com cachos negros caindo em seus ombros e com sua franja de lado que lhe dava um ar totalmente sensual. Sorriu para as garotas lançando-lhes piscadelas e sentando ao lado de Lynn animadamente.
- Ahhhh!!! A elfinha não tava mentindo!! Muuuuuito alho! - riu ela batendo palmas e se servindo.
Lynn riu e começou a se servir também. Gina acompanhou a loira se servindo de suco em demasia, e Hermione balançou a cabeça com uma expressão "essas meninas...", e virando uma pagina do seu livro enquanto levava o garfo a boca com a outra mão.
- Ah, respondendo a sua pergunta anterior Diggory, não senhora, apenas quero saber onde está minha blusa laranja que eu deixei naquele dia em cima da minha cama quando vocês me acordaram...- perguntou Gina cruzando as pernas com força por causa dos olhares de garotos que ficavam se abaixando para ver por debaixo da mesa Corvinal as pernas de Ann e consequentemente vendo as suas.
- Ah, aquela horrorosa que você fica parecendo uma abóbora ambulante? - riu ela gostosamente, cruzando as pernas só que sensual ao invés de desesperada em tapar a visão dos garotos, e furando com a ponta do garfo um dente de alho cru.
- Eu não fico parecendo uma abóbora ambulante com aquela blusa... - defendeu-se Gina indignada parando o garfo a caminho do seu destino.
- Ah fica Ginn... - disse Lynn sorrindo.- Tenho que concordar com a Ann, aquela blusa é terrível!
- To dizendo... - disse Ann mastigando lentamente o alho, se deliciando.
- Ergh Ann! Como você pode gostar de alho cru?! - exclamou Gina fazendo cara de nojo.
- É uma delícia, porque? Você já provou por acaso? - perguntou a morena pegando outro.
- Já, sem querer quando era pequena, mas já! - disse Gina cruzando os braços para garota.- Isso dá um bafo terrível... eca Diggory!!! - e fingiu vomitar em cima do prato.
- Hahahaha, bafo?! Eu?! - riu Ann alto. - Hummm...já sei, vou provar pra você que eu não tenho... - e se esticou por cima da mesa soltando seu hálito na direção de Gina.
Hermione se afastou entre riso e cara de nojo afastando também seu suco de perto da garota. Gina gritou um "eca!" estridente quase caindo da cadeira pra trás. Lynn riu alto e falou:
- Tá bom Ann, você tá proporcionando uma visão muito boa pros Sonserinos... - e puxou a garota pelo casaco a fazendo sentar.
Hermione voltou a sua posição inicial rindo e apoiando o livro na jarra de suco novamente, enquanto Gina ria e perguntava:
- Sério agora... como você pode gostar de alho? É tão... fora do normal... - falou ela enquanto a mesa se enchia agora de tortas e bolos.
- E quem disse que ela é normal?! - disse Lynn como se fosse a coisa mais óbvia do mundo pegando uma lixa de unha novamente.
- É! Mas todo anormal tem seus segredos! O meu é simples... - disse a morena viciada em alho, pegando uma goma de mascar de menta que estava mais adiante e mascando com energia. - E ai, novinha! - falou ela esticando a língua para a ruiva que retribuiu rindo.
O salão então se encheu de gargalhadas de repente. As amigas se levantaram pra ver pois agora todos tinham os olhos voltados para a mesa da Grifinória e alguns se ergueram alto pra ver o que se passava. Gina subiu em cima da cadeira pois era a mais baixa das quatro. Então suspirou e cobriu a boca com as mãos rindo.
Harry Potter se encontrava tentando cobrir o rosto com as mãos porém não obtinha sucesso pois elas também estavam: cheias de furúnculos. Furúnculos horrorosos e grandes. O salão inteiro agora gargalhava da cena. As amiguinhas dele eram as únicas que faziam cara de pânico e não riam. Rony ria porém estava um pouco embaraçado.
Lynn gargalhou alto junto com Gina que também se divertia com a situação e olharam ambas para Ann. Hermione já encarava a morena com uma expressão de quem pedia explicação.
Ann brincava com a varinha transfigurando seu docinho em caramelo, depois em chocolate e depois em chiclete. Riu para o seu próprio prato e olhou vagarosamente para os olhares a cima.
- Que foi? - perguntou ela ainda rindo.
- "Tome cuidado com o que você bebe". - repetiu Hermione cruzando os braços- Foi você não foi?
- Foi, por que? - perguntou ela, fingindo cansaço, porém ainda com um sorriso de orelha à orelha. Se levantou ajeitou a gravata das vestes.
- Por que?!! Por que??!! - quase berrou Hermione ficando vermelha. - Você infringiu pelo menos umas quinhentas regras da escola sua louca! E você sabe que a poção é fortíssima e ninguém naquela bosta de sala prestou atenção na aula da poção que cura a não ser eu, você e os Sonserinos, e tenho certeza que nenhum Sonserino vai ajudar! E se eu não sou muito burra... o que obviamente não sou... - disse ela rindo nervosamente. - ... você fez uma poção com um feitiço dono em cima!
- Feitiço dono?! - perguntou Gina fazendo cara de quem não entende nada.
Lynn gargalhou e falou:
- Aê Nanny! Mandou muito bem! - e bateu a mão com a da morena que riu abertamente.
- Feitiço dono, é o que se põe em cima de alguma poção que só quem fez pode fazer com que a poção que cure o efeito desta, funcione... - respondeu Hermione muito rápida com um olhar severo ainda colado na garota Diggory que ria.
Gina pareceu nos primeiros segundos não entender, mas depois seu rosto foi ficando mais aliviado como quem entendia vagarosamente,e assim deixou sair um assobio baixo.
- Fez não fez Ann?! - perguntou Hermione ainda esperando resposta.
Ann conseguiu parar de rir devagar, e respondeu indiferente:
- Ele ficou mais bonitinho assim não foi?
Hermione balançou a cabeça e seguiu salão afora com seu livro embaixo do braço, sem falar com elas. Gina quando percebera isso saiu correndo atrás da amiga.
Lynn balançou a cabeça terminando de rir. Poucas pessoas ainda restavam no salão rindo e fazendo piadas sobre o Potter.
- Tá bom, acho que por hoje é só... vamos? - falou a loira indicando a saída com a cabeça para a amiga.
Elas andaram para fora do salão calmamente ainda comentando o que acontecera ao Potter.
- Você viu aqueles furúnculos horríveis? - perguntou Lynn. – Você fez o completo?
Ann que havia voltado a seu ar intelectual (com seu óculos pretos retangulares no rosto e sua face mais fechada), abrira um livro e lia acompanhando a amiga rindo, mas com os olhos grudados no livro.
- Claro. - respondeu ela simplesmente sorrindo sem tirar os olhos do estudo.
Lynn gargalhou e depois falou:
- Sério agora Ann... - começou ela. - Você fez mesmo um feitiço do dono?
As duas viraram para outro longo corredor que dava as escadas aos dormitórios. Ann suspirou virando a pagina e virando para o corredor como se estivesse com o rosto erguido vendo tudo a sua frente.
-Fiz, por que? Olha... - falou ela sem esperar que Lynn respondesse. - o testa rachada mereceu... você sabe muito bem que sim... ele tirou sarro do Ced... e eu não ia deixar barato, pronto. Até parece que vocês não me conhecem.
- É Ann, mas a Mione bem que tem um pouquinho de razão, escada! - acrescentou ela para a amiga que lia, mas ainda prestava atenção o que ela falava. A morena começou a subir indiferente. - Feitiços Donos são altamente proibidos. Aqui no colégio, e o Ministério também já avisou que quem fosse identificado seria altamente punido...
- Eu não dou a mínima pra o que o Ministério ou as regras nojentas que ficam penduradas na frente da sala do Filch falam. - disse ela rápida pulando o degrau que sumia junto com Lynn, sem tirar os olhos do livro.
- Ai ai... - suspirou Lynn, cansada relaxando os ombros. - Sei que não adianta discutir com você... por isso... boa noite. - disse ela sorrindo e dando um beijo na bochecha da amiga.
Elas haviam chegado no fim da escada e então Lynn seguiu para a direita e Ann para a esquerda.
A garota virou em um corredor que dava à uma escada que descia para outro corredor escuro. Andava rapidamente, os olhos ainda grudados no livro. Quando entrou no corredor escuro que dava acesso ao salão da Sonserina, que estava deserto, parou de ler, e ergueu o rosto para o breu.
Estava altamente quente o local. Ela retirou o suéter ficando com a blusa branca e a saia, apoiou o suéter nos ombros e respirou fundo.
Se aproximou de uma porta que dava à uma sala na qual ela nunca entrara, e apoiou as costas na parede ao lado da porta. Fechou os olhos. Não lembrou quanto tempo ficou naquele estado, apoiada na parede que ao contrário do local quente, estava altamente fria, de olhos fechados pensando em nada.
Até que sentiu uma mão quente contra sua pele. Estava no seu braço. Ela não abriu os olhos de imediato. O toque era suave, mas depois foi se agravando até que apertou seu braço.
Ann abriu os olhos, mas antes que pudesse ver algo entrou na sala desconhecida, que estava no mais puro escuro. Não se enxergava nada.
Até que um clarão repentino veio tão rápido que ela espremeu os olhos contra a luz. Foi abrindo-os devagar. Era uma lamparina que estava pendurada na mão de alguém.
Mas além da mão, ela não conseguiu ver mais nenhuma parte do corpo do indivíduo.
- Mas quem...? - começou ela porém a lamparina se aproximou mais da pessoa que segurava, e dois pequenos brilhos verde-esmeralda apareceram. - Potter.
Ann cruzou os braços desafiadora.
- Que é que você quer? - perguntou ela com uma voz amarga.
O garoto não respondeu de instantâneo, os olhos verdes ainda a encaravam e Ann tinha certeza que brilhavam de fúria. Abafou uma risada por isso.
- Muito engraçada essa piada que você fez hoje Diggory, mas saiba que pra mim não teve a mínima graça. - falou a voz rouca e grossa do garoto.
Ann sentiu um arrepio repentino na espinha, porém seu rosto continuava indiferente.
- E quem disse que eu esperava que você achasse engraçado? - perguntou a sonserina com um sorriso maléfico no rosto.
Sua voz era baixa e perigosa. Qualquer um teria medo. Porém Potter segurou seu olhar furioso e falou:
- Você tem que ser punida... além de colocar a poção no meu suco, fez um feitiço do Dono por cima porque eu tentei tirar com Slughorn e Madame Pomfrey e não consegui! - sua voz agora era áspera, mas Ann sentiu novamente o arrepio.
- Punida?! Por que?! - disse ela se aproximando mais do garoto para ver seu rosto. - Porque mostrei sua verdadeira face? Mostrei o monstro que você é por dentro?
- Ahhhhh! Então a srta. Admite que foi você que fez isso! - disse ele sorrindo agora a luz da lamparina.
- E porque não admitiria? Mesmo que eu fosse expulsa de Hogwarts Potter, eu iria de cabeça erguida e muito feliz, acredite. - falou ela com o queixo erguido.
Harry tinha uma respiração forte de raiva. Ele parecia estar fechando os punhos para não bater na garota que a olhava fria e desafiadoramente em sua frente. Encarou os olhos azuis claros que agora estavam o fuzilando. Ela ergueu uma sobrancelha sem piscar. Ele retribuiu o mesmo gesto.
- Concerte. - falou ele sem mover os músculos da face.
Ela agora ergueu as duas sobrancelhas e começou a rir. Riu muito. Potter a encarava com raiva esperando que seu "showzinho" terminasse.
