Chapter 6
Já tinham se passado um mês que estavam juntos, e nada no mundo poderia expressar a felicidade que sentiam em estar tão completos um com o outro. West mais do que feliz não se agüentava no próprio corpo, Jensen fazia seu pai feliz e ele nunca tinha visto o moreno tão bem como ele estava agora.
Chegou em casa e jogou-se no sofá, ligou a TV, mas não prestou atenção ai que o objeto dizia. Sua mente vagava pelas tantas vezes que o professor Pellegrino tinha esbarrado neles, por coincidência.
Não acreditava mais naquele homem, talvez se ele pudesse fazer alguma coisa para afastá-lo de Jensen... Mas não podia fazer nada, porque agora, mesmo que Misha tivesse falado muitas vezes ao loiro, Jensen continuava amigo de Mark, mas qualquer podia ver que não era a posição de amigo que o professor queria.
Resolver ir até a cozinha, a garganta seca pedia por algum liquido qualquer um que fosse. Abriu a geladeira e sorriu ao ver uma jarra com um conteúdo laranja, sorriu ao ver o papel grudado no vidro do recipiente.
_Jensen... – sorriu balançando a cabeça ao terminar de ler.
Típico dele, deixar comida e suco naturais para o menino. Até parecia um pai coruja, porque era o que Jensen tinha se tornado pra ele. Saiu de seus devaneios quando escutou batidas na porta.
_Pois não, eu posso... – não terminou de falar ao ver o grande buque de rosas vermelhas, tinha um cartão com o nome de Jensen, e por Deus ele conhecia aquela letra, precisava esconder aquilo antes que o pai chegasse, mas onde esconderia? Aquilo parecia mais uma arvore do que um buquê!
Olhou o molho de chaves penduradas e arregalou os olhos, tinha esquecido que Jensen não tinha dormido ali a noite passada, então a chave do apartamento dele não estava lá pendurada.
Perguntou-se o porquê de Mark ter enviado um buque para Jensen, na casa deles, mas era obvio o bastante que ele queria fazer ciúmes para Misha. Pegou o enorme pacote e correu escada acima e jogou o buque embaixo da própria cama.
_West!
O menino se assustou ao ouvir o pai chamar, mas logo correu para baixo.
_Oi, pai! – jogou-se nos braços do mais velho apertando-o contra si. – Cadê o Jen? – perguntou vendo que o loiro não estava atrás do pai.
Misha deu uma risada e apontou na direção do apartamento do loiro.
_Será que eu posso ir lá falar com ele?
_Claro, e manda um beijo pra ele, é que eu vou precisar trabalhar, não terminei alguns relatórios, o escritório estava saturado de papeis hoje. – disse antes de sumir pela escada que levava ao quarto com uma xícara de café na mão.
West subiu as escadas também, e sem que o pai notasse pegou as rosas e saiu em direção ao apartamento do loiro.
_Jens! – chamou e logo o homem abriu a porta, com uma toalha enrolada no quadril e outra na cabeça, que West achou estranho, afinal, Jensen cortava os fios loiros em estilo militar, não tinha muito cabelo então. – O professor deixou isso aqui lá em casa. – disse estendo as rosas, que já estavam caídas e algumas quebradas. – Oh, me desculpe, eu tive que jogá-las embaixo da cama pro meu pai não ver. – disse, mesmo que não se sentisse arrependido ou culpado pelas rosas estarem daquele modo.
_Está tudo bem, West. – Jensen sorriu para ele. – Não tem problema, entra.
Eram 19hrs quando Misha bateu na porta do namorado, o loiro foi atendê-lo e não pode deixar de notar como o moreno ficava sexy de óculos, enquanto segurava alguns papéis nas mãos. Misha olhou pra ele por cima dos óculos e sorriu mostrando a gengiva.
_Ah... Tem um garoto chamando o West, ele disse que é algo como o trabalho de Geografia, ou sei lá... Eu não prestei muito atenção. – sussurrou a última parte e o loiro sorriu.
_West! – foi Jensen que chamou e logo o menino veio. – Você tem algum trabalho de Geografia para fazer?
West colocou a mão na testa e passou correndo pelos dois, dizendo que depois ou amanhã o pai de Jason, o amigo dele, o traria de volta. Misha com as sobrancelhas levantadas disse que tudo bem, e acenou para o filho que sumia com Jason para dentro do elevador.
