Oii, gente. Bem se vocês leram o prólogo viram que essa é um fic Edward e bem, isso é novo pra mim,

espero que ele não fique meio menininha. HAHA'

Vou postar conforme vou escrevendo, então se vocês realmente se interessarem podem me cobrar e please, deixem reviews

pra eu saber o que vocês estão achando, pq né...


Acordei cerca de 30 minutos atrasado e não estava com o menor animo para ir trabalhar. Quase seis anos se passaram desde que descobri que meu pai havia me deixado uma fortuna em testamento, com a noticia, larguei meu emprego de fotografo, meu apartamento e tudo que tinha em Londres e vim para Nova York, terminar a faculdade de arquitetura e assumir as empresas da família.

Vinte e cinco anos, uma empresa com três filiais para administrar, uma fortuna para desfrutar e mesmo assim infeliz.

Sim, infeliz, pois o jovem milionário de 1,80 m, olhos verdes, cabelos avermelhados e terno Armani refletido no espelho, definitivamente não sou eu, ou pelo menos, não o que eu esperava ser. Durante toda a minha infância e até certo período da minha adolescência, eu fui criado para ser o que sou hoje, um arquiteto bem sucedido que deu continuidade ao trabalho de seu pai. Mas eu sempre sonhei em levar a vida que eu levava no dia em que descobri sobre a morte do mesmo; o cara que sem responsabilidades que vive fazendo o que ama, no meu caso, fotografar. Mas não podia reclamar da vida que tinha, minha conta bancária não deixava.

Saí de casa não dando muita atenção ao horário, afinal, eu já estava atrasado de qualquer forma. Enfrentei um transito caótico e quando cheguei a empresa fui recebido por uma pilha de processos que jaziam em minha mesa.

Tomei dois analgésicos e resolvi fazer nada antes de ler e responder alguns e-mails.

- Com licença, Sr. Cullen- Anne minha secretária pediu ao entrar em minha sala- Não sei se o senhor está lembrado, mas hoje virá até aqui a moça que o senhor convocou para me substituir.

Procurei em minha mente algo que me lembrasse desse maldito encontro, eu havia falado com ela tinha mais de um mês e ela já havia dado para trás quatro vezes, talvez nem aparecesse.

- Tudo bem, Anne. Se ela vier, o que eu dúvido, mande-a entrar. – Sorri para ela, demonstrando que estava realmente bem para encontrar a moça.

Anne tem seus 40 anos, é loira e talvez mais baixa do que deveria; trabalha comigo desde que entrei na empresa, já era secretária de meu pai e costuma me conhecer mais do que eu mesmo. De forma que sabe quando estou em um mal dia e por isso é capaz de desmarcar todas as minhas reuniões, dentre outras coisas. Mas infelizmente, decidiu largar o emprego para cuidar de seu marido, que recentemente descobriu um câncer na laringe e depende dela.

Uma hora depois eu ainda estava respondendo e-mails, diversas notificações vindas de todos os setores da empresa e informações que eu deveria passar. Todo o tipo de e-mail que a algum tempo eu nem imaginava que receberia.

Já passava do meio-dia quando resolvi que iria almoçar, tinha uma reunião marcada para as duas horas, então tinha tempo suficiente para comer em paz e ainda tirar algumas fotos. Desfiz os botões do meu Armani e com minha Nikon em mãos sai a procura de alguma boa foto que me fizesse ganhar o dia e esquecer os milhões de processos que eu teria que analisar quando voltasse a empresa.

Caminhei até o elevador tentando não prestar atenção no que as pessoas ao redor falavam, ou na postura séria que assumiam assim que percebiam minha presença. Idiotas, como se eu não soubesse que passam um bom tempo em redes sociais e reclamando de seus salários ao invés de estarem trabalhando.

Minha mão foi involuntariamente para meu bolso e resisti ao impulso de acender um cigarro ali mesmo, no meio dos funcionários. Cigarros eram as únicas coisas capazes de me acalmar nos últimos tempos, era como se cada tragada transportasse uma onda de paz pra dentro de mim. Chamei o elevador e fiquei observando os números serem iluminados um a um em ordem decrescente, até que o número doze foi iluminado e as portas se abriram. Havia cinco pessoas dentro do elevador, eu conhecia apenas o garoto de cabelos claros e olhos acinzentados que era trabalhava ali como ascensorista há quase dois anos e sempre me tratou normalmente e não como o "Poderoso Chefão".

- Olá Sr. Cullen , saindo para o almoço? – Perguntou sorridente como fazia todos os dias e eu apenas assenti, vendo-o apertar o botão "P1" que me levaria até a garagem.

