Chapter 5

Antes mesmo de abrir os olhos o sorriso estampou-se em seu rosto. Suspirou alto e pensou que talvez ele estivesse sonhando, se estivesse nunca mais queria acordar. Abriu os olhos e seu sorriso aumentou. O filho estava agachado em frente a sua cama, encarando-lhe com os olhos azuis fixamente nos seus.

_Oi, West... – disse ainda sem tirar o sorriso do rosto. – Bom dia.

O menino inclinou a cabeça para o lado, como se algum estranho estivesse ocupando o lugar de seu pai.

_Está tudo bem?

_Sim, está. – respondeu sentando-se na cama. – Por que não estaria?

O garoto ruivo olhou desconfiado para o pai, Misha assoviava uma música qualquer que West não saberia dizer qual era.

_Aconteceu alguma coisa que eu não estou sabendo? – perguntou.

_Não... Quero dizer, nada.

West ergueu as sobrancelhas o máximo que pode.

_O senhor está mais esquisito hoje, está até assoviando, isso simplesmente é impossível de acontecer, então eu suponho que...

_Não aconteceu nada, West. Eu só... – sorriu mais ainda, enquanto levantava indo ao banheiro. – Eu só estou de bom humor.

_Aham. – disse, claramente desconfiado.

_Eu posso perguntar uma coisa? – Misha o olhava pelo reflexo do espelho.

_Claro, pai.

_Você gosta do Jens, né?

_Sim. – respondeu.

_E você se diverte quando está com ele, não estou certo?

_Está. – disse. – Por que o senhor não para de fazer rodeios? Me diz o que quer dizer, pai!

Misha sentiu as bochechas arderem, virou-se para o filho e encarou o menino que com os olhos azuis enormes esperava que o pai continuasse.

_Bom... Ele e o professor Pellegrino não estão mais juntos... – disse e esperou para ver a reação do pequeno, mas ele apenas acenou com a cabeça e fez um gesto para que ele continuasse. – Então... Como eles não estão mais juntos eu pensei que, talvez, eu pudesse convidá-lo para sair conosco, um dia desses, então... O que você acha?

_Ah...Ta bom.

_Só isso? Você não vai dizer mais nada? – foi a vez do mais velho levantar as sobrancelhas.

West deu de ombros.

_Devia ter chamado o Jens para sair logo que descobriu que gostava dele, pai.

_Mas eu não disse que gos...

_Aham, ta. – disse girando os olhos e o pai sorriu. – Eu vou tomar café, quer que eu faça torradas ou panquecas?

_Eu... Eu estava pensando em irmos tomar café na cafeteria Ferris, o que você acha?

O menino sorriu e concordou com a cabeça antes de correr para o quarto, terminado de se arrumar. Misha sorriu e olhou pra sua própria imagem no espelho. Olhou fundo nos olhos azuis que lhe encaravam, ele mesmo percebia um brilho ali, que há muito tempo tinha se apagado.

_Oi. – cumprimentou a si mesmo. – Eu acho que agora nós vamos conseguir não é mesmo? – o sorriso aumentou em sua face.

_Vamos, pai!

Misha desceu as escadas e West levantou as sobrancelhas ao ver que o pai estava mais arrimado e perfumado que o normal. Sorriu.

_O Jensen vai junto? – o moreno avermelhou, mas acenou com cabeça, concordando.

West correu pra porta, saindo em disparada para a casa do vizinho, que agora, era mais do que apenas um amigo. Parou em frente à porta, esperando pelo pai que ainda estava tentando fechar a porta da própria casa, o que era muito difícil, devido ao seu nível de nervosismo. O menino sorriu ao ver o pai derrubar a chave três vezes antes de finalmente conseguir o seu objetivo.

Misha sorriu, logo indo para o lado do filho, com a mão trêmula bateu na porta. West olhava risonho para o pai, que completamente nervoso, não conseguia se manter parado. Jensen não demorou a abrir a porta, e o menino viu o sorriso na face do pai, alcançar os olhos.

_Bom dia, Jensen. – cumprimentou baixinho.

O loiro chegou perto dele e deu um beijo em sua bochecha, West achou que o pai teria um enfarte, pois o vermelho que antes se concentrava apenas na bochecha, agora se espalhara pelo rosto do homem.

_Bom dia, Mish. – respondeu. – Oi, West.

O menino ruivo sentiu os braços do loiro rodearem seu corpo em uma abraço gostoso.

_Oi, Jens.

