IV
Antes de, enfim, conseguir processar direito a informação em sua mente, Közi teve de respirar algumas vezes. Ele estava lhe chamando pra ir ao camarim...!
Para quê...?
De repente, o que ele tanto almejava se colocava de maneira bastante viável: não era impossível que Mana o estivesse chamando pra... um "revival"!
É...! Poder transar com o Mana afinal, dizendo o nome dele... pra ele! Não pra alguém que apenas lembrava a ele!
Mas de repente, sentiu medo... sim, sentiu medo, pois Mana, ao contrário dos demais, era importante para si... e, ironicamente, ele, que transava com pessoas desconhecidas sem apego algum e sem dificuldade alguma, de repente... se viu com receio de transar com o cara que um dia fora seu namorado. Justamente porque fora seu namorado!
Mas enfim...! Algumas oportunidades aparecem somente uma vez na vida... se ele não aproveitasse, era capaz de nunca mais ter alguma chance com ele...!
Respirou fundo e lá foi. Da mesma forma que fora bem recebido no camarote VIP, a porta do camarim de Mana se abriu a si sem dificuldade alguma. Só que, para a surpresa de Közi, o ex namorado não estava sozinho.
Lá no camarim ocorria uma espécie de "festa particular". Estavam presentes os membros do novo projeto de Mana, bem como mais alguns da equipe técnica. Közi se sentiu meio constrangido, uma vez que daquele povo todo, só conhecia a Mana...
Reverenciou-lhes cordialmente e foi sentar perto de Mana, o qual ainda estava com a roupa do show, as pernas elegantemente cruzadas mesmo enquanto bebia cerveja.
- E então, Közi? Que achou da apresentação?
- Caramba, cara! Me surpreendeu muito! Você realmente ainda tem muito daquilo que te motivou na adolescência, uhn...?
- Demais. Às vezes acho que o tempo passa e eu continuo o mesmo...
- Pois continua! E olha, tem uma grande qualidade o teu trabalho. Difícil ver aqui no Japão um show gótico tão bem feito!
- Obrigado...
Mana baixou as pestanas e desviou o olhar, bebericando da cerveja. Hum... qualquer um que olhasse aquilo mal diria que ele e Közi já haviam tido uma grande liberdade um com o outro, inclusive sexual...
Mas era daquele modo que as coisas andavam. Aquele reencontro, após um ano de contato zero, era realmente meio complicado.
Ficaram em silêncio por mais um tempo, bebendo a cerveja... quando Közi enfim se manifestou, sendo o mais extrovertido de ambos.
- Ah, cara... né por nada, mas durante o show eu já bebi pra cacete... e agora tou bebendo mais...
- Ora... você sempre foi de beber mais do que isso, Közi!
- Eu sei... mas hoje eu tou de carro, sabe como é...
- Ahn...? Não é problema! Veja, hoje quem me trouxe aqui foi o "staff" da produção. Eu não estou com meu carro aqui hoje. Como sempre, bebi menos que você. Logo... eu posso levar você no seu carro. Isso se deixar...
- Hum... ah, não é má ideia...
- Aí a gente dá uma passadinha lá em casa...
- Hun? Não vai ficar tarde não?
- Eu tenho quarto de hóspedes, esqueceu?
- Ah... eh, cara, mas tu não se importa de eu dormir na tua casa...?
- Claro que não...! Já nos conhecemos há tantos anos, Közi... não há cerimônias entre a gente!
O outro se surpreendeu. Mana estava realmente dando uma abertura bastante grande a si...! Portanto, como resposta, ele apenas acenou com a cabeça afirmativamente... e sorriu.
No resto da "festinha", as pessoas presentes cumprimentaram a Közi como se ele fosse uma celebridade - "o cara que fundou o Malice Mizer junto com o Mana, vejam só!" - e ele não gostava muito dessa exposição... mas de qualquer forma, não chegava a ser mal educado. Apenas não curtia ser o centro das atenções daquela maneira... em qualquer outro âmbito que não fosse o palco, não curtia muito exposição. Podia não parecer, mas o "esculachado" do Közi também tinha sua parcela de timidez...
Não muito depois, a festinha enfim findou. Todos se cumprimentaram e foram embora. No final, ficaram apenas Közi e Mana no camarim.
- Közi, eu vou fazer o seguinte... tomar um banho, tirar toda essa roupa e essa maquiagem, e depois te levo pra casa. OK?
