VII

Közi mal podia acreditar. Mana enfim não resistira a si... e bem, era como ele havia dito a si próprio antes: se fosse pra ser casual, que fosse com ele...!

Passou as mãos por seu peito embaixo do kimono. Un, sua pele estava fresca... parecia que havia tomado banho há pouco, visando se preparar para si.

Muito em breve, tanto o kimono de Mana quanto as roupas de baixo de Közi já estavam no chão... e logo ambos já estavam se beijando, se abraçando e roçando inteiramente nos corpos um do outro. Porém, para Közi, o que era mais delicioso... era que Mana estava muito mais doce e romântico que no outro dia. No fatídico dia do sofá, ele mal reconhecia o ex namorado, de tão "tarado" que ele estava...

E naquele exato momento, ele estava tão doce, tão terno, tão carinhoso quanto a linda lolita da qual Közi tinha saudade.

No meio dos beijos e amassos, Mana tomou ao membro do companheiro e o masturbou devagar... e o outro não se eximiu de um gemido de tesão e desejo. O crossdresser o beijou na boca mais algumas vezes, e então... enlaçou-o com os quadris, mostrando que estava pronto para aquele intercurso...

...Mas Közi não esqueceu da sua "relíquia". Não... saiu por um pouco de cima de Mana, foi até o travesseiro e... tomou o lubrificante que lá guardara.

- Eh, Maninha... lembra disso aqui?

O crossdresser não pôde deixar de olhá-lo com admiração:

- Hun... Közi, você ainda tem isso?

- Claro que tenho... acha mesmo que eu ia deixar ele pra lá...?

- Oh, Közi...! E eu nem sabia que você guardava isso com você!

O companheiro lhe sorriu, e passou um pouco do lubrificante nas mãos, beijando a Mana logo em seguida. Depois, masturbou-lhe o membro com a mão lubrificada, e Mana gemeu dentro do ósculo...

- Hun... Közi...!

- Gosta assim, meu benzinho...?

- Eu adoro...!

Ambos voltaram a se beijar, acariciando a ambos os corpos... quando enfim, Közi parou um pouco com a estimulação, passou um pouco do lubrificante nos dedos e os direcionou para a entradinha do companheiro. acariciando-a só por fora...

Mana gemeu de prazer, mas antes que as coisas evoluíssem, Közi foi até o ouvido do companheiro e lhe sussurrou:

- Maninha... a gente pode tentar uma posição diferente hoje?

- Hun...? Como ela é?

- Levanta que eu te indico como vai ser...

Ainda meio confuso com tudo aquilo, Mana levantou. Közi ficou sentado sobre os joelhos, sobre a cama, e pediu para Mana ficar da mesma forma, só que na sua frente.

- Assim dá pra abraçar você por trás enquanto fazemos amor...

Mana sorriu, admirando a originalidade do parceiro... e fez como ele pediu. Em seguida, voltou o rosto parcialmente para trás, beijando-o nos lábios... e então, ainda no meio daquele ósculo, Közi enfim o penetrou com os dedos, continuando a lhe masturbar com a outra mão.

O crossdresser passou a mover-se em cima dos dedos do amante mesmo, gemendo dentro do beijo e dando um jeito de masturbá-lo enquanto era ainda preparado. Aquilo estava tão bom... que ele teve de pedir pra parar, ou gozaria muito rápido.

- Hun... amour... acho melhor a gente começar logo...

Közi teve um sobressalto. "Amour"! Há quanto tempo ele não ouvia essa palavra de seu querido Maninha! Aquilo foi como sangue novo para suas veias, luz para sua alma cansada... enfim, só aquilo já teria valido a noite toda, mesmo sem transa!

Mas já que ia ter a transa... era melhor aproveitar!

Devagarzinho, encostou o membro na entradinha molhada de lubrificante dele, e foi empurrando pra dentro. Depois, sussurrou mais uma vez em seu ouvido:

- Hun... Mana... dessa vez não faz aquilo que fez da outra, hein...? De querer "tragar" tudo pra dentro de uma vez...!

- Pode deixar que hoje eu quero fazer bem devagar...

Közi sorriu, e o beijou mais algumas vezes no rosto e nos ombros. Quando conseguiu entrar completamente, trouxe aos quadris de Mana para cima dos seus e os encaixou perfeitamente em cima de si e de seu membro. Antes de começar enfim a se mover, o beijou nos ombros, no pescoço, nos lábios... e disse mais algumas coisas em seu ouvido.

- Hun... amorzinho... você encaixa direitinho em mim...!

- É uma pena... que a gente tenha ficado um ano sem fazer isso... não?

