O ciúme e o beijo:

Eu, o Rony e o Harry estávamos indo visitar o Hagrid, e o Harry parou de andar, paralisou, e depois de anos com ele já sabia que tinha a ver com Você-sabe-quem, ele estava sentado no chão com o olhar perdido, suando frio – eu sempre quis poder ver o que ele vê – e eu ou Rony sem podermos fazer nada para ajudarmos. Harry "voltou", parecia cansado e nervoso, mas quem não estaria no lugar dele?
- Eu vi...Voldemort...ele falou de uma varinha – contou Harry
- Varinha? Existem tantas varinhas, acho que foi uma observação muito vaga não foi Harry? – falou Luna que apareceu do nada
- É, acho que sim – respondeu Potter com os olhos brilhando
Era obvio, o Harry gostava da Luna e eu - a cada minutos do meu dia tinha mais certeza - gostava do Rony, casa contrario o que seria: pensar nele antes de todos? meu coração acelerar quando eu termino de falar com ele ou quando eu pego ele olhando pra mim? Está claro, ele é meu melhor amigo – Harry também claro – mas também é algo mais.
Estava indo para o salão comunal, quando encontrei a Luna indo na direção contraria, instantaneamente olhei os sapatos dela, os mesmo com que ela dormia.
- Seus sapatos de dormir?
- São confortáveis, eu gosto deles
Luna foi embora saltitando como ela fez algumas vezes no dia, e eu andava para frente mas com os olhos concentrados a trás de mim, nos sapatos de dormir da Luna. Acabou que eu esbarrei no Rony e no Harry, meus livros derrubados e estavamos – Rony e eu - parados há segundos olhando um pro outro. Rony está se agachara, juntou meus livros e me deu; tudo isso acabou de terminar, foram poucos segundos, acho que nem deu 30, mas nesse pouco tempo eu consegui me perder completamente, o que está acontecendo exatamente?
Já estava tarde, hora de irmos para nossas casas dormirmos, mas Harry estava me chamando, e apesar de não querer infringir as regras, parecia ansioso pra me contar alguma coisa. Andando pelos corredores a mais de 5 minutos resolvi e perguntei por que de tudo aquilo, e a resposta foi mais ou menos o que eu imaginava, ele e Luna haviam se beijado, pelo o que ele me falava, era mais ele que tinha beijado ela, mas no final, era um beijo, e isso que importava. Perguntei ao Harry como a Luna reagiu, ele disse que não sabia dizer, ela saiu saltitando igual antes dele a beijar, mas como nós já sabíamos, entender os sentimentos de alguém que dormia com sapatos, acreditava em coisas que contrariavam qualquer lógica e parecia viver num mundo muito distante do nosso era difícil.
Luna e eu só tínhamos uma coisa um comum, não expressar nosso sentimentos, e até a maneira de fazer isso era completamente diferente: ela sempre parecia estar com a cabeça em outro lugar, sem nem ao menos ligar para o que os outros dizem dela, ou o que acontece com ela, o que deixa bem mais difícil decifrar os sentimentos dela, e eu por ter medo da resposta que eu posso receber se contar tudo também deixo tudo mais difícil. Nessas horas eu deveria ser menos lógica e seguir o que meu coração me diz, mas eu tenho toda a certeza de que na hora exata em que eu teria que falar um "eu te amo" ou um "eu gosto de você" eu travaria e diria algo sem sentido algum para essa situação, então vou ficar aqui esperando um dia ouvir dele o "eu gosto de você Hermione".
Apesar de patético acreditar tanto em um desejo quase impossível meu, principalmente que para acreditar eu tenho que ouvir na minha cabeça frases sobre mim mesma na terceira pessoa, desistir dessas frases - como eu já disse – patéticas, me faria muito mais mal do que esconder o que eu sinto.
Estou ficando mais emocional, chorona e vulnerável com todos esses acontecimentos; resumindo, esses acontecimentos estão dando a chance de piorar tudo pra mim. Alguns dizem que se apaixonar é bom, outros falam que é melhor viver sem isso, sinceramente, por enquanto parece bom. Me sinto mais disposta a tudo - apesar dessa disposição só ser um motivação a ver o Rony – e quero fazer coisas novas, e sim, essas coisas novas são todas relacionadas a ele, mas no final se somar tudo, me sinto bem enquanto apaixonada. Pelo menos até agora sim.
Rony estava a metros de mim, conversando com alguma garota, não dava pra ver o rosto dela, mas só essa situação – dos dois conversando - me atormenta um pouco, é ridículo, mas o ciúme me consome - apesar deu mesma saber que não tem nem um bom motivo pra ele existir. Eu sentada no banco olhando para ele de longe, e no exato segundo em que paro de olhar pra ele, ele começa a vir na minha direção.

- Oi – disse Ronald sorrindo
- Oi – respondi instantaneamente antipática
- Nossa Mione, o que deu em você?
- Nada...licença, tenho aula... e você também.
Estava andando rápido, agarrando meus livros com força e com cara de quem estava orgulhosa do que fez, mas por dentro, meio destruída. Tive a impressão de que eu voltei a agir com o Rony igual ao meu primeiro ano em Hogwarts, timidamente antipática. Com toda essa pressa acabou que eu esbarrei no Harry, ele estava com uma carta nas mãos, Potter abriu a carta e dentro dela haviam centenas de pequenos pedaços de papeis velhos meio rasgados, mas pra nossa surpresa, não eram papeis, eram fotos da família do Harry, dos pais dele. Haviam rasgado os pais do Harry de algumas fotos e colocados na carta para ele, mas o mais estranho - até mais estranho do que alguém ter tantas fotos dos pais do Harry - era ele ter recebido uma carta anônima porém boa. Quem não assinaria uma carta assim? Não fazia sentido.