- E você acha que eu...eu... - falava ela entre os risos. Até que desistiu de falar e riu até o fim de suas forças.
Assim que parou de rir, respirou fundo, enxugou algumas lágrimas que haviam caído por causa do riso em demasia.
- Ai... - suspirou ela cruzando os braços de novo o encarando com um sorriso maléfico. - Enfim... você acha que eu faria isso de graça?
Ele enrugou a testa e depois fez cara de quem entendera algo.
- Ahhhh! Você quer me humilhar na frente da escola toda não é isso?! - perguntou ele apontando pra ela com a outra mão, a acusando. - Você quer que eu fique fazendo algo pra você não é? Pois bem... não farei nada pra você Diggory.
Ann riu.
- Então tá... nada feito... continue esse quasímodo ai que era pra ser sua verdadeira face mesmo... - falou ela saindo do local com os braços cruzados.
Mas houve um pequeno problema. Tudo estava no pleno breu. Harry escondeu a lamparina atrás de si, para que Ann não visse mais nada, nem um palmo a sua frente. Ela saiu tateando, mas não encontrou a saída. Rosnou de raiva e virou-se pra onde ainda vinha uma pequena luz.
- Que bosta Potter me tire daqui! - disse ela ardendo de ódio.
- Não senhora... me cure e eu lhe deixo sair daqui. - falou ele com um olhar vitorioso.
Ann arfou de raiva e ficou estática por uns segundos. Depois que parecera recuperar os movimentos falou:
- Pois bem, façamos um trato. - disse se aproximando novamente do moreno. - Eu só tenho aqui o suficiente para acabar com os furúnculos do rosto... você passa isso no seu lindo rostinho... - e tirou um pequeno frasco em forma de gota do decote por debaixo da blusa.
Potter olhou para os movimentos da garota engolindo em seco e seus olhos fixos nas mãos dela que seguiram até seu decote e depois voltaram para frente de seus olhos com o que parecia uma poção-pomada. Epa! A mão de Ann fora pra frente de seus olhos, mas os danadinhos ainda insistiam no decote da garota.
-E você paga de alguma forma, que depois te entrego outra poção novinha para você passar por todo o seu corpinho... que tal? - falou ela com uma voz provocante.
Colocara de volta o frasco de onde viera e Potter não precisou acompanhar com o olhar as mãos da garota, pois seus olhos ainda estava fixos no seu destino. A voz dela provocante, o tirou de seus devaneios do que poderia...
- Ah, claro, quero dizer... depende - falou ele voltando seu semblante a sério. - Depende... o que você quer que eu faça?
Ela explicou tudo a ele. Ele agora ostentava uma feição de nojo no rosto. Sua boca estava entreaberta e os olhos arregalados.
- Ah, admita Potter, peguei leve com você! - falou ela cruzando os braços de novo.
- O que?!! Leve?! - disse ele indignado alterando a voz, mas censurado por Ann que levantou uma sobrancelha, ele baixou-a novamente. - Alho Diggory?! Por que logo alho?!
Ann não se segurou e se preparou pra sua terceira sessão de risos do dia. Começou a gargalhar enquanto Harry ainda tinha cara de nojo e tinha os olhos na garota que tentava tirar a franja que teimava em cair sobre seus olhos. Não soube quanto tempo ficou ali, parado, a olhando, e não sabia mais se era porque estava indignado ou se porque ficara encantado com a beleza da garota. Até pra rir espalhafatosamente ela era linda.
- Porque... porque... - disse ela se recuperando e retirando os óculos para enxugar as lágrimas com as costas das mãos. - Porque Potter... alho é minha comida favorita. Mas me sinto tão... tão... anormal comendo sozinha... - isso lhe fez lembrar da cara tosca de nojo que sua amiga ruiva havia feito mais cedo e Ann se segurou muito para não cair na gargalhada outra vez- Então quero que você me acompanhe nos meus costumes...
- Nada disso!! Você realmente acha que eu vou me curvar para seus costumes Diggory?! - falou ele com uma voz nervosa.
- Ah, então, tá, nada feito... boa sorte com os furúnculos na bun...
- Tá, tá, tá!!! Me dá logo essa porcaria!! - falou ele estendendo a mão de frente a garota.
- Jura? Você tá falando sério quatro olhos?! - perguntou ela rindo radiante.
- To né, não tem outro jeito... - falou ele dando de ombros fazendo bico.
Ela riu e bateu palmas.
- Ah! Que bom!!! Lembre-se sempre você deverá comer... café da manhã, almoço e jantar! Ah e não esquecesse da goma depois porque ninguém merece o bafo, eu admito. - disse ela pondo a mão no peito como se fosse culpada de algo. - Ah, a goma só serve de menta, por isso encha seu estoque todo jantar, eles não costumam servir aquela goma nas outras refeições... e... - fez uma cara pensativa e concluiu sorridente. - acho que é isso!
- Pior que não tem nem como eu provar que foi você que fez isso, senão você estaria altamente encrencada Diggory... - resmungou ele.
- Ah, relaxa Potter... afinal de contas... só é até o jantar de Sábado!
Ela piscou e pegou a poção de dentro do decote, e o entregou.
Ele abriu desesperado deixando a lamparina em cima da mesa, e começou a passar a poção vagarosamente no rosto. Depois que passou esperou. Ele agora estava realmente ridículo. Cheio de furúnculos e com uma pasta amarela na cara.
Ann começou a gargalhar novamente. Curvou-se e apoiou as mãos nos joelhos.Só que quando olhou para cima recuperando-se, ele já estava com seu rosto normal.
Joelhos tremendo. "Mas que porra é essa?!".
- Melhor? - ele falou quando percebeu que ela parara de rir e o olhava com uma cara estranha. Sua voz saiu mais rouca que o normal.
Arrepios. "Dá pra parar?! Será que eu to com problemas nos nervos?!".
- Er... acho que tá! - disse ela sem graça, mas depois recuperou sua pose fria. - Sabe, já tava me assustando com aquela sua antiga cara... - falava ela enquanto ele passava a mão pela face, lisa novamente, sorrindo. - Eu ia começar a ter pesadelos...
Ele riu sensualmente. "Sensualmente?!". E se aproximou da garota, perigoso. A agarrou com força pela cintura. Ela pelo susto apenas seguiu-o. Ele aproximou sua respiração quente dos seus ouvidos. Seus joelhos tremeram novamente. "Qual é o andar mesmo da Madame Pomfrey?! Nossa castelo grande esse hein?!...". Ele riu da fragilidade da garota tão fria, soltando o ar pelo nariz, que próximo ao ouvido da garota, provocou uma reação que nenhum dos dois esperavam. Ela arfou e apertou os braços do garoto enquanto ele colocava as pernas entre as suas e falava:
- Obrigado Diggory.
Saiu de perto dela a deixando totalmente mole e olhando para frente, abobada. Ele riu e se aproximou da porta a abrindo. Uma fresta de luz muito fraca adentrou no aposento.
Harry olhou para trás rindo e acrescentou:
- Mas que lugarzinho hein? Só podia ser da Sonserina mesmo... - e saiu fechando a porta atrás de si.
Ela ficou o que parecera uns cinco minutos olhando para a porta fixamente.
"Ok, ok, ok... Annabelle Diggory, o que está acontecendo com você? Foi só o Potter... foi só o testa rachada... ele não presta esqueceu?! Para merda de olhos verdes, de aparecer na minha cabeça!!" pensava ela com raiva andando de um lado para o outro da sala ainda iluminada pela lamparina que estava sobre a mesa.
O que Pansy Parkinson que passava com Blaise Zabini no corredor escuro que dava ao salão da Sonserina ouviu foi um barulho estrondoso de algo de vidro se chocando contra a porta da sala que ficava no meio do corredor.
Ann Diggory saiu da sala batendo os pés e arfando. Parecia estar morrendo de ódio. Apanhou um livro e um suéter que estavam na frente da porta e saiu como um foguete em direção a sala.
- Estressada essa Diggory não? - perguntou Parkinson com sua voz fina.
Mas quando olhou para o lado se deparou com um Zabini abobado olhando para as pernas da garota que acabara de entrar na sala comunal.
Deu um tapinha no ombro do garoto e quase gritou com sua voz irritante:
- Você me ouviu?!
Blaise piscou várias vezes alisando o local em que a garota batera, os olhos ainda fixos na porta do aposento.
- Claro... maravilhosas pernas...
-
Ahhhhhhhhh, o show foi um máximo!!! Juro que eu quando terminar Hogwarts vou mandar uma carta para o Ministério dizendo o quão boa eu sou em Poções para ver se eu consigo entrar na Associação Internacional de Poções e Operações Mágicas... meu pai ficaria orgulhoso disso...
Er... sem drama.
Enfim, como vocês puderam ver, eu fui muito piedosa, e dei a pomadinha para o Pottinho... gente, comer alho não é tão ruim assim né? Não, sério agora... é porque vocês já comem pensando que vai ser ruim... quero dizer, o psicológico influi, mas não tem nada a ver, experimentem como se fosse chocolate... garanto que não vão se arrepender!!
- Pára Ann!!! – gritou Gina aborrecida olhando para trás.
- Que foi? - perguntou Ann cinicamente, escondendo as pedrinhas embaixo das costas.
- Pára de jogar essas porcarias de pedras nas minhas costas! – rosnou ela vermelha de raiva.
Ann riu. Elas estavam a beira do Lago Negro, aproveitando um estranho dia ensolarado em pleno inverno. Gina e Hermione estavam com os pés dentro d'água, enquanto Ann e Lynn encontravam-se deitadas confortavelmente sobre a grama. Os garotos das várias casas, que também aproveitaram o lindo dia para passear pela propriedade, passavam pelas duas garotas deitadas com olhares maliciosos e cobiçadores para suas pernas, que estavam ainda mais a mostra. Mione e Gina pareciam sentir vergonha pelas amigas ao perceber os olhares secantes, e davam cutucões para que as duas se compusessem. Mas elas não ligavam, até gostavam.
A garota Diggory agora, se divertia jogando pedrinhas na ruiva Weasley que de vez em quando se virava pra reclamar, vermelha que nem um pimentão.
Lynn apoiada nos cotovelos, se encontrava de olhos fechados banhando-se de luz solar, Hermione lia (milagre!), e Gina reclamava e jogava pedras no Lago.
- Ai ai... assunto? - comentou Ann, uma vez cansada do silêncio que só era interrompido pelo farfalhar das páginas do livro de Hermione e das folhas das árvores e do canto dos passarinhos.
Lynn suspirou e abriu os olhos vagarosamente.
- Hummmm... - murmurou ela fazendo uma cara maléfica.
Ann captou a mensagem rapidamente.
- Já sei... - sussurrou ela.
Hermione olhou de esguelha pras duas franzindo a testa. Gina apenas esperava olhando para o horizonte.
- E então Lynn... - começou Ann olhando fixamente para as costas da ruiva. - Nunca mais vi o Quinho... por onde ele anda? - perguntou ela cinicamente com um brilho maldoso nos olhos.
Gina então arregalou os grandes olhos castanhos para o horizonte e se mexeu incomodada.
- Rapaz... - disse a loira sentando-se, balançando sensualmente os cabelos longos. - Ele andou me dizendo que tava muito ocupado com umas aulinhas particulares...
- Ééééé! - zombou Ann piscando. - Ficou sabendo disso também Sardinha?
Gina apenas moveu-se outra vez inquieta, e não respondeu nada, apenas ficando mais ereta, como se desafiasse as outras duas. Ann piscou novamente para Lynn.
- Sabe Lynn... eu não gostei muito não...
- Do que criatura? - perguntou a loira cinicamente, fazendo cara de quem não entendia nada.