- Ah, tudo bem...
- Não demora nada! Eu tenho experiência com essas coisas... você sabe disso!
O outro sorriu. É... Mana tinha desenvoltura com maquiagens e roupas, mesmo as mais complicadas, de maneira mais hábil que muitas mulheres...
Közi ficou ali, no sofá, cismando com seus botões... e ouviu o barulho da água do chuveiro cair... antigamente, quando eles eram namorados, tomavam banho juntos após os shows... e quantas vezes não rolara alguma coisa a mais no chuveiro mesmo...
Tinha de parar de pensar naquilo. Ia dormir na casa do ex, logo não podia sequer dar mostras de que tinha algum desejo por ele... ou isso poderia afastá-lo ainda mais.
Logo, Mana saiu do banho. Estava arrumado, cheiroso, os cabelos lavados e caindo atrás de suas costas. Nem parecia o roqueiro de cabelo armado de antes...
- Vamos...?
Közi acenou que "sim" e eles saíram afinal.
OoOoOoOoOoOoO
Ao chegarem na casa de Mana, o mesmo estacionou o carro e, educadamente, entregou de volta a chave ao amigo. Közi agradeceu com a velha reverência dos japoneses e entrou na casa de Mana.
Aquela casa... lhe fazia memorar tudo que vivera antes. O cheiro... os móveis... tudo. Era tão bom...
Para tentar desconversar, até pra não demonstrar aquele apego, começou a falar de outras coisas.
- Cara, você dirige muito bem! Direitinho, sem aquelas bagunças todas que eu faço quando pego no volante...
Mana riu.
- Tem razão. Mas é de cada um... dizem que a personalidade de uma pessoa pode ser vista atrávés da maneira que ela dirige, não...?
Közi sorriu de volta. Enfim, sentou-se no sofá. Não sabia se estava mesmo disposto a dormir naquela casa...
Mana foi até a cozinha, e voltou trazendo... cerveja. Közi nem acreditou.
- Cara... isso não vai dar certo! Já bebi pra cacete no show, na festinha... e agora isso!
- Não tem problema. Está em minha casa, qualquer coisa te dou um remédio pra ressaca amanhã...! A não ser que tenha compromisso!
- Não, não tenho... já entreguei a minha parte do trabalho pros caras, hahahaha! Mas é isso aí, cara, acho que estou me transformando numa pessoa mais responsável. Há uns tempos atrás eu jamais rejeitaria cerveja, por mais bêbado que estivesse...
Mana sorriu e lhe entregou a cerveja. Em seguida, sentou ao lado dele no sofá e começou a beber a que trouxera para si. Por alguns instantes, ficaram sem assunto... mas Közi logo iniciou um, como bem era de sua índole.
- Mas e então, cara? Pretende expandir esse projeto pro exterior mesmo?
- Ah, sim... claro. Como você disse anteriormente... aqui no Japão parece que os ânimos pra gótico não são os melhores...
- Verdade. Mas aí, cara... tem saído com alguém?
Pronto. A língua sem tramela do Közi enfim falara besteira! Também, quem é que mandava beber tanta cerveja...?
Um pouco desconfortável, Mana se encolheu em seu assento do sofá, não sabendo muito bem como responder àquilo... mas resolveu ser sincero.
- Eu não tenho saído com ninguém...
Falar aquilo pro ex namorado era, realmente, estranho... dado que por seis anos ambos foram monogâmicos um com o outro - coisa rara entre homens... dado que muitos "prometiam fidelidade", porém cumprir que é bom, nada. No entanto, no caso deles, fora verdadeira... pois se amaram tanto e se davam tão bem, que não sobrava espaço para desejos fora do relacionamento que tinham...
E Közi lhe vinha com aquela. Como se pouco se importasse, como se nem ligasse... se ele estivesse saindo com outras pessoas.
A reação do ex amante foi, a si, ainda mais surpreendente:
- Ih, e por que não? Vá curtir a vida, cara... tinha tanta mulher no teu show...
- Közi, eu não curto mulher...!
- E já experimentou pra saber se não curte mesmo?
Mana se encolheu ainda mais no assento. Közi, no entanto, continuou com a verborragia, estimulado como estava pela bebida:
- Ih, cara, não carece esconder nada dessas pernas aí não... só se estiverem muito diferentes do que estavam há um ano! Porque você sabe, né... já cansei de ver tudo isso daí! Hahahahaha! Ah, liga não... tou chapado! Não falei? A cerveja não ia fazer bem...!