_Eles crescem tão rápido! – brincou ainda encarando a porta do elevador que se fechava.
Jensen sorriu, e quando Misha voltou-se para ele viu o loiro o encarando de cima abaixo. Olhou para si mesmo, estava com uma calça jeans escura, uma camisa branca, estava descalço e de óculos, isso sem falar nos papéis que segurava.
Estava parecendo um nerd, totalmente parecido com o que algum dia fora, quando freqüentava a faculdade. Riu de si mesmo, mas parou assim que viu o loiro passar a língua pelos lábios. Oh meu Deus, ele sabia o que aquilo significava!
Jensen não demorou a puxá-lo para dentro, empurrou-o de encontro ao balcão que ficava próximo a porta e Misha soltou um suspiro alto. O loiro sorriu para ele enquanto abaixava-se lentamente.
_Sabe... – comentou encarando os olhos enevoados de Misha, através dos óculos. – Eu acho que você faz isso de propósito...
_O q-quê...? – a boca entreaberta deixou escapar as palavras fracas que ele se esforçou para conseguir formar.
Jensen puxou a camisa dele para cima, beijou o peitoral e foi descendo pela barriga, fazendo um rastro leve de saliva, Misha jogou a cabeça para trás o coração descompassado e a respiração ofegante, enquanto esperava a resposta.
_Isso... – disse o loiro abrindo o zíper devagar, os olhos de Misha cravado em suas ações. – Vir até minha casa...
_Mas... – ofegou forte quando a calça parou em seus joelhos. – Mas, eu... Eu sempre venho... – o loiro passou as unhas curtas pelas coxas peladas. – Aqui.
_É... Você sempre vem mesmo... – disse, e então passou a língua pela extensão do membro de Misha, ainda coberto pela box branca.
O moreno gemeu alto, as mãos seguravam fortemente o balcão e ele jogou a cabeça para trás mais uma vez, estava tão duro que se Jensen não terminasse logo com aquilo ele mesmo faria.
Sentiu as mãos fortes apertarem-lhe o quadril, os dedos puxaram devagar o elástico da cueca que logo cedeu escorregando pelas pernas torneadas encontrando a calça, que agora estava no tornozelo.
_Jens... – o nome do loiro lhe escapou da boca quando este lhe beijou abaixo do umbigo, o mais novo estava de joelhos, ainda completamente vestido.
Misha abriu os olhos, desapontado quando o loiro afastou-se dele. Jensen riu da cara de frustração que o moreno fazia.
_Eu já volto... – disse jogando um beijinho para ele antes de sumir no quarto.
Misha suspirou e riu sozinho. Tirou toda a calça junto com a cueca e caminhou para o quarto, não agüentaria esperar o loiro voltar, iria fazê-lo seu naquele instante, precisava fazê-lo seu, necessitava entrar naquele corpo e se sentir acolhido por ele. Queria sentir Jensen, queria fazê-lo urrar o seu nome, porque tudo o que precisava agora era de Jensen.
Entrou no quarto, procurando pelo namorado, completamente nu, entrou no banheiro que tinha lá, mas o loiro parecia ter sumido daquela casa.
_Jens? – chamou. – Onde você... Que diabos? – gritou quando sentiu algo empurrar-lhe para a cama.
Jensen estava por cima dele, estava esticado na cama com os braços abertos, com o loiro sentado em cima de sua barriga, e esse loiro tinha um sorriso muito sacana no rosto. Deixou a cabeça afundar no travesseiro macio enquanto aquela boca sugava a sua com desespero.
As mãos do loiro passeavam por seus braços, e não foi esforço algum levá-los até a cabeceira da grande cama. O loiro sorria durante o beijo, mas Misha só percebeu que tinha algo errado quando escutou um clic metálico e algo prendeu seus pulsos.
_Mas... Que porra é essa Jensen? – o olhar do moreno estava furioso, mas o loiro apenas gargalhou.
_Você vai gostar... Não se preocupe, eu vou fazer com você o que eu quiser... Você é todo meu Misha. – e o sorriso aumentou em sua face.
O moreno estava pronto para mandá-lo parar com aquela brincadeira de mau-gosto quando o loiro passou a língua por seu peitoral, chupando um de seus mamilos enquanto acariciava o outro com os dedos, mordeu de leve enquanto a língua ainda brincava com a auréola rosada.
