PPTH – Alguns dias depois.

House e Cuddy agora dividam a mesma cama. Mesmo quando brigavam, mas eram sempre aquelas brigas de preliminares. O clima não mudava.

Ele havia acabado de resolver um caso e a paciente o convidou para sair, ele não comentou com ninguém. Aceitou sair com a paciente.

Sala de Cuddy.

House entrou.

- Oi. A porta não serve de nada mesmo, né? – falou ela

- Não... É não ligue se eu demorar a chegar em casa hoje, ok? – falou ele – Nem se eu não for para casa hoje.

- Por que, algum problema? – perguntou ela

- Não, vou dar uma saída.

- Com o Wilson?

- Não.

- Com quem então? Algum terrorista?

Ele riu.

- Não. É uma paciente.

- Ah... Tudo bem. – ela estava contrariada e estranhamente enciumada.

Ele saiu da sala e ela ficou pensativa.

Casa de Cuddy. – Naquela noite.

House não havia chegado e provavelmente não viria. Ela já estava deitada, mas acordada, olhando para a porta, virou-se na cama e passou a mão pelo lugar vazio ao seu lado. Sentia-se só. Estava acostumada com ele perto. Sentiu o cheiro dele no travesseiro. Como ele fazia falta. O cheiro a fez lembrar-se de uma noite como qualquer outra.

"Cuddy estava acordou repentinamente tinha tido um pesadelo. Com o susto House também acordou.

- O que foi? – perguntou ele

Ela estava tremula.

- Hey, tá tudo bem? – perguntou ele

- Uhum... – ela se recuperava do susto – Desculpa ter te acordado.

- Tá tudo bem. – falou ele

Ela virou-se para tentar dormir. De repente sentiu ele envolver-lhe pela cintura.

- House...

Ele não falou nada. Cuddy não queria que ele a soltasse, sentia-se segura. Logo se virou de frente para ele e acabaram adormecendo abraçados."

Cuddy sorria com a lembrança e logo adormeceu.

PPTH – Dia seguinte.

Cuddy havia acordado sozinha e conseqüentemente com o humor do demo. Estava se corroendo de ciúmes. Wilson percebeu a mudança em seu temperamento. E na hora do almoço foi verificar o problema. Ele sentou-se junto com ela na mesa.

- Oi. – falou ele calmamente.

Ela não estava muito bem, estava meio cabisbaixa.

- Oi Wilson. – falou ela ao vê-lo.

- Tudo bem? – perguntou ele

- Anh... Sim. – respondeu ela

- Cadê o House? – perguntou ele

- Não sei, mas não quero ver ele hoje! – exclamou ela irritada.

Sim, tinha algo a incomodando, começava com Gregory e terminava com House.

- Vocês brigaram? – perguntou Wilson

- Não. – respondeu ela num tom normal, mas ainda chateado

De repente House chega. Wilson começa a se preocupar. House parecia bem. Sentou-se ao lado de Wilson.

- Ola, Jimmy Boy. – falou ele e então virou-se para Cuddy. – CuddlesCakes.

- Oi House. – falou Wilson

Cuddy não respondeu, nem o olhou.

- Dormiu bem? – perguntou ele a Cuddy

Cuddy que se segurava explodiu.

- Sei lá! Mas você parece que sim! – gritou ela, levantou-se e foi embora.

House não entendeu.

- O que aconteceu? – perguntou ele a Wilson

- Achei que você soubesse a resposta. – falou Wilson. – Não dormiu na casa dela hoje?

- Não.

Sala de Cuddy. – Pouco depois.

Cuddy estava sentada em seu sofá, pensando, chateada.

Quando ouviu sua secretaria discutindo com alguém. Antes que ela pudesse se questionar que era a resposta veio quando ele entrou na sala. E a secretaria de Cuddy junto.

- O que está acontecendo? – perguntou ela aos dois.

- Dra, eu disse que a senhorita não queria ver ninguém, mas... – falou a secretaria.

- Eu entendo Anny. Pode ir. Eu me entendo com ele. – falou Cuddy a secretaria saiu.

- O que deu em você? – perguntou ele. – Por que gritou no refeitório.