Mana estava visivelmente constrangido, e Közi percebeu. Decidiu, portanto, tentar se desculpar:
- Foi mal, cara. A minha língua já é solta sem cerveja... com cerveja então... fudeu! Mas é verdade... não precisa ter vergonha de mim!
Mana sorriu de leve, mas não se "desencolheu" do assento.
- Eu sei... mas sabe como é... não somos mais namorados.
- É... é uma merda, mas enfim...
- Por que, "uma merda"...? Se foi você quem quis assim...?
- Ah... cara, né por nada, tivemos uma noite ótima... um show foda... voltamos a ter contato agora há pouco tempo... não tou a fim de me aborrecer agora...
- Mas você fala como se quem tivesse terminado o relacionamento fosse eu...!
- É... mas a gente faz certas merdas na vida, né?
Mana, apesar da bebida, estava bem consciente. E por isso mesmo, não estava gostando nada do rumo que aquela conversa estava tomando... até porque ele tomara, no começo, a decisão de ficar longe do então ex namorado com a finalidade de não se magoar... adorava ele, havia aceitado aquele término contra a sua vontade... e quando Közi quis voltar, o rechaçou justamente por não conseguir confiar mais...!
E agora aquilo!
Um ano depois, quando as dores pareciam estar arrefecidas - ao menos um pouco - ele ficava retomando esses assuntos!
Não, mil vezes não! Não ia voltar com ele, por mais que ainda o amasse, o desejasse... porque enfim, ele precisava aprender... que não se desfazia de um amor como o deles por puro capricho, como se fosse brincadeira!
Só que ele se achava forte o suficiente para chegar perto do fogo... sem se queimar...
Pois afinal de contas, quisera afinal reatar aquela amizade... não achava que ficava bem continuar de relações cortadas com um amigo tão antigo, a pessoa com quem literalmente se lançara no mundo da música... mas...
Mas como deixar de sentir tesão por aquela voz¹? Como não sentir vontade de tê-lo de volta, se passaram nada menos do que seis anos se amando - e claro, transando - de maneira tão franca?
Era difícil... nunca mais seriam os mesmos, e sabiam daquilo.
Coçou a cabeça e tentou mudar de assunto... mas Közi continuou naquilo, entre um e outro gole de cerveja:
- É, cara... é isso aí. Mas e agora! Bem, eu poderia certamente culpar a cerveja por isso... mas não. Não posso culpar a cerveja por isso, pois a bebida só nos faz dizer o que já queremos normalmente... só solta as travas. Mas é isso... eu não posso evitar dizer que ainda tenho um tesão do cacete por você... que você estava divino naquele palco... mas, né... sabe como é... eu sei que amanhã vou me arrepender de ter dito tudo isso... mas é, disse! Disse, pronto, disse! A gente, quando era amigo, e mesmo quando era namorado, nunca teve segredos um com o outro... e é isso, não dá pra manter esse segredo também.
- É... eu sei. Não o culpo por isso... somente te peço, Közi... que não fique tocando nesses assuntos.
- Ah, cara, foi mal... é que eu... sabe como é... eu não tenho papas na língua... é uma merda, sabe... mas vou tentar não falar mais nisso, entende?
- Até porque tem certas coisas que você não precisa falar...
- Hun? Como assim?
- Por exemplo... você está cheirando a mulher...
- Ahn...? Como assim, cheirando a mulher?
- Não sei te explicar. Mas o feromônio de mulher é diferente... e eu reconheço.
- Mas se tu não sai com mulher... como que reconhece?
- Não precisa sair com mulher. A minha gerente é mulher. Na rua passa um monte de mulher toda hora. Minha mãe é mulher, minha irmã é mulher. Dá pra reconhecer os feromônios mesmo sem ir pra cama com elas.
- Ah, é...? Que coisa, nunca prestei atenção nisso! Mas eh, cara, nariz bom, hein!
- É... é bom, porque eu o treino bem pra temperos...
- Hun... na época em que a gente namorou, você reconhecia também os meus feromônios? Hein?
Mana se sentiu, de novo, constrangido com aquilo. Közi percebeu, e decidiu parar de falar...
- Ah, cara... que merda, deixa eu ficar quieto... mas então, cara... ainda tem aquele quarto de hóspedes?
