Disclaimer: Amor Doce (Amour Sucré) pertence à Beemoov e a ChiNoMiko, todos os direitos reservados. Esta fic não possui fins lucrativos.

Sinopse: Yaoi, lemon, PWP, incesto (twincest). Armin não tinha lá muita experiência no campo amoroso, que diria com outro rapaz! Cheio de dúvidas, decidiu recorrer ao irmão, que era mais experiente no assunto. Só o que não esperava era que as lições não fossem apenas teóricas... (Alexy/Armin, Lysandre/Armin. Menção ao casal Kentin/Alexy).

Notas iniciais: Boa noite. Gostaria de pedir desculpas pela imensa demora na postagem deste capítulo. Explicações nas notas finais x.x


ENTRE IRMÃOS

Capítulo 2

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Ajeitou pela milésima vez os fios negros com os dedos, olhando-se no espelho do elevador.

Havia passado por um rápido banho de loja pela manhã — Alexy dissera que precisava cuidar bem do "look da primeira vez". Isso incluía até mesmo a cueca, que era nova (Nem pensar que você vai de cueca velha a um encontro desses!) e uma ligeira alteração de seu estilo usual (Pelo amor, vá só de camisa e calça! Precisa ser alguma coisa mais fácil de tirar!). Aquilo o deixava um tanto ansioso e fora de sua zona de conforto, mas precisava se conter.

Também aproveitaram a manhã para comprar uma caixa de bombons de licor de cereja. Segundo seu irmão, não seria de bom tom chegar de mãos abanando.

Quarto andar.

Caminhou pelo longo corredor com uma calma calculada, extremamente ciente de cada movimento de seu corpo. Imaginava o namorado ouvindo seus passos e não queria parecer nervoso demais. Observava a decoração elegante e discreta, bastante condizente para um prédio pequeno de quatro andares em um bairro tranquilo. Postou-se diante da porta de madeira escura, respirou fundo, ajeitou desnecessariamente a camisa verde-escura e tocou a campainha.

Não demorou muito para o belo rapaz de madeixas prateadas abrir a porta. Armin viu o namorado esquadrinhar seu corpo e abrir um ligeiro sorriso — aquele sorriso contido, algo misterioso, que tanto fascinava o moreno.

Lysandre.

— Ei…

— Boa tarde, Armin — A voz suave do outro o recepcionou.

— Ah… demorei?

— De forma alguma, entre… — Afastou-se ligeiramente para o lado, abrindo passagem.

O apartamento podia não ser tão grande, mas a decoração era fina. Cortinas negras de cetim nas janelas, belos móveis de aparência antiga. Uma estante ocupava praticamente uma parede inteira da sala, repleta de livros. Discrição e elegância. Era realmente o lar de Lysandre e Leigh.

Percebeu o olhar do namorado sobre si e o fitou interrogativamente.

— Oh, eu só estava reparando que você decidiu abandonar sua habitual sobreposição hoje… — O sorriso de Lysandre aumentou — Não que eu desgoste do seu estilo diário, mas devo dizer que ficou muito bem assim, só com a camisa e a calça… mais simples, não é?

Armin sorriu, mas acabou reparando que Lysandre também não usava seus habituais trajes. Usava apenas uma camisa preta e calça. De certa forma, seus estilos combinaram até mesmo naquela mudança.

Mais fácil de tirar, a voz de Alexy ecoou em sua cabeça, mas Armin ignorou aquele pensamento malicioso. Lysandre não teria aquele tipo de pensamento… pelo menos não era o estilo dele, era?

— Fique à vontade… — Entoou Lysandre distraidamente — Leigh deixou um filme pra nós…

— Você contou pra ele sobre…?

— Hum… devo ter mencionado — Lysandre deu de ombros — De qualquer forma, ele sabia que eu receberia visitas hoje. Acabei de fazer pipoca… eu estava justamente fazendo alguma coisa de que não me lembro quando você chegou…

— Procurando seu bloco de notas? — Armin apontou para o bloco de anotações sobre o sofá com um sorriso divertido. Lysandre deu uma risadinha.

— Precisamente! Sente-se, já trago o lanche e coloco o filme…

— Ah! Antes que eu me esqueça… — Entregou a caixa de bombons a Lysandre, que sorriu.

— Muita gentileza de sua parte, não precisava. Hum… licor de cereja… — Pareceu pensativo por um momento. Ante o olhar curioso de Armin, apenas tornou a sorrir — Fique à vontade, já volto...

