Yoshi! Capítulo 9 procês o!

Saudades (cap. 9)

-- Hum?! Colin Creevey?! -- Harry sentiu um pouco de culpa, mas teve de admitir que se sentiu aliviado por ter "atropelado". alguém que ele conhecia.

-- É. eu mesmo! -- respondeu Colin com entusiasmo. Estava visivelmente feliz por ter descoberto que o apressadinho que o atropelara na escada era Harry Potter, seu grande ídolo. -- Que maneiro, ein Harry? Só eu e você aqui na ala hospitalar! Podemos passar a noite conversando, contando piadas! Você pode até me dar algumas dicas de Defesa Contra as Artes das Trevas, assim eu volto pras aulas da AD bem forte! Isso merece uma foto! -- Colin enfiou as mãos embaixo das cobertas, como procurando alguma coisa, e antes que Harry pudesse pedir que ele não fizesse isso, já tinha tirado uma foto de Harry tentando cobrir o rosto ridiculamente. -- Que bom que tudo isso aconteceu!

De repente o pequeno alívio que Harry sentira por descobrir que o acidentado era Colin transformou-se lentamente em raiva. Não imaginava com aquele quintanista anão conseguia deixa-lo tão irritado em tão pouco tempo. E sentiu até um pouco de medo, já que Colin acabara de dizer que quebraria um braço para passar a noite conversando com Harry. Enquanto cerrava os punhos debaixo das cobertas e se imaginava socando Colin (que continuava a falar initerrupidamente), a porta da Ala Hospitalar se abriu com um rangendo, e entrou a pessoa que Harry menos esperava (e queria) ver. Snape acabara de adentrar a Ala Hospitalar com um ar cansado e irritado, e sem olhar para os dois meninos, chamou:

-- Madame Pomfrey! Aqui estão as poções que você pediu... -- enquanto Snape falava isso, Colin deu um ganido e se escondeu debaixo das cobertas, chamando a atenção do professor para os garotos.

"Ok, eu vou matar Colin", pensou Harry.

-- Ora, ora. Se não é Harry Potter, o menino doente da cabeça...

-- Haha... Boa, Snape. -- falou Harry com desdém.

-- E quem é esse aqui? -- falou Snape, ignorando totalmente o que Harry havia dito. O pequeno quintanista botou a cabeça pra fora das cobertas, como que querendo checar se Snape falar com ele. -- Mas quem diria, Colin Creevey, o único aluno a tirar nota zero na prova de hoje... Sabe Colin, suas notas não estão muito boas...

-- Deixe-o em paz! -- Snape se virou com uma cara de ódio, olhando para Harry como se este tivesse acabado de matá-lo. E não só Snape se espantara com a reação de Harry, mas o próprio Harry se espantou por estar protegendo Colin.

-- Não se meta, Potter! -- disse Snape avançando. -- Não estava falando com você... Sabe, se eu soubesse que estas poções seriam para vocês, teria adicionado uns ingredientes a mais...

-- Oh, professor Snape! -- a voz de Madame Pomfrey ecoou na Ala Hospitalar. -- Finalmente você chegou com as poções, muito obrigado!

-- Não foi nada... -- disse Snape se virando rapidamente para Madame Pomfrey. Harry vira poucas vezes Snape com tanta raiva, e se sentiu bastante feliz por ele ser o motivo da raiva.

-- Infelizmente tenho que pedir que o senhor se retire, já que os alunos têm que descansar e não podem acordados até tão tarde. Quem sabe senhor não vem visitá-los amanhã de manhã?

-- É professor, por favor, venha! -- disse Harry em tom de zombação.

-- É, talvez eu venha... -- respondeu Snape, num tom de desafio, e fitou Harry uma última vez antes de virar as costas para todos e sair pelas portas da Ala Hospitalar.

-- Bom meninos, está na hora de mais uma dose do remédio de vocês...

Harry tomou seu remédio e olhou para Colin, que parecia estar ainda num estado de choque, ou algo do tipo. Até que aquela visita de Snape não fora tão ruim. Pelo menos Colin se calara. Fechou os olhos e cruzou os braços embaixo de sua cabeça, e não demorou muito até Harry cair no sono.

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Então Rony estava flutuando, e enforcando todo mundo que ele conseguia alcançar. Harry flutuava logo atrás dele, tentando impedi-lo de estrangular as pessoas. Hermione, Gina e Neville flutuavam para longe de Rony, saindo do Grande Salão e indo em direção ao campo de quadribol. No caminho para o campo, Harry, que continuava a perseguir o amigo descontrolado, avistou Colin quebrando o próprio braço e dizendo:

-- Veja Harry! Vamos conversar! A noite toda!

E de repente o perseguido era Harry. Todos iam atrás dele, com varinhas, vassouras e até cadeiras felpudas e rosas. Ele flutuava para a Torre de Astronomia, talvez ali estivesse protegido. Balançava os braços e pernas freneticamente, mas a multidão atrás dele aumentava cada vez mais, e chegava cada vez mais próxima dele. Vozes e mais vozes começaram a preencher a cabeça de Harry, e então ele finalmente se perdeu naquele mar de gente.

