- Sinto muito não poder lhe oferecer nada a beber ou comer, senhorita Swan. Não tenho seu tipo de comida aqui, me desculpe.
- Mesmo se tivesse, eu não aceitaria, muito obrigada.
- Acho que você já tem uma idéia do que nós somos, correto?
- Vampiros.
- Exatamente. E, bom, como eu sei bem que todos dessa cidade morrem de medo dessa minha querida mansão, eu gostaria de saber uma coisa, Isabella: o que te trouxe aqui?
- Eu queria tapar a boca desse povo de uma vez. Eu não acreditava em toda essa balela de que vampiros existem aqui e etc. Então eu convoquei esse grupo de amigos para acamparmos aqui e quando todos vissem que nós saímos ilesos da mansão, iria acabar de uma vez por todas esse boato que até então eu acreditava não ter fundamento nenhum.
- Creio que agora, Isabella – o vampiro tocou levemente o ombro da garota, que caiu sentada na poltrona – Você saiba que o povo dessa cidade não é tão ignorante quanto você imaginava ser. Eles sabem o que dizem. Eles sabem exatamente do que eles estão falando, porque já foram dadas provas suficientes para acreditarem nisso.
- Provas?
- Há algum tempo atrás eu fiquei cansado de toda a monotonia dessa casa e saí às ruas. Algo que você não sabe é que no sol eu me diferencio das outras pessoas. Minha pele ganha um rubor excessivo e dá a impressão de brilho. Como se tivessem me coberto de gel. Isso chamou a atenção dos que estavam nas ruas, e, o que eu não sabia, é que havia outra vampira nesse exato momento onde eu estava. Através de seu pensamento, eu fiquei sabendo que ela iria chamar a guarda dos Volturi, me denunciando. Fui obrigado a matá-la e a matar todos que estavam nas ruas, para que ninguém se lembrasse do ocorrido.
- Você fez uma chacina a céu aberto?
- Algo assim.
- Posso fazer perguntas?
- Somente relacionadas a esse assunto.
- Muito bem. Quem são os Volturi?
- Vocês não tem presidentes em seus países? Aqueles que comandam, que ditam regras e leis? Os Volturi fazem isso. Mas, diferente das penas humanas, nós temos somente pena de morte. Qualquer regra quebrada você é condenado a morte.
- Nossa… E… Através do pensamento?
- Como você acha que eu sei o seu nome? Eu li seu pensamento, minha querida.
- E você faz isso como?
- Quando se é transformado num vampiro você ganha poderes. Alice me disse que vocês viriam e Jasper somente fez com que você tivesse ainda mais coragem para vir. Grande parte de seu desejo está aqui, minha querida. É pura ilusão.
- Vocês já sabiam…
- Há muito mais tempo que você imagina.
Antes que Isabella pudesse responder, ouviu gritos de pedidos de misericórdia, pedidos de socorro e ganidos de dor.
- Eles estão os matando, não é? – Isabella fechou os olhos com força, tentando tirar de sua cabeça a cena que teimava imaginar.
- Sim. Me desculpe pelo barulho. Isso faz parte da diversão deles, espero que não se incomode.
- Jess está me chamando… Eu não posso ouvir isso…
- Dói? Mas você não sente absolutamente nada por ela…
- Eu sei, mas… ela está me chamando enquanto é morta. Isso é tortura psicológica.
- Eu sinto muito. Infelizmente eu não posso dizer a eles pra fazê-los falar mais baixo. É parte da diversão de meus companheiros.
- É assim que vocês caçam? Esperando que alguém venha até aqui?
- É claro que não – sorriu irônico – Se fosse assim eu já teria morrido de sede, minha querida. Saímos a noite, às vezes. Raramente recebemos visitas, e nunca de um grupo tão grande como esse. É impossível não querer se divertir.
- Hm…
- Assustada?
- Não… Pensativa. Posso fazer uma pergunta?
Edward apenas balançou a cabeça.
- Alguns dizem que vêem mulheres saindo daqui, tontas e muito pálidas. Vocês não as matam…
- Não. Quando saímos a noite, as vezes encontramos mulheres interessantes. As trazemos pra cá, damos um pouco de prazer a elas e, as que merecem, nós damos a ela um outro meio de vida.