Hermione abafou uma risada, virando a página.
- Do beijo... - continuou Ann olhando as unhas.
- De quem?! - indagou Lynn outra vez.
- Putz, mas você é loira mesmo ou é só a tinta que tá atingindo seus neurônios? - falou Ann como se tivesse perdido a paciência, colocando as mãos na cintura.
Lynn gargalhou, e Hermione não se contendo e riu descontraidamente. Gina continuou imóvel, apenas encarando o nada.
- Do Quinho oras bolas! - riu a morena.
- Ah!- a loira sufocou um gritinho, pasma de indignação. - Mas que blasfêmia! Jamais!! O Quinho, beija mal?!
- Ahhh beija... tipo... - Ann fazia uma cara de indecisão completa. - Não é mal mal mal... sabe? É... muxoxo... - e fez um gesto com a mão indicando mais ou menos.
- Que absurdo!!! Sardinha, você ouviu isso?!! - quase gritou Lynn com uma falsa indignação, muito mal fingida.
Se aproximou da ruiva que continuava olhando pra frente, e falou perto de seu ouvido:
- Ela... a garota má Diggory, está dizendo que o Quinho... beija mal!! - sussurrou a garota provocando-a.
Ann ria atrás das duas esperando a reação da ruiva. Gina porém, só moveu a boca para falar:
- Só porque a Diggory tem uma sensibilidade de uma boca de lixo, não quer dizer que nós temos que ter também, não é? - falou ela entrelaçando os dedos no colo, antipática.
Ann ficou boquiaberta, com os olhos arregalados, encarando as costas da ruiva, que sorriu desdenhosamente para frente. Hermione também arregalou os olhos deixando o queixo cair um pouco, e Lynn balbuciou, piscando várias vezes:
- Também não precisava jogar duro não é Ginn? - ela endireitou-se ao lado da ruiva colocando os pés na água também.
Ann pigarreou, e sentou-se ao lado da loira, apanhando um livro que Hermione deixara de lado, e começando a ler rapidamente.
Até que um barulho de risadinhas despertou a atenção das garotas que estavam em pleno silêncio. Cedric vinha caminhando pelo jardim, lendo, sozinho, com o suéter e a mochila apoiados num ombro. As garotas que deram risadinhas, por incrível que pareça, eram fãs do Potter que assobiaram e jogavam charme em cima do garoto que passava.
Lynn instantaneamente virou a cabeça pra frente, balançando seus longos cabelos loiros, mostrando indiferença. Hermione quando percebera o motivo do barulho apenas voltou a ler, e Gina olhava para o horizonte fixamente.
Ann, com um certo ciúmes das garotas assanhadas murmurou com os olhos estreitos:
- Oferecidas... - e gritou em seguida. - Ced! Hey, aqui! - e levantou a mão para o garoto.
O moreno levantou os olhos do livro rapidamente, e quando enxergou a irmã, sorriu meio embaraçoso quando percebeu com quem ela estava. Ele continuou estático no local, ainda sorrindo.
- Vem aqui! - gritou Ann, agitando a mão no ar. - Vem logo!!
Ele franziu a testa, e falou coçando a nuca, encabulado:
- Ah... er... - começou ele, porém Ann já se levantara e correu em sua direção.
Ela se aproximou correndo e falou enquanto puxava seu braço:
- Vem logo lesinho! - ela tentava arrastar ele com as duas mãos.
- Não... Ann... - tentava argumentar ele, travando.
- Vem!!!! - quase gritou ela o puxando com tanta força, que lhe deu um solavanco.
Ele andava vagarosamente, enquanto a irmã a puxava com energia. As garotas que assobiaram para ele estavam agora lançando olhares de inveja e desprezo para Ann que fingiu nem vê-las. As amigas da garota, ainda estavam absortas, Gina e Lynn olhando para o nada (embora a loira tivesse endurecido o maxilar e batia com força até demais os pés na água), e Hermione lia, alheia a qualquer movimento delas.
Ann aproximou-se do grupo, se sentou ao lado da loira cruzando as pernas infantilmente (que se mexeu incomodada), e puxou com tanto força o irmão para sentar-se que ele quase escorregou na grama.
Ann apanhou de volta as pedrinhas atrás de si e deu um punhado para seu irmão e ficou com o resto.
- Quem joga mais longe? - perguntou ela com um ar divertido, jogando sua primeira pedrinha.
Ela fora realmente muito longe, e Ann olhou para o irmão desafiadoramente, erguendo a sobrancelha.
Ele ergueu as sobrancelhas de volta e jogou a sua que fora bem mais longe, e foi bem mais forte. Ann fez um bico indignada.
Com o barulho mais forte, Hermione olhara para a outra ponta e percebera a presença do garoto pela primeira vez no dia.
- Ah... boa tarde Cedric! Nem vi você chegar! - disse ela sorrindo para o garoto.
- Er... boa tarde Hermione. - cumprimentou ele educadamente.
Mione cutucara Gina, que também acabara de perceber o garoto, e falou com um riso fraco:
- Boa tarde Cedric...- e voltou seu olhar para o nada.
- Boa tarde Weasley.- falou ele levemente corado.
Ela o encarou de volta, sorrindo mais abertamente pela timidez do moreno.
- Pode me chamar de Gina! - e voltou-se novamente para frente.
- Ah... claro... - sussurrou ele mais para si, corando furiosamente, já que a garota não estava ouvindo mais.
Cedric olhou de esguelha para Lynn por detrás da irmã, desolado, contendo uma esperança de que a loira lhe cumprimentasse. Mas ela se mantinha impassível, com o olhar perdido no Lago.
Quando ele voltou a sua posição normal, Lynn lançou um rabo de olho para Ann furiosa, que apenas deu de ombros e jogou outra pedrinha.
- HÁ! Supera essa branquelo!! - gritou Ann socando o ar, vitoriosa, ainda olhando o local em que sua pedra caíra, surpreendida com sua própria força.
Cedric que estava absorto em seus pensamentos, tomou um leve susto com o grito da morena pegando outra pedra e jogando-a mais longe ainda.
- Você tá trapaceando de certeza... - sussurrou Ann se concentrando para jogar outra.
Ele sorriu, e Ann sentiu um movimento irritado da loira que cruzou as pernas que ainda estavam dentro do lago.
Com este movimento, Cedric deteve os olhos nas belíssimas pernas da loira, e lembrou-se com amargura dos momentos que teve, aquele corpo em seus braços, e sentiu uma pontada de inveja da grama que tinha contato com a pele alva da garota, e do vento que brincava com a barra de sua saia. Engoliu em seco, enquanto seus olhos teimavam em não querer sair dali, embora sua consciência insistisse a se concentrar na nova jogada de pedrinhas.
Ann que jogara sua terceira pedra, desastrosamente, bateu com o punho na grama, falando:
- Mas que bosta, você fez macumba em cima de mim ressuscitado!!
Cedric riu novamente, dessa vez mais descontraído. Lynn então, tirou os pés da água bruscamente, pegando seus sapatos que estavam do seu lado e puxando Gina com a outra mão, impaciente.
Ann percebendo o movimento brusco da loira, falou:
- Aonde vocês tá indo L... - e então a loira virou-se rapidamente, balançando os cabelos que se depositaram em seu ombro (extremamente sensual, na opinião de Cedric) lançando-lhe um olhar assassino.
Lynn não respondeu de imediato, esperou Gina apanhar os sapatos e respondeu:
- Pra casa do caralho!!! - e saiu furiosa batendo os pés, com os quadris involuntariamente balançando, que se assemelhava bastante a um rebolado, prendendo o olhar do moreno.
Gina que saíra com uma cara indagadora, escorregou levemente na grama e lançou um olhar de confusão para Ann. Hermione que olhara a saída da loira de esguelha, sem mover um músculo, pigarreou e virou uma página, tentando voltar a sua leitura. Ann se encontrava boquiaberta pela segunda vez no dia, e então voltou-se incomodada para o lago, depositando seus pés dentro dele, e batendo com força, como antes a loira o fazia.
Cedric ficou encarando a loira ir embora, até ela sumir completamente para dentro do castelo. Não se lembrou quanto tempo ficara ali, encarando, a entrada do saguão.
- Porra Ced, mas você tem que ficar nessa fossa?! - rosnou ela, atraindo a atenção do irmão novamente.
Hermione abafou uma risadinha balançando a cabeça.
- O que foi que eu fiz? – perguntou ele recolhendo os joelhos junto ao corpo, e abraçando-os. – Por favor, me explica.
- O que você fez?! - repetiu ela várias vezes, nervosamente. - Ficou secando aquela oxigenada novamente, que por sinal tá pouco se fudendo pra você, seu anormal!
Hermione que agora olhava fixamente para um ponto do livro, sem mover os olhos, prestava atenção a discussão dos irmãos.
- Já falei pra você não se meter Ann... - falou ele friamente olhando para o nada.
Ann abriu e fechou a boca várias vezes, piscando nervosamente, e então se levantou, também apanhando seus sapatos.
- Ótimo! Ótimo!!!! - gritou ela irritada com a rispidez do irmão. – Então eu não me meto em mais nada tá?! Fique cortando seus pulsos e sofrendo, seu loser!!! - e puxou Hermione com força.
Mione apanhou seus pertences e olhou suplicando desculpas para o garoto.
-
Ann já e encontrava dentro do castelo com Hermione em seu encalço.Ela resmungava sobre o que acabara de acontecer no Lago e não admitia que seu irmão, Cedric, ainda se mantivesse apaixonado por Lynn depois de tudo o que ela o havia feito passar. Tudo bem que a loira era sua amiga, mas o que ela fazia ao rapaz era cruel demais, e ainda era o irmão de Ann. Quanto a isso a morena não se sentia nem um pouco dividida entre sentir raiva da corvinal e tomar partido do irmão, mas ela não engolia a teimosia do garoto, em persistir com aquele sentimento que só o fazia mal.
- Ele é burro demais Mione! – dizia Ann inconformada. – Será que ele não vê que vai definhar se continuar assim? E você viu... não dá pra falar isso pra ele! Ele não vê que eu só quero o bem dele... A Lynn... arrrghh... eu já pedi pra ela se afastar dele!
- Eu entendo... eu entendo... - repetia Hermione que estava totalmente embaraçosa com a situação. - Mas Ann, se ele tá apaixonado, não tem outra... ele vai insistir até conseguir...
- E sofrer quando o fizer! - explodiu Ann andando rapidamente de braços cruzados. - E o pior Mione, eu disse que eu não ia mais ajudá-lo em nada, mas eu tenho certeza, que não dou uma semana e já to consolando o retardado!!!
Elas se encontravam agora de frente a porta da Mulher Gorda, na entrada do salão da Grifinória. Hermione suspirou cansada e por coincidência, Ann também fez a mesa coisa na mesma hora, no qual provocou risos das duas. Então ouviram alguém as chamando atrás de Ann.
- Hey, Diggory!!
Elas viraram as cabeças ao mesmo tempo e viram um garoto do sexto ano da Grifinória, Colin Creevey, que também participava do E.J.M.C.M. e tinha um gosto sexual diferenciado dos outros garotos (mas mesmo assim Ann e Hermione gostavam muito do garoto pois ele tornava as reuniões, algumas vezes chatas, em divertidas, com seus comentários exagerados sobre os garotos do encontro), vir correndo, e ofegante disse:
- Boa tarde garotas! - falou ele animadamente com seu jeito feminino. - O Richard gatão pediu pra falar contigo, ele tá lá na sala das reuniões... - e piscou em seguida, malicioso.
- E o que ele quer comigo? Você sabe? - perguntou a garota rindo da expressão do menino junto com Hermione.
