Prólogo - Kaze no Okami
Havia uma lenda esquecida há muito tempo pela humanidade. A antiga lenda contava a história de um deus que assumia a forma de um lobo. Ele possuía muitos nomes, mas o mais famoso era Kaze no Okami. Um lobo que possuía sete caudas, que eles acreditavam ter sido uma das entidades criadoras do universo. Em cada uma das caudas brilhava uma essência fortíssima, emanando chakra de uma natureza específica. O lobo possuía duas caudas maiores que as outras cinco, que se destacavam também pela cor: uma era de um azul puro e brilhante, e a outra de um negro avermelhado sólido. Eram as caudas que correspondiam aos chakras na natureza positiva e negativa. As cinco outras caudas, cada uma contendo um elemento mudavam suas naturezas para positivo ou negativo de acordo com a vontade do deus.
Esse deus fora incumbido de ser o guardião de Izanami e Izanagi, o casal de deuses que gerou muitas e muitas divindades, que por sua vez culminaram na criação da humanidade. Entretanto, no parto de um de seus filhos, Izanami corria perigo de vida, e o Kaze no Okami transferiu toda sua energia vital para salvar Izanami e a criança, se desfazendo em vento. Infelizmente a morte de Izanami foi inevitável, mas o filho, Kagutsuchi, sobreviveu. A essência dissolvida do deus lobo, percebendo o ocorrido, encheu-se de tristeza e contagiou todo o ar com seu lamento. É por isso que os velhos de Uzu no Kuni dizem que, nas noites de ventania, ao ouvir os assobios e uivos do vento, na verdade são os lamentos do guardião pela morte de Izanami.
