X
Enlaçando ao amante com os braços, Mana trouxe a Közi para seus lábios... e o beijou com intensidade. Ainda não era a Lolita... era uma mulher mais madura, mais segura de si, porém ainda assim uma amante muito feminina... diferente do homem que Mana ostentara a ele dias antes, na cozinha, ou ainda naquela fatídica vez do sofá.
Ainda entre beijos e abraços, Mana o foi levando para o quarto. O seu quarto, não o quarto de hóspedes... e o quarto que fora deles dois no passado, quando moraram juntos.
Lá, estava tudo preparado. Ao contrário do lado "homem", o lado "mulher" de Mana sabia preparar as coisas com calma e antecedência... ele colocara velas já acesas no quarto e espalhara pétalas de rosas pela cama. Depois disso, trouxe o parceiro à cama. Deitou-se nela e trouxe-o para cima de si.
- Közi... beije-me como nunca antes... beije-me de uma maneira demorada, profunda, como se neste beijo levasse toda minha alma consigo...!
O outro, que já estava até mesmo atentado por ter pagado um boquete pro companheiro no camarim porém sem ele mesmo se satisfazer, acatou ao que Mana falara sem demora. Beijou-o na boca com intensidade e ardor, passando as mãos por seu corpo e em seguida retirando sua roupa bem devagar... cobrindo cada pedaço de pele que aparecia com beijos e, dependendo da região, com chupadas também.
Quando ambos estavam quase nus, Mana disse a Közi que ia ficar com as meias sete-oitavos e os sapatos... Közi sorriu, mordiscou-lhe a orelha e enfim tomou o lubrificante que estava em cima da cômoda.
Preparou ao parceiro devagarzinho, bem daquele modo mais "romântico"... e enquanto o fazia, beijou-lhe muito a boca, passou a mão em seu peito, e assim que acabou de lhe preparar, sentiu que Mana tomava sua cabeça entre os braços e lhe sussurrava no ouvido:
- Meu homem...
Aquilo simplesmente enlouquecera a Közi. Beijou-o mais algumas vezes, deitou-se em cima dele e enfim... o penetrou, ouvindo seus gemidos como recompensa, bem como ver seu rosto se estorcendo de prazer, seus olhos se apertando enquanto sua cabeça se inclinava para trás no travesseiro macio...
E então ambos se amaram como poucas vezes antes... Közi sentindo a Mana muito "seu", embora eles ainda não houvessem reatado nada oficialmente... porém, os gestos dele e as atitudes falavam mais alto que tudo.
Aquela noite fora tão ou mais longa do que a do sofá, com a diferença que naquele ocasião a coisa fora selvagem, quase animal... e desta vez o clima era principalmente de amor, de tesão sim, mas de entrega em primeiro lugar... ambos mais concentrados em ficar o máximo de tempo possível com o companheiro em vez de ter pressa para atingir ao clímax...
Após aquele enlace, apagaram enfim as velas do quarto, depois ambos foram ao banho juntos... e mesmo lá, não conseguiam parar de se beijar, de se abraçar... e então, após o banho, ambos foram juntos para a cama e lá ficaram ainda se acariciando, até o sono vir e ambos dormirem de conchinha.
OoOoOoOoOoOoO
Na manhã seguinte, em vez de levantar mais cedo e preparar algo para comerem, como de costume fazia, Mana se deu ao luxo de continuar na cama. Ao passo que foi despertando, Közi abraçou a Mana e lhe beijou no rosto.
- E aí, meu benzinho...? Dormiu bem?
Mana acenou que "sim" com a cabeça, virou-se para ele e o beijou em selinho nos lábios. Em seguida, o trouxe para cima de si com os braços, e ambos continuaram se beijando e abraçando... não iam transar de novo, dado que ainda estavam cansados pela noite anterior, porém gostavam de compartilhar aquelas carícias.
Mana, então, sentiu-se enfim com ânimo de dizer o que queria desde a noite anterior... porém queria ter a transa primeiro, pra sentir como estavam os ânimos entre ele e o amante... e como estavam ótimos, decidiu-se por isto afinal...
