Chapter 11
Jensen sorria grande ao colocar suas coisas na mochila que estava em cima da cama. Lembrava-se de Misha lhe dizendo o quanto o amava, e isso o deixava tão feliz que ele nem ao menos queria saber o motivo que tinha levado o moreno a mentir para ele.
_Oi. – disse Mark batendo de leve na porta aberta.
_Ah, oi, Mark. – respondeu sem desviar sua atenção da mala que estava quase pronta.
_Apressado em ir pra casa? – perguntou, e dessa vez Jensen olhou para o outro loiro vendo as profundas olheiras e as marcas recentes de quem tinha chorado há pouco tempo.
_Está tudo bem, Mark? – perguntou, ignorando a pergunta que o outro fez.
_Eu vou ficar bem, não se preocupe. – disse aproximando-se e sentando na beirada da cama macia.
_Eu sinto muito pelo Jared... Eu quero dizer... Sabe... – tentava achar um modo de não machucar Mark com suas palavras, sabia o quanto ele devia estar sofrendo.
_Está tudo bem Jensen, mesmo. – disse ele. – Eu sempre soube que não tinha chance alguma com o Jared...
_Isso não quer dizer que não dói, Mark. – retrucou enquanto sentava-se ao lado do amigo.
_Bem... Deixemos de lado as minhas perturbações. – disse. – Eu preciso te contar uma coisa da qual eu não falei antes...
Jensen o encarou com seus grandes olhos esverdeados, esperando que o outro continuasse.
_Você lembra o que eu falei quando você acordou pela primeira vez? – perguntou vendo os olhos do outro se tornar tristes.
_Sim. – disse, tentando entender no porque de Mark estar voltando naquele assunto tão doloroso.
_Eu disse que Misha estava apenas se divertindo com você, disse que você não significava nada pra ele... – disse.
_Isso acabou, Mark. – olhou o outro com esperança de que ele parasse de lhe torturar com aquelas memórias. – Eu não me importo mais com aquilo, eu estou com o Misha agora, é tudo o que me importa.
_Eu sei, mas eu não posso deixar minha cabeça me acusar toda vez que eu deito minha cabeça no travesseiro.
_Do que está falando?
_Eu não me lembro muito bem, pois já fez alguns meses, mas depois do acidente eu acusei Misha de ter matado a esposa, estava completamente fora de mim e me arrependo muito de ter dito isso, pois não era verdade.
Jensen tampou a boca com uma das mãos não acreditando na crueldade do outro.
_Você o quê? – perguntou, não conseguindo esconder sua indignação.
_Eu sei, o quanto eu fui cruel, mas eu estava fora de mim, e ainda pensava que estava apaixonado por você. Eu só quero esclarecer que depois que eu disse isso ele se sentiu mais culpado ainda e me pediu para dizer aquelas coisas a você.
_Mas... Por quê?
Ele não conseguia entender.
_Eu o acusei de quase provocar a sua morte também. – respondeu envergonhado. – Eu só...
_Você fez o quê? – Jensen levantou-se com raiva. – A culpa foi sua! Foi por sua causa que Misha se afastou de mim! Como você pode Mark?
_Sim, foi por minha causa, mas eu estou tentando consertar isso dizendo a verdade. – disse sentindo-se mal de repente. – Eu só quero deixar claro que Misha nunca quis se afastar de você, ele sempre te amou e só falou aquilo porque eu fui ridículo o suficiente para sentir inveja de um amor que eu nunca senti e que nunca vai acontecer comigo.
Jensen o olhou apavorado.
_Eu queria viver uma história como a de vocês... Eu queria ser especial para alguém. – disse sentindo-se a pessoa mais miserável do mundo. – Assim como você é especial para ele.
Jensen abaixou a cabeça e sentou-se novamente ao lado do outro.
_Me desculpe ser grosseiro, Mark. – disse abraçando o outro, sentindo o loiro fungar forte logo começando a soluçar. – Está tudo bem! Está tudo bem!
Mark agarrou-se mais a ele, com desespero de uma criança.
_Me perdoa, me perdoa, por favor, Jens.
Jensen fechou os olhos acariciando a cabeleira amarela do professor.
_Está tudo bem, eu perdôo você.