Misha contorceu-se embaixo dele, sentindo a língua de Jensen caminhar para baixo, chegando em seu umbigo e umedecendo-o com a saliva. Olhou para baixo com dificuldade, o loiro lhe encarava com os grandes olhos verdes.
_Sabe, Misha... – comentou enquanto, de quatro em cima dele, enquanto pegava-lhe o pênis em uma das mãos o acariciando. – Desde a primeira vez que eu te vi, eu nunca pensei que você fosse o tipo de cara que se deixasse dominar...
Misha ouvia atentamente as palavras dele, mas não podia evitar gemer ao sentiu seu sexo crescendo pela constante masturbação.
_Dominar? – sussurrou meio grogue pela sensação que se alastrava em seu corpo.
_É... – disse dessa vez em seu ouvido.
O moreno jogou a cabeça pra trás sentindo um arrepio lhe cortar a espinha, por Deus, a voz de Jensen o estava enlouquecendo.
_Jens... – sussurrou.
Jensen sorriu, queria o moreno, mas queria que ele implorasse para fazê-lo seu. Continuou distribuindo beijos pelo corpo do moreno até chegar onde queria. Abocanhou o pênis do outro, chupava-lhe com vontade e Misha não duvidou, que se quisesse o loiro podia sugar-lhe a alma.
_Eu quero você, Misha. – disse rouco de desejo quando sentiu o pré-gozo do moreno em sua boca. – Me deixa ter você?
_Tudo o que você quiser Jens, tudo o que você quiser meu amor! – respondeu. – Mas eu quero poder tocar em você... – disse olhando para cima onde os pulsos estavam algemados na cabeceira da cama.
Jensen sorriu para ele.
_Claro. – disse pegando a chave e libertando o companheiro.
Beijaram-se avidamente, Misha segurando-lhe a face para que o loiro não desgrudasse dele, mesmo essa não sendo a intenção do loiro, tinha dito a si mesmo que nunca mais fugiria das mãos daquele moreno envolvente.
Jensen mordeu de leve o lábio do outro, fazendo um gemido manhoso escapar dele. Envolveu suas mãos no quadril do homem que agora pedia para que ele o fizesse seu.
_Eu quero você Jens... – sussurrou no ouvido do amado. – Eu preciso que você me faça seu.
_Eu prometo que vou ter o máximo de cuidado com você, meu amor. – disse. – Mas ainda assim isso vai doer, Mish...
Misha sorriu abraçando-o.
_Eu vou ficar bem... – disse olhando em seus olhos. – Porque é você... Eu sempre fico bem com você.
_Eu te amo, Misha. – disse pegando o lubrificante e espalhando no orifício apertado do moreno.
_Eu te amo, Jens... – disse e fechou os olhos.
Jensen o invadiu com um dedo, fazia movimentos repetitivos com o máximo de cuidado, tudo o que não queria era machucá-lo. Logo o moreno não se contorcia mais de desconforto, a dor de estar sendo aberto estava cedendo e dando lugar a um prazer, que apenas o único dedo que o loiro usava, não podia suprir.
_Eu... Preciso de... Mais! – sussurrou ofegante demais.
Jensen assentiu. Esparramou lubrificante no próprio pênis, tentando ao máximo não causar nenhuma dor ao moreno, que ali, deitado em sua cama, pedia por ele.
Posicionou-se e se empurrou devagar demais para dentro dele, viu Misha cerrar os dentes e apertar os olhos com força. Sabia o quanto doía, mas tinha certeza que podia fazê-lo esquecer esse incomodo primário, o faria gritar de loucura por tê-lo dentro de seu corpo.
_Eu te amo... – beijou-lhe os lábios. – Você é lindo... – disse ofegante, enquanto entrava nele um pouco mais.
_E-eu... Te amo também, Jens... – disse, sentindo o loiro completar-se dentro dele.
Jensen não se moveu, por mais que sua vontade e sua mente lhe mandassem começar a se movimentar como um animal, ficou lá, parado dentro dele, enquanto via o moreno começar a acostumar-se com a invasão.
Misha abriu os olhos depois de um tempo, e sorriu para os olhos verdes que lhe encaravam com uma preocupação visível. Beijou-lhe a ponta do nariz, e então desceu para sua boca, tomando-a em um beijo voraz, cheio de paixão e desejo.