- Sim... é no mesmo lugar.
- Porra, depois de tanto tempo continua no mesmo lugar? Hehehehehe, passou tanta coisa, né? Foi ali que... que eu briguei com o Gakuto por ele querer te iludir.
- É... e foi ali também que o Yuki me pediu pra não colocar a banda em hiatus.
- Ele pediu, foi?
- Pediu. Mas a situação já não dava mais...
Közi coçou a cabeça. Se assuntos de ordem sentimental ou sexual constrangiam a Mana, a si lhe constrangia muito mais falar daquele hiatus. Afinal... ao que parecia, o término dele com Mana fora o estopim para isso acontecer. Havia muitos problemas com a banda, mas o término deles... fora simplesmente a gota d'água.
- É, eu entendo... e apesar de estar feliz no trabalho em que estou, mesmo assim... sinto saudades daquele tempo.
- Eu também... mas... tudo tem seu tempo nesta vida.
O que ocorreu em seguida fora inexplicável. Mais tarde, nenhum deles saberia quem começara, porém simplesmente aconteceu.
Quando deram por si, ambas as bocas estavam coladas, os braços enlaçando o corpo um do outro... e em seguida, as línguas se encontraram e se entrelaçaram, após tanto tempo separadas...
Mana se surpreendeu com seus próprios pensamentos. Ora... acabara de dizer a si mesmo em pensamento que não desejava retornar com ele...! E o estava beijando! Mas o que era aquilo...? E o pior... é que gostava! Gostava loucamente, e o queria, e o cheiro de seu corpo... os feromônios, como bem dissera antes...
Mas não podia. Não, não podia! Közi não podia se aproveitar assim de si, nem ostentar esse "troféu" de ter levado o ex pra cama...! Troféu esse que Gackt nunca pudera se orgulhar de ter!
- Hum... Közi... Közi, não... eu não quero!
Ao ouvir aquilo, Közi, o qual estava adorando beijar a Mana na boca e enfim extravasar aquela vontade louca que tinha do ex, acionou sua racionalidade. Apesar do desejo, apesar do tesão, ele parou. Pois se Mana não quisesse... e ele continuasse... ia por tudo a perder. E aquele reencontro já havia sido tão difícil de acontecer...
- Aí, cara, foi mal... foi mal mesmo, poxa... acho melhor eu ir dormir logo, antes que faça besteira pior... se me permite, vou escovar os dentes antes e tirar essa maquiagem da cara, tá bem?
Mas Mana não respondeu, justamente porque estava confuso.
É... estava confuso, parte pela cerveja que bebera, parte pela revolta que o tomava, e parte pelo tesão que aquele beijo ocasionara em si.
O tesão e a cerveja eram óbvios. Mas a raiva... ora, a raiva era um processo que se instalara em seu coração aos poucos, ano após ano, e estava culminando naquilo afinal.
Naquilo. Ora, ele fora fiel a Gackt e depois a Közi. E fora traído por um e abandonado por outro. Nunca fizera sexo casual na vida. Sua vida sexual havia sido, até então, quase como a de uma "moça de família".
E pra que? Pra ser apenas pisoteado. Não estava sozinho, sem ninguém? Hã? Que ganhara com aquilo? Nada! E continuava sem ganhar.
E às vezes uns Fulanos, que comiam todo mundo, que ficavam com todo mundo, conseguiam amores duradouros...!
E ele ali, sem ninguém, tendo um escrúpulo danado em sequer beijar o ex... mas por que, afinal?
É. Por que?
Ele não era religioso. Não havia feito voto de castidade nem nada. Podia ser meio sensível em relação a manter relações sexuais com qualquer um, mas... ora, todo homem que ele conhecia saía em casual quando solteiro! Por que ele não?
E ele só via pontos positivos em sair com o Közi ali. Sabia que eles tinham uma boa química sexual, dado que tiveram muitas transas juntos quando namorados. Sabia que, se saísse com ele, ia gozar bem gostoso... e só de pensar isso, sentiu um arrepio quente percorrer sua espinha...
- Hein, Mana, me deixa escovar os dentes?
De resto, se Közi tratasse aquilo como "apenas casual", ele também trataria. Qual o problema afinal? Dava um picote com ele e pronto... e no dia seguinte demonstrava que havia sido isso mesmo: só um pícote!