Assim que Mark ouviu os passos de Jared, desenroscou-se de Jensen e limpou a face, que ainda vermelha denunciava o choro desesperado ao qual ele havia se entregado.
_Eu preciso ir, Jensen. – disse saindo do quarto. – Obrigado por me conceder o seu perdão, diga a Misha que eu sinto muito e que eu não queria ter dito aquilo.
_Por que você mesmo não diz? – perguntou.
_Eu estou indo embora. – respondeu.
_Eu sei, mas não custa nada passar na casa de Misha para lhe dizer algumas palavras.
_Não, você não entendeu. – disse sorrindo.
_O que eu não entendi?
_Eu estou indo embora, Jensen. Eu vou para a Rússia, tenho uma proposta de trabalho lá. E não é como professor, tem uma escola de artes que está disposta a patrocinar meus quadros.
_Você vai embora? – a voz de Jared ecoou pela sala, assim como o barulho de cacos de vidro, do prato que o moreno segurava.
Jensen olhou os olhos do moreno que abobalhado parecia não acreditar nas palavras que escutara por acidente.
_Sim, estou indo amanhã, tenho que arrumar as minhas bagagens agora. Vou para a Rússia. – respondeu, e Mark sabia que se Jared pedisse que ele ficasse não pensaria duas vezes em atender ao pedido, mas sabia que isso nunca aconteceria.
_Mas a Rússia é muito longe. – disse, ainda sem se preocupar com os cacos de vidro que estavam espalhados pelo chão.
Jensen olhou de Jared para Mark, ainda sem entender o que tinha acontecido com o moreno para que ele estivesse falando aquilo, pois ele e Mark não eram tão íntimos quanto pareciam naquele momento, e Jensen sentiu-se um intruso naquela sala.
_Bom... Eu preciso ficar um pouco longe... – respondeu o professor. – Preciso colocar minha cabeça no lugar.
Jared assentiu, mas era claro que ele não aprovava aquele tipo de escolha e Jensen quase pode ver um brilho de angústia em seu olhar quando Mark cruzou a porta indo embora.
Jared olhava pra fora da janela e quando Mark passou em frente a ele, gritou lá de cima chamando a atenção de várias pessoas e também de Mark, que era com quem ele realmente queria falar.
_Você vai voltar? – gritou lá de cima sem conseguir se conter.
Viu Mark sorrir, olhando em sua direção.
_Sim, Jared. – respondeu, gritando também. - Eu vou voltar.
Viu o sorriso do moreno e seu coração acelerou grandemente, acenou para ele um tchau tímido e se foi, mas Jared ficou vendo-o ir embora, até que o corpo de Mark se tornou um borrão no meio da multidão que se movimentava na rua.
_Eu posso estar enganado... – começou Jensen, que se sentara perto dele. – Mas essa não foi uma atitude que um amigo teria, sabe... O grito desesperado para saber se ele voltaria.
_O que quer dizer? – perguntou ele ainda abobalhado.
_Nada... – e voltou para o quarto, sorrindo.
Misha passou na casa de Jared mais tarde para pegar as coisas de Jensen, e então os dois seguiram para a nova casa que Misha tinha comprado para viverem juntos.
Chegaram a casa e Jensen mal podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Tinha uma casa, onde viveria pra sempre com o homem que amava, até mesmo um filho tinha ganhado, e ele pensou que não merecia tudo o que a vida estava lhe dando.
Misha abriu a porta pra que ele entrasse, rindo do rosto abobalhado do namorado. O loiro entrou na sala vazia, reparando na cor branca das paredes, no detalhe das janelas, no chão de madeira.
_É tudo tão lindo... – disse baixinho, deixando sua mala escorregar pelo braço, indo parar no chão encerado.
Correu para a cozinha, olhando tudo com curiosidade, tinha apenas um balcão, e ele sabia muito bem de onde era aquela peça, riu encarando o moreno, que se aproximava dele.
_Eu conheço esse balcão. – disse.
_É? – perguntou o outro, fingindo não saber do que ele falava. – De onde?
Jensen riu e beijou-lhe a boca, sem dar a resposta, mas logo se desenroscou dele, subindo as escadas com rapidez.