Armin se sentou no sofá escuro, abraçando displicentemente uma almofada enquanto aguardava o retorno do namorado. Algo que o encantava, mas o deixava um tanto inseguro ao mesmo tempo, era a forma algo blasé de Lysandre ao reagir às situações. Teria ele realmente gostado daqueles bombons? E de suas roupas? E não haviam sequer trocado um beijo desde sua chegada...

O bloco de anotações estava aberto ao seu lado. Sabia que o namorado não gostava que invadissem sua privacidade, mas o geminiano não resistiu a dar uma espiada ligeira, aproveitando-se da ausência momentânea do anfitrião. E depois, não era como se estivesse abrindo o bloco para bisbilhotar, ele já estava aberto, mesmo…

Voltou os olhos azuis para ele disfarçadamente, deparando-se com versos esparsos:

Porque todo o Paraíso existe na imensidão daqueles olhos azul-céu

E, logo abaixo, os lábios tenros trazem a suprema tentação

Na seda negra dos cabelos, meus dedos se perdem em contemplação

E busco na pele de leite a promessa do mais puro mel.

Sentiu o rosto arder. Olhos azuis, cabelos negros... mas não ousaria dizer que os versos fossem baseados nele, seria muita prepotência de sua parte, talvez? De qualquer forma, Lysandre tinha uma forma muito intensa de se expressar, ainda que parecesse tão sereno em seu exterior. Talvez… fosse, de fato, como o enxergava. Não poderia afirmar, mas seu coração deu um salto ao imaginá-lo escrevendo aquelas linhas enquanto o tinha na memória...

Lembrou-se de quando começaram a se aproximar na escola — por ironia, graças àquele mesmo bloco de notas, que Armin havia encontrado quando procurava uma sala livre para jogar. Bastaria apenas devolver o objeto ao dono, mas fora surpreendido por um comentário do outro sobre a sobreposição de suas roupas e acabaram engatando uma conversa.

Não sabia ao certo o que o havia levado a seguir conversando com ele, já que à primeira vista não tinham muito em comum. Mas, de alguma forma, o estilo de Lysandre o intrigava. Acabaram encontrando um meio-termo por meio da música (e, curiosamente, Guitar Hero); além de que ambos, por vezes, buscavam locais mais sossegados para suas atividades favoritas: jogar, no caso de Armin; compor, no caso de Lysandre. Acabavam se encontrando e conversando um pouco dessa forma, nas singelas coincidências da vida.

Bastaram uma bateria de PSP vazia e um bloqueio criativo para que acabassem ficando pela primeira vez no porão de Sweet Amoris.

Os dois tinham uma dinâmica um tanto peculiar de relacionamento, na verdade. Não precisavam marcar encontros, pois se encontravam naturalmente pela escola; e, aos poucos, PSP e bloco de notas se tornavam secundários entre eles. De fora, ninguém poderia dizer o que os unia tão intensamente, eles que pareciam tão diferentes ante um olhar apressado. Mas não se explica esse tipo de coisa, afinal.

Admitia que havia pensado que aquelas duas semanas de "rolo" provavelmente terminariam com o fim do ano letivo. Para sua grata surpresa, estivera errado.

Graças a Armin, Lysandre finalmente se rendeu de bom grado ao Whatsapp.

Graças a Lysandre, Armin finalmente se rendeu de bom grado aos passeios ao ar livre durante as férias.

E havia sido no parque, uma semana antes, sentados tranquilamente a um banco ao anoitecer, que Lysandre lhe dissera que queria que fossem algo mais. Daquele jeito macio, displicente, algo blasé de se expressar...

Sentiu o perfume característico que anunciava o retorno do namorado à sala e inspirou fundo. Aquele cheiro o inebriava.

— Demorei? — Macio, trazendo uma tigela com pipocas e refrigerante.

— Não… — Armin sorriu, devolvendo a almofada ao sofá enquanto observava Lysandre colocar o filme — O que vamos assistir, hein?

— Hum… — Olhando a capa — Ele deixou "Shakespeare Apaixonado" pra nós. Ah, Leigh… — Lysandre pareceu refletir por um momento.

— Ah… — "Shakespeare", "Shakespeare"... onde tinha ouvido aquele nome, mesmo? Era alguém famoso, sabia… famoso e bastante antigo, com certeza; mas sabia que era alguém importante para Lysandre, então achou por bem não emitir qualquer comentário.