As vozes começaram a ficar mais nítidas, e toda aquela bagunça começou a desaparecer, então...

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Harry acordou, mas continuou de olhos fechados. As vozes de seu sonho continuaram, mas agora eram reais. Provavelmente eram seus amigos que vieram visita-lo. Tentou concentrar-se para perceber quem estava ali. Parecia ser o time de quadribol, incluindo Rony! Harry não escutou Gina... Onde ela estaria?

-- Hum... Bom dia. -- disse Harry esticando os braços.

-- Ah, finalmente você acordou, Harry. -- disse um dos novos batedores da grifinória. -- Sabe, só viemos avisar que o jogo contra a Lufa-Lufa foi adiado para hoje... Estamos indo jogar agora, e achamos que você deveria saber, afinal, você é o capitão do time.

Como o batedor falara, o jogo em que a Grifinória iria enfrentar a Lufa-Lufa fora adiado, mas Harry esquecera que o jogo fora adiado para aquele dia. Se tivesse se lembrado, teria tomado mais cuidados com as escadas. Como a Grifinória havia perdido o primeiro jogo contra a Corvinal, esse jogo era uma esperança para a Grifinória, pois se ela ganhasse, não ficaria tão sufocada no campeonato de Quadribol. Harry sentia raiva de si mesmo por ter esquecido o dia do jogo, e agora não poderia jogar...

-- Quem vai me substituir?

-- Gina...

-- Quê? Gina vai jogar como apanhadora? E quem vai substituir ela como artilheira?

-- Um brutamonte do sexto ano. Foi o melhor que nós conseguimos achar. Sabe, Harry, estamos apostando tudo nela. Se ela não conseguir pegar o pomo, com certeza estaremos perdidos... A Lufa-Lufa está ótima esse ano, por incrível que pareça...

-- Mas afinal, onde está Gina? Estava querendo muito falar com ela... -- Harry deixou escapar.

-- Porque, Harry? -- disse Rony, saindo de trás amontoado de jogadores da Grifinória. Parecia continuar com muita raiva de tudo e de todos, e falara o nome de Harry com certo nojo. Isso fez Harry lembrar-se de Draco. -- Por acaso está escondendo alguma coisa de mim? Quer me tirar do time de Quadribol? -- continuou Rony do mesmo tom debochador. Os outros jogadores da Grifinória olharam feio para o companheiro. Parecia que Rony estava sendo rude com todos.

Harry, assustado pelo repentino surgimento de Rony, atrapalhou-se com a resposta. Não podia deixar escapar seu namoro com Gina.

-- N-não! Nada disso, Rony! Eu nunca tiraria você do time!

-- Então porque todo esse nervosismo? Sei que está escondendo algo, Potter... -- falando isso, Rony retirou-se do grupo e saiu da Ala Hospitalar, sem olhar para trás.

-- Puxa, que bicho mordeu Rony? Ele está rude assim desde ontem...

-- Não sei... -- respondeu Harry.

-- Bom, voltando, Gina está no vestiário modificando um pouco suas táticas. Ela teve boas idéias, talvez possamos ganhar afinal.

-- Claro que podem! -- exclamou Harry. No fundo, rezava para que todo o time da Grifinória desse tudo de si, pois aquele jogo poderia definir se a Grifinória teria ou não chances de ganhar a copa.

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Finalmente o time da Grifinória deixou a Ala Hospitalar e partiu para o campo, para rever mais uma vez as táticas antes de entrar no campo. Como Harry esperava, Madame Pomfrey não lhe concedeu permissão para assistir ao jogo. Harry até pensou em falar com Dumbledore, mas não gostaria de distrair o diretor. Resolveu ficar na Ala Hospitalar, tentando ouvir os comentários do comentarista e esperando ansiosamente o final da partida e, consequentemente, o destino da Grifinória na copa.

Enquanto esperava o jogo começar, Harry lembrou-se do sonho bizarro que tivera nessa manhã. Esperava que seus sonhos tivessem deixado de ter significados, pois ele estaria em problemas se ainda tivessem. Não era preciso ser adivinho para perceber isso. Olhou para o lado e viu Colin, que ainda dormia profundamente. A raiva do colega passara, mas Harry gostaria que ele continuasse dormindo pelo menos até o final do jogo... Não queria se distrair.

Checou o relógio. 10h25min... Mais 5 minutos e...

PRIMMM

O coração de Harry pulou apertado, e num instinto quase selvagem, forçou as pernas como se estivesse pulando, o que lhe causou muita dor.

-- Ai, ai... Espero que eles consigam vencer... Espero que Gina consiga vencer...

O coração de Harry deu mais um nó.

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Opa pessoal, mais um capítulo para vocês, e ainda bem que eu não demorei a atualizar. Vou começar as responder os reviews de cada um, já que não são muitos.

Lhu Roulette: Que bom que você gostou ! E vou atrás de ler suas fics! E que bom que você gosta da história é ótimo ouvir isso, e também espero que você não tenha achado que eu demorei muito pra atualizar xD... acho que não, né? E sim!!! Que vergonhaaa, não aumentei o tamanho dos capitulos ainda, mas prometo um capitulo enorme procê u.u!

Reviews muahahahahahaha!! (louco por reviews)