- Hn... Közi...
- Sim, meu bem?
- Közi... volta pra mim...
- Hun...?
- É... volta pra mim... eu quero voltar a ser seu namorado...!
- Oh, Mana... mas agora é em definitivo? Você já se decidiu de fato?
- Sim...! Eu quero ser seu namorado, e trocar alianças de novo, e... morar com você de novo! Traga as coisas pra cá, seja meu marido de novo, Közi...!
Lágrimas vieram aos olhos do outro, o qual beijou a Mana com ardor em seguida. Mana também chorou... não muito, mas o suficiente para misturar as lágrimas com a saliva de ambos nos beijos.
- Maninha... não vai se arrepender de ter confiado em mim...! Eu não vou decepcioná-lo uma segunda vez, não vou...!
- Finja que esse ano que passou não aconteceu... ou melhor, aconteceu, os shows, os novos projetos, tudo... mas não o nosso rompimento...! Finja que este jamais ocorreu... e que acordamos agora, nesta cama, de um sonho ruim...!
Közi acenava que "sim" com a cabeça, emocionado... e o beijava várias vezes em selinho, apertando-o forte entre os braços, mal acreditando que estavam mesmo juntos de novo... aquilo era incrível!
E continuaram ali, se beijando e abraçando, como se a vida lá fora houvesse parado, como se aquela doce manhã fosse durar para sempre... porém, foram despertados de seu idílio quando o celular de Közi começou a tocar.
- Hun... que droga né amorzinho... eu não quero atender aquela merda!
- Vai lá, Közi... ainda teremos muito tempo juntos!
- Eu sei... mas não quero me separar de você! Não quero... nem pra atender o telefone!
Ambos riram e se beijaram mais algumas vezes... mas o telefone não parava de tocar.
- Közi, pode ser importante... podem ser os caras da banda! E ainda mais depois do que você fez ontem, de me homenagear em público sem pedir permissão... imagine a loucura que não será se os deixar no vácuo!
- Ahn... então faz o seguinte, vem atender comigo, sim...? Vem atender comigo, e aí a gente fica juntinho até nessa hora... tá bom?
- Hun... sim...! Aí a gente já aproveita e desce pra tomar café...!
- Pelados?
- Claro que não...! Vamos vestir alguma coisa, seu safado!
Eles riram novamente, e levantaram juntos da cama. Közi foi procurar ao celular no meio das suas roupas. Achou. Sentou na cama e, antes de sequer ver quem era, Mana o acariciou nos braços... e sorriu para si. Közi sorriu de volta...
...mas esse sorriso não durou muito tempo. Ao olhar o identificador de chamadas, o coração dele foi à boca.
As letras em cima do número não mentiam.
Megumi.
Num impulso de pânico, pensou em esconder o número enquanto Mana não via... porém, se fizesse isso, apenas levantaria suspeitas de algo que sequer estava fazendo. Mas... se o outro visse o nome da moça que, sabia, havia sido sua amante enquanto estávam separados... aquilo poderia ser completamente trágico!
E foi mesmo. Közi olhou para Mana, o qual, de uma hora para outra, passou a ostentar uma expressão completamente desapontada.
- Közi...! Você... ainda tem o telefone dessa mulher?
- Cara... eu... é, cara, eu sei que você vai achar isso estranho, mas..
A respiração de Mana estava falhada. Era como se a "ficha" ainda não houvesse caído pra ele.
- Közi... você terminou comigo por pensar que eu ainda gostava do Gakuto...
- Eu sei, cara, mas eu nunca gostei dessa mulher...
-...sendo que eu nunca o traí, fiquei quatro anos sem ter o mínimo contato com o Gakuto... mesmo que trabalhássemos na mesma banda...! E você terminou comigo!
- Mas cara...
- E agora... você me aparece com o telefone da mulher com quem você transou depois de ter terminado comigo... e eu não posso ter ciúmes?
- Cara, você pode até ter... mas...