_Onde é o quarto do West? – gritou lá de cima, enquanto Misha sorria para o nada e subia as escadas atrás dele.
_É o da direita. – disse ele apontando. – Ele tem alguma coisa contra a parte esquerda das coisas, sempre fica com o lado direito.
Jensen sorriu e entrou no quarto do menino, era o único cômodo da casa que já tinha uma cama e um guarda-roupa.
_O que você acha se a gente pintar alguns... – Jensen pareceu pensar um pouco antes de continuar. – Bem, ele gosta do Chaplin, não é? O que você acha da gente pintar ele em uma das paredes?
Misha sorriu abraçando Jensen por trás, afundando seu nariz no pescoço do outro, inalando o cheiro gostoso que o corpo do loiro tinha.
_Misha... – gemeu baixinho fechando os olhos. – West vai chegar, ele não pode ver a gente assim. – mas o moreno passou a língua pelo seu pescoço e ele perdeu a razão.
Virou-se para o moreno, enroscou uma das mãos no cabelo preto e puxou a cabeça de Misha para si a fim de juntar os lábios dele com os seus.
_Vem... – disse o moreno com dificuldade. – Está na hora de você conhecer o nosso quarto.
Pegou o loiro nos braços, mesmo que fosse menor que ele, era com certeza mais forte que o outro. Empurrou a porta com o pé, e Jensen arregalou os olhos ao ver uma manta branca cobrindo uma parte do chão, as pétalas de rosa vermelha espalhadas pelo chão e duas taças acompanhadas de uma garrafa de vinho.
Jensen olhou pra ele desconfiado e o moreno sorriu, enquanto o colocava sobre a manta.
_Você já tinha planejado isso, não é? – perguntou já sabendo a resposta.
_Nós precisávamos estrear a casa nova. – disse o moreno abrindo a garrafa de vinho.
Jensen sorriu, e pegou uma das taças que Misha lhe ofereceu. Tomou um gole, mas logo a deixou de lado para sentar no colo do outro. Acariciou o cabelo preto e olhou fundo nos olhos azuis.
_Você é tão lindo... – disse, embriagado pela essência do outro e Misha sorriu, corando. – E não digo apenas fisicamente. Você é lindo por dentro e por fora.
Beijou os lábios dele com calma e paixão.
Misha colocou sua taça no chão e agarrou-se ao quadril do loiro que lhe beijava a boca, agora com um pouco mais de desespero, como se necessitasse de mais e mais contato.
_Eu te amo. – ouviu o loiro dizer, depois de largar seus lábios por alguns segundos, para logo depois perder-se neles novamente.
Misha puxou a camisa branca do outro para cima, o livrando do tecido que não lhe permitia tocar a pele sardenta. Jensen ofegava em seu colo, gemendo em antecipação, pelo que viria.
Deitou Jensen no chão coberto, e ficou por cima dele. Tirou sua própria camisa com a ajuda das mãos desesperadas do loiro. Puxou a calça de Jensen para baixo junto com a boxer preta, livrando a ereção já pulsante do loiro.
Jensen abriu-lhe o zíper, mas logo desistiu de despir o moreno, ao sentir as mãos fortes dele em seu pênis. Gemeu alto e jogou a cabeça pra trás, deixando que Misha fizesse o que queria.
Sentiu a língua molhada envolve-lo e prendeu a respiração, Misha lhe sugava forte e logo ele não pode mais segurar os gemidos que lhe inundava a garganta.
_Miis... – e derramou-se na boca do outro, que engoliu e logo veio lhe dar um beijo.
Jensen ainda ofegava pelo orgasmo recente, quando sentiu os dedos de Misha lhe acariciando a entrada, sentia o gel gelado que o moreno passava a fim de facilitar a penetração que logo viria.
Sentiu-se ficar duro de novo apenas com aquele contato. O primeiro dedo do moreno lhe invadiu e ele abafou um grito de excitação.
_Jens... – disse o outro com a voz falha.
O loiro abriu mais as pernas e Misha encaixou-se no maio delas, invadiu o outro com o segundo dedo e logo Jensen rebolava, buscando mais contato com ele.
_Misha... Eu preciso. – disse ofegante, e então sentiu os dedos do moreno deixar o seu corpo.
