Em um monastério longe de Dressrosa, Corazon e |você|, com o pequeno Law no colo, chegavam sem Sengoku saber que visitas viriam ali. Ao abrir pessoalmente o grande portão, Sengoku levou um susto: lógico que reconheceria aquele que tinha como um filho... mas com roupas comuns? E aquela mulher com um bebê a tiracolo?

– Mas... filho... quem são estes?

– Vamos conversar lá dentro... tenho muita coisa para falar com você.

– Mas... é claro, entra! E seja bem-vinda, senhorita... qual é o seu nome mesmo?

– Gold D. |Seu nome|.

– D. ... você é parente dos D.?

– Sim.

– Mas entrem logo! – o frei recebeu o casal calorosamente.

Os outros freis e padres receberam o antigo amigo e |você| com um banquete improvisado, mesmo Rocinante protestando humildemente. Após uma recepção agradável, Rocinante esteve a sós com |você| e Sengoku, onde contou toda a verdade e o risco que |você| tinha de perder Law por causa do pai.

– Eu... não acredito... que isso tenha acontecido... – o homem de cabelos grisalhos tirou seus óculos.

– Eu... sinto muito. Não posso mais levar o título de um padre se já não sou mais um.

– Entendo.

– Quando ele voltar para buscar a filha, vai querer levar somente ela, impedindo-a de ficar com o filho. Por isso que... assim como me acolheu quando era pequeno e indefeso... acolha o meu filho também. E minha mulher.

– Não sei se... ela... poderei ter aqui. Aqui nem é mais um preparatório de irmãs... vivemos apenas com poucos homens aqui e não quero que... você sabe...

– Entendo.

– Posso ser a cozinheira. Ou até mesmo uma faxineira. – |Você| comentou.

– Bem, parece que a jovem não entendeu bem... eu não quero outro sacerdote desviado do caminho por causa de uma mulher. – ele chegou a ser meio rude no tom da fala. Rocinante pôs suas enormes mãos em |seus| ombros, confortando-as.

– Peço desculpas... mas ainda estou passado pelo que aconteceu ao meu Pe. Corazon. – Sengoku se levantou e ficou na janela, olhando o distante horizonte com seus belos prados e campinas.

– Frei Sengoku... se puder acolher o nosso filho por nós... até que consigamos encontrar um sustento e um lar para nós... – rogou o loiro.

– ...vou pensar. Mas essa noite, vocês passarão aqui, não se preocupe. – disse ele, virando-se para o casal com um sorriso sincero no rosto.

...

Em um prostíbulo famoso em Dressrosa...

– Ahahahaha, é sério? – comentou Bonney, a bela cortesã, no colo de Ace.

– Pois é... o Pe. Corazon agora tem uma famíli meu cunhado! Tenho um sobrinho bonitão! – comentou ele, meio bêbado.

– Nossa... não imaginava que você fosse o irmão daquela garota... ela estudamos lá naquele internato.

– Meu sobrinho nasceu lá! No próximo fim de semana, eles virão para a casa.

– E o seu velho pai? Não me disse que ele não estava animado para ser vovô? – ela deslizava as penas do seu casaco na bochecha do outro, para fazer cócegas.

– Ah, lógico que vai aceitar! Quando vir |seu nome| e o netinho, via amolecer aquele coração teimoso.

– ...tomara. Pelo visto, pelo tio babão esse sobrinho já está salvo de ser abandonado.

– Principalmente pelo padre! – ele beberica um golo de vinho.

Numa taverna em Dressrosa...

– Andam falando que o Padre Corazon vai deixar de ser padre para assumir a família. – comentou Killer, no grupo dos seus colegas de universidade.

– Acredito que sim, duvido que ele fosse desses que abandonaria uma família por causa de uma reputação. – comentou Drake.

– Ah, isso é verdade! – disse Hawkins.

Kid bebia calado, só observando a conversa.

– Hawkins, por que não vê em suas cartas como está o padre? – pediu Drake.

– Agora?

– Por que não?

– Certo...

Ele estendeu suas cartas e leu o que podia ver claramente.

– Parece que... ele nem é mais padre.

– Sério?

– E a |seu nome|? – Kid se manifestou.

– Está bem... não vejo sombra de azar nela.

– E o padre? – perguntou Killer.

– Hum... parece que também não tem essa sombra.

– Será que ele voltará a dar aulas? Com esse escândalo, talvez a universidade seja obrigada a demiti-lo.