Ela não respondeu.

- Cuddy se não falar não posso adivinhar. – falou ele e logo teve uma epifania. – Você... Fica brava com ciúmes.

- Eu não estou com ciúmes. – falou ela/mentiu ela (Rsrs... Eu sou má!)

- Está sim. – falou ele – Ah, Não? Então tá vou contar como foi meu encontro. Até que a paciente é boa de cama.

House sabia que ela ia ficar mordida com isso.

- Vocês...?

- O que você não achou que eu ia só sair com ela, né?

Cuddy ficou paralisada e então teve uma idéia e resolveu executar.

Sentou-se em sua cadeira, colocou os pés sobre a mesa e encostou-se na cadeira.

- Legal. Continue a contar. – falou ela calmamente.

House ficou olhando para as pernas da chefa.

- House! – exclamou ela

Ele a olhou.

- Continue. – falou ela com um sorriso.

Ele sorriu de volta, sentou-se na cadeira de frente para a mesa dela. Ela rapidamente tirou os pés da mesa e apoiou os ombros na mesma e a cabeça nas mãos, de modo que seu decote ficasse mais visível.

House notou. Estava começando a sentir seu amiguinho se animar.

- Vai dormir em casa hoje? – perguntou ela

- Sim. – respondeu ele ainda na dimensão: "Decote da Cuddy"

- Tudo bem. Eu não devo dormir em casa hoje. – falou ela

House acordou na hora. E a encarou nos olhos.

- Por quê? – perguntou ele

- Sabe aquele cara que você cancelou meu ultimo encontro? Pois é ele me chamou de novo. – respondeu ela, mentindo para ver se colava.

- Hum... – fez ele. Agora o enciumado era ele

- Sabe como entrar não é. Tem três chaves perto da porta. Não tem como você errar. – falou ela – Tenho um assunto para resolver.

Ela saiu da sala com um sorriso vitorioso. Pegou seu celular e ligou para aquele cara.

- Hey, vamos dar uma volta? – perguntou ela

Casa de Cuddy. – Naquela noite.

Cuddy estava em seu quarto há algum tempo se arrumando. Usava um vestido vermelho provocante. Ouviu a buzina na frente da casa e saiu de seu quarto.

Quando House a viu cruzar a sala com aquele vestido vermelho, ficou pasmo. Estava na cara que ela não ia dormir em casa essa noite. Aquele vestido fez sua excitação ir as alturas.

- Bem, House já vou. Tchau. – falou ela.

House nunca a tinha visto tão linda. Ele não podia deixar que encostassem nela. Era seu lado animal falando mais alto ele tinha de marcar seu território e, principalmente, sua fêmea. Antes que ela conseguisse abrir a porta. Ele a impediu.

- House tenho que ir. – falou ela. Ela o olhou nos olhos. Esses brilhavam de desejo ao mesmo tempo em que tinha um ar de reprovação... Pronto ela havia conseguido. Ele estava se corroendo de ciúmes. E mais, estava enlouquecendo com o vestido.

- Eu tenho um jantar. – falou ela

- Não. Você não vai. – falou ele

- Quem vai me impedir?

- Eu.

- Me solta.

- Não.

- Por quê?

- Não vou deixar ele encostar em você.

- Por que não?

Ele pegou capturou os pulsos dela, cada um com uma mão.

- Porque você é minha. – declarou ele, prensando-a contra a parede.

E antes que ela pudesse dizer algo. Ele a beijou de modo voraz. Ela correspondeu ao beijo dele, sem lutar. Porém logo se afastou. House a olhou nos olhos. Ela tinha um sorriso satisfeito.

- Por que esse sorriso? – perguntou ele

- Porque eu consegui o que eu queria. – respondeu ela

- O que...? – perguntou ele e logo percebeu. – Você armou para cima de mim?

Ela riu.

- Você estava me fazendo ciúmes? – perguntou ele

Ela sorriu indicando um sim.

- Por quê? – perguntou ele

- Você me fez ciúmes. Agora era a minha vez. Minha vingança. – respondeu ela

House a olhava ela tinha o olhar vencedor e completamente satisfeito.