- Não sei... é algo... - e então se aproximou da garota dizendo extremamente sensual. - secreto!
Ann gargalhou e Hermione balançou a cabeça negativamente porém ainda ostentando um sorriso.
- Tá bom, deixa eu ir então... tchau Mione! - e deu um beijo estalado na bochecha da garota que riu e entrou no salão da Grifinória. - Tchau Colin!! - e acenou pro garoto já um pouco distante que também entrou no salão em seguida.
Ela caminhou até a sala em silêncio, indagando pra si mesma o que Richard Cohen, o diretor do grupo, queria com ela. Se aproximou da sala que se encontrava fechada, e adentrou no local.
Estava um pouco escuro, mal iluminado por algumas janelas que se encontravam abertas. Ann olhou em volta, procurando com os olhos o garoto. Uma poltrona enorme se encontrava de frente a uma janela aberta e não se podia ver quem estava sentado. Ann deduziu que fosse o rapaz e caminhou até ele, silenciosamente.
Primeiro espiou por cima da poltrona e viu que ele estava com a cabeça encostada relaxadamente nas costas desta, e olhando ainda mais por cima viu que ele se encontrava dormindo. Ela sorriu e se pôs do lado do garoto, próxima ao braço esquerdo da poltrona, se abaixou um pouco e com as mãos apoiadas nos joelhos aproximou-se do seu ouvido, sussurrando:
- Boa noite Cohen. - sua voz era suave e ofegante.
O garoto se encontrava de braços cruzados, com um postura imponente, e com uma perna apoiada em cima da outra. Se seus olhos não estivessem fechados e algumas mechas de seu cabelo na face, ninguém perceberia que ele se encontrava num sono leve.
Ao ouvir a voz de Ann ele abriu os olhos de imediato e virou seu rosto pra ela, na mesma posição, como se estivesse esperando só aquilo para acordar. Falou, ainda com as mechas no rosto, o que o deixava altamente atraente:
-Boa Noite Diggory, demorou... - e olhou seu relógio de pulso rapidamente. - Cinco minutos. - e depois a encarou, seus olhos escuros fixos nos olhos azuis vidrados da morena. - Presumo que o Creevey se abobalhou outra vez?- e assim franziu a testa meio duvidoso.
Ann riu e se encaminhou para a janela, sentando no parapeito, ficando de frente pra ele, e cruzando as pernas. Entrelaçou as mãos ao redor dos joelhos e disse num tom indiferente:
- Você acredita se quiser... e se você não se importa, não estou aqui para ouvir sermão de ninguém. Ou você me chamou aqui pra ver se eu me atrasava e inventaria uma desculpa esfarrapada sobre o leso do Colin?- ela o olhava divertida, e o vento batia em seu cabelos, o que fazia que sua franja e alguma mechas de seu cabelo ficassem no seu rosto, e atrás dela a tarde ia embora, fazendo um pôr-do-sol perfeito.
A junção de tudo isso fez o garoto levantar e colocar as mãos dentro dos bolsos, a encarando por uns cinco minutos silenciosamente. Seus olhos iam desde suas pernas até seus cabelos negros que modelavam seu rosto numa dança ritmada de acordo com o soprar do vento. Ela porém continuava a encarar com uma expressão de educado interesse, esperando que ele falasse.
Quando ele engoliu em seco, ela riu e falou:
- E então?... - e ergueu uma sobrancelha, perdendo já a paciência.
Ele piscou os olhos varias vezes e a encarou nos olhos novamente. Molhou os lábios que estiveram secos, e falou com uma voz meio rouca:
- Bem, o Colfer... antigo monitor do E.J.M.C.M., ele... - e suspirou pesadamente por alguns segundos- teve os pais assassinados por comensais...
E parou, provocando um silêncio pesaroso. Ann porém, continuava com um ar divertido, esperando que ele continuasse.Mas o moreno parecia que não queria terminar naquela hora, e prosseguiu em silêncio. Ela então ergueu as sobrancelhas esperando que ele falasse algo.
Depois do que parecera uns dois minutos, a morena disse:
- Sim, que trágico, realmente. Agora... - e trocou uma perna por cima da outra. - qual a parte interessante da conversa?
Ele pigarreou, os olhos ainda fixos na parte do corpo da garota que fizera o último movimento.
- Er... - e sua voz tornou-se firme outra vez. - Como você tem se mostrado bem... - e engoliu em seco piscando os olhos várias vezes. - ativa...nas atividades do encontro... - e se moveu inquieto.- gostaria que você se tornasse a... - e passou a mão pelas mechas da franja as pondo pra trás. - nova monitora.
Um silêncio absoluto veio ao local.
- É... - e ela balançou a cabeça para os lados, como se considerasse a oferta razoável. - ... me parece interessante... mas... o que eu ganharia com isso? - e sorriu de forma cínica.
Ele pareceu considerar a questão e franziu a testa respondendo:
- Reuniões extras. - e calou-se trazendo um silêncio ensurdecedor.
Ela riu. Sua risada porém, era diferente de qualquer outra que ela já dera. Era um misto de ironia com satisfação. Depois ela, que tinha as pernas fechadas, abriu-as, e depositou cada mão em uma coxa, e em seguida, deu dois tapinhas nestas, como se o chamasse pra si.
- Tá bom, agora chega de formalidades... vamos fazer o que você realmente me chamou para fazer? - falou ela insinuante.
Tudo acontecera muito rápido. Richard se aproximou na velocidade da luz, encaixou-se entre suas pernas, puxou-a pelo pescoço com uma mão enquanto a outra subia vorazmente por suas coxas, e ele a beijou com selvageria.
Tá, tá, tá!!! EU NÃO CONTEI EU SEI! PAREM DE FAZER ESSA CARA DE CÚ NA FRENTE DO DIÁRIO!
"Ann, que absurdo, como você não contou para suas amigas?!"
"DIGGORY, SUA PRETA! Como você não contou naaaadaaaaa para a gente?! Eu contei tuuuudo e mais um pouco do que aconteceu entre eu e seu irmão!"
"Aêêêêêêê Diggory! Mandou ver com o Richardzinho ham?! Mas poxa, nem contou pra gente hein?Pisou na bola cara!"
Eu sei, bando de cabrita velha!!! EU num to contando agora bando de anormal?! Não contei antes porque não tinha diário antes, e nesse castelo as paredes tem ouvidos, mãos, pernas, e bocas! Então.. aqui vai uma descrição caliente sobre minha experiência com o Rich, se forem ler antes de dormir, cuidado para não ter sonhos e acordarem...
Desceu com os lábios até a curva de seu pescoço e beijava-o com sede. Rapidamente foi descendo e com ferocidade removeu o casaco que a cobria, e partiu a desabotoar os botões de sua blusa, expondo o belo colo da morena. Com uma empolgação que Ann vira poucas vezes em garotos, ele sugava sua pele com vontade, depositando beijos ardorosos no ninho de seus seios. Retirou a blusa por completo, exibindo o belo corpo da sonserina, que não estava se sentindo nem um pouco envergonhada. No fervor da situação, ela só se pôs a perceber que as mãos dele já haviam subido agilmente por suas pernas e se prostraram nas finas alças de sua calcinha. Era sua parte mais íntima e ao se tocar do que ele fazia, segurou as másculas mãos do garoto no local, mas não removendo-as. Ele que já se encontrava sem camisa, pois Ann já havia retirado-a, com as costas arranhadas, devido às unhas cravadas da morena, ofegava pesadamente, quando sussurrou no ouvido da garota sensualmente:
- Você é virgem?
Ela abafou um riso, tornando sua face também maliciosa. Richard sentiu um arrepio e ela balançou negativamente a cabeça. Ele ficando satisfeito com a resposta, retribuiu o riso, e firmando a mão abaixo da saia de Ann, removeu vorazmente a calcinha mínima que cobria seu sexo. Ela ao sentir a mão quente do garoto pousar naquele local, de ímpeto removeu sua calça e cueca revelando o membro dele já erguido. Richard surpreendeu-se e continuou as carícias, arrancando suspiros roucos de Ann que também já brincava com seu corpo, depositando beijos no peitoral definido do moreno, e as unhas cravando em suas costas fazendo-o ofegar. Ele com a mão desocupada passeava pelas costas de Ann, desabotoando-lhe o sutiã, deixando a mostra seus seios fartos e belos, deslumbrado, beijou-os com avidez, mordendo com desejo os mamilos excitados da garota. Ela gritou, um gemido alto e agudo que pareceu instigá-lo, pois naquele momento ele a penetrou animalescamente, arrancando mais um grito misto de prazer e dor da morena. Com movimentos rápidos, sua respiração pesada, e seu hálito quente, Richard parecia levar Ann a um grande delírio, sendo que era ele que não se continha em si em tamanho êxtase. Ele ainda massageava e apertava com vontade os seios de Ann fazendo-a morder os lábios e abafar gemidos, como também beijava-os à intervalos e mordia seus mamilos levemente. Ela por sua vez, beijava seu pescoço, e puxava com fúria os cabelos de sua nuca na tentativa de extravasar todo aquele desejo. Quando ele a beijava, ela mordia seus lábios sensualmente, deixando-o mais feroz, pois ele aumentava a velocidade dos movimentos, assim como a força na penetração. Ela sentia dor, mas maior que a dor era o seu prazer. Sentindo que chegaria ao limite, ela arranhou com toda a sua força as costas do moreno gemendo absurdamente sensual. Ele sentiu o líquido invadir o local e sentindo que iria também aliviar-se, relaxou. Seu gozo invadiu-a e ele suspirou pesadamente, separando-se dela.
Ele ostentava um sorriso nos lábios, e ela também. Richard beijou-a mais de leve, quase que carinhosamente, enquanto ela acariciava sua nuca, provocando arrepios do moreno que agora tinha respiração leve e compassada. Até que Ann respirou fundo, como se tomasse coragem, e falou em seu ouvido:
- É melhor eu ir... já passou da hora... - ela sorria de leve enquanto ele depositava beijos carinhosos nos seus ombros.
- Só mais... dois... minutos... - falava ele entre os beijos, com uma voz de rouca de cansaço.
- Não Richard. Agora. - disse ela porém com um tom carinhoso na voz, e tirou as mãos dele da sua cintura, de leve, e pegou a varinha que estava jogada ao lado da mesa e convocou as roupas de volta.
Ela pos sua calcinha ainda sendo roubada em beijos carinhosos, porém provocantes, e ele a mordia nos lábios constantemente.
- Deixe-me vesti-la. - falou ele em seu ouvido.
Ela assentiu com a cabeça e lhe deu o sutiã. Ele que já estava com suas roupas de baixo, fez a volta ao redor da mesa e encaixou-lhe a peça enquanto beijava suas costas e dizia:
- Você pretende deixar tudo assim?
Ann que naquela hora prendia seus cabelos num rabo de cavalo alto, ergueu uma sobrancelha e sorriu desdenhosamente.
- Quer repetir a dose mais vezes Cohen? - perguntou ela dando uma risadinha maldosa.
- O que você acha? - falou ele que já estava na sua frente atacando os botões da sua blusa branca, e erguendo os olhos rapidamente para a garota, sorrindo charmoso.
- Nós não precisamos estar acorrentados para repetir isso... você sabe... - disse ela se levantando para por a saia.
- É Ann, mas comigo você sabe que me sinto mais... - e atacou a saia da garota e pegou seu suéter que estava caído no chão. - seguro, com um relacionamento oficial.