Após acomodar a tigela de pipoca e as bebidas, Lysandre fechou as cortinas, mergulhando a sala em quase completa escuridão.

— Incomoda-se? — Armin murmurou uma negativa — É que eu queria criar um clima para o filme, sabe como é...

O anfitrião se sentou no sofá com um estranho sorriso, como se parecesse estar se divertindo com alguma espécie de piada interna. Armin o fitou curioso, mas o namorado nada disse.

É agora… vai ser agora…

Lysandre apertou o play e o filme se iniciou.

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É necessário dizer, para o bem da clareza da situação, que Armin sequer prestara atenção aos dez minutos iniciais. Estava ocupado demais tendo consciência do próprio corpo ali naquele sofá, tentando relaxar conscientemente cada músculo de seu ombro esquerdo ou sua mão direita, pois não queria que o namorado percebesse o quão tenso estava. Também estava preocupado em refletir se deveria comer algo ou se o hálito de pipoca salgada com refrigerante não seria apropriado à situação.

A cada mínimo suspiro de Lysandre à sua direita, o corpo de Armin se arrepiava como se esperasse que o outro subitamente o puxasse para um beijo que iniciasse tudo aquilo para o qual achara que estava preparado, mas que ainda lhe trazia um frio na barriga a despeito de toda a preparação que tivera anteriormente com o irmão gêmeo. Bastava o outro mover a mão em sua direção e Armin estremecia, embora a mão pálida de Lysandre estivesse, na verdade, buscando a tigela de pipocas...

Vai ser a qualquer momento… logo ele vai deixar esse disfarce de lado, me agarrar e… vai ser aqui na sala mesmo? Bom, ele disse que queria criar um clima… será que o sofá é confortável pra isso? Acho que as almofadas podem ajudar… será que ele já deixou o lubrificante por aqui? Ah, é agora!

Contudo, os olhos bicolores do namorado estavam tranquilamente fixos na tela, e Armin começou a se sentir um tanto incomodado com a situação. Por que não acontecia nada? Sequer haviam se beijado! E estavam ali, sentados lado a lado, sem se abraçarem ou mesmo se tocarem...

Talvez aquilo fosse coisa da cabeça cheia de hormônios, afinal. Talvez tudo o que Lysandre quisesse fosse realmente passar uma tarde agradável assistindo a um filme com o namorado, e Armin colocara expectativas demais naquele encontro.

É… talvez devesse simplesmente prestar atenção ao filme em vez de colocar caraminholas na cabeça. Filme, aliás, que nem era tão ruim assim. Não tinha lá tanta ação, mas tinha uma ou outra tirada bem-humorada… Armin acabou por relaxar, resignado, e decidiu enfim prestar atenção à tela.

Com algum tempo de filme, já esquecido da tensão inicial, sentiu dedos roçando o lado esquerdo de seu rosto em uma carícia delicada.

— Hum?

Lysandre ainda parecia entretido com o filme, mas um leve sorriso podia ser visto à luz da tela. Armin havia se distraído de tal forma que sequer havia percebido o namorado passar um braço por trás de si, em um meio-abraço, de forma a alcançar o outro lado de seu rosto.

Sorriu, achegando-se um pouco mais ao outro e sentindo os dedos esguios do jovem compositor se embrenhando em seus cabelos. Suspirou.

— Está gostando? — A voz tranquila de Lysandre se sobrepôs ligeiramente ao áudio do filme.

Por um momento, Armin não soube dizer se o rapaz se referia ao filme ou aos toques, mas a resposta era a mesma…

— Sim…

— Não é exatamente o tipo de filme que eu tenho o hábito de ver — Comentou Lysandre — Acho que já devo tê-lo assistido uma vez, não me lembro… mas não nego que me agrada. Bloqueios de escrita podem ser dramáticos, e imaginar Shakespeare passando por isso é… curioso.

— É, ele parece ter sido um cara legal…

— "Um cara legal"... — Lysandre repetiu lentamente as palavras de Armin — É o que tem a dizer sobre William Shakespeare?

Se pudesse fazê-lo de forma mais discreta, Armin se daria um facepalm.

— Tudo bem, Armin, eu sei que Literatura não é uma de suas matérias favoritas, mas sei também que você já ouviu falar nele. Foi o autor de peças belíssimas… "Romeu e Julieta" é a mais bela história de amor de todos os tempos…

— Como assim? Mas eles não se matam no final?

— Er… precisamente.

