Olá, como estão?
Temos mais um pov Edward e mais um pov Bella, nesse capítulo e o pov Bella trás algumas revelações sobre o passado dela em relação aos Cullen. Coloquei um link para a capa da fic no meu profile aqui do FF, então passem la pra ver. Espero que gostem do capítulo e aguardo ansiosa pelas reviews.

Feliz ano novo, que 2012 seja um ano recheado de boas novas para todas nós.
beijinhos.


Edward pov

- Awwwwn, tio Eddie – Annie gritava pela casa com as mãozinhas erguidas – Vucê é o melhor!

Entreguei mais um caixa de bombons a elas e sem nem pensar as duas começaram a devorar.

- E você é uma interesseira, Annie. – Eu ri, pegando-a no colo e girando-a no ar – Eu sei que você só gosta de mim por causa dos doces.

Ela fechou a cara no mesmo instante e se esforçou a sair do meu colo. Broke estava com bico enorme, bateu os pés em minha direção e eu podia jurar estar vendo Rosalie na minha frente, em uma versão miniatura, claro.

-Nunca mais diga isso, Tio. – Seus olhos azuis encheram-se de lágrimas – A gente gosta mesmo de você.

- Me desculpe, lindinha. – Sorri, chamando-a para o meu colo – Eu também gosto de vocês.

Annie apareceu de volta, com a cara todo suja de sorvete e parou na porta da cozinha nos apontando uma colher.

-Só falta memo vucê arruma uma titia pra gente, que é bem legal igual vucê, purque a tia Lice..ai..ai..ai!

Eu queria rir, eu queria ter gravado esse momento e mandado pra Alice, ela iria morrer.

Às dez da noite, eu já havia ajudado as meninas a tomarem banho e a escovarem os dentes e depois de pularem como loucas no sofá ambas adormeceram em minha cama.

Fui para o quarto de hospedes carregando comigo meu celular e meu notebook, abri alguns e-mails e só então me lembrei de analisar o currículo da tal , Isabella Swan. Voltei ao meu quarto, procurei no bolso da calça que eu havia usado no trabalho e ali estava o bilhete que ela deixou no meu carro.

Eu ri relendo o bilhete e caminhei até meu escritório, imprimi uma cópia do currículo dela e parei para analisa-lo

O que mais me chamou atenção foi a parte de sua apresentação onde ela dizia:

"Existem quatro coisas sem as quais eu não poderia viver: Deus, minha família, um par de all stars e fotografia."

Por simples instinto minha mão voou em direção ao armário onde minhas câmeras e feixes de negativos antigos ficavam guardados. Senti um aperto ao pensar que fotografia era também algo que eu precisava pra viver, mas que hoje era tão negligenciado em minha vida.

Abri algumas pastas do meu notebook e adormeci em meu escritório, vendo minhas antigas fotos de Londres.

Acordei e o relógio de mesa do escritório marcava 07:45 am, meu pescoço doía por causa da posição desconfortável em que passei a noite e eu sentia que precisava de uma massagem.

Caminhei até meu quarto e as meninas ainda dormiam feito anjos, ouvi a tradicional batida na porta, que me alertava de que o jornal havia sido entregue e fui busca-lo.

Abri a porta e peguei o jornal, mas antes de fecha-la avistei um papel rosa colado exatamente em cima do olho mágico da porta. Um post it.

Esperei por um pedido desculpas, Sr. Cullen...
Achei que o senhor iria ao menos se dar ao trabalho de analisar melhor o meu currículo.
att, Swan.

Ri, voltando ao meu escritório para encontrar o currículo dela em minha mesa. Quem diabos é essa mulher?

Liguei meu notebook e acessei minha conta de e-mails, ponderando se devia ou não entrar em contanto com Isabella Swan. Ela tinha um curso de secretário, havia estudado administração por dois anos e largou a faculdade para estudar fotografia, eu não via problema algum em contrata-la. Mas Anne via...

Bella pov

Sai da rua de Edward Cullen logo após encontrar o garoto "do jornal" e suborna-lo pra que colasse o post it na porta do Cullen. Não era grande coisa, mas eu estava realmente frustrada por ele não ter me mandado sequer um e-mail, sei la, nem que fosse para dizer que a vaga estava realmente preenchida, o que eu sabia que não seria verdade.

Deitei com meu notebook no colo e descarreguei as fotos do dia anterior da câmera para o computador, eu precisava delas, precisava vê-las, assim como eu precisava fotografar para viver. Não por dinheiro, por prazer.

Lembrei-me da primeira vez que tive conhecimento da existência de Edward Cullen e minha mente viajou longe...

- Ande logo, querida! – Meu pai gritou insistente no andar de baixo de nosso pequeno sobrado alugado em NY – Carlisle está nos esperado.

