Jamais vou esquecer

Estávamos aprendendo a fazer poções da verdade, o que na nossa situação era bem útil de se aprender, mas como faríamos para a Alice bebê-la ? A aula acabou, saímos rápido dos nossos lugares e ficamos na porta esperando a Alice, ela se levantou rápido e entrou no meio de uns 15 alunos da Corvinal numa tentativa de se camuflar. Apesar disso Rony conseguiu segurar as vestes dela, mas nesse exato momento o professor Snape apareceu atrás de nós três, ele tinha percebido que Rony segurara as vestes de alguém e nós e não podíamos fazer nada suspeito com ele por perto, então Harry chutou a canela de Rony como um sinal para ele largar a garota, fizemos isso e saímos correndo dali, antes que Snape tentasse perguntar alguma coisa.

Severo com toda a certeza estava de olho na gente depois de ver isso, ele já devia saber que algo estava acontecendo.
- Temos que falar com aquela menina, mas não do jeito que fizemos antes. – eu disse
- Amanha vamos ir lá na murta, ela deve saber no mínimo o dia que a Alice vai no banheiro recortar as fotos. – sugeriu Rony, orgulhoso da própria idéia.
Harry concordou mas em alguns minutos saio dali, pois avistou Luna uns 20 metros dali no meio de uns alunos da Lufa Lufa. Rony e eu ficamos ali, parados, sem nenhum aparente assunto, até que eu mesma – envergonhada por começar – comecei a puxar assunto e relembrar tudo que já havia acontecido em Hogwarts com nós tres.
Fazer isso era incrível, lembrar e perceber que nesses anos todos que estivemos juntos, nós nos divertíamos mais do que a maioria dos alunos dali - quem sabe Fred e George se divertissem tanto quanto nós, porque afinal, saltar fogos de artifício no meio de Hogwarts é unicamente divertido – a maioria dos alunos dali tratavam Hogwarts como uma escola qualquer, eles não conheciam tanto os trouxas então não paravam pra pensar que em outras escolas você não voava em vassouras, não podia ter um mascote, muito menos ter uma coruja. Como eu sou descendente trouxa, Hogwarts era completamente única pra mim, mas mesmo assim, o que realmente fazia dela única, eram as histórias que eu vivi lá, era como eu encontrei a primeira pessoa por quem eu realmente me apaixonei, ou melhor, por quem eu realmente estou apaixonada, era por eu ter encontrado melhores amigos lá, com certeza os melhores do mundo.
Fomos para a sala comunal da Grifinória, continuamos lembrar do que já nos acontecera até tarde da noite - Harry se juntara a nós dois perto da meia noite – e nós só riamos, eram tantas coisas, era difícil pensar que um dia acabaríamos de estudar em Hogwarts e não nos veríamos quase todos os dias do ano mais. O fim parecia proximo.
Perto das 2 da manha, Harry foi dormir, a cicatriz dele estava ardendo então novidades viriam no dia seguinte, o problema era que a sensação de não saber se elas seriam boas ou ruins era horrível. Rony e eu continuamos ali, paramos com as lembranças e começamos a falar sobre você-sabe-quem; e inesperadamente Rony disse:
- Como será que isso tudo vai terminar? Quero dizer, essa história com ele e o Harry.
- Eu espero que bem. – disse
- Você não tem medo de... sei lá, acontecer alguma coisa e acabarmos morrendo – ele parecia nervoso – e não podermos fazer tudo o que queríamos?
Eu era aterrorizada por isso, não que não lutaria com o Harry por esse motivo - porque afinal, Potter era meu melhor amigo, e eu faria qualquer coisa por ele, até mesmo morrer – mas tinha muito medo de acabar a minha vida e eu nunca ter nem contado ao Rony que eu gostava dele, e gostava muito.
- Mais do que você imagina. Não fiz quase nada do que eu quis na minha vida, tenho medo de acabar assim.
- Posso fazer uma coisa?... Que eu quero fazem meses? – perguntou Ronald.
Eu respondi que sim, e enquanto eu esperava ouvir algum desabafo, segredo, ver alguma coisa daquelas unicamente idiotas que só ele fazia ou coisa do gênero, o Rony me beijou.
Me senti mais feliz do que em qualquer dia de toda minha vida, me senti especial e queria poder gritar pro mundo, queria simplesmente voltar um pouco no tempo pra reviver isso, mas reviver seria impossível, e para rever não precisava do vira-tempo, tinha guardado cada milésimo de segundo na minha memória, e eu jamais iria esquecer.