|Seu nome|... por que faz isso comigo? Jamais poderia entregar o coração para ninguém, esse não era dos luxos que poderia ter... por que? |Você| estava começando a enlouquecer seu tutor, que deveria continuar sendo seu fiel e digno tutor. Desde aquela noite de Natal, já não podia negar para mim mesmo o sangue que corria mais quente em minhas veias cada vez que |você| vinha em mente. Não que aquilo fosse uma novidade... mas já era hora de assumir para mim mesmo. Quero muito ser forte diante de tudo, mas não consigo. E a pessoa que menos deveria me inspirar ter desses sentimentos... era a responsável por isso. |Seu nome|.
Meus alunos mais próximos sempre compartilhavam alguns jantares comigo em minha antiga moradia, onde me contavam suas aventuras típicas da fase deles. Levavam-me a uma imaginação cheia de prazeres e perversões e eu até gostava de ouvir oque eles tinham para me contar. Eu sei que, no fundo, eles adoravam me provocar com estas aventuras. Mas eu me punha em prova diante de tudo aquilo. Sempre vencia. Agora... a essa altura da vida... uma simples jovem me parece mais provocante e sedutora que todas as oportunidades que tive em ceder.
A vida em Dressrosa era um convite tentador ao mais sadio e jovem homem: A dança, o ambiente onde um duplo sentido não mascarava uma lasciva sensualidade. A música permeava os cabarés, os grandes salões lotados, os cassinos que fervilhavam, eram lugares onde os amores nasciam, as traições floriam, consumavam-se pela madrugada e morriam ao raiar do sol. Como um andarilho daquela cidade, vi e vejo tudo de longe. Nada daquela vida luxuriosa me seduzia. Nada, absolutamente nada. Então... por que uma chama misteriosa e ardente me acende no peito justamente com |seu nome|, com o |cor dos| dos seus cabelos, com a suavidade de |sua cor de| pele, com o |seu tipo de| corpo... sim, |você| é inocentemente provocante, mas devo resistir. Afinal de contas, |você| é uma menina ainda, pura, inocente de tudo que seu pai e irmão tentam escondê-la. Pelo menos, até quando se casasse.
Fico imaginando o tipo de marido que podem arranjar para ela. Torço que não fosse nenhum brutamonte. E que também não fosse nenhum depravado que se mascara na figura de bom marido e pai. Torço para que eu não me torne um obstáculo na |sua| vida. Torço para que eu não sofra de nenhum tipo de ciúmes que possa prejudicar a reputação de nós dois. E da família dela. Preciso muito arranjar uma casa individual para mim, sinto que a hospitalidade dessa família já foi muito para mim.
...
A noite era de virada do ano. Roger e o filho estavam se divertindo em mais uma noitada com os amigos em um cabaré em Dressrosa. As horas foram passando as bebidas foram me deixando ambos mais salientes perante as belas cortesãs. Então, uma das cortesãs, de cabelos rosa e de uma maquiagem semelhante a uma gueixa, sugeriu a Ace que fosse para sua casa. Ele recusou, obviamente. Avisou ao pai que passaria uma noite com ela e Roger, concordando, saiu da área do bar e foi para outros cômodos.
– Volte para cá antes das seis. Lembra-se que vamos almoçar em casa e passar seu aniversário junto com a |seu nome| e o padre Corazon.
A cortesã olhou para o homem, reconhecendo aquele nome e de quem se tratava. Padre Corazon... por aquelas bandas de Dressrosa?
– Pode deixar, pai. Com licença. – ele se retirou, abraçado a cortesã.
Ace entrou em seu carro, acompanhada dessa cortesã, e a levou para um lugar onde pudessem ficar só os dois e "conversar" mais calmamente, longe daquela folia de gente que comemorava a chegada do Ano Novo.
– Diga-me algo... vocês conhecem esse padre?
– Quem, o Corazon? Sim, está hospedado em nossa casa até achar uma outra morada para ele.
– Hmmm... das poucas pessoas que deixei para esquecer no passado, esse foi o único que quis ficar em minha memória. Corazon... e uma certa estudantezinha a qual ele protegia muito... parecia que ambos eram apaixonados um pelo outro.
– Sério isso? Como sabe dessas coisas... qual seu nome mesmo?
– Chama-me de Grande Glutona. É como sou conhecida aqui. – disse a cortesã – Ah, e isso foi na minha época de estudante... faz tempo...
– Conta-me... – o moreno enrolava com os dedos as mechas longas e lisas do cabelo dela.
– Não sem antes de um beijo... – ela olhava para ele com luxúria, mordendo levemente os lábios pintados apenas no meio deles.
...
– Padre... já vai dormir? – |você| perguntou.
– Sim... e acho que você deve dormir, também. E rezar bem, para que seja um ano bom e produtivo.
– Eu sempre faço isso, independente da data em que estivermos!
– Eu bebi licor demais, estou meio molenga.
– Eu também.
– Só fiz isso aqui, entre a gente. Jamais me convide para uma beberagem dessas lá fora!
