N.A.: ~*Yo, Minna!

"Oh, Kami! Dois capítulos num dia só", vocês devem estar pensando, né? E é isso mesmo! Quero inspirar minha capista linda!

Pegaram água? (pergunta idiota, eu sei, mas vocês vão entender o porquê) kkkkkkkkkkkkkk

Boa leitura!*~

Obs: Capítulo betado.

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Capítulo 2 - Minha

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Sakura terminava de encaixotar o restante de suas coisas. O casamento seria há dois meses, mas em consenso com Sasuke, decidira, a pedido na qual cedera de seu noivo, se mudar para o distrito Uchiha antecipadamente, mais especificamente em alguns dias dali. Ele exigia sua presença e sua companhia em tempo integral. Os males da guerra vivida traziam-lhe inseguranças e torturas que apenas sua presença aliviava, mesmo que não houvesse nem o mínimo de contato íntimo entre os dois. Entendera isso e se esforçava para ceder de boa vontade, afinal, ainda não era capaz de compreendê-lo inteiramente. Se isso lhe faria bem, como sua futura esposa, era sua obrigação fazê-lo.

Deveria estar sob um pesado sono, o noivado havia drenado quase toda sua energia. Sorrir e se manter disposta e alegre exigia muito de si e ainda haviam resíduos daquele incômodo que lhe pinicava como se fosse uma agulha, desde que Kakashi se despediu. Mesmo depois de Sasuke trazê-la para casa, como sempre fazia, depois de ele ir embora tomar um relaxante e demorado banho, beber um delicioso chá e deitar-se na cama, não conseguiu descansar, sequer pregou os olhos. Algo nas palavras de Kakashi ganhara sua atenção. O tom usado, o vazio das palavras, sua expressão nada agradável.

O bater da porta lhe tirou de seus pensamentos. Calmamente terminou de guardar o abajur que ganhara de Ino e fechou a caixa de papelão, lacrando-a com fita adesiva.

— Sasuke-kun? O que faz aqui? — questionou, franzindo o cenho em confusão para o moreno a sua frente — Esqueceu alguma coisa? — virou-se para procurar em meio a bagunça algo que pertencesse a ele, até uma grande mão lhe virar pelo ombro para frente — O que foi? — questionou e como resposta recebeu um beijo.

As mãos dele seguravam possessivamente as laterais de seu rosto. Os lábios estavam rígidos contra os seus e a língua forçava passagem para sua boca. Sasuke nunca lhe beijara assim e a surpresa a fez se engasgar.

Afastou-o com as mãos contra o peito dele e recuou alguns passos, encontrando os ônix — O que está fazendo? — instintivamente levou uma das mãos à boca, criando uma proteção contra outro possível furtivo beijo.

Ele deu um passo em sua direção e ela recuou no mesmo instante. Estava confusa e mais do que isso, com medo, não dele, mas de descobrir que não estava pronta para se entregar inteiramente para o homem que sempre alegou para si mesma amar. Por que se sentia tão insegura? Por que estava recuando? Não o amava como alegava?

— Sakura. — sua voz estava mais grave e rouca que o normal, o olhar estranhamente intenso, a postura completamente dominadora. Começou a ofegar e não sabia identificar se era por medo ou ansiedade. Passo a passo ele reduzia a distância. Ao se aproximar na distância satisfatória, pousou uma das mãos na lateral do seu rosto — Tem medo de mim? — as palavras saíram aveludadas num arrastar preguiçoso, totalmente oposta ao seu habitual trejeito.

"Tenho medo dele?", a questão era inevitável, porque todas as reações de seu corpo levava a ela. É seu futuro esposo, deveria temê-lo?

Fechou os olhos arregalados, respirou fundo, ordenando para que seu coração se acalmasse e voltou a encará-lo. A relação que construíra com Sasuke não poderia ter esse tipo de fraqueza. Prometeu a si mesma que estaria ao lado dele para sempre, que o amaria incondicionalmente e cumpriria, cumpriria com veemência.