Ela riu gostosamente. Achava engraçado como para tudo o garoto era intelectual, e sempre fazia cálculos que o deixasse mais seguro de si. Não gostava muito disso, gostava de quem arriscava mais... porém Richard sempre fora um garoto (ou melhor, homem) admirável para ela, pois era muito charmoso e inteligente, e isso definitivamente a atraia. Mas ela sentia que havia algo que faltava nele. Porém nas horas que se encontrava com ele, preferia esquecer esse algo e agir mais. Sentia uma louca atração por ele, e isso não podia negar. A idéia de namoro para a morena pareceu um pouco um sinal de aprisionamento, de regras, de satisfações, mas ela não sabia ao certo se seria tão ruim assim, ela gostava de Richard e ele gostava dela, ela sentia atração por ele, ele também. Porque não tentar uma vez só? Se não desse certo...
- É... talvez... – disse ela que em seguida riu novamente com um pensamento que lhe veio a cabeça.
- Que foi? – indagou ele que agora colocava suas próprias roupas.
- Se bem que a idéia de te ter debaixo dos meus olhos não parece tão ruim assim... - falou ela que colocava a capa.
Ele que agora ajeitava a gravata riu e piscou para a morena.
-
- O quê?!!
- Namorando?!!
- O Cohen?!!
- Sua safaaaaaada!!! - falou Lynn com um ar engraçado, colocando as mãos na cintura, arrancando risadinhas das amigas.
Elas estavam sentadas, formando uma pequena roda, com algumas cervejas amanteigadas no meio, conversando descontraidamente, até que Ann falou a bomba que fez com que só o barulho do vento batendo nas cortinas de veludo, fosse escutado dentro da Sala Precisa. Hermione, que ouvia a conversa e lia ao mesmo tempo, ergueu os olhos rapidamente, arregalando-os. Gina, que se encontrava deitada de bruços brincando com as rolhas das cervejas, arremessou uma pra cima com tanta força, que quando caiu bateu em sua testa a fazendo gemer um: "ai!" assustado, porém com os olhos fixos na morena que ria da situação. Lynn apenas ergueu uma sobrancelha tão alta que quase se confundia com as linhas de sua testa. Logo depois começaram as exclamações de surpresa, e em seguida:
- Mas como?! - quase gritou a loira ficando de joelhos, as mãos apoiadas na cintura.
- É, como?! - falou Gina sentando-se. - Nos diga, TODOS os detalhes!!
- Eps!!! - disse Ann erguendo a mão, num sinal de quem manda parar. - No diário, esqueceram?
- Certo Ann, os detalhes não... - falou Lynn considerando, e ignorando os resmungos de discordância de Gina. - Mas... como?! Sem detalhes!! -acrescentou ela, fazendo o mesmo gesto com a mão que a amiga.
Ela riu e se endireitou. As outras a seguiram, menos Hermione que continuou apenas com o livro aberto em cima das pernas, e com uma expressão de educada incredulidade.
- Bem...desde que ele...bem... terminou aquele... - e colocou uma mecha da franja atrás da orelha, inquieta. - rolo... com a Mione...
A morena que lia, deu um risinho e voltou seus olhos para o livro, porém sem ler. As outras apenas esperavam a continuação.
- Eu tenho tido...encontros...particulares, digamos assim...com ele... - e deixou um silêncio de surpresa pairando no ar.
Gina, que agora se encontrava sentada ereta, assobiou baixinho e disse:
- Uhhh... tá...
As meninas que estavam absortas, tentando assimilar a informação, ouviram o sussurro da ruiva e começaram a rir.
- Mas... - disse Lynn se recuperando dos risos. - Tem certeza Ann? Namoro é tipo...
- Sério demais? - completou a ruiva, com uma cara de "não é óbvio?".
Ann fez feição de quem relevava a questão.
- É... mas se tratando de...
- Você e o Cohen... - completou Lynn com um ar divertido. - Hahahaha, vai ser engraçado...
As outras começaram a rir descontroladamente.
- Ann. Namorando. Isso deve ser uma comédia! - riu Hermione largando o livro para gargalhar.
- Ah! Qual é?! - falou Ann, fingindo irritação.- Eu sei namorar direitinho... - e ficou mais reta alisando a saia curta, fazendo-a parecer mais composta.
- Hum... sei... - fez Lynn estreitando os olhos.
Ann deu língua para a loira e disse:
- Isso tudo é inveja de vocês! Porque agora eu tenho o Cohen só pra mim!!!
Esse comentário despertou mais gargalhadas, dessa vez irônicas, e Gina falou:
- É, mas a Mione já pegou ele também!
E dessa vez, o comentário fez que todas se calassem. Um dos medos que Ann teve foi que a sua amiga tivesse raiva de si pois ela já se envolvera com o mesmo rapaz antes.
Hermione que parara de rir, abriu um sorriso maldoso e disse:
- É, mas ele nem beija bem...
Todas deixaram o queixo cair com a maneira que a morena falar isso, e depois vieram mais risadas.
- Hey! Você veja lá como fala do beijo do MEU namorado!! - falou Ann fazendo cara de quem se importava com o comentário.
-Hey! Bolão, bolão!! - gritou Lynn levantando a mão direita, a balançando no ar fazendo sinal de aposta. – Eu dou uma semana pra acabar!
Ann deixou o queixo cair, porém rindo.
- 5 dias!!! - falou Hermione erguendo também a mão.
A morena que tinha o namoro apostado, deixou o queixo cair mais ainda, mas dessa vez sem rir.
- 3 dias!!! - gritou Gina balançando a mão no ar.
Ann arregalou os olhos, falou engolindo em seco e indignada:
- Vocês estão negociando... o FIM do meu namoro que nem começou direito?! Bolão?! Meu namoro não é jogo para ser apostado o final!! - e bateu no chão derrubando a cerveja amanteigada ao seu lado.
Lynn riu, e a abraçou pelos ombros, dando um longo gole de sua cerveja.
- Relaxa amiga! E torça pra que a gente tenha azar no jogo pra você ter sorte no amor! - e deu uma piscadela para a morena.
Depois da fala da loira, o ar ficou mais leve, ate que Gina falou:
- Vale quanto?
- Um galeão cada uma! - disse Lynn que continuava abraçada a amiga que bebia descontroladamente um firewhisky que contrabandeara para dentro da escola sem ninguém saber, a não ser as três presentes.
- Três galeões só?!! E o meu vestido de gala que eu queria comprar?!- falou Gina pondo as mãos na cintura. – Três galeões não vão ajudar muito!!!
- Ah, e quem disse que você vai ganhar Sardinha?! - perguntou Lynn erguendo a sobrancelha.
- Não sei Pitzie... - disse a ruiva dando de ombros. - Eu sinto... - e deu um gole enorme de cerveja, e engasgando-se em seguida, arrancando mais risadas.
-
- É irreversível.
- Não é irreversível.
- Claro que é irreversível, se todas as probabilidades de dar errado estão cada vez mais sendo incutidas nas valorizações das estatísticas lunares, é irreversível!
- Mas se de acordo com o livro "O Esquecimento das Teorias Antiquadas" de Robert...
- Esse livro é mentiroso e quer ser revolucionário a força.
- Esse livro foi autorizado pela Sessão de Autorização de Livros Úteis e Informativos do Ministério da Magia.
- É, Pimpão, o bruxo trapalhão também foi.
- Isso é uma história em quadrinhos, Ann.
- Foi autorizado pela Sessão de Autorização de Livros Úteis e Informativos do Ministério da Magia.
- Você... eu... não quero continuar com essa discussão idiota Ann.
- Que bom, nem eu Richard.
- Vejo você no almoço?
- Tá.
Ele deu um beijo na testa da garota e saiu, ainda mal humorado e Ann mais ainda.
Eles estavam estudando num canto mais afastado da biblioteca, num horário vago para os sétimos anos antes do almoço, e mais uma vez começaram a discutir novamente sem obter reconhecimentos de erros de ambas as partes.
Era sábado pela manhã (agora o 7º ano tinha aula nos sábados "graças aos N.I.E.M.'s") e o horário do almoço se aproximava.
Ann fechou o livro com força e se enterrou na cadeira tirando os óculos, fechando os olhos e soltando os cabelos cansada, deixando a cabeça apoiar-se no encosto da cadeira, cruzando os braços.
Aquele namoro estava sendo realmente cansativo. Claro que tinha a parte divertida, dos encontros à noite, mas fora isso eram apenas discussões e ciúmes (da parte de Richard).
A morena continuou pensando em tirar umas férias no Caribe de olhos fechados, quando percebera que não estava mais só.
Abriu uma brechinha dos olhos. Nada. Olhou para a porta de esguelha. Bufou, fechando os olhos de novo.
- Que é Potter?!
Harry se encontrava admirando a beleza da garota com o ombro direito na prateleira de livros bem à frente da morena. Quando vira que o Cohen saíra do local, com uma cara de poucos amigos, já deduzira que Ann estava lá. Chegou perto da mesa da garota e viu uma montanha de livros e ela sentada totalmente relaxada, de olhos fechados.
A primeira vontade que lhe veio a mente, foi de beijar a garota de surpresa, mas algo o segurou. Algo que não sabia explicar. Só sabia que queria ficar admirando aquela beleza inexplicável. Aquele rosto delicado, sua boca delineada e carnuda, o desenho dos olhos, o nariz afilado, o pescoço alvo com alguns sinais, a curva dos seios, a barriga reta, as pernas totalmente...
- Eu perguntei: "Que é Potter?!" - repetiu a morena cruzando as pernas, fazendo o garoto engolir em seco.
- Nada... - falou ele com uma voz rouca.
Ann arrepiou-se. Não sabia como Harry mexera consigo, só sabia que cada vez que encarava aqueles olhos verde-esmeralda, fundo, sentia os cabelos da nuca arrepiarem-se e seu corpo esquentava instantaneamente fazendo com que seu estomago desse milhões de voltas. E quando ele falava com aquela voz rouca e inebriante, ela arrepiava-se por completo. E isso ela definitivamente não estava gostando.
Quando o garoto falou e ela tremeu, percebeu que quando o fez, fora muito perceptível e aí ergueu-se da cadeira, totalmente alerta, recolocando os óculos e arrumando a pilha de livros a sua frente.
- Então já pode ir, se é nada o que você quer. - falou ela sem tirar os olhos dos livros.
Ele abafou uma risadinha, se aproximando da garota com as mãos nos bolsos.
Ann percebera a aproximação do garoto de esguelha.
- Que é Potter, já disse que sua poção só hoje depois do jantar... - começou ela, mas o que aconteceu em seguida fez ela calar-se.
Harry pusera-se atrás da cadeira, um braço de cada lado desta, a respiração quente e arfante em seu pescoço.
- Sabia que você fica linda com raiva? - sussurrou ele, ainda rouco no ouvido da garota.
Ann se encontrava como se estivesse em transe. Não sabia de nada, só sentia. Sentia aquele cheiro forte de perfume masculino que a inebriava, sentia aquela voz rouca e o hálito quente embaixo do seu ouvido, a deixando louca.
Mas o que realmente a deixava mais fora de si, era o cheiro que emanava do moreno. Era diferente, era cítrico e doce ao mesmo tempo, era diferente.
Ok, ok, eu devo estar enlouquecendo! Como assim cheiro inebriante?! Potter fedido!!!
E como se acordasse de um devaneio, ela pigarreou, mas o cheiro a havia deixado bêbada, e ela falou ainda de olhos fechados:
- Sabia que suas cantadas são ridículas?
Ele riu baixo. Ann arrepiou-se imediatamente. Algo quente subiu por entre suas pernas.
- Seu mau humor não me atinge Diggory... - disse ele mais perto do seu ouvido, em seguida passando de leve os lábios entreabertos no pescoço alvo da morena.