- Közi, você me conhece há tempo suficiente. Você sabe que antes do Gakuto, tudo que eu tive foram uns poucos flertes que não deram certo...
- Mana, eu sei...
-... depois eu enfim descobri que gostava de homem... e fiquei com o Gakuto pensando que ele gostava de mim de verdade... e aí tudo aquilo aconteceu! E então, e então eu namorei você, e... Közi, desde que você teve a mim na sua cama pela primeira vez, nunca ninguém além de você me tocou!
- Cara...!
- Eu fiquei um ano sem ninguém porque ainda amava você...! Közi, eu só tive dois parceiros sexuais a vida inteira, fui fiel até pra quem não mereceu - e você teve a coragem de terminar comigo por ciúmes!
As mãos de Mana tremiam. O sangue lhe subia para o rosto. Aquela raiva, de anos de injustiça acumulada, aflorava novamente.
- Közi...! Você transou com meio mundo, transou com mais não sei quanta gente nesse ano em que ficamos separados... eu o perdoei por tudo isso, até por ter terminado comigo injustamente... e agora... você nem sequer tem a decência de apagar do seu celular o telefone dessa vagabunda!
Antes que Közi pudesse responder alguma coisa, Mana bateu em seu rosto com tanta força, que ambos foram quase ao chão com o impacto. Depois disso, Mana segurou as têmporas com as mãos, gritou em desespero e enfim começou a chorar. Depois, correu e se trancou no banheiro.
Nem é preciso dizer que Közi ficou completamente desolado com o que ocorrera... e o pior é que Mana tinha razão!
De repente aquilo viera como um segundo tapa simbólico em seu rosto... "Közi, desde que você teve a mim na sua cama pela primeira vez, nunca ninguém além de você me tocou!"
Sim! Se Mana quisesse, naquele ano de solteirice, poderia muito bem ter voltado a sair com o Gakuto, ou com sei lá mais quem - com quem ele quisesse, dado que estava completamente livre e desimpedido!
E ninguém, nem Közi mesmo, poderia condená-lo! Afinal de contas, ele mesmo tivera amantes naquele ano de separação...
Mas Mana fora além. Mana permanecera fiel mesmo após ser covardemente abandonado. Era bem verdade... depois daquele dia de 1995, em que ambos se amaram pela primeira vez em seu quarto... Mana não tivera olhos pra mais ninguém!
E ele deixara o cara mesmo assim!
Que injustiça tremenda! Tinha de reparar seu erro, mesmo que ambos não voltássem mais, mesmo que Mana quisesse cortar contato consigo permanentemente...! Tinha de reparar aquele erro!
Mas o telefone continuou tocando. Pensou em ignorar, porém... ele precisava deletar o número de Megumi de sua lista. E não queria fazer isso sem antes, ao menos, lhe explicar o que estava acontecendo.
Atendeu.
- Közi?
- Megumi, me desculpe... mas você me ligou numa hora péssima!
- Por que...?
- Eu e meu ex... a gente havia acabado de reatar.
- Mas que bom!
- É, só que ele viu o seu número no identificador... e ficou uma fera!
- Oh, Közi...! Céus, se algo der errado entre vocês, eu não me perdoarei... e eu te liguei pra falar que consegui enfim engatar namoro com um cara...
- Olha, escuta, Megumi, você pode me tirar dessa!
- Como...?
- É simples. Eu sei que pode não funcionar, mas... chega pro Mana e diz pra ele as suas intenções. Nem vou te dizer nada, pra não parecer que coloquei palavras na sua boca. Mas vai lá... fala com ele!
- Pode ser... se bem que não o conheço, pode ser que eu fale coisa errada...
- Por favor, cara, você não sabe como eu batalhei pra ter ele de volta...!
Megumi lembrou das vezes em que Közi transava com ela... e em todas elas, confundia a moça com o tal de Mana. Coitado, amava tanto a ele... não merecia perdê-lo por causa de um telefonema fora de hora.
- Tudo bem. Passe pra ele e a gente conversa.