Közi meio que levou aquilo para o lado pessoal, uma vez que ele era quem havia terminado o namoro... mas não replicou, uma vez que não desejava desfazer aquele clima que, para si, estava delicioso. Tomou os quadris dele com as mãos e passou a penetrá-lo de forma no começo bem cadenciada. Depois, ambos se entusiasmando e Mana passando a se mover em cima dele também, Közi foi aos poucos retirando as mãos de seus quadris e passou para seu corpo, seu peito, seu abdômen... sem parar de beijá-lo nos ombros e no pescoço.

- Maninha... meu amorzinho...!

Mana via aquelas marcas anteriores de unhas e chupões da transa anterior no corpo do outro - e que, obviamente, havia sido ele a fazer - e mal acreditava na capacidade que tivera de ser tão "tarado" da outra vez. Pois se desta estava tão apaixonado...

Sim, apaixonado. Finalmente Mana admitira para si que não conseguira deixar de amar o ex. Então... por que não usar de um modo mais terno na hora do sexo?

Só não sabia ainda... se seria capaz de revelar isso a ele tão cedo. Mas... seus modos de agir falavam bem mais alto que sua ausência de palavras.

- Közi...!

- Cara, você é tão gostoso...!

E realmente, para Közi, aquele prazer parecia ser ainda maior que das outras vezes, mesmo as que tivera com o Mana... não sabia se era aquela posição, se era a surpresa por ele estar sendo tão romântico, ou o que era... mas estava adorando transar com ele daquele modo. Era como se, por alguns segundos, ele pudesse fingir que ainda namorava com ele... pois era daquele jeito mesmo que eles faziam quando estavam juntos.

Continuou a masturbar o membro do amante no ritmo da penetração. Ele via que Mana mordia os lábios de prazer...e resolveu beijá-los, limpando deles o resto de batom...

O tesão deles passou a aumentar, e nessa hora, quase sem sentir, Közi apertou ao amante nos braços com mais força... como se, de maneira inconsciente, não o quisesse deixar escapar.

- Uuuuuuuhn, Közi amour...!

"Era assim que ele me chamava quando namorávamos e estava prestes a gozar", pensou o outro, surpreendendo-se mais uma vez com aquele "amour". Dito e feito: logo em seguida, Mana tremeu-se de prazer, segurou nos braços do companheiro com força e gozou na mão dele, gemendo e apertando os olhos.

Közi não aguentou. Penetrou-o mais um pouco e enfim gozou dentro dele, beijando-lhe nos ombros e no rosto. Sem resistir, Mana virou-se para trás e o beijou na boca de volta, acariciando seus braços em seguida.

Ambos se beijaram na boca com direito a bastante lingua¹, como se quisessem se fundir... e em seguida deitaram na cama, Mana puxando a Közi para cima de si e o abraçando com intensidade. Continuaram a se beijar, e Közi logo quebrou o silêncio:

- Hun... Mana, amorzinho...! Cara, eu não me lembro de uma vez que foi tão boa... nem com você...!

- Közi, querido...

- Sim, meu bem?

- Vamos ao banho...?

- Mas já...?

- Já... você sabe, fazia tempo que eu não transava e, portanto, não estou mais acostumado com esse excesso todo de fluidos...!

- Entendo! Vamos sim...

Közi levantou da cama, feliz em ver Mana o chamando de "querido", "amour" e outras coisas... apenas isso lhe preenchia a alma de uma forma que ele não conseguia dizer nem quantificar. Claro, ele adorava transar... mas aquilo era mais do que simplesmente descarregar hormônios. Aquilo... era maravilhoso...! Era como se alcançasse a um nível além do corporal...!

"Ah, cara, devo estar viajando!", pensou ele afinal, porém deixou pra lá.

Mana encheu a banheira e, antes mesmo que ela estivesse pela metade, Mana abraçou ao amante, o trouxe para dentro da banheira e passou a beijá-lo ali mesmo.

- Hun... Közi, amour...!

- Mana...! Mana, cara, como você me quer...!

- Eu quero muito...!

De maneira atrevida, a mão direita de Mana foi para o traseiro de Közi... e o outro sabia muito bem o que isso significava.

- Hun... Maninha, você antigamente fazia isso quando...

Mana sorriu maliciosamente, e sussurrou no ouvido do companheiro:

- Közi... deixa eu matar a saudade de comer você!

- Safadinho...! Mas cara, vai ter de buscar o lubrificante lá no quarto... pensa que sou macho que nem você, de dar a bunda só na saliva? Que é isso!

Mana riu, saiu da banheira e foi buscar o dito cujo... enquanto Közi ficara na banheira, um tanto quanto apreensivo, dado que fazia tempo que não era o passivo... mas enfim... ele gostava de fazer daquela forma quando estava com Mana como namorado...