– E aí, rapazes! – Bellamy apareceu atrás do grupo, que parou para ver quem chegava.

– Bellamy. – Killer.

– Veio arranjar confusão não, hein? – perguntou Kid, sério.

– Nada, passado é passado! Só queria me enturmar aqui. – o loiro de cabelos curtos puxou uma cadeira de uma mesa vazia e sentou-se entre eles.

Hawkins recolheu as cartas. Drake ofereceu um copo vazio para ele e colocou um pouco de rum, aceito pelo Bellamy.

– Do que estão falando?

– Mulheres. – disse Kid.

– Ah, mas para isso tem o bordel! Para quê ficar falando de mulheres se podemos possuí-las?

– Também acho... aqui tá meio chato. – comentou Drake.

– Deixemos as coisas rolarem como devem ser. – Hawkins.

– Vamos nos divertir, caras! – disse Bellamy, levantando o copo.

– Tudo bem. – concordou os outros.

– Vão vocês... eu vou para minha casa. – disse Hawkins, levantando-se.

– Eu não quero barulho... vou ficar aqui. – decidiu Kid, sem se animar.

– Quem quiser, siga-me! – disse Bellamy, levantando-se da mesa.

Na casa de |Seu nome|...

– E quando voltará a |Seu nome|? – perguntou Baby 5.

– Daqui há alguns dias. – disse Roger, lendo o jornal.

– Ela virá com o bebê?

– ...verei se posso trazê-lo.

– Mas ela vai ficar sem o bebezinho dela? ... e ele também é seu neto.

– Deixa de se meter... – ele colocou o jornal de lado para discutir com Baby 5, mas...

Tocou o den den mushi.

– Vou atender... alô? Ah, é o senhor! Ah... hahaha, quanto tempo! Er... bem... minha filha... sim ela andou por fora uns dias... esteve doente. A proposta de casamento... ah está de pé, claro! Deixa apenas passar essa época... breve ela ficará boa e estará de volta... exatamente! Sim, sim! E me conta mais...

Roger passou o resto da noite conversando com o pai de um pretendente para ser o |seu| marido.

...

– Ei, meu pequenino... – Corazon brincava com Law, que estava dentado na cama enquanto |você| trocava as fraldas. O pequeno bebê de cabelos escuros e olhos tão penetrantes e marcantes olhava para o pai rindo, querendo pegar o rosto do pai com suas mãos pequenas e fofinhas.

– Não o faça mexer muito, Corazon. – |você| pediu, visto que o bebê se movia todo e isso atrapalhava em colocar a fralda limpa.

– Viu só, Law! Você tem que ficar quietinho. – ele se curvou para beijar a cabecinha dele.

|Você| gamava em ver aquele papaizão tão meloso com o pequeno filho. Não era justo que seu pai desfizesse aqueles vínculos. Ao terminar de trocar a fralda do Law, |você| se deitou na cama, observando os dois brincarem. Era curiosamente estranho aquele homenzarrão com aquela criatura tão pequenina e frágil, que não parecia ter nem um pouco de medo.

– Será que meu pai já foi até lá?

– Se for, elas passarão o recado que deixei.

– ...e o Frei Sengoku? Ele ainda não parece concordar com a minha presença aqui com o Law.

– Será breve mesmo... por que arranjarei um lar para nós.

– E... está decidido mesmo a... viver comigo?

– Sim.

– Mas por achar que é uma obrigação?

Ele se aproximou de você, sentando-se ao seu lado.

– Por ser uma obrigação por ser um pai e por amar demais a mãe do meu filho! – terminou de falar beijando |seus| lábios.

O pequeno Law se divertia brincando sozinho com suas mãos e pés. Ao terminarem o beijo, ambos ficaram olhando aquele pedacinho de gente que mal havia nascido brincando consigo mesmo.

No dia seguinte, Roger ia com Ace até o internato para buscar apenas |seu nome|. O pretendente de |Seu nome| estava disposto a casar – principalmente pelo pai deste – e ele forçaria a filha a manter segredo, deixando que o bebê ficasse com as freiras.

– Bom dia, vim buscar minha |Seu nome|.

– |Seu nome| foi embora com o filho. – explicou Monet.

– O... QUÊ?!

– Sim.

– E a permissão minha para sair daqui?!

– Ela mesma pediu para que falasse com o ex-padre, se quisesse pegá-la de volta.

– Não... não acredito.

– Acalma-se, pai. Ela está com o padre... – Ace tentou acalmar o pai, que quase deu um safanão no filho.