– Hahaha... e quem disse que eu posso fazer dessas coisas lá fora, Corazon? – |você| comentou cum uma feição de conformada – só aqui mesmo confinada em casa é que posso fazer isso...
Ele sorriu. Ao caminhar para o quarto, tropeçou em um dos móveis e caiu no chão. |Você| foi imediatamente ajuda-lo, segurando em suas mãos e ajudando-o a ficar de pé.
– Vou chamar a Baby 5 para ajudar com os curativos...
– Não... não a chama... não quero que ela me veja nesse estado em que me encontro... vai que ela comente com seu pai e ele pense que...
– Tudo bem, tudo bem... levarei-o para seu quarto.
– Vamos evitar muitos ruídos.
– Tudo bem... – |você| falou sussurrando.
No quarto de Rocinante, |você| o ajudou a tirar o capuz e a deitá-lo na cama.
– Sente dores nas pernas?
– Não... – ele colocou a mão em sua cabeça – apenas... quero descansar.
– Posso... ficar com você?
– Não... vá para seu quarto... não vai ficar bem se nos virem aqui...
– Não se preocupe, padre. Deixarei a porta trancada tanto do meu quanto o do seu. Lá pelas quatro da manhã eu me levanto antes de todos e vou para o meu. Além disso... as serventes só veem aqui quando são chamadas. Elas ficam concentradas na cozinha.
|Você| fez exatamente o que falou para o padre. Trancando-se dentro do quarto dela, foi até um divã perto da cama e deitou-se ali.
– Vou descansar aqui mesmo. Tenha uma boa noite!
– Certo... durma bem, qualquer coisa me chama.
– Está certo.
Ambos caíram no sono. Duas horas depois, Corazon acordava lentamente, com a cabeça mais leve. O efeito entorpecente do licor havia passado com um bom cochilo. Olhou para o divã e viu a doce criatura que não gostava de ficar tão sozinha dormindo ali, meio torta. Levantou-se e abriu a porta do quarto. A casa parecia que não havia ninguém. Então ele |te| pegou cuidadosamente nos braços para levar para o |seu| quarto. Ao tentar abrir o quarto com |você| nos braços, percebeu que estava trancada – |você| havia trancado o quarto, como havia dito antes.
– Nossa... não tenho como coloca-la na cama... – disse ele baixinho, para si mesmo, retornando com |você| nos braços. A energia e o calor feminino nos braços dele o faziam respirar mais profundamente.
Colocando |você| agora na cama dele, procurou a tal chave em cima dos móveis.
– Padre... o que estou fazendo aqui? – perguntou |você|, acordando aos poucos.
– Tentei te levar para a sua cama, mas a porta está trancada e sem a chave.
– Coloquei a chave em cima da mesinha de cabeceira... mais ou menos por aqui... – ela apontou a tal mesinha, ainda deitada – ah, ali mesmo!
– Bom... eu ia te colocar lá sem atrapalhar seu sono...
– Ah... tudo bem... embora não queria passar sozinha enquanto meu pai e irmão não chega...
– Então deixa... – ele foi fechar a porta do quarto. Por dentro, estava tão frágil e resistente ao mesmo tempo – Você termina a noite aí e eu vou para o divã.
– E por que não dorme aqui ao meu lado?
Corazon não pode deixar de olhar |você| com certa reprovação. |Você| estranhou isso.
– O que me pede?
– O que te peço? Eu apenas estou sugerindo. Não há nada demais... eu durmo aqui no meu canto e você no seu. – |você| se ajeitou no canto da cama, com um sorriso simples no rosto. Realmente, |você| tinha a melhor das intenções. Apesar de amar o padre, não estava tão insegura como ele estava naquele momento. A testa dele suava. Os punhos dele estavam apertados.
– Saia daqui agora mesmo! – ele disse em um tom ríspido.
– ...padre?
– Saia, |seu nome|! Já, agora! – ele aumentou um pouco mais a voz.
|Você| ficou sem reação diante do modo bruto que ele usava ao lhe dar a ordem. E meio sentida também.
– Mas eu...
– Qualquer coisa, estou aqui e é só bater à porta. Quero que saia da minha cama, agora! Venha!
– Mas foi você quem me colocou aqui! – disse |você|, saindo da cama e se encostando à parede.
Corazon lhe pegou pelos braços com certa força e simplesmente |te| colocou para fora, fechando a porta em seguida. Segundos depois, ele abriu somente para |te| dar a chave do |seu| quarto, e voltou a fechar a porta bem na |sua| cara. Ele nunca imaginou que agiria assim tão brutamente com |você| e tampouco |você| imaginou na vida que ele alteraria a voz de modo bruto |contigo|.
