Chá no Jardim
Nunca havia percebido como era difícil ser o Senhor do Fogo, mas agora que a guerra havia acabado muita coisa precisava ser corrigida. Os gastos do Estado para manter o exército eram exorbitantes e agora era necessário pensar em medidas para repor os cofres públicos.
Zuko era obrigado a passar horas a fio em reuniões intermináveis com ministros para procurar um meio de driblar os gastos. Cortes de despesas e outras medidas seriam adotadas em breve, mas a grande chance de aumentar a receita do Estado estava no comércio com as outras Nações.
Ao menos as colheitas dos últimos anos havia sido generosa e o sistema de armazenamento de alimentos estava bem abastecido, o suficiente para prover o mínimo para famílias que haviam perdido a vida na guerra, deixando para trás apenas mulheres, crianças e idosos.
Eram muitos detalhes, muitas coisas a serem feitas para manter a ordem no país e ele já sentia que talvez alguém com mais experiência fosse mais indicado para lidar com aquela responsabilidade. Uma parte dele sabia que o certo teria sido que seu tio assumisse a coroa, mas Iroh não tinha qualquer intenção de trocar sua loja de chá pelo farto de gerir um país inteiro.
O fato de Iroh não querer o trono, não queria dizer que ele jamais se envolveria nos assuntos do país. Zuko tinha uma proposta em mente e tudo o que podia fazer era esperar pela aceitação do tio. O velho general trocaria a armadura e os bules de chá pelos trajes de conselheiro real, ou ao menos era o que Zuko esperava que ele fizesse.
Além deste detalhe, havia outra coisa que o incomodava e talvez os conselhos do tio pudessem ajudá-lo de algum modo. Entretanto, no que dizia respeito ao problema com Katara, Zuko tinha a impressão de que seu tio não veria com bons olhos a decisão do sobrinho. Em todo caso, teria de esperar pela chegada de Iroh.
Seu tio chegou numa particularmente fria, mais ou menos uma semana após a partida de Aang. Estavam no fim do outono e a temperatura já começava a mudar. Iroh estava satisfeito com a idéia, já que uma xícara de chá num dia frio era ainda melhor do que uma xícara de chá num dia quente, e ver o sobrinho coroado já era uma razão para que o velho ficasse extremamente satisfeito.
Ele reverenciou o sobrinho antes de quebrar o protocolo e abraçar o garoto que ele havia criado para ser um homem de honra, com um destino nobre a cumprir. Se Zuko havia cometido grandes erros nessa vida, não era por falta de conselhos e boas orientações do tio.
- Obrigado por ter vindo, tio. – Zuko abraçou o tio com satisfação e o que recebeu foi a risada grave e jovial de Iroh.
- É uma honra receber uma convocação do Senhor do Fogo em pessoa. – Iroh respondeu – Mas é uma verdadeira satisfação atender ao pedido de um sobrinho querido. Em sua mensagem, você parecia um tanto ansioso. Naturalmente deduzi que talvez precisasse de ajuda por aqui. E então, já está arrependido de ter voltado pro seu lugar de direito?
- Não arrependido, mas admito que precisarei de mais do que apenas boa vontade para conseguir fazer um bom trabalho e não faço idéia de como começar. – Zuko falou sentindo-se exausto só de pensar.
- E como este velho tio pode ajudar seu real sobrinho? – Iroh perguntou enquanto ambos se sentavam para conversar melhor.
- Para começar, poderia aceitar meu pedido e se tornar meu conselheiro. – Zuko disse sorrindo – O senhor ocupou o posto por tanto tempo e eu não consigo pensar em ninguém mais indicado para a posição, nem mais confiável. Existem assuntos que eu não posso simplesmente delegar aos meus ministros e funcionários superiores sem uma análise crítica, e outros que são delicados de mais para serem levados ao Conselho, justamente por se tratarem de assuntos particulares.
- Um monarca não tem assuntos particulares. Sua própria vida não lhe pertence, mas sim ao país. – Iroh disse sério.
- Exato. O que não quer dizer que o Conselho tem poder de intervir em minha vida particular. Mesmo assim, daria a eles um pouco de paz de espírito se eu tivesse um conselheiro para tais assuntos. – Zuko disse sério.