_Entrem, por favor. – disse o loiro, que parecia não conseguir se manter em seu corpo. – Eu só vou colocar uma camisa, eu já venho. – disse antes de sumir no quarto.

Misha dirigia enquanto Jensen e West conversavam animados, o menino no banco de trás remexia-se contando para o loiro sobre o episódio de algum desenho japonês que, provavelmente, o moreno não conhecia.

Sentiu quando uma felicidade tomou conta de seu peito, como se tudo aquilo fosse um sonho muito bom, do qual ele não queria acordar nunca mais. Começou a rir, atraindo a atenção dos dois passageiros, que mesmo sem saber o porquê do riso repentino, deixaram-se contagiar por aquele clima gostoso de amor e paz.

West ria no banco de trás, olhou para cima, sorrindo ainda mais e fechou os olhos. Misha viu pelo retrovisor o filho mexendo os lábios, mas nenhum som saia de seus lábios, desviou então seus olhos para o loiro, o coração batendo descompassado enquanto o via jogar a cabeça para trás rindo.

Voltou sua atenção para a estrada, mas nada no mundo conseguiria tirar aquela felicidade que tomava conta de seu corpo, de sua existência, cada vez mais.

"_Mãe... Onde quer que a senhora esteja... Obrigado, muito obrigado por colocar o Jens na nossa vida... Eu te amo, e sinto a sua falta.", foi o que West disse, mas ninguém conseguiu ouvir.

Misha parou o carro em frente à cafeteria, West sorriu ao ver o letreiro com o nome da esposa de Jim Beaver. Abriu a porta do carro e saiu correndo em direção ao estabelecimento.

_Sam! – o menino gritou enquanto corria até o balcão, a mulher sorriu grande ao ver o ruivo ali, com olhos grandes e azuis lhe pedindo um abraço. Agarrou-se ao menino, apertando-o, mesmo que não tivessem ficado tanto tempo sem se ver.

Misha sorriu, entrando no estabelecimento com Jensen ao seu lado.

_Oh, Misha! – a mulher agora, vinha na direção do moreno, abraçou-o forte, quase o fazendo perder o ar. – Quanto tempo!

_Pois é... Faz algum tempo mesmo, Samantha. – ele concordou passando as mãos pelo cabelo, Jensen o olhava, se encantando com os gestos do moreno. – Esse é o Jensen. – virou-se para apresentar o loiro, o sorriso no rosto de ambos delatando o quanto estavam apaixonados.

_É um prazer conhecê-lo querido. – disse ela, logo abraçando o loiro também.

_O prazer é todo meu. – sorriu, logo sentindo as bochechas avermelharem. Misha tinha pegado em sua mão, entrelaçando a própria mão na sua. Olhou para o moreno, que apenas sorriu.

_Eu não quero ter medo de amar você. – disse simplesmente, ganhando do loiro um sorriso apaixonado.

West já estava sentado em uma das mesas, tomava um copo de vitamina, enquanto observava o pai, mas seus olhos arregalaram-se ao ver o professor de artes entrar. Levantou-se rápido e foi para o lado do pai, sentindo uma sensação estranha apertar seu peito.

_Pai, eu quero ir... – não terminou de falar.

_Olá. – Mark, estava muito bem vestido, e cumprimentou-os com um sorriso enorme no rosto.

Misha viu o olhar de fascínio que ele lançou para Jensen e fechou o semblante, não deixaria o professor, roubar parte de sua felicidade, não agora que se sentia tão completo. Faria o possível e o impossível para não se sentir vazio novamente.

_Oi. – respondeu, mas o tom de sua voz não expressava simpatia, muito pelo contrário.

_Olá, Mark. – Jensen não sabia como agir, quando olhava para o rosto bonito do professor lembrava-se das palavras duras que tinha ouvido, no último encontro que tiveram.

_Jensen... Eu quero me desculpar pelo modo como tudo acabou... Eu espero que me perdoe. Você não merecia ouvir todas aquelas barbaridades que eu disse – e ele parecia tão sincero que o loiro apenas sorriu pequeno e concordou com a cabeça. – Eu espero que agente possa ser amigo, daqui por diante.

_Está tudo bem, Mark... – o loiro sorriu.

_Que bom... – sorriu também e pegou o pedido que tinha feito, que Jensen sabia ser café preto, sem açúcar. – Tchau, e eu vejo você em... – olhou o relógio de pulso. – Vinte e cinco minutos. – e sorriu para West, saindo porta afora, logo desmanchando a mascara de falso contentamento.

