Origens

Willy West – 1ª parte

Todos os membros da Liga concordavam que Flash era um bobo apaixonado quando o assunto era Beatriz Bonilla, ou Fogo, como é mais conhecida. Ele sempre perdia a fala quando o assunto era ela, sempre perdia o foco quando ela estava por perto e sempre soava como um completo idiota quando ela falava com ele.

Ninguém sabe exatamente quando ela começou a gostar dele, mas foi hilário quando ele descobriu.

Fogo não era o tipo de garota que perdia tempo conversando, o tinha simplesmente chamado para um canto e lhe tascado aquele beijo de tirar o fôlego. Ele ficou correndo e pulando pela Torre o resto do dia.

Os dois formavam um casal muito bonito, e quando eles se casaram não existiam pessoas mais felizes que eles. Mas nem tudo eram flores, eles brigavam às vezes e sempre terminava com ele e o uniforme todo chamuscado. Eles riam depois e faziam as pazes.

Só teve uma vez que a briga ficou realmente séria. Foi numa missão na França quando tentaram demolir a Torre Eiffel. Eles já estavam em Paris de férias e o chamado veio do nada. Fogo e Flash não faziam missões juntos para manter o profissionalismo, mas naquele dia não teve jeito.

Deu tudo errado. Eles não se concentraram e ficaram preocupados um com o outro, no final o vilão conseguiu fugir. O único consolo foi que os dois conseguiram salvar a Torre Eiffel, mas só com muito custo.

O fracasso deixava Fogo com raiva e ela já estava meio estressada naqueles dias. A casa caiu.

-Você devia ter prestado atenção na retaguarda! – ela disse espumando de raiva.

-Eu? Eu estava ocupado batendo em alguns bandidos! Você que devia ter parado de rodopiar no ar e ter feito alguma coisa! – ele respondeu no mesmo tom, estava cansado das crises que ela tinha.

-Eu não fiquei rodopiando no ar!

-Ficou sim!

-Retire o que disse!

-Nem vem!

-Seu idiota!

-Mimada!

-Besta!

-Ridícula!

Os dois se encararam e ela disse num tom gelado:

-Quando a gente voltar eu vou voltar pra minha casa.

-Vai! Vai e vê se eu ligo!

-Eu vou mesmo!

-E diga pra nojenta da sua irmã que vocês duas são igualzinhas!

-Seu grosso! – ela gritou com os olhos lacrimejando.

Ela bateu a porta na cara dele e ele pôde ouvir ela soluçar, a raiva sumiu do mesmo jeito que tinha vindo e ele nunca se sentiu tao culpado.

-Fogo? – ele bateu na porta.

-Vá embora!

-Me deixa entrar vai...

Ela não deixou e ele ficou exatamente quatro horas encostado na porta ouvindo os sons que saiam do quarto. Tinham começando com um choro fraco, depois um forte (ele quase morreu nessa parte), aí ela também foi se acalmando e o quarto ficou em silêncio.

-Vai me deixar entrar agora? – ele perguntou com toda deicadeza do mundo.

A porta se abriu na mesma hora e ela pulou em cima dele, como ele não esperava os dois tombaram no chão e ela cobriu seu rosto de beijos.

-Me descupa! – ela disse entre beijos.

-Calma Bia, até parece que eu vou me divorciar de você.

Assim que ele disse a palavra "divórcio" ela ficou branca e o agarrou pelo colarinho.

-Nem brinca com uma coisa dessa Wally! Isso não pode acontecer, muito menos agora que eu...

-Você o quê?

Ela saiu de cima dele e abraçou os joelhos, ele se sentou ao lado dela e a abraçou. Dava pra ver que ela estava escondendo alguma coisa.

-Pode me contar Bia. Seja lá o que for eu dô conta, pode confiar.

Ela o olhou meio insegura, mas depois falou:

-Eu estou grávida.

Por um momento foi como se o tempo parasse, Wally não sentia o corpo. Era como se ele estivesse observando a cena lá do alto sem acreditar.

-Sério?

-Seríssimo.

-Então é por isso que você está tão extressada? E enjoada? E comendo coisas esquisitas?

-Eu acho que sim... o que você acha?

-Das coisas estranhas que você está comendo? São nojentas-

-Não seu pamonha, o que você acha de eu estar grávida?

Nessa ele nem piscou.

-Eu acho ótimo! Por que não haveria de achar? Eu te amo, você me ama – pelo na maioria das vezes – e eu sempre quis ser pai e sempre sonhei que a mãe ia ser você.

-Você está falando sério? – ela perguntou sorrindo.

-Imagine só Bia! Um filho nosso. Como ele seria. Se for uma menina vai ser linda como você, com esses olhos verdes que me deixam louco e esse sorriso maravilhoso.

-Se for menino vai ser igualzinho a você. – ela disse rindo.

-Então vamos torcer para ser uma menina. Não vamos sobreviver com dois Wallys.

Os dois riram e depois se beijaram. Finalmente estava tudo bem.

William West nasceu no dia 19 de novembro do ano de 1993, Fogo quase incendiou o hospital e queimou a barba do médico que estava fazendo o parto, mas tirando isso correu tudo bem. Willy era uma coisinha tão pequena que Wally não conseguia parar de sorrir.

O bebê puxou tanto Wally como Fogo, os cabelos eram ruivos, os olhos verdes. Ainda era muito cedo pra saber se ele tinha algum poder, mas mesmo se não tivesse não faria a menor importância. Flash e Fogo estavam começando sua família e tinham acabado de ter um filho lindo.

Nada podia dar errado.

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