- Não sei porque, mas tenho a impressão que você já está passando por estas situações que você define como "assuntos particulares". – Iroh concluiu – O que está acontecendo, sobrinho?
- Quando Mai rompeu o noivado e se casou com outro, os ministros insistem que eu devo procurar outra pretendente adequada ao posto de Senhora do Fogo, já que a necessidade de um herdeiro é assunto de prioridade máxima. – ele disse sério – A questão, tio, é que Mai não rompeu o noivado por nenhum outro motivo se não a descoberta de que meu interesse se encontrava em outra pessoa.
- Você estava tendo um caso com outra garota? – Iroh se apressou em perguntar.
- Não. Nada aconteceu enquanto eu e Mai estávamos comprometidos. – Zuko se defendeu.
- Mas aconteceu depois. – Iroh concluiu.
- Sim. – Zuko admitiu abaixando a cabeça – Não haveria qualquer obstáculo se ela não fosse comprometida com um amigo que tenho em alta estima. Não há qualquer motivo de orgulho em minhas atitudes, ainda que em parte eu tenho atingido o meu objetivo, mas asseguro ao senhor que eu não teria feito nada, se ela não tivesse me levado a crer que não estava segura quanto ao rumo de seu relacionamento. Em momento algum ela me pediu para parar e eu me deixei levar pelo momento.
- E agora está se martirizando pelo o que aconteceu. – Iroh deduziu – Tenho a impressão de que isso não é tudo.
- Não é. – Zuko concordou – Tive receio de que uma noite pudesse ter conseqüências mais graves. Eu não podia correr o risco de vê-la partir, sabendo que havia a possibilidade dela ter concebido um filho meu. Seria um herdeiro em potencial e mães solteiras raramente são tratadas com gentileza. Não podia virar as costas a isso, não sou um irresponsável, mas para protegê-la acabei me colocando numa situação ainda mais delicada. Um acordo. Ela permaneceria no palácio por três meses e caso a suspeita não se confirmasse, ela estaria livre para partir ao final do prazo. Eu a afastei da família, dos amigos e principalmente da pessoa com quem ela estava comprometida. Minhas atitudes acabaram por colocar amizades valiosas em risco e tudo isso pode ter sido em vão, caso ela decida voltar pra casa. Eu não sei mais o que fazer, tio!
- Ela o induziu a crer que seus sentimentos eram correspondidos e por isso você se permitiu aproveitar a oportunidade. Foi muito sensato tentar protegê-la, mesmo que os meios não sejam os mais ortodoxos. Zuko, você agora é o Senhor do Fogo e como tal possui deveres com seu país que vão muito além das questões meramente administrativas. Se há a possibilidade dela estar grávida, então a medida de mantê-la aqui foi muito sábia.
- Mesmo que eu tenha arriscado uma amizade importante, ou que tenha arruinado minhas chances com ela? – Zuko questionou ansioso – Ela não liga para a minha posição e depois do que aconteceu, tudo me leva a crer que ela está arrependida e agora eu sou apenas um vilão cruel que a mantém presa num palácio por razões mesquinhas! Se as preces dela forem atendidas eu não terei nada ao final desta história.
- Então aproveite o tempo que tem e faça-a perceber que você é mais do que um rapaz qualquer. Zuko, você é um jovem bonito, um guerreiro implacável, um homem de palavra, honra e bom coração, e mais do que isso é o Senhor do Fogo. Qualquer mulher em sã consciência se jogaria em seus braços na primeira oportunidade. – Iroh disse convicto – Ela pode estar perdida agora, mas na escuridão é o fogo quem mostra o caminho. Seja o próprio fogo e conduza-a ao caminho certo, garoto. Agora me diga quem é a sortuda que o conquistou!
- Katara, a filha de Hakoda, Chefe da Tribo da Água do Sul. A garota do Avatar. – Zuko admitiu e por um instante nem mesmo Iroh teve coragem de se manifestar.
