Era horrível demais resistir. Nunca achei que esses fracos carnais pudessem abalar uma pessoa. Nunca imaginei que a abstinência fosse tão solitária e perturbadora. Eu amava |você| mais que a mim... talvez mais que a minha própria vocação! Então, qual é a essência desse voto se eu não sigo como se deve? A ideia básica é a de permitir que um servo siga o seu chamado evangélico descobrindo como viver o exemplo dado por Jesus. E como eu posso ser comparado a ele se sequer tenho forças para continuar. Jesus era humano também. Nasceu humano e morreu como tal. Não foi diferente de mim e nem dos meus irmãos que se dedicam para Deus.
Era preciso ser superior a tudo, desde os instintos até as necessidades físicas e psicológicas. Eu era um ser que somente vivia para Deus. Meu corpo era instrumento dele. Eu havia me entregado de corpo e espírito a sua vocação ainda na adolescência e não permitiria que, em sua maturidade onde estava, se desviasse de sua vocação.
Não era preciso temer os desafios. Eles devem ser acolhidos e servidos de lição e superação. Mas nesses meses em que estive aqui, literalmente abusando da hospitalidade desse bom homem, não me reconhecia mais como o Pe. Corazon de sempre. Quem era eu, agora? Um fraco. Um desanimado. Um temeroso. Um seduzido. Um instrumento do pecado. Violador da pureza de uma jovem virgem. Como eu era vergonhoso, ó Deus! Eu não estava sendo digno da batina que eu vestia, de cada pedaço de pano que cobria minha nudez. Precisava me punir. Corrigir-me dos erros, já que até Frei Sengoku não me corrigia como devia, acreditando que sou extremamente inocente e puro dos pecados que me rondam.
...
E os dias prosseguiam normais, como se nada tivesse acontecido. |Você| e Corazon conviviam juntos sobre o mesmo teto, continuaram com o mesmo relacionamento de sempre perante a família... mas ainda mantinham em segredo o amor que sentiam um pelo outro. Não era mais fácil olhar como se ainda fossem amigos. Era preciso muita cautela diante do pai, do irmão e das criadas – em especial Baby 5, que passou a observar o padre discretamente, atentada por sua beleza e castidade. Como todas as outras mulheres.
|Você| não. |Você| não era uma tentadora proposital. Com |sua| natureza inocente, conseguiu atrair o padre Corazon. Assim como |você| sentia atraída pela beleza e pureza daquele homem que era servo de Deus. |Você| não achava que esse amor fosse pecado – desde quando amar é pecado? Se todos pecassem dessa forma... as coisas seriam bem mais fáceis de lidar. |Você| sempre se questionava porque Deus exigia tantos sacrifícios de seus servos. Como humanos, têm suas limitações... seus fracos. E suas necessidades. Por que a castidade era tão exigida?
E com o passar dos dias, os desejos aumentavam. A sensação de ser tomada por ele era única. Não era apenas uma necessidade física; era simplesmente a felicidade em poder dar um prazer tão simples para quem também lhe dava. Isso era pecado? Sim. Para a sociedade, para os chefes da Igreja, sim. |Você| queria contestar, brigar, lutar pelo amor dele, fazer dele seu homem. Seu marido. Mas |você| sabe que isso nunca aconteceria. Corazon já vivia nessa vida há tanto tempo... e ele era decidido.
Isso |te| abalava por dentro. Apática e desanimada, |você| vivia dentro daquela casa e só saía na companhia de Baby 5. Roger notou isso na filha, chamando-a em um canto para conversar.
– Noto-a tão fria, indiferente... o que está havendo, |seu nome|?
– Nada demais... apenas sinto-me incomodada por não poder mudar certas coisas.
– Bom, certas coisas não podem ser mudadas, mesmo... ms o que é que você gostaria de mudar, |seu apelido|?
– ...a liberdade de amar de todos.
– Hahahahaha... espera aí, não entendi direito! – o homem de bigode estiloso e volumoso ria daquilo – a liberdade de amar de todos... como assim, minha filha?