— Então como pode ser a história mais bonita de amor, e tal?

Lysandre sorriu vagamente, pensando na trama.

— Eles se mataram porque não havia vida sem o outro — Suave — A luz da existência de Romeu era sua Julieta, e a dela também era ele. Essa entrega tão intensa e arrepiante é que faz com que esse romance atravesse séculos… é uma peça realmente atemporal...

— Prefiro Jill e Chris.

Lysandre pestanejou, confuso, e voltou as atenções a Armin.

— De que obra? Não me recordo deles…

— "Resident Evil", vai me dizer que nunca ouviu falar?!

— …

— O jogo com zumbis, Lys, lembra?

— … Ah.

Armin parecia um pouco mais confiante ao debater sobre o assunto em sua zona de conforto:

— Tudo bem que o Chris disse que eram só parceiros, mas sabe, eles enfrentavam zumbis juntos! Se um estava em apuros, o outro ia lá e salvava. Um não deixava o outro pra trás, entende?

Lysandre, que parecera um tanto aturdido a princípio, parecia prestar atenção às palavras do moreno.

— E quando a Jill se sacrificou pelo Chris e todos acharam que ela tava morta… sabe o que o Chris fez? Ele jurou que ia continuar lutando pelos zumbis por ela! Porque sabe, ela não ia gostar se ele se desse um tiro na cabeça pra segui-la pro Além. Se bem que ela não tinha morrido, mas aí…

Parou de falar ao ver que Lysandre o fitava com a testa ligeiramente franzida, como se estivesse refletindo sobre o que acabara de ouvir. Será que havia se ofendido?

— Hum… Lys… eu não quero dizer que "Romeu e Julieta" seja ruim nem nada, eu… desculpe. Eu sempre solto essas pérolas…

— Um pelo outro… — Murmurou Lysandre, pensativo.

— Oi?

— Devotar a vida em sacrifício ao outro… mesmo a memória… a simples memória do outro é capaz de guiar o amante em sua missão por toda a sua vida… a simples lembrança, mesmo através da distância… dando forças, dando alento...

Quando Armin o ouvia murmurar aquelas coisas desconexas, normalmente era sinal de que estava em um surto de inspiração. Costumava fazê-lo fitando a parede ou o nada, mas era desconcertante quando aquilo ocorria enquanto o olhava fixamente nos olhos.

— Ah… quer o seu bloco…?

— O amor que, ainda abraçado pela morte, é capaz de sustentar a vida… transcendental...

— M-mas Lys...

Surpreendeu-se quando as mãos gentis seguraram seu rosto com suavidade. Lysandre sorria abertamente.

— Você é mesmo encantador…

Armin sustentou o olhar intenso do outro por alguns segundos, sentindo-se corar. Rendido, fechou lentamente os olhos, e sentiu lábios macios se sobreporem delicadamente aos seus.

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Era sempre daquele jeito.

Aquele beijo terno que ia se tornando cada vez mais voraz, as mãos carinhosas que iam se tornando cada vez menos pudicas. Aquele rapaz elegante e contido que aos poucos se entregava e exigia mais, o delicioso perfume ganhando notas de desejo e paixão.

Lysandre.

Adorava cada suspiro dele, a forma como o escorpiano buscava seu pescoço e beijava a pele com sofreguidão, no tênue limite para não marcá-lo — ainda que houvesse o desejo de marcar Armin todo como seu, e o moreno podia sentir muito bem o quanto o outro se controlava para ser gentil. Adorava como a temperatura se elevava tão rapidamente quando estavam juntos — justo ele, que tanto detestava suar — e as roupas pareciam sobrar naquele cenário. Adorava até mesmo aquela angústia de querer o mais puro contato pele a pele.

Quando viu, já estava no colo de Lysandre, sendo explorado pelas mãos cada vez mais ávidas. Não era a primeira vez; sempre que o amasso esquentava, o namorado gostava de puxá-lo para si, de sentir seu corpo todo. Lysandre gostava daquele contato íntimo, de senti-lo seu.

E foi naquele momento que Armin sentiu, também não pela primeira vez, a excitação do outro pressionada contra si.

Ofegou ao sentir a ereção roçar suas nádegas, ainda que separadas pelas roupas que vestiam, e Lysandre apartou o beijo para fitá-lo em silêncio. Sabia o que iria acontecer em seguida: ao percebê-lo travado, o músico sorriria gentil e o retiraria de seu colo, e passariam o resto da tarde apenas aninhados, terminando de ver o filme e conversando sobre algo aleatório até o encontro acabar e…

Não. Não daquela vez.