Os três sentaram-se, aproveitando o café da manhã, mas Misha não conseguia tirar da cabeça o fato do professor ter aceitado tão rápido o rompimento com o loiro.

Deixaram West no colégio, e Misha insistiu para levar o loiro ao trabalho. Logo pararam em frente à loja de musica e o moreno encarou o letreiro, que dizia que já estava aberta.

Ainda dentro do carro Jensen tocou de leve a mão de Misha e o moreno voltou seus olhos azuis para ele. Sorriram um para o outro, o moreno não acreditava que alguém podia ser tão feliz quanto ele.

Colocou uma das mãos na face de Jensen, que passou a língua pelos lábios ao ver que o moreno encarava sua boca. Misha sentiu o coração descompassar no peito e aproximou-se dele, fechou os olhos sendo acompanhado pelo loiro.

Os lábios carnudos do loiro colaram-se nos do outro e logo o moreno deu passagem para que aprofundasse o beijo. Sentia a língua dele enroscar-se na sua, sentia o gosto dele tomar conta de sua boca, afastarem-se minimamente em bisca de ar, e Jensen encarou os olhos azuis.

_Eu sei que não faz muito tempo que a gente se conhece, mas... Meu Deus, você não sai da minha cabeça. – viu o sorriso do moreno se ampliar e sentiu os lábios dele roçarem os seus em uma caricia. – Eu gosto tanto de você que meu coração parece que vai explodir quando eu te vejo, quando eu te toco. – passou o dedo pelos lábios rachados do homem, contornando o desenho daquela boca que foi feita para beijá-lo.

_Eu me sinto da mesma forma, Jensen... Eu quero ficar com você pra sempre. – e as palavras de Misha entravam nele como promessas, que ele sabia que seriam cumpridas.

O moreno entrelaçou suas mãos com as dele e sorriu, olhando-as.

_Elas se encaixam perfeitamente... – disse sem pensar e o loiro sorriu, era o que ele achava também.

Beijaram-se longamente e então o loiro saiu do carro, despedindo-se do moreno, mas nem ao menos tinha alcançado a porta quando sentiu mãos fortes segurarem seu quadril fazendo-o virar o corpo completamente. Sentiu o gosto doce da boca de Misha invadir seus sentidos e sorriu enquanto beijava o moreno, que o segurava fortemente nos braços, não querendo deixá-lo ir.

_Você me faz agir como um adolescente apaixonado. – disse depois que se afastou do loiro.

Jensen jogou a cabeça para trás gargalhando.

_Você quer jantar comigo hoje? – convidou.

_Eu adoraria. – sorriu, logo completando. – Eu espero que não fique chateado se apenas eu aparecer.

_West não vai?

_Ele vai dormir na casa de um colega. – sorriu.

Jensen sorriu também, as bochechas avermelhando-se. Misha roubou-lhe mais um beijo e então se foi, e o loiro pensou que só não queria estar sonhando.

Entrou na loja cantarolando uma música qualquer e Jared arqueou as sobrancelhas ao ver o amigo passar por ele e nem ao menos cumprimentá-lo.

_Oi, pra você também. – disse, revirando os olhos, mas sorriu.

Jared conhecia Jensen desde sempre, não tinha um aspecto do loiro que ele não conhecesse, e assim que o loiro entrou na loja ele percebeu, dessa vez o amigo estava apaixonado de verdade, ele só esperava que pelo menos, a pessoa merecesse.

Foi com os olhos arregalados que, às 17hrs21min da tarde, ele viu Misha estacionar o carro na frente da loja. Estava terminando de fechar o caixa quando o moreno entrou inundando o ar com aquele perfume que o deixava louco.

Misha parou em frente a uma das estantes. Pegou um CD qualquer e se dirigiu a bancada de onde Jensen o olhava com a respiração falha. O moreno sorriu, a gengiva aparecendo. O sorriso chegava aos seus olhos e Jensen sorriu ao sentir a felicidade dele inundar seu próprio corpo.

_Eu quero esse. – disse o moreno entregando o CD ao loiro.

_Eu não acho que esse faça seu estilo, senhor.

O loiro mostrou a capa do CD ao moreno, que levantou as sobrancelhas ao ver a mulher loira com uma pintura esquisita no rosto.

_Na verdade... – Misha aproximou-se um pouco mais do balcão, e sussurrou como se fosse um segredo. – Eu só queria levar você pra jantar, foi o melhor jeito que eu consegui pensar, para me aproximar de você. – ele falava sério, Jensen gargalhou, o moreno se deliciando com o som rouco da risada dele.

