3. Alice Velth

Rony e eu não tínhamos nos falado depois da "discução" - mas apesar disso, nós dois eramos amigos do Harry, então continuavamos fazendo tudo juntos - Nunca pensei que sentiria falta dos comentários dele, do jeito que ele falava comigo e nem mesmo da maneira divertida dele levar a situação mais tensa . Indo para a próxima aula, trombamos com uma menina da Corvinal, ela havia derrubado seus livros no chão com o impacto, e antes que qualquer um de nós tivesse chance de ajudar ela a recolher o que tinha derrubado, ela se levantou rápido do chão com os livros já nos braços. Foram só alguns segundos, mas ela arregalou os olhou e parecendo assustada saio correndo dali. Mas no chão, ali mesmo onde a menina tinha derrubado os livros estava outro envelope como o de antes – das fotos dos pais do Harry - , dessa vez com fotos de varinhas e do Dumbledore, o que isso era?
Não havia visto Harry nem Rony nas ultimas horas porque as aulas do dia já haviam acabado, mas tentando ignorar a falta que a compania deles –principalmente a do Rony- corri para a biblioteca usando de desculpa de entender mais sobre aquelas fotos, então logo no 1º livro eu achei o que eu eu queria.

Varinha das varinhas:
a varinha mais poderosa que existe, de acordo com o Conto do três irmãos, dada pela propria morte a um bruxo. Não se sabe o paradeiro dela ou se ela realmente existe, mas dizem alguns boatos que Alvo Dumbledore é o atual dono da tal varinha.

Me levantei pra ir correndo contar ao Harry sobre isso, mas bem nessa hora escuto alguém chamando meu nome, era Rony, estava na porta da biblioteca.
- Mione, eu.. eu não sei o que aconteceu, então é...- Rony tirou uma caixinha preta do bolso- eu ai te dar de aniversario,mas por causa da nossa briga vou dar agora, é pra você – disse Ronald envergonhado.
Peguei a caixinha da mão dele e abri, dentro tinha um pingente prateado em forma de varinha,e da ponta dela ficava saindo pequenas faíscas azuis, era lindo.
Rony ficou me olhando esperando eu dizer alguma coisa, então eu agradeci, e agente se abraçou, no final acabamos ficando de mão dadas na frente da biblioteca olhando um pro outro sem saber o que estava acontecendo. Isso até Harry aparecer com a Luna. Eu olhei pro Rony, tentei soltar minha mão, mas ele segurou ela, e o simples fato disso tudo, do presente, do abraço e das mãos dadas me dava a impressão de que se Harry não tivesse chegado agente teria se beijado.
- Oi –disseram Luna e Harry
- É, oi. – respondeu Rony
- Harry, acho que era para nós não estarmos aqui – disse Luna
- Atrapalhamos alguma coisa? – disse Harry já sabendo a verdade, "sim".
- Não, só é... só nos desculpamos
Harry virou pra gente, riu das nossas desculpas, e sinceramente, não teve como não ri de volta, estava ridículo já negando tudo por causa da Luna ali. Só quando os dois saíram que eu vi, a Luna segurava a mão do Harry, ela saio saltitando, e Harry andando do lado dela sorrindo. É, acho que sim, Luna devia ter gostado do beijo. "Pelo jeito os dois...é"disse Rony "Parece que sim".
Depois disso tudo não tinha mais jeito de nada acontecer ali, então fomos andando pelos corredores, até darmos de cara com Malfoy, que felizmente não tinha nos irritado nehuma vez esse ano, mas depois de topar com ele, não nós encher parecia impossível.
- Então Weasley, quer humilhar mais ainda sua família e andando com sangue-ruins.
Ignoramos o que ele disse e tentamos sair dali sem demonstrar raiva nenhuma - apesar deu estar muito nervosa - mas Draco continuou: "vamos ver lesmas saindo da sua boca denovo Weasley", "Granger deveria ter continuado petrificada no 2º ano" etc...
– Immobilus - Gritou Rony
Malfoy paralisou no meio do corredor, Goyle ficou desesperado ao ver Malfoy assim e então tivemos tempo de sair dali, corremos até a sala comunal da Grifinória e contamos tudo ao Harry rindo. Definitivamente, o melhor dia em Hogwarts.
Com tudo o que aconteceu eu havia esquecido de contar da varinha das varinhas ao Harry, só me lembrei quando vi ele mexendo naqueles 2 envelopes já no dia seguinte.
- Mas porque a menina da Corvinal queria que soubéssemos disso? – perguntou Harry
- Não é obvio, a sua visão Harry... a do Voldemort – sussurrei esse nome - era dessa varinha que ele falava.
- Ele quer a varinha do Dumbledore? – perguntou Rony
- Não sei, mas aquela menina - a do envelope - deve saber.
Harry se levantou e obviamente ia atrás da menina da Corvinal, e antes que eu pudesse me levantar Rony apareceu de pé na minha frente com a mão estendida, segurei na mão dele – como apoio - então me levantei. Fomos pelos corredores, ou melhor, pelos mais de 200 corredores de lá sem ter idéia de onde a menina misteriosa poderia estar. Harry estava muito concentrado, isso até a Lovegood aparecer na frente dele. Era incrível como ele paralisava na presença dela, então ao ver que Harry estava mais feliz ali do que jamais havíamos visto ele, deixamos Harry ali seguimos pelos corredores olhando para trás e rindo de ver o Harry daquele jeito.

Acabou que andando por Hogwarts procurando alguém que nem sabíamos o nome nos levou a frente do banheiro da Murta, entramos lá a procura da fantasma.
- É você? A menina da cara de gato do segundo ano? Até vocês... até vocês me esqueceram – murta já estava choramingando
- Murta, nos desculpe – disse
- Onde está Harry Potter? Ele se esqueceu de mim não foi? Nem se lembra mais de que eu ofereci meu box de banheiro caso ele morresse. – murta pulava para dentro do seu box.
- Murta, queria saber se você conhece uma menina, da Corvinal.
- Poucos vem aqui, não conheço quase ninguém fora vocês.
- Ela é ruiva e tem o cabelo enrolado, ela é baixa e...da Corvinal – disse Rony sabendo que esta repetindo a parte sobre a casa.
- Eu vi, essa menina, a alguns dias veio aqui e ficou recortanto fotos, e por mais que eu... – Murta começou a gemer - chamasse ela, ela me ignorava, continuava recortando as fotos. Eu só sei que o nome dela é Alice Velth.
Rony agradeceu murta com muito cuidado pra não dizer nada que pudesse ofender a Murta e fizesse ela dar algum grito agudo e mais uma vez. Saimos dali andando tranqüilos em direção ao salão comunal, nós não falávamos nada, até que Rony comentou sorrindo que eu estava com o colar, respondi que eu tinha gostado muito do colar.
Era de noite, já tinha contado ao Harry sobre a Alice Velth, e todos na Grifinória estavam dormindo, menos eu...Estava segurando na mão o pingente do colar que Rony tinha me dado e observando as faíscas azuis saindo da ponta, até que por impulso disse "Engorgio" e a varinha pequena do meu colar cresceu, pareceu uma varinha de verdade, tive de tentar algum feitiço com ela, e por mais incrível, os feitiços funcionaram com aquela varinha não mais pequena com faíscas azuis saindo da ponta. Fiz a varinha voltar ao tamanho normal, aquele colar significava demais pra mim – era o começo de algo que podia ser um sentimento do Rony por mim - então eu nunca mais iria enfeitiçar ele ou algo assim, e também, aquele era um colar muito lindo.