"... não é gostoso sentir? Sentir que tô louco de tesão por sua causa…?"

As palavras de seu irmão ecoaram em sua mente. Ele tivera razão no dia anterior. E Lysandre estava ali, excitado por sua causa, não era fascinante? Mesmo na penumbra, tinha uma noção do estado em que o outro se encontrava por meio da respiração ofegante. O próprio Armin se sentia arder, ainda mais ao sentir aquela evidência indisfarçável de que o namorado o queria.

Por que temer? Por que recuar?

Sentiu a mão de Lysandre buscar seu rosto em uma carícia suave. Era o costumeiro "tudo bem" que denotava que o compositor não forçaria a barra. Antes que se desse conta, virou um pouco o rosto, beijando a mão do outro com carinho. Ao mesmo tempo, moveu ligeiramente os quadris em direção ao membro coberto de Lysandre, aumentando o contato e lhe arrancando um gemido algo surpreso.

— Ah… A-Armin…?

— Ah, vamos… — A voz de Armin se dividia entre divertida e manhosa — Não quer parar agora, quer?

— Armin… — A voz de Lysandre, um pouco rouca, estava séria — Não quero forçar nada com você.

— Quem disse que você está forçando alguma coisa? — Armin sorriu sereno. Sim, estava confiante. Sim, desejava loucamente o que o outro também queria.

— Você sabe o que eu quero, Armin… — Lysandre alisou as costas do moreno por baixo da camisa, sentindo-o se arrepiar.

Armin se inclinou para a frente e Lysandre sentiu a ereção do gamer pressionada contra seu abdome, seguida de um sussurro ao ouvido do anfitrião:

— Eu também quero… muito… isso.

O cantor estremeceu e, sem se conter, puxou-o para um beijo faminto.

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Suas camisas já estavam abertas, mas os dois não queriam deixar de se tocar tempo suficiente para despi-las por completo. Armin deslizava as mãos pelo peitoral claro de Lysandre enquanto tinha suas costas levemente arranhadas por ele. Aquele contato novo entre eles era realmente inebriante.

Mordeu o lábio, decidindo ousar um pouco. Fitando os olhos do namorado, levou os dedos ao cós da calça, fazendo menção de despi-lo. Ouviu um suspiro em resposta.

— Você está mais solto hoje… — Lysandre alisou carinhosamente os cabelos negros.

— Acha isso ruim? — Armin piscou, divertido; ante a negativa do namorado, terminou de despir tanto a calça quanto a peça íntima.

Tá… o que fazer agora?

"Oral é muito comum num relacionamento, tô surpreso que ele ainda não te fez um… Mas ele com certeza tá louco pra você fazer nele…"

Deveria fazer? Confessava que, desde a noite anterior, andava fantasiando com aquilo. Imaginava Lysandre no lugar de seu irmão, deliciando-se com sua boca. Adorava a voz dele… como seriam seus gemidos? Como seria fazê-lo se contorcer de prazer naquele sofá? Senti-lo se agarrar a seus cabelos ansiando pelo grand finale, ouvi-lo ofegar e pedir por mais…?

Ah, ele teria de fazer...

Desceu do colo do namorado, ajoelhando-se no tapete da sala e se postando entre as pernas dele. Estava ali, finalmente, diante do pênis ereto de Lysandre. Ergueu os olhos azuis para o namorado, umedecendo os lábios lentamente com a língua e, à luz da televisão ainda ligada, pôde vê-lo morder ligeiramente o lábio em expectativa, um certo rubor na face.

— Você… ah… não precisa fazer isso se não qui… AH, ARMIN! — O jovem de cabelos prateados se contorceu no sofá quando a boca úmida envolveu seu membro sem mais delongas.

Lysandre estava extasiado. Armin não apenas parecia ter perdido o receio de lidar mais intimamente com um outro homem, como parecia estar decididamente mais confiante. Sentia-o aos poucos modular suas ações de acordo com as respostas, e delirava quando o rapaz se punha a lambê-lo todo. Agarrou-se ao encosto do sofá, sentindo seu corpo tremer.

