Lose her.
Bitter and hardened heart aching waiting for life to start.
O sol brilhando em um céu estrelado. Perdê-la significava perder o céu.
Ele só conseguia pensar nisso quando acordava, quando dormia, enquanto perdia horas dentro de uma sala de Hogwarts. Ela queria saber o que estava acontecendo com ele – com eles - e ela acabaria descobrindo, pulsante, curiosa e talentosa, quando o assunto era decifrá-lo. Quem gostaria de perder o céu? O céu que metaforizava o paraíso, a sua metáfora para ela. E cada feitiço que tentava, o deixava mais perto de seu objetivo e mais longe dela. E cada resposta que obtinha, doía em sua carne e aliviava seu coração. Paradoxo, seu nome é Draco Malfoy.
Ódio. A dor lacerante do feitiço de Potter não se comparava a dor de pensar em perdê-la. Naquele momento, ninguém o odiava mais do que ele mesmo. Ele queria sentir aquela agonia, assim quem sabe a dor de perdê-la atenuasse. Ele desejou morrer, pra encontrá-la do outro lado, porque ela era seu paraíso. Draco Malfoy não merecia o paraíso. Morrer era uma opção plausível – seu pai estaria julgado, sua família estaria bem e a dor de perdê-la estaria extinta. Queria que Potter o matasse, e talvez ela conseguisse odiá-lo. Era tudo sobre ódio. E dor. Ódio e dor.
Então Snape salvou sua vida, cumpriu sua missão – porque era covarde demais para fazê-lo, e essa era a principal diferença entre Draco e Gina. No fim ele falhou em seu propósito e acabou por perdê-la, do mesmo modo.
Queria morrer para encontrá-la do outro lado. O inferno não pareceu tão ruim.