Ann percebendo que fora longe demais, pigarreou novamente, dessa vez abrindo os olhos e ficando reta, consequentemente empurrando Harry para trás.
- Pois deveria!!
E levantou-se bruscamente, colocando dois grossos livros na mochila e a apoiando num ombro.
Mas quando estava prestes a sair, Harry a agarrou pela cintura, colando os corpos com força, a enlaçando com os braços fortes.
O garoto sentia o colo da morena subir e descer rapidamente, sentia sua barriga reta contra a sua, as pernas grossas se entrelaçavam com as dele, e o seu cheiro o deixava tonto. Os olhos azuis vivos, o fez mergulhar num mar de perdição e ele estava começando a ficar louco para beijar a boca carnuda que se encontrava entreaberta à sua frente.
Ficaram o que parecera séculos se olhando.
Isabelle Diggory, onde está você?! Eu preciso de uma injeção para lucidez imediatamente!
- E porque eu deveria Diggory? - perguntou ele sensualmente, os lábios tocando os da morena que já tinha os olhos fechados, parecendo delirar a cada movimento do rapaz.
Meu Merlinzinho da barbinha branca e encaracolada...o que eu fiz por favor?!
Meninas, eu juro, esse foi meu momento de insanidade, NÃO vai mais se repetir!!!
-Porque... - ia dizendo Ann, mas sua voz foi morrendo, e desapareceu no meio do caminho.
Os lábios já iam se encontrando totalmente, quando...
- Ann, Harry, o que...?
Ann pareceu ter tomado um choque, porque se afastou tão bruscamente do garoto que ele tropeçou para trás e quase caiu, batendo as costas numa prateleira.
Mia, já disse que te amo? Não né? Pois é, pois o faço agora... te amo tá querida?! Pode contar comigo SEMPRE! Depois me diz o que você quer como pagamento, menos, é claro, meus queridos alhozinhos...
- Mione! - quase gritou Ann, se endireitando e não dando a mínima para o garoto que machucara as costas e a massageava.
Hermione parecera se arrepender, pois estava corada e encarava eles e o chão, constantemente.
- Desculpa Ann, desculpa Harry é que eu tava... te procurando Ann, pra gente almoçar..
-Nãããão precisa se desculpar Mia, eu já tava louca para sair daqui mesmo! - acrescentou Ann se afastando e pegando a amiga pelo braço. - Vamos? - e olhou para a garota com um sorriso trêmulo e nervoso.
Hermione olhou para Harry, que ainda massageava as costas com uma mão e com a outra alisava (ou melhor, bagunçava) os cabelos, nervoso e confuso ao mesmo tempo.
- Er... de qualquer jeito... - disse a morena que interrompera. - Desculpa de novo. – dessa vez mais para Harry que para Ann, dando um risinho nervoso. - Eu realmente...
Mas fora impedida de concluir, pois Ann já a puxara com força e elas já estavam saindo da biblioteca.
Hermione olhava receosa para a morena que andava firme e decidida, sem mostrar nenhum sentimento pelo caminho. Realmente se arrependera por ter falado, mas o choque fora tão grande que acabou saindo de sua boca.
- Er... Ann...eu... - tentou começar ela, mas a outra a interrompeu.
- Eu realmente falei sério nas desculpas Mia... - a voz dela era indiferente e seu semblante sério, olhando para a frente, mas parecia estar falando a verdade.
Hermione tentou falar algo, porem resolvera que já falara demais para um dia só e resolveu apenas concordar com a cabeça.
Se encontraram com Lynn e Gina no Salão, que trajavam roupas normais, pois não havia aulas nos sábados para elas, e sentaram todas juntas na mesa da Sonserina.
- Ergh... detesto sentar na mesa dos Sonserinos... - comentou Gina se sentando com uma cara de nojo ao lado de Lynn.
- Se tiver achando ruim, ninguém te pediu para ficar Weasley. - falou Ann amargamente, colocando tanto alho no prato que transbordava. Falou isso sem sequer encarar a ruiva.
Gina ficou o que parecera cinco minutos perplexa. Lynn que colocava purê de batatas no seu prato, congelou com ele erguido, deixando a colher melar tudo da porção. Hermione, que com uma mão virava a página de um livro e com a outra coordenava a varinha que fazia a jarra de suco pôr este no seu cálice, esqueceu-se do que estava fazendo, deixando o cálice transbordar, a varinha ainda erguida.
Ann apenas continuou a comer, com a expressão mais dura e fria que tivera, sem mostrar nenhum remorso.
- Que foi? - falou ela erguendo os olhos para todas, e depois para Gina. - Nojo? Tem certeza? Não deveria ser ao contrario Weasley? - disse frisando o sobrenome da ruiva. – A mesa dos Sonserinos deveria ser demais para você não?
Gina tremia o queixo, e sua boca abria e fechava várias vezes. Lynn tinha uma expressão de repulsa no rosto, e Hermione tinha o queixo caído.
- Você... você... - balbuciava Gina com lágrimas aflorando nos olhos. - Falou como uma... legítima... sonserina. - enfatizou a ultima palavra, quase cuspindo-a.
Ann furou um dente de alho, e pôs na boca devagar, e mastigando lentamente, disse:
- Então o Chapéu Seletor me colocou na casa correta, não é mesmo? - e ergueu as sobrancelhas rapidamente.
As lágrimas escorreram do rosto da ruiva. As amigas tinham a face contorcida em indignação.
- Sua... sua... GROSSA!! -gritou Gina que bateu o prato com força na mesa e saiu porta do Salão afora cobrindo o rosto com as mãos.
A atenção dos estudantes voltou-se para a mesa da Sonserina, mas Ann lançou-lhes um olhar letal e aos poucos, todos recomeçaram a almoçar normalmente.
Hermione fez menção de levantar-se, porém Lynn a impediu pondo a mão em cima do seu braço.
- Deixa, você fica e amansa a fera e eu vou e falo com a Gi... eu não to com paciência para estupidez hoje não... - falou ela quase cuspindo as palavras e se levantando. – Parece que é falta de...
- Vai!! - falou Hermione, cortando-a e fazendo sinal com a cabeça para a loira seguir.
Ann afastou o prato para frente, assim que Lynn saiu, e começou a bater a testa na ponta da mesa com os olhos fechados. Hermione muxoxou e afastou o livro, colocando uma pilha de comida no prato, fazendo barulho de talher.
- Você também não ta com nojo da Sonserina aqui não? - murmurou Ann ainda batendo cada vez com mais força a testa.
- Ih Ann, já basta a Gina, pra cima de mim não hein?! - falou ela impaciente atolando o prato de purê que a minutos atrás Lynn colocava.
Ann deixou uma risadinha escapar.
- Você sabe que se arrependimento matasse...
- Você já estaria à sete palmos do chão, eu sei. - completou a outra enfiando o garfo cheio na boca e mastigando energicamente. - Também não é pra menos né? - falou ela engolindo e tomando um gole de suco. - Se sua língua soltasse veneno...
- Já poderia encomendar o caixão da Gina, eu sei. - completou Ann, finalmente parando de bater a testa, apoiando-se monotonamente sobre os cotovelos e bufando em seguida.
Hermione riu nervosa e ironicamente, enchendo o garfo de novo.
Depois de completarem a refeição, Mione estalou o pescoço para relaxar (ela tinha descontando toda sua raiva e indignação, comendo furiosamente), e Ann começou a tentar socar um livro ultra grosso que tentara ler durante o almoço, na mochila.
- Vem cá, esse mau humor todo só por causa de hoje cedo? - perguntou Hermione, apoiando os braços educadamente em cima da mesa.
Ann que tinha os cotovelos apoiados também na mesa, e massageava as têmporas com os olhos fechados, falou:
- O que é que teve hoje cedo?
A amiga que agora, que despencara toda sua raiva da refeição, suspirou devagar:
- Biblioteca... Potter... aproximação... "quase beijo"... - foi falando pacientemente.
A outra apenas continuou a massagear as têmporas.
- Não... quer dizer,não sei...quem sabe... talvez... - sussurrou ela.
- Hummmm... - disse Hermione franzindo a testa. - Bem esclarecedor...
- Ah, deve ter sido Mione!!!- falou Ann, finalmente abrindo os olhos e encarando a amiga.- O Potter consegue me deixar realmente mal humorada!!
Hermione, séria, balançou a cabeça fazendo sinal pra que ela continuasse, se assemelhando a uma psicóloga.
- E pior!! ELE tentou me agarrar, você viu!!! - falou ela, aumentando o tom de voz, indignada.
Mione pigarreou, piscou várias vezes, e olhou o relógio de pulso, fazendo sinal pra que elas se levantassem pra reunião do E.J.M.C.M. que seria aquela tarde.
- É... mas Ann, você não... - falou ela como se procurasse as palavras certas pra não chocar a outra. - parecia... querer... que ele a soltasse... não é mesmo?
Elas já iam saindo do salão nesta hora. Ann olhou para Mione, e ficou um pouco embasbacada com o que ela dissera, ainda andando. Depois de um breve instante, ela bufou e riu dando um empurrãozinho na amiga.
- Vai te catar Hermione! - disse abanando a mão como se fosse espantar algum inseto.
Hermione riu e depois falou:
- Não, sério agora Ann...você vai pedir desculpas pra Gina não vai? Por que você realmente pegou pesado...
A morena pareceu considerar a pergunta.
- Ah Mia, se bem que ela mereceu o que ela ouviu! Esse preconceito dela já tá extrapolando! - disse impaciente.
- Eu sei Ann, mas você foi grossa com ela, e ela é sua AMIGA, ou você esqueceu? - enfatizou Mione olhando firme para a garota.
Ann suspirou e deixando os ombros caírem, falou:
- Detesto pedir desculpas pra Sardinha... - e fez cara de nojo. - Dá a sensação que tá por cima, sabe?! No topo da cadeia alimentar!! - e fez um gesto com a mão por cima, parecendo uma pirua.
Mione riu e elas seguiram brincando até chegarem na porta da sala de reuniões do E.J.M.C.M.
Ann suspirou novamente e fechou os olhos:
- Você brigou com o Richard de novo não foi? - perguntou Hermione, como que adivinhando.
A garota apenas concordou com a cabeça, e de olhos bem fechados perguntou:
- Só me diz uma coisa... - lambeu os lábios, engolindo em seco. - As estatísticas lunares são ou não são irreversíveis?
Hermione ergueu uma sobrancelha, olhando para a amiga, estranhando a pergunta.
- São. - falou como se fosse óbvio.
- YES!!! - e fez um gesto de vitória como o braço esquerdo, e com o direito girou a maçaneta, entrando energicamente no local.
A reunião passou tranquilamente. Ann procurava no máximo não olhar para Richard, que também fazia o mesmo.
Ela se mostrava séria e atenta como em todas as reuniões, falando só o indispensável, e sussurrando piadinhas irônicas para Hermione ao seu lado, que se controlava para não rir da cara cínica da amiga.
O encontro durara a tarde inteira, pois agora eles estavam discutindo maneiras de como ajudar o Ministério nas táticas de perseguição, captura e ataque à comensais, tudo isso a pedido do próprio Ministério que alegara incentivo aos alunos à ajuda para o lado para o lado do bem, mas todos sabiam que era para explorar idéias dos mais inteligentes da escola, já que esse projeto não foi proposto à toda Hogwarts, só a eles do encontro. Que na verdade não se opunham, e faziam o melhor que podiam, como que para garantir a confiança do Ministério sobre si.
Hermione achara a idéia considerável, já Ann, ridícula. Por isso não surpreendia e as sessões já começavam a dar-lhe sono.