- Confesso que eu havia reparado algo entranho entre você, mas esperava que estivesse errado. – Iroh deu um tampinha nas costas do sobrinho – Definitivamente, você nunca gostou de coisas fáceis. Minha esposa, que esteja em paz, também não era a mulher mais fácil de mundo, nem por isso as coisas deram errado pra mim. Eu sonhava com o dia em que meu filho se casaria, infelizmente ele não viveu o bastante para me dar essa felicidade. Agora você me trás a esperança de viver essa alegria. Pode escrever minhas palavras, eu vou estar aqui quando você coroar a sua Senhora do Fogo e apresentar seu herdeiro ao povo. Tudo vai dar certo, meu filho. Pode ter certeza disso.
Zuko entendia que seu tio estava perfeitamente ciente dos problemas que o envolvimento com Katara poderia trazer, mas naquele momento ele não o repreenderia, ou tentaria colocar algum juízo na cabeça do sobrinho. Iroh estava ali para ajudar e era isso o que o Dragão do Oeste faria.
- Se me permite, eu gostaria de ter uma pequena audiência com a jovem. É certo que o mais velho da família avalie as noivas em potencial.
- Bem, eu duvido que Katara vá se sentir satisfeita com a visita, mas o senhor tem a minha permissão. Imagino que aturar a conversa de damas de companhia por muito tempo seja algo entediante para alguém como ela. – Zuko disse se levantando – Descanse o quanto quiser e depois vá até ela. Acho que Katara pode ser uma companhia melhor para saborear uma xícara de chá do que eu. Se me der licença, eu preciso ir agora.
- Você não a visita ao longo do dia, sobrinho? – Iroh perguntou, levantando-se também.
- Normalmente jantamos juntos, quando não tenho de receber ninguém, ou comparecer a algum evento. Estive pensando em poetas e músicos para nos entreter nestes jantares. Talvez ajude a diminuir a tensão. – Zuko comentou.
- Você aprendeu algo com seu velho tio afinal. – Iroh disse rindo – Música é sempre uma boa idéia. Se me der licença, eu não posso me apresentar diante de uma bela moça fedendo a suor e poeira da estrada. – Zuko concedeu a permissão para que o tio se retirasse para tomar um banho e descansar, enquanto ele próprio tinha alguns documentos a analisar.
Iroh não pode deixar de sentir pena do sobrinho, mas aquela situação acabou fazendo com que o velho general se lembrasse da mãe do rapaz. Ursa nunca quis um casamento com Ozai e ela estava certa na época. Aquela não foi uma união feliz e a única coisa positiva daquele casamento foi o próprio Zuko.
Não era fácil ser o Senhor do Fogo quando o garoto nem mesmo teve tempo de aproveitar o lado bom da juventude. Se Zuko fosse um rapaz qualquer, teria a chance de se apaixonar e cometer quantos erros precisasse, mas como Senhor do Fogo seu julgamento devia ser perfeito e seus amores eram assunto de Estado.
Se ele bem conhecia o sobrinho, Zuko não devia ter uma boa noite de sono desde o dia em que se deitou com a garota. Seu senso de dever e honra não permitiria, por mais que uma parte dele desejasse fervorosamente se valer de arbitrariedade egoísta para manter a garota na Nação do Fogo.
O velho general se preparou para sua pequena audiência com a garota, sem saber exatamente o que esperar, ou o que dizer a ela. Pelo que se lembrava, a jovem da Tribo da Água era a mais resistente à idéia de receber Zuko no grupo, antes de Ozai ser derrotado, e não foram raros os confrontos entre ela e o sobrinho até que por fim Zuko acabou provando seu valor. Obviamente, aquilo já não devia ter a menor importância agora.
Ela havia perdido a mãe num ataque da Marinha do Fogo e o pai foi afastado de casa pela guerra. Ela lutou contra Azula, foi atacada sucessivas vezes por Zuko. Iroh tinha que admitir que com um histórico desses, Katara tinha todo direito de preferir se casar com um babuíno dançante a ser a nova Senhora do Fogo.
Ele adentrou a ala do harém, sendo saudado pelos guardas da entrada. Seguiu pelos corredores ricamente ornamentados que no passado eram tão familiares a ele. A última vez que esteve ali, sua esposa ainda era viva e seu filho não passava de um bebê que estava aprendendo a andar.