– Com os diabos, ele deveria estar! – Roger se descontrolou.

A Irmã Monet se benzeu ao ouvir aquilo.

– O que está havendo? – aproximou-se Irmã Violet.

– Quero falar com a Madre Big Mom, agora!

– Claro, vou chama-la. Mas controla-se, por favor!

E a resposta da Madre Superiora foi a mesma. Indignado, Roger saiu dali praguejando, mas antes ouviu um sermão da própria madre.

– Você é um cabeção mesmo, não é?! Está mais preocupado em agradar a família de um pretendente rico que apoiar sua filha, tão abandonada por você! E se não fosse pelo Pe. Corazon, ela hoje seria uma criatura perdida e revoltada que sequer completaria os estudos aqui! Independente deles terem se apaixonado, ambos foram desde sempre amigos e protetores um do outro! Ele foi também como um pai para ela! E tudo que ele quer é o que um pai deve desejar para seus filhos: a felicidade! Ele abandonou toda uma vida dedicada ao sacerdócio, arriscando sua postura diante da sociedade, para assumir a paternidade. Ele como pai, está certo em proteger sua mulher e filho! Deixei mesmo que fossem embora, prefiro isso que ver uma mãe ter seu filho arrancado dos braços por causa de um capricho imbecil! Pronto, falei mesmo!

No fundo, Ace se contentava muito em ver aquela Madre Superiora falar a verdade daquela forma para o velho. Não imaginava onde estaria |você| nesse momento, mas estava tranquilo em ver a irmãzinha protegida por aquele ex-padre. Já o admirava por ter inclusive abandonado o celibatário e os votos para assumir o filho. Mas guardava aquilo para si, seu pai o acharia traidor se falasse aquilo tudo justo agora.

Roger estava arrasado em ter sido abandonado pela filha. Agora, ele entendia bem o que |você| deve ter sentido. Quando a confiança se perde por causa de um abandono. Em seu quarto sozinho, lembrava-se de Rouge e chorava sozinho. Ele ainda amava |você|. Sim, no fundo ele queria aquele neto. Mas a ambição em entrega-la a uma família rica lhe cegava. Parece que as ambições do ex-pirata ainda estavam vivas em seu coração, agora na forma de um pai egoísta.

Saiu do quarto para ir beber algo lá na cozinha. Viu Ace comendo um sanduíche solitariamente lá. Ele se surpreendeu sem fazer nenhuma careta ao ver aquele rosto choroso e inchado do pai.

– ...pai? – perguntou ele, querendo saber se esta tudo bem.

– Ace... meu filho... – pôs a mão no ombro do rapaz – digo-te uma coisa: seja feliz com a mulher que quiser.

– ...aprendeu a lição, não é? Mas não se preocupe não, velho. Não vou te abandonar. Sei que não aguentaria seguir por estes mares sozinho. – falou com um sorriso confortante nos lábios.

...

Um ano se passou. Nesse período, Rocinante já não dava mais aulas na Universidade de Dressrosa. Muito de seus alunos há um ano depois já haviam concluído os estudos ali. Ele acabou morando no monastério junto com |você| e Law, que cresceu um pouquinho mais, estava um garotinho bem sadio e crescido para a idade de apenas um ano. A pedido de |Seu nome|, Rocinante resolveu voltar para Dressrosa para ver se poderia reencontrar o pai e irmão. Também queria morar lá - não na mesma casa em que morou com a família, obviamente, embora gostasse da vida campestre lá naquele monastério. Rocinante concordou com |você|.

Ace havia pedido a mão de Bonney em casamento e tirou-a da vida mundana em que vivia. Roger também havia se escandalizado com aquilo, mas resolveu não ir contra o filho. Achou irônico, a filha tirar o padre da vida santa para fazê-lo formar uma família e o filho tirar a cortesã da vida de mundana para o mesmo fim. O casal estava animado em fazer uma grande festa. O moreno queria muito poder reencontrar |você|, vê-la na cerimônia também.

E Roger se encontrava com uma doença que parecia incurável. Tudo que ele mais pedia aos céus era poder rever ao menos |você| antes que fosse embora. Um dos amigos dos tempos de juventude, Silvers Rayleigh, vivia com ele em sua grande casa, visto que Ace estava já morando em outra casa que havia comprado para viver com sua futura esposa – mas perto da do pai. Assim, mantinha-se mais animado, aliviava-se da tristeza de ficar sozinho naquele casarão.