– Nem todo mundo pode amar... há pessoas que não podem ter um amor em sua vida... devem se entregar à castidade até a morte. Isso é horrível!
– É, não é? Lembrei logo desses padres e freiras... mas eles têm uma razão para isso.
– E qual é a razão?
– Ora... – ele gesticulava tentando encontrar uma resposta convincente – é... bem... é uma espécie de compromisso com Deus, é isso!
– Mas Deus seria capaz de privar o homem de poder amar? Sendo que o amor é o mais puro dos sentimentos?
– Nem tanto, minha pequena! – ele batia levemente em sua cabeça – o amor nos leva aos mais impuros sentimentos. Deve ser por isso mesmo que esses sacerdotes de Deus não podem se deixar levar por esse sentimento.
– ...quais impuros sentimentos?
– Você está se preocupando com coisas que nunca acontecerão com você, |seu nome| – Roger se levantou da cadeira – essas aulas de Teologia estão te fazendo a cabeça!
– Não, eu não precisei dessas aulas para pensar nisso. Penso nisso desde quando era uma menina!
– É mesmo? Nunca me falou nada...
– Então... estou falando agora para você, meu pai...
Roger |te| puxou na cadeira e abraçou forte – até um pouco exageradamente forte, como todo que fazia. Mas era por carinho à sua filha curiosa.
– Falando nisso, cadê o padre?
– Ainda não voltou, e as aulas lá na faculdade já devem ter acabado... pelo horário.
– Ele deve estar na igreja, só espero que volte bem!
...
Sons ásperos e frios soavam naquele ambiente fechado. O padre se punia com um pequeno e duro chicote de uma única alça de couro. Estava apenas descoberto de sua bata da cintura para cima. Era costume certos tipos de autopunição, quando um sacerdote sentia no direito de se corrigir dos vícios e tentações que o corrompiam.
O corpo humano é como uma criança mimada, aquela que deseja ter todas as suas vontades satisfeitas e, mesmo que isso ocorra, ela ainda se sente incompleta insatisfeita. Como um servo de Deus, Rocinante deveria passar por cima disso tudo. Sentia seu corpo cada vez mais fraco, reduzido a uma paixão secreta e proibida. Ele não se permitia. Ele achava pouco os "castigos" que recebia – que sequer recebia. Nenhum padre lhe dava a penitência que ele achava digna. Todos compreendiam e passavam-lhe a mão na cabeça, apenas mandando orar e jejuar.
Isolado no porão da casa de |seu nome|, ele se autopunia. Apertava os lábios, buscando sentir a dor e encontrar nela sua força e resistência. Mas era só lembrar-se de cada centímetro do corpo dela... não, ele não se permitia mais. Aquilo foi um deslize que não se repetirá mais. Uma pequena derrota para as fraquezas e os desejos da carne.
|Você| procurava pelo padre por toda a casa, até ir ao porão. Viu a porta fechada e julgou que, pelo silêncio no momento em que estava, estava vazio. Entrou no porão – cuja porta não estava trancada – e flagrou uma cena horrível.
– Padre! – |você| foi correndo até o corpo de costas machucadas, abraçando-o.
– Por favor! – Corazon tentou se afastar, mas ficou quieto ao ser abraçado por uma criatura chorosa.
– Por que está fazendo isso?! – |você| chorava, penalizada ao ver seu amor se torturando – Não se machuca assim, meu amor!
Ele suspirou cortado ao ouvi-la chamar "meu amor".
– Isso não é correto, não deve se machucar assim!
– Estou me punindo... porque tenho direito sobre meus atos...
– Que atos? Que atos? – |você| se aninhava ao peito dele, que não teve saída em largar o chicote e abraçá-la.
– |Seu nome|... é algo muito longo... para explicar.
|Você| pôs a mão nos lábios finos dele. Olharam-se profundamente.
– Deixa-me te curar...
– Você é minha perdição, |seu nome|... não posso amá-la e tudo que faz é me enfraquecer!