Katara estava sentada diante de uma pequena mesa de chá, rodeada por damas de companhia que nem mesmo lhe dirigiam a palavra. Ela parecia um pouco ansiosa enquanto servia o chá, dispensando a ajuda das damas para isso. Chá era algo sagrado de mais para ser desperdiçado e na opinião de Iroh, era a bebida ideal para se dividir com uma boa companhia.
Ele colocou seu melhor sorriso enquanto se aproximava, fazendo com que todas as damas se curvassem em reverência e Katara deixasse o bule de chá de lado.
- Por favor, não pare o que estava fazendo. É quase um pecado desperdiçar uma boa xícara de chá só porque um velho resolveu visitá-la numa hora inconveniente. – Iroh disse fazendo uma breve reverência – É uma grande satisfação revê-la.
- O prazer é meu, general Iroh. – ela disse se levantando para recebê-lo – Que agradável surpresa recebê-lo aqui. Pensei que ainda estivesse em Ba Sing Se.
- Não pude ignorar o chamado de meu sobrinho. – Iroh disse rapidamente – O Senhor do Fogo me honrou com um convite irrecusável para integrar seu conselho particular.
- Nada mais justo. – ela disse num tom fraco – Por favor, sente-se. Sei que o senhor é um grande apreciador de chá e uma das minhas damas teve a bondade de me apresentar este. Disseram que é muito raro, infelizmente eu não sei o nome.
- Aparentemente, meu fraco por chás já foi descoberto. – ele disse aceitando o convite – É como eu sempre digo, uma xícara de chá é sempre aprimorada quando estamos na companhia de uma bela mulher. – Katara se sentou também e pediu para que outra xícara fosse trazida – Vejo que está se adaptando bem à vida no palácio.
- É uma virtude da água, não é? A flexibilidade e a adaptação. – ela respondeu enquanto o servia – Já que não tenho outra opção se não aguardar, então tenho de me adaptar ao ambiente.
- Uma atitude sábia, mas preocupante. – ele disse de forma sóbria – Não lhe agrada a possibilidade de vir a se tornar a próxima Senhora do Fogo?
- Não nestas condições. – ela respondeu enquanto uma das damas servia o chá ao general – Reclusa no palácio, afastada dos meus amigos e da minha família e refém deste terror psicológico que vai durar três meses. – ela respondeu – Um deslize e eu me vejo presa nesta armadilha.
- Acredita que meu sobrinho premeditou tudo isso? – Iroh perguntou enquanto levava a xícara aos lábios.
- Isso iria contra muitas das atitudes dele no passado, mas confesso que não sei. Ao mesmo tempo em que acredito que ele seja uma boa pessoa, também não posso ignorar que nesta família ninguém está acostumado a ser contrariado. – o aroma peculiar do chá fez com que Iroh não o tocasse, colocando a xícara de lado – Há algum problema?
- Este chá é uma escolha bem peculiar. Não o recomendaria a alguém, o sabor é terrivelmente amargo, minha querida. – ele disse encarando brevemente as damas de companhia – Seja lá quem preparou isso, só pode ter se confundido. Por favor, recolham esta bebida e nos preparem um bom chá de jasmim. É algo muito mais apropriado para a ocasião.
Katara não se manifestou quanto à ordem dele às damas, limitando-se a deixar a xícara sobre a mesa, imitando o general. As damas retiraram o jogo de chá rapidamente e deixaram o general e a garota a sós.
- Quanto ao que disse... – Iroh voltou ao assunto – Não posso dizer que não tenha motivos para desconfiar de nossas atitudes, mas...Talvez permanecer aqui seja a decisão mais sábia a se tomar.
- E quanto à Aang? – ela perguntou num fio de voz.
- Se eu conheço o garoto Avatar, ele saberá lidar com a situação. Ele não é uma má pessoa. Tem seus momentos explosivos como qualquer um na sua idade, mas sua mente está voltada para o bem maior. Se ele acreditar que é o seu desejo permanecer aqui, então ele respeitará a decisão. – Iroh disse calmo – A questão é...O que a menina deseja fazer? Duvido que Zuko conseguisse forçá-la a fazer qualquer coisa, ainda que fosse esta a vontade dele. Por que o aceitou naquele momento e porque o recusa agora?