Vendo uma luz no fim do túnel, Közi foi até a porta do banheiro e, timidamente, bateu na mesma algumas vezes. Mana chorava lá dentro; era audível.
- O que é que você quer?
- Maninha... a Megumi quer falar contigo!
O som dos soluços parou. Mana abriu a porta, os cabelos revoltos, os olhos vermelhos de chorar, a respiração ainda falhada e ofegante.
- Közi...! O que... o que é que ela quer comigo?
- Ela quer te dizer... porque é que me ligou.
- Vocês combinaram uma pra me enganar...!
- Não é, cara. Conversa com ela. E de mais a mais, se fosse pra te enganar, seu nariz abençoado já teria te avisado... não é verdade?
Mana atentou para este fato, o qual, em sua anterior histeria, simplesmente deixara passar... era verdade. Közi não estava, realmente, cheirando a ninguém além de Közi... e de si. Aquilo o acalmou um pouco.
Ainda com a mão trêmula, ele tomou o telefone da mão de Közi... e falou com a moça.
- Alô?
- Você... é o Mana?
- Sim. E o que é que você quer com o meu namorado?
Apesar de a situação ser delicada, Közi ficou feliz por ver que Mana o chamava de namorado... talvez isso indicasse que eles ainda ficariam juntos...
Megumi respondeu - e Közi, por ter colocado o aparelho no viva voz, ouviu o que ela dizia.
- Eu só queria dizer a ele que arrumei um namorado. Sabe, após a gente ter parado de sair, eu disse a ele que queria um namorado sério... e que o informaria caso achasse um.
- Então você... virou... "amiguinha" do meu homem, é isso?
- Bem... eu quis ser amiga dele. Mas enfim... acho que meu atual vai ter ciúmes caso saiba que ainda tenho contato com um homem com quem já fui pra cama. E você também pode ter...
Mana parecia mais calmo. Os olhos ainda estavam vermelhos, porém a respiração já se normalizava.
- Tudo bem. Contanto... que ele seja fiel a mim, não tem problema falar com você.
- Oh não, eu faço questão de não ter mais contato com ele... e de qualquer forma, pode ter a certeza... que o Közi somente teve outras pessoas quando estávam separados porque não estava com você. Se ele tiver você, não vai sequer olhar pro lado. Ele adora você... de verdade.
Mana respirou fundo mais algumas vezes, e enfim lhe respondeu:
- Tudo bem.
- Por favor, eu só quero falar com ele uma última vez.
Sem falar mais nada, Mana passou o telefone para o parceiro.
- Oi, Megumi.
- Olá. Közi, felicidades com seu novo relacionamento. Espero que me deseje o mesmo...
- Eu desejo sim.
- Agora eu vou desligar... e se não se incomoda, vou excluir você. Pra não acontecer nada de ruim entre ambas as partes, né?
- Ahn... tudo bem.
- Boa sorte. Yoroshiku onegai shimasu¹.
- Yoroshiku onegai shimasu...
Antes que Közi terminasse o cumprimento, ela desligou o telefone. Mana respirou fundo... e foi tomar banho. O clima ainda estava pesado...
Antes de mais nada, Közi deletou o telefone da antiga amante da lista. Em definitivo. E depois, tentou ainda falar com o parceiro...
- Mana...
- Hum!
Ele ainda estava arredio... portanto, Közi precisava ir devagar.
- Eu... é... cara, desculpe a indiscrição, mas... a gente ainda tá junto?
Mana fechou o chuveiro e olhou a Közi de uma forma praticamente mortal...
- Dessa vez eu vou deixar passar. Mas se eu simplesmente desconfiar que você me trai com qualquer outra pessoa, seja homem ou mulher... considere-se morto!
O brilho no olhar de Mana demonstrava que ele não estava de brincadeira... Közi ficou meio "assim", mas no fundo até gostou daquele ciúme... pois se Mana estivesse desinteressado, simplesmente o deixava ir e não se demonstraria como alguém dentro de um relacionamento.