— Não. — respondeu, arrancando de si confiança para convencê-lo.

Um sorriso de canto discreto desenhou os lábios finos e o olhar dele afrouxou-se — Não é o que parece. — o sorriso se alargou, arrancando-lhe um frio na barriga. Por que sorria mesmo o desapontando?

O que a garota mais estranhou foi o fato de que ainda sorrindo de modo vencedor ele se aproximou mais e mais, mas Sasuke não se aproximava de si, por espontânea vontade então era o mesmo que o acontecimento de um milagre e milagres não existiam, ela mais do que ninguém sabia disso. Já se beijaram uma vez e por iniciativa dela, mas foi algo tão vazio, automático, incômodo, até para si que sempre sonhou com o acontecimento, que definitivamente já havia se conformado de que sua relação com ele não seria nada satisfatório e pior, nada feliz.

Resistiu ao impulso de recuar. Se ele estava tomando a iniciativa não poderia desencorajá-lo a sentir sua humanidade e suas necessidades apenas porque estranhara. Aguentaria firme, aguentaria qualquer coisa por ele, prometera isso.

Os longos dedos tocaram sua bochecha gentilmente. Tatearam a pele macia com o cuidado que algo precioso e delicado exigia. Espalmou a mão na lateral do rosto alvo e o puxou para um beijo. Um beijo diferente. A mente da rosada estava se perdendo no entorpecimento que a confusão lhe causou. O beijo era calmo, mas intenso. Deliciosamente úmido, próximo, ostentando sentimentos. O que era aquilo?

Com a outra mão ele segurou a cintura fina e possessivamente a trouxe para si. Os corpos se aproximaram de forma que nunca se aproximaram antes. Era necessário extinguir a distância.

Incitado pela curiosidade, o pequeno, mas forte corpo feminino se entregou as sensações. Elevou os braços e rodeou o pescoço dele. Uma das mãos se enterrando entre os fios negros e macios. A outra, apertando firmemente a pele da nuca, as unhas arranhando levemente. Em um impulso recíproco, ela estava com as pernas presas na cintura dele. O beijo sofrendo uma brusca mudança para algo mais caloroso. Era tanta proximidade, tantos toques, apertos e luxúria que o contato não dava conta. Era uma novidade gostosa, viciante. O que seria da sanidade dos dois depois daquilo?

Ele deu alguns passos adentrando a casa e uma das mãos apenas deixaram o corpo feminino para fechar a porta atrás de si. Logo estavam rodeando a bunda firme dela. A outra mão abandonou a bunda para passear pelas costas ereta, por dentro de sua camiseta vermelha com o símbolo que abandonará em alguns meses para substituí-lo pelo que quando mais jovem sempre sonhou em carregar e a onda de confusão a despertou dessa vez. A mão que a acariciava por dentro da blusa era quente, formigava sua pele por onde passava, entretanto as de Sasuke sempre foram gélidas.

Rapidamente cessou o beijo e se afastou — Espere… — pediu, tentando afastar Sasuke que substituíra sua boca pelo pescoço, onde mordiscava e alternava entre beijos e chupões — Por favor, pare.

Ele se afastou. Os ônix estranhamente gentis encontraram as esmeraldas confusas e um sorriso maroto brotou nos lábios finos — O que foi? — questionou, porém não era num tom aborrecido, como esperava ouvir. Era leve, a beira da calmaria, trazendo-lhe a imagem de outro homem em sua mente.

— Eu… — balbuciou, estranhando as reações da sua mente e coração. Se amava Sasuke, por que o coração acelerou quando a voz lembrou Kakashi? Os olhos marejaram com a dor que o erro de deixar Sasuke ir tão longe lhe causou — Eu não entendo… eu não posso…

Ele soltou um riso curto gutural, os ônix insólitos caíram sobre seu pescoço e percorreu o corpo sentido contrário ao rosto. O corpo dela reagiu prontamente, arrepiou-se por inteiro ao olhar faminto e extremamente malicioso.