– Você está se perdendo lutando contra si! Acredito que em Deus aprova isso que está fazendo! – voltou a abraçar o peito nu, acariciando as costas de cortes vivos.
– ...|seu nome|...
– Nosso amor não é pecado! Não precisamos ter relações carnais, apenas...
Ele a segurou pela cabeça com as duas mãos.
– Não é fácil separar tudo... o amor nos leva aos caminhos mais tortuosos e luxuriosos...
|Você| se lembrou do que |seu| pai lhe disse.
– Também não acredito muito que uma relação carnal seja tão pecado como ferir um corpo com uma espada.
– ...mas tudo isso é igual em nossa vida como padre...
– Não é correto!
– Mas é, |nome|! Mas é! ...
Subitamente, se beijaram apaixonadamente. Ele parou o beijo aparentemente assustado.
– Corazon... se quer tanto se desapaixonar... ajuda-me também a desapaixonar... porque é horrível aceitar que não posso tê-lo como eu quero ao meu lado!
E |você| voltou a beijá-lo. O loiro já sentia seu pênis latejar por baixo da batina, que era levantada por |você|, para pegá-lo. Enquanto isso, |você| roçava seus lábios em cada um dos mamilos rosados e grossos dele. Ele olhou par ao alto, como se estivesse pedindo ajuda aos céus. Seus olhares transmitiam seus impulsos, suas vontades, seus desejos mais picantes. Pecaminosos. Seu corpo não aguentava mais lutar, resistir. Nem o dele e nem o |seu| corpo. |Você| teve o impulso de ir até o pênis dele e abocanhá-lo, sugando com vontade como um bebê que mama no seio de uma mãe. Corazon não pode evitar um gemido mais rouco e alto. E por instinto, ele puxou a bata para cima e tirou-a de seu corpo, ficando totalmente nu. E |você| podia sentir as mãos deles tocando em |suas| costas, tirando os laços do |seu| vestido e puxando-o pela barra da saia, levantando-o para tirá-lo. |Você| parou de chupá-lo apenas para se erguer e deixá-lo tirar o vestido |sua primeira cor favorita|. Você desabotoou o sutiã enquanto ele descia sua calcinha |sua segunda cor favorita|.
Ele |te| pôs embaixo de si, afastando |suas| pernas e começou a beijá-la com delicadeza, seios, umbigo, coxas, pés, cada centímetro do corpo dela. Quanto mais delicado ele agia, mais nervosa |você| ficava. Com isso, |você| debatia-se cheia de luxúria no chão, o que o excitava cada vez mais. Seu pênis estava duro somente de vê-la sofrendo, implorando para que ele a possuísse com força.
Baby 5 passava perto da porta do porão, e seguiu atraída pelos gemidos baixos que ouvia lá de dentro. Pôs-se atrás da porta. Olhou pela fechadura, deixando cair o balde cheio d'água ao reconhecer o casal. Ela ficou sem ação ali, apenas vendo o padre Corazon e a jovem |seu nome| entregando-se em uma furiosa cópula carnal. Ela pôs o balde no chão e ficou ali, despreocupadamente assistindo os dois.
Eu penetrou devagar mas não conseguia manter aquele ritmo delicado. Sentia-se como um cavalo garanhão usado para reproduzir. A excitação de ambos aumentava cada vez mais, fazendo |você| abraçar a cabeça loira contra os |seus| seios. |Você| falava coisas obscenas que o deixava louco. Ele te acariciava lascivamente que |te| despertava o lado mais lascivo. Ambos se entregavam intensamente. Nunca Corazon imaginou encravar-se totalmente dentro de uma mulher – ainda mais sua pupila. |Você| tampou sua própria boca para não gritar o mais alto que podia.
Caíram exaustos no chão. |Você| de barriga para cima, ele de bruços. Baby 5 achou melhor sair dali naquela hora.
– De novo... – ele disse, ofegante.
– É... – |você| concordou, fechando os olhos.
...