Quando a reunião finalmente acabou, elas se encaminharam à saída da sala juntas, quando ouviram:
- Ann, espere!! - era Richard. Ele veio andando atrás das duas e se aproximou. - Ann... eu... quero falar com você... em particular... - disse, engolindo em seco.
Hermione acenou com a cabeça e disse:
- Te vejo na Sala Pre... com as meninas! - acrescentou depressa e saiu mais rápida ainda.
Ann rolou os olhos, já que o mais queria agora era tomar uma boa dose de firewhisky e depois ir dormir. Mas conformando-se, virou para Richard. Ele tinha os cabelos presos frouxamente, o que significava que andara pensando, pois ela descobrira quando vira uma certa vez ele afrouxando o nó do prendedor antes de pensar sobre um assunto sério do encontro.
Richard ficou aguardando o resto dos alunos saírem da sala, e quando o último fechou a porta, ele afrouxou a gravata e se jogou numa cadeira olhando para baixo.
Ann sentou-se na carteira de frente a ele, o encarando. Depois do que pareceram cinco minutos, Richard disse, com muita dificuldade:
- Ann... eu... eu tenho passado... ótimos momentos... com você... mas...
- Você quer terminar porque o namoro tá cansativo, cheio de brigas, de conflitos, se tá assim agora, imagine se passarmos mais tempo juntos, claro as transas são ótimas, mas você não tá agüentando mais, é, é, tudo bem eu também sinto o mesmo. - disse Ann rápida, numa pose imponente, mas com a voz de quem compreendia e paciente, ao mesmo tempo parecendo com quem queria acabar logo com aquele processo todo.
Richard a encarou de baixo, surpreso. Mas depois ele piscou várias vezes.
- É, mas não é exatamente isso... apenas. - acrescentou ele.
- O quê?!- falou Ann surpresa, arregalando os olhos. - O que você quer dizer com o exatamente?! As transas não são boas pra você?! - perguntou, se armando, já indignada.
Richard soltou uma risada e levantou-se pondo as mãos nos bolsos.
- Você sabe que não é isso Ann... muito pelo contrário... - apressou-se em dizer. - Eu falei apenas, se você não percebeu.
A garota ergueu uma sobrancelha.
- E o que tem que eu não sei? - indagou, se movendo inquieta.
- Você sabe até muito bem do que eu to falando... - disse o rapaz se balançando calmamente sobre os pés.
- Sei?! - fez Ann, estranhando, até que... - Ah! Potter... - falou ela com cara de nojo.
- O próprio. - disse Richard rolando os olhos.
- Como você me viu com o Potter? - perguntou ela descendo da carteira, mas ainda de braços cruzados.
Richard cruzou os braços, respirando fundo, como se preparasse pra explicar algo realmente tedioso e fútil.
- Eu ia voltar pra terminar logo com você antes do almoço, e quando vi...
- Ah...
- Tomei chifre antes disso.- e espremeu os lábios com força, estreitando os olhos.
Ann riu.
- Eu não beijei o Potter, Richard! Esses seus ciúmes são divertidos... vou sentir falta deles... - falou, rindo gostosamente e olhando fundo nos olhos do moreno. - E nunca vou beijar! - acrescentou rapidamente.
Desta vez, o rapaz que gargalhou, recolocando as mãos nos bolsos.
- Nunca diga nunca Ann. Você pareceu até caidinha por ele... - provocou ele, agora já descontraído. - Esse joguinho de difícil é clichê e não engana mais ninguém!
Ann o encarou, séria. E depois falou, perdendo a paciência.
- Ah, quer saber?! - irritou-se e pegou sua mochila, colocando-a ferozmente sobre o ombro. - Pronto, terminamos!! Pode abrir o champanhe Cohen!!
- Ann Diggory Potter... - sussurrou ele audivelmente, fazendo cara de quem pensava seriamente se caia bem o sobrenome.
- ADEUS COHEN!!! - gritou ela batendo a porta com toda força e deixando um divertido ex Richard Cohen para trás.
-
- Já?!! - falou Hermione, perplexa.
Elas estavam na porta do Salão Principal, quando Ann contou a novidade. Estavam também aguardando Lynn e Gina, para Ann desculpar-se.
- É, já... - falou a morena meio mal humorada encostada na parede da porta do Salão.
- Nossa...que rápido... - comentou Hermione, erguendo as sobrancelhas.
- É..., mas quer saber? Valeu a pena... não me arrependo de nada! - disse, dando uma batidinha com a cabeça na parede.
- Pois é, mas deveria. - disse uma voz firme ao lado delas.
Lynn se encontrava ao lado das garotas, pois acabara de chegar.
- Não é disso que estou falando Lynn. - disse Ann pacientemente.
A loira que tinha uma expressão dura e desafiadora, perguntou:
- Ah é? E do que você tá falando, Ann?- e cruzou os braços.
A morena, fechou os olhos brevemente, e respirando fundo, falou:
- De mim e do Richard. Nós...terminamos.
Lynn mudou a face rapidamente. Os olhos arregalaram-se a sobrancelha ergueu-se, e os braços se descruzaram.
- Mas... já?! - indagou ela, gaguejando um pouco. - Mas só foram...3 dias!!
Neste exato momento, alguém veio correndo e esbarrou num ombro de Lynn e num ombro de Hermione.
Era Gina. Ela tinha a face corada e uma mão estendida para Lynn e a outra pra Hermione.
- Eu não disse? - falou ela, meio risonha.
A loira e Mione riram e colocaram um galeão cada na mão da ruiva. Mas um galeão a mais veio. Gina ergueu os olhos.
Era de Ann.
- Eu também duvidei que durasse só 3 dias. - explicou ela simplesmente, dando de ombros.
- Mas você não apostou nada...- disse a ruiva, franzindo a testa.
- Mas eu quero te pagar. - falou a morena.
- Mas não tem porque!
- Mas eu quero, aceita logo ô Gina!
- Mas se não tem porque, eu não preciso aceitar.
Os olhos de Lynn e Hermione corriam de um lado para o outro, como se estivessem num jogo de tênis trouxa.
- Aceita logo essa porcaria Gina!
- Não aceito, não aceito, não aceito! - dizia a ruiva estendendo o galeão de volta pra Ann.
- Aceita Gina. - agora a outra sussurrava de olhos fechados, controlando a paciência.
- Não!!!
- ÓTIMO! - gritou Ann que pra os espantos de todos se ajoelhou e continuou. - Virgínia Weasley, - falava em alto e bom tom, meio que teatralmente. Os transeuntes começaram a parar. - Por favor, me desculpa por tudo.. não sei como falei tudo aquilo... quero voltar a ser sua amiguinha... agora... ACEITA ESTA PORRA DESTE GALEÃO!!!
Silêncio. Lynn e Hermione pareciam que a qualquer momento perderiam os olhos e os queixos finalmente conseguiram alcançar o chão.
O "público" que estava observando, estava mudo. Ann aguardava de olhos fechados e engolindo em seco, como se estivesse se arrependendo de tudo por dentro. Gina congelara.
Depois do que parecera uns dez minutos, a ruiva falou quase sem voz e completamente rouca:
- Tá...
Ann levantou-se, colocou a mochila de volta nos ombros, e seguiu seu caminho, como se tivesse se abaixado apenas para apanhar uma pena que caíra.
Percebendo a ausência das amigas ao seu lado, ela virou-se.
- Vamos! Ou vocês querem que eu me ajoelhe de novo? Porque se querem, vão ter que esperar minha reencarnação. - falou ela já com os óculos no rosto e as sobrancelhas erguidas.
Hermione riu e juntou-se a Ann. Gina, piscou varias vezes e seguiu as outras.
- Você...é...louca, Ann... - disse Lynn , antes de se juntar a elas, ainda perplexa.
Ann riu e as quatro entraram no salão juntas.
- Não sabia que Sonserinos poderiam ser bonzinhos de vez em quando... - comentou Gina sentando-se. A mesa era da Corvinal para não despertar discussões.
- Aí que tá Sardinha... - foi falando Ann, também se acomodando. - Nós... Sonserinos - enfatizou ela colocando alhos no prato. - Surpreendemos não por ser maus...surpreendemos por nossas atitudes. - e piscou para a colega.
Risadas altas foram ouvidas da mesa da Grifinória nesse momento.
As meninas olharam, e em seguida Gina, Lynn e Hermione se levantaram enquanto Ann comia com um sorriso no rosto. E a atenção dos alunos se voltava novamente para Harry Potter.
Ele enchia o prato de alho, e comia alguns, fazendo cara de nojo, e tendo alternadamente, ânsias de vômito.
Lynn gargalhou e sentou-se novamente piscando para Ann, que retribuiu, se deliciando com seus preciosos alhos.
-
O jantar acabara. Na mesa da Grifinória podia-se ver Harry Potter atolando-se de balas de menta, com uma cara enjoada, e depois saiu como uma bala do Salão, sério.
Ann olhou para o garoto enquanto se levantava, depois seguiu com as amigas em direção à saída, séria.
Não gostava do jeito com que Potter mexia consigo. Admitia isso, pois também não gostava de esconder os sentimentos de si mesma. E isso a deixava extremamente com ódio de si e do garoto. Ela se sentia incapaz e frustrada porque não conseguia resolver esse problema.Se é que era um problema...
- Ah, mas ele é que caiu nessa... - ia comentando Gina, rindo, sendo acompanhada pelas amigas, sobre um garoto bonitinho que se apaixonara por ela, o único problema era que o garoto pertencia ao primeiro ano.
Ann andava um pouco mais atrás. Seus olhos corriam de um lado para o outro do livro grosso que lia, mas não absorvia nada, pois estava muito longe. Era uma virtude. Ela conseguia fingir extremamente bem que estava fazendo algo, no qual a sua mente estava muito longe.
Até que uma mão a puxou com toda força para dentro de uma sala mal iluminada. Já sabia quem era, o toque era inconfundível, por isso, não gritou. O aposento tinha algumas velas flutuantes, mas fora isso, era totalmente escuro.
Viu o dono do olhar que ela mais odiava. O olhar desafiador, sem medo.
Era incrível para Harry, como aquele olhar era diferente de qualquer outro.
Já para ela, era desconfortável. Sentia-se protegida, coisa que odiava. Ela gostava da sensação de estar exposta ao perigo, se sentia viva daquela maneira. Mas ao mesmo tempo gostava daquele calor que os olhos do rapaz emanavam.
Calor?! Nos olhos?! Nunca vi! Pois é, pra vocês verem como esse Potter é tosquíssimo!!!
Depois do que parecera uns vinte minutos, ou décadas, ou séculos... Harry pigarreou e falou:
- Er... bem... sábado à noite... poção... - e pigarreou novamente, com mais força, como se estivesse espantando algum pensamento ruim.
- Sabe Potter... você mostrou que é digno de confiança... - disse ela deixando a mochila em cima de uma mesa, e cruzando os braços.- Eu o estive observando bem todas as refeições e você cumpriu direitinho o acordo...
- Eu sou um homem de palavra Diggory, quando digo que vou fazer... - e deu um passo a frente, dessa vez rindo charmosamente. E nessa parte lembrei que não tomei meu poção para sistema nervoso, minhas pernas tremem sabe...quando eu não tomo a poção... – Eu realmente faço.
- Porém! - acrescentou ela fazendo um sinal com a mão pra que ele parasse de falar. - Certas coisas que você fez não me deixaram satisfeita.
Harry ergueu uma sobrancelha, sem entender.
Preciso mandar uma coruja pra mamãe, esqueci minha poção para o estomago em casa!!
- Que certas coisas? - indagou ele.
- Na verdade certa coisa. - Ann sentou-se numa carteira, cruzando as pernas.
