Cuddy agora voltara a ser só em casa. Os pesadelos agora eram freqüentes e não tinha alguém que a abraçasse. Alguém que fizesse o medo passar. No hospital as provocações cessaram. Era como se nunca tivesse ocorrido a historia de que a diretora e o chefe do departamento de diagnósticos haviam tido um caso. Nem House, nem Cuddy sorria com freqüência. Era difícil, era raro. House começou a perceber que a vida sem Cuddy era mais dura do que parecia. Wilson parecia que era amigo de dois zumbis. Cuddy quando não estava atolada de trabalho estava só. House começou a beber mais, mais prostitutas, menos felicidade. Casos? Era difícil algum que fosse realmente interessante. Era como se ela não estivesse mais ali, controlando ele, mandando nele. Onde estava a poderosa chefona? Parecia que estava morta e enterrada junto com a felicidade dele...

Casa de Cuddy. – Numa noite qualquer.

Ela chegou em casa cansada. Preparou-se para dormir e ficou assistindo TV. Logo deitou-se no sofá. Estava quase pegando no sono quando ouviu batidas na porta. Foi ate lá e abriu.

- Oi. – falou ela

- Oi. – falou ele – Como você está?

- Na mesma. E você? Feliz na casa nova?

- Não muito bom.

- Por quê?

- É solitário.

- Você é assim.

- Não era assim nos últimos meses.

- Não era por necessidade.

- Aquele canto, não é tão aconchegante quanto o nosso canto.

Ela havia sentado no sofá. Ele deitou-se colocando a cabeça no colo dela. Ela deu sorriso. E começou a fazer carinho na cabeça dele brincando com seu cabelo loiro.

- Por que não é tão aconchegante? – perguntou ela

- Porque a "mamãe" não tá lá para cuidar de mim. – falou ele com os olhos fechados aproveitando os carinhos dela.

- E o que você quer? – perguntou ela

- Saber se esse ainda é o nosso canto. – falou ele

- Claro que sim.

- Posso voltar para cá?

- Uhum. Senão que vai brigar comigo por que eu não almocei? E quem é que vai me abraçar quando eu tiver pesadelo? – a voz dela foi ficando embargada. – E quem que vai tentar fazer sexo comigo e acabar me colocando para dormir?

Os dois riram.

- Mamãe. – chamou ele brincando

- Hum? - fez ela

- Promete que não vai sair com nenhum bobão? Muito menos com um vestido vermelho que te deixe super gostosa.

- A parte do vestido vermelho sim, mas...

- Ah, qual é? Você não pode ficar quietinha comigo? Eu, você e o nosso relacionamento conturbado?

Ele se sentou e a olhou nos olhos.

- Sinceramente, não entendi seu pedido. – falou ela

- Fica comigo. – falou ele

- Estou com você.

- Como seu namorado. O que me diz amor?

Ela sorriu.

- Aceito como sim. – falou ele e deitou-se novamente no colo dela.

- Você vai vender seu apartamento? – perguntou ela

- Sim... A não ser que você...

- Não, não... Pode ficar aqui.

Ele ficou calado por uns instantes.

- Acho que não era para agente estar aqui. – falou

Ela entendendo sorriu maliciosamente. Levantou-se e foi caminhando para o quarto.

- Nos vemos depois? – perguntou ela

Ele sorriu maliciosamente e foi ate ela, deu-lhe um beijo apaixonado e a deitou na cama.

PPTH. – Dia seguinte.

- HOUSE! – o grito de Cuddy podia ser ouvido pelo corredor inteiro.

Todos olharam para ela. Percebendo que ela tinha um olhar de desdém, disfarçando um sorriso. House virou para ela.

- Ontem era Greg. – falou ele quando ela se aproximou

- Cala a boca! – exclamou ela. – Agora devolve.

- O que? – perguntou ele fazendo-se de desentendido.

- Você sabe muito bem. – ele não reagiu. – Minha calcinha.

Ele fez careta e tirou a calcinha preta do bolso e devolveu a ela.

Cuddy sorriu deu meia volta e foi para sua sala.

House foi para a sua, sentou-se em sua cadeira e do outro bolso tirou uma calcinha vermelha de Cuddy.

- Touché, doutora Cuddy. – falou ele com um sorriso, enquanto observava a calcinha pendurada em seu dedo.