Enquanto Baby 5 estava em uma feira fazendo compras, foi puxada para um canto sem saber quem estava fazendo aquilo. O "raptor" tirou a mão de sua boca e se revelou. Ela sorriu e o abraçou, enchendo de beijos.
– Bellamy!
– Hein, sua gostosinha! Não me procurou mais por quê?
– Estive tão atarefada... ah! Deixa-me te contar uma coisa?
– O que é?
– Vem cá!
Ela puxou-o para um canto mais isolado do beco onde estavam. Ela puxou-o pela jaqueta, fazendo se abaixar para ela cochichar em seu ouvido o que tinha visto mais cedo. Bellamy ficou boquiaberto.
– Você... não está mentindo, está? – ele perguntou surpreso.
– Não... jamais mentiria algo desse jeito.
– O padre Corazon? Ele...
– "Come" a sua pupila. – ela falou olhando-o sensualmente.
– Heh... hahah.. hahahaha!
– Shhhh! Isso tem que ficar entre nós!
– Vou tentar me controlar...
– Sério, Bellamy... promete?
Ele a pegou nos braços e a beijou longamente.
– O que não faço pela minha empregadinha?!
E Bellamy começou a espalhar boatos entre os seus colegas, que mantiveram o sigilo sobre isso. Em um certo dia, após a aula, Corazon estava almoçando com Kid, Killer e Drake, dois de seus alunos, em uma mesa no refeitório da Universidade de Dressrosa. Em outra mesa distante, Bellamy e alguns outros rapazes conversavam sem notar a presença do mestre no local. Estavam aparentemente inebriados pelo vinho que bebiam.
– Olha, rapazes! Eu nunca imaginei que as pessoas mais resistentes pudessem fraquejar!
– Somos todos humanos! – disse um outro.
– Até mesmo o Padre Corazon... até ele, que sempre é implacável em relação às mulheres, hahaha...
– Eu nunca imaginei isso dele!
– É, gente! – Bellamy se levantou, bebendo do vinho sem parar – Até ele...
Corazon e os outros três estavam apenas escutando silenciosamente. Corazon estava sério. Kid apenas olhava pelo canto dos olhos, com um pedaço de pão na mão.
– ...ele "come" a bela pupila!
Todos ali na mesa do loiro bêbado riram. E Bellamy continuou.
– É... ele chupa os peitinhos virgens e lambe o sexo dela!
Kid jogou o pão no chão e foi até Bellamy furioso. Os outros dois foram atrás para segurar Kid, mas este já tinha puxado Bellamy pelo ombro e desferido um soco muito bem dado. E não sossegou: derrubando o loiro, o ruivo montou em cima dele para continua a socar. Killer e Drake tiveram trabalho para separar os dois, e começou um tumulto no refeitório. Corazon derrubou mesas e se meteu no meio dos rapazes, ajudando a tirar Kid dali. Os guardas vieram para ajudar a apartar a briga.
– Seu maldito, por que me bateu? – gritou Bellamy, com o nariz sangrando – Você vai me pagar!
– E apanhou pouco! – gritou Kid – Padre, solta-me! Não posso deixa-lo falar isso...
– Vem comigo, Kid. – Rocinante o arrastou para fora.
– Chega, Bellamy! – disse Drake, segurando-o.
Corazon levou Kid para fora antes que os guardas o pegassem. Lá fora, Kid pôs a mão do peito do padre e olhou seriamente.
– ...é verdade isso?
Corazon o olhou sem saber o que dizer. Imaginava que ele gosta de |você|, tinha observado isso no dia em que ele pediu um amistoso beijo de Natal.
– Esqueça o que ouviu, Kid. Vá para casa!
E a partir desse dia, quase toda a universidade compartilhou dessa fofoca. Isso chegou aos ouvidos de Roger. Antes que ele desconfiasse que isso fosse verdade, Corazon disse ao pai de |seu nome| que teria que ir embora.
– Eu sabia que isso aconteceria. Viver sob o teto de minha pupila causaria más ideias. Tenho que ir.