Jared varria um dos corredores e olhava de longe os dois homens, que claramente se divertiam na companhia um do outro, mas logo voltou ao seu trabalho. Jensen assoviou, e ele se virou na direção do amigo.

_Fecha pra mim? – o loiro perguntou e ele acenou com a cabeça, logo pegando chave que o amigo tinha jogado para ele.

Sorriu ao ver o amigo enlaçar as mãos com as do outro homem, e mesmo que Jensen dissesse que já era grande o suficiente para fazer suas escolhas, ele não podia deixar de ficar com um pouco de receio. Deu de ombros para o próprio pensamente, o que quer que acontecesse, ele sempre estaria ali para o loiro, eram amigos, eram companheiros... Mas acima de tudo eram irmãos.

Jensen sorria grande ao entrar na casa de Misha.

_Nós vamos sair? – perguntou, não conseguindo conter a ansiedade.

Misha sorriu.

_Não, na verdade... Eu estava pensando em fazer a minha especialidade para você. – disse.

_Você não cozinha, Mish! – retrucou sorrindo para o namorado.

_Você é quem pensa. – disse o moreno, tirando o paletó e arregaçando a manga da camisa.

Jensen sorriu ao vê-lo colocar um avental e colocar alguns ingredientes no balcão, que ficava perto do fogão e da torradeira,

_Então ta. – disse sentando em uma das banquetas. – Qual sua especialidade?

_Na verdade eu estou desesperadamente tentando te impressionar, mas eu vou tentar fazer uma macarronada. – disse pegando uma panela.

Jensen sorriu, encantado com as atitudes do outro.

_Você está conseguindo... – disse dando a volta na bancada e parando em frente ao moreno que sorria para os enormes olhos verdes do loiro.

_Você é tão lindo, Jen. – disse acariciando-lhe a face.

_Você que é lindo, Mish. – retrucou depositando nos lábios do moreno toda a força de seu sentimento.

Conversaram animados durante todo jantar, identificaram-se em muitos aspectos, discordavam em mais ainda, mas não conseguiam parar de se encantarem, um pelo outro. Quando o jantar acabou, Jensen lavou a louça e Misha enxugou, sempre falando sobre assuntos variados.

Misha apagou a luz da cozinha, Jensen já o esperava no sofá, mas só se escutava a TV que estava ligada. O moreno juntou-se a ele, e o loiro aconchegou-se em seus braços. Jensen fechou os olhos ao sentir as mãos morenas passeando em seu cabelo, e não pode evitar um arrepio que cortou sua espinha.

Deitou a cabeça na coxa do moreno, e mesmo que o cômodo estivesse parcialmente escuro podia ver com exatidão o rosto de Misha, banhado em cores pelo reflexo do objeto. As mãos dele ainda acariciando-lhe os fios loiros.

O moreno desviou sua atenção do filme para olhá-lo, o loiro tinha um sorriso bonito no rosto, e sem poder evitar abaixou a cabeça para encontrar os lábios carnudos.

Jensen deliciava-se com a boca do moreno movimentando demoradamente sobre a sua, desesperado por mais contato, levantou-se, ainda sem quebrar o beijo e passou as pernas pela lateral do corpo moreno. As mãos fortes seguraram-lhe o quadril e ele gemeu baixinho dentro da boca do outro.

Jensen pensou que poderia entrar em combustão espontânea porque o calor que alastrou-se por seu corpo o fazia perder o ar e a capacidade de raciocinar.

_O meu Deus... – sussurrou quando o moreno abocanhou seu pescoço. Chupando a pele, deixando-a instantaneamente avermelhada. – Eu quero você, Mish... – pediu sôfrego.

Misha sentiu o coração acelerar.

_Eu também quero você, Jens. – disse ele e sua voz não passava nada além de puro e complexo amor.

Jensen segurou-se nos ombros largos do moreno, que se levantou com o loiro nos braços e subiu em direção ao quarto. Misha abriu a porta com um dos pés, caminhou até a cama e deitou o loiro com cuidado.

Beijou-lhe os lábios com paixão e antes que pudesse pensar em tirar alguma peça de roupa do corpo alheio, sentiu as mãos rápidas de Jensen desabotoar a camisa social que usava. Tentava a todo custo livrar-se da camisa dele, mas não tinha tanta prática. O loiro sentou-se e arrancou a própria roupa, jogando-a em um canto qualquer do quarto, onde a camisa de Misha já tinha sido descartada.

_Você é lindo... – sussurrou entorpecido, o corpo em chamas. – Você é lindo...

