O tempo passou e House continuava na casa de Cuddy ate que estavam se dando bem, brigavam um pouco, mas sempre resolviam. Estavam passando mais tempo juntos. De vez em quanto House chegava a preferir a companhia de Cuddy a de Wilson. Eles estavam se envolvendo, inconscientemente. House não deixava de tentar roubar as calcinhas de Cuddy. A convivência era boa. House já havia começado a procurar outro apartamento, mas ele procurava devagar não tinha pressa. Apesar do tempo ele ainda não havia se acostumado a dormir no sofá. Mas não iria reclamar. Cuddy gostava da sua nova rotina. Chegava em casa as vezes com ele, algumas vezes antes e outras depois. Era interessante chegar e ter alguém sentado no seu sofá, esperando. Ela de modo inconsciente parou de sair para encontros. No hospital era normal chegarem ao mesmo horário. House havia conseguido recuperar a chave de sua moto. A vida estava confortável, House era um pouco bagunceiro, mas ela já havia se acostumado.

Sala de Cuddy.

Wilson entrou.

- O que há entre você e o House? – perguntou o oncologista.

- Nada. – respondeu Cuddy

- Ainda estão morando juntos?

- Sim.

- Cuddy, faz quase um mês.

- Algum problema?

- Não, mas... – House entrou

- Chefinha, caso resolvido. – ele jogou a ficha sobre mesa dela.

- Parabéns. – falou Cuddy e então se voltou para Wilson. – então Wilson algum problema?

- Não.

House se sentou no sofá para assistir.

- Então que mal há? – perguntou Cuddy sem se dar conta que House continuava ali.

- Nenhum, mas você não acha estranho? – falou Wilson

- Não. Ele é um amigo. – falou Cuddy

House assistia como se fosse um jogo de tênis.

- Amigo? Sério? Tudo bem. Se você acha... Tudo bem. – Wilson sai da sala.

House ficou observando Cuddy.

- Algum problema? – perguntou House

- Ah... Você ainda está ai... Não nenhum problema. – respondeu ela

Com a convivência House havia mudado um pouco.

- Vai trabalhar ate tarde? – perguntou ele

- Não sei... Acho que sim. – respondeu ela

- Tudo bem... Te espero em casa. Podíamos fazer uma sessão de cinema hoje. – falou ele

- Pode ser. – falou ela calmamente.

- Bem, te vejo depois. – falou ele e saiu.

Cuddy continuou fitando a porta e percebeu o que Wilson quis dizer. Eles estão bem próximos. Haviam se adaptado a essa vida e o engraçado era que gostavam disso. Ela sorriu.

Cuddy não almoçou direito naquele dia, estava atolada em trabalho.

Casa de Cuddy.

Ela entrou, estava exausta. House havia deixado um bilhete avisando que havia ido comprar guloseimas para a sessão de cinema e pegar alguns filmes na locadora. Ela foi tomar banho e ficou lá um tempo depois foi se vestir.

Casa de Cuddy. – Pouco depois.

House entrou, olhou em volta nada de Cuddy. Estranhou. (Ele teve seu momento Volverine.) Sentiu o cheiro dela. Deixou as coisas sobre a pia da cozinha e começou a procurá-la.

- Cuddy! – chamou ele

Sem reposta.

Olhou no banheiro... Nada.

Olhou no quarto dela e a encontrou caída no chão, inconsciente. Ela respirava. Mas o que mais o deixou atordoado foi o fato de ela está sem blusa, com os seios expostos, sua blusa estava caída no chão, o guarda-roupa aberto. House a colocou sobre a cama. Foi ate o banheiro e começou a procurar o álcool. Ao encontrá-lo voltou para o quarto. Aproximou o álcool do nariz dela para que ela inspirasse o cheiro. Ao senti-lo, Cuddy acordou. Abriu os olhos e se deparou com House.

- O que aconteceu? – perguntou ela

- Eu que pergunto. – falou ele olhando a nos olhos e tentando ignorar o fato que ela continuava sem blusa.

Ela se sentou. Ele aproveitou, pegou a blusa dela no chão.

- Acho que vai querer isso. – falou ele entregando a blusa.

Cuddy ficou vermelha ao perceber seu estado. Vestiu a blusa rapidamente.

- Agora me diga o que aconteceu. – falou ele

- Eu só me lembro de tentar vestir minha blusa e desmaiar. – contou ela

House pensou no que poderia ser.

- Está grávida? – perguntou ele

- Claro que não! – exclamou ela

- O que você comeu hoje?

- Eu não... Não almocei.

House a olhou em reprovação.

- Isso explica tudo. – falou ele – Vem eu trouxe o lanche e os filmes.

Ele se levantou e foi pegar as coisas. Ela o seguiu.

- Que filme trouxe? – perguntou ela ao pegar os DVDs. – Batman Begins? House... The L World?

- É só um episodio. – falou ele de modo infantil

- Uou! E se fosse verdade? – falou ela antes de rir. – Não sabia que gostava de comedias românticas.

- Era para você... E a atriz principal é gostosa.

- Só podia.

House sorriu.

- Mamma mia? – perguntou ela

- É legal. – respondeu ele

- Qual é o próximo... Ah! House, por favor! Crepúsculo?

- Não é não. É o Vampires Suck.

- Ah é! House... A órfã? Pegou um de cada categoria? Código da Vinci?

- Sim e... Constatine.

- Nunca vi.

- Vai gostar.

Eles se arrumaram para ver os filmes. Como era sexta provavelmente ficariam a madrugada toda vendo filmes.

O primeiro foi Mamma mia, depois Batman Begins, Vampires Suck, E se fosse verdade, Código da Vinci, A órfã e terminaram com Constatine.

Durante os filmes, lentamente, quase sem perceber House foi se aproximando de Cuddy. Eles não repararam, mas quando os filmes acabaram eles estavam encostados um no outro.

A comida já havia acabado no fim de A órfã e já haviam escovado os dentes. Quando Constatine acabou, House ficou responsável pela louça enquanto Cuddy tirava o filme.

Pouco depois eles haviam ido dormir. Foi quando Cuddy ouviu um barulho na sala. Colocou seu robe branco e foi ate a sala. House havia caído do sofá. Ele estava se levantando quando ela chegou, ela estendeu a mão para ajudá-lo, mas acabou puxando forte demais e eles ficaram extremamente próximos. Cuddy afastou-se um pouco.

- Você está bem? – perguntou ela

- Sim. Foi só um sonho. – respondeu ele

Na verdade, House havia sonhado com ela, pois mesmo tentando ele não conseguiu tirar a imagem dos seios da medica da cabeça. E seu cérebro acabou se divertindo um pouco.

- Pesadelo? – perguntou ela

- Não, só um sonho agitado. – respondeu ele

"Coloque agitado nisso." Pensou ele

- Desculpe lhe acordar. – falou ele

- Tá tudo bem. – ela o viu passar a mão na perna infartada num ato inconsciente. – É melhor não dormir no sofá hoje.

Ele olhou sem entender.

- Sua perna.

Só então ele se deu conta. Pegou um Vicodin e tomou.

- Vem dorme na minha cama. – falou ela inocentemente. Já estavam tão próximos que ela não estranhou ter falado aquilo.

- Tudo bem, o Vicodin dá conta. – falou ele

- Se não dormir numa posição confortável não vai ter Vicodin que cure. – insistiu ela

Ele cedeu.