Meu celular começou a tocar justo no momento em que discutia o filme no carro do James com o mesmo.

- Alô – disse puxando o celular.

- Onde você está Lily? – Jhony parecia furioso no outro lado da linha, arregalei meus olhos. – Estou lhe esperando a meia hora na frente da estação de ônibus!

- Como? – perguntei chocada, James me olhava curioso.

- Você não leu as mensagens? Cheguei a Forks, venha me buscar – com isso ele desligou na minha cara.

- O que aconteceu Lily? – perguntou James.

Por que eu não quero contar a ele sobre Jhony?

- Minha irmã... Tenho que voltar para casa – inventei olhando para a janela e desviando dos olhos chocolates.

- O que aconteceu? – começou a dar à volta no carro, indo novamente para minha casa, senti que ficava vermelha.

- Assunto íntimo – James pareceu compreender, pois enfim me deixou na frente de casa sem reclamar.

- Quer que lhe espere?

- Não precisa – gritei enquanto entrava em casa fugindo dele, encontrei minha mãe na cozinha cantando uma música brega do tempo que era jovem. – Mãe! Preciso de ajuda!

Ela largou os legumes que lavava e me encarou preocupada.

- O que aconteceu?

Tomei fôlego, sabia que ela não iria gostar nem um pouco disso.

- Jhony está aqui – minha mãe arregalou os olhos fitando o espaço atrás de mim, como que se procurando a pessoa que ela tanto não gostava. – Não aqui, está na rodoviária esperando ir buscá-lo. – Ela inchou, realmente inchou ficando vermelha, deu vontade de colocar as mãos nos ouvidos.

- Lily Evans! – berrou. – Quem lhe disse que podia convidar ele para ficar aqui?

Se tivesse um lugar seguro para me enfiar teria ido correndo para lá, meu pai chegou à cozinha, totalmente alarmado.

- Eu não convidei, eu nem sabia que ele viria – me defendi, eu realmente não sabia, eu não li as mensagens.

- Quem está vindo para cá? – meu pai perguntou.

- Jhony – respondi suspirando e sentando-me à mesa.

- Ele não vai ficar aqui – disse meu pai que também não gostava nada dele.

- Você quer que eu faça o que se ele já está aqui? – perguntei, ao passo que meus pais se encaravam.

- Está bem, ele fica por no máximo: dois dias – decidiu minha mãe, embora ainda mostrasse que não estava contente.

Meu celular começou a tocar novamente. Dessa vez era a Lene sobre o olhar fulminante dos meus pais atendi.

- Qual seria a coisa mais incrível que poderia lhe contar? – gritou sem me dar tempo para responder. – Estou em Forks! Vou estudar aqui!

Comecei a gritar, juro que não pude me conter, Marlene vindo estudar em Forks comigo!

- Estou indo lhe buscar – falei desligando. – Lene vai estudar aqui!

Meu pai sorriu e minha mãe franziu a testa.

- Acho que terei que arrumar o quarto de hóspedes – disse preocupada. Gritei mais um pouco enquanto a abraçava.

- Vamos buscá-la!

- E o Jhony também – lembrou papai indo buscar as chaves do carro.

- Claro, o Jhony também – emendei.


A primeira pessoa que eu vi foi o Jhony, mas logo atrás discutindo com um cara da rodoviária estava Marlene, sai correndo para onde minha amiga estava.

- Lene! – berrei e ela se virou sorrindo.

- Lily! Parece que faz tanto tempo! – nos abraçamos e depois ela se voltou para o cara da rodoviária que estuda na minha sala, ou pelo menos acho que o vi lá. – Se isso acontecer novamente, darei queixa – Lene se virou deixando o garoto de lado.

- Lily Evans – meu sorriso sumiu, me virei para encarar meu namorado que me olhava furioso.

- Oi – cumprimentei tensa.

- Você me deixou uma hora esperando – reclamou, senti a raiva se misturando ao meu sangue.

- Ninguém disse para você aparecer de surpresa – rosnei.

- Eu não apareci de surpresa, lhe mandei seis mensagens!

- Da próxima vez ligue! – mandei.

- Calma – pediu meu pai estacionando o carro ao nosso lado, onde entramos.

Jhony foi conversando com meu pai, enquanto eu explicava tudo para Lene digitando no celular e ela fazia umas caretas.


- Amanhã vocês têm que ir a aula – mandou minha mãe na hora do jantar, ela havia colocado Jhony o mais longe possível dela, do meu lado e do de Petúnia.

- Claro – sorriu Lene.

A campanhia tocou e me levantei para atender, louca para sair de perto deles.

- James – sussurrei quando abri a porta e o empurrei para fora.

- Queria saber como você estava – disse surpreso.

- Estou bem – assegurei enquanto o empurrava para o carro, mas não fui rápida o bastante.

- Quem é esse Lily? – perguntou Jhony atrás de mim.


N/A: Agora a Lily literalmente se deu mal! Hahaha... Eu acho que tenho algum problema, adoro ser malvada! Hihihi... Beijos.

N/B: Há! Então a senhorita admitiu! ¬¬ Hohoho! Qm ser a mestra da malvadeza agora?! R&R, n sejam malvados q nem a Carol ;)