Quando o parceiro voltou, ambos voltaram a se beijar e se abraçar... e Közi lhe disse:

- Amorzinho... faz com cuidado senão eu tou ferrado!

- Claro que vou fazer... eu sempre soube cuidar bem de você...!

Aquelas palavras ternas fizeram com que Közi apenas se entregasse mais ao ato, e em sua mente começasse, mesmo que de forma involuntária, a fantasiar sobre ainda ser namorado do Mana... desejando que aquele momento não acabasse jamais.

OoOoOoOoOoOoO

Mesmo após o término do ato, Mana e Közi continuavam se beijando e acariciando. Como sempre, fora Közi quem quebrara o silêncio...

- Uhn, cara...! Cara, é foda, você me come e nem fica doendo depois...! Você faz direitinho, hein...?

O crossdresser sorriu, e acariciou o corpo do parceiro.

- Közi... depois do término desse banho... vamos lá em cima dormir comigo?

- Hun...? Mas não era... só casual?

Mana voltou o rosto pro lado, não sabendo muito bem o que dizer. Não... ainda não ia revelar seu amor por ele.

- É, mas onde você vai dormir...? A cama do quarto de hóspedes está... bem... com "espólio" da nossa primeira transa. E agora...

- Hun... se você não se incomoda... durmo com você sim. Amorzinho...!

Por mais que Mana dissesse que era tudo casual, no íntimo ele gostava - e muito - quando Közi o chamava de "amorzinho" e correlatos.

Ambos terminaram o banho e subiram para o quarto de Mana. Közi não podia estar mais feliz... estava tão alegre de subir aqueles degraus de novo, assim como fazia quando morava junto com Mana!

O crossdresser também estava feliz de trazer o antigo namorado de volta pra sua cama. No entanto... assim que se deitaram, Közi lhe abraçou na posição de "conchinha", beijou-lhe os ombros, o rosto, os ouvidos... e não parou de sussurrar coisas para dentro deles:

- Mana...! Cara, não é papagaiada não, mas eu adoro ficar com você...! Adoro! Amo a transa também, mas cara...! Que delícia sentir esse corpinho no meio dos meus braços, poder beijar essa pele tão linda...! Cara!

Közi continuou lhe beijando e abraçando, o cansaço de duas transas não arrefecendo o grande amor que ele nunca deixara de sentir pelo companheiro... porém, Mana estava estático.

Sim, estático. Apesar dos beijos de Közi, tudo em que ele conseguia pensar era... naquela frase, proferida cerca de um ano antes.

"Mana, eu preciso ter uma conversa séria com você".

Seu então namorado, em quem ele confiava integralmente, tivera a tal "conversa"... pra lhe deixar.

E agora... o abraçava, o beijava e o tratava como se aquele término não houvesse acontecido, ou como se ele, Mana, tivesse a obrigação de perdoar a tudo assim tão facilmente.

Sentiu mais do que raiva. Sentiu ódio. A leviandade com a qual Közi agira ainda estava toda ali.

"Filho da puta...! E pior que eu ainda amo esse cara!"

Disse isto de si para si, apenas em pensamento. Porém, aquela vontade de xingá-lo, de arranhá-lo, de até mesmo socá-lo... era ainda muito presente. A primeira transa, no sofá, havia sido isso... era o reflexo do tesão e até do amor que ainda tinha por ele, porém... o amor e o tesão misturados com o ódio - que nada mais é que o amor frustrado.

Derramou uma lágrima de despeito e raiva. Közi percebeu, mas resolveu nada perguntar... afinal, apesar de estarem transando, não eram íntimos como na época em que namoraram.

Abraçou-se a Mana e parou com os beijos. Com o cansaço da noite, logo dormiu... mas Mana não. Ele ficou acordado ainda por muito tempo, apenas remoendo aquela maldita frase:

"Mana, eu preciso ter uma conversa séria com você".

To be continued

OoOoOoOoOoOoO

¹Li esses dias que no Japão, até bem pouco tempo, o beijo de lingua não era mto popular mesmo entre casais (muito menos em público!)... tanto que o verbo "beijar" em japonês seria algo como "juntar os lábios", como se fosse o nosso selinho... e pro beijo de lingua "itself" seria o "kisu" adaptado do inglês, "kiss".

Rs...

De qualquer forma, prefiro fazer as fics "à brasileira" com bastante sacanagem, língua e etc! Rs!

De qqr forma... eeeeeeeeeeeeee, Mana voltando a se apaixonar, finalmente!

Não percam o prox. cap, onde o Mana finalmente cede... xD!

(spoiler não, Gemini! Rs!)

Beijos a todos e todas!