Misha espalhava beijos pelo peito descoberto do outro, beijou-lhe toda a extensão do tronco, não tinha um pedaço de Jensen que ele não quisesse conhecer e deixar sua marca.

Sentiu as mãos de Jensen acariciar-lhe o pênis por cima do tecido liso, e gemeu, notando apenas naquele momento o quanto estava duro. O loiro sorriu malicioso e antes que Misha pudesse ter qualquer reação, o mais novo abaixou-lhe a calça, e encarou a boxer azul marinho que ele usava.

Ergueu o olhar para o moreno que agora em pé ao lado da cama olhava em sua direção, a respiração alterada. Depositou as mãos no quadril do outro, passou os dedos pelo elástico da cueca e viu o moreno tentar controlar a respiração, a cueca com alguns resquícios de pré-gozo.

_Misha...

_O que? – a voz do moreno era falha.

_Eu não quero que você se prenda...

Misha suspirou quando as mãos dele acariciavam-lhe o membro, ainda dentro da cueca.

_O que quer... Dizer? – perguntou fechando os olhos, e deliciando-se com aquela sensação.

_Eu quero te ouvir gemer... Eu quero te ouvir gritar... – a voz de Jensen era rouca e sensual. – Eu quero ver você perder o controle. – e abaixou a cueca com um puxão ao terminar de falar, logo vendo o pênis ereto apontando para seu rosto, sorriu de lado.

Abocanhou-o de uma só vez, e foi quando Misha gritou, sentindo a língua quente dele deslizar por todo seu pênis.

_Oh, meu Deus! – gritou quando Jensen agarrou sei quadril com as mãos fortes e começou um ritmo mais rápido, o fazendo enlouquecer. – Jens!

Misha o fez afastar-se e o loiro encarou a face dele com uma interrogação.

_Eu quero gozar dentro de você... – respondeu a pergunta muda, e Jensen sentiu o mesmo arrepio de antes, voltar, agora com mais força, aquela voz rouca fazendo todos os seus pelos se eriçarem.

Abriu a braguilha da própria calça, mas antes que pudesse puxá-la para baixo, as mãos de Misha tomaram o lugar das suas e escorregou o tecido jeans pelas pernas esguias, logo tirando a boxer vermelha que o loiro usava.

Jensen estava tão duro quanto ele, não pode deixar de notar, e mesmo que nunca tivesse feito aquilo, beijou o abdômen do loiro, desceu as mãos pelo meio de suas coxas e deu pequenas arranhadas com as unhas, lentamente fazendo o loiro jogar a cabeça pra trás e apreciar aqueles espasmos de prazer que agora percorriam todo o corpo.

Jensen ofegou quando sentiu a língua dele lamber timidamente a ponta de seu membro, ofegou alto, logo o moreno lhe abocanhava, assim como tinha feito antes com o mesmo. Não o deixou continuar por muito tempo, se Misha continuasse Jensen iria ter um orgasmo maravilhoso, mas ele queria ter esse orgasmo com o moreno lhe preenchendo e estocando-lhe o interior.

_Eu quero você dentro de mim, Misha. – disse a voz falha e entrecortada.

Misha entendeu e se posicionou em cima do loiro, beijando seus lábios com paixão. Jensen pegou dois dedos da mão morena e interrompeu o beijo, logo substituindo a língua de Misha pelos dedos cumpridos.

_Coloca em mim... – disse e o moreno obedeceu.

Tocou-lhe a entrada e viu o loiro jogar a cabeça pra trás quando ele entrou com os dedos, devagar começou a tirar e colocar, logo aumentando o ritmo, preparando-o para algo muito maior.

_Misha eu quero você... – sussurrou com certa dificuldade. – Eu preciso de você.

E logo que terminou de falar, sentiu o pênis do moreno pedir passagem. Misha empurrava-se para dentro dele com dificuldade, o loiro era apertado demais, mas logo conseguiu deslizar inteiro para dentro dele.

Esperou um pouco antes de começar a se mover, mas quando o loiro começou a ir em seu encontro pedindo por mais, estocou com mais força, aumentando o ritmo alucinadamente. Jensen gemia, como se fosse a única coisa que ele podia fazer, e de fato era.

Não demorou a atingirem o orgasmo, e ele veio tão forte e avassalador que os corpos tremiam, beirando a convulsão. Misha retirou-se de dentro dele e sorriu, puxando o seu loiro para mais perto, fazendo-o se aconchegar em seu peito, mas dormiu antes que pudesse ouvir o loiro dizer que o amava.