Armin, por sua vez, deliciava-se com os sons que Lysandre emitia. Os gemidos graves e incontidos, os suspiros profundos… eram tão ele! Sentia seus próprios pelos se arrepiarem com aquela voz cálida externando seu prazer crescente. Mantinha os olhos cravados no outro, sorvendo cada reação. Percebia o corpo de Lysandre estremecer especialmente quando usava a língua, e se esmerou nesse gesto em particular. Em resposta, sentia os quadris dele se erguerem ligeiramente, em um pedido tácito por mais de seus toques...

— A-Armin… — Ouviu a voz rouca chamá-lo; uma mão de Lysandre ainda se aferrava ao sofá enquanto a outra buscava seus cabelos, puxando com certa firmeza — P-Prepare-se…

Não que necessitasse de outro aviso que não fosse o membro pulsando contra sua língua. Abocanhou-o novamente e foi agraciado por um grito de êxtase e pelo sabor único de Lysandre, que se derramava em profusão. Buscou engolir o quanto conseguisse, embora pudesse sentir parte do sêmen escorrer por sua pele.

Lysandre o observou por um momento, arquejante, os olhos um pouco desfocados, e simplesmente o puxou pelo rosto, lambendo o esperma em seus lábios, queixo e pescoço com sofreguidão. Armin se agarrava a ele, o membro doendo dentro da calça.

— Isso… foi… — Lysandre não conseguia concatenar muito bem as palavras, aos beijos e lambidas com o namorado.

Armin suspirou. Seu corpo ardia, implorava por alívio. Os dedos se embrenhavam nos cabelos prateados do namorado, puxando-o mais para si. Lysandre não se fez de rogado, apertando as nádegas do moreno e lhe arrancando um gemido mais alto.

— Armin… — O chamado foi suave — Eu posso te retribuir…

— Uhum…

— Mas eu quero… muito… amar você, e preciso fazer isso agora...

Armin mordeu o lábio. Aquilo não era um anúncio, mas um pedido, e ele não tinha a menor intenção de recusar. Apenas assentiu com a cabeça, alisando-lhe o rosto. Lysandre se levantou com ele do sofá, guiando-o até o quarto aos beijos, os corpos colados.

Na tela, William Shakespeare finalmente tomava sua musa inspiradora.


Notas finais:

Isto aqui estava escrito há mais de um ano no meu Google Drive. E não, não era pra ser um capítulo completo. Há mais coisas, eu havia começado o lemon entre eles. Só que... nesse meio tempo, eu acabei meio que abandonando o fandom (ou melhor, passado a escrever em outro, que por sinal não está presente aqui no FFN) e desanimei de AD.

Eu já tinha chegado a pensar, já que eu estava demorando a concluir o capítulo, que eu poderia "quebrar" o capítulo dois, postar a parte já escrita e continuar. Hoje decidi fazê-lo, ainda que eu não tenha certeza de que vá prosseguir com esta fic. Afinal, já tinha essa parte toda pronta, mesmo... que eu ao menos pudesse justificar o fato de a fic ser LysMin XD

Não pensem, pelamordezeus, que é aquele tipo de mimimi "Quero X comentários pra continuar a fic" porque NÃO É (e tenho horror a esse tipo de chantagem barata), até mesmo porque fiquei muito feliz com a quantidade de leitores, de favoritos e comentários (aqui nem tantos porque o fandom não é muito grande no FFN, mas no Nyah teve), disso não tenho absolutamente nada a reclamar. É uma questão minha, mesmo, e peço que respeitem isso. Muitas pessoas aqui também escrevem e devem imaginar o quão difícil é escrever sobre algo (fandom, ship, gênero, assunto...) que já não lhe traz tanto prazer, afinal escrever fics é um hobby. Talvez eu volte a escrever fics de Amor Doce, e talvez até mesmo conclua esta fic, ninguém sabe o dia de amanhã. Mas não garanto nada.

Por isso decidi deixar a fic em aberto, mas já avisando os eventuais leitores da possibilidade de ela terminar aqui, dependendo dos rumos que minha vida tomar. Achei sacanagem deixar essa parte toda enterrada no meu Drive sendo que poderia perfeitamente postá-la para quem quisesse ler, então aqui está.

Ah, quanto aos comentários, também peço mil perdões por não ter respondido. Pretendo colocar as respostas em dia (algum dia q). Mas gostaria de agradecer por cada um deles, de coração! Definitivamente não foi por falta de apoio que abandonei esta fic, são coisas da vida.

Espero que tenham gostado! Desculpem-me pelos transtornos e até uma próxima, quem sabe?

Lune Kuruta (22/08/2016)