Mas e o cheiro de mulher?
Será que ele estava comprometido...?
Pois não quis nem saber. Jogou tudo pro alto mesmo. Quando Gackt o traíra, quando Közi o deixara, nenhum dos dois quisera saber de seus sentimentos. Por que, então, ficar com dó da mulher que estava com ele?
Por isso mesmo, no segundo seguinte, Közi se viu tomado para um beijo intenso e forte. Sem mais cerimônias, Mana deitou no sofá e trouxe o outro para cima de si com os braços...
De início, Közi demorou a reagir. Que era aquilo...? Mana havia acabado de dizer que "não", e então... aquele beijo! Aquele agarrão! Que coisa!
- Hun... Mana...
O crossdresser mal o deixava falar. Toda aquela timidez, aquela coisa de se "encolher no sofá", tudo isso fora repentinamente substituído por uma libido sem precedentes. Sem que pudesse controlar, Közi passou a sentir as mãos do companheiro passearem por seu corpo - e depois começarem a tirar sua roupa... assim, sem nenhuma palavra.
- Mana...
- Cala essa boca e me come logo...!
Mais uma surpresa. Céus, como ele estava...! Mas... será mesmo que Mana estava certo de... tudo aquilo que fazia?
- Un... Mana... você tem certeza de que quer isso...?
Sem dizer nada, Mana simplesmente tomou a mão do ex namorado e a colocou... no meio de suas pernas. Közi pôde sentir já um começo de ereção nele...
- Será que isso responde a sua pergunta...?
Aquilo foi demais para ele. Como estava com uma saudade doida daquele corpo, daquele homem, daquele tudo... não tinha mais porque resistir. Arrancou o resto da roupa, retirou também a roupa dele e o beijou voluptuosamente... acariciou sua pele macia, sentiu o cheiro gostoso do perfume dele misturado a seu cheiro natural... hun...
Beijou seu pescoço, chupou seus mamilos devagarinho... depois foi para seu ventre, acariciando-o na parte interna das coxas... e enfim o chupou bem gostoso no membro, como sonhara tanto em fazer naquele período de separação, e não fizera.
- Huuuun, Közi...! Oh, Közi...!
Era tão bom ouvir ele gemendo de novo...! Ele, e não uma mulher avulsa...! Era seu Maninha, seu amorzinho, ali consigo afinal...!
Ficou pensando se não ia acordar em breve... mas isso não importava mais.
Tomou cuidado para não fazê-lo gozar antes da hora... e então parou a estimulação antes que isso acontecesse. Como lembrava de ser romântico com ele quando namoravam, deitou-se em cima dele, beijou seu pescoço e sussurrou em seu ouvido:
- Hun... amorzinho... você gosta assim?
Mana sequer respondeu. Tomou a Közi para mais um beijo intenso, e enlaçou aos quadris dele com as próprias pernas. Közi percebeu, então... que Mana não estava muito a fim de ser romântico.
Em sua ansiedade, Mana arranhou as costas do amante, chupou-lhe o pescoço, masturbou-lhe com a mão livre... e em seguida enlaçou os quadris dele com as pernas, respirando de forma ofegante...
- Vai, Közi...! Mete logo essa rola em mim, seu filho de uma puta!
O outro se surpreendeu grandemente. Mana não era daquilo...! Mas deixou pra lá... podia ser a bebida. Ou...
...ou ainda ele queria usar o sexo como uma forma de se "vingar" de si, como uma terrível viúva negra que mata o parceiro após o coito...!
Bem, ele não esperava ser morto ali. Mas... estava tão doido pra transar com ele de novo... que resolveu arriscar.
Molhou os dedos na saliva e em seguida os direcionou para a entradinha do parceiro. Ao passo que introduzia primeiro um, depois outro dedo em seu interior, o escutava somente gemer e respirar de maneira ofegante ainda, os dedos frêmitos agarrando seus ombros, seus braços...
Após prepará-lo afinal, lambuzou ao membro com a saliva... e encostou na entradinha dele. Depois foi empurrando devagarzinho pra dentro dele... mas Mana estava afoito demais praquilo. Antes mesmo que a glande pudesse ultrapassar totalmente a abertura, ele puxou com força os quadris do companheiro para próximo de si... fazendo com que ele entrasse de uma única vez.
