Nami - Cobertura Nico
— ...e preciso descobrir como evitar ele! Perigo é o sobrenome daquele bruto, Robin! E o pior é que estou de mãos atadas na empresa. - a ruiva se afunda mais no sofá, deprimida. - Se tentar expor ele eu me ferro junto e perdemos o cliente para empresa...se só dar um jeito de demiti-lo...ele leva os malditos contatos e clientes dele!
— Ele soube como se preparar... Você vai ter que entrar no jogo dele, Nami. - Robin fica séria. - Se ele tem uma reputação que o precede, ser cautelosa é a melhor maneira. Enquanto você da a cara a tapa, vou descobrir mais sobre ele e sua rede de contatos... Assim teremos trunfos para qualquer gracinha vinda dele.
— Você é a melhor Robiiinnnnn! - ela se joga em cima da morena a abraçando forte depositando um beijo demorado em sua bochecha.
— Certo. Agora venha vamos relaxar num bom banho e mudar de assunto para relaxar. - A morena se levanta puxando a ruiva do sofá. - Koala, vamos para o ofuro também!
No outro dia.
Nami chega a empresa distraída com celular em mãos, revisando relatórios nele. Tinha descansado bem na cobertura de Robin, e como sempre estava por la tinha um estoque de roupas para emergência. Ele para a frente do elevador e se espreguiça: se sentia leve e mais bem disposta.
Chega em seu andar, e sua secretaria já a segue com uma pilha de recados. Ela sempre chegava primeiro na empresa e saia primeiro também. Nami não se importava pois ela era extremamente eficiente.
— Nami-san, esses são todos os recados de hoje. Também já preparei seu café da manhã, está em sua mesa...
— Excelente, Lola querida! - Nami sorri e aponta com a cabeça para sua sala - Hoje me acompanha no café?
— Obrigada, Senhorita, mas tenho alguns probleminhas que o Sr. Water me passou.
— Novamente?! Ele sabe muito bem que você é minha secretária...qual a daquele mané? - ela para a porta com a mão na maçaneta.
— São coisas fáceis Nami-san. Não se preocupe. Temos que pensar que como o Sr. Water está sem assistente, todos os demais estão sujeitos a essa função... - ela pisca.
— Lola não sei o que faria sem você! - Nami retribui com um grande sorriso - Fim de semana vamos sair curtir o novo cassino, combinado?
— Perfeitamente senhorita! - ela sorri e volta para sua mesa.
Volta sua atenção para o celular e entra na sala resmungando para si.
— E eu dou um jeito naquele folgado do Law...ele sempre...
— Eu sempre?
A voz gélida mas serena sai do fundo da sala. Nami da um pulo com o susto derrubando seu celular. Ela se abaixa, o pega e gira sobre os calcanhares. Olhava ele com fúria.
— QUANTAS VEZES PEDI QUE NÃO FIZESSE ISSO?— ela bufava.
— Sempre terá que me pedir novamente! Não mantem a porta fechada e adoro ver sua cara irritada pela manhã. - Ele desdenha.
Nami semicerra os olhos e fecha os punhos com força. Conta mentalmente até 10, e vai rumo sua mesa. Ela repousa o celular na pilha de papéis que sobrara ali e se acomoda na cadeira abrindo o pacote. Estava faltando seu cupcake. Ela o encara.
Ele estava sentado despojado no sofá, com os dois pés esticados sobre a mesinha de centro e os braço abertos. Aquele maldito sorriso jovial, matreiro e #$! ##, estava no belo rosto dele. Vestia uma camisa social cinza aberta nos primeiros botões, sem gravata (já tinha arrancado ela) pois dizia o sufocar, e calça preta. Provavelmente já teria arrancado o terno, pois a empresa exigia o traje social completo para apresentação na entrada, era algo rigoroso... E ela até o admiraria se não estivesse tão brava.
Todo o dia era essa piração: ele encontrava um meio de provoca-la. E ela? Todo santo dia caia em sua provocação. Era como um jogo. Um jogo em que ambos se alfinetavam, ambos se provocavam e no fim se seduziam. Mas ambos eram orgulhosos demais para assumir qualquer coisa entre eles, estão sempre terminavam em mais alfinetadas.
— Diga RÁPIDO o que quer. - carrancuda ela volta para seu café da manhã.
— Pensei que poderíamos compartilhar um café e quem sabe você aceitaria ser minha noiva em um jantar...soube que sua nova função na empresa é essa.
Ela se poem de pé como um raio com as duas mãos caindo pesadamente sobre a mesa.
— COMO SOUBE MALDITO?
— Passarinhos cantam querida. - ele diz agora encarando o cupcake dela que estava em sua mão. - Não imaginava que Eustass-ya era seu tipo...
— Meu tipo? Quer saber meu tipo, Trafalgar-"ya"? - ela remenda o homem. - Meu tipo é aquele que não invade minha sala em plena as nove da manhã por ciúmes!
— Tsc... ciúmes de alguém como você? Hahahaha - ele ri de maneira deliberada.
— Seu... - ela vai pisando duro até ele, parando de frente. Ela se inclina ficando com o rosto de frente ao dele e pegando num gesto rápido seu cupcake de volta. - Saia da minha sala.
Ele se inclina e os rostos ficam perigosamente próximos. - Me obrigue.— diz em desafio e com o maldito sorriso no rosto.
Ela respira fundo, bufa então uma ideia passa em sua mente: Law não sabe reagir certas provocações.
— Bem... se você quer tanto ficar aqui... - ela diz um pouco manhosa. Sua postura e atitude mudam em um piscar de olhos. - Não posso garantir nada...— ela vai até sua mesa e pega um controle e o aponta para a porta, que faz um poderoso CLACK.
— Esta calor não? - ela tira seu terninho bege e desabotoa os dois primeiros botões de sua camisa deixando seu decote a vista.
Law a observava calado. Ele parecia tenso.
Ela? Se divertia internamente.
A ruiva caminha até ele, ficando de frente e se curva, exibindo o conteúdo de seu decote praticamente na cara do moreno, enquanto fingia procurar algo ao lado dele no estofado. Ela pode ver de relance ele travado, engolindo a seco e evitando olhar o contorno dos seios no decote.
— Será que Law-dono poderia me ajudar? Está tão apertado... - novamente manhosa.
— Na-na-na-mi-ya...- ele balbuciava o nome dela sem coordenação, completamente nervoso.
Ele se esquiva dela e se poem de pé o mais longe dela possível e de costas. Suas mãos estão nos bolsos.
— E-e-e-u...
— HAHHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA - dessa vez a ruiva rolava de rir no sofá. - EU DEVIA TER FILMADO SUA CARA! "NA NA NA NA MI" Y-A"! pffffttt... - se contorcia de rir.
— Tsc...MALDITA!
— O que foi Traffy? Não quer me...
— CALADA MALDITA.
— HAHAHAHAHAHAHA - ela se endireita no sofá, fechando seu decote. Vai para sua mesa e pega seu terninho o colocado. - Espero que me deixe em paz pelo menos por hoje.
— Abra a maldita porta. Deixei o relatório anual revisado pro mim e pela secretaria-ya ai. Verifique e o encaminhe.— ele diz sério e gélido - E isso terá troco...
— Troco? - ela sorri de lado - Oras Law, ambos sabemos que seu cavalheirismo não vai deixa-lo fazer nada...nadica de nada.
— Veremos... - diz de maneira sombria. Vai até a porta.
Ela aperta um botão e o CLACK pode ser ouvido. O moreno sai dali pisando duro.
Nami senta e se serve do seu café, ainda se divertindo com a situação.
