8. Hogsmead

A McGonagall entrou na sala comunal, nos mandou dormir, e fomos pros dormitórios, e eu nem ouvi uma resposta depois do "eu te amo". Demorei pra pegar no sono, fiquei mais de 1 hora olhando pro teto, pensando em tudo que se podia imaginar, no Rony, no Harry, na Alice, nos NOMs.
Na manha seguinte – no café da manhã – mal nos falamos, só olhávamos um pro outro sem saber muito bem o que pensar.

Era sábado, então íamos visitar Hogsmead, o Harry ia pela passagem da bruxa de um olho só, eu e ao Rony íamos com o resto dos alunos.
Ao chegarmos lá, fomos para um lugar onde dava pra se ver a casa dos gritos para esperar o Harry.
- Não vai rolar nada não é? – perguntou Rony sentado numa pedra a uns 5 metros de mim olhando pra neve no chão.
- Não sei – respondi um pouco triste.
Tentei ficar em silêncio, parar com essa conversa por ali, mas não resisti:
- O que você quer que eu faça Ronald? Que eu chegue e te beije? Não da! Já te disse tudo, você já sabe de tudo, agora se alguém vai fazer alguma coisa, tem que ser você. – disse isso meio irritada.
Ele olhou pra mim, eu estava com os olhos cheios de lágrimas, ele ignorou isso e voltou a olhar pra neve. Sentei numa pedra perto de mim, e ele ficou lá trás, agora tudo o que ele podia ver de mim eram as minhas costas. Estava chorando.
Logo algumas pegadas apareceram no chão, era o Harry, enxuguei meus olhos na manga do casaco e puxei a capa de cima dele e disse "Vamos?". O Harry deu o braço dele pra mim segurar. Ele olhou pra trás e perguntou "Não vem Rony?", "Já vou".
Fomos tomar cerveja amanteigada, sentamos numa mesa e o Harry me perguntou o que havia acontecido. Contei tudo, do beijo, da noite na biblioteca, mais tarde na escada, do dia anterior, do que eu havia dito pro Rony.
- Mas então vocês se gostam? – perguntou o Harry
- Eu acho que sim, mas sei lá...Não entendo o Ronald.
Não sei porque, mas não conseguia chamar o Ronald por Rony quando estava brava com ele, acho que Rony me parecia muito carinhoso, e me lembrava das coisas boas que eu passei com ele, fazia eu ficar menos brava.
- Mione, o Rony é confuso, tímido, e não sei mais o que, mas pra ele também não está sendo muito fácil.
- Então ele já tinha te contado alguma coisa?
- Ele ta gostando de você, de verdade.
- Mas ele meio que brinca comigo fazendo essas coisas, um dia sou o mundo pra ele e ele faria tudo pra mim ficar com ele, outro dia ele me pergunta "Não vai rolar nada não é?" como se dependesse só de mim. Não agüento mais isso Harry. – estava quase chorando...de novo.
Harry terminou de beber sua cerveja amanteigada, eu terminei a minha, voltamos pra onde havíamos deixado o Rony, mas ele não estava lá. Voltei pra hogwarts sem ele, fiquei com a Gina e com o Neville no caminho de volta, o Harry ia ficar mais um pouco lá procurando o Rony depois ia voltar pela passagem de novo. Quando cheguei em Hogwarts nem o Harry nem o Rony estavam lá.
Alguma coisa parecia que esmaga meu coração quando eu pensava que podia ter acontecido alguma coisa aos dois, porque afinal, a ultima coisa que eu disse pro Rony não fui muito legal, ou melhor, nada legal, e o Harry, é o Harry, meu melhor amigo de tantos anos. Depois de umas horas os dois apareceram na sala comunal, corri e abracei os dois bem forte, tinha esquecido o que o Rony tinha me feito, tinha se esquecido da minha "raiva" por ele, de tudo, estava – naquele minuto – feliz por eles terem chegado, só feliz.
O Harry me abraçou rindo do meu exagero, já o Ronald...ficou parado até eu soltar o Harry, então ele olhou na direção da escada em caracol que dava para os dormitórios – o Harry estava ali - e olhou pra mim, ele me abraçou, forte, apertado, um abraço daqueles que você quer que nunca acabe. Dessa vez eu fiquei parada, pensava "abraça de volta", mas passava um tipo de flashback na minha cabeça do Rony, de como ele fazia eu me sentir mal, mas também pensava: Ele está tentando pedir desculpas, o abrace de uma vez! Outra parte de mim me dizia: Você ama ele aproveite! Outra já dizia: Você só vai se machucar mais.
Resolvi seguir 3 das minhas 5 idéias do que fazer, abracei ele. Quando terminamos de nos abraçar, nós dois estávamos sorrindo. De repente pensei: Será que me aproximar vai só me machucar mais mesmo?