Mana gemeu de dor. Havia sido muito precipitado aquele ato... ainda mais para ele, que não transava há um tempo... Közi percebeu a aflição do amante; acariciou-lhe os cabelos e sussurrou em seu ouvido, ainda de forma romântica:
- Hun... Maninha... não precisava ter feito assim...!
- Precisava, Közi...! Agora chega de frescura e mete logo isso em mim...!
Apesar de ser interpelado com tanta insistência, Közi não conseguia machucar a Mana de maneira deliberada. Beijou-o mais algumas vezes, acariciou seu corpo e, quando sentiu que ele estava mais acostumado, principiou a se mover dentro dele...
...mas aquilo pareceu não bastar. Mana agarrou ao torso do amante com força, deixando-lhe marcas de unhas na pele, mesmo que estas estivessem curtas.
- Uhn... Közi...!
- Maninha... você continua gostosinho...! Senti tanta falta de você...!
- Não pense... un... não pense que vai conseguir fazer com que eu me apaixone de novo por você... somente por causa desse palavriado barato!
- Hun... e não pense que vai me fazer "desapaixonar" por você somente com essa postura de durão!
"Tudo conversa!", pensou Mana assim que escutou aquela frase... mas deixou pra lá. Seu objetivo àquela noite, afinal, era usar aquele corpo da melhor maneira que lhe aprouvesse... e não ficar de papinho!
Passou a se mover junto com ele, mas de maneira forte, agressiva... como se quisesse tragá-lo todo pra dentro de si, fazê-lo provar de seu gosto de uma forma que jamais provara antes... parecia mesmo um íncubus vampirizador louco de desejo...
E assim foi. Közi, que já estava antes completamente enlouquecido somente pelo fato de poder sair com Mana novamente, começou inclusive a entrar naquela "vibe" mais agressiva dele...
- Hun... Mana... você continua uma bonequinha bem gostosa e apertadinha...!
- Vai... me fode, cachorro...!
- Eu vou enterrar tudo até você não conseguir mais sentar...!
- Quero só ver!
Embalados naquele clima, apenas lhes restou gemerem, se agarrarem e arranharem, proferirem obscenidades um ao outro... e enfim praticamente enlouquecerem de prazer juntos, como não faziam há tempos.
- Huuun, Közi...! Oh, Közi, a sua pica é tão boa...!
- Mana...! Oh, cara, como é bom foder você...!
- Fode mais...! Me faz gozar como nunca antes, seu puto...!
- Oh, cara, eu quero encher você de porra...!
Mais um pouco daqueles movimentos frenéticos e insanos, e Közi gozou dentro do amante, gemendo o nome dele... dessa vez, pra ele ouvir. E aquele gozo foi tão bom... pois apesar de todo o comportamento "fora do normal" de Mana, havia sido muito bom transar sentindo amor de novo...
Masturbou ao amante mais algumas vezes, não esquecendo do prazer dele também... e em breve Mana gozou na mão dele, os dedos ainda agarrando às costas do amante, arranhando-as, deixando marcas...
Depois, ainda ofegantes, ambos caíram no sofá... exaustos, sem forças... porém, assim que recuperou um pouco do fôlego, Közi passou a sussurrar no ouvido de Mana, de novo em forma mais romântica:
- Hun... Mana... foi tão bom, cara...!
Mana nada dizia. Apenas tentava normalizar o ritmo da respiração... todavia, logo voltou a beijar o companheiro.
- Hun... Maninha está afoito, hein?
- Estou...! Közi, eu quero mais...!
- Mais? Ora ora, até onde ele quer ir afinal de contas?
- Quero ir... un... até onde a gente aguentar ter ereção!
Közi riu... e aproveitou a oportunidade. Pois havia passado um ano sem sexo com ele...! Estava na hora de tirar o atraso!
Então, no decorrer daquela noite, ambos se amaram loucamente, ali mesmo, no sofá da sala... entrando num transe estranho de volúpia, luxúria e gozo... parando com ele apenas quando as forças exauridas exigiram, dormindo ainda na posição do coito mesmo, até o dia lá fora começar a raiar.
To be continued
OoOoOoOoOoOoO
¹A voz do Közi, ao menos no Youtube, é mesmo um tesão... rs!
Mas po... que Mana tarado meu D-uz! KKKKKKKKKK, daonde tirei isso?
De qqr forma, lemon cansativo... pra mim também! Escrever isso foi dose... rs!
Beijos a todos e todas!