Suspirou, enquanto o via colocar suas pernas em volta do quadril. Sentiu o moreno forçar a passagem para entrar em seu corpo, e mesmo sentindo um pouco de dor tentou ao máximo relaxar.
_Está... Tudo bem?
E Jensen viu naquela pergunta o quanto Misha controlava-se para não machucá-lo, deu um sorriso apaixonado e confirmou, enroscou seus braços no pescoço do outro e antes que o moreno pudesse fazer qualquer movimento, empurrou-se de encontro a ele, sentindo pênis de Misha entrar forte em apenas uma estocada.
O grito de prazer que o moreno soltou, o fez gemer baixinho, o corpo formigando como se estivesse prestes a gozar novamente, e não pode deixar de se senti um adolescente na primeira transa.
_Eu quero ficar com você pra sempre. – disse para o moreno, e recebeu um beijo apaixonado como resposta.
Misha começou a movimentar-se, forte e fundo, do modo como Jensen gostava. Ouvia o loiro gritar e se contorcer embaixo de seu corpo e sorria. Aumentou o ritmo, ouvindo os gemidos aumentar a freqüência à medida de suas estocadas naquele corpo tão quente e apertado.
Beijou a boca carnuda, beijou o pescoço e os ombros sardentos, não tinha uma só parte de Jensen que ele não quisesse beijar e conhecer.
_Eu... Te amo... Tanto... – disse com dificuldade.
Sentiu Jensen apertar-se ainda mais em volta de seu pênis e não agüentou, logo se derramando dentro dele, ao mesmo tempo em que o loiro gozava, sem nem ao menos sem tocado.
Deitou-se ao lado do loiro, o quarto cheirando a sexo. Sentiu Jensen agarrar-se a ele, descansando a cabeça em seu peito, que subia e descia a respiração ainda desregulada pelo orgasmo recente.
_Eu tenho uma pergunta. – disse.
_Pergunta? – e sorriu ao ver o outro encará-lo com os olhos sonolentos.
_É. – disse o moreno desvencilhando-se dele e ouvindo um gemido de protesto.
Jensen obrigou-se a sentar enquanto via Misha caminhar totalmente nu em direção à própria calça que estava jogada em um canto qualquer do quarto. Viu-o tirar um objeto pequeno de dentro de algum bolso, mas o moreno logo escondeu a mão onde estava o objeto que tinha ido pegar.
Misha sentou-se de frente ao loiro, olhando nos olhos verdes com uma paixão imensurável e sorriu.
_Eu sei que não faz tanto tempo que estamos juntos, mas nesse pouco tempo passamos por tantas coisas juntos que se alguém me perguntar se é isso mesmo que eu quero, eu responderia com certeza absoluta, que essa é a vida que eu sempre quis pra mim.
Jensen o olhava com curiosidade, mesmo sem saber o porquê de Misha estar falando aquilo pra ele.
_Por que está dizendo isso? – finalmente perguntou.
_Porque eu quero saber se é assim que você se sente também, eu quero saber se essa é a vida que você quer. Ficar do meu lado pra sempre.
_Claro que eu quero ficar com você. – sorriu.
_Então... Casa comigo. – pediu mostrando a caixinha de veludo preto, que continha duas alianças douradas.
Misha viu os olhos verdes encherem-se de lágrimas, e logo os braços de Jensen agarraram seu pescoço, o loiro soluçando forte enquanto acariciava seus cabelos.
_É claro que eu me caso com você! – disse ainda jogado nos braços do outro.
Misha sorriu e fechou os olhos, deixando-se aproveitar aquele momento tão especial.
Um ano depois.
O loiro abriu os olhos e sorriu instantaneamente, esticou a mão esquerda para ver o anel dourado e brilhante que agora tinha no dedo anelar. Ainda não acreditava que estava casado.
Virou-se de frente para Misha que ainda dormia. O moreno tinha uma das mãos em cima do peito e a boca aberta enquanto ressonava baixinho. Jensen sentiu o sorriso crescer em seu rosto, nunca se cansaria de olhá-lo.
Levantou-se devagar, tudo para não acordá-lo. Tomou banho, arrumou-se e saiu do quarto, logo indo ver se West ainda dormia. Quando abriu a porta do quarto do menino com o máximo de cuidado o viu acordar.