|Você| nem teve coragem de voltar para o quarto. Encostada na parede ao lado da porta do quarto dele, |você| chorava aos poucos até cair em um choro copioso. Com a chave nas mãos, lembrando-se dos momentos recentes vividos com ele. Caindo sentada no chão, |você| enfiou o rosto entre os joelhos e, encolhida em seu canto, chorava muito em silêncio. Em seu quarto, Corazon estava sentado em sua cama, com o rosto entre as mãos. Não conseguia sequer deitar na cama e continua seu sono. Olhou em direção a porta. Todo aquele desespero por causa de uma reação inesperada: uma excitação sexual. Nunca havia sentindo um formigamento daqueles entre suas pernas. Jamais passaria a noite com ela ao seu lado na cama. Foi só vê-la se ajeitar em sua cama e sentiu seu membro reagir, formigando por dentro de suas batas. As pernas |formato das suas| ajeitando-se nos lençóis da cama dele. Aquilo tudo lhe deixou furioso. Lembrou-se do juramento que fez, perante Frei Sengoku. De sua vocação. Da disciplina que deveria seguir. Aquilo tudo, antes motivo de orgulho, estava lhe torturando. Magoá-la daquela forma era horrível, também. Ele fechou os olhos e caiu na cama. De repente, abriu os olhos, tendo uma decisão. Ele se levantou e abriu a porta, com a intenção de ir até seu quarto e pedir desculpas, independente de |você| está acordada ou não. Viu |você| jogada no canto ao lado da porta do seu quarto e apiedou-se do que viu: a imagem chorosa e decepcionada de uma pobre garota que ainda era inocente até dos seus próprios instintos. Ele apertou os lábios, respirando fundo. |Você| ainda estava chorando.
– |Seu nome|.
|Você| olhou para a voz que te chamava.
– ...eu... já vou para meu quarto... – |você| disse, limpando as lágrimas.
Ele foi até você, agachando-se ao seu lado.
– Perdoa-me?
– ...ainda estou assustada...
– Não fique mais... vou compensá-la por todo o meu desprezo desde que voltamos a nos ver.
– ...como?
Ele |te| pegou pelas mãos úmidas das lágrimas. Ele aparentava outro semblante, mais confiável e amável. Como ele sempre foi com ela. Como ela o conheceu. |Você| deixou se levar por ele, ainda chorando.
– Não vai me dar outra bronca de novo, vai?
– Shhh... – ele pediu silêncio delicadamente.
Ele levou para o quarto dele novamente. |Você| não entendia o que ele queria agora. Ele te pôs sentada na cama e sentou-se ao lado dele.
– ...padre...
– Chama-me pelo nome, agora. Nesse momento, não mais um padre. Quero me desculpar com você... se permitir.
De repente, a jovem dos cabelos |cor dos seus| arregalou os olhos surpresa. Era o que parecia? Ele jogou seus cabelos para trás e aproximou para dar um beijo nos lábios, assim fazendo. |Sua reação pessoal| foi inevitável, e nada impediu dele prosseguir o beijo que |te| fazia corresponder da mesma forma. Ele pegou em suas mãos, mantendo-as seguras de forma apaixonada.
– ...tudo bem? – |você| perguntou ainda incrédula do que testemunhava.
– Sim...
E ambos se entregaram em um abraço quase sufocante. Ele deslizava suas mãos enormes em suas costas, e |você| o imitou nisso. Será que aquilo era um sonho? Ambos se perguntavam isso. Corazon |te| beijava com vontade, mordiscando levemente os |formato dos seus| lábios, enquanto deslizava a mão na |sua| cintura. Aquilo lhe acendeu os desejos mais ocultos que tinha por ele e |te| fez levar-se pelos instintos, retribuindo o beijo trocando carícias quase infantis, como deslizando os dedos nas bochechas dele e se aninhando no peito dele. O loiro parecia mais ousado dessa vez; enquanto se beijavam, uma das mãos que estava em minha cintura começava a subir em direção aos |tipo dos seus| seios.
|Você| segurou a mão impedindo que atingisse seu objetivo e a conduziu novamente para minha cintura, pouco tempo depois ele tornou a subir sua mão, mas dessa vez |você| permitiu que os seios ainda virgens fossem tocados de forma tão suave e tão íntima. |Você| não pode evitar os arrepios.
Ele ajeitou-a na cama como se fosse um frágil bebê e ficou comtemplando |você|. E |você| ficou olhando ele sem nenhum medo ou preocupação. A doçura e a calma dele em lidar com |você| sempre |te| amoleceu.
– Espero... em não te espantar com meu corpo...
– Por que espantaria?
– ...tenho muitas cicatrizes de diversos golpes que recebi da vida...
Aquilo lte| despertou curiosidade e até certo dó, em vez de espantar.
– Você é perfeito do mesmo jeito... e a pessoa que muito amo... apesar de...
Ele voltou a beijar os |seus| lábios, interrompendo o que |você| iria falar. Acomodou-se em cima de você, porém entre suas pernas abertas, e dedicou aquele momento aos beijos, desde os lábios até o ventre. Ambos descobriam os prazeres da carne aos poucos. |Você| acariciava as costas e os braços dele. Ambos ainda estavam vestido.
– ...eu a amo. Sempre a amei... apesar de não poder... mas eu a amo... – disse o loiro, abraçando seu corpo com paixão, mantendo-o preso embaixo ao corpo dele.
– Eu também... – |você| disse, com sua |tipo de| voz um pouco mais fraca.
