- Ele… Ele ta morto? – Jessica sussurrou com as lágrimas escorrendo pelo rosto.

- Está – disse Mike pegando no pulso de Eric – Não tem batimentos. Nós temos que sair daqui.

- Não tem como – disse Isabella.

- Por quê? – perguntou Jessica

- Se existe um vampiro aqui dentro, existem mais. Aquele grito foi de Ângie sim, eu só não queria dizer. Se sairmos vai ter algum deles esperando por nós lá fora. Vamos ter que ficar aqui.

- Nós vamos morrer – Mike disse.

- Sem decisões precipitadas. Não dá pra ficar olhando em cada cômodo mais.

- Agora nós sabemos mesmo o que tem aqui – disse Jess – E agora?

- Vamos esperar.

Os três se sentaram no chão do quarto, esperando por algo que nem eles mesmos sabiam o que era.

Enquanto o silêncio pairava, na cabeça dos três se passava coisas totalmente diferentes.

Jessica só pensava em arrependimento. Arrependimento por ter aceitado toda essa ideia maluca de entrar naquela casa, arrependimento de ter medo de Bella, arrependimento de ter a ambição de ser do grupo de Bella. Pra que? Por que não ser somente mais uma adolescente comum? E, naquele momento, ela se lembrou daquelas garotas que um dia ela esnobou. Inveja porque elas não iriam morrer por causa de um capricho de uma garota que agora ela odiava.

Já os de Isabella era somente em quando ela sair dali, viva, contaria para a escola toda o que tinha acontecido e seria ainda mais famosa por isso. Nada mal.

Os de Mike talvez eram os mais desconectos e…

- Oi!

Um homem muito branco e de cabelos amarelos, olhos vermelho sangue e dentes extremamente brancos, parou a frente dos estudantes, sorrindo abertamente.

- Oi – Isabella se levantou – Você é…?

- Jasper, muito prazer. Você é Isabella, eu suponho.

- Sim – olhou em seus olhos – Como sabe?

- Meu companheiro me disse. Você é estranha, Isabella – o vampiro começou a andar em volta de Isabella – Esses dois aqui estão sentindo muito medo. Já você… Só vejo coragem.

- Pois é – sorriu irônica – Eu não tenho medo de vocês.

- Ah é? Será que você poderia nos acompanhar?

Essa talvez foi a primeira vez na noite que Isabella sentiu medo.

Ali ela concluiu que em nenhum momento o povo da cidade, que ela julgava ignorante e sem noção de nada, estava certo o tempo todo quanto àquela mansão. Ali vivia sim um grupo de vampiros e esses tinham matado dois de seus amigos.

Ela olhou para trás, vendo o rosto tomado de pânico dos dois amigos e respirou fundo.

- E quanto a eles? – perguntou olhando diretamente nos olhos vermelhos do vampiro.

- Eu sinto muito, mas estes não poderão nos acompanhar. O meu chefe só tem interesse em você, mocinha. O resto dos seus amigos serão deixados aqui e mais tarde daremos um jeito neles.

- E se eu não quiser ir…?

- Ficará aqui com ele e abandonará a única chance de sair inteira daqui.

- Bella – Jess implorou para a amiga.

- O que você quer que eu faça, Jess? É a minha sobrevivência.

- É a nossa sobrevivência. É culpa única e exclusivamente sua de nós estarmos morrendo agora. Será que você pode parar de pensar só em você pelo menos um segundo? – a garota falou em voz alta demais.

- Olhe o jeito que você fala comigo, Stanley.

- Faço minhas suas palavras, Isabella – disse Jasper – Eu não tenho o mínimo de paciência para humanos insuportáveis que não sabem o valor da vida que em breve eles não terão mais. Escutem bem, caros amiguinhos dela – o vampiro se aproximou de Jess, pegando em seu queixo e olhando para Mike -, se vocês não quisessem ter vindo era só se afrontarem contra ela, ok? Agora chega de picuinhas ridículas. Isabella, o que você vai querer?

- Eu vou com você – disse segura – Mas com uma condição.

- Diga.

- Eu tenho que saber para onde eu vou e fazer o quê.

- Você irá se encontrar com o meu chefe, querida. Ele manifestou interesse em você e quer conhecê-la.

Nenhuma outra palavra foi dita. Isabella caminhou lentamente com Jasper até a porta do cômodo e olhou para trás, vendo os amigos pela ultima vez e o rosto molhado de Jessica.

Jasper andou na frente de Isabella, lhe mostrando o caminho entre o amplo corredor. Ali era maior ainda do que ela imaginava ser. Ao virar a esquerda mais duas vezes, ficou de frente a uma enorme porta, muito maior que as outras no lugar. Era enorme e larga, a madeira era cuidadosamente esculpida e talvez a única coisa daquele lugar que não era carregado de poeira.

O vampiro abriu a porta e Isabella viu um outro homem muito forte, com os braços na frente do corpo, imóvel como pedra, olhando fixamente para um ponto atrás dos dois. Ao fundo havia um outro homem, sentado numa confortável poltrona, com a mão no queixo, estudando milimetricamente o rosto de Isabella.

- Olá – o homem da poltrona se levantou e caminhou até Isabella – Muito prazer, Isabella Swan.

- Como sabe o meu nome?

O homem entortou os lábios num sorriso irônico.

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- Sem perguntas agora. Me chamo Edward, muito prazer.

- Oi, Edward – rolou os olhos, entediada – Se não for pedir demais… Será que dá pra você me adiantar o que é que vocês querem comigo?

- Não – disse grossamente enquanto se virava para o homem imóvel ali a frente e Jasper – Podem ir. Qualquer coisa eu mando chamar. Cuidem dos outros.

Os dois homens simplesmente assentiram com a cabeça e se viraram, fechando a grande porta depois de terem saído.

Bella finalmente encontrou Edward... E agora? O que será que ele fará com ela? A pergunta sobre Angela continua no ar.

Vamos fazer uma enquete? Mande para mim uma review dizendo para mim o que aconteceu com Angela. Os candidatos que acertarem ganharão um personagem de suma importância na terceira ou quarta temporada da fic (porque a segunda já está escrita e a terceira em fase de finalização) que já está confirmada. Interessante não? Pense bem e não deixe de enviar!

Como prometido de sempre, segue o spoiler do próximo capítulo.

Beijos, até amanhã.

SPOILER:

[…]

Antes que Isabella pudesse responder, ouviu gritos de pedidos de misericórdia, pedidos de socorro e ganidos de dor.

- Eles estão os matando, não é? – Isabella fechou os olhos com força, tentando tirar de sua cabeça a cena que teimava imaginar.

[…]

- Você não pode me forçar a nada.

- Posso. Posso perfeitamente te forçar a fazer o que eu mandar. Eu sinto lhe dizer, Swan., mas aqui sou eu quem mando. Você não está no seu colégio.

- Por favor! Me deixa sair daqui!