- Usou esse vestido de propósito para me deixar excitado? – perguntou ele

- Não. Era para você ficar com mais raiva ainda. – respondeu ela

- O encontro era falso?

- Não completamente eu disse ao Henry que se eu demorasse mais que 10 minutos para sair era por que eu não iria poder, caso contrario sim, nós íamos sair e íamos terminar a noite com outra coisa.

- Então caso eu não prendesse você ia mesmo...

- Sim.

- Você é uma mulher muito esperta e malvada... Uma combinação apetitosa.

Ela sorriu ao lembrar-se da frase de um ano atrás.

- Agora me solta. Ainda tenho um encontro. – falou ela

- O que? Você vai? – questionou ele sem crer.

- Sim. Você dormiu com a paciente. Minha vingança ainda não acabou. – respondeu ela

- De jeito nenhum. – falou ele

Ela riu sem achar graça.

- Então você pode se divertir e eu não? – questionou ela

- Eu não me divertir. – falou ele

- Como assim?

- Eu menti queria que ver se você se irritava com o fato de eu dormir com alguém... Que não fosse você.

- Você é um grande safado... Então onde você passou a noite?

- No bar.

- Chegou ao hospital bem.

- Não bebi ate cair.

- Ah... Legal. Dá para me soltar agora?

- Não.

- O que mais você quer?

- Você deixou meu amiguinho animado com esse vestido.

- E?

- Não se faça de boba.

- House eu não vou...

Ele a calou com outro beijo ardente. Ela cedeu ao beijo. Ele foi beijando o pescoço da medica. Desceu mais e seus lábios encontraram o decote dela.

- House... – ela falou quase num gemido.

Ele afastou os lábios do corpo dela.

- Você queria se divertir. Agora vai ser comigo. – sussurrou ele ao pé do ouvido dela

Ele voltou a beijar o corpo dela.

Ela conseguiu voltar ao seu controle e o afastou.

- Não. – falou ela – Nós não vamos fazer isso.

- Por que não? Sabemos que vai acontecer em algum momento. – falou ele

- Se acontecer não vai ser agora.

- Eu não vou desistir.

- Eu sei disso.

Ela foi para o seu quarto.

House ficou na sala. Ia ter que insistir.

Mais tarde.

Cuddy foi se deitar. E House junto com ela. Ela estava virada para a porta. E ele encarando o teto. Ela estava distraída em seus pensamentos, conseguia sentir os lábios dele em seus seios, aquela sensação era estonteante. Nunca havia sentido isso com ninguém, só com ele há anos atrás. Como ele conseguia? Sabia que ia ter de se manter firme, para não perder o controle... E pensando nos atos do demônio. Ela sentiu um arrepio na espinha assim que ele roçou os dedos em suas costas. Sim, ele realmente não iria desistir. A mão dele foi ate seu pescoço e desceu ate sua cintura, quando foi subir novamente era por baixo da blusa. Suas costas arrepiaram e ele percebeu. House abriu um sorriso. Sim, ele ainda tinha poder sobre ela. E resolveu aproveitar isso, continua sua caricia na costa dela com uma mão. Aproximou-se colando os corpos. Cuddy estremeceu ao sentir a rigidez contra suas nádegas. Ela não ousou falar nada, pois sabia que sairia como gemido. A mão dele continuava o carinho inicial. Ele colocou sua cabeça sobre a dela. Sua respiração quente a deixou ainda mais arrepiada. Ele fechou os olhos. E com a mão livre a puxou para mais perto. Ela sentiu a mão que estava na costa e para frente e fazer aqueles movimentos em sua barriga. House não sabia, mas ao contrario do que ele planejava aqueles carinhos estavam fazendo-a se sentir relaxada e aproximando o sono. Ela sorriu. Virou-se de frente para ele.

- Boa tentativa. – sussurrou ela com uma expressão de quem acabou de tirar um cochilo bem gostoso.

House não entendeu, mas logo viu que ela estava respirando mais lentamente indicando o sono. Logo ela fechou os olhos. Não era isso que ele pretendia, mas sorriu ao ver como ela dormia tranqüila e voltou a fazer carinho na costa dela. Em pouco tempo ele também dormiu.