No monastério, Rocinante e |você| estavam decididos a irem embora, mas Frei Sengoku teme uma ideia ali, antes que fossem embora.

Quero uni-los no santo matrimônio... independente de celebrações e de padrinhos...

Sério, frei? – o loiro beijou a mão do frei, radiante com aquilo.

Sim.

Então... não está mais frustrado por eu ter deixado minha vida de...

Nunca estive frustrado por isso. Ao contrário, admiro você assumir o que fez, mesmo que tenha sido um pecado por naquela época você ser um padre. Apenas... fiquei chocado no início. Mas... jamais teria ódio de você... como posso ter ódio? Vem aqui, meu garoto!

E o puxou em um abraço bem forte. Em um canto, |você| observava com o pequeno Law no colo, que se ocupada em ficar olhando para o ursinho branco de pelúcia que tinha em mãos.

Eu te amo... você vai ser sempre meu filho... em qualquer situação em que estiver! – disse o frei, com os olhos formando lágrimas.

Eu também, Frei Sengoku. Sou grato por todos os momentos em que me amparou...

Estarei aqui sempre... até o dia em que não estarei mais fisicamente aqui.

Isso ainda está longe de acontecer... – comentou o loiro, com os olhos brilhando.

E no dia seguinte, na capela do monastério, Sengoku abençoava e unia o casal, na frente de todos os outros padres e noviços ali. Law estava sentado no colo de um dos noviços. No fim da cerimônia, todos celebraram ali junto ao casal. Poder beijar a amada na frente de todos... na frente do próprio frei... assumir o amor sincero que tinha por |Seu nome|... era algo mais que sensacional. O mesmo pensava |você|, que se amargou por dentro ao viver escondendo o amor por aquele Padre Corazon. Hoje Rocinante.

Ainda naquele mesmo dia, seguiram jornada para Dressrosa.

Uma viagem já conhecida e longa. |Você| se emocionava secretamente a cada minuto em que via no horizonte o começo da região central de Dressrosa. Onde realmente tudo começou. Lembrava-se da família. Não tinha rancor algum pelo Roger. Tampouco por Ace. Queria muito vê-los. E para Rocinante, era deliciosamente nostálgico voltar para lá. Se visse Ace, agradeceria em um abraço por ter sempre apoiado, mesmo indo contra a ira do pai. Como estaria aquele pai, agora? Durante o percurso, ele seguia com |você| de mão dada, olhando |você| e Law, que dormia com a cabeça nos |seus| seios bem guardados em uma blusa de decote alto.

|Seu apelido|... – ele te chamou falando em seu ouvido.

Sim? – |você| se virou.

Quer visitar primeiro seu pai?

Sim. Mas se você achar que não... tudo bem.

Não, vamos fazer o que você quiser, |Seu nome|.

...tudo bem.

Ele acariciou a cabeça do filho que dormia apenas com o indicador.

O perigo passou. Eu acho. – |você| comentou.

E se retornar, vou te defender com todas as forças que tiver... você e Law.

Ao chegarem bem no centro de Dressrosa, no meio da manhã. Desceram do veículo que os conduziram e foram até onde morava Roger. Depararam-se com a casa cheia de adornos em cores branco, dourado e rosa.

O que está havendo aqui? – perguntou |você|.

Não tenho a mínima ideia... vamos tocar a campainha, espero que esteja no mesmo lugar.

Ele tocou e esperou que atendessem.

Será... que é melhor voltarmos em uma hora?

Agora que eu toquei a campainha? Não mesmo. – disse ele, em um tom brincalhão.

Baby 5 atendeu, arregalando os olhos e deixando o cigarro cair.

Baby 5... conseguiu nos reconhecer?

Ela correu ao |seu| abraço, quase amassando |você| e o Law, que despertou se mexendo em |seu| colo.

Tenha cuidado, ela está com um bebê! – disse o ex-padre, que a fez olhá-lo de cima para baixo – Sim, sou eu. O Padre Corazon de uns anos atrás.

E ela pulou nele em um abraço, quase derrubando-o. |Você| ria.

Está tudo bem, agora nos leva até o dono da casa. Queremos falar com ele.

Para já! – disse ela, indo na frente.

Baby 5, por que essa decoração toda?

Não sabe? Hoje é o casamento do seu irmão!

Ace?

Sim! Você veio no dia certo!