West sentou-se, esfregando um dos olhos.
_Bom dia, pai. – disse.
_Bom dia, querido. – respondeu sorrindo. – Tome um banho rapidinho e desce pra tomar café, nós precisamos ir buscar o bolo. – disse ele, olhando para o corredor, com medo que Misha pudesse acordar e escutar sobre o que eles falavam.
_Oh! É mesmo. – levantou-se rápido indo ao banheiro.
Jensen desceu as escadas, e enquanto arrumava a mesa para o café, pensava em como a vida tinha mudado. Agora ele tinha uma casa, tinha se casado com o homem que amava, tinha um filho, tinha começado a fazer faculdade e não podia estar mais feliz por seus amigos.
Jared e Genevieve estavam esperando o primeiro filho, Mark estava voltando pra casa, Jim que tanto lhes ajudara nesse tempo todo estava mais feliz ainda com Samantha, os negócios na empresa de Misha estavam ótimos e o valor deles na Bolsa de Valores apenas crescia, sem falar nas três filiais que tinham construído pelo país.
Misha e Mark tinham se tornado amigos desde a última vez em que se falaram, e Misha agora patrocinava a arte do outro loiro. Estava tudo em paz e harmonia.
Jensen suspirou e logo ouviu o menino ruivo descer as escadas com cuidado para não acordar o pai, que ainda dormia feito uma criança. West tomou a vitamina que Jensen sempre preparava pra ele de manhã, e disse que estava pronto.
Saíram e logo Jensen ligou para Jim, avisando que estava tudo pronto e que aquela era a hora dele entrar em ação. O velho confirmou e logo o celular de Misha tocava despertando o moreno.
_Misha falando. – atendeu ainda de olhos fechados, mas logo arregalou os olhos ao passar a mão do lado vazio da cama, onda Jensen deveria estar.
Olhou o relógio e assustou-se ao ver que eram 13hrs15.
"_É o Jim." – a voz rouca do homem se fez ouvir. "– Eu preciso que você dê uma passada aqui na empresa."
_Hoje é domingo, Jim. – disse ele levantando-se e inspecionando todos os cômodos da casa a fim de encontrar o loiro e o filho, que também tinha sumido.
Estava na cozinha quando viu o papel pendurado na geladeira.
'Estou no mercado com o west não queríamos te acordar. Beijo, Jensen. '
"_Misha?" – a voz de Jim parecia irritada do outro lado do telefone. " – Você está me ouvindo?"
_Desculpe, Jim, o que foi? – perguntou dessa vez prestando atenção no outro.
"_Um processo, é o que está acontecendo!" – disse o outro impaciente. " – Estão nos processando por fraude!"
_O que? – Misha parecia bravo e Jim, pensou que era melhor ter inventado outra coisa para tirá-lo casa. – Eu estou indo pra lá agora.
Arrumou rápido e saiu de casa.
"_Ele saiu, e eu só espero que ele não me mate por essa mentira." – Jim avisou para Jensen pelo telefone, o loiro sorriu e agradeceu a ajuda do outro.
Jared já tinha ido para a casa do amigo, com mais algumas pessoas que eram amigas do casal, eles ajudariam a arrumar a festa. Tinham duas ou três horas para deixar tudo arrumado, porque esse era o tempo que Misha levava de casa até a empresa, se o transito ajudasse talvez tivessem um pouco mais.
Jensen chegou um pouco depois com um bolo enorme, West ajudava carregando algumas bandejas de doces e salgados, Mark vinha logo atrás com mais bandejas e Jared pensou que talvez estivesse tendo um ataque porque suas pernas não paravam de tremer. Assim que Mark livrou-se das bandejas Jared jogou-se nos braços dele, apertando forte o loiro.
Mark sentiu-se flutuar, o cheiro de Jared impregnando seus sentidos, e mesmo que por todo esse um ano e meio ele tivesse se preparando para quando encontrasse com Jared, não lhe vinha nada na cabeça que pudesse fazê-lo lembrar das próprias lições sobre não ficar suspirando como uma garotinha apaixonada.