- Já estou descendo, me de um segundo! – Gritei de volta, colocando meus brincos.
Estávamos indo a um jantar na casa amigos de Charlie, meu pai. Esses amigos eram ricos, donos de uma grande empresa e eu não queria ter de ir a esse jantar.

Chegamos à casa de Carlisle e Esme Cullen, perto das 20 horas, a casa era enorme e estava toda enfeitada com luzes de Natal, assim como as outras casas da rua, que pareciam fazer parte de um condomínio fechado.

Esme nos atendeu com um sorriso encantador, eu não a conhecia, mas sabia que não demoraria muito para que eu simpatizasse com a bela senhora de seus 38 anos e cabelos e olhos castanhos.

Carlisle apareceu logo atrás dela, nos cumprimentando; um belo homem, com sua pele muito branca e cabelos loiros que pareciam bagunçados demais.

- Então você é a famosa Isabella? – Uma voz estridente soou atrás dele. – Sou Alice Cullen, a caçula da família.

Ela não devia ter mais de um 160 cm de altura, com seu cabelo preto curto que apontava para todos os lados e um sorriso que parecia não caber em seu rosto.

Entramos na casa e parecia ainda mais encantadora do que por fora, com a grade arvore de Natal adornando o canto da sala e as meias coloridas penduradas acima da lareira. Senti saudades de casa, senti saudades de Renne, minha mãe.

- E seu mais velho, onde está? – Meu pai perguntou tranquilamente enquanto bebericava um pouco do vinho que Esme havia lhe entregado. – Faz tempo que não vejo Edward.

Percebi a postura de Alice enrijecer e rosto abrigar um olhar triste, o semblante de Esme também mudou; o clima ficou pesado e senti que meu pai gostaria de não ter feito tal pergunta.

- Ele foi embora de casa.- Carlisle disse simplesmente, como se não fosse grande coisa – Foi para Londres, lidar com as porcarias de fotografias.

Minha mão foi por impulso para cima da minha bolsa onde minha câmera estava e percebi que meu pai me encarava, me dizendo para não tomar as dores de ninguém. Meu pai sempre soube da minha paixão por fotos e sabia que eu não conseguia ficar quieta quando o assunto envolvia a arte de desenhar com luz.

-Não fale assim, Carlisle – Esme disse simplesmente.

- Porque não? Aquelas fotos que ele tira não são nada mais que porcarias, nunca serviram ou servirão para nada na vida dele. – Agarrei-me ao braço da poltrona onde estava sentada e cerrei os lábios para manter a boca fechada- Ele devia estar aqui, estudando para seguir meus passos, não em Londres sendo um fracassado.

- Fracassado ele seria se estivesse aqui, fazendo algo que não gosta apenas para lhe agradar, Sr. Cullen! – Soltei simplesmente, recebendo olhares inquisidores de meu pai.

Eu sabia que devia ter ficado quieta, mas essa era a realidade, tão clara que não podia acreditar que Carlisle julgava seu filho de tal forma, apenas por que o rapaz estava em busca de seus sonhos.

-Desculpe, Carlisle. – Meu pai disse ainda me olhando feio – Isabella também é aficionada em fotografia, sabe como é ...

Carlisle apenas assentiu e ele e meu pai voltaram-se para uma conversa particular enquanto Alice e Esme me chamavam para ir até a cozinha.

- Sinto muito, Bella. – Esme disse dando um leve suspiro- Carlisle não tinha a intenção de menosprezar seu hobbie.

Ri para ela, será que todo mundo achava que eu estava apenas preocupada com a fotografia?

- Eu não queria desrespeita-lo, Esme. Mas...- passei a mão pelo cabelo tentando controlar minha indignação – Não é sobre fotografia, ou sobre o que seu filho foi fazer, é sobre sonhar... é sobre viver!

Alice me olhava sorridente, eu tinha certeza que ela entendia o que eu queria dizer.

- Não importa o que seu filho escolheu fazer, o que importa é que ele ama isso e se ele ama fotografar, ele jamais será um fracassado fazendo isso.

Os olhos de Esme estavam cheios de lágrimas e eu queria me socar por ter me metido onde não devia. Alice me puxou pela mão e me levou até o quarto de Edward para me mostrar o trabalho dele. E foi onde eu o vi pela primeira vez, em uma fotografia, claro, com seus cabelo cor de cobre tão bagunçado quando os de Carlisle, os olhos verdes, demasiadamente expressivos e uma câmera na mão.

Voltei-me para meu notebook, sorrindo pela lembrança, foi uma noite tensa e eu escutei algumas poucas e boas de Charlie quando cheguei em casa, mas eu não estaria aqui hoje se não tivesse dito o que disse naquele dia. Portanto, eu jamais me arrependeria.