_Vai, Jens... – disse.
O loiro pensou que só com uma estocada chegaria ao orgasmo, porque Misha era deliciosamente quente e apertado, sentia-se sendo esmagado por ele, e agradeceu por não gozar como um adolescente na primeira transa.
Começou a movimentar-se devagar, o moreno ainda fazia algumas caretas de dor, mas elas logo sumiram completamente, quando sentiu Jensen acertar em um ponto que lhe fazia ver estrelas,
_Jens! – gritou alto, tombando a cabeça para trás.
Misha enlaçou as pernas no quadril do loiro que agora se movimentava vigorosamente, entrando e saindo dele com força e rapidez. Misha gritava e logo seu gozo explodiu no próprio abdômen. Percebeu que foi capaz de chegar ao seu melhor orgasmo sem nem mesmo ser tocado por Jensen, porque tudo o que o loiro estava fazendo era estocá-lo forte e rápido.
_Oh meu Deus! – uma nova onda de sensações atingiu seu corpo fazendo-o derramar-se mais uma vez, enquanto sentia o loiro lhe inundar, o liquido quente escorrendo para fora de seu corpo, enquanto Jensen se retirava dele.
_Eu te amo. – disse o loiro deitando ao seu lado e puxando-o para si.
Misha bocejou, o cansaço tomando conta de seu corpo humano.
_Eu te amo, também. – respondeu logo caindo no sono.
Acordou as 2hrs da manhã para tomar um copo de água, estranhou quando olhou para o lado procurando o corpo moreno e não o encontrou, será que Misha tinha resolvido ir embora? Será que tinha feito algo errado?
Levantou-se às pressas e vestiu uma cueca branca que estava em cima do abajur, era a cueca de Misha. Saiu do quarto, logo passando pela sala para chegar à cozinha. Assustou-se ao ver o moreno sentado olhando um maço de rosas vermelhas todas destruídas que estavam em cima da mesa.
_Mish... – chamou. – O que você...
_Você saiu com o Mark? – o olhar se voltou para ele, à fúria naquele azul poderia ser comparado a um mar revolto em uma tempestade.
_Não, eu não...
_Não mente pra mim, Jensen! – gritou, jogando um bilhete na direção dele.
Jensen abriu o papel, vendo a letra bem desenhada do professor. 'Obrigado pela sua companhia Jensen, eu adorei te ver novamente', embaixo a assinatura de Mark.
_Eu não sei o que eu ainda estou fazendo aqui! – disse indo para o quarto.
Jensen o seguiu, viu o moreno pegar a camisa branca e colocá-la de qualquer jeito, ia avisar que estava do lado avesso, mas achou melhor não irritá-lo mais do que ele já estava irritado.
_Misha, me escuta... – começou. – Eu não...
_Onde está a minha maldita calça? – perguntou-se andando de um lado para o outro sem dar atenção ao loiro.
Jensen segurou-o pelo braço e o jogou na cama, o moreno arregalou os olhos encarando os verdes do loiro.
_Você vai me escutar agora, Misha! – disse o tom de voz autoritário fazendo subir um arrepio pelo corpo do moreno. – Se eu disse que não sai com o Mark, você acredita em mim! Você não me julga e nem dá ataques de desconfiança. É você quem eu amo, eu estou com você porque você é perfeito pra mim, eu nunca vou te abandonar, se eu quisesse ficar com o Mark eu estaria com ele, e não aqui, com você, implorando pra que você acredite que eu não tenho mais nada com ele.
Misha olhava espantado para Jensen, e antes que o loiro pudesse dizer que nunca pensaria em trocá-lo, ainda mais pelo Mark, o moreno retrucou.
_Mas e aquele maldito bilhete, hein?
_O que tem?
_O que tem? – perguntou tentando imitar a voz do loiro. – O que tem? Seu ex-namorado te manda rosas vermelhas com um cartão, agradecendo pela sua companhia e quando eu pergunto sobre o maldito cartão tudo o que você diz é 'O que tem?', sério? – levantou-se furioso. – Eu vou embora!
Saiu do quarto indo em direção a porta, puxava a calça para cima, mas antes que pudesse abri-la e sair do apartamento o loiro o segurou, trazendo-o para si.