Isso apenas a confundia, piorava tudo. O que estava acontecendo consigo? Como era possível o coração sentir uma coisa e o corpo outra, totalmente contrária? As esmeraldas estavam imersas em lágrimas hesitantes. Suspirou quando a mão quente pousou na lateral do rosto e o polegar carinhosamente acolheu a lágrima que fugiu dos olhos quando fecharam em apreciação ao toque por segundos.

A expressão tornou-se séria, mas ainda mantinha no ar a inusitada gentileza — Não se prenda ao que vê. Apenas sinta, Sakura. — a mão desceu para o pescoço e desfez o contato só para abrir o zíper de sua camiseta.

Ela tentou respirar fundo, porém a respiração saiu falha. O próprio diafragma estava agitado. A mente processando lentamente as palavras dele. "Não se prenda ao que vê? O que quer dizer?". As perguntas ficaram presas a sua mente, quando estava prestes a perguntar sentiu as calorosas mãos percorrerem as laterais de sua cintura adentro, até que arqueasse suas costas para que ele pudesse lhe abrir o sutiã.

Era incrível como seu corpo correspondia ao dele tão facilmente. Era uma obediência nova para si, nem mesmo em suas fantasias imaginara que algum dia seria assim, principalmente depois do desagradável beijo. Mais uma vez estava surpresa e confusa, chegou até a cogitar que estava presa em algum genjutsu, no entanto, qual o sentido de prendê-la num genjutsu dessa natureza? Tudo parecia possível, menos viver aquilo com Sasuke.

— Ah… — um gemido escapou de sua boca, mesmo depois de morder os lábios para aprisioná-lo.

Ele a prensou contra a parede ao mesmo tempo que a boca sedenta capturou seu seio direito. Mal se deu conta de quando ele lhe tirou completamente o sutiã junto a camiseta, os jogando no chão e abocanhou com gosto o seio mediano alvo com auréola rosada. Ele o chupava, sentia a sucção rude, porém prazerosa. Ora ou outra a língua brincava rodeando o bico firme, lhe causando ainda mais arrepios. A outra mão dirigiu-se para o seio esquerdo e apalpou-a fortemente lhe arrancando mais gemidos. Era forte, doloroso, excitante, parecia que lhe arrancaria os seios de forma bruta. A boca e a mão trabalhavam em conjunto em um ritmo único, tirando de si exagerados e calorosos gemidos, quase como se implorasse por mais.

Sentia a umidade aumentar entre as pernas, algo que nunca lhe havia ocorrido antes e o roçar do membro duro e pulsante dele em seu centro de perdição apenas triplicava aquelas sensações arrebatadoras, mesmo com roupas no caminho.

Abriu os olhos e pela visão periférica o viu arqueado sobre si. Ele era muito maior, não só em comprimento como também em largura. Ombros largos, musculosos e tensos. Era erótico o modo como o corpo dele a contornava, apenas para que a boca tivesse livre acesso ao seu seio. Os olhos reviraram quando ele o sugou mais uma vez, perdeu completamente as forças nas pernas, ainda enroscadas na cintura dele com a ajuda da outra mão dele.

A mão feminina se enfiou entre os fios e grudou num punhado quando sentiu o seio ser sugado outra vez. Outro gemido. A língua dele parecia experiente o suficiente para em meros minutos descobrir seu ponto fraco, pois estava delirando com o que aquela boca despertava em si.

O quadril masculino estava empenhado em incitá-la a querer mais. O esfregar já estava a deixando em frenesi, se entregando ao que ele estava propondo, querendo mais e mais, e mais.

— Sasuke-kun… — o nome saiu como um gemido, a mente totalmente entregue ao êxtase.

A boca e a mão do homem deixaram seus seios. O grande corpo se afastou e endireitou, obrigando-a a pousar os pés no chão e levantar o rosto para olhá-lo nos olhos. O rosto dele abaixou na sua altura, fazendo-a se encolher amedrontadamente. Os ônix emanando repreensão — Não repita este nome. — as palavras soaram pesadas, disparadas da boca como tiros. O tom claramente aborrecido, porém totalmente irreconhecível para o grande Uchiha, porque suas repreensões eram de longe muito mais assustadoras.