Baby 5 entrou gritando alegremente ao anunciar quem chegava. Ace, que estava na varanda, ficou curioso ao ouvir aquele barulho familiar vindo lá de baixo e foi ver. Incrédulo, parou na porta da entrada do salão.

Não... é... possível.

Ace! – |você| sentiu seus olhos se umedecerem.

Dando o bebê para Rocinante, |você| correu para o abraço, e Ace correspondeu, tirando seus pés do chão naquele abraço longo. Também se deixava levar pelas lágrimas de alegria.

Minha |Seu apelido|!

Ace!

|Seu apelido|! Minha amada irmã! Por que... nunca mandou uma carta, ao menos? – perguntou para ela sem soltá-la daquele abraço que |te| suspendia.

Eu... não imaginava que papai me aceitaria... mas... eu queria te ver muito! – e então, nos braços dele, |sua ação pessoal diante dessa cena|.

Após matarem a saudades um do outro, os irmãos saíram dali. Ace puxou |você| pelas mãos para levá-la ao velho que estava acertando os últimos detalhes no pátio do casarão.

Espera aqui. – ele |te| pediu para ficar parada onde estava.

Foi até o pai, que estava com Rayleigh conversando.

Pai, fica de costas. Tenho uma surpresa para você.

Mais surpresas?

Sim. Espera aí!

O outro homem virou-se para trás e ficou olhando curioso. Ajeitou os óculos, analisando bem a criatura parada distante dos três ali.

Mas se não é aquela garotinha... que vi há tantos anos! – exclamou Rayleigh com os braços abertos – nossa... como tem os traços da Rouge!

Nem deu tempo para Ace fazer "psiu" para silenciar o homem de longos cabelos brancos. Roger percebeu, de costas, de quem se tratava. Fechou os olhos e sacudiu a cabeça. Aquelas lágrimas que começaram a descer nos olhos, mas ele limpou rapidamente. Quando virasse para aquela pessoa, queria mostrar um largo sorriso.

...|Seu nome|. – disse ele, e virou-se em seguida. Tão linda! Ainda mais que antes. Sim, tinha o semblante e os traços que lembravam sua falecida esposa. |Você| parada, sem se mexer, vendo aquela feição alegre, sem nenhum ódio ou rancor, como antes.

...papai! – foi até ele andando, mas correu para abraçá-lo. Ele acolheu em um abraço tão intenso, tão emocional, tão arrependido.

Minha filha! Sim, eu pude vê-la antes de morrer! – aí pode desabar em um choro no |seu| ombro.

Papai! Não fala assim... – |você| apertando o velho naquele abraço intenso.

|Seu nome|! Minha |Seu Nome|!

Baby 5 trouxe Rocinante com o Law no colo. Roger, ainda abraçada com a filha, achou-o tão diferente naquelas roupas comuns. Ainda sentia um pouquinho de ódio dele, mas nada abalaria a alegria dele em um dia extremamente feliz e completo.

Papai... eu me casei, sou uma senhora de família. E quero que conheça a minha família que comecei há um ano! – |você| falava entre lágrimas, e também |sua ação pessoal diante dessa cena.

|Seu nome|... me perdoa por tudo?

Eu nunca te odiei pelo que aconteceu... – saiu do abraço para olhá-lo nos olhos – só quis proteger meu filho... para que pudesse ver um dia.

Roger olhou para o netinho no colo do ex-padre. Ele deixou a filha ali para ir até os dois.

Venha conhecer seu neto. – ele ofereceu o Law para ir ao colo do vovô Roger, que acolheu o Law nos braços. Aparentemente desconfiado, Law olhava para o avô sério.

Ele é bem sério...

Ele está te conhecendo... depois se acostumará. – disse Rocinante, com um sorriso afável nos lábios.

De repente, Law começou a chorar, querendo voltar para Corazon. Roger riu daquilo, devolvendo ao pai.

Ora, Law... não assuste seu avô. – Rocinante disse em tom de brincadeira para seu filhinho, embalando-o.

Nada, fui eu quem o assustei. – disse Roger, dando uns tapinhas no ombro do loiro.

Rayleigh conversava com |você| ressaltando mais uma vez como era bom tê-la revisto e avisou de algo que ela tinha que saber.

Seu pai... está com uma doença aparentemente incurável. Foi muito bom que tenha retornado, |seu apelido|.

Foi culpa minha...

Qual nada! Ele nunca teve das melhores saúdes, não sei como ainda conseguiu chegar até aqui.

Estava mais na hora de voltar para casa...