_Eu senti sua falta, professor. – disse o moreno ainda sem largá-lo.
_Eu também. – retrucou o outro, mas desvencilhou-se de Jared assim que percebeu o olhar de Genevieve sobre eles. – Puxa... Você vai ser pai. – comentou realmente maravilhado e Jared sorriu orgulhoso.
_É vai ser um menino bem bonitão, vai arrasar corações. – disse convencido e Mark sorriu bobo com as covinhas do outro.
Genevieve se aproximou deles, cumprimentando Mark com certo desagrado, pois não gostava dele, Jared só falava dele quando estavam juntos, dizendo o quanto Mark era uma pessoa incrível, tinham até mesmo brigado por causa do loiro uma vez, mas então ela descobriu estar grávida e então o moreno casou-se com ela, dizendo que não faltaria com os deveres de pai.
Ouviram quando Jensen pediu silencio a todos, e logo o carro de Misha estacionou na frente da casa.
_Mas que porra, eu vou matar aquele... – ouviram Misha xingar enquanto rodava a chave na fechadura.
Assim que o moreno entrou na sala deu de cara com todos os seus amigos, estavam todos lá, até mesmo Mark. Viu Jensen com um avental, que logo foi arrancado e sorriu bobo, nunca tinha ganhado uma festa surpresa.
_Feliz aniversário, Misha! – as vozes misturavam-se, mas a alegria contida nelas não se deixava passar despercebida.
O moreno sorriu maravilhado, e logo sentiu os braços de Jensen se enroscarem nele.
_Feliz aniversário, amor. – disse baixinho lhe dando um beijo.
_Obrigado. – disse ainda parado na porta.
_É uma pena que seus pais não puderam vir.
_Está tudo bem, querido. Nós podemos visitá-los no fim de semana. – e sorriu ao ver que o marido também sorria.
West também veio lhe dar os parabéns, mas logo sumiu entre os amigos do pai segurando as mãos de Jéssica. A menina tinha os cabelos bem loiros e enrolados, os olhos bem azuis e os pais do menino tinham se maravilhado com ela assim que a viram.
Logo Misha tinha cumprimentado a todos, e a festa ficava cada vez mais animada. Jared e Mark tentaram, sem sucesso, cantar uma música no karaokê, mas mesmo assim receberam alguns aplausos da platéia.
Eram 19hrs 57mim quando as pessoas começaram a ir embora. Misha agradecia pela presença de todos e Jensen jogou-se no sofá, cansado demais pra ficar de pé.
Jared convidou Mark para passar a noite na casa dele e de Genevieve, já que ele não ia querer ficar lá com Jensen e Misha. West tinha ido dormir na casa de um amigo, que morava perto da casa de Jéssica, então assim que algumas pessoas começaram a ir embora o ruivo também saiu com a menina para levá-la para casa.
Misha fechou a porta despedindo-se de Jim e Samantha que foram os últimos a sair. Sentou-se ao lado de Jensen no sofá depois de fechar a porta.
_Obrigado. – disse beijando a cabeça loira.
_Você mereceu. – retrucou o outro rindo.
Ficaram olhando-se por algum tempo, Misha acariciava de leve a face do marido, beijou-lhe com amor a aliança que Jensen tinha no dedo.
_O que você acha de tomarmos um banho? – perguntou e o loiro acenou que sim com a cabeça.
Misha sorriu, e logo Jensen sentiu-se ser levantado do sofá pelos braços fortes do marido. Agarrou-se ao pescoço dele, enquanto Misha caminhava em direção as escadas.
_Vai ser sempre assim? – perguntou, com os olhos verdes cravados no rosto bonito do outro.
_Sim. – respondeu o outro. – Se depender de mim é assim que sempre vai ser.
E Jensen sorriu, aconchegando-se mais ao outro. Era assim que ele queria que fosse.
Ele e Misha, pra sempre. Juntos.
N1: Sobre o Mark e o Jared, eu devo dizer que deixei pra vocês decidirem, se vai ou não rolar algo entre eles, então depende da imaginação de vocês =D
N2: Obrigada a quem acompanhou essa fic, eu nem sei como dizer o quanto que os reviews que vocês deixam me fazem feliz. Então obrigada, mesmo. Até a próxima =*