Algum tempo depois cheguei ao meu destino e enquanto pegava as chaves em meu bolso, caminhei até meu Porsche Cayenne que ainda cheirava a novo.

Algumas quadras depois eu já estava em frente ao "Épices France" onde todos os dias eu encontro Emmet, meu primo por parte de mãe, para o almoço.

Emmet é dois anos mais velho que eu e sempre foi como um irmão mais velho pra mim, ele já é casado e tem duas filhas, Annie e Broke. Ele e Rosalie, sua esposa, são donos de uma clinica veterinária e de alguns pet-shops da cidade.

Acionei o alarme do porshe e acendi um cigarro enquanto esperava por Emmet, seu Jip não estava estacionado no lugar de costume, sinal de que ele ainda não havia chegado. Aproveitei para tirar algumas fotos de crianças que arrastavam suas mochilas de rodinhas de um lado pro outro na calçada, de um jovem com o rosto pintado de preto e branco que carregava uma enorme cesta de vime cheia de rosas vermelhas e da decoração de natal que parecia estar tomando conta de toda a cidade.

E então, eu a vi. Do outro lado da rua, agachada do lado de um hidrante, ela tinha posicionada em frente ao seu rosto uma câmera quase do mesmo modelo que a minha, talvez até fosse a mesma, seus cabelos castanhos e levemente ondulados emolduravam seu rosto e terminavam na altura do cotovelo, vestia uma regata básica verde-água , uma saia estampada que marcava sua cintura e deixava suas lindas e torneadas pernas a mostra e nos pés uns all star, daqueles que toda garota deveria ter um no armário. Ela era perfeita.

Posicionei minha câmera e trabalhei o zoom para ter a mais nítida imagem dela, mas o sinal fechou e um grande caminhão parou em minha frente me impossibilitando de vê-la e de fotografa-la, corri para atravessar a rua, mas quando finalmente avistei o lugar onde ela estava a poucos segundos não havia nem sinal dela ali.

Olhei para dois lados da rua, entrei em uma cafeteria e uma loja de lingeries que ficavam de frente para calçada ao lado do "Épices", mas nada, nenhuma pista. Sem ter mais o que fazer, pedi um café preto forte para a atendente da cafeteria e acendi um novo cigarro, desistindo de almoçar. Enquanto fumava, mandei uma mensagem para Emmet, avisando que não poderia encontra-lo, tirei uma caneta do bolso e comecei a rabiscar no guardanapo. Quando terminei o cigarro e o café, tinha no guardanapo o desenho de finos e compridos dedos que sustentavam uma câmera igual a minha; os dedos dela. Rasguei o guardanapo e voltei a olhar ao redor procurando algo para fotografar, como nada me pareceu bom o suficiente, resolvi voltar ao escritório e dar continuidade ao trabalho, talvez isso me fizesse esquece-la.

Às 14 horas, fui para a reunião com os outros acionistas da empresa, sobre os novos planos de divisão de obras e setores para que cada arquiteto passasse a atuar em uma área especifica da cidade e não em lugares variados como vinha acontecendo, mas não pude prestar atenção, minha mente estava muito ocupada em formular perguntas e imagens daquela garota. Era como se alguém tivesse feito algum tipo de lavagem cerebral em mim e eu só pudesse pensar nela. Para minha sorte, pouco antes da reunião acabar e de os demais acionistas pedirem meu voto, que era o mais importante em função de 51% da empresa estar em meu nome, Anne me tirou de meu mundo particular, entregando-me uma folha com um parecer sobre a reunião, que destacava os pontos mais importantes da mesma e me orientava a ser a favor das mudanças propostas, e era nessas horas que eu agradecia por tê-la como secretária e me apavorava por pensar em dentro de poucos dias outra pessoa estaria no lugar dela.

- Onde é que você estava com a cabeça hoje, Edward? - Minha mãe perguntou enquanto saiamos da sala de reuniões.

Ela é dona de doze por cento da empresa e é tão dedicada ao seu trabalho, que as vezes acho que meu pai deveria ter deixado tudo nas mãos dela e não nas minhas.

- Em lugar nenhum, dona Esme. Porque a pergunta? - Abracei-a dando-lhe um beijo no topo da cabeça.

- Porque você provavelmente não se lembra de uma palavra que foi dita dentro daquela sala. – Disse se desvencilhando de meu abraço e entrando no elevador – Amo você, querido.

Caminhei de volta à minha sala rindo sozinho, minha mãe sempre foi uma figura. Era bom poder vê-la todos os dias, quando me mudei pra Londres, me despedir dela foi de longe a coisa mais difícil.