Confusa, meneou a cabeça — O… o que? — conseguiu proferir em meio ao ofego, as esmeraldas em alertas o avaliando.

O homem enganchou com um braço a cintura fina e passou o outro por trás das pernas dela, pegando-a no colo de repente. Andou a passos largos até a sala bagunçada, desviando das caixas abertas e lacradas em torno do sofá, que por sorte estava desocupado. Ele a jogou sem delicadeza nenhuma sobre o pobre sofá e imediatamente retirou a camiseta escura. Os olhos obcecados no rosto angelical, porém assustado dela. A expressão rígida, uma perfeita mistura de irritação e malícia, perigosa. Kami, o quão pecaminoso aquele homem poderia ser?

O canto dos lábios ergueu num sorriso perverso e os olhos estreitaram, como se vissem algo interessante. Umedeceu o lábio inferior e levou a mão direita sobre o volume convidativo no próprio corpo, o apertando de uma só vez. Que estava excitado era óbvio, até mesmo para uma pobre alma puritana queimando no fogo da luxúria, mas vê-lo apertar o próprio membro fez seu corpo se contorcer em um desejo insano de tê-lo dentro de si e ele parecia sentir isso, em um único movimento, apoiou um dos joelhos no sofá e a puxou para si, obrigando-a a rodear o próprio corpo com suas pernas.

— Ah! — um ofego assustado escapou e o subir e descer do peito pela respiração entrecortada a lembrou de que estava nua da cintura para cima. Imediatamente cobriu os seios, cruzando os braços sobre eles.

— Tire. — ordenou. A voz imponente lhe causou maravilhosos e assustadores calafrios. Medo e excitação se fundindo. Ouviu um rosnado e logo ele estava deitado sobre si, elevando os pequenos braços ao alto da cabeça.

Não soube dizer como aconteceu, pois fora muito rápido. Em segundos estava com os pulsos amarrados. Ergueu a cabeça e viu que a corda estava amarrada a algo. Puxou levemente a corda e percebeu que estava muito bem amarrada à pequena, mas que pesava absurdos por ser de quartzo estrelar, mesa de canto.

— O que…? — sussurrou, confusa. As orbes procurou o homem responsável por aquilo. Se debateu e tentou se livrar das cordas, em vão, claro. Não conseguia sequer separar os pulsos com a força humana. Irritada, acumulou uma quantidade desnecessária de chakra nos pulsos e puxou fortemente cada um para um lado no intuito de arrebentá-la. Imediatamente seu chakra foi sugado de uma vez só, lhe causando uma leve vertigem. Os olhos rapidamente fecharam e o cenho franziu com a sensação desagradável de ter o chakra drenado.

— Estava com sede. Espero que não se importe de eu ter invadido sua geladeira. — ouviu num tom zombeteiro e ritmo preguiçoso, que definitivamente não combinava com seu futuro esposo.

Abriu os olhos, um de cada vez, para testar sua estabilidade. Somente quando teve certeza de que a vertigem tinha sumido junto com a sensação de ter seu chakra sugado, ousou levantar a cabeça para encontrá-lo vindo da sua cozinha, andando lentamente com uma das mãos no bolso e a outra segurando um copo.

— Por que estou amarrada? — questionou, irritadiça.

— Porque não me obedeceu. Ordenei para que tirasse os braços da minha frente.

Veias saltaram na testa úmida e conscientemente acumulou mais chakra nos pulsos, numa falha tentativa de arrebentar aquelas cordas irritantes que a prendiam. As sensações vieram como uma grande descarga elétrica, muito mais forte que a primeira vez. O que era para ser apenas vertigem tornou-se um turbilhão de sensações ruins, lhe causando dessa vez a perda rápida de sentidos. Por segundos desmaiou. Quando retomou sua consciência, arregalou os olhos e assustada procurou seu maldito futuro esposo, prometendo a si mesma socá-lo até se arrepender de tê-la amarrado.