- Que é?
- Elas tem o prazer de se tornar uma de nós.
- Prazer? Vocês as transformam num monstro e acham que elas tem prazer nisso?
- Monstro? Minha cara Isabella, se eu fosse você, mudaria meu conceito. Quem sabe, se eu achar que você merece, eu a transformo num de nós?
- Eu jamais permitiria isso.
- E você tentaria me impedir como? Não tem escapatória.
- Você não pode me forçar a nada.
- Posso. Posso perfeitamente te forçar a fazer o que eu mandar. Eu sinto lhe dizer, Swan., mas aqui sou eu quem mando. Você não está no seu colégio.
- E você tentaria me impedir como? Não tem escapatória.
- Você não pode me forçar a nada.
- Posso. Posso perfeitamente te forçar a fazer o que eu mandar. Eu sinto lhe dizer, Swan., mas aqui sou eu quem mando. Você não está no seu colégio.
- Por favor! Me deixa sair daqui!
- Agora você está com medo? Ah, por favor! Achei que você merecesse.
- Se eu não merecer eu vou embora daqui?
- Bom, se você não merecer você vai embora sim. Quer dizer… Sua alma vai para o céu… Ou para o inferno. E seu corpo… Bem, seu corpo vai ficar jogado no meio da rua ou do jardim como o dos demais.
- E se eu merecer…?
- Você vai embora, se quiser. Mas, é claro, com aquela condição.
- Ser um monstro.
- Eu não digo um monstro, mas se prefere pensar assim… Não posso fazer nada.
- E você… Já sabe se eu mereço ou não?
Isabella agora temia a resposta. Seus olhos se fecharam com força e ela engoliu seco.
Saber que estava nas mãos de um monstro e não poderia fazer nada a deixava apavorada. Ele estava certo, ela não tinha escapatória. Ou seria uma vampira ou morreria como o resto do grupo.
- Sim, Isabella. Você é merecedora por vários aspectos. Primeiro, pela coragem de vir até aqui, de tentar acampar aqui, mesmo que não seja por uma razão muito cabível a mim. Provar que eu não existo… Onde já se viu? Mas isso não desmerece sua coragem. Você é sim uma merecedora.
- Isso quer dizer que vocês irão me transformar.
- Eu irei te transformar. Mas antes eu quero esclarecer algumas coisas.
O vampiro andou lentamente até Isabella com as mãos elegantemente dentro dos bolsos e um sorriso torto no rosto.
- Você certamente vai querer sair correndo desta mansão quando estiver transformada. Mas, Isabella, isto não é a melhor decisão a ser tomada.
- Vai querer me prender aqui também?
- Não me afronte. O que foi a razão para seu merecimento pode ser a razão para a sua morte.
- Me desculpe – admitiu humildemente, engolindo o orgulho a seco.
- Pode não ser a melhor decisão a ser tomada porque o mundo lá fora, principalmente para nós, é muito mais perigoso. Você tem que medir os seus atos, ser calculista todo o tempo.
- Por que?
- Você tem que viver na sociedade sem chamar a atenção para si. Não pode levantar suspeita alguma do que você realmente é, tem que tomar cuidado com quem e onde você vai caçar.
- E ainda tem os Volturi… - Isabella acrescentou pensativa.
E então? Examinando os prols e contras do Edward, o que vocês fariam? Tentariam escapar de alguma forma ou se deixariam transformar?
Uma boa questão. Envie um review com sua resposta e não se esqueça de participar do concurso que está valendo um personagem com seu nome e características na terceira ou quarta temporada da fic que terá suma importância. Envie um review com a sua opinião e cruze os dedos para acertar.
Segue o próximo spoiler. Beijos!
Spoiler:
- Você se acha muito importante, não é?
- Eu sou importante. Você está falando com um dos vampiros mais respeitados do mundo, minha querida. Esse convite que lhe foi dado nunca será oferecido a ninguém.
[…]
O assunto foi interrompido por Alice – a vampira baixinha dos cabelos compridos – que estava séria e andava olhando diretamente para Isabella.
- Edward, está na hora.
