Olá, chiquitas!
Me desculpem a demora em atualizar, principalmente "Amor por conveniência": Ela tá me dando um trabalho danado. Cadê a critividade? Tô com o capítulo final na cabeça, mas quem diz que eu consigo escrever? Em compensação "Lutessa" e "Pequena Louise" (decidi "viajar" um pouco nesta última, de universo alternativo) andam a mil por hora. Acho que isto é um sinal para eu escrever fics mais curtas e não me esgotar tanto.
Quanto à "Lutessa", ela é aleatória. Não seguirei uma sequência de fatos, Ok? Eles estão organizados, mas não dia após dia... São momentos distintos, em várias épocas da vida de ambos, mas concatenados para dar sentido à fic.
A lo más... Obrigada por ainda estarem aqui. Madi adora todas vocês!
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CAPÍTULO 03 – E SE...?
Lutessa foi para a casa de Snape, mas não ficou por muito tempo. A bem da verdade, não ficou nem uma semana inteira. Amedrontada, a garota fugiu enquanto fazia compras no Beco Diagonal com a elfa doméstica de Snape, Judith. Ela tinha discernimento de que Snape havia feito coisas boas a ela, começando pelo fato de livrá-la do nojento Sir Elliot. Também lhe comprara roupas e a alimentara, mas no fundo, sabia o que Snape queria com ela. Era a única coisa que poderia pensar. Livre das garras dos que estavam ao seu redor, Lutessa fugiu... E acabou presa nas garras do mundo perverso. Não sabia aparatar e seus conhecimentos em magia eram pouco acadêmicos e também muito limitados. Refugiou-se no mundo trouxa, mas sempre de olho no que acontecia no mundo bruxo. Com a ascensão do Lorde das Trevas, sabia que não era exatamente o melhor a se fazer, mas se ficasse no anonimato e muito bem escondida na civilização trouxa, os riscos pessoais seriam menores. Ainda assim, Tessa cogitou retornar ao mundo bruxo. Mas o que faria se ela não possuía nenhuma formação acadêmica? Sabia que era uma bruxa poderosa e havia aperfeiçoado sozinha os seus poderes. Todavia, um diploma, no mundo bruxo, era muito mais levado em conta do que no mundo trouxa; sem contar que as possibilidades de carreira na bruxandade eram ínfimas e escassas.
Se fosse para ser garçonete, continuaria onde estava.
Porém...
Tessa havia chegado ao limiar do desespero e da necessidade. Havia sido despejada. Não tinha sequer um tostão.
Vendera seu corpo. Não somente uma vez. Em todos os momentos que precisava suportar homens nem um pouco agradáveis sob seu corpo, ela pensava: "E seu eu jamais tivesse fugido? Quaisquer que fossem as suas intenções, ao menos Snape era aceitável"...
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O dia amanhecera frio e fétido no subúrbio de Londres. Lutessa sequer conseguia se mover. Estava exaurida e machucada. Já era fim de tarde. Não conseguira sair da cama ainda. Tinha fome e frio, mas mal conseguia se mover. Entretanto, aquele dia marcaria uma virada drástica em sua vida: Tessa havia decidido retornar. Estava com 20 anos e sabia que ainda havia tempo. Seis anos de miserabilidade haviam se passado desde que fugira com medo de ser usada para os deleites sórdidos de um homem e veja no que se transformara. Ela precisava de um novo rumo. Levantou-se com dificuldade. Alguns feitiços disfarçaram um pouco sua aparência. Vestiu a melhor roupa que tinha, que ainda assim parecia um trapo de chão. Caminhou várias quadras, a ponto de morrer de fraqueza. Não conseguia aparatar e gastara o pouco de energia que tinha realizando os feitiços reparadores. Chegou ao lado bruxo da cidade de Londres. E na frente do Caldeirão Furado, desmaiou.
Várias horas depois, Tessa acordou em uma cama confortável. O cômodo em que se encontrava era luxuoso e as peças da roupa de cama eram seda pura. Observara que também vestia trajes de dormir limpos e de qualidade. O quarto estava escuro, mas logo mudou para uma tonalidade de penumbra. Alguém adentrara o aposento. Era um homem alto, de feições esculturais, cabelos castanhos escuros em um corte tradicional, barbas por fazer, dentes impecáveis e ombros largos.
― Finalmente nossa hóspede acordou, milorde.
Tessa percebeu que o mesmo não estava sozinho. "Milorde?" Por Deus, onde eu fui parar?".
― Anthony, faça o que quiser com essa garota. Eu estou apenas de passagem. Apenas tome cuidado com o que irá fazer. Sinto o cheiro de sangue puro e seria um grande desperdício fazer qualquer bobagem.
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Tessa foi marcada como Comensal da Morte. Ainda lembrava-se de sua carne ardendo e do macabro feitiço sendo realizado pelo Lord. Ela tremia da cabeça aos pés, apavorada. Ao final do procedimento, Voldemort segurara seu queixo e lhe dera um leve tapa no rosto, como quem confere algo.
― Pode ir agora, Anthony. Seu gado está marcado.
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Tessa era amante de Anthony, que era casado com Erondine Black, prima distante de Sirius. Ela era maldosa e esnobe como a maioria dos membros da família e morreu no parto do primeiro filho. Tessa já servia ao Lorde McGraien. Anthony traía Erondine descaradamente, a tanto que levou a amante para viver em sua casa. A bem da verdade, Anthony poucas vezes deitava-se com Erondine, que nunca lhe dera um filho homem e, portanto, era considerada inútil. Tessa não entendia o que havia em si que despertou a atenção do atraente comensal da morte, mas as agruras da vida e a maldade do mundo lhe ensinaram que conveniente como lhe vinha sendo a situação, o melhor era ficar calada e aproveitar. Ao menos não passava mais fome. Vestia roupas finas e jóias caríssimas. Comia do bom e do melhor. O pior era ter que se deitar com Anthony, que não era lá o bom desempenho em pessoa, pois nunca havia se preocupado com o prazer dela ou com o fato de lhe fazer amor com cuidado e carinho. Às vezes ele também a agredia, mas era somente quando estava muito irritado com algo. Todavia, ao recordar-se de como vivia no mundo trouxa, tratava de se conformar. Sentia a alma suja, afinal, nunca fora partidária dos comensais da morte. Mas isso era uma coisa que poderia aprender, afinal, o mundo era realmente cruel. Não adiantava bancar a altruísta a esta altura do campeonato. Agora estava casada com Anthony McGraien e era madrasta da filha dele. Tudo ia suportavelmente bem. Até o dia que Snape apareceu.