— É inteligente o suficiente para perceber que esta não é uma corda comum, então pare de desperdiçar seu chakra. — ouviu vindo do lado oposto em que ele estava antes, próximo a seus pés. Virou a cabeça em sua direção e o encontrou sentado na poltrona. Ambas as mãos nos bolsos, as pernas abertas dobradas, a postura nada ereta, muito pelo contrário, estava sentado despojadamente. Umedeceu o lábio inferior, como um vício, que não percebera que tinha até aquele instante — Você fica linda assim. — o tom caiu alguns decibéis, tornou-se mais grave e rouca, a expressão sofrera uma mudança sexy de descontraída para austero. Levantou-se, sem desviar aquele olhar faminto de si. Pegou o copo cheio com água em cima da mesa de centro e andou até ela — Estou com sede, Sakura, e não é de água.

Um ofego sôfrego escapou dos lábios levemente avermelhados. A frase lhe arrancou a decência e lhe fez queimar dos pés a cabeça. Por que lhe soou suja, quente e extremamente indecente? O corpo já estava com uma leve dormência, provavelmente por ter tido uma bruta drenagem de chakra, com o calor que o que ouviu lhe causou, junto ao seu olhar, que devorava sua nudez da cintura para cima, estava muito pior. Quase não conseguia mais raciocinar. Para o bem de seu juízo, se agarrara a desconfiança diante do modo como Sasuke se portou desde que viera lhe visitar. Tudo estava diferente, do jeito como andava ao jeito de lhe olhar. O que diabos estava acontecendo? Por que…-?

O raciocínio se perdeu quando sentiu água gélida cair sobre sua pele quente. Uma enxurrada sobre seus seios lhe deu um delicioso choque térmico, a fazendo revirar os olhos. Em instantes ele estava ajoelhado no chão ao seu lado, lambendo a pequena poça d'água entre seus seios. Depois de beber cada gota sobre a pele macia e eriçada, abocanhou o seio esquerdo, chupou e mordeu, como fez antes de trazê-la para o sofá e amarrá-la, e apenas quando ficou satisfeito fez o mesmo com o direito.

— Oh… — gemeu, se contorceu, incapaz de se controlar. Aquilo estava a matando. Quente, frio, quente de novo. Já não havia um pingo de sanidade. Quando sentiu a sucção mais forte os braços encolheram-se e acidentalmente acumulou chakra, em mais uma falha tentativa instintiva de se soltar — Kami! — exclamou, quase em um grito, tendo até os dedos dos pés contorcidos de tanto prazer. Além daquelas ondas de sensações térmicas, agora vinha a dormência de ter o chakra drenado para sensibilizar seu corpo e potencializar as investidas da boca dele. Fechou fortemente as pernas, como se isso pudesse aliviar a carência de seu baixo ventre e arqueou as costas, deixando a total disposição seus seios para ganhar como prêmio sucções mais fortes e apertos mais firmes.

— Você me deixa cada vez mais sedento, Sakura. — sussurrou no ouvido aguçado dela, que estava cada vez mais próxima de uma tortura sôfrega desesperadamente desejosa.

Engoliu a seco e apertou ainda mais os olhos fechados. O sentiu se afastar e aproveitou para tentar recobrar o raciocínio perdido. Os pulmões sofrendo exaustão pela pressão que o corpo sofrera. Os músculos tensos. A pele sensível e quente, quente como o inferno.

Água gélida caía sobre sua barriga e os músculos rapidamente se contorceram mais uma vez e como toda ação gera uma reação, lá estava ela incapaz de controlar o corpo indefeso que por instinto acumulou mais chakra e tentou se soltar da corda e como um déjà-vu, aquelas malditas e maravilhosas sensações voltaram, a levando a loucura. Quente, frio, quente. Dormência, sensualidade e prazer. "Oh, é quase insuportável!".