Após o banho de Mana, Közi tomou o seu. Ficara um pouco chateado, pois se não fosse aquela ligação inoportuna de Megumi, ele e Mana teriam tomado banho juntinhos, ainda naquele clima de romance com o qual começaram a manhã. Mas... fazer o que... ao menos Mana não havia rompido tudo novamente!
Tomaram café em silêncio, e de maneira extremamente formal - não mal educada ou agressiva, porém muito distante - Mana deu a entender que precisava trabalhar àquela tarde, e por isso era melhor Közi voltar pra casa. Para que as coisas não ficássem totalmente "soltas", Közi enfim tocou no assunto:
- Mana... quando que eu posso... trazer as coisas pra cá? Claro, se você quiser ainda que eu traga...
- Eu quero. Traga na próxima sexta-feira. De noite, sim? Na hora da janta.
- Ahn... tudo bem. Até breve...
Mesmo com toda aquela "distância", Közi ainda arriscou um selinho... e Mana não o impediu. Mas também não fez muita "firula" em relação a isso.
Sendo assim, Közi foi embora... e dentro de si havia um misto estranho de alegria e tristeza... alegria, pois finalmente reataram... e tristeza, dado que aquele contratempo fora algo tão ruim... mas enfim, ainda havia alguma esperança.
E agora, com o último rastro de Megumi apagado, não havia mais motivo algum para que Mana não confiasse totalmente em si. Sim, pois ele se mostraria completamente confiável.
OoOoOoOoOoOoO
Na sexta-feira combinada, Közi enfim juntou umas "tralhas" básicas e rumou pra casa de Mana. Eram apenas algumas roupas, escova de dentes, celular, dinheiro e cartões pra alguma emergência. Assim como fizeram da primeira vez, ele manteria ainda a casa dele e cuidaria dos gatos lá, bem como de outras coisas só suas. Logo, não precisou fazer uma "mudança completa".
Estava apreensivo, justamente por tudo que ocorrera com Megumi no último dia em que vira a Mana. Mas tudo bem... só descobriria o que ocorreria quando chegasse lá.
Chegou. Tocou a campainha. Mana abriu a porta... e para completo espanto e deleite de Közi, lá estava ela.
A Lolita.
Mana estava completamente vestido de Lolita - e dessa vez, sem tons obscuros. Estava de vestido azul claro, algumas fitas e adornos azul escuro... e uma peruca loira, de cachos. A maquiagem em tons pastéis, o batom e o blush, ambos, cor de rosa. Era dela que Közi sentia falta...
De maneira mais delicada do que costumava agir mesmo quando estava de mulher, Mana fechou a porta e convidou a Közi para se sentar. Közi o fez, e então a "menina" que Mana encarnava àquela hora começou a lhe falar. Era realmente muito estranho ver aquela imagem de boneca falar com voz grossa...
- Közi... quando nos separamos, eu entreguei a nossa aliança a Serina². Lembra dela...?
Um pouco atônito, Közi apenas acenou que "sim" com a cabeça.
- Então... eu entreguei a ela, por pensar que ela era a única a quem poderia confiar a aliança que lhe pertencia. No entanto... você me convenceu novamente. E eu tive de chamar a ela, a Serina, para lhe dar a aliança de volta...
De um dos bolsos do vestido, Mana retirou a aliança prateada. Tomou a mão de Közi entre as suas e colocou a aliança nela, beijando-a em seguida... deixando rastro de batom. Közi não pôde segurar algumas lágrimas...
- Mana...
- Közi, agora ela é sua de novo. Mas saiba...! Saiba que esta é a última vez que ela lhe é confiada! Se você se desfizer dela uma segunda vez... é para todo o sempre!
O olhar de Mana era sério, bem como o tom de sua voz. E, mesmo ele estando de Lolita, ainda tinha no olhar um laivo do que fora aquele Mana mais "masculino" e cruel...
Mas este laivo durou apenas uma fração de segundo. Mana estava cansado, muito cansado de lutar contra seus verdadeiros sentimentos... um ano de rancor já estava bom. Agora estava na hora de ser doce com seu "amour"...