Já passavam das quatro da tarde quando eu terminei de assinar a papelada que estava em minha mesa e de analisar alguns processos. Emmet ligou, reclamando por eu não ter encontrado com ele e perguntando se podia deixar Annie e Broke em minha casa, pra que ele pudesse levar Rosalie pra jantar.

- É claro que pode, Emmet. Elas são uns amores. – Concordei.

- São uns amores, mas como conhecemos as meninas e você. – ele riu sendo sarcástico – Pedimos pra babá delas ir junto, pode ser? Só não as deixamos em casa com a babá porque a ela só vai poder ficar até 22 horas, e é provável que a gente chegue bem mais tarde.

Eu ri. Tudo bem que eu não era acostumado com crianças, mas eu podia cuidar de duas garotinhas por uma noite, não podia?

- Tudo bem, como quiserem!

Conversamos um pouco mais e Rosalie fez questão de pegar o telefone só pra me lembrar de que eu não deveria encher as meninas de doces antes de dormir e nem leva-las ao McDonalds. O que fazia, sem dúvidas, parte dos meus planos.

Revisei mais alguns documentos e às 18 horas eu já estava pronto para ir pra casa, quando Anne bateu em minha porta.

- Com licença, sr. Cullen. A candidata ao cargo de sua secretária acabou de chegar. – Voz de Anne estava alguns decibéis acima do normal.

Fiz sinal com a mão para que Anne entrasse e fechasse a porta e assim ela o fez.

- O que houve, Anne? – Perguntei intrigado, nunca a tinha visto daquela forma. – Você está uma pilha de nervos.

- É essa menina, Edward - Ela passou a mão pelo cabelo loiro e ajeitou os botões de seu blazer, deixando de lado as formalidades. – Você não deveria contrata-la, mas eu sei que assim que ela colocar o pé dentro dessa sala, você irá fazê-lo.

- Irei? – Perguntei receoso, o que essa garota tinha demais?

- Irá e a julgar pelos atrasos e forma que ela entrou correndo aqui, ela não poderá trazer nada além de problemas.

- Então ótimo, diga a ela que o cargo já foi preenchido. Eu confio em sua opinião, afinal é no seu lugar que ela vai entrar.

Anne apenas acenou com a cabeça e se retirou da sala. Tranquei as gavetas de minha mesa, desliguei o computador e após reunir minhas coisas, sai da sala com o intuito de passar no mercado para comprar todas as porcarias que Rosalie tinha dito que eu não deveria comprar. Minhas sobrinhas, como eu as considero, precisavam viver.

- A senhora não está entendendo, eu tive motivos pra faltar nas outras vezes que marcamos. – Ouvi uma voz soar um tanto quanto grosseira- A senhora precisa me deixar falar com ele!

Dei alguns passos para trás para continuar a ouvir a conversar sem ser visto.

- Desculpe, senhorita Swan. – Ouvi a voz de Anne um pouco alterada. – Mas a vaga já está preenchida.

- A senhora poderia ao menos ter me avisado isso quando liguei pra cá hoje pela manhã, não?

Não havia mais sinal de grosseria na voz da moça e mais nada foi dito, escutei o barulho de saltos contra o chão e então o barulho do elevador. Sai da sala um pouco perturbado com aquilo, a voz dela parecia estranha...mas não de um jeito ruim.

- Desculpe por isso, sr. Cullen. – Anne disse quando me viu – A menina ficou um pouco alterada.

- É, tudo bem, eu acho. – Passei a mão no cabelo como sempre faço quando estou nervoso – Você tem certeza que a moça não era adequada, Anne?

Anne levantou o olhar dos papéis em sua mesa e me olhou um tanto desconfiada.

- Sim – Disse seca, nunca a tinha visto agir assim – Estudante de jornalismo, não se enquadra nenhum um pouco.

- Hm, tudo bem. - Acenei pra ela e esperei o elevador. – Até amanhã, Anne.

Já na garagem encontrei um post it colado na janela do meu carro, e quão grande não foi minha surpresa ao ver o que estava escrito:

O senhor precisa mesmo de uma nova secretária, sr. Cullen.
A sua, mente muito mal.

Eu sei que a vaga não foi preenchida.

Att.

Isabella Swan

Ri, desgrudando o post it do vidro e guardando-o em meu bolso. A moça era ousada, talvez Anne tenha se enganado sobre ela, pensei. Peguei meu celular e disquei o número do escritório, no segundo toque Anne atendeu.

- Escritório do senhor Edward Cullen, como posso ajudar?

- Oi Anne, sou eu Edward. Você pode, por favor, me enviar uma cópia do curriculum da tal Isabella por e-mail? Obrigado – E antes que ela pudesse protestar, desliguei.