Harry engoliu em seco.
- Direta ou indiretamente, não interessa, você foi uma das razões do término do meu namoro.
Harry ergueu tanto as sobrancelhas que agora era impossível vê-las.
- Você... terminou com o Cohen? - perguntou ele, os lábios tremendo.
- Terminei. - disse Ann com a expressão bem fechada.
O rosto do garoto começou a se contorcer. Até que ele... riu. Ou melhor, gargalhou.
- Durou... durou... quanto tempo Diggory? - perguntou entre risos, se dobrando de tanto rir. - Dois dias?
Ann que já estava bastante séria , endureceu o maxilar e seus olhos ardiam em fúria. Mas algo por dentro derretia ao som das risadas, impedindo que ela lançasse uma maldição ou azaração nele.
- Pra sua informação... - falou ela, sua voz suave de raiva. - Foram três dias Potter.
Harry parou um segundo para ouvir, até que caiu num acesso de gargalhadas mais forte ainda. Lágrimas começaram a aflorar de seus olhos.
Dá pra acreditar?! Sinceramente, mas por que raios eu fui contar pro Potter isso?! Além de aumentar seu ego, ele ficou rindo de mim!!! Como se eu fosse uma palhaça!!! Dá pra acreditar?! Ridículo... uma atitude totalmente...Potter!
Depois de dez minutos contados no relógio, pois Ann ficava verificando de tempos em tempos seu relógio de pulso, já tediosa, Potter parou de rir, com muita dificuldade.
- Nossa... não sabia que eu também tinha esse poder de fazer namoros "firmes" terminarem... - falou ele enxugando as lagrimas e se recompondo.
- Já disse que você foi UMA das razões Potter... - disse ela se movendo em cima da carteira, inquieta. - Aliás , muitos maus modos seus, dar em cima de mim sabendo que eu tenho namorado.
Harry colocou as mãos nos bolsos, ainda rindo.
- Primeiro: isso nunca me impediu de fazer nada... segundo: vai dizer que não gostou... - e fez uma pausa para depois falar a provocando. - Nanny...
PUTA QUE O PARIU!! Tá, eu não acredito que eu escrevi isso que ele falou! Puta merda Lynn, esse feitiço para ser leal e não mentir não está me deixando apagar!! Apenas esqueçam o que leram...
- Não, não gostei... - afirmou Ann. Sua voz tremeu. - O que faz você pensar isso?
Ele tirou as mãos dos bolsos.
- Não vou te dizer... - e arregaçou as mangas da camisa branca. - Vou te mostrar...
Mas porque cargas d'água eu não sai dali naquela hora?! Tive que ficar parada esperando ele mostrar com uma cara de lesa!!! Argh, que ódio de mim mesma!!!
Ele se aproximava perigosamente dela. Ann ficou estática, não sabia o que fazer. Seu coração disparou, e suas mãos começaram a suar frio. Sentia-se estúpida, mas ao mesmo tempo "queria" ficar ali, esperar e ver o que ele faria.
O rapaz ficou tão próximo, que seu cheiro começou a dominá-la . Seu coração agora parecia querer pular para fora. "Que ridículo Ann Diggory, é só o Potter... o idiota do Potter..."
Harry chegou próximo da boca carnuda da morena. Ela olhava para os olhos dele e para a boca, como se quisesse fugir, mas não criou coragem. Ann entreabriu os lábios, e sua respiração quente se confundiu com a dele. Aquilo já estava começando a enlouquecê-la quando Harry virou o rosto e pousou o queixo em seu ombro, respirando fundo o seu perfume e o cheiro dos cabelos meio lisos meio cacheados da morena.
Ann sentiu como se estivesse tomado uma forte pancada na cabeça e sentiu-se zonza. Já o garoto sentia um comichão embaixo do ventre.
Vagarosamente, ele pousou as mãos nas duas pernas da garota, ainda submergido nos cabelos dela.. Ela já tinha as pernas uma de cada lado do corpo do moreno, e involuntariamente pousou as mãos nos ombros dele. Harry então, começou a acariciar-lhe as coxas, lentamente, que por mais que ela não quisesse admitir, estava a deixando completamente insana.
Ele levantou uma das mãos e retirou, devagar, os cabelos do pescoço da garota e começou a beijá-lo com carinho. Ann agora suspirava.
"Mas o que diabos está acontecendo?!! Porque eu não consigo sair daqui?! Argh, que ódio do Potter!!!"
Então seus lábios foram roçando até o queixo da garota que agora arfava e apertava seus ombros. Era tudo muito lento, e ela não experimentara nada igual antes, cravou as unhas cada vez com mais força. Ele mordeu-lhe o queixo sem força e viu ela engolir em seco em seguida.
O toque dela, o cheiro, a respiração, a forma como a suas pernas estavam entrelaçadas em si, tudo isso o fazia querer mais, como se isso não fosse o bastante. Puxou-a mais ao seu encontro e encostou seus lábios nos dela, carnudos. Ela elevou as mãos até a nuca do rapaz (que estremeceu ao toque), e pressionou-o para um beijo mais forte.
Agora ambos estavam fora de si, agiam só com o instinto.
O garoto colocou suavemente a ponta da língua no meio da boca dela, provocando-a e pedindo passagem. Ann que não ia facilitar tanto, também o provocou com a ponta de sua língua, iniciando assim um jogo provocativo que excitava ambos e os deixavam com os corpos mais colados. Até que Ann não agüentou mais, e beijou-o com ferocidade passando os dedos entre os cabelos rebeldes do garoto. Já ele, diminuiu a intensidade acalmando-a e deixando-a perder a noção do tempo. Suas línguas se encontraram como já se conhecessem a décadas, e iam numa dança envolvente e sensual, mordidas nos lábios de ambos, apimentavam cada vez mais o beijo.
Quando o garoto, no meio do beijo, voltava-se para seu pescoço novamente, Ann foi arrebatada por algum tipo de realidade...
- Harry... pára... - ela não tinha forças, fora como se o beijo tivesse sugado todas elas. - pára... - dizia ela ainda de olhos fechados, em uma espécie de transe.
O rapaz respondeu com um resmungo impossível de se entender, os lábios beijando ardorosamente seu pescoço.
- Harry... - e engoliu em seco. - Potter, pára!!!
E puxou-lhe pelos cabelos com força , e o afastou.
Ela levantou-se da carteira com os olhos brilhantes em fúria.
Harry recuou um passo, confuso.
- Quem... - começou ela, como se estivesse sem forças pra falar, respirando com força, e fechando os olhos de ódio. - Quem te deu permissão pra fazer isso hein?!! - gritou, fora de si.
Ann depositou toda sua raiva na mão direita e deu o maior tapa na cara que já dera na vida. Deixando marcas dos dedos no rosto do rapaz.
Harry ficou um pouco com a face virada. Depois virou-se vagarosamente e olhou-a nos olhos. Abriu um sorriso divertido .
- Seu... seu... PERVERTIDO!!! - berrou ela, espumando de raiva. - Eu não vou mais te dar a poção antídoto, IDIOTA!!!
Harry balançou a cabeça de um lado para o outro, ainda sorrindo, e tirou do bolso a poção que estava à minutos atrás presa na saia da garota.
Ann arregalou os olhos e urrou de raiva.
- ÓTIMO! ÓTIMO! - e apanhou suas coisas. - É MELHOR VOCÊ NUNCA MAIS CRUZAR MEU CAMINHO POTTER, SENÃO...
- Senão? - perguntou ele baixinho, bem calmo, e rindo. - Eu só tomo suco direto da cozinha agora Diggory... e outra... eu não tenho medo de você... - falava ele displicentemente com as mãos nos bolsos. - As pessoas podem ter medo desse teu olhar frio, mas pra mim, ele não faz efeito.- e deu de ombros. - A propósito... - e encaminhou-se na sua direção, falando em seu ouvido. - Você beija muito bem Diggory. - e foi andando calmamente até a porta.
Ann estava estática e fervendo de raiva. Frustrada por não ter agüentado tudo aquilo e não ter chutado o Potter na primeira vez em que ele se aproximara dela. E o pior, algo dentro de si dizia que gostara de tudo aquilo. Mas a outra parte de si, cheia de ódio e rancor, tentou e conseguiu destruir os pensamentos da outra, pelo menos por enquanto...
Pegou sua varinha e quando ia lançar uma maldição ("fodam-se as conseqüências!") pelas costas do rapaz, ele se virou e falou provocativo:
- Ah! E que corpo hein? - e gargalhou em seguida saindo e fechando a porta.
Ann urrou novamente e pegou uma lamparina apagada de vidro e jogou-a contra a porta, fazendo um barulho imenso, os olhos ardendo em lágrimas de ódio.
-
N/A's: Ah gente... vamo lá... não foi tão grande assim né? xD E foi divertido! Sahdiaushdias Essas gurias são únicas! Divertidíssimas. Bem... agora vamos as respostas das reviews do capítulo passado...
Thaty: Que bom que você gostou Thaty xD Esperamos de verdade que tenha gostado desse capítulo novo! Beijão querida!
Gisele Weasley: Fogo??! ISAHDISHAIUDHUSI Cuidaaaaado Gi! Vamo mandar o Draco de bombeirão pra ti! Sauidhiuashdiashd Po... que oferta hein?! Adoraríamos demais escrever actions contigo moça. Manda seu msn pra gente por mensagem privada ou algo assim e é nóis cara:D Que feliz que tu tenha gostado! É muito gratificante pra gente saber que as pessoas tão gostando da nossa fic. Draquinho vai salvar a Sardinha... será? xP isadhaish Beijão linda!
Mieke: Bom Mieke... nós sabemos MUITO bem o quanto o Harry é poderoso e que ele e o Ron não são burros. Mas isso daqui é uma fic e sinceramente, tudo pode acontecer! Se você continuar acompanhando a história perceberá o porquê de cada detalhe. A Gina não é uma completa estúpida, pense nisso. Obrigada pelas críticas e esperamos que continue lendo a fic. Beijões e brigada novamente.
Maggy94: Nossa leitora assídua e querida! Perdoe-nos novamente e mais uma vez pelo atrasinho minúsculo enorme xD Que felicidade saber que você gostou do capítulo querida. Danny Jones com certeza não te ouviu e nós guardamos esse segredinho x) Tom Riddle! A única que citou o Riddle, ele com certeza não é de se jogar fora! Lynn é uma patricinha inveterada... portanto, é isso ae. Suidhasihdus Eu não sei muito bem se é 'awesome' ou 'awsome', vou procurar saber linda. Brigada novamente por acompanhar a nossa história e milhões de beijos pra ti.
Luhh Potter Malfoy: Luhh! Uma nova leitora pra nossa fic! Ai que feliz! xD Bem... primeiro de tudo, OBRIGADÍSSIMA pelos elogios. Ficamos até mais empolgadas depois dessas últimas reviews! Confie menina, você terá a continuação do nosso 'triângulo tortuoso' Gina, Tom e Draco. Bem... as meninas não comentaram muito sobre a missão da Gina, pois foi mais preguiça de uma de nós de explicar melhor mesmo xP De resto, esperamos que tenha gostado do capítulo novo querida. Beijão!
Fini Felton: Quanta coisa aconteceu:D E que bom que você apareceu Fini! Estamos felizes pela sua review (: Tomara que tenha gostado do capítulo novo, e obrigadão pelos elogios. Beijos querida.
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Então galerinha... é isso aí... Esperamos postar o próximo capítulo em breve. Ele já tá quase pronto... mas vocês sabem como são férias não é? xP
Deixem reviews comentando sobre o novo capítulo hein? Beijos da Pitzie, Ginn, Mia e Nanny.