Közi, o qual já pressentia que Mana ia querer voltar a usar alianças, dado que citara o fato quando lhe pedira pra voltar, trouxera a sua anterior aliança. E, ainda com as mãos tremendo, colocou-a no dedo anelar de Mana. Ele, após isso, sorriu-lhe como a Lolita que ele tanto amava... e em seguida, sem que ambos quase não percebêssem, deitaram-se no sofá e passaram a se beijar intensamente.
- Közi... meu Közi...!
- Hun... Maninha... estou tão feliz...!
E, ainda no meio de declarações de amor e carinhos, ambos se abraçaram e deitaram no sofá... o mesmo sofá daquele louco intercurso que ocorrera após o show do Moi dix Mois.
No entanto... enquanto ainda se abraçavam, o celular de Közi tocou. Ambos tiveram um grande sobressalto, dado que lembravam do que ocorrera na última vez em que celular tocara... houvera aquela ligação totalmente inoportuna de Megumi.
Mas Közi já havia excluído o telefone dela da lista, logo... não tinha o que temer. Levantou do sofá por um pouco e atendeu o telefone. Mana olhou de canto de olho... e viu, aliviado, o nome "Eve of Destiny" escrito em cima do número. Era a banda atual dele...!
- Eh, que saco... mas deixa eu atender aqui e já libero! Alô?
- Oi, Közi! Vem cá, cara, só tou te relembrando que tem ensaio amanhã. Sabe como é, estamos no meio de uma turnê...
- Ahn... eu sei, cara! E me liga só pra me lembrar disso?
- É que você é esquecido, oras...
- Ah, cara, eu estou aqui com a minha mina e você me faz atender o telefone pra falar isso!
Mana sorriu ao se ver chamado de "minha mina". Közi sorriu de volta pra ele. O parceiro de Közi logo se desculpou...
- Aí, cara, foi mal... não tinha como saber, né!
- Tudo bem. Agora me deixa desligar, que não é legal deixar mulher passando vontade!
Ambos, Közi e o novo colega de banda, riram. Mana corou de vergonha ao ver-se assim "deliberado" em pleno telefone, mas deixou pra lá... afinal, não sabiam que era ele mesmo!
- Tá OK, cara, tchau!
- Tchau!
Közi desligou o fone, e Mana riu alto.
- "Minha mina"! Passando vontade! Só você mesmo, Közi!
- Eh, me desculpe, Maninha... mas não consigo chamar você de "cara" quando está de lolitinha!
Ambos sorriram mais uma vez, e voltaram a se beijar... iniciando assim o primeiro dia de seu tão ansiado reencontro.
FIM
OoOoOoOoOoOoO
¹Já li algumas coisas sobre essa expressão, e parece que ela serve pra umas 500 coisas diferentes, dependendo do contexto! oO No geral, seria usada para se apresentar, ou expressar a gratidão por um favor ou ato feito de outra pessoa para si, mas parece que tbm serve só pra terminar um e-mail ou carta. Muitos japoneses usam "yoroshiku onegai shimasu" sozinho e fazem uma reverência. No caso colocado aqui, Megumi falaria a expressão por agradecer a Közi o "favor" de lhe desejar boa sorte, bem como para "fechar" educadamente a conversa deles. Ainda sou iniciante no estudo do japonês, logo, se utilizei a expressão de maneira errada, por favor me avisem...
²"Serina" foi o primeiro codinome de mulher que Mana usou no palco, ainda nos anos 80. No final da fic "Mizérable", ele realmente entrega a aliança que era de Közi a "Serina" - vestindo-se de mulher e falando consigo mesmo em frente ao espelho - após o término de ambos.
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, cabou! Que acharam?
De qqr forma, vou tentar voltar pra Saga e Kanon... faz mto tempo que não escrevo com eles, e eles são minha principal paixão ainda! RS!
Obrigada aos que leram. E quem quiser ler mais "Mana fics", tem "La feé verte", que acho que quase ngm leu... yy É Közi X Mana também!
Beijos a todos e todas! Até a próxima!