_Eu não me encontrei com o Mark, Misha. – disse sério. – Eu esbarrei nele sem querer um dia desses e o ajudei com umas coisas que ele estava precisando. Só isso! – acariciou a face morena e sorriu ao vê-lo fechar os olhos.
_E por que não me contou?
_Porque ia acontecer exatamente o que está acontecendo agora, você ia ficar com ciúmes, quando não tem nenhuma razão para isso. – disse. – Eu sou apenas seu, Misha, de mais ninguém.
E então beijou o moreno, que retribuiu com amor. Assim que se separaram, Misha correu até a cozinha e Jensen ergueu as sobrancelhas. O moreno voltou de lá com as rosas na mão, abriu a porta do apartamento e jogou-as na primeira lixeira que viu, Jensen sorriu balançando a cabeça.
_Por que você fez isso? – perguntou querendo irritá-lo.
_Porque eu quis, porque você disse que era só meu, e enquanto eu estiver aqui, nenhuma coisa que pertence ao Mark vai ficar no seu apartamento. – disse entrando novamente.
_Eu não sabia que você era tão ciumento! – comentou divertido.
_Eu não sou ciumento, só cuido do que é meu! – disse e Jensen enlaçou-lhe o quadril.
_Então que tal você cuidar de mim um pouquinho agora?
O moreno sorriu safado e correu para o quarto, Jensen o seguindo. Fizeram amor mais uma vez e exaustos voltaram a dormir, dessa vez nada mais atrapalhou, porque não tinha nada que pudesse separá-los.
Misha acordou cedo para ir trabalhar, deixou o loiro dormindo e lhe deu um beijo antes de sair. Quando chegou ao seu apartamento estava vazio, com certeza filho tinha ido dormir na casa do amigo. Estava feliz, depois que Jensen entrou em sua vida tudo pareceu voltar ao normal como deveria ser uma família.
West tinha mais amigos que antes, ele e Misha conversavam mais agora e o moreno até sabia qual era a atividade preferida do filho: Xadrez. Foi uma noite que Jensen foi dormir lá e estava passando jogo na TV e ele perguntou se o filho gostava, West respondeu que não muito, que não sabia qual era a graça de ficar correndo atrás de uma bola, disse que preferia jogar Xadrez, e até ensinou ao pai algumas jogadas.
Saiu do banho sorrindo, encarou-se no espelho, o mesmo brilho inundava seus olhos azuis, o mesmo brilho que aparecia quando estava com ela.
Foi para o quarto e sentou-se na cama, olhou para o porta-retrato da esposa que sorria para ele.
_Oi, Vicky... – começou baixinho. – Eu espero que esteja tudo bem com você, eu estou indo muito bem, estou conhecendo melhor o nosso filho e... Eu conheci uma pessoa. – Misha pensou que o sorriso da esposa sumiria do porta-retrato, mas continuou lá, intacto.
Suspirou alto antes de continuar.
_Então... Eu sei que talvez eu devesse ficar mais tempo de luto, talvez eu nunca devesse ter seguido em frente, mas eu não podia acabar com a minha vida... Tem muita coisa que eu desejo fazer ainda.
Sentiu os olhos arderem, e uma lágrima solitária desceu pelo seu rosto.
_Eu... Eu nunca vou deixar de amar você, você me deu o meu bem mais precioso. – pegou o retrato de madeira. – Você me deu o West, e eu nunca poderia te agradecer por isso. E mesmo que pareça loucura de minha parte... Eu realmente acho que você também é responsável por colocar o Jensen na minha vida, então... Obrigado. Eu nunca pensei que eu poderia ser tão feliz novamente.
As lágrimas secaram, e ele colocou o porta-retrato na gaveta, logo a fechando, escondendo para sempre a face da ex-esposa de sua mente, ela não era mais necessária para ele, porque agora ele tinha Jensen.
_Obrigado, mesmo. – sussurrou para o cômodo vazio.
Sorrindo deixou o apartamento e o prédio, pegou o carro e seguiu para o trabalho. Estava na hora de Jensen conhecer sua família, estava na hora de Jensen se tornar seu para sempre.
Parou em frente a uma joalheria, e entrou com o sorriso largo mostrando a gengiva. Logo uma moça veio atendê-lo.
_Pois não senhor, o que deseja? – ela era muito alta e magra demais, mas o sorriso que ela estampava era cordial e bonito.
_Uma aliança. – disse, sorrindo ainda mais. – Eu vou me casar!
