- Sim, ainda tem os Volturi.
Edward sorriu ironicamente e se virou para o lado, caminhando lentamente.
- Você deve bem saber que, a partir do momento que entrou nesta casa, não verá nenhum de seus parentes mais, a não ser que seja escondida. E, se não quiser ficar conosco aqui na mansão, terá que sair da cidade. E na vida que você vai ter aí fora, você irá encontrar milhares de vampiros. Alguns muito bons… E outros muito maus. Alguns deles vão denunciar qualquer deslize seu para os Volturi, que não vão pensar duas vezes antes de vir matar você.
- Parece muito mais complicado que a vida dos humanos.
- É como eu disse. Vocês tem outros tipos de penas para seus erros. A nós a única é a pena de morte. Sem direito a julgamento em sua defesa.
- Eu nunca deveria ter vindo aqui.
- Minha cara Isabella, você não me parece o tipo de pessoa que escaparia desse destino. Nada é por acaso. Se você está aqui é porque era para estar e, mesmo que não viesse e nos encontrasse, toparia com outros vampiros por aí, que fariam exatamente o mesmo que eu vou fazer. E de uma maneira muito pior.
- Então você quer dizer que o destino dos meus amigos era a morte?
- Exatamente. Mais cedo ou mais tarde eles se encontrariam com um de nós por aí, ou até mesmo morreria nas mãos de um bandido, o que seria um desperdício de sangue.
- Isso me parece ser tão irreal…
- Acostume-se.
- Então vocês vão mesmo me transformar.
- Sim. Mas você vai ter o privilégio de ser transformada pelo principal membro do grupo que habita essa casa. Tenho medo de deixá-la nas mãos dos outros e eles não resistirem, já que são mais novos que eu.
- Por que todo esse interesse em mim?
- Sabe, Isabella… - ele caminhou novamente em direção a garota, apoiou-se nos braços da poltrona e encarou-a de perto – Há muitos anos eu venho em busca de uma companheira fiel, mas nunca encontrei uma que estivesse a minha digna altura.
- E o que eu tenho a ver com isso?
- Eu acho que você é perfeita para ocupar esse cargo. Corajosa, sem medo, fiel, e, acima de tudo – pegou no queixo de Isabella -, linda – seus dedos deslizaram pelo osso maxilar da garota que estremeceu.
- Você quer que eu seja sua…
- Companheira. Ora, não vai me decepcionar quanto a isso, vai? Isso será muito mais prazeroso pra você que sair por esse mundo, correndo risco de morrer a cada esquina que passar. Aqui você terá comida garantida, um bom lar, pessoas que te temem e um
- Você se acha muito importante, não é?
- Eu sou importante. Você está falando com um dos vampiros mais respeitados do mundo, minha querida. Esse convite que lhe foi dado nunca será oferecido a ninguém.
- Mas por que eu? Você tinha Ângie e Jessica aqui também. Eu só não consigo entender por que me quer tanto assim.
- Eu já lhe disse. Nenhuma está a minha altura, Isabella.
- É do mesmo jeito né? Ou eu aceito, ou eu aceito. Sem escolhas.
- Não. Você pode perfeitamente dizer não a mim e sair desta casa para sair da cidade.
- E por que eu vou ter que sair da cidade?
- Eu nunca vou permitir que outro grupo de vampiros se instale em Forks. Esse lugar já nos pertence há cento e sessenta e cinco anos.
- Mas… Tudo bem. Eu posso te perguntar algumas coisas sobre?
- Pode.
- Quanto tempo dura?
- Duas horas no máximo.
- Certo…
Isabella encostou a cabeça nas costas da poltrona e suspirou. Ela pensava em aproveitar cada instante dos poucos minutos que agora tinha como humana. Sabendo bem do que lhe aconteceria, ela só queria sentir sua respiração acelerada e o coração batendo simultaneamente, o sangue que agora corria em seu corpo, em poucas horas seria aquilo que seria de mais precioso pra ela: seu alimento.
Um arrepio cortou o corpo da garota quando em sua mente veio a imagem dela mesma muito bem vestida, de braços dados com Edward, mas a aparência um tanto diferente: os olhos da mesma cor dos dele, os lábios mais vermelhos e os famosos dentes caninos pontudos e afiados.
De certa forma aquilo para ela não podia ser tão ruim assim. Para alguém que sempre foi acostumada a ter tudo o que quisesse e não aceitar não como resposta, agora ela teria ainda mais motivos para que as pessoas tivessem medo. Aquilo de certa forma lhe daria poder e, mesmo que antes fosse difícil acontecer, agora era uma garantia de que ela nunca sofreria nenhum tipo de atentado. Ao menos se continuasse a viver ali.
Mas, ora, viver com Edward dentro daquela mansão não podia ser ruim! Pelo que pode perceber, todos os vampiros que ali moravam obedeciam firmemente a Edward, ele era o líder do grupo. E companheira de líder, líder seria. Todos teriam que respeitá-la, tratá-la do jeito que ela gostaria de ser tratada. Se não…
Isso fez com que um sorriso – um mero entortar de lábios – surgisse no rosto de Isabella e Edward percebeu.
- O que pensa?
- Só parei pra pensar que não será tão ruim assim.
- Sabia que você era sensata, minha querida.
Mas também havia um lado ruim. Para quem reinar? Para um bando de vampiros brutos? Oh, grande vantagem! E… Isabella não sabia se agüentaria ficar trancafiada num castelo durante semanas, saindo somente à noite, as escondidas, para matar alguém.
Mas não tinha escolha. Era isso ou enfrentar o mundo, correndo risco de ser pega quebrando qualquer regra e morrendo nas mãos dos Volturi.
- Quando vai ser?
- Me desculpe?
- Quando vai ser? A transformação.
- Só estou esperando que Alice venha me dizer que é a hora certa. Não vai demorar, queira se acalmar.
- Vai doer muito?
Edward não pôde se conter ao soltar uma gargalhada.
- Bom… Você vai ficar sentindo como se estivesse sendo queimada viva, mas depois vai passar.
- Queimada viva?
- Vamos Bella! Onde está toda aquela sua coragem?
O assunto foi interrompido por Alice – a vampira baixinha dos cabelos compridos – que estava séria e andava olhando diretamente para Isabella.
- Edward, está na hora.
- Certo.
Não bastou mais nenhuma palavra para que Alice desse meia volta e saísse do quarto, fechando a porta com mais calma dessa vez.
- Vai ser agora? – a voz de Isabella falhou ao perguntar.
- Daqui a pouco. Antes eu quero que você tenha sua última experiência como humana.
Bom, gente, estamos chegando ao fim... É, tudo que é bom dura pouco, mas, não se esqueçam, de que as duas próximas continuações já estão escritas e prontas para a postagem.
OBSERVAÇÃO SOBRE O PRÓXIMO CAPÍTULO: O próximo capítulo segue com um lemon. Não vai contar exatamente como um capítulo porque não acho que tenha importância para isso. Mesmo assim vai ser postado amanhã, vendo como o post do dia. São três páginas simples do word, uma cena deletada. Não se assustem se depois de amanhã vier como capítulo 6.
Lembrando, novamente, do concurso! Mande uma review comentando sobre a sua opinião sobre o que aconteceu com Angela. Lembrando que ela não teve um final como o dos outros. Não sabemos nem se ela morreu, muito menos como. O ganhador terá um personagem com seu nome e características na terceira ou quarta temporada da fic, que já está planejada.
Até amanhã.
Não vou deixar spoiler por não se tratar de um capítulo, mas dica: É um lemon de três páginas! Sentiram a potencia né... kk
Beijos.