Dobrou um dos joelhos e contorceu mais uma vez os dedos dos pés e o corpo inteiro, sentindo ele sugar a água acumulada em seu umbigo. A língua rodeava aquele pequeno buraco e depois o penetrava, como se pudesse tocar suas entranhas. Era uma sensação incômoda, mas que incrivelmente mexia diretamente com seu baixo ventre. Assustou-se quando sentiu a mão quente espalmada sobre sua vagina. Em reflexo, as pernas se afastaram para que ele pudesse tocá-la melhor onde ela implorava por atenção. A língua voltou a lambê-la, subindo para seu seio. A mão trabalhando em conjunto, a acariciando com um pouco mais de força em movimentos circulares por cima do shorts.

Sentiu o roçar de fios em seu rosto e abriu os olhos. Viu apenas a lateral do rosto dele e perifericamente o braço esquerdo dele, curvado sobre seu corpo, sugerindo como a mão dele foi parar lá.

— Ainda estou com sede. — alegou no pé do ouvido, fazendo-a estremecer toda com o timbre violentamente malicioso.

Onde mais jogaria aquela água terrivelmente gelada dessa vez? Como se para responder sua pergunta mental, ele a apertou, lhe causando um rápido e torturante alívio na carência de toques. Queria mais, precisava de mais. Ouviu aquele riso curto gutural e o viu se afastar. Os olhos seguindo curiosamente os movimentos dele. A ansiedade se misturou ao medo ao vê-lo se colocar entre suas pernas, afastando-as com os joelhos, depois de deixar o copo em cima da mesa de centro. Os olhos arregalaram quando se deu conta do que ele pretendia fazer e sua mente se antecipou ao calcular as consequências do que ele faria consigo.

O pânico cresceu em seu peito e instintivamente começou a se debater — Não… - implorou, tentando controlar a si mesma — Por favor, não faça isso! — choramingou, a ponto de lágrimas escorrerem por suas bochechas levemente rubras. Seria o fim de si, tinha certeza. Não aguentaria dessa vez, sentia.

Com um sorriso perverso nos lábios ele rodeou com as duas mãos a cintura fina e agarrou o shorts com a calcinha. Em um único puxão ele rasgou os dois, jogando seus vestígios no chão, deixando-a completamente exposta. Os olhos famintos percorreram o corpo nu inteiro. Não sabia se se sentia envergonhada, amedrontada ou excitada. O que diabos estava acontecendo com seu juízo?

O viu umedecer o lábio inferior, lhe oferecendo aquele sorriso de canto perverso e soube que ele não pararia, a torturaria mesmo, a levaria ao céu e depois ao inferno.

— Por favor… por favor, não faça isso! — choramingou mais uma vez, esperançosamente. O viu pegar o copo preenchido até a metade com a desgraçada água gélida e levantá-lo como se brindasse. Os olhares se encontraram, o sorriso perverso dele se alargou, como se ele se divertisse com seu desespero pelo que estava por vir — Por favor… — implorou, sentindo mais lágrimas escorrerem — Por favor… eu não vou aguentar! Pare, Sasuke-kun!

Num piscar de olhos o sorriso desapareceu. O semblante ficou rígido e a expressão nula. Para onde foi aquela diversão toda?

— Mandei não repetir este nome. — aquele tom preencheu seus ouvidos e a fez estremecer, sentir aquele frio na barriga, aquele calafrio, aquele arrependimento. Não entendia o motivo, mas entendia que o tinha aborrecido mais uma vez e mais do que isso, sabia que seria punida, como fora quando foi amarrada àquela maldita corda.