– Mas isso são só boatos, homem! Não tem nada a dever! – no fundo, Roger não queria acreditar que os boatos fossem reais.
Encostado à parede com os braços cruzados, Ace observava tudo.
– Padre... permita-me fazer uma pergunta? – Ace se aproximou dos dois.
– Faça, Ace. – Rocinante já estava receoso ali.
– Você... conhece minha irmã desde a época do internato, não é?
– Sim, claro.
– Há muito tempo... houve um boato que você tinha um caso com uma das alunas.
Corazon não pode evitar a cara de assustado. Ace jogou aquilo justamente para confirmar o que Bonney havia contado.
– Foi só um boato. Nada fiz com nenhuma de minhas alunas. Tampouco com sua irmã.
Por trás da porta do salão, |você| ouvia tudo.
– E agora... você seria capaz de ter alguma coisa com minha irmã, depois de crescida? – Ace o encarava mesmo, justamente para ver se Corazon tinha algum tipo de culpa.
|Você| não aguentou. Intrometeu-se no meio dos três.
– |Seu nome|! O que faz aqui? – Ace perguntou a irmã.
– Saia, isso não é conversa para você! – Roger, ordenando que saísse.
– Chega de mentiras... é melhor que tudo se esclareça agora.
– |Seu nome|... – disse Corazon, suando pela testa.
|Você| se pôs ao lado do padre.
– O Pe. Corazon nunca seria capaz de seduzir uma mulher. Se ele fizesse isso, com certeza a culpa seria delas... e não dele.
– Você deve sabe que já tem boatos envolvendo você... – disse Ace, olhando a irmã do mesmo jeito que fazia com Corazon.
– Eu o amo como homem, gostaria muito poder ser dele.
Todos olharam assustados para você.
– ...mas não posso. Mas jamais o seduzi e nem ele me seduziu. E mesmo assim, eu ainda o amo. Mas o respeito.
– Filha... – Roger olhava |você| sem palavras.
– Eu lamento que tenham principiado todo esse boato. Por isso, acho melhor que ele saia daqui, para procurar outro lugar para morar. – e |você| se virou para ele – mas padre... não se esqueça de mim, eu ainda sou sua amiga. E você é meu melhor amigo.
|Você| foi até Corazon, abraçando-o normalmente. Roger respirou fundo. A ficha caía aos poucos. Abrindo os olhos, olhou para Corazon e sua filha abraçada nele.
– Padre... faça o favor de se retirar daqui. – disse calmamente. Mas não menos nervoso por dentro.
– Sim, senhor. E obrigado pela hospitalidade nesse tempo todo.
Ele |te| soltou e foi arrumar as malas. Padre Corazon saía dali sem sequer ter um lugar para ir – a não ser na igreja da cidade, embora lá não morassem padres a não ser o sacerdote que tomava conta dali.
Foi uma noite de intenso choro para |você|, por vê-lo ir embora. Corazon rodeava pelas ruas com uma mala na mão, pensativo na vida... em seu amor. Por |você|, ele faria tudo para proteger |sua| moral. Sendo acolhido na igreja, Corazon passou a morar previamente lá. O medo e a preocupação por |você| era grande. Ele temia que |você| se machucasse com esse amor que não podia ser correspondido.
Ace e Roger não atormentaram a irmã e filha naquela noite, mas ficaram com a pulga atrás da orelha. Ela confessou seu amor na frente dos dois, protegendo o padre. Sendo natural, como se nada tivesse acontecido entre eles. Mesmo Ace sendo jovem, chegava a mesma conclusão que Roger: já haviam se envolvido e era melhor que ele saísse dali, antes que chegassem a evoluir aquele relacionamento proibido.
|Você| não se arrependeu da loucura de ter confessado seu amor por ele. Mas achou que mentir seria pior e que o pai saberia detectar se ela estivesse escondendo algo. Até sentia uma alegria por dentro, por ao menos poder declarar seu amor. Não podia assumir, mas também seu pai e irmão saberiam que |seu| coração já tinha um dono.