- Eu não sei dizer ao certo. – ela respondeu num tom baixo – Eu me sentia num beco sem saída. Aang tinha grandes expectativas para nós, mas eu não tinha certeza se aquilo era o que eu queria. Teria sido fácil se eu nunca tivesse saído de casa, as escolhas seriam restritas à seguir o curso natural das coisas. Então Zuko apareceu, diametralmente oposto a tudo o que eu devia querer. Na época ele era o príncipe banido da Nação do Fogo, o inimigo que se arrependeu de suas falhas. Ele não tinha qualquer obrigação para comigo, mas me ajudou a encontrar o assassino da minha mãe, ajudou a resgatar o meu pai...Tão cheio de dores e mistérios, tão bonito de uma forma distorcida e quase feroz. – ela fechou os olhos – Eu tentei ignorar a forma como ele mexia comigo e consegui por algum tempo, até a noite em que Aang viajou com meu irmão até a aldeia vizinha. Enquanto tudo poderia ser apenas uma atração física da minha parte, era fácil ignorar, mas ele contou o que sentia, suas intenções. Parecia tudo tremendamente certo naquele instante. Eu não pensei no que estava fazendo, nas conseqüências, em nada. Mas agora estou acordada e tenho que pensar em tudo isso. Em como meu deslize pode afetar a vida de várias pessoas.
As damas trouxeram o chá de jasmim e serviram aos dois, sendo dispensadas por Katara em seguida. Ela bebeu o chá quase mecanicamente.
- Você e meu sobrinho têm muito mais em comum do que eu imaginava. – ele disse calmamente – O senso de responsabilidade e lealdade inquebrável. Minha querida, o destino muitas vezes se apresenta de forma tortuosa, por meio de escolhas difíceis e alguns erros.
- Zuko diria que cada um escreve seu próprio destino. – ela respondeu apática.
- E ele está certo. – Iroh retrucou – Mas nem sempre temos consciência daquilo que escrevemos. Como poetas, somos movidos por inspirações distintas, nem todas elas são claras num primeiro momento.
- Tudo o que está me dizendo é que eu tomei uma decisão. Que eu queria tudo isso. – ela disse analítica e fria – Que tenho de pagar o preço e ficar aqui.
- Só estou tentando dizer que estes três meses podem ser de grande esclarecimento para você. Um tempo para pensar naquilo o que realmente quer. – Iroh retrucou – E talvez, se permitir que meu sobrinho se aproxime e faça parte da sua vida, pode acabar descobrindo que o que aconteceu não foi um erro, ou uma brincadeira cruel do destino. Este lugar me trás boas lembranças. – ele sorriu para ela – Minha esposa e meu filho brincavam neste mesmo jardim há muito tempo atrás. Ver este lugar habitado outra vez me faz ter esperança de que um dia estes jardins sejam preenchidos pelo som das risadas outra vez. Obrigado pelo chá, estava delicioso.
Iroh se levantou e fez uma breve reverência antes de deixar a presença de Katara. Saiu dos jardins, passando antes na cozinha que servia ao harém. O pequeno saco de seda cheio de folhas secas não havia sido escondido, para a sorte dele.
Zuko não ficaria satisfeito com aquilo e agora ele tinha certeza de que a menina era muito mais perigosa do que poderia imaginar. Folhas de um chá peculiar, conhecido como Dragão da Lua e tinha várias propriedades diferentes. Comumente usado como um abortivo natural.
Aquilo era muito sério...
Nota da Autora: OK, sem grandes momentos de Zuko e Katara neste capítulo e também nada de música. Assim...Eu não podia escrever nada com esse casal e esquecer de uma seção de chás e conselhos com o tio Iroh, neh? Então cá está, mas eu não vivo sem um bom barraco numa fic. Então, se segurem nas cadeiras porque Zuko vai saber do chazinho poderoso que entrou dentro do harém misteriosamente e eu tenho a leve impressão de que as coisa vão ficar tensas. Sabe...Eu amo comentários. Sejam legais e cliquem no botão verde ali em baixo e deixem um recadinho pra mim (carência crônica).
Bjux
Bee