Sem piedade nenhuma ele jogou de uma só vez aquela água gélida sobre seu centro quente. O choque térmico quase colapsou seu corpo. Lá por natureza é extremamente sensível, depois das carícias que recebeu estava mil vezes mais incontrolavelmente sensível e novamente teve aquele devastador déjà-vu. Quente, frio, quente. Dormência, mas dessa vez, muito maior que antes. O choque térmico fora tão estarrecedor que acumulou praticamente quarenta por cento de seu chakra de uma só vez e de uma só vez o perdeu. O corpo se contorceu tanto no processo que de fato chegou perto de se livrar da corda, se não fosse por ele segurar firme seus braços teria se soltado, mas isso não o parou, ele mal lhe deu tempo para se recuperar da drenagem de chakra. Sua boca já estava lambendo de fora a fora sua boceta virgem. A língua brincava com os lábios inchados e pelo que dizia ser "sede" lhe sugou, sugou como se fosse um poço de água no deserto, necessário e viciante. A fazia se contorcer, forçar o corpo a tentar agir e como consequência a corda reagir, lhe sugando mais e mais chakra. Kami, era avassalador, muitas sensações para um corpo só. As mãos firmes seguraram ambas as coxas rentes a cabeça e forçou a boca invasivamente para sua fissura encharcada, a penetrando com a língua firme e vingadora. Aquelas sucções nos seios não eram nada perto do que ele estava fazendo em seu centro de perdição. A tensão se acumulava cada vez mais pelo que parecia ser uma eternidade, até atingir seu auge e a jogar naquele mar de sensações.

Gemeu alto, sentindo seu corpo explodir em dormência e satisfação incomum. Foi seu primeiro orgasmo. Intenso, inacreditável e destruidor orgasmo. O prazer lhe quebrou em pedaços e ainda sim, sentia ele a chupar, sugar todo o líquido pegajoso e transparente que seu corpo acumulara até aquele momento.

Fraca, com uma terrível vertigem por ter perdido praticamente todo o seu chakra, fez uma força colossal para levantar a cabeça e encontrar o responsável pelo seu estado de certa forma deplorável. Enxergava entre suas pernas apenas fios arrepiados, sem organização alguma, prateados. O cenho franziu, não achando nexo algum para o que via e os olhos estreitaram.

— Quem… — pronunciou, num sussurro dificultoso — …quem é? — perguntou, mas mais para si mesma, completamente confusa.

Ele ergueu a cabeça passando a língua sobre o lábio inferior, que mantinha vestígios do seu néctar e sorriu aquele sorriso perverso.

Havia muito o que processar, mas o momento era completamente inconveniente. Não havia forças para isso, entretanto, conseguira formular alguns pensamentos.

Primeiro, viu Kakashi sem sua habitual máscara.

Segundo, seu rosto era extremamente lindo.

Terceiro, o sorriso, aquele sorriso perverso, ficava muito melhor e mais sexy nos lábios dele do que nos de Sasuke.

Quarto, ele estava entre suas pernas.

Quinto, por que ele estava entre suas pernas, se estava com Sasuke até agora a pouco? Por acaso estava alucinando? Desejava tanto assim seu Sensei a ponto de trair em pensamento seu noivo?

Não conseguiu continuar. A consciência lhe abandonara de vez quando moveu minimamente os pulsos, pelo incômodo que a dor causara e mais uma vez o corpo reagiu instintivamente tentando se soltar. Seu pouco chakra restante foi drenado, a levando ao desmaio.

A cabeça provida de fios rosados caiu sobre o sofá e ele engatinhou sobre ela, até o seu rosto estar a frente do angelical — Minha. Hoje a farei minha. — sussurrou no ouvido dela, deixando uma mordida no lóbulo da orelha e um beijo úmido no pescoço.

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N.A.: ~*Aí aí aí, estou morrendo para ver o que vocês acharam!

Tenho inúmeras perguntas, mas vou guardá-las para não dar spoilers! kkkkkkkkkkk

Só posso dizer uma coisa, Kakashi é quente e danadinho, né? =P

Comentem, gente! Logo mais trago o próximo capítulo que, por Kami, continua essa safadeza toda do nosso Sasuke-kun mudado ou do nosso Kaka-safado que se passou pelo Sasuke!

Até a próxima!*~